FBNa
Texto
(2) 21/10/2011. Fixação biológica do N pelo rizóbio em simbiose (Siqueira, 1993) Fld = Flavodoxina Flavodoxina,, Hup = Hidrogenase e Lhg = Leghomoglobina. Sacarose. O2. Mecanismos de proteção contra o O2. Piruvato CO2. Ciclo de Krebs. Oxidação. Lhg O2. e- NADPH+H. Aminoácidos. (Glutatimina, ureídeos ou asparagina). Lhg O2. Fld H2. 2 NH3 NH3. N2. a)Proteção respiratória aumento do coeficiente respiratório (sem geração de ATP) com gasto de energia. Ex.: Azotobacter. Cadeia transportadora de elétrons Fld H. Ácidos orgânicos. Mg g ADP Mg ATP. Fe--Proteína Fe. Hup+. Mo Fe Fe--Proteína. H2. Nitrogenase. Ácido oxaloacético. H2. 2 H+. Bacteróide N2. Sensível ao O2. a)Proteção conformacional mudança na forma terciária (inativa) protege os pontos sensíveis ao O2 (liga – desliga). Ex.: Azotobacter. Citoplasma do nódulo. c) Produção de polissacarídeos extracelulares forma uma cobertura protetora, limitando o acesso de O2. Ex.: Derxia, Beijerinckia (família Azotobacteraceae) d) Relação superfície/volume celular células maiores absorvem menos O2 (proporcional//). Ex.: Azotobacter. Célula vegetativa e heterocisto de cianobactérias contendo respectivos sistemas fotossintéticos e da nitrogenase. e) Formação de células especializadas Anabaena e Nostoc (cianobactérias) possuem os heterocistos com parede espessas que limitam a entrada de O2. Local onde só existe o fotossistema I que consome O2 e não fixa C. Em associação com Azolla (pteridófila) possuem > no de heterocistos. Frankia (actnomiceto) em simbiose a nitrogenase ocorre em vesículas com paredes espessas. f) Locomoção das células espécies microaerófílicas (Azospirillum spp.; Herbaspirillum spp.) buscam sítios de pO2 baixa. Aglomeração destas células produz uma película que permite as mesmas de crescerem na superfície de meio semi-sólido. g) Leghemoglobina e nodulação está proteína, presente nos nódulos, captura e transporta para as bactérias o O2 resultante da produção de ATP. mecanismo de proteção nas simbioses rizóbioleguminosas e Frankia-diferentes espécies.. 2.
(3) 21/10/2011. 9.3. Genes relacionados à FBN Genes nif relacionados à fixação de N 23 genes nif foram identificados em K. pneumoniae requeridos para a estrutura, biossíntese e regulação da nitrogenase existente em todos diazotróficos Associativos Azospirillum brasilense, A. lipoferum, A. amazonense Endofíticos obrigatórios Acetobacter diazotrophicus, Herbaspirillum spp. Bactérias de vida livre Rhodobacter capsulatus Cianobactérias simbióticas Nostoc, Frankia Rizóbios. Filogenia dos genes nif não se correlaciona com aquela das espécies (baseado em genes ribossomais) Hipóteses O caráter fixação de N atmosférico teve origens múltiplas. O caráter estava presente num ancestral ancestral, comum a todas as espécies, mas foi perdido várias vezes durante o precesso evolutivo que deu origem a diferentes ramos filogenéticos. O caráter teve uma única origem, mas se estendeu a outros ramos filogenéticos por transferência lateral.. 9.5. Associação de fixadores de N2 com espécies vegetais colonização rizosférica ou endofítica. Genes fix Encontrados em bactérias simbióticas e algumas associativas (Azospirillum brasilense) (e em algumas não fixadoras de N). Genes nod requeridos id para a nodulação d l ã existente em rizóbios e Frankia. 9.4. Diversidade e ocorrência dos organismos fixadores de N porção relativamente pequena de procariotos porém com alta diversidade, morfológica, fisiológica, genética e filogenética. “The Prokaryotes” (Eady, 1991) (desatualizado) Heterotróficas 40 generos Fototróficas anoxigênicas 24 generos Archaebacteria 6 generos Cianobactérias 37 generos. Eficiência menor que as simbioses rizóbio-leguminosas maior perda. ocorrência é mais generalizada em gramíneas e outras monocotiledôneas. processo menos evolutivo. Ex.: Azospirillum spp. (A. lipoferum, A. brasiliense, A. amazonense, etc.), Azotobacter paspali, Bacillus polimixa, Acetobacter diazotrophicus, entre outros.. maior interferência dos fatores ambientais. Azoareus, Acetopacter e Herbaspirillum são endofíticos.. maior quantidade de energia usada no crescimento das bactérias. OBS.: no totais de Azospirillum spp. no interior das raízes se correlacionam com N acumulado em trigo inoculação de Azospirillum aumenta a produção. 3.
