Eu tive o bebê daquele bastardo e agora preciso da ajuda dele.
Vince Mori é meu inimigo. Ele é um mafioso italiano famoso, todo musculoso e com tatuagens perigosas. Ele é um idiota arrogante e por apenas uma noite era exatamente isso que eu
procurava. Ele era um encontro selvagem de uma noite, uma maneira de me rebelar contra minha família rigorosa.
E ele não sabe que é o pai do meu bebê.
Sou filha de um dos mais temidos chefes da máfia russa na cidade. Quando dou à luz meu bebê Alexei, meu pai quer afastar
meu filho de mim.
Eu não deixarei isso acontecer. Eles podem ser minha família, mas eu farei o que for preciso para manter meu
bebê.
Os russos estão em guerra com os italianos, mas sei que Vince é minha única chance. Quando fujo de casa e peço ajuda,
arrisco minha vida para salvar meu filho.
Vince é tudo o que eu deveria odiar, mas secretamente não me canso dele. Ele só está interessado em me provocar sem
piedade com sua boca suja e um sorriso frustrante.
Agora estou presa na mansão da máfia italiana, morando ao lado do pai do meu bebê. Preciso da proteção
deles, mas a guerra está ficando mais intensa a cada dia.
Se o idiota arrogante do Vince Mori não puder aprender o que significa ser pai, eu posso estar totalmente ferrada.
Bastard's baby é violento, muito sexy e mostra um herói com a boca suja. É recomendado apenas para públicos
acima de 18 anos.É um romance autônomo e completo.
Não há suspense e tem um final feliz garantido..
Prólogo
Tinha pouca iluminação na boate quando a vi pela primeira vez.
Ela estava balançando a bunda como se não houvesse amanhã, a pista de dança estava lotada e olhou diretamente para mim, senti meu pau endurecer quando sorriu. Eu não consegui me conter. Fui até ela, pressionando nossos corpos, deixando ela dançar contra mim. Era apenas mais uma vagabunda da boate naquela noite.
Eu não a conhecia de nenhum outro lugar. A única coisa que vi foi um vestido justo, cabelos compridos e grossos e uma bunda vantajosa que continuou em movimento por horas.
— Qual é o seu nome? — Eu sussurrei em seu ouvido.
— Sem nomes esta noite. — ela disse.
Eu sorri para ela. — Melhor ainda.
Dançamos por horas bem desse jeito, suando, corpos pressionados, praticamente fodendo na pista de dança. Eu estava basicamente rasgando minhas malditas calças, ficando totalmente excitado quando o clube começou a fechar.
De volta ao táxi, sussurrei no ouvido dela.
— Eu quero ver como essa boceta está encharcada. Quero ver se essa bunda pode sacudir o meu pau grande.
Ela sorriu e assim que entramos no meu apartamento ela provou que seus quadris eram bons, não apenas para dançar.
Pegou meu pau como uma profissional, deslizando sua boceta apertada ao redor do meu pau. O jeito que ela jogou a cabeça para trás, gemendo alto enquanto eu empurrava profundamente me deixou louco. Aqueles gemidos me assombraram por meses.
Eu lidei com seu corpo, duro e rápido, fazendo-a implorar pelo que queria. A minha intenção era que ela dissesse meu nome várias vezes, mas não estávamos usando nomes naquela noite.
Não, éramos apenas completos animais, fodendo porque éramos jovens e bonitos.
Havia muitas mulheres dela, mas deixavam muito a desejar.
Minha garota sem nome, aquela com a boca perfeita, seios redondos e firmes, uma bunda que montava meu pau como se não pudesse ter o suficiente.
E então de manhã, depois de horas suando, fodendo e gemendo, ela se foi.
Meu pau ainda cantarolava com o prazer de sua boceta perfeita e apertada. Isso me deixou maluco deitado na cama e lembrando o que ela fez.
Eu nunca soube o nome dela, nunca descobri. Não naquela noite, pelo menos. Uma noite foi tudo o que tivemos, ou assim pensei.
Minha garota sem nome. Eu nunca parei de pensar nela, nem uma unica vez.
Eu nunca me acalmei também. Quando você trabalha para a máfia não tem tempo de se perguntar o que vem a seguir. Estava muito ocupado com a minha arma, dirigindo minha equipe, subindo de patamar para tentar encontrar essa garota sem nome.
Havia muitas outras putas de boates por aí no mundo, eu tinha o gosto de todas elas.
Sangue, dinheiro e boceta.
Isso era tudo que sabia e tudo que eu precisava na minha vida.
Pretendia dominar a cidade um dia, nada poderia me impedir ou atrapalhar.
Então meses depois, quando ela apareceu na minha porta novamente, com um embrulho chorando em seus braços, ainda não conseguia esquecer aquela noite.
Capítulo Um
Kaley
— Ele é tão fofo! — Eu sorri para Sophie.
— Sim, eu sei. — Tirei outra foto do pequeno Alexei dormindo no berço e suspirei.
— Mas papai ainda está chateado.
— Eu ia te perguntar sobre isso. — Sophie sentou-se em uma cadeira, cruzou as pernas. Ela tinha a minha altura e nos conhecíamos há muito tempo. O pai dela trabalhava para o meu pai, então fomos criadas mais ou menos como irmãs.
— Ele ainda está pressionando? — ela perguntou.
Eu assenti. — Todos os dias, cada vez mais.
— Eu não posso acreditar.
— Ele acha que é uma mancha a honra da nossa família. — Sentei-me no chão aos pés de Sophie.
— Ainda assim, isso não é suficiente para fazer você desistir do seu bebe.
— Eu não vou desistir dele, Soph. — eu disse. — Isso nunca vai acontecer.
— Você sabe como nossa família pode ser. — ela disse cautelosa.
— Eles não vão levá-lo embora. — eu disse ferozmente. — Eu não ligo para o que meu pai diz.
Ela se inclinou para frente e colocou a mão na minha cabeça.
— Eu sei disso, Kaley. Mas me escute. Eu ouvi meu pai conversando ontem à noite.
Senti frio entrar no meu estômago. O pai de Sophie era o executor de um pequeno grupo da máfia russa liderado pelo meu pai. Ele era um homem de personalidade forte, violento e perigoso, embora fosse como um segundo pai para mim, sabia que era mortal. As pessoas falavam dele com respeito, medo e reverência.
— E?
— Ele estava falando de você.
Eu a encarei. — Diga-me, Soph.
— Eu só ouvi o lado do meu pai na conversa. — Ela se recostou na cadeira, a preocupação clara em seu rosto. — Eu acho que eles virão buscar Alexei em breve... acho que eles virão amanhã.
— O que? — Eu perguntei, levantando-me. — Não.
— Foi exatamente o que ele disse. — respondeu Soph. — Ele disse que cuidaria do pirralho amanhã.
— Você tem certeza de que ele quis dizer meu bebê?
— Não. — admitiu Soph. — Não tenho certeza. Mas que outro pirralho existe?
Mordi o lábio, olhando para o pequeno Alex. Meu pai era o Chefão de uma famosa organização em Chicago. Eu cresci dentro da máfia, conhecia isso como a palma da minha mão. Não temia nada e nem ninguém, exceto a ira do meu pai.
Anatoli Kozlov era um homem de caráter forte. Ele sempre foi rigoroso comigo, me pressionando para ter sucesso na escola ou me tornar uma pessoa melhor. Algumas meninas eram princesas da máfia, tratadas como a realeza e mimadas, mas não eu. Anatoli, meu pai, era distante e brutal em seus métodos. Todo mundo o temia, incluindo minha mãe e eu. Ele nunca nos bateu ou algo assim, mas ele tinha um temperamento que podia ser aterrorizante.
