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Revista Eletrônica de Biologia
REB Volume 3 (4): 125-142, 2010 ISSN 1983-7682
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Levantamento preliminar de avifauna do Parque das Monções,
Porto Feliz/SP
Preliminary survey of birds in Parque das Monções, Porto Feliz – SP
Daniele Janina Moreno
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Campus Sorocaba
E-mail: [email protected]
Resumo
Foi conduzido um levantamento preliminar de aves no Parque das Monções em Porto Feliz – SP, no período de março a maio de 2009. O método foi de observação direta por transecto e posterior identificação por fotos e gravações dos cantos. Foram identificadas 92 espécies pertencentes a 38 famílias e a 18 ordens. Foram registradas algumas exclusividades do Cerrado como pica-pau-do-campo (Colaptes campestris) e gralha-do-campo (Cyanocorax cristatellus) assim como outras comuns em Mata Atlântica como barbudo-rajado (Malacoptila striata) e jacuguaçu (Penelope obscura), concluindo-se que o parque possui uma zona de transição entre os dois biomas.
Palavras-chave: Avifauna, Parque das Monções, Porto Feliz.
Abstract
It conducted a preliminary survey of birds in the Parque das Monções in Porto Feliz - SP, between March and May of 2009. The method was direct observation trough transect and later identification by photos and recordings of songs. In the place, 92 species belonging to 38 families and 14 orders were identified. Some of them are exclusive of Cerrado as campo-flicker (Colaptes campestris) and curl-crested jay (Cyanocorax cristatellus) as well as other common in Atlantic Rainforest like
crescent-chested puffbird (Malacoptila striata) and dusky-legged guan (Penelope obscura), concluding that the park has a transition zone between these two biomes.
Key-Words: Avifauna, Parque das Monções, Porto Feliz.
1) Introdução
Entre os vertebrados, a classe Aves é a mais notada e melodiosa e, para alguns, a mais bonita. (HICKMAN, ROBERTS, LARSON, 2004). Elas são símbolos de paz e amor, arte, objetos de estudo e lazer (GRILL 1995).
Por possuírem características próprias para o vôo como penas, membros em forma de asas, ossos pneumáticos e ainda serem endotérmicas, elas ocupam grande parte do globo terrestre (VUILLEUMIER, 2008).
Segundo Clements (2007), tem-se reconhecidas pela comunidade científica cerca de 9800 espécies de aves no mundo; já a América do Sul, por possuir uma topografia muito diversificada, é de longe o local onde mais se tem diversidade desses animais (RIDGELY & TUDOR, 1994), e para o Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO), o Brasil apresenta hoje, um número de, aproximadamente, 1822 espécies de aves catalogadas. A diversidade ambiental do estado de São Paulo, com relevo e vegetação variados, é a responsável pela grande riqueza de espécies de aves aqui encontradas, sendo que, sem dúvida, a mata atlântica contribui com a maior proporção destas espécies (SILVA & ALEIXO, 1996).
Num ecossistema natural, as aves funcionam como indicadoras de um ambiente saudável e funcional. Esses animais tem muito valor, pois nos ajudam a viver melhor e contribuem em diversos aspectos, como no controle biológico de pragas, formigas, carrapatos, ratos, cobras, coleta e reciclagem do lixo biológico, polinização de flores, disseminação de sementes entre outros (ANDRADE, 1993).
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Com grande interferência humana nos ambientes florestais, estes se tornam pequenos demais para abrigarem grande diversidade de espécies animais que necessitam de um local amplo, não sendo possível preservar uma rica avifauna só com sobras de hábitat (SICK, 1997).
A pesquisa no Parque das Monções foi feita para que haja maior preocupação da população local em preservar e melhorar o ambiente estudado, já que ele é visto como importante ponto turístico para a cidade.
