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Algumas considerações sobre a rhinoplastia

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(1)

û wm ù s A * a «

SOHHE

ItHINOFLASTlif .

1

APRESENTADA E PUBX

.

ICAMENTE SUSTENTADA,

PeranteaFaculdade deMedicinadoRiodeJaneiroem 16de Dezembro de1843. pon

3 !

)

A !

)

O&IPtflBV

Û

0

)

3! M

'Î

SI â M

»

PATURAI

.

DA CIDADEDE CAMPOS, (PROVÍNCIADORIO DEJANEIRO), Jrill)o ï»c(

Can

îiiîioUarrijo Oitnirourt

,

DOUTOR EM MEDICINA PELA MESMA FACULDADE.

SomeutfnrrcrdetourneuroHomme à depraudr» mutilations, pour luironterierU lie.lachirurgiepoiiédr aussi de» »ecrcii pour coinbaltre le» dilTormiir», yremédier,elle» déiruirr

.

Luratxc(mémoirelarla rhineplaitii).

RIO DE JANEIRO,

TTPOGRAPUU I RANCE/ A, RU A DE S

.

JOSÉ, N

.

G t

.

1843.

(2)

'S

V

'

& M mwm &

mjL

DO RIO DE JANEIRO .

DIRECTOR.

< >Sn

.

1)K. JOSE MARTINS DA CRUZJ0B1M

.

UNTES PROPRIETÁRIOS. OsSRS

.

DOUTORES:

i

.

°ANNO

.

FranciscodrPnulaCândido

. .

Francisco Freire Allemão

. . .

2

.

° ANNO

.

Pliysica Medica

.

( Botanica Medica, eprincípios elementaresde ( Zoologia

.

( CliimicaMedica,cprincípios elementares«le

1 Mineralogia

.

Anatomiageraledescriptiva.

Joaquim Vicente TorresIíomem

. . . . .

JoséMaurícioNunes(larcia

.

PRESIDENTE

.

3

.

°ANNO

.

José MaurícioNunesGarcia

I

.

onrençodeAssis FerreiradaCunha

. .

. PhysiologiaAnatomia

.

geraledescriptiva.

-

i

.

°ANNO

.

Luiz Francisco Ferreira

. .

EXAMINADOR

.

Pathologiaexterna

.

Joaquim JosédaSilva Pathologiainterna

.

1 Pharmacia,MateriaMedica, espeeialmentca Brasileira, Therapentica, e Arte de formular

.

JoãoJosédeCarvalho 5

.

° ANNO

.

CândidoBorgesMonteiro

.

EXAMINADOR

.

FranciscoJulio Xavier

. .

EXAMINADOR

.

6

.

°ANNO

.

Thomas GomesdosSantos JoséMartins daCruz Jobim

»

Operações, Anat

.

topograph,eApparelhos.

( Partos, Moléstiasdas mulherespejadasepari

-

( das,ede meninosrocem

-

nascidos

.

Hygiene e Historia de Medicina

.

Medicina Legal

.

2

.

uao

-

í

.

°Manoel Feliciano P

.

deCarvalho

.

Clinicaexterna,e Anat

.

patholog.respoeina.

o

.

naoi\

.

uManoel deValadàoPimentel

. . .

Clinicainterna,eAnat

.

patholog

.

respeetiva

.

LENTES SUBSTITUTOS.

SecçãodasScienciasaccessories.

SecçãoMedica

.

SecçãoCirúrgica

. í

Vaqo Vago

JoséBentodaIloza

. . . .

EXAMINADOR,{

Antonio Fcli

.

v Martins

DomingosMarinho de Azeredo Americano

.

I

LuizdaCunhaFeijó [

.

I

SECRETARIO. Luiz Carlos daFonseca

.

N

.

B

.

A faculdade não approva,nemdesapprovaasopiniõesemittidasnasTheses, que lhesãoapresentadas

.

(3)

D E MEO S A U D O Z O P A I, E M E O M E L H O R A M I G O

.

Eis ultimadaaobra paraquelautotrabalhastes;eis

-

mehojenapcsse do fructo detantos disvelos,esacrifícios vossos ; pcrmitti por tanto,Sombra Veneranda,quen'este momentoo mais solemne da minba vida,emqueentronogoso d'essehonroso titulo,queformavaoobjec

-

topredilecto dos vossosmais assiduos cuidados,e oalvo fito dosmcosmais ardentes desejos,

euperturbeapazde quegozaisna mansãodos justos,paravósfazerousar a vozimperiosado reconhecimento,invocando

-

vòsaque vôsdigneis acceitar estemeopequenotrabalholitterario com3um monumentodeminha eterna gratidão,erigidoa vossamemoria,easlagrimas,que oraderramocomo omais sincero testemunho de minba verdadeiracperpetua saudade.

4 * 4 4 * 4

J

.

B

.

DELACERDA

.

(4)

MINHA 1MŒSADISSIMA MAI DOMEOCORAÇÃO, A

á SUMIOM ID

»

imimaM IDB MIMM

,

Nàoèpossível, Senhora, quooudeixe emmudosilencio o vosso nomenestemomento, cmque,soandoaos meosouvidosaultima hora da minha vidaacadémica, revolvona menteosenormes sacrifícioseprivaçõesquehaveissoflrido para meadqueridesum ti

-

tulohonroso

.

