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(1)

de ao ae ve co,l,

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Re!ações públicas para ~iblio,tecas e. centros de inform ação

G.

HGFEDCBA

T e o b a l d o d e A n d r a d e * •

. "M elhor inform ação ou acesso a m

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m form açâo em . todos os níveis '-desde a pesquisa' até as necessidadês

deínf6rrnação' paratom adas de dedo:

sões na vida dl.'ár'üidos cidadãos,

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m elhor. uso de outros recursos disponíveis, sejam eles hum anos, m ateriais ou financei-. rosfinancei-. Significa econom ia de dinheiro, de tem po, m elhor aproveitam ento dos recursos hum anos e m ateriais 'da sociedade, na tentátiva de reduzir b

"fosso" que ainda separa países co-m o o Brasil da com unidade das na-ções plenam ente .desenvolvtdas. "1 .

A qualidad,e e o poder da opínião pú-blica dependem m uito da eficácia, da dis-cussão das controvérsias públicas. Quando as ínform ações não, .sâo com pletas ou ali gum dos pontos de vista acerca da ques-tão em debate forem im pedidos de se apresentar publicam ente, ou venha a

so-frer algum a form a de discrim ínação quan-to à possibilidade de ser arguido, a dis-cussão pública pode tornar-se estéril, se-não aos legítim os ínteresses da coletivida-de. A eficácia do debate está na depen-dência do uso honesto e equitativo da ínform ação e dos veículos de com unica-ção.

Para, sua am pla vulgarização e utili-zação, a inform ação em geral está subor-dinada a um sistem a de ínfra-estrutura adequado e efetivo, onde vicejam as bi-bliotecas e centros de ínform ação. Éim -portante ressaltar que a inform ação é um a das m ais valiosas m atérias-prim as, pois vi-vem os a época do "capitalism o de idéias". Além disso, não se pode olvidar de que a

Relações públicas para bibliotecas

e centros de informação

CDU : 659:02

T r a t a - s e d a a p l i c a ç ã o d o s fu n d a m e n t o s e

t é c n i c a s d e R e l a ç õ e s P ú b l i c a s à s B i b l i o t e

-c a s e a o s C e n t r o s d e I n fo r m a ç ã o n o s e n t i

-d o d e a c e / e r a r a m u d a n ç a d a i m a g e m d e

" d e p o s i t á r i o s d e l i v r o s e d o c u m e n t o s "

d o s p r o fi s s i o n a i s d e s s e s o r g a n i s m o s d e i n

-fo r m a ç ã o , p a r a o c o n c e i t o d e e fe t i v o s p a r

-t i c i p a n -t e s e i m p u l s o r e s d o p r o g r e s s o i n t e

-g r a l .

:e

inegável a im portância e a partici-pação das bibliotecas e centros de infor-m ação com o fatores do desenvolvim ento global em todas as nações. A criação das com unidades de público em lugar da so-ciedade de m assas está na dependência da abundância e qualidade de inform ações, para perm itir a discussão plena dos assun-tos controvertidos de grande interesse pú-blico. Com pete assim , aos bibliotecários e docum entalistas, o decisivo papel para a aceleração do processo de desenvolvim en-to, em bases antes racionais do que em o-cionais, m ediante o fornecim ento de in-form ações corretas, com pletas e oportu-nas. Ninguém desconhece que o subdesen-volvim ento é dependência, não só tecno-lógica, m as cultural, resultante da incapa-cidade de gerar e aproveitar a inform ação.

Segundo Antonio Lisboa Carvalho de M iranda, em seu livro "Planejam ento Bi-bliotecário no Brasil":

**Livre-Docente da Escola de Com unicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Conselheiro da Federação Interam ericana de Associações de Relações Públicas.