Este trabalho teve por objetivo, verificar e listar num período de três meses do primeiro semestre de 2009, a composição das espécies de aves que habita o Parque das Monções e suas respectivas freqüências e, posteriormente separá-las de acordo com suas famílias e ordens.
2) Metodologia
3.1 Área de estudo:
O projeto foi realizado no Parque das Monções, situado no município de Porto Feliz (23º 12`38,98” S , 47º 31`38,75” O) (Figura 1). Inaugurado em 1920, no Médio Tietê, o local servia de saída para os batelões rumo a Mato Grosso com os bandeirantes em busca do ouro (PREFEITURA MUNICIPAL). Tornou-se o Museu Natural das Monções, onde se pode observar a Gruta Nossa Senhora de Lourdes, um batelão e o paredão salitroso que deu origem ao nome indígena da cidade: Araritaguaba, que significa "sítio onde as araras pousam na pedra para comer" (CITY BRAZIL).
A vegetação observada se encontra à beira do Rio Tietê, sendo, portanto, uma mata ciliar que de um lado é mais fechada e do outro, um campo aberto para pastagem do gado, e o parque em si, que possui um caminho feito para os turistas e um mirante com vista para o rio. Segundo um mapa de biomas brasileiros no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a região apresenta uma pequena porção de Cerrado, mas predominantemente Mata Atlântica.
De acordo com Olmos (2005), a lista com espécies ameaçadas de extinção no Brasil tem 160 aves, com sua grande maioria restrita a Mata Atlântica. Em 1996 o número de espécies endêmicas no Cerrado era de 29 das 837 descritas (SILVA, 1996), portanto são vegetações que merecem uma conservação prioritária, sendo consideradas hotspots (Myers, 2000).
Figura 1: Vista Espacial do trajeto feito no Parque das Monções, Porto Feliz/SP (23º 12`38,98” S , 47º 31`38,75” O) Fonte: Google Earth
3.2 Procedimentos
Foram feitas 12 saídas no período da manhã durante três meses – março a maio – tendo cada uma a duração de quatro horas, totalizando um esforço amostral de 48 horas de observação. O trajeto foi feito em transecto numa extensão de 2 quilômetros.
As espécies foram observadas por binóculos Nikon Action Fied Master (12 x 50), registradas através de fotos e gravação dos cantos por máquina fotográfica digital (Sony DSC – T200) e, posterior identificação destas com o
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uso de guias, sites específicos de espécies e cantos, informações de terceiros, confirmação e atualização dos nomes científicos segundo a CBRO, lista de 2008.
A frequência quantitativa seguiu a metodologia feita por Azevedo, Machado e Albuquerque (2003) determinada pelo índice de Lindsdale (AZEVEDO, MACHADO e ALBUQUERQUE, 2003 apud Bugalho, 1974), dividindo o número de vezes em que a espécie foi observada pelo número total de visitas ao parque, tendo seus resultados expressos em porcentagem. Estes foram nomeados como: abundante (81–100%), freqüente (61-80%), ocasional (41-60%) e rara (1-20%) (Tabela 1). Essa frequência foi feita somente na área em estudo, com tempo amostral definido, apesar de algumas espécies terem sido registradas fora dele.
4) Resultado e Discussão
Foram identificadas 92 espécies pertencentes a 38 famílias e a 14 ordens, isso corresponde a 11,47% das espécies do estado de São Paulo (CEO). A família Tyrannidae (14 espécies) teve maior diversidade de espécies, seguida por Thraupidae (9 espécies) e Picidae (6 espécies) (Figura 3). Este número poderia ser bem maior, considerando que não foram feitas observações no período da noite nem em outras épocas do ano.
O grande número de espécies se deu graças a transição entre ambiente urbano, área rural com campo aberto e pasto e um fragmento pequeno de mata ciliar, ambiente parecido com o estudado em uma área de cerrado em Sorocaba por Silva e Nakano (2008).
Com o aumento do número de saídas consequentemente aumentaram número de espécies amostradas (Figura 2).