(4) 21/10/2011. OBS.: contribuição de N fixado pra gramíneas = 25 a 50 kg/ha/ano (17% da demanda) . outros efeitos da inoculação de diazotróficos: - promoção do crescimento (Tab 9.9 Moreira & Siqueira, 2000) - controle biológico. . -. Cana-de-açúcar: até 60% da demanda de N por meio da FBN = 164 kg N fixado/ha/ano ñ responde a adubação nitrogenada (Tab 9.10 Moreira & Siqueira, 2000) principal diazotrófico: Gluconobacter diazotrophicus (Acetobacter diazotroficus) – endofítico obrigatório. 4.
(5) 21/10/2011. 9.6. Simbioses de cianobactérias com fungos, diatomáceas e plantas Cianobactéria são filamentosas heterocísticas Cianobactérias-diatomácias importante p/ o ciclo do N nos sistemas aquáticos Cianobactérias-fungos (líquens) estágios iniciais de pedogênese e na colonização de ambientes inóspidos. Cianobactérias-plantas > destaque agronômico é a simbiose Azolla spp. com Nostoc (?)/Anabaena a troca de N/fotossintatos é por meio de pêlos de transferência 6 espécies de Azolla e Anabaena (Nostoc?) azollae não envolve compatibilidade morfológica, bioquímica e fisiológica como as simbioses. o microsimbionte está localizado na cavidade foliar Fig 9.6. Mor. & Siq., 2000. Azolla possui crescimento rápido (biomassa – 100 kg/ha/37 dias) com 4 a 5 % de N. 5.
(6) 21/10/2011. 4 a 6 cultivos e incorporação (2 a 5 ton/ha) 60 kg N/há Utilização adubação verde ou consorciada com arroz irrigado adubo p/ outras culturas alimentação de peixes, aves e suínos (1 ha produz 9 ton de proteína bruta/ano) 50 ha de pastos e capineiras controla plantas invasoras por competição de luz Tab 9.13. Moreira & Siqueira, 2000. Fatores limitantes Umidade: faixa ótima 85 a 90%, crítica < 60%; Luminosidade e temperatura: climas temperados e tropicais dependendo da espécie Salinidade Nutrientes: tem alto requerimento de P e Mo; ñ responde a N pH: ótimo - 4,5 a 7,0 Turbulência Ataque de fungos e insetos, principalmente na estação quente. 9.7. Simbioses actinorrízicas Hospedeiras do gênero Frankia 8 famílias pertencentes a 7 ordens 279 espécies de 24 gêneros (ervas – Dryas spp.; arbustos – Ceanothus spp.; árvores – Alnus spp. e Cassuarina Cass arina spp.) spp ) são conizadoras agressivas de áreas inóspitas e sítios pobres em N s entre os nódulos caulinares de Sesbania e Casuarina Tab 9.15. Moreira & Siqueira, 2000. 6.