— Você sabe quem é o pai, certo? — Soph perguntou em um sussurro.
Olhei ao redor da sala. Ninguém deveria saber a verdadeira identidade do pai de Alex; eu menti para todo mundo e disse a eles que não sabia. Isso me fez parecer uma prostituta e só fez meu pai odiar Alex ainda mais, mas eu não tinha outra escolha.
Se eles soubessem a verdade minha vida seria muito, muito pior.
— Eu sei — eu disse, assentindo.
— Vá até ele — disse Soph. — Vá para ele hoje à noite.
— Eu não posso. — eu disse suavemente. — Você não entende.
Sophie se levantou e veio até mim. — Por favor, Kaley. Leve Alex e fuja. Seu pai nunca vai deixar você ficar com ele.
A dor destruiu meu corpo. Eu estava diante de um dilema. Por um lado, havia a minha família, as pessoas com quem sentia uma
lealdade feroz. E por outro lado, Alex e seu verdadeiro pai, duas pessoas que nunca poderiam se misturar com a minha família.
Porque a verdade era que o pai de Alex estava na máfia italiana.
Eu não deveria saber disso. E até onde ele sabia, eu não sabia.
Mas na noite em que o conheci na boate sabia exatamente quem era. Eu estava um pouco embriagada e muito, muito rebelde. Meu pai tinha acabado de brigar comigo por ir mal em um exame.
Naquela época era uma veterana na Universidade de Chicago, uma escola de prestígio e difícil de entrar, então o meu pai me fez manter os seus altos padrões.
Eu estava com tanta raiva naquela noite. E quando vi, aquele mafioso italiano bonito e perigoso, não pude evitar. Sabia quem ele era exatamente o tipo de homem que ofenderia o meu pai, se algum dia descobrisse.
E então eu insisti em não dizermos os nossos nomes mesmo sabendo dele.
Vincent Mori, um dos novos homens promissores da máfia italiana.
— Ele não sabe. — eu disse a Soph.
— E? Diga a ele. Se ele não for um pedaço de merda, ele vai ajudá-la.
— E se ele for?
— Então você pode fugir por conta própria. Vou lhe dar o dinheiro que tenho.
Suspirei, balançando a cabeça. — Eu não posso simplesmente fugir, Soph. Ainda não terminei a escola.
— Esqueça a escola. É do seu bebê que estamos falando.
Eu olhei tristemente para Alex e aqueceu o meu coração. Ter um bebê era tão difícil, mas toda vez que ele olhava para mim e sorria, tudo valia a pena. Toda a dor e vergonha que minha família sentiu, valeu a pena. Porque eu amava meu filho e faria absolutamente qualquer coisa por ele.
— Kaley, por favor. — Soph disse novamente. — Corra. Hoje à noite se você puder ou manhã de manhã o mais tardar.
Eu olhei para ela. — OK. Conversaremos hoje à noite e de manhã cedo irei.
Ela sorriu. — Vamos, Planejar isso.
— Obrigada, Soph.
— Não me agradeça. Isso é fácil para mim. Você é quem está fugindo.
Eu assenti. Ela estava certa. Seria a coisa mais difícil que já fiz.
Especialmente fugindo de uma situação perigosa e indo para outra.
Eu mal conhecia Vincent Mori, sabia que ele era jovem, bonito e letal, que tinha uma má reputação com os russos e quase todo mundo o queria morto. As duas organizações entravam em confronto violento constantemente. E eu tinha medo que eles me explulsasse.
Mas Alex era filho de Vince. Ele não podia simplesmente abandonar o seu filho. Eu não me importava com o que ele pensava de mim, ou o que ele sentia por mim, desde que Alex estivesse seguro.
— Vamos fazer isso. — eu disse a Soph, aterrorizada. Eu faria qualquer coisa pelo meu filho, incluindo trair tudo o que eu conhecia.
Capítulo Dois
Vince
Saí da cama, uma ressaca zumbindo na minha cabeça.
Grunhi quando me levantei e entrei no banheiro do meu pequeno apartamento em South Side. Abri a torneira e escovei os dentes olhando-me no espelho.
Eu parecia uma merda. Eu não estava dormindo muito pouco por causa do negócio que tínhamos com os chineses, o que significava muito estresse e dores de cabeça.
— Vincent? — veio a voz da garota do outro quarto.
Eu sorri para mim mesmo. Eu não parecia tão ruim ao ponto de não conseguir pegar alguma bunda aleatória do clube, felizmente.
— Sim, amor? — Eu perguntei, olhando para o quarto.
Seu cabelo estava despenteado quando ela se sentou e olhou para mim fazendo beicinho. — Por que você está se vestindo? Você me prometeu café da manhã.
Eu ri. — Eu prometi?
— Sim. E você me prometeu um pouco mais de diversão.
Ela me deu aquele olhar foda-me bastante óbvio e eu apenas sorri para ela.
— Outra hora, querida. — eu disse.
— Vince! Você prometeu.
— Eu tenho que ir para o escritório. — Eu verifiquei o relógio e suspirei. Passava um pouco das oito da manhã.
— Eu pensei que você era um mafioso? — ela perguntou. — Você não tem um escritório.
Fui até ela, e ela rastejou em direção a mim. Ela estava vestindo apenas uma camiseta fina que mal cobria seus seios, tinha os cabelos loiros soltos.
— Acho que você não sabe muito sobre a máfia. — eu disse.
Ela olhou para mim, sorrindo. Estendeu a mão, alcançando meu pau começou a estimular-lo.
— Quer me ensinar? — ela perguntou.
Inclinei-me e coloquei meus lábios contra a orelha dela. — Não. Agora saia daqui.
Eu me endireitei quando ela tentou me dar um tapa. A mão dela soprou na minha cara e eu ri novamente.
— Maldito imbecil. — ela disse.
— Estou indo tomar um banho. Se você ainda estiver aqui, eu mesmo jogarei sua bunda na rua.
Eu me virei e voltei para o banheiro, fechando a porta.
— Idiota! — Eu a ouvi gritar e ouvi algo bater contra a porta.
Eu comecei o banho. — É melhor não ser algo com que eu me importe. — murmurei.
Apenas mais uma manhã típica da minha vida. A garota iria embora em breve, e eu estaria no complexo para começar o meu dia.
A cadela realmente não tinha ideia com quem ela estava transando. Entrei no chuveiro, sorrindo para mim mesmo. A vida não era tão ruim quando você era um mafioso e o Capo1 de uma organização.
Não é tão ruim assim.
O complexo era uma enorme paraizo, cerca de quinze acres no subúrbio nobre de Chicago. Era o principal ponto de encontro da família criminosa Barone e o lugar onde eu morava a maior parte da minha vida.
Hoje em dia eu tinha meu próprio apartamento na cidade.
Achei mais conveniente ficar lá quando levava as mulheres para casa de qualquer boate que frequentei com a minha equipe na noite, embora ainda passasse muito tempo no complexo.
A família Barone era a maior família do crime organizado na cidade, logo à frente dos russos. O complexo era o coração e a alma da máfia, o lugar onde negociamos, onde treinamos nosso povo, contamos nosso dinheiro, fodemos, brigamos e vivemos. Era como um lar para mim, e a máfia era a porra da minha família.