Em verdade, sevejo hojeterminadaaminha carreiraescolástica, seme acho collocadona estrada da honra e da gloriaa vós emgrandeparteo devo; sim. Senhora ,fostes vósqueadespeitodovosso sexo,ecircumstancias hempoucofavorá

-

veis,redobrandoesforços,ereduplicandosacrifícios, terminastesaobra quea mortede ura Paiqueridohavia deixado incompleta

.

A vista det;1oavultadadivida , avista do vosso tàoextremozo amor, aquem sinãoavós pertence com maisdireitooprimeiro 1'rncto de minhaslucubraçòes?Dignai

-

vos, pois, benigna acceital

-

ocomoumpequeno signal ,masverdadeiro,deminhaeternagratidão, respeito,eamorfilial

.

J

.

H

.

nuLACERDA

.

(5)

\ MEMOIUA DE MKO IMtESADISSIMO IHMAO,

DOUTOR ANTONIO GUILHERMINOGENTILIDE LACERDA

,

E Á DE MEU AMADO CUNHADO, EDOM AMIGO,

DOUTOR FRANCISCO GOMESALVESDEMATTOSPREGO

.

nXXOF.DAÇÃO SAUDOZA DESUA AMIZADE

,

EAMOU FBATERKAL

.

Á MEOS QUERIDOS IRM Ã OS ,

KM PARTICULARÁMINHAIRMÃA,

A SENHORA II , VARIA CANDIDA IIE LACERDA PREGO

»

Síommfjo U terna

,

e

fraternal

'

amixa í

>e

.

LB

.

DE

LACERDA .

(6)

AOSna

-

rsTnxsBiMOîJ Bï WXIOBI:»

DOUTOR JOS É MAUR Í CIO NUNES GARCIA ,

SOUTOS XuTJIS D ü

,

ÎÏÏ WHA TXRJO ,

mm ® mm mmmmm m W ã - ,

E DOUTOR ANTONIO DA COSTA .

TRIBUTO DE GRATIDÃO, RESPEITO E AMIZADE

.

»BBSèKS

vias mats intimas c urríJaíiciros amigos

,

os

3

Ums

.

ímljoros DOUTOR MANOEL GOMES DEOLIVEIRA PINTO ,

LUIZ JOSE PIMENTABUENO

.

DOCTOR CYPRIANO JOS É DE CARVALHO

. TIIEODORO FERNANDES PEIVEIRA DA MOTTA, ALFERES , MIGUEL JOAQUIM DEANDRADE E A L M A D A ,

THEODORICO JOSÉFSRRXIÎIA DE MCRAES

Exigua prova da mais sincera

,

e cordialamizade

.

J

.

R

.

DELACERDA

.

(7)

>

*(

V

)

OS U

.Ò

SSOS

Para cumprir

,

senhores ,

urn

clever inescus

á

vel

,a

que

somos

obrigados pela Ici

,cnão

para

ostcnlar

conhecimentos , que

nos

fallecem , for

çosonos era

escrever

uma

these que pusesse

termo a

ardua

e

trabalhosa carreira de

seis

longos

annos ;

foi

pois mis

-

ter tomar um ponto

sobre

o

qual dissert

ássemos:n

ó

s

o fizemos ,

e

sobre os estreitamentos do canal da

uretra

parar

ão nossas vistas

. Colhendo aqui

e

ali

o

que de melhor

nos

offerecia

ascieneia,

conseguimos ajuntar

o

material

necessário

para

a

edifica

ção

de

uma these

,

e

tendo

levantado

a sua

planta ,

e

formado

seu

esqueleto , faltava-

nôs tão sómente

vestil -

o

,

e

dar - lhe

a

ultima fei

ção

, que melhor

nôs

permittisse

mais re

ílectido pensar

;

por

ém tão

grande empenho

, em

que haví

amos

envidado todas

asnossas

for

ças

, foi desvanecido , quando

menos

esper

á

vamos

; victima

de

uma

escarlatina , indispens

á

vel

nôs

foi interromper

nossa

ap -

plica

ção acerca

do trabalho come

ç

ado

, c mesmo

renunciar

o ponto

, sobre que

tanto

houv

éramos

j

á

lueubrado

;eisto

porque

tempo

da

nossa

mol

éstia erão

j

á

principiados

osexames

do

curso

lectivo ,

e na

altura

em

que ficara

nossa

these , era d

*

ul -

tima

necessidade para

sua

final conclus

ão

, multiplica

ção

d

esfor -

ç

os ,

o

que

o

nôs

fora poss

í

vel , pois que

éramos

convalescentes ,

e

maior periodo de

tempo

do que aquelle que

nôs restava:em tão

critica conjunctura foi for

ç

a darmos de

mão ao

trabalho que

ao

j

á n

ô

s

tinha custado

tantas

fadigas ,

ou então

aventural -

o

aos

de

uma

obra mal come

ç

ada

na

defici

ência

d

acanhado

perigos

talento ,

e

mal acabada na debilidade de longa mol

é

stia

:

prefe- rimos pois nova materia que mais

se

compadecesse com

o des -

vantajosa situa

çã

o . Outros motivos ainda n

ã

o menos poderosos

(8)

