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DIREITO CONSTITUCIONAL

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Academic year: 2021

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Apresentação

DIREITO CONSTITUCIONAL

Composição da Justiça Eleitoral

Prof. Luciano Franco

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Veja o exemplo abaixo:

APRESENTAÇÃO

Buenas meu povo!!

Vamos para mais um bloco de direito constitucional, falando um pouquinho sobre a nossa querida e amada Constituição Federal.

E a matéria de hoje é fenomenal, para mim a melhor justiça de todos os tempos do sul do mundo, chamada Justiça Eleitoral.

Para quem não me conhece, sou o professor LUCIANO FRANCO, natural de Santo Ângelo – RS.

Graduado em Direito - Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo – IESA/RS e pós-Graduado em Direito Público – Faculdade Anhanguera - SP.

Atuo como professor de Direito Constitucional, Administrativo e Eleitoral do Focus

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Justiça Eleitoral Concursos e Advogado na Ferreira Filho & Advogados e palestrante em cursos para servidores e empresários.

Como servidor, tive o prazer de ser aprovado e nomeado para Técnico Previdenciário do INSS 2003/2004, Sargento do Exército Brasileiro de 2005/2009 e Agente Penitenciário Federal- DEPEN em 2010/2014.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Apresentação ... 2

Justiça Eleitoral ... 3

Composição ... 3

Capítulo III – Do Poder Judiciário ... 3

Seção VI – Dos Tribunais Eleitorais... 3

Competência ... 8

JUSTIÇA ELEITORAL

Composição

A Justiça Eleitoral está dentro do poder Judiciário, sendo que é uma Justiça “sui generis”, ou seja, diferente porque a promotoria que oficia perante a Justiça Eleitoral é de um promotor emprestado e, principalmente, a magistratura eleitoral não é uma magistratura profissional, não existe cargo de juiz eleitoral, porque os juízes que trabalham dentro da função eleitoral não exerce cargo e sim uma mera função.

A Justiça Eleitoral delega à parte a matéria de competência para lei complementar, portanto, É A CONSTITUIÇÃO QUE TRATA DE JUSTIÇA ELEITORAL É A SUA COMPOSIÇÃO.

Capítulo III – Do Poder Judiciário Seção VI – Dos Tribunais Eleitorais

A Justiça Eleitoral é a única justiça que possui na sua base, dois órgãos distintos, sendo composta por um tribunal superior (TSE), tendo seus regionais Eleitorais de forma clara e direta, tem os Juízes Eleitorais e as Juntas Eleitorais.

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Art. 118. São órgãos da Justiça Eleitoral:

I - o Tribunal Superior Eleitoral;

II - os Tribunais Regionais Eleitorais;

III - os Juízes Eleitorais;

IV - as Juntas Eleitorais.

Na Justiça Especializada Eleitoral não existe cargo de juiz, existe uma mera função, ou seja, essa a função de juiz eleitoral ora vai ser exercida por um juiz federal, ora vai ser exercida por um Juiz Estadual, no entanto, é muito comum que essa função seja exercida por um Juiz de Direito da comarca.

Tanto o TRE quanto o TSE possuem advogados, mas isso não quer dizer que é aplicado

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Justiça Eleitoral em ambos o famoso quinto constitucional, sendo que o quinto constitucional é aplicado no TST, nos TRT, nos 5 TRF e nos TJ.

A Justiça Eleitoral tem:

TSE com 7 ministros: 3 deles são oriundos do STF, 2 do STJ e 2 advogados de uma lista do STF.

TRE com 7 juízes de TRE: 2 deles são desembargadores do TJ, 2 Juízes de Direito, 1 Juiz Federal e 2 ADVOGADOS.

• Juízes e a junta eleitoral.

As funções típicas do tribunal, no TSE são:

Presidente: o presidente do TSE é um ministro do Supremo Tribunal Federal.

Vice-Presidente: esse, é um dos dois que sobraram oriundos do STF.

CORREGEDOR: ESSE, É UM DOS DOIS MINISTROS DO STJ.

As funções típicas no TRE são:

Presidente: sai do desembargador do TJ eleito.

Vice-Presidente: o outro desembargador eleito, oriundo do TJ.

Ainda, a Constituição não determina quem é o corregedor do TER, isto vai estar no regimento interno de cada tribunal. No TRE, o corregedor pode ser o Vice-Presidente do TJ, ou podendo ser o ministro, o juiz federal ou podendo ser também qualquer juiz de direito ou dependendo do regimento Interno.

Art. 119. O Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á, no mínimo, de sete membros, escolhidos:

I - mediante eleição, pelo voto secreto:

a) três juízes dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal;

b) dois juízes dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça;

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II - por nomeação do Presidente da República, dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Supremo Tribunal Federal.

Parágrafo único. O Tribunal Superior Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice- Presidente dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal, e o Corregedor Eleitoral dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça.

Aquilo que vai ser escolhido e analisada pelo presidente da República, dentre os advogados, sai do STF.

Art. 120. Haverá um Tribunal Regional Eleitoral na Capital de cada Estado e no Distrito Federal.

§ 1º - Os Tribunais Regionais Eleitorais compor-se-ão:

I - mediante eleição, pelo voto secreto:

a) de dois juízes dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça;

b) de dois juízes, dentre juízes de direito, escolhidos pelo Tribunal de Justiça;

II - de um juiz do Tribunal Regional Federal com sede na Capital do Estado ou no Distrito Federal, ou, não havendo, de juiz federal, escolhido, em qualquer caso, pelo Tribunal Regional Federal respectivo;

Comentários: Porque se estiver falando em um dos cinco estados que possuem, quem vai compor o TRE correspondente é o desembargador federal, se for um estado que não tem sede de TRF, será um Juiz Federal. É necessário saber que o TRF existe em apenas 5 estados.