E eu era um dos capos mais jovens da história da máfia.
Depois que meu antigo e chefe, Lucas Barone, o filho do líder da família, Arturo Barone, me promoveu como capo da máfia, rapidamente comecei a aumentar o poder e influência ao meu redor.
1 Capo – o segundo no comando de uma organização.
Lucas me ensinou bem e eu estava usando essas habilidades para me fortalecer dentro da família. Arturo mal conseguia manter o seu poder e Lucas estava muito ocupado com sua esposa grávida.
Enquanto eu ia em direção a casa principal balancei a cabeça irritado com Lucas. Desde que ele se casou com aquela garota Natalie, esteve muito ocupado fazendo bebês e passando tempo com sua família para realmente se aprofundar nas políticas da máfia. Claro, ele ainda comandava a sua equipe e continuava sendo um dos melhores Capos. Era definitivamente o primeiro da fila a suceder seu pai. Mas ele não estava mais tentando derrubar Arturo e assumir o controle da família.
Não é como se eu estivesse tentando fazer isso também.
Gostava da posição em que encontrava no momento. Mas Lucas costumava ser um puta mafioso do caralho.
Desde que ele amoleceu, eu fiquei muito, muito mais implacável.
Era desse jeito na máfia, quando alguém abria um pequeno espaço, você pegava o máximo que podia. Desde que Lucas me deu minha própria equipe e um pouco de poder, eu lentamente fui ganhando poder e territorio, percorrendo rua por rua, acumulando riqueza, poder e reputação.
Eu não estava brincando. Não sou o tipo de homem que levava essas coisas pela metade. Era tudo ou nada.
Estacionei meu carro e saí, jogando a chave para o manobrista. Ele acenou para mim e entrou quando entrei no vestíbulo principal da casa.
A mansão Barone era ridícula. O ápice da riqueza, com pinturas douradas e caras, desde que foi construída para ser a Sede da Organização da família Barone, tinha que exalar toda a riqueza que a família possuía. Era como uma peça central, destinada a mostrar exatamente como a família significava negócios.
Passei pelo hall de entrada, um rosto familiar apareceu ao meu lado.
— Bom dia, chefe — disse Rafa.
— Bom dia — eu resmunguei. — Comida?
— No escritório.
Rafa era o segundo no comando da minha equipe, desde que Lucas ficou totalmente mole comigo, tornou meu confidente mais próximo. Toruxe ele comigo quando fui promovido e confio nele com a minha vida.
Andamos por alguns corredores, finalmente entrando em uma sala lateral. Era meu escritório, literalmente, meu escritório. Havia uma mesa atrás, uma mesinha contra uma parede, um computador, arquivos e uma pequena escrivaninha para Rafa. Havia café e bagels em cima da mesa.
Tomei um pouco de café. Era estranho para um mafioso ter um escritório, mas a máfia não era mais como costumava ser. Claro, ainda andávamos quebrando os joelhos e sendo uns violentos
filhos da puta, mas também era um negócio nos dias de hoje.
Tínhamos contas, investimentos e eu precisava de um lugar para gerenciar toda essa merda, em algum lugar que não fosse o meu apartamento de merda. Eu poderia fazer negócios na mansão Barone, e como eles tinham muito espaço e não sabiam como usá- los, foi fácil encontrar um pequeno local.
Rafa estava sentado em sua mesa. — Você tem notícias de Bao?
— Hoje não. — eu resmunguei.
Bao foi o nosso contato com os chineses e o cara com quem eu estava lidando na maior parte do tempo. Ele era um homem sombrio, mas correspondeu as minhas expectativas no passado, então eu confiava nele.
— Que pena. Eu ouvi alguns garotos dizendo que não achavam que o acordo estava indo bem.
Eu levantei minha sobrancelha com isso. — Você acha que isso é verdade?
— Não, chefe. Claro que não. Mas as pessoas estão falando, é tudo.
— Está acontecendo — eu disse. — E quando acontecer, nossa equipe será a melhor armada em toda a porra da máfia.
— Isso é verdade.
Sentei-me na minha mesa, colocando meus pés em cima.
Tomei um gole de café e suspirei.
Essa porra de negócio foi cansativa de negociar. Bao deveria me vender um monte de armas antigas e equipamentos excedentes do exército, merda como rifles e armaduras, mas era difícil conseguir isso no país. Então tivemos alguns problemas recentemente, eu poderia dizer que meu pessoal estava começando a ficar preocupado. Havia muito dinheiro envolvido nisso e precisávamos das mercadorias.
Especialmente se continuarmos expandindo nosso território.
Estávamos atacando as gangues ao nosso redor nos últimos meses, porem, com algum poder de fogo sério, poderíamos levar tudo de uma só vez.
Minha mente estava uma bagunça estressante de planos e contingências quando de repente o telefone tocou. Peguei no terceiro toque. — O que? — Eu disse.
— Senhor. — o homem disse, — Eu sou o Alan, do portão da frente. Alguém está aqui pedindo para ver o senhor.
Fiz uma pausa, franzindo a testa. Rafa olhou para mim. — Quem é? — Eu perguntei.
— Ela disse que se chama Kaley Kozlov. Ela disse que você a conhece, senhor.
Kozlov? Esse era um nome russo. Um dos chefes mais importantes da máfia russa se chamava Kozlov, embora eu nunca tivesse negociado com ele antes.
— Tem certeza de que ela está querendo me ver?
— Ela perguntou pelo seu nome, senhor. O que devo fazer?
Fiz uma pausa, franzindo a testa. — Estarei no portão em um segundo. — Desliguei o telefone e me levantei.
— E aí? — Rafa perguntou.
— Me siga.
Saí do escritório, com Rafa logo atrás de mim. Pegamos um carrinho de golfe e fomos até a entrada do portão da frente.
Um bando de homens armados estavam parados. Eu não pude vê-la a princípio desde que a cercaram, mas eles se separaram assim que eu parei.
Saí do carrinho e olhei para ela.
Eu a reconheci instantaneamente. Era a garota sem nome de meses atrás, a garota que eu nunca pensei que veria novamente.
Parecia exatamente a mesma, linda e sensual, e a memória daquela noite voltou à tona, deixando o meu pau duro.
Alan veio até mim. — Você a conhece, senhor?
— Sim — eu disse. — O que ela está fazendo aqui?
Ele parecia desconfortável. — Senhor, ela tem um bebê com ela.
Eu olhei mais de perto, com certeza, ela estava segurando algo em seus braços. Ela olhou para mim desafiadoramente, raiva e medo em seus olhos.
Estava segurando um bebê. Eu olhei para ela quando o choque começou a subir pelo meu corpo. Estava segurando um bebê, apenas treze meses após a nossa noite juntos. Aquele garoto não deveria ter mais de quatro meses no máximo.
Dei um passo em sua direção, me sentindo tonto.
Capítulo Três
Kaley
Meu coração estava batendo forte enquanto eu caminhava até o portão da enorme mansão da família Barone.
Antes, eu fingi que estava pegando carona de Soph para o trabalho. Juntei Alex e esgueirei-me por tras da casa, certificando- me de que minha mãe e meu pai não me ouviam. Eu odiava morar com eles, mas quando eu tive Alex, sabia que tinha que dar um tempo na escola e pedir ajuda nesses primeiros meses.
Soph me levou para fora da cidade. Foi surpreendentemente fácil. Meio que esperava ver homens nos perseguindo. Em vez disso, não tivemos nenhum problema.