G

influir

ã

o de mais longe para

a nã

o conclus

ã

o

(

laquelle nosso

cm

-

efî

eito

,

a

desventura parecendo regosijar - se

coin

requinte de persegui

ção

, ferio -

nôs

cruelmcnlc

no

decurso do presente

anno em nossas mais caras

a

í

fei

çôcs

,

e

derramando

so

- bre

nossa

desditosa família

cm

borbot

ões sua có

lera ,

veio tornar nossa

posi

ção sumniamente

lament

á

vel

: em

verdade

um

pai ,

nossa mais

forte columna , que

tão

afastado parecia ainda do

ul

-

timo

dia de

sua

exist

ência

, baixa

ao

tumulo ,

c tã

o irrepar

á

vel perda ,

quanto

sentida , deixa -

nôs na maior consternação ; um irmão na

primavera dos

annos

, digno

do nosso eternoamor

,

c

saudade

,

sucumbe

, não

lhe valendo

viçosa

mocidade

;um

cunha - do justamente querido

,

para quem

o termo da

vida

nunca se

lhantolh

á

ra

tão

de perto, accompanha

os

dous primeiros amigos de

nossa

desolada familia

;eestes

funestos

acontecimentos

segui

-

r

ão

- se

tão

ap

ós uns

dos

outros

que parece que

a

desventura,

temen-

do que

se

lhe abrandasse

aira

, quiz

(

Tum

jacto

exgotar

-

se

toda

; nós

pois perdemos

ha

bem poucos

mezestão caros

amigos ,

e nossa triste

familia

assaz

angustiada por

tão justos

motivos reclama

o nosso

amparo ,

e

a dedica

ção

de

umfilho

,

com

quem hoje

conta como único

protector . T

ão

fortes

razões

pois

nos

for

ção

acabar de prompto

nossa carreira ;

bem quizeramos faze - lo

com outra materia

de disserta

ção

que

nãoa

rhinoplastia

; nãonos

foi pos -

vel

a

realisa

ção

deste desejo

;

pois bem , resignemo -

nos

.

Aqui terminamos

a

exposi

ção

do infeliz quadro que presidio

a

feitura de nossa these

, c

por cila desde

já se

poder

á

julgar

o quanto

imperfeito , deficiente ,

c

mal castigado deve

ser

trabalho

;

poré

m

, nem por

isso

desanimamos de conseguir

o fim

, que

com

elle

temosem

vista , confiados

na

summa benevol

ência

dos nossos

sá

bios

c

illustrados Juizes ,

c na

indulg

ência

,

conique

sempre

se

dignar

ã o

desculpar nossos erros .

ponho

: com um

onosso

(9)

AEGUIVIAS COTvTSIBERAC ÕES

S01HŒ

A AAJM > J > Í A £ } tfJA .

**e3KS

»

9e<

INTRODUC ÇÃ O HIST Ó RICA .

A origem da rhinoplastia entranha

-

se noseio da remotaantiguidade

.

Parece tersidoseu berço aí ndia,ondedesdetempos immemoriaes , epor espaçode muitos séculos

,

estaespecie dautoplastia,unicaprimilivamenle conhecida e praticada

,

foipatrimóniodosBramencs, ácujaelevadaauclo

-

ridade rendiagrandeprestigio

.

Monopolioda theocracia,bemcomoofoi nos primeiros tempos toda a castade conhecimentos humanos

,

so longo andardeséculos,e aforçade vicissitudes annexas ,pôdearrancal

-

a dosanc

-

tuario,e convertel

-

aem espolio commum

.

Provavelmente grosseira seuprincipio, como todososinventos ,fructomaisdoacasoounecessidade, doquede leis ja coidiecidas , arhinoplastiatocou entre osÍndiosoponto de perfeição, queeradesupporem vista duma legislaçãocriminal ,quetanto contribuía

,

econtribuea tornar

-

lha uma dasprimeiras necessidades

.

Com

eflcilo, apena de narizcortado, infligidaa certasespecies dedelinquentes, foi semduvidaacausadeterminante de o grande aperfeiçoamento

em

,maxi

-

meporquea mesinalei, ironicamentecruel,permittiaaosjustiçados o des

-

forçoderepararaperda soíTrida

.

Seja, porem,qual foracausa

,

écerto, quet ãomilachado estevepor muitotempo reclusonaIndia

,

poisque

,

possuindo já aGrécia os ricos des

-

pojos scieutiGcos doEgypto

,

quandoodivinovelho deCós

,

verdadeiroar

-

cheologo da natureza

,

decifrava nas tabuasvotivasdostemplos dT

.

sculapio os mysteriösdavida

,

c ossegredos dasmoléstias nem umsó

hieroglyphico

(10)

K

(U

-

restauração nasalscofforeccuácontemplaçãodestegrandihomem

,

ajul

-

garmos pelosilenciodeseuscscriptos sobre esteponto

.

E precisochegarmosaoséculo dAuguslo paravermosua propria

Roma

, a conquistadora das gentes edas sciencias

,

a primeira noticiaaulhentica daautophaslia: tacs são as palavras de Celso

,

omais illustreCirurgiãoda antiguidade:

Curta igiturin his tribus(auribus, (abris,acnaribus

,

)ac

si qua parteparvasunt curari possunt:siqua majorasunt,aut

,

nonaccipiunt curationcm

,

aut ita per hanc ipsam deformanlur,ut minusindccora ante fuerint

.

