FÍSICA MODERNA I
AULA 25 - REVISÃO
Profa. Márcia de Almeida Rizzutto Pelletron – sala 220
1o. Semestre de 2015
Monitor: Gabriel M. de Souza Santos
Universidade de São Paulo
Instituto de Física
Página do curso:
Conteúdo P3
• Panorama da Física no final do século XIX
• Natureza Ondulatória da Radiação eletromagnética
• Radiação Térmica – Hipótese de Planck
• Dualidade onda – partícula: Radiação eletromagnética e as propriedades corpusculares
• Efeito fotoelétrico
• Efeito Compton
• Produção e aniquilação de pares
• Difração de raios-X
• Dualidade onda – partícula: Matéria e as propriedades corpusculares
• Natureza atômica da matéria
• Modelo de Thomson
• Modelo de Rutherford
• Modelo de Bohr
• Modelo de Sommerfeld –FranckHertz
• Dualidade onda – partícula: Matéria e as propriedades ondulatórias
• Postulado de de Broglie
• Difração de elétrons,
• Difração de Bragg
• Principios de incerteza
• Teoria de Schroedinger da Mecânica Quântica
• Equação de Schroedinger – equação de onda para o elétron
• Autofunções e autovalores
• Valores esperados
• Equanção de Schroedinger Depende e independente do tempo
• Potenciais nulo, degrau ,barreira , oscilador harmônico e poço quadrado
• Equação de Schroedinger 1,2 3 dimensões
BIBLIOGRAFIA
1) Física Quântica, Eisberg e Resnick (ER);
Capítulo 5, 6 e 7
2) Modern Physics for scientists and engineers, T. Thornton e Andrew Rex (TR);
Capítulo 6 e 7
3) Modern Physics de Serway, Moses e Moyer (SMM);
Capítulo 6, 7 e 8
4) Física Moderna, Paul A. Tipler e Ralph A. Liewellyn (TL);
Capítulo 6 e 7 (até 7.3)
5) Notas de aula do Professor Roberto V. Ribas (RR)
Capítulo 6 e 7
6) Física Moderna, Francisco Caruso e Vitor Oguri (FV)
5
7
Revisão :
9
11
Mecânica Quântica – Equação de Schrödinger
“Partícula presa em um poço finito quadrado”
Comparando o primeiro estado do sistema do poço infinito com o poço finito
O fato da função de onda não ser zero nas paredes aumenta o comprimento de onda de de Broglie na parede (em comparação com o poço infinito), e isto torna menor a energia e o momento da partícula. Esta observação pode ser usada para aproximar as energias
permitidas para a partícula ligada. A função de onda penetra na região exterior, numa escala de comprimento definido peça profundidade de penetração d dado por:
)
(
2
1
0 1m
V
E
k
d
A função de e onda no exterior é essencialmente zero além da distância d, em ambos os lados do poço de potencial 2 2 2 2 ) 2 ( 2 d L m n En
) ( 2 1 2 m Vo E k d Penetração da barreira
Revisão : Potencial Degrau
) ( 2 0 2 E V m k 0 ) ( , x x
De pleno acordo com a mecânica clássica para x<0
1
R
0 2 2 * k x De D13 Região 2
mE
k
1
2
Região 1
)
(
2
0 2V
E
m
k
“Potencial Degrau”
1 2 x ik x ikBe
Ae
x
)
1 1(
1
x ik x ikDe
Ce
x
)
2 2(
2
0
)
(
,
x
x
1) Condição de finitude
x > 0 região 2
ik xD=0
Ce
x
)
2(
2
A onda não volta2 ) Caso E> Vo
)
(x
x ik x ike
k
k
k
k
A
Ae
1 1 2 1 2 1
Região 1 : x< 0 Região 2 : x> 0 x ike