Até que ela me deixou. Dei a ela um beijo de despedida e fui em direção do portão enquanto ela ia embora.
— Posso ajudar? — perguntou o homem sentado na cabine de guarda.
— Oi. Estou aqui para ver Vince Mori.
Ele olhou para mim. — Você não está na lista.
— Eu sei, mas preciso falar com ele. É urgente.
— Desculpe senhora. Você não pode falar com ele, a menos que esteja na lista.
Eu olhei para o homem. — Por favor. Chama ele aqui. Ele me conhece. Vai querer falar comigo.
O homem olhou para Alex e pegou o telefone. Dois minutos depois, um monte de seguranças se aproximaram de mim e começaram a fazer uma tonelada de perguntas, nenhuma das quais eu queria responder.
E então eu o vi. Ele desceu de um carrinho de golfe e olhou para mim enquanto o guarda dizia algo para eles.
Ele me observou por um minuto, e olhei de volta desafiadoramente. Não fiz nenhuma tentativa de esconder Alex.
Está certo, esse é seu filho, pensei.
Finalmente, ele caminhou em minha direção. Meu coração estava pulando no meu peito. Ele era tão bonito quanto eu me lembrava, alto, musculoso e tatuado. Lembrei-me bem daquela noite, lembrei-me de como ele tocou o meu corpo, como estava obsceno na pista de dança, das coisas que sussurrou no meu ouvido. Lembrei-me de como era incrível me entregar a ele, deixar suas mãos explorarem meu corpo, sua boca no meu pescoço, seu pênis profundamente entre as minhas pernas.
Um arrepio percorreu minha espinha. Seu olhar era intenso enquanto ele caminhava lentamente em minha direção.
Vince Mori.
Ele tinha uma má reputação, uma reputação perigosa. E aqui estava eu em seu território, tentando convencê-lo a cuidar de um bebê que ele nem conhecia.
Isso foi loucura, percebi quando ele veio em minha direção.
Isso foi absolutamente louco. Ele não iria acreditar em mim, ele ia me expulsar, então meu pai levaria Alex embora.
Respirei fundo, reprimindo meu pânico. Eu tenho que permanecer forte, tenho que seguir meu plano. Eu não conhecia mais ninguém nesta cidade que pudesse me proteger do meu pai, havia apenas Vince.
Ele acenou para os guardas quando se aproximou e rapidamente se espalharam. Depois de um momento, Vince ficou sozinho na minha frente, olhando para mim. Ele estava vestindo jeans e uma camiseta preta justa. Cruzou os braços, olhando para mim.
— Eu reconheço você. — ele disse. — Senhorita sem nomes.
— Meu nome é Kaley Kozlov.
— Filha de Anatoli?
Eu assenti uma vez. — Sim.
— Então você é uma princesa da máfia russa.
— Não. — eu disse ferozmente. — De modo nenhum.
— Quem é o garoto? — ele perguntou, acenando para Alex.
— Este é Alexei. É por ele que estou aqui
Vince franziu a testa. — Você está prestes a tentar me convencer de que este é meu filho?
Eu segurei Alex levemente para que Vince pudesse vê-lo. — Ele é seu filho, Vince.
Vince riu e balançou a cabeça.
— Eu tive muitas garotas loucas vindo atrás de mim, mas isso é de longe o mais louco.
— Treze meses atrás. Lembra? Alex tem cerca de quatro meses.
Ele suspirou. — E daí? Você poderia ter ido para casa com um cara todas as noites daquela semana. Como sei que sou o pai?
— Você é o único cara com quem fui para casa naquele mês.
— eu disse. — E eu não estive com outro cara desde então.
Ele riu, balançando a cabeça. — Isso é loucura. Você é louca pra caralho. De jeito nenhum essa coisa é minha.
— É seu filho. — eu disse, ficando com raiva. Alex estava se contorcendo, e eu poderia dizer que ele estava prestes a ficar agitado. — Ele é seu filho, e precisamos da sua ajuda.
Ele levantou uma sobrancelha. — Quanto?
— O que?
— Quanto você quer?
— Eu não quero o seu dinheiro.
— Então, o que diabos você quer? — ele perguntou. — Estou ficando irritado.
— Eu preciso de proteção.
Ele suspirou, esfregando a cabeça. — Proteção contra o que?
Soletre isso, ou vou embora.
— Minha família é muito conservadora, como você bem sabe.
Alex é uma vergonha para toda a máfia, já que eu não sou casada.
Meu pai ia levá-lo embora e colocá-lo para adoção, fingindo que ele nunca existiu.
Vince franziu a testa. — E daí? Pode facilitar sua vida.
— Ninguém está levando meu filho embora. — eu disse com raiva. — É seu filho.
— OK. Então você quer que eu te proteja da porra do seu pai?
— Sim.
Ele olhou para mim e depois começou a rir, balançando a cabeça. — Você é realmente louca.
— Ele é seu filho. — eu disse. Eu me aproximei dele, segurando Alexei. Eles realmente compartilhavam alguns traços, mas eu não tinha certeza se Vince poderia vê-lo.
Ele olhou, no entanto. E por um segundo, pensei ter visto o reconhecimento brilhar em seu rosto.
Mas desapareceu rapidamente e seu sorriso arrogante retornou. — Garoto bonito.
— Por favor. Eu não quero estar aqui, mas eu não tenho para onde mais ir.
Vince olhou para mim seriamente por um segundo antes de falar devagar. — Vou deixar você entrar. — ele disse. — Por hoje.
Se você puder provar que ele é meu filho, falaremos sobre algo mais.
— Como posso provar isso?
Ele encolheu os ombros. — Tenho certeza de que podemos organizar um teste de paternidade.
— Isso leva semanas. — eu disse.
— Vamos nos preocupar com isso mais tarde. Esta é uma manhã de merda, e eu estou cansado de ficar aqui fora. Então, se você quiser entrar, siga-me. Caso contrário, vá embora e não volte nunca mais.
Eu olhei para ele, sem saber por que ele estava me deixando entrar, sem saber o que estava acontecendo. Mas ele se virou e começou a caminhar de volta para o carrinho de golfe, e então eu o segui rapidamente.
Os guardas nos observaram ir. Parei na frente do carrinho e assenti para o outro homem. Ele era mais jovem, com cabelos castanhos claros e olhos azuis. — Quem é a cadela? — ele perguntou.
— Aparentemente, essa é a mãe do meu bebê. — disse Vince, sorrindo.
— Não brinca? Esse é o seu filho?
— O nome dele é Alexei. — eu disse.
— Russo. — o garoto disse, fazendo uma careta.
— Kaley, esse é o Rafa. Rafa, essa é Kaley Kozlov.
— Kozlov? — Rafa disse e depois riu. — Você está brincando.
— Sem brincadeiras. — resmungou Vince, ficando atrás do volante. — Vamos lá, va no banco de trás.
Eu fui e me sentei. Vince virou e nós estávamos voltando rapidamente para a casa.
Capítulo Quatro
Vince
Eu não sabia o que diabos eu estava fazendo trazendo essa garota para a mansão.
Não tinha como saber se o que estava dizendo era verdade.
Claro, eu fodi ela, e foi uma ótima noite. Eu ainda pensava sobre isso as vezes. Mas de jeito nenhum esse garoto era meu .Eu usei camisinha, sempre usava . Eu nunca enfiei meu pau em uma estranha sem me proteger, eu não era um idiota.
Mas havia algo sobre aquele garoto. Assim que ela me mostrou, senti um arrepio percorrer pela minha espinha, uma sensação estranha no peito.
