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Rev. adm. empres. vol.54 número2

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Academic year: 2018

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242 RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV-EAESP

© RAE | São Paulo | V. 54 | n. 2 | mar-abr 2014 | 242 ISSN 0034-7590

INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS

O uso das imagens em pesquisas nas ciências sociais

Rita de Cássia Alves Oliveira | [email protected]

A atual cultura visual está presente e acentuada não só nos mercados editoriais e midiáticos mas também nos cotidianos vividos. As percepções e experiências diárias estão nas agendas do consumo e do marketing, assim como nos lazeres, nos processos comunicacionais e na construção das identidades. Metodologicamente, as imagens permitem a realização de leituras das experiências vividas, dos conlitos, das representações e dos imaginários. Além disso, as produções etnográicas audiovisuais ou fotográicas têm sido frequentes, não apenas como registros dos trabalhos de campo ou ilustrações dos textos mas também como formas alternativas de construção de narrativas sensíveis sobre o universo cultural investigado. A antropóloga Rita de Cássia Alves Oliveira (PUC-SP) sugere cinco obras que trazem importante contribuição para a investigação, envolvendo imagens seja do ponto de vista acadêmico, seja na articulação com os mercados de consumo.

O FOTOGRÁFICO

Etienne Samain (Org.). São Paulo: Hucitec/Senac, 2005. 349 p.

Esta coletânea de artigos organizada por Etienne Samain foi publicada inicial-mente em 1998 e relançada mais tarde pela editora Senac. Fruto de um seminário realizado na Unicamp, traz artigos dos principais pesquisadores brasileiros sobre o suporte fotográico nas ciências humanas, assim como aponta as articulações entre fotograia, cinema, escrita e outras artes. Apresenta, também, questiona-mentos a respeito dos impactos das novas tecnologias sobre o campo fotográico.

VISUAL ANTHROPOLOGY: Photography as a research method John Collier Jr. e Malcolm Collier. Albuquerque: University

of New Mexico Press, 1986. 266 p.

Obra clássica sobre o tema, publicada no im dos anos 1960, traz a construção de uma metodologia que aposta no uso da câmera fotográica no trabalho de campo etnográico, tanto no registro do cotidiano dos “nativos”, como se dizia na épo-ca, quanto no estreitamento do relacionamento com esses sujeitos. A complexa relação entre o observador e o observado encontra na fotograia a aproximação sensível de universos culturais tão distintos e, ao mesmo tempo, tão próximos.

SOCIOLOGIA DA FOTOGRAFIA E DA IMAGEM José de Souza Martins. São Paulo: Contexto, 2008. 206 p.

O autor, professor titular da FFLCH-USP, apresenta sua precisão e sensibilidade na leitura de imagens (em parte, fotograias do campo artístico fotográico) que com-põem uma soisticada e deliciosa sociologia da religiosidade e da cultura popular. Nesta obra, o autor elabora, por meio de suas leituras imagéticas, uma relexão conceitual e metodológica que aponta indícios de relações e representações soci-ais que articulam classes socisoci-ais e repertórios, passados e presentes.

ANTROPOLOGÍA DE LA IMAGEN

Hans Belting. Buenos Aires: Katz Editores, 2007. 321 p.

Historiador alemão, Hans Belting aproxima História da Arte e Antropologia, e con-strói uma espécie de arqueologia da imagem. Nesta obra, cria uma metodologia de amplo espectro, envolvendo desde imagens medievais de morte até as ima-gens digitais contemporâneas. O autor aponta a complementaridade imagem-me-dium-corpo:a análise das imagens (aqui distintas de seus suportes) envolve suas construções simbólicas e os sujeitos que as produzem e consomem, sempre numa perspectiva histórica e territorial.

ANTROPOLOGIA DA COMUNICAÇÃO VISUAL Massimo Canevacci. Rio de Janeiro: DP&A, 2001. 277 p.

O italiano Massimo Canevacci, radicado em São Paulo há alguns anos, tem como foco a cultura visual na qual estamos inseridos. Sua obra Cidade polifônica já tratava da temática da comunicação urbana, mas aqui avança na construção de uma Antropologia da comunicação visual. Baseado nas imagens da publicidade, da televisão e do cinema, o autor propõe a construção de uma metodologia que dê conta das “biograias culturais” das “mercadorias visuais” cotidianas.

Referências

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