No longo periodo , que separa este escriptor de Paulo dEgina

,

com quem foisepultadaa bellaCirurgiagrega ,não se fez mais

,

quereproduziro que o primeiro dissera;edepois,osproprios Medicos Arabes

,

aliástã oinstru í

-

dos, poucoounada adiantarão nestamateria

.

Quando, porém

,

aidademedia extrebuxavanasanciasdamorte

,

eco

-

meçavão na

Europa

asahira luzos important íssimosdescubrimcntos

,

que ella preparava

,

foi lambementãoquea rbinoplasliareappareceubrilhante nestaparte do mundo

.

AosBrancas

,

pai,efilho,naturaes daSicilia,ca

-

beagloria de ressuscitarestaoperação,aqual por algum temposeconservou com esplendornestafamilia

.

Transmittida depoisáCalabria

,

ahifoiaco

-

lhida pela dos Bojanos emcujopoder permaneceuquasiatéaofim do sé

-

culo X\I

,

emqueaextineçãodesta familia lheacarretoucompleto esque

-

cimento

.

Mas não tardou muito, que Gaspar Tagliacozzi

,

Bolonhez

,

afi

-

zessereviverdignamente

,

japracticando

-

a muitasvezes

,

ecom boa fortuna, já escrevendoexprofessoucercadelia, eintroduzindomodificaçõesemseus processos

,

conservando todaviaomcthodo dossupramencionados operado

-

res, cujofundamentoera mutuar aobraço ouantebraço aspartesnecessá

-

riasparaaconfecçãodonovonariz

.

Tagliacozzitornou

-

se,pois,umnome

clássiconeste ramo da Medicinaoperatória;e emtamanhaobrigaçãosejul

-

gavãoparacomelleseuscompatriotas, queem 1599 lheerigirãonoamphi

-

theatro anatomico de Bolonhaumaestatuaempunhandoum nariznadextra; mas

,

para quenolle senãoquebrasseomáu fado

,

que

sempre

persegueo merecimento

,

n ão faltou quem

,

tanto emvida

,

como

depois

damortelhe enchesse daíTrontasa reputaçã o eamemoria

.

Morto Tagliacozzi

,

comoa torrente das contradicçòes humanas,que sa

empecer

a marcha dos

grandes

inventos, aindaosdemais immediatauti

-

(11)

0

-

lidado,janãoencontravaa forte bnrroir», quoa

pratica

feliz<1;I»JU*lI«*op dor lheoppunha

,

acabou por apagarnaEuropaosvesligiosdaihinoplastia

.

conservando

-

lhoapenaso nome paraalvodc moías

.

Dionysio

,

Cirurgiãoaliás detãosubidomérito,referindo

-

soao

que

secontava,diz:Jecrois ccshistoiresapocryphes

,

etjelesprendsplutôtpom descontesfaitsàplaisir

,

que pourdes faitsveritublts

.

Assim houveestoriqueza operatória desprezada por maisdedoussécu

-

los;masnão pódeemtalconsentirai11ustra çãodo presente

.

1814, Corpue

,

emInglaterra ,eem1S1

<

>,Gracie,naAllemanha,renova

-

rão,umomethodoindiano,oitaliano outro,ecom bom resultado ambos

.

Estesfactoslizerão echo;edesdeentãoa tantasviclimasse teemestendido

osbenelicios da autoplaslia, quecella tidaemconta damaispreciosa joya daCirurgia hodierna

.

era

-

della

ComeíTeito, em

DA UTIXIDADS DA D.EÍIXOrXASTIA

.

A rhinoplastia ,especie deprothesecirúrgica ,tempor fimreparara fal

-

ta total, ou parcial,congenita, ouaccidental, donariz

.

Seja porquea sublimidadedeseusresultados,grangeandoaosqueaexercem ahonra qua

-

si desegundos crcadores, tenha suscitadoodioseinvejaspessoaesentreos mesmos daprofissãoMedica; oujáporquebastantesvezosacaprichosana

-

turezatenhabaldadoasboasintenções daarte,ou, finalmente,

porque

al

-

gum abusonos meiosde conseguir seu fim lhetenha acarretadoorid ículo

.

écorto, que, apesardasuaantiguidade,nenhumaoperaçãoha

,

cuja utili

-

dade tenha sido maiscontestada

.

E comose nãofora já tempodcacabar

-

se seutriste fadario;como se não fora ainda assazattractive a suaactual bcl

-

leza,banidascomorepugnantescomas luminosas ideas dorganisaçâo evida, ou como desairosasa sciencia por seusnullos,mesquinhos

successes algumas deplo,aapplicaçãoda carne desuastentativas ccertasavesperten, mesmoçôcsnoutrosa(fuma portemposçã

,

opordeexempartes

-

molles destacadas das nadegas ,careapplicaçàodonarizmutilado,

intuito de conseguir ofim proposto;comosetudoistonão

bastara .

dim>

homens hade vulto na sciencia(poucos

,

cverdade

.