k
k
k
A
2 2 1 12
2) Condição de continuidade
em x = 0
reflexão: transmissão: 2 2 1 2 1
k
k
k
k
R
2 2 1 1 1 2 2 k k k k k T E V E V T R 0 0 1 1 1 1 1Mecânica Quântica – Equação de Schrödinger
“Barreira de Potencia”
1 2 E < Vo
mE
k
1
2
x ik x ikBe
Ae
x
)
1 1(
1
Região 1 x<0Solução da partícula livre
1 ) Caso E< Vo
) ( 2 0 2 E V m k E > Vo Vo 0<x >a 0 x <0, x>a
)
(x
V
)
(
2
)
(
2 2 2x
E
m
dx
x
d
Região 2 0<x>a)
(
)
(
2
)
(
0 2 2 2x
V
E
m
dx
x
d
x k x kDe
Ce
x
)
2 2(
2
3 1 2 3 3 1 2 x ik x ikGe
Fe
x
)
1 1(
3
Região 3 x>a15
“Barreira de Potencia”
E < Vo
mE
k
1
2
x ik x ikBe
Ae
x
)
1 1(
1
Região 1 x<0 ) ( 2 0 2 E V m k Região 2 0<x>a (x) Ce k2x Dek2x 2
3 1 2 ik x ik xGe
Fe
x
)
1 1(
3
Região 3 x>aNão tem onda vinda da direita G =0
1) Condição de finitude
x ik
Ae
x
)
1(
1
Se a partícula incide da esquerda Mas não podemos fazer D=0
x ik
Fe
x
)
1(
3
B=0
2) Condição de continuidade da função e da derivada para x=0
A
A
B
B
R
* *
A A F F T * * Vo 0<x >a 0 x <0, x>a
)
(x
V
A A B B R * * A A F F T * * 1 0 2 2 2 0 ) ( 4 ) ( 1 E V E a k senh V TTunelamento
“Barreira de potencial”
2) Caso E> Vo
mE
k
1
2
Região 1
)
(
2
0 2V
E
m
k
x ik x ikBe
Ae
x
)
1 1(
1
x ikFe
x
)
1(
3
Região 3 1 2 3A
A
B
B
R
* *
T
F
A
*F
A
*
1 0 2 2 2 0)
(
4
)
(
1
V
E
E
a
k
sen
V
T
Região 2 x ik x ikDe
Ce
x
)
2 2(
2
Onda incidente Onda refletida Onda transmitida17
“Partícula sujeita ao potencial dos oscilador harmônico simples”
x
m
Kx
x
V
2 22
1
2
1
)
(
( ) ( ) 2 ) ( 2 2 2 2 2 x E x x C dx x d m 0
E
Podemos escrever a solução da função de onda como:
h
n
E
n
(
1
/
2
)
Onde Hn são polinômios de ordem n, com n>=0
As funções Hn são relacionadas aos polinômios de Hermite que são tabelados tabulado
2 ) ( 2
)]
(
[
)
(
x u n nx
H
u
x
e
n=0,1,2,3.... 2 1 1 2 0 0 2 2 u uue
A
e
A
2 3 3 3 2 2 2 2 2 2)
2
3
(
)
2
1
(
u ue
u
u
A
e
u
A
Revisão
19
Equação de Schrödinger em três dimensões
Até o momento com consideramos apenas uma dimensão (x)
Na realidade para o sistema físico temos 3 dimensões
Partícula em uma caixa retangular
a
A
x
a
n
A
x
n2
),
cos(
)
(
n=1,3,5...21
Partícula em uma caixa retangular
a
A
x
a
n
Asen
x
n2
),
(
)
(
n=2,4,6....Partícula em uma caixa retangular
Degenerescência esta ligada a simetria do problema 3 2 1 n n nE
E
E
E
Temos a quantização de energia 2
2 2 2
2
ma
n
E
23
A eq. de Schrödinger em coordenadas esféricas
2 2 2 2 2 2 2 2
sen
1
sen
sen
1
1
r
r
r
r
r
r
Podemos, então, escrever a eq. de Schrödinger como: Lembre-se que a dependência temporal é
parametrizada por um autovalor da energia,
E
. E t i
r
r
r
r
r
sen
sen
r
sen
V
E
2 2 2 2 2 2 2 21
1
1
2
V
r
E
(
)
2
2 2
Separação de variáveis
Resumo
A eq. de Schrödinger em coordenadas esféricas
r
r
r
r
r
sen
sen
r
sen
V
E
2 2 2 2 2 2 2 21
1
1
2
Separação de variáveis:
2 2 21
m
d
d
, com
m
inteiro, positivo ou negativo
cos cos 1 2 ) ( ) ( 2 m m m d d senSoluções: Funções de Legendre
com
São as funções denominadas polinômios de Laguerre
...
