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Relatório estágio profissional

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA

NOVA MEDICAL SCHOOL | FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS

RELATÓRIO FINAL DE

ESTÁGIO

6º Ano | Estágio Profissionalizante Ano letivo 2017-2018

Daniela Alexandra Flores Capela Magalhães

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“"Unless both the doctor and the patient become a problem to each other, no solution is found." (C. G. Jung, Memories, Dreams, Reflections)

GLOSSÁRIO

ACS - American College of

Surgeons

ATLS – Advanced Trauma Life

Support for Doctors

CHLC – Centro Hospitalar de

Lisboa Central

CST – Cesariana Segmentar

Transversa

CTG – Cardiotocografia DEO – Diário de Exercício

Orientado

DG – Diabetes Gestacional

ECD – Exames Complementares de

Diagnóstico

FIV – Fertilização in vitro

HDE – Hospital de Dona Estefânia IAC - Internos de Ano Comum ICSI – Intra Citoplasmatic Sperm

Inject

IFE - Internos de Formação

Específica.

ITP – Indução do Trabalho de Parto MAC – Maternidade Alfredo da

Costa

MGF - Medicina Geral e Familiar MIM – Mestrado Integrado em

Medicina

NMS|UNL – NOVA Medical School

– Universidade Nova de Lisboa

PCA – Perturbação de

Comportamento Alimentar

PE – Pré-Eclâmpsia

RCF – Restrição do Crescimento

Fetal

TEAM - Trauma Evaluation And

Management

TVP- Trombose Venosa Profunda WISC—III (Escala de Inteligência

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ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO E OBJETIVOS……….……….………..………... 1

2. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS - ESTÁGIOS PARCELARES 2.1. Medicina Interna………... 2

2.2. Cirurgia Geral……….……... 3

2.3. Medicina Geral e Familiar ………... 3

2.4. Pediatria……….……….………..… 4 2.5. Ginecologia e Obstetrícia ……….………..….………….. 4 2.6. Saúde Mental ……….………..……….…. 5 2.4. ELEMENTOS VALORATIVOS……….……… 6 3. REFLEXÃO CRÍTICA……….………..… 6 4. ANEXOS ……….……….… 9

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1. INTRODUÇÃO/OBJETIVOS

O presente Relatório destina-se a descrever sucintamente o trabalho desenvolvido ao longo do 6º ano do MIM da NMS|UNL. O plano curricular integra um Estágio Profissionalizante, constituído por seis estágios parcelares (Medicina Interna, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Saúde Mental e Medicina Geral e Familiar).

O documento estrutura-se em três partes, primeiramente explicitando os objetivos gerais propostos; segue-se a descrição das atividades desenvolvidas, representativas de cada estágio, contemplando os elementos valorativos; e termina tecendo uma reflexão crítica incidente no cumprimento dos objetivos e avaliação retrospetiva do ano letivo e do MIM.

Tratando-se do último ano da formação pré-graduada, o 6º ano assume características profissionalizantes. Assim, tem como objetivo principal a aquisição de autonomia e responsabilidade crescentes, através da integração na prática clínica hospitalar. Refletindo os objetivos enunciados no documento Core Graduates Learning Outcomes Project e nas Unidades Curriculares dos vários Estágios Parcelares, defino os seguintes objetivos gerais do Estágio: (1). Conhecer os princípios gerais de atuação das principais patologias em Portugal e no Mundo, contextualizadas à realidade de cada estágio parcelar; (2). Identificar e hierarquizar situações clínicas urgentes/emergentes, reconhecendo critérios de gravidade e de referenciação; (3). Desenvolver habilidades comunicacionais com os doentes e a família, de acordo com o Método Clínico Centrado No Paciente, bem como com outros profissionais em temas de abordagem multidisciplinar; (4). Treino de procedimentos fundamentais ao exercício profissional futuro; (5) Aperfeiçoar a colheita de dados anamnésticos, realização de exame físico, solicitação ponderada de ECD, discussão diagnóstica, orientação terapêutica e recomendação de medidas preventivas e promotoras de saúde; (5). Adotar um comportamento adequado ao ambiente hospitalar demonstrando assiduidade, pontualidade, rigor científico e integridade intelectual.