(7) 21/10/2011. Dificuldade de isolamento Frankia tecido vascular é interno aos tecidos colonizados Fig 9.10. Moreira & Siqueira, 2000 baixa taxa de crescimento (meios sólidos > que 1 Lóbulo de um mês) Nódulos leguminosas Indeterminado Determinado. Acacia mangium. Nódulos. nódulo actinorrízico de Alnus aglutinosa. Bradyrhizobium em soja. Corte transversal de nódulos de Coronilla varia mostrando o pigmento Leghemoglobina. Morfologia, taxonomia e diversidade de Frankia Estruturas morfológicas filamentos de hifas, vesículas, esporângios e esporos Produção de esporângios - In vitro todos os gêneros produzem + - Nos nódulos podem ser Sp ou Sp Vesícolas sítio para a nitrogenase possui um envelope de lipídeos multilameladado – proteção contra O2 Nódulos geralmente de coloração branca. nódulos de Casuarina possui hemoglobina a maioria possui atividade da hidrogenase. Efeitos da planta hospedeira na FBN - Casuarina cunninghamiana 14 a 76 % da demanda de N - C. equisetifolia 25 a75 - Clones de Alnus Melhores: aumento de 51 a 76% no crescimento das plântulas e de 25 a 33% de biomassa. Relações simbióticas Inoculação - Nódulos macerados resultados inconsistente – mais de uma estirpe por nódulo - Inóculo puro resultados + consistentes Especificidade hospedeira comportamento t t variável. iá l Estirpes E ti que nodulam: d l Alnus, Comptonia, Myrica e Gymnostoma; Casuarina, Gymnostoma, algumas espécies de Allocasuarina e Myrica; somente Elaegnaceae, Myrica e Gymnostoma; somente Elaegnaceae.. 9.8. Simbioses de bactérias fixadoras de nitrogênio nodulíferas em leguminosas (BFNNL) Rizóbio origem da denominação Rhizobium leguminosarum (Frank, 1879, 1889) Rhizobiaceae Conn 1938. Descoberta de novas espécies em outras famílias e oturos Filos do Domínio Bactéria tornou o nome Rizóbio inapropriado.. 7.
(8) 21/10/2011. 9.8.1. Leguminosae: importância e papel nos ecossitemas. Classificação de uso das Leguminosas Classificação de uso. Exemplo (nome vulgar). Tipo de fruto “legume”. Produtoras de grãos. Amendoim, soja, feijão. Ampla distribuição geográfica. Forrageiras herbáceas. Centrosema, soja perene,. Forrageiras arbustivas. Guandu,. Carvão e celulose. Acácia,. Adubação verde. Crotalaria,. Produção madeira. Cerejeira, pau brasil, braúna. Produção. Jacatupé, feijão alado. Maior eficiência de FBN parceria vegetal e microrganismo mais evoluída. tuberculos. leucena,. estilozantes. algaroba. bracatinga, pau jacaré mucuna, feijão de porco. Arborização. Unha de vaca,. Sombreamento. Acácia,. Produção de frutos. Inga, tamarindo e. eritrina,. sibipiruna, cássia gliricidia carob. (Siqueira, 1993). Subfamílias Caesalpinioideae 3.000 espécies: maioria arbóreas tropicais não nodulíferas. Mimosoideae 3.000 3 000 espécies: maioria arbóreas tropicais tropicais, subtropicais e temperadas -. Tabela. 9.16. Moreira & Siqueira, 2002. Papilionoideae 14.000 espécies - maioria herbáceas, inclusive tropicais. Nodulação em leguminosas Nódulos hipertrofias radiculares (caule tb) Porcentagem de espécies investigadas para a formação de nódulos e quanto destas são capazes. Tabela. 9.17. Moreira & Siqueira, 2002. 8.
(9) 21/10/2011. 9.8.2. Nodulação em Leguminosae Nódulos estruturas hipertróficas nas raízes e, excepcionalmente, no caule Capacidade de nodular não é comum a todas as espécies de leguminosas Tabela. 9.18. Moreira & Siqueira, 2002. Ex : Jatobá (Hymenea courbaril), Ex.: courbaril) pau pau-brasil brasil (Caesalpinia echinata). 1981 - conhecida em apenas 12 – 15% das espécies da família (maior desconhecimento nas tropicais) 2006 – conhecida em 23 % 88 % das investigadas são nodulíferas. Porcentagem de espécies nodulíferas nas três sub-famílias. - Mesmo gênero apresnta espécies nodulíferas e não nodulíferas. 9.8.3. Taxonomia de bactérias fixadoras de nitrogênio nodulíferas em leguminosas (BFNNL) Não. 9.8.4. Estabelecimento da simbiose -. simbiose parasítica nódulos inefetivos. -. simbioses mutualística nódulos efetivos. Etapas fundamentais para o estabelecimento da simbiose são os seguintes: Pré-infecção (reconhecimento dos simbiontes e interações entre superfícies da bactérias e da planta); Infecção da planta pela bactéria e formação do nódulo; Funcionamento dos nódulos, i.e., a fixação do nitrogênio.. 9.