Acúmulo de espécies novas observadas no Parque das Monções 0 20 40 60 80 100 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 10ª 11ª 12ª Saídas E s p é c ie s n o v a s r e g is tr a d a s Número de espécies
Figura 2: Acúmulo de espécies novas observadas no Parque das Monções em Porto Feliz no período de março a maio de 2009. As espécies registradas fora do tempo
amostral não constam no gráfico.
Tabela 1: Lista das aves do Parque das Monções, Porto Feliz, SP. A classificação taxonômica e popular segue o Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (2008).
Taxa Nome comum Frequência
ANSERIFORMES Anatidae Cairina moschata Amazonetta brasiliensis Pato-do-mato Pé-vermelho O F GALLIFORMES Cracidae
*Penelope obscura Jacuguaçu R
PODICIPEDIFORMES
Podicipedidae
*Podylimbus podiceps Mergulhão-caçador R
PELECANIFORMES
Phalacrocoracidae
131 CICONIIFORMES Ardeidae Nycticorax nycticorax Bubulcus íbis Ardea cocoi Ardea alba Egretta thula Savacu Garça-vaqueira Garça-moura Garça-branca-grande Garça-branca-pequena A A A A A CATHARTIFORMES Cathartidae
Coragyps atratus Urubu-de-cabeça-preta A
FALCONIFORMES Falconidae Rupornis magnirostris Caracara plancus Milvago chimachima Gavião-caramujeiro Caracará Carrapateiro A A A GRUIFORMES Rallidae Aramides cajanea Gallinula chloropus Saracura-três-potes Frango-d’água-comum A A Cariamidae
*Cariama cristata Seriema A
CHARADRIIFORMES
Charadriidae
Vanellus chilensis Quero-quero A
Recurvirostridae
Himantopus melanurus Pernilongo-de-costas-brancas
A
Jacanidae
Jacana jacana Jaçanã R
COLUMBIFORMES
Columbina talpacoti Columba livia Patagioenas picazuro Zenaida auriculata Leptotila rufaxilla Rolinha-roxa Pombo-doméstico Pombão Pomba-de-bando Juriti-gemedeira A R A A R PSITTACIFORMES Psittacidae Aratinga leucophtalma Forpus xanthopterygius Periquitão-maracanã Tuim A A CUCULIFORMES Cuculidae Piaya cayana Crotophaga ani Guira guira Alma-de-gato Anu-preto Anu-branco F R R STRIGIFORMES Strigidae
*Megascops choliba Corujinha-do-mato R
APODIFORMES Trochilidae Phaethornis pretrei Eupetomena macroura Chlorostilbon lucidus Amazilia lactea Rabo-branco-acanelado Beija-flor-tesoura Besourinho-de-bico-vermelho Beija-flor-de-peito-azul A A A A CORACIIFORMES Alcedinidae
Chloroceryle amazona Martim-pescador-verde R
GALBULIFORMES
Bucconidae
Malacoptila striata Barbudo-rajado A
PICIFORMES Picidae Picumnus cirratus Picumnus temminckii Pica-pau-anão-barrado Pica-pau-anão-de-coleira R A
133 Melanerpes candidus Venilliornis spilogaster Colaptes melanochloros *Colaptes campestris Dryocopus lineatus Birro, Pica-pau-branco Picapauzinho-verde-carijó Pica-pau-verde-barrado Pica-pau-do-campo Pica-pau-de-banda-branca R A R R R PASSERIFORMES Thamnophilidae Taraba major Thamnophilus doliatus Thamnophilus caerulescens Choró-boi Choca-barrada Choca-da-mata R A A Conopophagidae
Conopophaga lineata Chupa-dente A