34 R. bras. Bibliotecon. e Doe. 15 (1/2):34-37,jan'/jun. 1982 R. bras. Bibliotecon. e Doe. 15 (1/2):34-37, jan./jun. 1982 35

inform ação, com o bem econôm ico, serve de "arm a arténdada" a grupos' de 'pressão, para fruíção de interesses egoísticos

e

até

indevidós.: :. ,1\ I (

. ,·Em .face" das responsabilidades -que'

têm as' bibliotecas 'e os centros-de .infor ..•

máção'

11'6:· dissem inar c ,informações,

deve-se entender que os biblioteéários e, do-cum entalistas P.~~ podem s~gU;~.~'.:políti-ça, .do, çaram \l.io:> .fiçando inteiram ente devotados . aos ..aspectos técnicos de sua atividade, isolados-em suast'conchas", Há necessidade de um autêntico trabalho de Relações PÚblicas nas bibliotecas e cen-tros de inform ação, m udando a im agem de. seus profissionais de "depositários de livros e docum entos" para o conceito de efetivos participantes e ím pulsores do progresso integral. ,

Cosette N .. Kies, e m artigo publicado na Revista da Escola de Biblioteconom ia da UFM G, escrevia:

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de ao ae ve co,

G. Teobaldo de Andrade

obter a confiança e apoio do públi-co."2

Já, em 1973, Alexandre do Espírito Santo, diretor de Bibliotecas da Universi-dade Estadual de Cam pinas, m anifestava-se acerca da necessidade de Relações PÚ-blicas em bibliotecas:

"A biblioteca não é diferente de ne-nhum a outra organização. Ela precisa estabelecer um Program a de Relações Públicas que apoie e divulgue os seus trabalhos. Esse program a deve atuar nas atitudes do público, visando a m otivá-Io a participar dos objetivos da biblioteca. Nada existe de m ágico ou m ístico na im plantação de um program a de Relações Públicas (PRP). É um processo rotineiro que com eça com prestação de serviços e prestar serviços é o ideal de todas as biblio-tecas.'

Não se pode negar que o próprio tra-balho de assessoria de Relações Públicas em qualquer organização está na depen-dência das atividades de bibliotecários e docum entalistas. Com o os assessores de RR.PP. poderão inspirar estratégias de atuação, coletar, analisar e interpretar da-dos, integrar idéias e prover a adm inistra-ção com conselhos e sugestões, fornecer inform ações, sem a ajuda daqueles profis-sionais? Da m esm a form a com o as biblio-tecas e centros de inform ação poderão cum prir suas tarefas se desconhecem a com unidade onde atuam e são por ela desconhecidos?

Ainda na área de assessoram ento, as Relações Públicas aplicadas às bibliote-cas e aos centros de inform ação represen-tam a possibilidade de um trabalho de co-ordenação interna, visando a criar dentro dessas organizações o espírito de equipe ou o cham ado "espírito bibliotecário".

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De igual m odo, a coordenação externa re-sultante do entendim ento e colaboração com todos os centros de inform ação e bi-bliotecas da com unidade, da região, do país ou do exterior, garante o estabeleci-m ento e a m antença do conceito de toda a classe de bibliotecários e docum entalis-tas, junto aos governantes, em presários e à opinião pública em geral.

Na sua função básica de pesquisa, as Relações Públicas podem oferecer infor-m ações indispensáveis às bibliotecas e aos centros de inform ação, para conhecer não só as atitudes e opiniões de seus públicos, m as tam bém as próprias condições inter-nas desses organism os. A utilização da pesquisa institucional ou adm inistrativa constitui o prim eiro passo para a fixação de um a program ação de Relações Públi-cas. Por outro lado, é im portante saber quais são os m elhores veículos de com uni-cação para esse tipo de organização.

Com o função de planejam ento,' é fundam ental que as program ações de Re-lações Públicas estejam colocadas dentro do planejam ento geral, com observância da política e de m etas fixadas pela Adm i-nistração, envolvendo orientação e form a-lização de objetivos. A elaboração do or-çam ento e dos custos dos serviços de Re-lações Públicas é tarefa decisiva na prepa-ração de planos e projetos, de periodicida-de anual ou plurianual.