(10) 21/10/2011. Etapas do estabelecimento da simbiose (60 genes envolvidos). Possibilidades de interação entre BFNN e leguminosas: ade = aderência entre superfície das raízes de bactérias; inf = infecção da raiz pela bactéria; nod = formação do nódulo; efe = fixação biológica de N2 (FBN) efetiva; efi = eficiência superior da FBN; + positiva; - negativa.. Estirpes de BFNN e espécies de leguminosas podem variar de altamente específicas até altamente promíscuas. Ex.: Promíscuas Macroptilium, Phaseolus, Leucaena e Acacia Específicas Sesbania virgata Reconhecimento Sinalizantes flavonóides, chalconas, betaínas e isoflavonóides conjugados moléculas exsudadas pela planta que ativam os genes de nodulação (nod) do rizóbio. Síntese dos fatores NOD ( lipoquitooligossacarídeos). Fig. 9.15 Moreira & Siqueira, 2002. Aderência polissacarídeos extracelulares da bactéria com lectinas da planta hospedeira Fig. 9.17 Moreira & Siqueira, 2002 lectinas são muito específicas. produzidos pela bactéria após o reconhecimento, tendo como função iniciar a infecção tb induzem expressão gênica específica na planta hospedeira influenciando na especificidade. Fig. 9.17 Moreira & Siqueira, 2002. 10.
(11) 21/10/2011. Infecção epiderme, feridas ou pêlos radiculares -. Etapas da infecção nos radiculares Fig. 9.18 Moreira & Siqueira, 2002. multiplicação da bactéria Multiplicação das bact. ao redor do pêlo radicular ligação do rizóbio ao pêlo encurvamento do pêlo infecção formação e crescimento do cordão de infecção liberação das bactérias nas células do córtex. Formação dos nódulos em leguminosas. (. Pelczar et al. 1993). Pelo radicular Cordão de infecção. Leguminosa Bacteróide. E) Nodulação. F) Células do cortex. Cortex D)Multiplicação das células do cortex estimulada por metabólitos produzidos pelas bactérias. Pelo radicular. A)Multiplicação, ligação e indução dos genes para a simbiose (Pelc czar et al. 1993). B)Penetração e formação do cordão de infecção. Formação dos nód dulos em leguminosas. A) Multiplicação, ligação e indução dos genes para a simbiose. C)Encurvamento do pelo radicular e ramificação do cordão de infecção e crescimento nas células do cortex. C)Encurvamento do pelo radicular e ramificação do cordão de infecção e crescimento nas células do cortex. Cordão de infecção. B)Penetração e formação do cordão de infecção. Cortex D)Multiplicação das células do cortex estimulada por metabólitos produzidos pelas bactérias. Leguminosa Bacteróide. E)Nodulação F)Células do cortex. 11.
(12) 21/10/2011. Tipos de nódulos quanto ao crescimento - determinado esféricos - indeterminado em diferentes formas alongadas ramificadas ou ñ Acacia mangium. Nódulos. Bradyrhizobium em soja Corte transversal de nódulos de Coronilla varia mostrando o pigmento Leghemoglobina. Genes de nodulinas são do hospedeiro expressos durante a infecção e desenvolvimento dos nódulos (genes precoces) ou durante o funcionamento do nódulo (genes tardios) produzem nodulinas (proteínas) que acumulam nos nódulos com função no processo de FBN. Ex.: leghemoglobina e as enzimas glutamina sintetase e glutamato sintase. Custo energético médio = 6 a 8 g C/g N ou 1,2 a 1,5 moles de C/ mol de NH3 estirpes Hup+ possuem a hidrogenase e são mais eficientes Vias Vi de d assimilação i il ã Fig. 9.19 e 9.20. Moreira & Siqueira, 2002 Leguminosas de clima temperado transferência via xilema – C:N = 2:1 (asparagina e glutamina) Leguminosas de clima tropical transferência via xilema – C:N = 1:1 (ureídeos alantoína e ác. alantoico). Vias de assimilação Fig. 9.19 e 9.20. Moreira & Siqueira, 2002. Vias de assimilação de NH3 em produtos de exportação em nódulos de lupinos, ervilha, trevo, alfafa e amendoin. Enzimas. 1. Glutamina sintetase; 2. Glutamato sintase (GOFAT); 3. Aspartato aminotransferase; 4. Outras transferases; 5. Asparagina sintetase.. Vias de assimilação de NH3 em produtos de exportação em nódulos de caupi, feijão e guandu. Enzimas. 1. Glutamina sintetase; 2. Glutamato sintase (GOFAT); 3. Aminotransferases; 4. Nucleotidase; 5. Xantina desidrogenase; 6. Uricase; 7. Alantoinase.. 12.