Além disso, não havia como a garota fazer isso se não achasse que eu realmente era o pai do filho dela. Ela era uma princesa da máfia russa, filha de um dos chefes mais notórios da organização.
Apenas aparecer na nossa porta era um grande negócio e poderia ser realmente muito ruim para todos os envolvidos.
Trazê-la para dentro era ainda pior. Eu não sabia o que diabos estava fazendo, Rafa ficou olhando para mim como se eu fosse louco.
Finalmente, chegamos a mansão. Ajudei a garota a sair do carrinho.
— Obrigada. — ela disse — Mas eu posso andar.
— Adapte-se, princesa. — eu disse.
— Eu não sou uma princesa. — ela retrucou.
Eu sorri para ela. Eu amei o fogo, a raiva. Eu tinha que admitir, ela era tão sexy quanto me lembrava, seus cabelos longos e grossos, seus lábios carnudos, seus olhos um verde profundo. O corpo dela era fantástico, mal podia acreditar que ela tinha tido um filho.
— Vamos. Me siga. — Ela ficou atrás de mim e do Rafa quando voltamos para dentro. Corri de volta para o nosso escritório, minha mente pensando rapidamente, tentando formular o que diabos aconteceria a seguir.
A conduzi para dentro do escritorio. — Sente-se. — eu disse, apontando para a mesa.
— Posso pegar um desses? — ela perguntou.
— Claro. Tanto faz.
Ela rapidamente pegou um pãozinho com uma mão e o mordeu. Se serviu de um café, enquanto balançava o bebê e falava baixinho.
— Rafa. — eu disse — Lá fora.
Ele acenou para mim e a garota agiu como se não estivéssemos lá.
Uma vez lá fora, eu fechei a porta. — Que porra é essa, chefe?
— Rafa perguntou.
Eu balancei minha cabeça. — Eu não sei, Rafa.
— Por que você a trouxe aqui? Esse é realmente seu filho?
— Eu não sei. — eu disse. — Mas isso pode ser uma oportunidade para nós. Estamos procurando algo para superar os russos para sempre. Talvez seja ela.
Ele fez uma careta. — Não vejo como.
— Além disso, poderia ser a porra do meu filho. Não posso expulsá-la e arriscar que os russos roubem essa coisa.
Rafa sorriu. — Chefe. Isso é um bebê. Eu acho que o nome dele é Alexei.
— Eu sei o nome dele. — eu bati. — Olha, apenas fique de olho nela por um tempo. Vou conversar com algumas pessoas, descobrir essa merda.
— Bem. Eu posso cuidar disso.
Eu me virei e abri a porta e depois parei de repente.
Rafa esbarrou em mim por trás.
— O que? — ele perguntou.
A camisa de Kaley estava de pé e amamentando a criança ali no meio do escritório.
— Posso ajudar? — ela perguntou.
— Você está, uh, merda, desculpe. — eu gaguejei. Eu estava dividido entre tentar olhar para seus seios perfeitos e dar o fora de lá.
— Você pode entrar e assistir ou pode sair, mas faça uma escolha. — ela disse.
— Difícil desviar o olhar. — eu disse, sorrindo. — Você tem certeza de que quer fazer isso aqui?
— É isso ou ele começa a chorar. Sua escolha.
Eu ri e assenti. — Bem. Fique à vontade.
Eu rapidamente me virei e empurrei Rafa para fora de lá, fechando a porta atrás de nós novamente. — Pare de olhar, seu maldito porco — eu disse a ele.
— O que? Eu não conseguia ver nada. — Ele deu de ombros, sorrindo. — Ela poderia ter ido ao banheiro se quisesse privacidade.
— Ela não deveria ter que alimentar o filho no maldito banheiro — eu resmunguei para ele. — Espere um minuto e bata antes de voltar para lá, entendeu?
— Entendi, chefe.
— E Rafa? Seja legal com ela. Essa pode ser a porra da minha criança.
Ele sorriu para mim. — Ok, Papai Vince.
— Porra. — eu disse. — Me chame assim novamente e eu vou arrancar seu pênis e empurrá-lo na sua garganta.
— Com certeza.
Eu me afastei, resmungando para mim mesmo.
Não havia nenhuma maneira de ser meu filho. Esta manhã passou de mal a pior em questão de alguns minutos. De repente, estava com uma mulher sexy amamentando um bebe no meu maldito escritório, alegando que o filho dela era meu. Ah, e ela era filha de um membro de uma gangue rival, o que tornava tudo muito mais complicado.
Fui em direção à escada e subi até o terceiro andar. Desci alguns corredores e depois parei em frente a uma porta e bati.
Demorou um minuto para alguém responder. Ela abriu a porta e sorriu para mim gentilmente.
— Bom dia, Vince. — disse Natalie. — O que posso fazer para você?
— Bom dia, Nat. — eu disse. — Eu preciso ver o Lucas. É urgente.
— É sempre urgente com vocês meninos. — ela disse sorrindo. — Entre. Ele está por aqui em algum lugar.
Eu a segui para dentro e ela fez um gesto para eu me sentar.
Caí no sofá, a preocupação percorrendo meu corpo.
Eu poderia lidar com um bandido com uma faca. Eu poderia matar um homem. Entendia os negócios melhor do que a maioria.
Mas um maldito bebê?
Lucas saiu da outra sala depois de um minuto, parecendo abatido.
— Vince. — ele disse. — Que porra você quer?
— Você parece cansado. — eu disse.
— Tente lidar com crianças em algum momento e você entenderá.
— É por isso que estou aqui.
Lucas franziu o cenho. — Você quer falar sobre os meus filhos?
— Não. Eu não sei como dizer isso, então estou apenas dizendo. Cerca de treze meses atrás, eu fodi a filha de Anatoli Kozlov e agora está aqui alegando que seu bebê é meu.
Lucas olhou para mim por um segundo e depois caiu na gargalhada. — Você está brincando comigo.
— Não, eu não estou. Ela está lá embaixo com uma criança.
Ela diz que tem quatro meses e eu a fodi, treze meses atrás.
— Merda. — Lucas disse, balançando a cabeça. — Por que você a deixou entrar?
— Porque... e se ele for meu filho?
— E daí? — ele perguntou, olhando para mim. — Desde quando você se importa?
— Eu não sei. — eu disse. — Eu não poderia expulsá-la.
— Então o que você quer que eu faça?
— Eu não sei, cara. Porra. Eu preciso de um teste de paternidade.
— Nós podemos providenciar isso.
— O que eu faço com ela? Ela diz que está fugindo dos russos.
Eles estão tentando levar o filho dela ou algo assim.
Ele franziu a testa. — Ela disse o porquê?
— Sim. Ela é uma vergonha para eles. Eu pensei que ela poderia ser útil, mas ela pode ser um problema.
Lucas assentiu. — Um problemão. Eu preciso falar com meu pai.
— Tudo bem, claro. O que eu faço enquanto isso?
— Vá à enfermaria e faça um teste de paternidade. Vou conversar com meu pai, contar a ele o que está acontecendo. — Lucas fez uma pausa e depois sorriu para mim.
— Isso é sério, certo? Você não está brincando?
— Não, eu não estou brincando, Lucas. — eu gritei.
— Merda, cara. Você pode ser pai.
— Sim — eu resmunguei. — Posso ser.
— Parabéns. — Ele sorriu para mim enormemente e se levantou. — Você vai adorar.
— Porra. — eu disse.