) queainda eruehnente

.

ouraríssimos

como

a

guerre

ão 3

(12)

1 0

Não serápois inopportuno fazeralgumas considerações sobreaulilida

-

geral,comoGmdeenfraqueceraomenosa lorçad'ai

-

dedarhinoplastiaem

gamas objecções

,

c elucidar questões,que á

cerca

tVdlajelevantão

,

as formuladas doseguintemodo:

O numeroeperfeição

quaes podemser

dos resultados ,quearhinoplastiatemdado,oupóde dar,serãosulficientes paraqueelladevaser reputadaumaulilaequisição da Medicina operatória ?

.

\ào será em todososcasossuperioraella um narizpostiço fabricadode ma

-

teriaextranha?

Mostra

-

nosaphysiologia

,

queonarizcum orgãoimportante pormui

-

tosrespeitos

.

Destinado parareceberasemanações odorí feras doscorpos, cujas impressõessãotrarisiniltidas aocerebroporintermédio dos nervos ol

-

factivos

,

eelle fonte de certaordem deideas,que prestáoáconservação Senolio

-

individual, c da especie,etambémaoprogressodas sciencias

.

mem aprivação desensaçõesolfactivas póde dalgumasorte , tornar

-

se ine

-

nos intolerávelem razão donumerocperfeiçãodasqueosoutrossentidos lheprocurão

,

edaquellamaravilhosa propriedadedecombinareabstrahir ideas

,

dondeprocedemasmaistranscendentesconcepções, não accontece assimemoutros animaes,emquernoolfacloéosentido quasi unico queos dirige na discriminação dassubstancias, quelhes convém

.

Todavia,um homem privadomaisou menoscompletamcnled estesentidoéforçaconsi

-

ral

-

ocomobastanteimperfeito:sem idéa decheiros ,que progressospode

-

ria ellefazer,por exemplo,emchimicapratica,onde emmuitos casos o narizdeveseraguardaavançada dos sentidos?

Nã oé,porem,só peloladopuramente physiologicoqueo narizé im

-

portante;elleétambém consideradocomoelementodebelleza

,

eaindaco

-

mosignal physiognomonico

.

Parle mais proeminentedaface,no meioda qual está situado

,

é elleoprimeiroobjecto,queseoffereceaoobservador, e por isso suaforma édesde logo apanhadacoma maiorexactidão; pelo mesmo motivo

,

se esta forma sc accommoda ásregras(sc asha) do bello ideal

,

lodososdefeitos

,

queo rostopossater ,se escondem ásuasombra; masumnarizmalconformadonuncadeixa dexcitarouumacompassivare

-

pugnância, ou umsalyricodesprezo

.

Um bom narizcportanto

,

sc nãoabsolutamentenecessário, aome

-

nos util íssimo,quer como instrumento da vida

,

quercomodoteestimável da bellezaphysica, pela qualn ãopoucas vezessefazemvaliosas conquistas

(13)

1 1

na sociedade

.

Escudo assim

,

cjuàoproveitosanãoé ú

humanidade

aqu<lia artequenãocontentesó deaperfeiçoal

-

o

,

ousa econsegue

,

por L.

zer,creal

-

o? Etaléa rhinoplaslia

.

Esteramoda Medicina operativaemsuaspertençõesactuacsestá dac

-

cordo com asdoutrinas da pura physiologie; escora

-

se emmuitos factos da pathologia ,eabona

-

sesobejamente dc seusproprios resultados

.

Epois indubitávelapossibilidadedeseus fins;maspreencheraelle acondiçãoim

-

portantíssima

,

queopratico devetersempreem vista nasoperações:

pensarporbenefícios asdoreseoutrosincommodos inherentes acura? leni sido arhinoplaslia accusada degrandeimperfeição em seuseffeitos;tem

-

se dicto,queosnarizespormeio deliaobtidosovcrdadciramenleurnanova deformidade mais hedionda talvez emais incommoda, queaqueseperten

-

deu remediar;queaspropriassensaçõesolfaclivasn ãosãoporissomelhora

-

das,antesmuitasvezespervertidas:queasdelongas dacuraosummamente intoleráveis

,

oos accidentesaqueellaexpõe

,

assazgraves

.

Em vista disto assentaM

.

Sanson,epieem todososcasos,queindiquemsupprirafaltado nariz , deve tal efleituar

-

se com um de prata

,

couro cozido, pape

-

lão,etc

.

assim di

-

C001

Sãolacsaccusaçõessemfundamento,ou pelomenos muitoexageradas: osoperadosdeLisfranc,Blandin

,

e outrosmuitosCirurgiõesillustres,bas

-

tão a in íirmal

-

as: uma cicatriz linear na frontee nclles ounicodefeito remanescente; eainda assim iacil éo meiodoccultal

-

a ao publico,

resto , asolidez ,a configuração do

De novo narizétãoperfeita, que lha osqueoobservâo

.

Apòzaperfeiçãomaterial vem aphysiologica;doen

-

tes, cujaolfaeção era abolida,ougrandemente embotada,arccobrão toda a suaintegridadedepoisde consummaduarestauração,ccomavidez

.

dizLisfranc

,

seentregãoaousodo tabaco, quea moléstia osforçara adei

-

xar

.