(13) 21/10/2011. 9.8.5. Fatores limitantes a FBM em leguminosas Podem interferir no diversos passos que levam à simbiose mutualista. Características intrínsecas da esp. hospedeira genótipo, idade, etc.. Edáficos e climáticos - pH toxidez de Al e Mn inibem a nodulação e FBN. Fig. 9.21 Mor. & Siq., 2002. Obs: a promiscuidade do hospedeiro pode limitar a FBN. Ex. feijoeiro, nodula com 8 espécies de rizóbio. Deficiências nutricionais P (efeito sinérgico entre rizóbio e micorriza) K e Mg Mo constituinte da Nase Co e B -. Fig. 9.22 Mor. & Siq., 2002. Fig. 9.24. Moreira & Siqueira, 2002. 13.
(14) 21/10/2011. -. . Fig. 9.25. Moreira & Siqueira, 2002. Excesso de N-mineral. 40 a 80 kg de N reduz a FBN em 50% em Leucaena leucocephala. Dose de arranque (pequenas doses de N): p/ culturas com nodulação tardia ou fixação por um curto período do seu ciclo (Ex: feijão). -. Baixa concentração de cel. no inoculante. Elementos tóxicos metais pesados - Aplicação de defensivos agrícolas 54% dos fungidas 42% dos herbicidas 40 % dos inseticidas - Umidade deficiência hídrica (Ex. feijão). - Excesso cesso de sa salinidade dade - Temperaturas elevadas Ex.: FBN no feijão ñ ocorre em temp. 34oC plasmídeos são perdidos 5 6 - População nativa de rizóbio 10 (10 a 10 ) cél./g de solo (0,1% da população do solo – 109 -. cél./g de solo). Necessidade de inoculação. Tab. 9.31 Moreira & Siqueira, 2002. Características desejáveis em estirpes de rizóbio. Tab. 9.32 Moreira & Siqueira, 2002. 14.
(15) 21/10/2011. Padrões de inoculantes segundo a RELARE Tipos de inoculantes e sua utilização: - turfa esterelizada (radiação) (3:1, v/v) 72% - Culturas líquidas 18% - pó molhavel 10 % Obs: Concentração 1,0 x 109 cél./g. Efeito da inoculação no crescimento e inoculante. Inoculação Simples pasta com mesmo volume de água ou solução de açucarada (10 a 15%) Peletilizção. Enterolobium inoculado com 2 estirpes de rizóbio. Soja. Semente de soja pelitizada com inoculante de rizóbio. Controle. Fluxo de N em sistemas de adubação verde, sucessão, rotação e consorciação. Fig 9.28. Moreira & Siqueira, 2002. Fertilizantes Eficiência da uréia (46 % de N) 60% Quantidade de fertilizante 3.790.000 t de N-fertilizante Uréia tem 46 % de N 8.240.000 t Custo da uréia U$ 170,00/ton Economia de 1,4 bilhão de dólares 2003 foram gastos 37 milhôes de dólares com inoculante.. Comparação: actinorrizas e eguminoas rizóbio-le. Economia de $ na soja no Brasil - 2003/2004 Área plantada 21.376.000 ha Produção total 49.793.000 t Produção média 2,329 t/ha Exportação de N 60,6 kg N/ha Grãos com 87 % de matéria seca 43.320.000 t de grãos g Porcentagem de N 6 % Quantidade de N exportado 2.600.000 t Nitrogênio no grão 80 % do total da planta Nitrogênio na planta 3.249.000 t Contribuição da FBN 70% Assim FBN 2.274.000 t de N. 15.