3
,
2
,
1
,
0
m
25
São normalizados de acordo com a relação:
com
lm
m
momento angular orbital, associada a R(r), e ao módulo de L
número quântico magnético, associado a componente z do momento angular
) (
l zm
L
l
l
L
(
1
)
Isso mostra que os valores possíveis de
L
2 e deL
z são discretos
(quantizados), evidenciando a quantização do momento angular e da
componente z do momento angular.
)
,
,
(
)
1
(
)
,
,
(
2 2
r
l
l
r
L
op
)
,
,
(
)
,
,
(
r
m
r
L
z
m
m
m
L
zsão
iguais
a
,
sendo
um
inteiro
tal
que
:
de
s
autovalore
os
2.
negativo
não
inteiro
um
sendo
),
1
(
a
iguais
são
de
s
autovalore
os
L
2
2
1. ,..., 3 , 2 , 1 , 0 mSão chamados de harmônicos esféricos
l l l l m l l , 1,...,0,1,... 1, ,... 3 , 2 , 1 , 0
lm
m
Y
,
27
Assim, as funções são definidas por: com
Alguns exemplos de funções radiais normalizadas:
O problema 3D requer, como esperado, o aparecimento de 3 números
quânticos. Como vimos,
ℓ
em
estão associados à parte angular da função de onda e para cada valor deE
nℓ existem 2ℓ
+ 1 funções de ondadiferentes, uma para cada possível valor de
m
. Dessa forma, a degenerescência do níveln
, será: . / ) , ( ) ( ) , , , ( nl lm E t nlm nl e Y r R t r
0 , 0 , 1 l m ndegenerescência
/ 00 10 100 1t E e Y R 0
,
0
,
2
l
m
n
1
,
0
,
1
;
1
m
l
/ 00 20 200 2t Ee
Y
R
/ 1 21 21 2t E m mR
Y
e
4 estados degenerados
29
Os valores permitidos para os números quânticos n, ,m associados as variáveis r, e são: l l l l m n l n l , 1,...,0,1,... 1, 1 ,..., 3 , 2 , 1 , 0 ... 3 , 2 , 1 l m n l n l 0
l zm
L
l
l
L
(
1
)
Para qualquer potencial V= V(r) o momento angular é quantizado, e seus módulos permitidos (autovalores) são dados por:
0,1,2,3,..., m ,..., 3 , 2 , 1 , 0
l , l é chamado número quântico
momento angular
A componente z do momento angular também é quantizada,
Camada K, 1 estado Camada L, 4 estados Camada M, 9 estados Camada N, 16 estados
há n
2estados distintos
notação espectroscópica spdfgh.... Valores de l 0 1 2 3 4 5.... os níveis de energia do elétron simples sãochamados camadas K L M N... com valores de n 1 2 3 4 ...
,....,
)
1
,...(
3
,
2
,
1
,
0
....
3
,
2
,
1
m
n
n
31
Átomos com 1 elétron
Parte radial da eq. de Schrödinger, com autovalor de energia
E
:Vamos inicialmente nos concentrar nos casos em que
ℓ = m = 0
, o que nos restringe aos harmônicos esféricosY
00 (que são constantes): (isto seria o estado fundamental n=1)Como a solução deve tender a 0, quando r tende a infinito, podemos tentar uma função que decaia exponencialmente:
Potencial Coulomb
ER
R
Ze
dr
R
d
dr
dR
r
0 2 2 2 24
2
.