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2. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

2.1. Estágios Parcelares Integrados no Estágio Profissionalizante

2.1.1.Medicina (11/09/2017 a 03/11/2018)

O estágio decorreu no HSJ – CHLC, num período de 8 semanas, sob tutoria do Dr. António Godinho e regência do Prof. Doutor Fernando Nolasco. Em termos de atividade clínica na Enfermaria, acompanhei a evolução em internamento de 20 doentes (média de idade: 71 anos) e os diagnósticos mais frequentes de pneumonia, DRC e DPOC. As tarefas consistiram na observação diária dos doentes atribuídos; interpretação e solicitação de ECD, com ponderação diagnóstica e terapêutica; diagnóstico de situações clínicas intercorrentes; redação de diários clínicos, registos na folha de observação dos doentes e duas histórias clínicas formais; estabelecimento de hipóteses diagnósticas; otimização e instituição terapêutica; realização de técnicas (punções arteriais e venosas); discussão com a equipa médica; elaboração de notas de alta/entrada; realização de pedidos de observação por especialidades; discussão com elementos de outras Especialidades e de outras áreas da saúde; comunicação de situações clínicas aos doentes e seus familiares. Participei nas atividades do serviço, das quais saliento a visita médica semanal onde apresentei e expus a situação clínica dos doentes a meu cargo. Frequentei o SU semanalmente, tendo observado 40 doentes, com diagnósticos mais frequentes de Infeção respiratória alta/baixa, Intoxicação etanólica aguda, Ingestão de tóxicos/IVM, ITU e Patologia osteoarticular. Na Consulta Externa, acompanhei o tutor na avaliação de 13 doentes com patologia do foro cardio-metabólico. Assisti, ainda, a consultas de Medicina/I com a Dr.ª Fátima Lampreia onde se faz o acompanhamento a doentes com HIV. Em termos de atividades formativas, frequentei Sessões Clínicas semanalmente, apresentadas por IACs e IFEs. Apresentei ao tutor temas no âmbito da Medicina Interna: 1. Anticoagulação oral; 2. Diagnóstico diferencial de comas; 3. Distúrbios hidro-eletrolíticos; 4. Infeções respiratórias; 5. Síndrome febril indeterminado; 6. Diarreias;

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7. Interações medicamentosas. Apresentei um trabalho subordinado ao tema “Sepsis Overview”, assente no 3º consenso internacional da definição da Sépsis e Choque Séptico.

2.1.2. Cirurgia Geral (06/11/2017 a 12/01/2018)

O estágio decorreu no HBA sob tutoria do Dr. Paulo Oliveira e regência do Prof. Doutor Rui Maio. Dedica-se uma semana a aulas teórico-práticas; duas ao estágio opcional; quatro a cirurgia e uma ao SU. No estágio prático de Cirurgia integrei a equipa cirúrgica do tutor com enfoque em patologia hepática. No Bloco Operatório, assisti a 13 cirurgias, tendo participado no ato cirúrgico como 3ª ajudante em duas cirurgias (Colecistectomia e Hernioplastia, via laparoscópica). Observei doentes no Internamento Médico-Cirúrgico do HBA. Realizei diários clínicos, notas de alta e duas histórias clínicas formais. Na Consulta Externa, observei 38 doentes sob supervisão do tutor, onde se procedeu à revisão pós-operatória; avaliação de doentes reencaminhados da MGF/outras especialidades e explicação de propostas terapêuticas através do consentimento informado. Na vertente do SU e Pequena Cirurgia, pratiquei suturas e desinfeção de feridas. Realizei o Estágio

Opcional em Medicina Intensiva nas Unidades de Cuidado Intensivos e Intermédios, dirigidas pelo

Dr. António Messias. Realizei exame objetivo dirigido aos principais sistemas orgânicos, elaborei diários clínicos, realizei gasimetrias em linha arterial. Realizei o curso TEAM (vide Anexos) organizado pelo ATLS Portugal e pela SPC segundo o modelo educativo da ACS. No Mini-Congresso de Cirurgia do HBA apresentei um trabalho que incidiu sobre Tumores Pancreáticos.