(16) 21/10/2011. Seqüência de eventos da Mecanismos bioquímicos/fisiológicos nodulação e fixação biológica nas leguminosas. Principal evento Multiplicação do rizóbio na rizosfera Indução de genes para a simbiose. Aderência da bactéria às raízes Encurvamento do pelo radicular Entrada da bactéria e formação do cordão infeccioso Formação do nódulo Funcionamento do nódulo. Controlado pelos exudados radiculares que podem estimular ou inibir o crescimento Transcrição dos genes “ nod” é induzida por compostos aromáticos liberados na rizosfera Controla o processo de reconhecimento que envolve lectinas e antigenos cruzados Resulta da compatibilidade entre a planta e sincronismo no crescimento dos dois organismos Resulta de alteração na parede celular da planta e sincronismo no crescimento dos dois organismos Liberação da bactéria no cortex e desenvolvimento hipertrófico dos tecidos Troca de sinais moleculares e complementação genética resulta na formação dos bacterióides, síntese da nitrogenase e loghemoglobina e troca de metabólicos. (Siqueira, 1993). Fator. Principais fatores que relevantes limitam aAspectos FBNmaisem leguminosas. Baixa luminosidade Temp. elevada (>30 C) Umidade Elevada acidez Baixo fósforo Baixo potássio Baixo enxofre Baixo micronutrientes Excesso de nitrogênio Uso de pesticidas Biológicos. Cuidados para se obter sucesso com a inoculação. Não afeta a nodulação mas reduz o peso dos nódulos Interfere na iniciação dos nódulos, reduz atividade da Nitrogenase e acelera a senescência dos nódulos Atua juntamente com temperatura, e excesso de O 2 Excesso de Al, Mn; falta de P e Mo, baixo Ca e Mg Limita o crescimento de raízes e a nodulação Interfere na translocação de fotosintatos e fixação Mais essencial para a fixação que para a planta São essenciais para a fixação. Obter o inoculante específico para a cultura Não usar inoculante vencido Espalhar bem, e rapidamente, as sementes após a inoculação para evitar início da germinação Não expor as sementes inoculadas ao sol e a altas temperaturas Não tratar sementes inoculadas com produtos mercuriais Fazer bom preparo do solo, calagem e adubação mineral correta (cuidado com N em excesso) (Siqueira, 1993). Reduz a nodulação e atividade da Nitrogenase Evitar os produtos mercuriais Presença de gens nif, suprimento de energia e antagonismo microbiano na rizosfera. Estimativa da fixação de N Espécies de leguminosas N fixado em leguminosas. A vida no solo: as bases da produtividade e lucratividade da agricultura (Siqueira & Franco, 1988). 2. Kg de N ha -1 ano ciclo 60-178. Produdos de grãos. Soja (Glycine max) Feijão ( Phaseolus vulgaris ) Caupi ( Vigna unguiculata ) Amendoim ( Arachis hypogaea ) Guandu ( Cajanus cajan ) Calopogonio ( Calopogonium mucunoides Feijão mundo ( Vigna mungo ) G ã de Grão d bi bico ( Cicer ) Ci arietinum i i Ervilha ( Pueraria phaseoloides ) Forrageiras Leucena ( Leucaena leucocephala ) Centrosema ( Centrosema pubescens Estilosantes ( Stylosanthes spp. ) Pueraria ( Pueraria phaseoloides ). ). -1. ou NH4, K+, PO4-3 Ca+2, Mg+2. 2,7-110. ). 73-354 72-124 168-280 370-450 63-342 50 103 50-103 25-77. Microrganismos Micorrizas Fixaçãp N2. Doenças. Liberação de nutrientes. Insumos LUCRO. 500-600 126-398 34-220 30-99. Espécie arbória Acácia ( Acacia mearnsii ). 200. Floresta tropical Em regeneração Após estabilização (40 anos). 71-78 35-45. 16.