2
Temos, então, que:
e Substituindo na equação:
Essa igualdade vale para qualquer
r
,O que fornece um valor para o parâmetro
a
:Que é o raio de Bohr: autovalores da energia:
Coincide com a
expressão de Bohr para o estado fundamental do H. 0 1 2 4 2 2 1 2 2 2 2 r a Ze E a o
0
2
1
2 2
E
a
2 22 a
E
2 2 4 2 2 2 2 2 22
)
4
(
)
4
(
)
(
2
o oe
Z
Ze
E
2 2 2 4 2 2 ) 4 ( n e Z E o n
0 2 4 2 2 2 a Ze o n=4 -0,8 4s 4p 4d 4f n=3 -1,5 3s 3p 3d n=2 -3,4 2s 2p n=1 -13,6 1s 33 permitido não permitido
Diagrama de níveis de energia do H
Cada transição representa a mudança de energia do átomo e deve ser compensada por emissão (ou absorção) e energia de outra forma.
Para conservar o momento angular total (átomo+ fóton) em uma transição óptica, o momento angular do elétron de um estado inicial e
um estado final deve diferenciar de uma unidade isto é:
1 1 f i l= 0 1 2 3 4 5 .... . letra s p d f g h ... ....
SHARP PRINCIPAL DIFUSE FUNDAMEN TAL
r
d
r
nlm* nlmA distância média entre o elétron e o núcleo é dado pelo valor esperado:
Para o estado estacionário:
0 ,
1
l
n
Para o estado fundamental:
a r a r 2 3 2 1 1
A função de onda para o estado
fundamental do átomo de H
/ 3 / 100 1 t iE a r Bohre
a
e
3 / 2 2 100a
e
r a
Um elétron descrito pela função de onda acima é encontrado com probabilidade por unidade de volume dada por:
Não depende do ângulo, todo l=0 (estado s) são esfericamente simétricos A “posição” do e- agora é diluída no espaço não é mais bem determinada • DENSIDADE DE PROBABILIDADE •a probabilidade tem simetria esférica •é máxima na origem
• diminui exponencialmente com r
*
Observáveis
Determinação de probabilidades: medidas de
|
(r,
,
,t)|
2 numd
emtorno de uma certa orientação
, em um número grande de sistemas. Mas o elemento de volume em coordenadas esféricas é:Pela condição de normalização, temos que:
Portanto:
espaço
espaço
E pela propriedade de normalização dos harmônicos esféricos
O que nos permite introduzir uma densidade de probabilidade radial, dada por:
sujeita à condição de normalização:
P
nℓ é interpretada como a probabilidade da partícula ser encontrada em uma casca esférica de espessuradr
a uma distânciar
da origem. Notem o aparecimento do fatorr
2 na definição deP
nℓ, que faz com que a densidade
de probabilidade radial tenda a zero quando
r
o faz. Isso se deve ao fato de que o volume da casca esférica tende a zero comr
2.com temos que:
P
nℓ nos dá a densidade de probabilidade radial para qualquer estado, para o estado s de simetria esférica é o mesmo queJá que
(
)
4
1
)
(
r
R
r
2 24
r
Observáveis
A probabilidade de encontrar um elétron em uma casca esférica entre r e r+dr P(r) dr = densidade de probabilidade radial
a distância mais provável é igual ao raio de Bohr =a= a0
dr
r
e
C
dr
r
P
dr
r
R
R
dr
r
P
a r nl nl nl 2 / 2 2 2 *)
(
)
(
2 2 ) (r R r P nl Notem o aparecimento do fator
r
2 na definiçãode
P(r)
, que faz com que a densidade de probabilidade radial tenda a zero quandor
o faz. Isso se deve ao fato de que o volume da casca esférica tende a zero comr
2.Densidades de probabilidade
Apresentam simetria
esférica =0
Dependem de
(cos2) 1, m=0 Dependem de (sen2) quando 1, m=1 ou m= -1
2s 2p 2p
*
Distribuições angulares dadensidade de carga do elétron dependem do valor de l / 2 / 1 21 1 21 1 t iE i a r Bohr e e sen e a r C / 2 / 210 210 1 cos 2 t iE a r Bohr e e a r C
Representação da densidade de probabilidade
2
nlm