E verdade

inaravi

-

em

queosagraciados pelarhinoplaslia referem as impressões do nariz áfronte, aonarizasda cicatriz destaparte

,

quando temsidoope

-

rados segundooinelhodo indiano; mas este phenomeno dura

,

quando muito, algunsmezes:ora,que inconveniente ponderoso lhes trazeste Irans

-

Nenlium por certo

.

A ultimaincrimi

-

nação é pueril:ecomcíTeilo, poucassão asoperações

,

que sabemdoes

-

treito circuloda pequena cirurgia, queexijã olesões detecidostão pouco para recear;e

,

sealgumademoranaexecuçãoforarazãoperemptória contra tornopassageirodasensibilidade?

(14)

1 2

cila,com nenhuma ficara subsistindo a talha,direiantesquasitodaa casta dopernções

.

Tale aprova dosfactossempre irresistí vel

,

mesmo quando estes se substrahemaexplicações;mas

,

aindabem

,

aqui sãocilas fáceis

.

Meinum ou outrocaso , em quetenha falhado odesejadosuccessorhinoplastico, púde ter força contradictoria: é que hano homem umapropensãoinven

-

cível para imputar as cousas os seus proprios erros;o quantasvezes não terá sidoarhinoplastia victimada pela inhabilidade cirúrgica?

0 nariz artificialdcqualquermateriaextranha longeestá dereuniras vantagens d um organisadoe vivo

.

Todavia osquelhedãoapreferencia

acoslão

-

se aumaopinião,ouverdade physiologica;e vem a ser,queasede das impressões olfaclivas<quasi exclusivamentenaporção dapituilaria,quó forraos turbinados ea parlemais alta daabobodanasal ,equeorestodas cavidadesdestenome,bemcomoasdos seiosnnnexoscmerorecepienteo depositosdo arimpregnado das part ículasodoríferas:logo, nãotendoona

-

riz propriamentetal ,quasinenhuma parte activa naformaçãodoscheiros podeonariz mechanico e inertesuppril

-

omuitohem

.

Masdado queassim

seja,umavezqueo restoda pituitoria gozalambemdessa sensibilidadees

-

pecial, posto queemmuitomenorgráu nãodeverá a somma dasimpres

-

esde todosos seus pontos augmentara energiaeperfeiçãodo olfato? E demais, quando mesmonãohouvera estavantagem,seráacaso pequenaa de restabelecer em extensãoeaptidão assuperficinesdo lactogeral pelos methodos rhinoplasticos?Eavoz em cujometal o nariz tantoinflue maisnaturalt mais India, quando no netoda espiração o arferirpartes dumaelasticidade propria econveniente? E o nariz mechanicodecerto lhanãopode oflerccertab Alémdisso

,

éforçaconsiderarestemuito che

-

gado dunicorpo extranhona economia viva,etodoopathologose assusta com esta idea: outro grande inconveniente selbe annexa

,

que consiste império

,

quesobreelle temoambiente ,oqual, dentroàsvezes depouco tempo,odeteriora,odestroe

,

edaquiacontinuaepenosanecessidadedeo renovar

.

,nao ser;«

no

Concluamos

, pois

,

quea rhinoplastia é util

,

e que nenhum outro meioconseguetão perleilamenteo fimquecila sepropõe

,

c osbenefícios queprocura

.

(15)

13

PARALLELO ENTRE O METHODORIIINOPLASTICOINDIANO E O ITALIANO

.

llantagnis

î>o primeiro

.

O homemónaturalmente inclinadoaargumentar cconcluir porana

-

logia;mas,seporeste modo<leraciocí nio allingealgumasvezesoquepor outrolhen ãofôrapossivel,certoque tambémmuitas calieporelle em nu

-

merosos errosatrocodeumaverdade

.

Assim,everosímil,queopheno

-

menoda enxertia vegetaloriginasseaprimeiraidea doenxertoanimal;mas oabusonaapplieaçãodestaidea fundamentalmente verdadeira,aialta dese n ãomeditar bem na di íferença ,que separa um eoutro reino orgânico quanto ásexpressões daforca plastica,ou de formação

,

quasiatornouab

-

surda

.

Nascerão,pois,váriosmcthodos rhinoplaslicos;e com variosuc

-

cessoforãotentados,eexecutadosenxertos nasacsácustade partes visinhas,

e remotas ,total,ouparcialmenteseparadasdo proprio individuo,oudou

-

troqualquerda especie

.

Porem o poder incontraslavel da experiência daccordocom arazão temsanccionadocomounicamente dignosde subsis

-

tirhoje na scicncia da restauraçãonasal os méthodesindianoeitaliano

.

Consisteoprimeiroem enxertarnonarizoumelhor na regiãonasal, umretalho de partes mollesmutuado a região frontaldoproprioindividuo

,

por temposufficiente para queaconglutinação seeffectue completamente

.

Osegundo em enxertar namesma parle umretalho igualmente départes molles mutuado ao braço,

ouantebraçodo mesmo rhilnometo,conservando

-

otambém caçãocomocorpoaté queaadhesão sejaperfeitamenteacabada

.