(17) 21/10/2011. Relação dos principais mecanismos e processos biológicos importantes dos ciclos dos elementos no solo (Siqueira, 1993) Elemento. Processo. Mecanismo. Importância. Incorporação de C e Atividade microbiana energia CO2 e Formação de húmus nutrientes Fertilidade do solo Concentração CO2 atmosfera N Amonificação N-org. NH3 Aumenta N disponível Imobilização NO3 e NH4 N-org. Reduz N disponível Nitrificação NH4 NO3 Lixiviação do N Desnitrificação NO3 N2O, N2 Perdas N forma gas Fixação biológica N2 N-org. Incorporação de N P Mineralização P-org. PO4 Aumenta P disponível Imobilização PO4 P-org. Reduz P disponível Solubilização P-insolúvel PO4 Aumenta P disponível S Mineralização S-org. SO4 Aumenta S disponível Oxidação SO SO4 Provoca acidificação Redução SO4 H2S Perda de S e fitotoxidez Outros Oxi-redução M ox. M red. Solubilidade, toxidez e Solubilização poluição C. Fotossíntese, Decomposição Mineralização. Industrial (Fertilizantes). Principais microrganismos e sistemas fixadores de N Forma de Bactéria fixadora vida. Planta hospedeira. Livre Azotobacter, Derxia Associação Azotobacter paspali Azospirillum Acetobacter Simbiose Cianobactérias Anabaena azollae Frankia Rizóbio. Não tem Paspalum Gramíneas Cana de açúcar Cana-de-açúcar Briofitas, Gunnera Azolla Casuarina, Alnus Leguminosas. N2 fixado (kg ha-1). Solo 0,5-20 Raízes 5-40 Raízes até 30 Raízes e colmo até 200 Folhas, nódulos 10-70 Cavidade foliar 200-600 Nódulos radiculares 60-230 Nódulos (raiz e caule) 10-584. Segundo processo biológico mais importante do planeta É um recurso natural renovável e passivo de manipulação É barato e sem impacto ambiental. Consome em torno de 2,5% da energia da fotossíntese do planeta Mecanismos responsável por 70% do N2 incorporado nos seres vivos A vida no planeta terminaria em 30 anos se a FBN parar Representa 8,5% da absorção total de N Fixam 175 milhões ton de N2/ano (139 nos ecossistemas terrestres). Classificação de uso. Exemplo (nome vulgar). Produtoras de grãos Forrageiras herbáceas Forrageiras arbustivas Carvão e celulose Adubação verde Produção madeira Produção tuberculos Arborização Sombreamento Produção de frutos. Amendoim, soja, feijão Centrosema, soja perene, estilozantes Guandu, leucena, algaroba Acácia, bracatinga, pau jacaré Crotalaria mucuna, Crotalaria, mucuna feijão de porco Cerejeira, pau brasil, braúna Jacatupé, feijão alado Unha de vaca, sibipiruna, cássia Acácia, eritrina, gliricidia Inga, tamarindo e carob. (Siqueira, 1993). (Siqueira, 1993). Principal evento . Rhizobium leguminossarum biovar viciae biovar phaseolli biovar trifolli Rhizobium loti Rhizobium meliloti Rhizobium galelae Bradyrhizobium japonicun Bradyrhizobium spp Bradyrhizobium spp Azorrhizobium caulinodans Sinorhizobium fredii Rhizobium. Localização da bactéria. Biológica (FBN). É um processo caro, tem alta demanda energética, consome fósseis e é poluente Exige cuidados especiais para o transporte e armazenamento Tem baixo aproveitamento agronômico e é poluente de solo, água e atmosfera Representa p de 5 a 20% do custo de produção das culturas Expansão industrial é limitada pelo alto custo e impacto ambiental Representa apenas 2% da absorção total de N pelas plantas São ficados 49 milhões de ton de N2/ano. Espécies de rizóbio. (Fonte: Siqueira, 1993). Exemplo de hospedeiro Ervilha, lentilha Feijão comum Trevo Lotus, grãos de bico Alfafa,, trevo doce Galega Soja Parasponia (Ulmaceae) Caupi e amendoim Sesbania (caule) Soja (tropical) Leucena e feijão comum. . . Multiplicação do rizóbio na rizosfera Indução de genes para a simbiose Aderência da bactéria às raízes Encurvamento do p pelo radicular Entrada da bactéria e formação do cordão infeccioso Formação do nódulo Funcionamento do nódulo. Mecanismos bioquímicos/fisiológicos Controlado pelos exudados radiculares que podem estimular ou inibir o crescimento Transcrição dos genes “nod” é induzida por compostos aromáticos liberados na rizosfera Controla o processo de reconhecimento que envolve lectinas e antigenos cruzados Resulta da compatibilidade entre a planta e sincronismo no crescimento dos dois organismos Resulta de alteração na parede celular da planta e sincronismo no crescimento dos dois organismos Liberação da bactéria no cortex e desenvolvimento hipertrófico dos tecidos Troca de sinais moleculares e complementação genética reulta na formação dos bacterióides, síntese da nitrogenase e loghemoglobina e troca de metabólicos. 17.