Ele riu e se afastou. Levantei-me e mostrei o dedo do meio a ele, balançando a cabeça.
Bastardo do caralho. Ele não deveria tirar sarro da minha situação de merda.
Saí do quarto e comecei a descer em direção à enfermaria.
O que eu iria fazer se o menino fosse meu filho? Ela era uma garota russa, uma princesa da máfia, esse era o maldito bebê deles.
Eles iriam querê-lo de volta, especialmente quando descobrissem que o pai sou eu.
Eu não podia deixar isso acontecer. Se aquele garoto for meu, eu teria que descobrir alguma coisa. Não dou a mínima para os russos ou no que o Arturo e os outros chefes querem. Todos eles eram um bando de covardes, exceto Lucas, mas até ele estava ficando mole.
Eu não podia confiar em nenhum deles, mas precisava deles por enquanto. A garota era perigosa, muito perigosa, e ela provavelmente nem percebeu. Esse acordo chinês deixava todo mundo nervoso, e eu não precisava de pessoas fazendo movimentos idiotas, porque uma garota apareceu com um bebê.
Eu teria que agir racionalmente e fazer a coisa certa.
Maldita Kaley Kozlov. Ela foi uma das melhores fodas da minha vida, com aquela boceta perfeita e encharcada e agora estava me dando uma das piores manhãs.
Capítulo Cinco
Kaley
Depois de alguns minutos, houve uma batida na porta. Eu sorri para Alex.
— Eles têm medo de vê-lo comendo, garotinho. — eu sussurrei para ele. Eu olhei para a porta. — É seguro. — gritei.
Rafa abriu a porta lentamente. — Você está decente?
Suspirei. — Sim, Rafa, estou decente. Eu estava apenas amamentando. Não é grande coisa.
Ele olhou para mim, franzindo a testa. — Eu sei. É apenas...
— Nunca viu mulheres fazendo isso antes?
Ele balançou sua cabeça.
— Quantos anos você tem?
— Vinte. — ele disse.
— Você é jovem.
Ele deu de ombros e fechou a porta, indo para a mesa. — Jovem, com certeza. Isso não importa.
— Como você se envolveu com a máfia, se não se importa que eu pergunte?
Ele levantou uma sobrancelha para mim. — Por que você se importa?
— Só estou tentando conversar. — Ele claramente não iria facilitar essa situação incrivelmente desconfortável. Eu levantei Alex e comecei fazer ele arrotar.
— Aconteceu apenas, eu acho. — disse Rafa. — Cresci em um bairro de merda. Os únicos caras que valem algo são os mafiosos, sabe? Então eu entrei nisso.
Eu assenti. Eu ouvi uma versão dessa história repetidas vezes.
O mesmo aconteceu com os russos. Os rapazes viram os mafiosos, dinheiro, jóias e toda a porcaria que teriam se envolvendo com a máfia.
O que eles não viram foi o lado sombrio. A violência, o terror.
Eu já vi tudo isso e mais, vivendo com meu pai a vida toda. Alguns caras aguentam esse tipo de coisa e outros não. Imaginei que Rafa era do tipo que poderia se destacar se ele subisse tão alto nas escalas.
Depois havia Vince, é claro. Letal, violento, aterrorizante. Ele era o tipo de mafioso que eu realmente desprezava.
E, no entanto, ele era o pai do meu filho. Engraçado como a vida funcionava às vezes, levando você a lugares que você nunca imaginou que iria.
— Isso é realmente o filho de Vince? — Rafa perguntou.
— Sim, ele é.
— Eles vão fazer você fazer um teste de paternidade.
— Bom. — eu disse.
Ele balançou a cabeça e riu. — Vince com uma criança.
Alex soltou um pequeno arroto. — Ah, lá está, meu principezinho. — eu disse.
Rafa riu. — Que diabos?
— Você tem que fazer arrotá-los depois que eles comem. — eu disse. — Caso contrário, eles ficam todos cheios de gases e choram.
— Huh. — ele disse, fazendo uma careta. Ele claramente estava enojado e desinteressado em Alexei, eu não podia culpá-lo.
Era difícil amar o bebê de outra pessoa, mas tão fácil amar o seu próprio filho.
— Para onde Vince foi? — Eu perguntei a ele.
— Ele foi conversar com alguns caras. Apenas fique por aqui.
Ele voltará.
Suspirei. — Eu sei que vocês acham que isso é besteira, mas é a verdade. Alex é filho de Vince e minha família vai sumir com ele se Vince não puder me proteger.
— Sim. — disse Rafa. — Você já me disse isso.
Ele desviou o olhar e começou a fazer algo em seu computador, apenas suspirei novamente. Claramente perdeu o interesse em mim, então me concentrei em balançar Alex. Espero que ele adormeça depois de comer alguma coisa.
Criar um bebê era difícil, especialmente em uma casa onde ninguém o queria. Meu pai era um idiota tão conservador, tão obcecado com os velhos hábitos e como as coisas deveriam ser. A ideia de manter um bebê por perto que não tivesse pai era
abominável para ele, completamente errado e imoral. Ele prefere dar Alex a um estranho a criar sua própria carne e sangue, tudo porque sua honra foi ofendida.
Ele estava preso no mundo antigo, vivendo com as regras antigas. As pessoas engravidavam o tempo todo por engano. É verdade que nunca pensei que seria eu. Nunca pensei que teria o bebê de algum estranho por causa de um erro estúpido, mas não posso voltar atrás.
E parte de mim não queria voltar atrás. Alex dava muito trabalho, mas era tão bonito, tão fofo e cheirava tão bem. Ele era meu filho, faria qualquer coisa por ele, inclusive trair minha própria família para procurar ajuda das pessoas que mais odiavam.
Eu me perguntava se Soph estava bem. Eu tinha certeza de que eles a estavam interrogando-a agora, e eu esperava que ela estivesse apenas cooperando. Não importava se eles soubessem onde eu estava, agora que me afastei.
— Diga-me uma coisa. — disse Rafa depois de alguns minutos.
— Certo.
— O que você espera ganhar com Vince?
Eu levantei minha cabeça para ele. — Nada realmente.
Proteção por um tempo, pelo menos até meu pai decidir que não vai afastar Alex de mim.
Rafa franziu o cenho para mim. — Você realmente acha que seu velho vai te perdoar depois disso?
Eu olhei para ele em silêncio por um segundo.
E eu percebi que ele estava certo.
Eu não sabia o que esperava que acontecesse. Tudo que eu sabia era que precisava de alguém para me ajudar a manter Alex seguro, Vince poderia fazer isso. Mas nunca considerei meus planos a longo prazo.
Rafa estava certo. Meu pai nunca iria me perdoar por isso. Ele veria isso como um insulto para toda a família, toda a organização.
Eu balancei minha cabeça. — Eu não sei, Rafa.
— Parece-me que você não pensou muito nisso.
— Eles iriam levar meu filho embora. — eu disse. — Eu fiz o que tinha que fazer.
— Sim. Você continua dizendo isso. — Ele sorriu para mim.
— Criança fofa, pelo menos.
— Obrigada. — eu murmurei.
Alguns minutos depois, houve uma batida na porta.
— Entre. — Rafa disse.
Vince abriu a porta e entrou. Minha respiração ficou presa no meu peito assim que o vi novamente.
Ele era tão atraente quanto me lembrava, de repente lembrei- me de tudo que fizemos naquela noite. Eu dormi com ele quando estava fora de mim, com raiva da natureza opressora da minha família, mas era mais do que isso.