Uma grande lei rege edetermina todasasoperações:

segurar os re

-

sultados,quesedesejão ;

são

-

lhesubordinadasa»le poupar

inconunodos

aodoente,e a dafacilidade epromptidão na tlousinethodospropostosse preencherá isto melhor na Vejamos

.

conservando

-

o adhérente aeconomia ao menos

emcommum

-

execução

.

Com qual dos restauraçãonasal?

4

(16)

H

METIIODO INDIANO

.

Uma das circunstancias indispensáveis para obom exito da enxer

-

tia humana é

,

que o retalho

,

ogarfo animal,(permilta

-

se a expres

-

o) mutuado receba porseu pediculoou raizquantidade sudiciente de vasosquelheentretenbãoavida em certográide vigor

,

sem oque se

-

rá frustradaa suaadhcsão á parlepara onde étransplantado

.

Uma condi

-

çãolambem importante éumcertográ u demobilidadenascamadassuper

-

ficiaesdo ditogarfo,mobilidade,que devedependerinteiramente dapelle propriamentetal,enãodotecido cellular subjacente,o qualmuito pelo contrariodeveserestipadoefirmeparadarao retalho um gráuconvenien

-

tedeconsistência

.

Examinemos agoracomo naregião frontalseencontrãoestes requisi

-

tos

.

EÍTectivamcntc;logoaosladosdaraizdanarizsobem próximasequa- si parallelas por alguma distanciaasduasartériasfrontaes,(ilhas das ophtat

-

micasenterrando

-

sepelasmalhasda camadacellulo gorduroza intermedia á pelleemusculo frontal,e perdendo

-

se n

estaspartespornumerosas ra

-

mificações

,

entreasquaeseasdoutrasartériasquevern aesta região

,

ha muitas anastomoses

.

Segundoestadisposição ,pondo

-

sealgum cuidadonoformaroretalho restaurador

,

é fácil evitar oferimento daquelles dous vasos,eha certezade osdeixar comprehendidosnopediculo,sem que paraissohajamister dar

-

se

-

lhemaisde(ilinhasdelargura

.

Oflerece tambémaregião frontal uma pellemovei ,densa,eumacamadadetecido cellular sotopostoassazconsis

-

tente;propriedadesmuiconducentesatornaronarizadventícioomaisse

-

melhante possivcldo natural

.

Como poremosfactosconstituemaprova porexcellcncia

,

maximequan

-

doseabonâoda opiniãode pessoas respeitáveis,soutentado a transcrever aquiaseguintepassagem de M

.

Serre

,

que faliacomotestemunha presen

-

cialdas operações rhinopluslicas deDelpech ,seu mestre:

Douze fois

,

diz

elle,l’opérationdelarhinoplastieapuêtretentée en notreprésence

,

satisque lamort'

-

jicalion dulambeausensoit jamaissuivie;l’opération avaitétéfaite Uaprès la méthode indienne

.

Aucontraire,le

.

lambeau a étépris deux fois auxdépensde la peau dubras

,

etdeux foislagangrène en est résulté. Eh

(17)

I

:

í

bien!laseulecausedecelledifferencetientà ce

que

la

peau

de celterégion n'aquele système capillairepourfournir àscsbesoins,tandisquendelae/tanl

celledu frontentreles sourcils

,

on est surd’avoirdans l’épaisseur dtilambeau deuxtroncs artériels fort importants

.

So considcrar

-

mosagoraomethodo indianoporolado da

commodida -

de do doente

,

e facilidade dexécuçào , fica elle lambem nisto tãosuperior ao italiano

,

quealccí desnecessáriodemonstral

-

o

.

Masainda umareflexão,

(jueporventura nãodeveráser inutilizadanaquestão pendente

. —

Não 1íá

saltosna natureza;uma insensíveleregulada graduação ócaracteristico do seuobrar:éum lheoreina dePhilosophia naturaldemonstradopelaobser

-

va çãoeanalyse douniverso

.

Proximo dasaberturas exteriores do corpoa pelle vaiinsensivelmente mudandodecôr,despessurae dorganisaçâo

.

e

n'estespassos lentosegraduados

,

chega finalmente aconverter

-

se numa

mucosa,eviceversa:pois,st* aquia meracircunstancia de visinhança en

-

la ça estes clous generös de membranasem tão estreitoparentesco, porque nã oliade valerestaconsideração emfavor darliinoplasliairontal

.

Porque senãoha dc dizer,queapelledafrontedevenecessariamentesermaisAna

-

logaádo nariz,queade regiões maisdistantes,cqueporissomesmode

-

vecila serforçosamente a mais apta paraa restauraçãonasal ? Passemos,porem,aalgumas objecções

.

Etrazida comoumadasmaisfortescontra omethodo indiano a deformi

-

daderesultante dopediculo «logarfo,deformidade,quenaopiniãode M

.

Sanson,só persiinvalidatodas asvantagens,que darestauraçãonasal pos

-

suoprovir

.

Ainda quemuitoencarecida, seria ella dalguno peso noutro tempo;masactualmente cabepersi mesma empresença daingenhosamo

-

dificaçãode MM

.

Blandin

,

ouLisfranc,( poisentresidisputàoaprioridade ) aqual consiste em fazerpassados temposumasoluçã ode continuidade parte media da rais donariz

,

cengaslal

-

o n Vila,ficando d’estartesoldado aonivcl dorostodostegumentos visinhos

.