(18) 21/10/2011. Fator . Baixa luminosidade Temp. elevada (>30C). . Umidade. . Elevada acidez. . Baixo fósforo. . Baixo potássio. . Baixo enxofre. . Baixo micronutrientes Excesso de nitrogênio Uso de pesticidas Biológicos. . Aspectos mais relevantes Não afeta a nodulação mas reduz o peso dos nódulos Interfere na iniciação dos nódulos, reduz atividade da Nitrogenase e acelera a senescência dos nódulos Atua juntamente com temperatura, e excesso de O2 Excesso de Al, Mn; falta de P e Mo, baixo Ca e Mg Limita o crescimento de raízes e a nodulação ç Interfere na translocação de fotosintatos e fixação Mais essencial para a fixação que para a planta São essenciais para a fixação Reduz a nodulação e atividade da Nitrogenase Evitar os produtos mercuriais Presença de gens nif, suprimento de energia e antagonismo microbiano na rizosfera. Espécies de leguminosas Produdos de grãos Soja (Glycine max) Feijão (Phaseolus vulgaris) Caupi (Vigna unguiculata) Amendoim (Arachis hypogaea) Guandu (Cajanus cajan) Calopogonio (Calopogonium mucunoides) Feijão mundo (Vigna mungo) Grão de bico (Cicer arietinum) Ervilha ((Pueraria p phaseoloides)) Forrageiras Leucena (Leucaena leucocephala) Centrosema (Centrosema pubescens) Estilosantes (Stylosanthes spp.) Pueraria (Pueraria phaseoloides) Espécie arbória Acácia (Acacia mearnsii) Floresta tropical Em regeneração Após estabilização (40 anos). . Cuidados para se obter sucesso com a inoculação Obter o inoculante específico para a cultura Não usar inoculante vencido Espalhar bem, e rapidamente, as sementes após a inoculação para evitar início da germinação p g ç Não expor as sementes inoculadas ao sol e a altas temperaturas Não tratar sementes inoculadas com produtos mercuriais Fazer bom preparo do solo, calagem e adubação mineral correta (cuidado com N em excesso). N2 fixado Kg de N ha-1 ano-1 ou ciclo 60-178 2,7-110. 73-354 72-124 168-280 370-450 63-342 50-103 25-77 500-600 126-398 34-220 30-99 200 71-78 35-45. 18.
(19)
Documentos relacionados
• Os projetistas precisam criar para Android e suas aplicações estão prontas para ser portadas a diferentes dispositivos que são suportados pela
Com base na seletividade do receptor que bloqueiam, podem ser subdivididos em sub-grupos primários (alfa-bloqueadores e beta-bloqueadores). Alfa-1 seletivo: prazosina.
BD│23 agosto 2015 │Primeira Igreja Presbiteriana do Recife. Notícias de primeira
E) CRIE NO SEU CADERNO UM TÍTULO PARA ESSA HISTÓRIA EM QUADRINHOS.. 3- QUE TAL JUNTAR AS SÍLABAS ABAIXO PARA FORMAR O NOME DE CINCO SUGESTÕES DE PRESENTE PARA O DIA
Reunir com os alunos e outros colegas para socialização dos registros, avaliação e novos encaminhamentos que contribuam para o sucesso do
Nesta fase, iremos recolher as substâncias presentes no fumo do cigarro e verificar a acidez que se desenvolve nos pulmões dos fumadores.. Muitas substâncias em
O primeiro ponto a ser ressaltado, é que o factoring, por ser um mecanismo de iniciativa privada, caracteriza-se como um apoio a mais, totalmente independente do governo, que
O melhor a fazer, segundo especialistas que já estão testando o sistema é procurar entender o eSocial agora e não deixar o problema para depois. Quando estiver em pleno