Eu dormi com ele porque não conseguia me conter. Ele era bonito, alto, forte, confiante e arrogante. Ele era um mafioso de merda, bom para uma única noite de diversão.
— Vamos. — ele me disse.
— Onde estamos indo?
— Vendo alguns médicos. Vamos iniciar esse teste.
Eu assenti. — Bem. Okay.
Levantei-me e segui Vince para fora da sala. Alex se contorceu em meus braços, claramente cansado, e eu gostaria de poder colocá-lo para dormir.
— Eu sei. — eu disse a ele. — Eu sei. É um dia emocionante.
Vince franziu a testa para mim, mas não disse nada.
Andamos pelos corredores, e eu não pude deixar de admirar tudo ao meu redor. O lugar era enorme e coberto de riqueza.
Pinturas caras, artigos de ouro, estátuas, plantas e lustres. Havia até vitrais em belos mosaicos. Todo o lugar parecia com o que você imaginava que seria a casa de uma pessoa incrivelmente rica, mas ainda mais.
Vince não disse uma palavra enquanto nos movíamos pelos corredores. Eventualmente, ele parou do lado de fora de uma porta e olhou para mim.
Seus olhos eram intensos, penetrantes, dei um passo atrás dele.
— Me diga agora. — ele disse, sua voz um rosnado lento. — Diga a verdade agora e podemos deixar você ir. Sem danos causados.
— Ele é seu filho. — eu disse calmamente.
Ele olhou para mim por um segundo e depois assentiu uma vez. — Veremos.
Ele abriu a porta e entramos no que parecia exatamente um consultório médico.
— Senhor Mori, Srta. Kozlov. — disse a bela jovem sentada atrás da janela da recepcionista.
Vince acenou para ela e eu sorri. Passamos por outra porta e uma enfermeira nos encontrou lá, sorrindo. — Por aqui. — Nós a seguimos por um pequeno corredor e nos colocou em uma pequena sala de exames. — Sente-se. — ela disse. — Isso levará apenas um segundo.
Eu olhei para Vince. Ele não parecia estar nervoso. Vi a enfermeira abrir algum tipo de pacote, tirando algumas coisas diferentes. Havia xícaras e alguns paus com algodão no final.
Ela se virou para Vince. — Você primeiro. — ela disse. — Abra.
Ele abriu a boca. A enfermeira enfiou o cotonete e esfregou-o dentro da bochecha dele. Quando terminou, colocou-o dentro de um envelope plástico, pegou outro cotonete e olhou para mim.
— Agora o pequeno.
Eu assenti. A enfermeira chegou perto. — Oh, tão fofo. — ela disse. — Não se preocupe, rapaz, isso não vai doer. Apenas um pequeno cotonete na boca. Isso é tudo.
A enfermeira gentilmente pressionou o cotonete na boca de Alex. Ele claramente não gostou, mas felizmente ainda não começou a chorar. Alex era um bebê muito bom, surpreendentemente nada exigente. A enfermeira moveu o cotonete com muita delicadeza e depois o retirou, ensacou e sorriu para nós.
— É isso aí — ela disse.
— Sério? — Eu perguntei. — Isso é tudo?
— Quando teremos os resultados? — Vince perguntou.
— Três dias. — disse a enfermeira.
Vince assentiu e se levantou. — Obrigado.
Eu levantei e o segui. Entramos no corredor e ele voltou para o escritório.
— Espere. — eu disse.
Ele olhou para mim. — Tem algo a dizer?
Respirei fundo. — Eu preciso usar o banheiro.
Ele suspirou. — Certo. — Eu o segui um pouco mais e ele parou do lado de fora de duas portas, cada uma marcada como banheiro. — Pode ir.
Eu levantei uma sobrancelha. — Você pode segurar Alex por um segundo?
Ele olhou para mim e depois assentiu lentamente. — Sim.
Certo.
— Aqui. — Eu o ajudei a pegar Alex e mostrei como segurá- lo. — Isso. Fácil, né?
Ele franziu o cenho para Alex. — Certo.
Eu sorri e fui ao banheiro.
Meu coração estava batendo forte no meu peito. Eu realmente não precisava usar o banheiro, mas precisava me afastar de Vince por um segundo. Eu me senti tonta ao redor dele, aterrorizada e atraída por ele.
Era estranho saber que o pai de Alexei o estava segurando, mas eu também estava feliz. Alex precisava de um pai, mesmo que esse pai fosse um bandido violento como Vince.
Um bandido arrogante e idiota.
Mas, em primeiro lugar, pensei em nunca mais ver minha família. Rafa me apavorou, me lembrou que meu pai era um homem vingativo e maldoso.
Talvez eu tenha cometido um erro. Talvez não deveria ter vindo aqui, deveria ter feito outra coisa.
Eu me olhei no espelho e balancei a cabeça. Não. Não valia a pena pensar assim. Eu tive que provar a Vince que Alex era filho dele, espero que ele nos proteja. Espero que ele não deixe seu único filho ser levado pela minha família.
Ou talvez ele faria. Não parecia que ele queria ser pai ou estava pronto para ser.
Mas as coisas aconteceram nesta vida e tivemos que lidar com eles. Vince não parecia o tipo de homem que fuge.
Respirei fundo e me firmei.
Eu tinha que ser forte. Estava no coração da casa do meu inimigo, implorando por proteção. Tudo o que fiz foi perigoso.
Eu tenho que me acalmar pelo bem do meu filho.
Capítulo Seis
Vince
Eu olhei para o bebê se contorcendo e fiz uma careta.
— Você parece um alienígena. — eu disse.
Ele piscou de volta para mim. Tinha impressionantes olhos azuis, assim como sua mãe.
Suspirei. O bebê era um menino, e seu nome era Alexei. E aparentemente era meu filho.
Talvez ele parecesse um pouco comigo. Nós tínhamos alguns traços, mas era difícil dizer. Ele era tão pequeno e jovem.
Enquanto eu estava esperando Kaley terminar no banheiro, olhei para Alex. Eu senti algo naquele momento. Eu nunca tive com um bebê antes na minha vida, e nunca quis.
Os bebês eram uma distração. Eles sugavam todo o seu tempo, seu dinheiro e sua liberdade. Eles eram uma bola em uma corrente, uma âncora mantendo você no lugar. Eu não queria ser pressionado. Queria sair furiosamente pela cidade, pegar o que quisesse. Em vez disso, estava em um corredor segurando um bebê estranho, me perguntando se era realmente meu filho.
— Você é realmente um pouco fofo. — eu disse suavemente, esperando que ninguém me ouvisse.
Ele olhou de volta para mim.
E então ele começou a gritar.
— Merda. — eu disse. — Kaley. — gritei alto.
Ela abriu a porta. — Está tudo bem — ela disse. — Ele chora às vezes.
Ela o tirou de mim e eu fiz uma careta. Era um barulho horrível que estava fazendo, absolutamente arrepiante.
— Está tudo bem. — ela disse, balançando Alex. — Mamãe pegou você. Está bem.
Lentamente, o bebê se acalmou.
— Vamos. — eu resmunguei para ela.
Ela me seguiu silenciosamente de volta ao escritório.
Bebês chorando. Eu nunca pensei em toda a minha vida que estaria segurando um pirralho chorão. Por um segundo ate que foi bom, apenas um pacotinho quente de bebê se contorcendo, e no outro uivou como um demônio.
Maldita coisa com certeza poderia gritar.
