UNIVERSIDADE FEDERAL DE
SÃO JOÃO DEL-REI
ELETRÔNICA II
1. Sinais Digitais e Analógicos
2. Parâmetros de conversores A/D e D/A
3. Conversores D/A
4. Conversores A/D
5. Exemplo
6. Avisos
Introdução
Os sinais contém informações sobre uma variedade de itens e atividades em nosso mundo físico. Podemos citar vários exemplos:
informações sobre o tempo estão contidas em sinais que representam a
temperatura do ar, pressão, velocidade do vento, etc.
Para extrair as informações necessárias de um conjunto de sinais, o observador (seja humano ou máquina) necessita invariavelmente processar esses sinais de uma maneira pré-determinada. Esse processamento de sinais é normalmente executado por sistemas eletrônicos. Para isso ser possível, contudo, o sinal deve primeiro ser convertido em um sinal elétrico, isto é, em um sinal de tensão ou corrente. Esse processo é realizado por dispositivos conhecidos como transdutores e os sinais representados por fontes de tensão ou corrente.
Introdução
O sinal é uma grandeza variável no tempo, que pode ser representada por um gráfico, como mostrado na Fig. 1.
O conteúdo da informação é representado pelas variações na amplitude com o passar do tempo, isto é, a informação está contida nas
“ondulações” da forma de onda do sinal. Geralmente, formas de onda como a apresentada acima, são difíceis de serem caracterizadas matematicamente.
Introdução
A Fig. 2 mostra um sinal de tensão senoidal va(t).
𝑣𝑎 𝑡 = 𝑉𝑎𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡
São informações importantes desse sinal: a frequência, o período e a amplitude.
Introdução
O sinal de tensão representado na Fig. 2 é chamado de sinal analógico. O nome deriva do fato de tal sinal ser análogo ao sinal físico que representa. A amplitude de um sinal analógico pode ter qualquer valor, isto é, a amplitude de um sinal analógico exibe uma variação contínua sobre sua faixa de atuação.
Uma forma alternativa de representação de sinais é por meio de uma sequência de números discretizados, cada número representando um valor de sinal em cada instante do tempo. O sinal resultante é chamado de
sinal digital.
Introdução
Para ver como um sinal pode ser representado nessa forma, isto é, como os sinais podem ser convertidos da forma analógica para a forma digital, observe a Fig. 3.
Contudo, visto que a amplitude de cada amostra pode ser tomada como valores em uma faixa contínua, o sinal da Fig. 3b é ainda um sinal analógico.
Introdução
Agora, se representarmos a amplitude de cada amostra do sinal na Fig. 3b por um número com dígitos finitos, então a amplitude do sinal não será mais contínua, ao contrário, ela será considerada quantizada,
discretizada ou digitalizada. Então o sinal digital resultante será simplesmente uma sequência de números que representa as amplitudes das sucessivas amostras do sinal.
A escolha do sistema numérico que representa as amostras dos sinais afeta o tipo de sinal digital produzido e tem um impacto significativo na complexidade dos circuitos digitais necessários ao processamento de tais sinais.
Introdução
Monotonicidade
A saída deve ser regular e continuamente crescente para uma entrada regular e continuamente crescente. Isto implica que em um "degrau" correspondente a um nível de entrada mais elevado não pode estar abaixo de outro correspondente a um nível de entrada menor.
Tempo de estabilização
A velocidade de operação de um D/A é expressa por seu tempo de estabilização, ou seja, o tempo gasto pela saída do conversor para ir de zero ao seu valor final de escala, enquanto todos os valores de entrada mudam de 0 para 1.
Introdução
Tensão de compensação
Na teoria, se todos os bits de entrada de um conversor D/A forem iguais a 0, se tensão de saída em 0V. Na prática, mesmo com 0 para os bits de entrada, tem-se uma tensão bem pequena na saída do conversor. O erro de compensação tanto pode ser positivo quanto negativo.
Tempo de Conversão ou Taxa de Amostragem
Tempo efetivo entre uma amostra na entrada iniciar a conversão e seu resultado na saída estar disponível devidamente convertido.
Resolução
É a quantidade de bits que será utilizada para representar o sinal amostrado. Isso influenciará tanto na conversão A/D, diminuindo a precisão do valor amostrado, quanto na conversão D/A, limitando os valores de tensão na saída.
Introdução
Realizam a conversão de um conjunto de bits, no correspondente valor analógico.
Os principais tipos são:
Resistor ponderado;
Rede R-2R;
PWM;
Chaves de corrente.
Introdução
- Resistor Ponderado
A figura 4 mostra um circuito simples para uso em conversores D/A de N bits. O circuito consiste em uma tensão de referência VREF, N resistores com peso binário R, 2R, 4R,... 2N-1R, N chaves de dois sentidos S
1, S2, S3,... SN e um
amplificador operacional com sua resistência de realimentação Rf. A saída será a soma das tensões (como em um circuito somador simples).
Introdução
As chaves são controladas por uma palavra de entrada digital D, de N bits,
em que b1, b2, ... bN são os coeficientes dos bits que podem ser 1 ou 0. Observe que o bit bN é o bit menos significativo (least significant bit – LSB) e
b1 é o bit mais significativo (most significant bit – MSB).
Uma grande desvantagem da rede de resistores em escala de peso binário é que, para uma grande quantidade de bits, a diferença entre as maiores resistências e as menores se torna muito elevada. Isso aumenta a dificuldade em manter a precisão dos valores dos resistores.
Introdução
- Rede R-2R
A Fig. 5 mostra o diagrama básico de um conversor D/A utilizando uma rede R-2R. Devido à pequena diferença entre os valores das resistências, essa malha é geralmente escolhida em comparação à escala binária discutida anteriormente, especialmente para N > 4. A operação da escala R-2R é direta.
Introdução
Primeiro, pode-se mostrar que, começando da direita para a esquerda, a resistência à direita de cada nó, como aquela denominada X, é igual a 2R. Logo, a corrente que circula para a direita, afastando-se de cada nó, é igual à corrente que circula para baixo em direção ao terra e o dobro dessa corrente flui para o nó proveniente do lado esquerdo. Segue que:
Assim, como na rede resistiva em escala binária, as correntes controladas pelas chaves têm pesos binários. A corrente de saída total io será, portanto dada por:
onde D é a palavra digital de entrada.
Introdução
De um modo geral os conversores A/D podem ser divididos em alguns tipos, conforme as suas características fundamentais de conversão:
Paralelo – flash;
Aproximações sucessivas;
Tipo Contador;
Integrador simples e dupla rampa;
Redistribuição de carga;
Sigma-Delta.
Introdução
Ex.) Obtenha o valor da tensão de saída para a palavra D=1011 no circuito abaixo.
Introdução
A
prova teórica
, que estava marcada para o dia 06/12 foi
antecipada para o dia
29/06
, próxima quinta-feira. A nova data
da
prova prática
é o dia
04/07
, cuja escala é vista abaixo.
ESCALA DA PROVA PRÁTICA
Dia 04/07 das 13:15 às 14:10
Bruno Alves de Sa Manso
Filipe Augusto Nardy Paiva
Flavia de Carvalho Oliveira
Guilherme Pontes Franca
Marco Antonio Chaves Soares
Matheus Augusto Guilarducci Calsavara
Dia 04/07 das 14:10 às 15:05
Mayse Mayara Barreto
Patrick Campos da Silva
Paulo Antonio Ferreira Costa
Tadeu Henrique da Silva Calheiros
Tulio Chiodi Laine Mateus