Furnariidae Synallaxis frontalis Cranioleuca pallida Lochmias nematura Petrim Arredio-pálido João-porca A A O Tyrannidae Todirostrum poliocephalum Todirostrum cinereum Elaenia flavogaster Camptostoma obsoletum Serpophaga subcristata Tolmomyias sulphurescens Myiophobus fasciatus Fluvicola nengeta Colonia colonus Myiozetetes similis Pitangus sulphuratus Megarynchus pitangua Tyrannus melancholicus Tyrannus savana Teque-teque Ferreiriho-relógio Guaracava-de-barriga-amarela Risadinha Alegrinho Bico-chato-de-orelha-preta Filipe Lavadeira-mascarada Viuvinha Bentevizinho-do-penacho-vermelho Bem-te-vi Neinei Suiriri Tesourinha A A A F F F A O O A A R A R Vireonidae
Cyclarhis gujanensis Vireo olivaceus Pitiguari Juruviara A F Corvidae
Cyanocorax cristatellus Gralha-do-campo O
Hirundinidae
Pygochelidon cyanoleuca Andorinha-pequena-de-casa A
Troglodytidae
Troglodytes musculus Corruíra A
Turdidae
Turdus leucomelas Sabiá-barranco A
Mimidae
Mimus saturninus
Sabiá-do-campo O
Coerebidae
Coereba flaveola Cambacia A
Thraupidae Nemosia pileata Thlypopsis sordida Tachyphonus coronatus Ramphocelus carbo Thraupis sayaca Thraupis palmarum Tangara cayana Dacnis cayana Conirostrum speciosum Saíra-de-chapéu-preto Saí-canário Tiê-preto Pipira-vermelha Sanhaçu-cinzento Sanhaçu-do-coqueiro Saíra-amarela Saí-azul Figuinha-do-rabo-castanho R A A F A O A R A Emberezidae
*Volatinia jacarina Tiziu R
Parulidae Parula pitiayumi Basileuterus culicivorus Mariquita Pula-pula A A Icteridae
135 *Molothrus bonariensis Vira-bosta O
Fringillidae
Euphonia chlorotica Fim-fim A
Estrildidae
Estrilda astrild Bico-de-lacre A
Passeridae
Passer domesticus Pardal R
Abundante (A): 81–100%, freqüente (F): 680%, ocasional (O): 460% e rara (R): 1-20%. *Espécies registradas fora do tempo amostral.
Número de espécies por familia
9 14 7 4 5 3 5 45 Thraupidae: 9 Tyrannidae: 14 Picidae: 7 Trochilidae: 4 Columbidae: 5 Falconidae: 3 Ardeidae: 5 Outras: 45
Figura 3: Número de espécies por família
Costa, Piovezan & Andriolo (2006) afirmam que os avistamentos podem ser influenciados por diversos fatores, como o grau de visualização do observador em diferentes áreas, o porte do animal, sinais específicos de cada espécie, velocidade do transecto e, no caso do Parque em estudo, a presença
de outras pessoas no local, por isso, os dados acima podem variar com a época do ano e com o acaso do observador.
Pelo registro de espécies que são comuns tanto em cerrado como em mata atlântica, como a gralha-do-campo (Cianocorax criatellus) e jacuguaçu (Penelope obscura), respectivamente, foi considerado que o parque está em zona de transição desses biomas. A espécie barbudo-rajado (Malacoptila striata) foi observada várias vezes durante as saídas, para Silva (1995, apud Rodrigues et al, 2005) esta é classificada como residente do cerrado, já Sick (1993) afirma que é endêmica da Mata Atlântica.
Há espécies que são típicas de vegetações semelhantes as do cerrado, como as zonas de pastagem que ocorrem na outra margem do rio. São elas: pomba-de-bando (Zenaida auriculata), anu-preto (Crotophaga ani), anu-branco (Guira guira) e pica-pau-do-campo (Colaptes campestris), como também registradas em mesma situação de ambiente no trabalho de Straube, Urben Filho e Gatto (2005).