Algunsoutrospráticos teemsidoapanhadosde grandes receiosao siderarem,que paraaexecuçãodestemethodoé precizo fazer uma solução decontinuidadeumpoucoextensapróximado cncephalo;mas se nos lem

-

brarmos

,

queestaferidaé simplicíssima,edefacilcicalriznção, fica evi

-

dente

,

quetaesterroressão pânicos,efilhossódapusillanimidadetãoini

-

migado

genio

operatorio

.

n a

C O M

-

(18)

I G

M E T H O D O ITALIANO

.

Tcm

-

scporelle conseguido alguns succesos;mas racionalinenle nã o devomerecermuita confian ça, porlliefaltaremos necessários requesitos

.

h naverdade,nobraço eantebraço,exteriormente áaponévrose dinvolu

-

cro

,

que marcaolimite alemdo qualn ãodevepassara dissecção doreta

-

lho,nãohá artériade calibre sn íliciente,masapenas systema capillar , cm rasãodaprofundidadeaque ahi corremos troncosprincipaes; epor isso c muidifficil conservaraoenxertoosdividos meios de nutrição

,

e mais ainda, porquedesse mesmosystemacapillar uma grandeparte será destru ídaao destacarostegumentos,vistoqueos vasos

,

queoformão,entráona pelle perpendicularmente

.

Falha tambémoutra condiçãoexigida;por quanto nestaspartesapelle alem detenue,devea

^

uamobilidadea laxidãodote-

cidocellularsotoposto

.

C’estlà entre antres raisons, dizM

.

Blandin ,ce quidonneratoujoursàlar/tinoplastic brachiale ou antibrachiale

,

une grande infériorité,etcequidoit,àmon sens,lafairerejetercomplètement

.

Peloquetocaaosincommodos do doente duranteacura,ea facilida

-

de doperar,nãoestá demelhorpartidoestemelhodo. K necessáriocon

-

servarao menosporoitodiasumadasextremidades superiores grandemen

-

teelevada ,eprezaá cabeça a lirn de conteroretalho convenientemente adaptadoaos bordos dasolucçãode continuidadenasal,quesepertendere

-

parar;semistoe'impossí velconseguir

-

se aadhcsão

.

Ora ,é claro quanto umaposiçãotãoviolenta sefaz penosaaodoente;e,seáisto accrescentar

-

mos adilficuldadcsumma

,

quelia em conserval

-

a firmecinalterável por

maisingenhoso que sejaoapparelhocontenlivo

,

aoqualo propriopesodo braçoobrigaarelaxar

-

seconslantemente,conceberemosque a conglutina

-

ção incipienteseráquasisempredestru ídaporestas traeções ,e retardado, sen ãofrustradoo seu complemento

.

Dir

-

se

-

ha, queesteinconvenienteseremedeia a custa de summa vigi

-

lânciaecuidado daparte dopracliconarevisãodoapparelho;mas a neces

-

sidade detãograndezelo e attenção do assistente é persimesmoum gran

-

díssimo obstáculo

,

muitasvezesinsuperável

,

ouporque lhen ãocdadosei

omniprovidente

,

ou

hm conclusão:

um parallelo das

porque osdesmandosdo doente baldãoseus esforços

.

curas iguahnente perfeitas obtidas

(19)

17

pur cadaumdosdousmethodosseráoverdadeiroihcrmomelro

para

mar

-

caraume outro odevidográudemerecimentopratico;mas como elle está ainda por lazer

,

c asrasõesa priorimilitão todasafavordo indiano,deve

-

mos assentarprudentemente que dos dons éesteomelhor

.

Temos chegadoao fim do objecto ,a quenôspropusemos;mas res

-

ta

-

nosainda umdeversagrado

,

c este é osignificarmos ao S

.

r D

.

' José Maurício,amizadeegratidãopela bondade

,

comquesedignou acccitar a presidência danossa these, eporoutrasattençòes

,

e favores, queserão indeleveisem nossamemoria

.

(20)

i.

Ad extremosrnorbos

,

extremaremédiaexquisite optima

.

(Sect.í

.

* aph

.

G)

II

.

Non satietas

,

nonfames, neque aliud quicquam bonum est, quod supranaturaemoduin fuerit

.

( Sect

.

2

.

*aph

.

4)

III

.

A morbobellecomedenti nihil proficerecorpus,malum est

.

(Sect. 2

.

*aph.31 )

IV

.

In omnicorporis motu, quandó dolere coepcrit,interquiescere

,

sla

-

tim lassitudem curat

.

(Sect

.

2/aph

.

48 )

V

.

Inmorbis acutis , extremarum partium frigus, malum

.

(Sect

.

aph

.

l

.

°)

VI

.

Attenuata longo tempore corpora lente reficere oportet:quæverò bre

-

vi, celeriter

.

( Sect

.

2

.

*aph

.

7

.

e)

lUo de Janeiro,1843

. —

Tjpograpliia Franccza , ruado S

.

José,u

.

64

.

(21)

Esta

These

estáconforme os Estatutos

.

Riode Janeiro

,

2de Dezembro de 1843

.

DR

.

JOSé MAURíCIO NUNES GARCIA

.

Referências

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