2.1.3. Medicina Geral e Familiar (22/01/2018 a 16/01/2018)

Estagiei na USF Cidadela (Cascais) sob orientação da Dr.ª Maria da Luz. Conduzi e assisti a Consultas no âmbito de 1. Saúde de Adultos; 2. Consulta de Diabetes-Hipertensão Arterial; 3. Consulta Aberta; 4. Consulta de Saúde Infantil e Juvenil; 5. Consulta de Saúde Materna; 6. Consulta de Planeamento Familiar. A variedade das consultas supracitadas ilustra a diversificação da prestação de cuidados de um Médico de Família, o que me permitiu observar/gerir problemas clínicos variados.

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Destrincei problemas urgentes, treino do raciocínio clínico perante queixas inespecíficas e aprofundei conhecimentos sobre terapêutica destinada aos problemas clínicos mais comuns. Assisti à reunião mensal da Equipa Integrada de Internos e Orientadores, com agenda de apresentações: “Normas Americanas de Hipertensão Arterial”, “Efeito Placebo” e “Exercício físico no Idoso”. Elaborei um documento intitulado Diário de Exercício Orientado, destinado a avaliação final.

2.1.4. Pediatria (19/02/2018 a 16/03/2018)

O estágio decorreu no HDE, pertencente ao CHLC, sob tutoria da Dr.ª Rita Machado e regência do Prof. Doutor Luís Varandas. No Internamento (Pediatria Médica 5.1) colhi dados anamnésticos; interpretei boletins de saúde infantil e juvenil e de grávida; realizei exame físico; redigi diários clínicos com verificação de intercorrências e evolução laboratorial; realizei notas de entrada e notas de alta. Elaborei, ainda, uma história clínica formal de um lactente com bronquiolite aguda. Durante este período de tempo, acompanhei a evolução em internamento de 18 doentes (média de idade: 11 meses) cujos principais motivos englobaram bronquiolite aguda, pielonefrite/ITU e pneumonia. De entre as atividades do serviço, saliento a frequência semanal na Reunião do Departamento de Pediatria Médica e na Reunião de Formação de Internos e Alunos. No SU, observei 26 doentes com motivos mais frequentes de ida ao SU de tosse, febre, vómitos/diarreia. Na Consulta

Externa assisti a várias Subespecialidades da Pediatria (Pediatria Médica; Reumatologia Pediátrica;

Consulta do Viajante; Imunoalergologia; Cirurgia Pediátrica e Cardiologia Pediátrica). Apresentei um trabalho sobre “Perceção de Doença nos Cuidados Pediátricos” no último dia de estágio.

2.1.5. Ginecologia e Obstetrícia (19/03/2018 a 20/04/2018)

O estágio decorreu na MAC, sob tutoria da Dra. Catarina Júlio (Ginecologia) e Dra. Catarina Frias (Obstetrícia) com regência da Prof. Doutora Teresa Ventura. No que concerne à Obstetrícia, observei 23 grávidas no Serviço de Medicina Materno-Fetal. Os motivos de internamento mais frequentes versaram insuficiência cervical; RPPM; APPT; RCF; hemorragia do 3º trimestre; DG e PE.

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Treinei exame objetivo dirigido (sinais de TVP, palpação de fundo uterino e toque ginecológico), análise de CTG, colheita de exsudados vaginais, entre outros gestos clínicos. Aprendi e sedimentei conceitos sobre avaliação ecográfica e estudo Doppler; pesquisa de infeções na grávida, administração de terapêuticas habituais. Na valência de Ginecologia, assisti a procedimentos da área da Medicina Reprodutiva, nomeadamente monitorizações de fase folicular (21); inseminações (2); TEC (2); punções ováricas (2); histerossalpingografia (1) e histeroscopia diagnóstica (4). No Bloco

Operatório, assisti a Quistectomia do ovário esquerdo (1), Salpingectomia (1), Drilling Ovárico (1).

Assisti a consultas da área da Ginecologia (Infertilidade, Uroginecologia, Planeamento Familiar e Ginecologia Geral) onde realizei colpocitologias. Assisti, ainda, a uma Reunião Multidisciplinar – Unidade de Patologia Mamária no HSJ, onde são discutidos casos no âmbito da senologia. No SU, observei o atendimento de 20 mulheres. Os motivos mais frequentes de recorrência ao SU foram hemorragia do 1º trimestre, PE e ITU (obstetrícia); amenorreia, menorragias, algias pélvicas e infeções vaginais (ginecologia). Na sala de ITP observei a avaliação do apagamento/dilatação do colo uterino por toque vaginal, aprendi indicações para ITP e vigilância. Aqui, assisti a 4 partos eutócicos. No Bloco

operatório, observei partos por fórceps (2), CST (3), episiorrafias (2), dequitaduras manuais (3) e

aspiração uterina (1). No último dia de estágio apresentei um trabalho sobre “Anemia de Células Falciformes na Gravidez”.