O jacuguaçu (Penelope obscura), tendo um só registro no estudo, tem para Guinx (1997), aptidão por floresta atlântica, apesar de poder habitar vegetação serrana. Como o ambiente sofreu forte devastação graças à urbanização e ao pasto, pensou-se que a presença dessa espécie se deva ao fato da falta de locais mais preservados para esta habitar, pois também é encontrada em matas primárias além de plantações e áreas abertas adjacentes às florestas (SIGRIST, 2009) ou de uma simples passada pelo parque já que no interior do estado ela é substituída por Penelope superciliaris (DEVELEY e ENDRIGO, 2004).
Os locais de observação dessas aves, apesar de não serem citados na pesquisa, são bem característicos de cada espécie, sendo levado em consideração área mais aberta e fechada, tipo de vegetação como fonte de alimento, água entre outros. Algumas chegam a ser beneficiadas com o
processo de fragmentação como a choca-da-mata (Thamnophilus
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Develey e Martensen (2006) e outras com o processo de urbanização como o bem-te-vi (Pitangus sulphuratus), já bem adaptado a esse tipo de ambiente (SICK, 1993).
Neinei (Megarynchus pitangua), viuvinha (Colonia colonus) e tesourinha (Tyrannus savana) são algumas da lista acima consideradas migratórias por Sick (1993). Estas podem estar muito ou pouco presentes nessa época do ano na região estudada como, por exemplo, no caso do neinei, citado como raro, é bem comum nos meses mais quentes (observação pessoal).
As espécies registradas fora do tempo amostral apareceram raras vezes, tendo até uma delas sido ouvida à noite, a corujinha-do-mato (Megascops choliba). Mas essa frequência pode não corresponder à realidade, já que essa espécie de coruja é bem comum em cidades e parques urbanos (SILVA, 2009).
A seriema nunca foi vista, mas sempre ouvida. Considerada por Sick (1993) como a “voz do cerrado”, ela sempre vocaliza durante as manhãs, mas nunca nos horários do tempo amostral, sempre mais cedo. Nesse sentido a vocalização foi muito importante, já que foi através dela que o registro da ave foi feito.
O canto pode ser uma maneira mais confiável para a identificação de uma ave, como por exemplo, no caso do gênero Myiarchus. A ave foi avistada algumas vezes, mas sem a vocalização não foi possível diferenciar as espécies maria-cavaleira (M. ferox) da irrê (M. swainsoni), mesmo tendo a segunda um comportamento migratório e aparecendo na região nos meses mais quentes (DEVELEY e ENDRIGO, 2004); por isso, esta não consta na lista. Na parte mais fechada da trilha ou mesmo os pequenos indivíduos que optam por ficarem no alto de grandes árvores, o que dificulta a sua visualização, a vocalização foi de grande importância, como também foi concluído em uma pesquisa feita por Santos (1994).
Leva-se em consideração a perda de identificação de algumas espécies pela falta ou mesmo pelo desconhecimento da vocalização. Identificar aves pelo canto requer conhecimentos prévios, estudos e boa audição, algo que aos poucos foi melhorando conforme as saídas eram feitas.
Na região em torno do parque há intensa fragmentação das matas por processo urbanos e rurais, o que é um problema para a sustentação de populações viáveis. Espera-se que com essa prévia lista das espécies de aves que ocorrem no Parque, seja vista a importância do local para essas comunidades, já que possivelmente, muitas espécies citadas são residentes, e as que não são, podem depender dele em determinadas épocas para refúgio e local de reprodução.
O estudo também ajudou em maior conhecimento da avifauna da região.
5) Conclusão
Foram encontradas 92 espécies pertencentes a 38 famílias e a 18 ordens.
6) Agradecimentos
A todos que me acompanharam nas saídas, nas identificações das espécies e na elaboração do relatório: minha mãe, Mônica Valini, Natalie Mascarenhas, Milena Rodrigues, João Burini, Rafael Bessa e Bruno Lima.
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