Exemplo: Têm 5 regiões onde existe ter sede do TRF: Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Pernambuco. A sede do TRF 4 fica no Rio Grande do Sul, logo o TRE do Rio Grande do Sul vai ser composto por um desembargador federal. Qualquer outro TRE que não seja um destes cinco, vai ser composto por um Juiz Federal de 1°

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Justiça Eleitoral instância.

III - por nomeação, pelo Presidente da República, de dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de Justiça.

Comentários: Os dois advogados que vão compor o TRE correspondente fazem parte de uma lista sêxtupla, que vai se transformar em lista tríplice e, esta lista é formada pelo TJ correspondente, não tendo a participação da OAB. No TSE, os advogados são nomeados pelo Presidente da República no Tribunal Superior Eleitoral em Brasília, trazendo está formação nível estado, é o governador que nomeia. Ou seja, quem nomeia dentro da Justiça Eleitoral é o presidente da República, mesmo aqueles o TRE.

§ 2º - O Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente- dentre os desembargadores.

Comentários: O Desembargador vem do Tribunal de Justiça. A forma como foi eleito depende do regimento interno do TJ, mas esses dois desembargadores serão, respectivamente, presidente e vice, no entanto, alguns regimentos entrega para o vice a função de corregedor.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES PARA DECORAR:

- Não há quinto constitucional.

- Não tem promotores.

- A composição do primeiro grau da Justiça Eleitoral é formada por dois órgãos: juiz eleitoral e junta eleitoral.

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Competência

A competência da Justiça Eleitoral está determinada em lei complementar e não na Constituição, ainda, essa Lei complementar se chama Código Eleitoral, a qual é uma lei antiga que ainda está vigente, algumas partes do Código Eleitoral foram recepcionadas como norma complementar; notadamente os artigos do Código Eleitoral falam da organização e competência da Justiça Eleitoral. Portanto, a organização da Justiça Eleitoral foi novamente delineada pela Constituição Federal, no entanto, a competência da Justiça Eleitoral vai estar no Código Eleitoral.

Os quatro parágrafos do art. 121 são essenciais, principalmente o §3° e o §4°, que vão trazer as situações irrecorríveis da Justiça Eleitoral, porque existe uma regra dentro da Justiça Eleitoral que em regra, as decisões dos tribunais TRE e TSE são irrecorríveis nas ações eleitorais decididas em grau de tribunal, segunda instância ou instância especial.

Art. 121. Lei complementar disporá sobre a organização e competência dos tribunais, dos juízes de direito e das juntas eleitorais.

§ 1º - Os membros dos tribunais, os juízes de direito e os integrantes das juntas eleitorais, no exercício de suas funções, e no que lhes for aplicável, gozarão de plenas garantias e serão inamovíveis.

Comentários: Os ministros, desembargadores, juízes de Direito que exercem a função de Juiz Eleitoral, ou mesmo aqueles integrantes das juntas eleitorais possuem, quando for aplicável, algumas garantias da magistratura, inclusive, a inamovibilidade.

§ 2º - Os juízes dos tribunais eleitorais, salvo motivo justificado, servirão por dois anos, no mínimo, e nunca por mais de dois biênios consecutivos, sendo os substitutos escolhidos na mesma ocasião e pelo mesmo processo, em número igual para cada categoria.

Comentários: Os juízes dos tribunais eleitorais não são vitalícios e possuem algumas garantias no que for aplicável, mas principalmente, eles exercem mandato de dois anos, podendo ser reconduzido para um

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Justiça Eleitoral mandato de mais dois anos.

§ 3º - São irrecorríveis as decisões do Tribunal Superior Eleitoral, salvo as que contrariarem esta Constituição e as denegatórias de habeas corpus ou mandado de segurança.

§ 4º - Das decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais somente caberá recurso quando:

I - forem proferidas contra disposição expressa desta Constituição ou de lei;

II - ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois ou mais tribunais eleitorais;

III - versarem sobre inelegibilidade ou expedição de diplomas nas eleições federais ou estaduais;

IV - anularem diplomas ou decretarem a perda de mandatos eletivos federais ou estaduais;

V - denegarem habeas corpus, mandado de segurança, habeas data ou mandado de injunção.

Aplicando o princípio da irrecorribilidade, dificilmente naquelas causas que começam no TRE se vai poder recorrer, naquelas causas que começam no TSE também não, sendo que causas que começam no TSE, que tem a sua competência originária definida, geralmente são irrecorríveis. Tendo somente duas exceções que cabe recurso para o Supremo Tribunal Federal, sendo elas: as situações que contrariam a Constituição e se for denegatória de HC (Habeas Corpus) e de MS (Mandado de Segurança).

Existem apenas duas situações que cabem recurso ordinário para o STF, negativa de ações fundamentais decididas em única instância no TSE, nos tribunais superiores e crime político julgado no Juízo Federal, que vai recurso ordinário para o STF diretamente.

A Constituição também trouxe o princípio da irrecorribilidade no âmbito TRE. No TSE

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só existem duas chances de recorrer em decisões do TSE, um recurso extraordinário se contrariar a constituição ou recurso ordinário na negativa do HC e MS.

A Constituição determina apenas as eleições federais estaduais, porque são organizadas desde o início até o final, pelos respectivos TREs. Neste caso, no TRE, se negar habeas corpus, mandado de segurança, habeas data ou mandado de injunção se vai para o TSE. O TSE é o órgão competente para julgar os recursos dos TREs.

Espero que você tenha entendido, principalmente, a questão que envolve a composição da Justiça Eleitoral. Reveja essa aula quantas vezes for necessário, é um prazer enorme fazer parte da tua preparação.

Abraço, fique com Deus, até a próxima!

Referências

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