2.1.6. Saúde Mental (23/04/2018 a 18/05/2018)

O estágio decorreu no HDE, pertencente ao CHLC, com regência do Prof. Doutor Miguel Talina. As atividades realizadas inseriram-se no âmbito da Psiquiatria da Infância e da Adolescência, e compreendeu a área de diferenciação técnica da Unidade de Internamento/Ligação, coordenada pela Dra. Margarida Marques, sob tutoria da Dr.ª Maria Antónia Silva. A psicopatologia observada mais frequente foram as Perturbações do Comportamento Alimentar; Perturbações Depressivas e Perturbações Psicóticas. Observei 20 crianças/adolescentes, com idades compreendidas entre os 8 e os 17 anos (média de idade de 13 anos). Participei nas atividades do Serviço, de entre as quais

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destaco as reuniões clínicas que contam com a participação de Médicos, Enfermeiros, Terapeutas Ocupacionais, Técnicos de Psicomotricidade, Psicólogos, Musicoterapeutas, Assistentes Sociais e Nutricionistas; entrevistas clínicas, onde assisti à entrevista clínica e exame de estado mental. Assisti a duas avaliações psicológicas com aplicação de ferramentas como o WISC—III, que inclui testes como o Rorschach e o Sistema Compreensivo de Exner. Participei nas reuniões comunitárias: um espaço de expressão livre de emoções, sugestões e dificuldades do internamento, onde se procura fomentar a capacidade de escuta e a resolução de problemas. Em termos de atividades formativas, destaco a frequência semanal nas Aulas do Internato de Pedopsiquiatria.

2. Elementos Valorativos

Iniciei o 6º ano do MIM com um intercâmbio clínico de Dermatologia em Budapeste (Hungria) na Semmelweis University no mês de Agosto de 2017. Participei no “iMed Conference 9.0”; no workshop “Neurology”, onde treinei competências de neurorradiologia e exame neurológico; no workshop “CRITIC”, onde pratiquei a abordagem do doente crítico, e na competição “Clinical Mind”, onde se solucionam casos clínicos, ficando classificada em 5º lugar de entre 100 equipas. Considero, ainda, relevante referir estágios efetuados ao longo do MIM a título opcional: Cardiologia no Hospital de Faro; Cirurgia Cardíaca e Anestesiologia no Hospital CUF Infante Santo; Saúde Mental na Casa de Saúde São João de Deus (Madeira). No âmbito da promoção da saúde, realizei visitas a idosos em carência económica no projeto de voluntariado “Saúde Porta a Porta”. (vide Anexos).

3. Reflexão Crítica

Findo o ano letivo, considero que, na globalidade, os objetivos do Estágio Profissionalizante, bem como os enunciados pelas várias Unidades Curriculares e a que me propus, foram atingidos. A auto-suficiência foi mais marcada nos estágios de Medicina Interna e Medicina Geral e Familiar, pelo seu carácter generalista e maior contacto em anos prévios, o que equipa os alunos para gerir um espectro compreensivo de patologias. Em oposição, o estágio de Saúde Mental