A função de execução em Relações Públicas com preende as atividades de di-vulgação, inform ação e contactos. A exe-cução das program ações de Relações PÚ-blicas, segundo projetos específicos, deve obedecer aos objetivos gerais e ao orça-m ento das bibliotecas e centros de infor-m ações. Deve-se ter cuidado especial com a linguagem das m ensagens e a escolha dos veículos de com unicação, de prefe-rência, os de com unicação dirigida, m uito

R. bras. Bibliotecon. e Doe. 15 0/2):34-37, jan./jun. 1982

Relações públicas para bibliotecas e centros de inform ação

1. M IRANDA, Antonio Lisboa Carva-lho de.

HGFEDCBA

B i b l i o t e c á r i o n o B r a s i l - a

i n fo r m a ç ã o p a r a o d e s e n v o l v i m e n t o .

Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 1977, p. 1-2.

2. KIES, Cosette. Relações Públicas pa-ra bibliotecas brasileiras: Processo, princípios, planejam ento de progra-m as, técnicas de planejam ento e su-gestões. R e v i s t a E s c o l a d e B i b l i o t e

-c o n o m i a , UFM G, Belo Horizonte, m arco 1980, p. 70.

3. ESPIRITO SANTO, Alexandre. Pro-gram a de Relações Públicas em bi-bliotecas universitárias, R e v i s t a E s c o

-l a d e B i b l i o t e c o n o m i a , UFM G, Belo

Horizonte, m ar. 1973, p. 73. 4. Idem , ibidem , p. 79-80.

5. M ARTINS, M . G. e RIBEIRO, M . L.

G.S e r v i ç o d e R e fe r ê n c i a e a s s i s t ê n c i a

a o s l e i t o r e s . Porto Alegre, Editora da

UFRGS, 1979, p. 220. R. bras. Bibliotecon. e Doe. 15 (1/2):34-37, jan./jun. 1982

m ais econôm icos e m uito m ais eficientes do que os veículos de com unicação m as-siva, para os centros de inform ação e bi-bliotecas em geral.

Para Alexandre do Espírito Santo, o program a de Relações Públicas para um a biblioteca universitária busca: •

"

"1. Inform ar à com unidade universi-tária sobre recursos bibliográficos dis-poníveis, serviços im plantados e esti-m ular aos esti-m eesti-m bros da com unidade o uso desses recursos; 2. Obter o neces-sário apoio às iniciativas bibliográfi-cas, por parte das autoridades univer-sitárias; 3. Envolver crescentem ente os recursos bibliográficos no ensino e pesquisa; 4. Inform ar é, de algum a form a, fazer publicidade e esta é par-te inpar-tegranpar-te de qualquer PRP. É co-m unicar ao público visando ao que ele tem que saber para fazer uso ade-quado dos recursos da bíblioteca.?" M ediante a função de avaliação, po-de-se controlar e verificar os resultados dos program as de Relações Públicas em andam ento ou já concluídos, dando ense-jo a um a reform ulação de planos e proje-tos. Não se deve confiar na "centim etra-gem " ou "m inutaetra-gem " dos m eios de co-m unicação m assiva, com o instrum ento decisivo para. a avaliação das program a-ções de Relaa-ções Públicas. Os instrum en-tos de avaliação em Relações Públicas são os m esm os em pregados na função de pes-quisa, a saber: pesquisa institucional, pes-quisa de opinião e pesquisa dos m eios de com unicação. Vale tam bém observar que é m eritório com parar-se os resultados ob-tidos com os resultados esperados.

Finalm ente, são im portantes estas pa-lavras das professoras M .G. de M artins e M . L. Ribeiro da Universidade Federal de Pernam buco:

"Entre o ato que cria a biblioteca, definindo seus objetivos e sua finali-dade e o testem unho dado pelos ser-viços de biblioteca de aqueles objeti-vos e fm alidades foram atingidos, há m uito o que se fazer. A biblioteca foi criada para servir à com unidade, su-põe-se que a com unidade é partícipe da vida da biblioteca e supõe-se que, em se criando a biblioteca, há de se lhe dar sustento para viver e crescer. As relações entre a clientela (com uni-dade), a adm inistração (responsáveis pelo órgão que criou a biblioteca) e pessoal que nela trabalha devem estar de tal form a entrosados que, em de tal form a entrosados que, em qual-quer direção, se possa estabelecer o diálogo". 5

BIBLIOGRAFIA

Referências

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