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foi essencialmente observacional, pela sensibilidade e treino necessários à Psiquiatria da Infância e do Adolescente e contacto diminuto durante a formação académica. Adiante, particularizo os vários estágios, citando aspetos mais valorativos e menos bem conseguidos. Medicina - A integração na equipa médica como elemento da “tira” proporcionou a auto-suficiência crescente, desempenhando tarefas valiosas para a equipa. Igualmente, o interesse pessoal pela especialidade facilitou o maior envolvimento. Aliado à vontade de aprendizagem enquanto aluna, é dever Ético salvaguardar o melhor interesse dos doentes e requisitar apoio de profissionais treinados sempre que identificamos vulnerabilidades pessoais e lacunas de perícia/conhecimento. A equipa demostrou-se sempre apoiante e disponível a esclarecimentos, o que permitiu a aquisição gradual de confiança e o equilíbrio desta dicotomia. De entre os objetivos cumpridos, saliento os mais valorativos na minha formação académica: comunicação eficaz com os doentes e familiares; capacidade de participar na discussão de casos clínicos complexos, fomentadores de auto-reflexão. Senti maior desafio/dificuldade na solicitação de apoio por outras Especialidades e na articulação com os Serviços. Cirurgia Geral - Dos pontos a melhorar no estágio de Cirurgia Geral destaco que o rácio 3 alunos:1 tutor comprometeu a minha participação em cirurgias. A permanência na Opcional de Medicina Intensiva constituiu um excelente complemento, desenvolvendo competências na abordagem do doente crítico. MGF – Consolidei aprendizagens sobre abordagem centrada na pessoa: a importância da construção de uma relação de confiança, sedimentada na continuidade dos cuidados, na modificação de comportamentos e adesão terapêutica; a incorporação do contexto psicossocial, valores e preferências dos utentes na decisão clínica; o contacto como oportunidade de prevenção e promoção da saúde. Sublinhando as competências que mais desenvolvi, destaco a autonomia na condução de consultas, o que me dotou de confiança crescente na abordagem aos doentes; o desenvolvimento de competências interpessoais (habilidades comunicacionais, estabelecimento de uma relação consonante, estratégias a empregar em função das fases da mudança, entre outros). Em termos de dificuldades sentidas, destaco a avaliação custo-efetividade dos tratamentos/ECD propostos. Relativamente à avaliação, saliento

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como aspeto muito positivo o grau de clareza nas instruções para cumprimento do DEO. Pediatria – A execução de procedimentos/integração na prática clínica hospitalar foi comprometida pela saturação dos serviços com IACs e IFEs. Saliento como aspeto muito positivo a experiência em várias subespecialidades no contexto da Consulta Externa. Ginecologia e Obstetrícia – A rotatividade pelas áreas de Ginecologia e Obstetrícia constituiu uma mais-valia, tendo experienciado um estágio muito completo nas diversas subespecialidades. Saliento como fator muito positivo o treino de procedimentos e aquisição de conhecimentos práticos e correntes da Especialidade. A permanência regular na enfermaria permitiu-me estar a par das abordagens, vigilância e tratamento das mais importantes patologias materno-fetais/patologia materna, que exigem conhecimento médico transversal. Saúde Mental – os objetivos inicialmente propostos e plenamente cumpridos, tinham em vista aprofundar o meu conhecimento limitado sobre o funcionamento da Pedopsiquiatria. Para além da anamnese, complementada com a entrevista aos familiares/cuidadores, a Pedopsiquiatria conta com várias ferramentas terapêuticas, desde a psicofarmacologia até as terapias (psicoterapia, terapia comportamental, terapia familiar), com a finalidade última de proporcionar o bem-estar psíquico. Assim, contactei com uma diversidade de intervenções em Saúde Mental da criança e do adolescente, privilegiando o trabalho interdisciplinar entre os vários técnicos. Alarguei conhecimentos sobre perturbações da esfera psicoafetiva, destrinçando as várias manifestações clínicas e principais patologias do foro psiquiátrico, sendo-me ainda possível discernir o importante papel que o contexto familiar e social exerce.

Sendo este um documento que pretende descrever o percurso efetuado, não o posso deixar terminar sem um forte agradecimento aos Professores e Médicos que se prestaram a transmitir a arte médica: conhecimentos, habilidade diagnóstica e terapêutica, valores humanísticos, experiências pessoais e incentivos. Constituem alicerces que terei como referência no futuro exercício da profissão. Termino fazendo um balanço largamente positivo e gratificante.

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ANEXOS

1. Conferências e workshops:

1.1. Certificado de Participação no “iMed Conference 9.0” (2017) 1.2. Certificado de Participação no workshop “Neurology” (2017) 1.3. Certificado de Participação no workshop “CRITIC” (2017) 1.4. Certificado de Participação no curso TEAM (2017)

2. Estágios:

2.1. Certificado de Estágio Internacional (IFMSA) (2017)

2.2. Certificado de Estágio de Saúde Mental (2014)

2.3. Certificado de CEMEF em Cardiologia (2016)

2.4. Certificado de PECLICUF em Cirurgia Cardíaca e Anestesiologia (2016)

3. Projeto de voluntariado:

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Referências

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