Kaley sentou-se novamente à mesa e Rafa olhou para nós.
— Isso foi rápido — ele disse.
— Eles usaram apenas o cotonete bucal. — respondi. — Simples assim.
— E agora? — Kaley perguntou. — Eles disseram ques teremos os resultados daqui a três dias.
— Merda — disse Rafa. — Três dias?
— Está tudo bem. — eu disse. — Nós vamos arranjar uma solução.
Quando me sentei na minha mesa, houve uma batida na porta.
Suspirei e voltei, caminhando até a porta. Abri e Lucas sorriu para mim.
— Tudo bem, papai? — ele disse.
— Porra.
Ele riu. — Deixe-me vê-la.
Afastei-me e Lucas entrou na sala. Ele sorriu para Kaley.
— Então, você é o problema. — ele disse.
— Eu sou Kaley Kozlov.
— Lucas Barone.
Ela piscou. — O Lucas Barone?
Ele sorriu e eu suspirei. Lucas era famoso na cidade por ser o filho de Arturo. Às vezes pode ser desagradável.
— O primeiro e único. — ele disse. — E este é o filho de Vince? — Ele se aproximou e olhou para o bebê. — Ele é realmente fofo.
— Obrigada. — disse Kaley.
— Eu posso?
Kaley pareceu surpresa. — Claro.
Ela entregou Alex a Lucas, e ele segurou o garoto como se não fosse nada.
— Olá, rapazinho. — ele disse. — Qual o nome dele? — ele perguntou-me.
— Alexei. — eu disse.
— Russo. — Lucas franziu o cenho.
— Sim, russo. — disse Kaley. — Lembrem-se de onde ele vem.
Eu olhei para ela. — Nós não vamos esquecer.
Ela olhou para mim, desafiadora linda. Sem a criança nos braços, me lembrei exatamente por que a levei para casa naquela noite.
— Eu também tenho filhos, você sabia. — disse Lucas.
— Realmente? — Kaley perguntou.
— Sim. Dois rapazes.
— Quais são os nomes deles?
— Stokes e Cooper.
— Uau. Nomes legais.
Ele riu. — Minha esposa os escolheu. Eu teria escolhido algo mais simples.
Ele entregou o garoto de volta a Kaley e olhou para mim. — Vamos. O chefe quer falar com você.
— É sobre mim? — Kaley perguntou.
— Sim — disse Lucas.
— Deixe-me encontrar com ele.
— Não. — eu disse rapidamente. — Fique aqui. Eu voltarei.
Ela franziu a testa, mas não disse nada. Lucas olhou para ela por um segundo e depois saímos da sala juntos, indo em direção ao escritório de Arturo.
— Garota interessante. — comentou Lucas.
— Sim. — eu disse. — Desafiadora.
— Essa é uma maneira de colocar as coisas.
Andamos em silêncio até chegarmos ao escritório de Arturo.
Lucas bateu e depois abriu a porta.
O escritório estava tão bem mobiliado como em qualquer outro lugar da casa. O próprio Arturo estava sentado atrás de sua grande mesa de madeira e gesticulou para as cadeiras para nos sentarmos. Entramos, mas Lucas ficou de pé enquanto eu me sentava.
— Vincent. — disse Arturo. — Ouvi dizer que algo aconteceu hoje.
Arturo foi o chefe da família criminosa de Barone a maior parte de sua vida. Ele era uma lenda na cidade desde que ele levou a família de um grupo criminoso menor para uma das maiores máfias de todo o país. Arturo era bem respeitado e poderoso, apesar disso ter acontecido há muito tempo.
— Sim. — eu disse. — O nome dela é Kaley Kozlov, filha de Anatoli Kozlov, o chefe russo.
— E ela diz que seu filho é seu.
Eu assenti. — Essa é a história dela.
— Ele é?
— Eu não sei. — eu disse honestamente. — Ele pode ser.
Arturo suspirou. — Você enfiou o pau em uma prostituta russa e agora você tem um filho.
Eu me encolhi com a maneira como ele disse isso. Kaley não era uma prostituta, até onde eu sabia. Mas você não corrigia Arturo Barone, não se você fosse esperto.
— Sim senhor.
— Porque ela está aqui?
— Ela acredita que sua família vai tirar seu filho dela porque ele é uma vergonha para eles. Ela está aqui procurando minha proteção.
Arturo assentiu. — Entendo. E você vai oferecer essa proteção?
Eu pisquei, surpreso. — Supus que você estivesse tomando essa decisão, senhor. — eu disse.
— Lucas aqui acredita que seria errado afastar uma mãe necessitada. — disse Arturo. — E eu acredito que ela poderia ser útil. Estamos sempre procurando uma vantagem contra os russos.
Eu assenti. — Prático. Concordo.
— Mas, finalmente, essa é sua decisão. Se você a acolher, pode haver sérias consequências por parte dos russos.
Consequências que você pode ser forçado a pagar.
Eu fiz uma careta, olhando para minhas mãos.
Alex era meu filho?
Era possível. Era muito possível. Quando o segurei, sabia que havia sentido algo dentro de mim. Eu não sabia o que aquilo significava, se é que havia alguma coisa, mas tinha acontecido.
Então havia a garota.
Kaley era todo fogo e beleza. Ela era forte, mas era uma princesa russa, tudo que me ensinaram a não gostar. Eu queria transar com ela, mas não queria criar um filho com ela.
Mas ela poderia ser útil, muito útil. Eu não sabia o que isso significava para mim e para ela, mas poderia ser uma coisa boa para a máfia
Eu não queria o moleque, mas não podia dar as costas a ela, não até ter certeza.
— Eu assumo essa responsabilidade. — eu disse.
Arturo assentiu. — Bom.
— Pelo menos até que tenhamos certeza se é meu filho.
— Claro. — disse Arturo. — Se não for seu filho, nós a enviaremos de volta à família o mais rápido possível com todas as nossas desculpas.
— E se for meu filho?
— Bem. — disse Arturo, sorrindo. — Decidiremos isso quando acontecer. Por enquanto, vamos mantê-la aqui.
Eu levantei-me. — Obrigado, senhor.
— Não estrague tudo, Vince. Mantenha a garota feliz até sabermos mais.
Eu assenti. — Sim senhor.
Lucas virou e saiu, e eu o segui. Ele fechou a porta atrás de nós.
Voltamos para o corredor onde ele parou e me encarou. Ele estava com um olhar sério e eu parei, olhando para ele.
— O que? — Eu perguntei.
Seu rosto se abriu em um grande sorriso. — Parabéns, papai.
— ele disse. — Você tem um filho, porra.
Eu gemi. — Porra.
Ele riu e voltamos para o escritório.
Mas ele estava certo.
Aceitá-la assim era basicamente admitir para mim mesmo que o garoto poderia realmente ser meu. Eu não o queria, nunca me inscrevi para ser pai, mas o fato é que poderia ser meu filho.
E então eu tinha uma responsabilidade com sua mãe linda.
Porra. Essa coisa toda estava uma bagunça.
E Lucas ser um idiota sobre isso não estava ajudando.
Voltamos para o meu escritório, onde estava a Kaley, tinha um nó no meu estômago.
Capítulo Sete
Kaley
Vince voltou ao escritório pouco tempo depois, com o rosto assombrado por alguma coisa. Ele mal olhou para mim quando voltou para sua mesa e, alguns minutos depois, outro homem apareceu na nossa porta.
— Kaley? — ele perguntou.
Eu levantei-me. — O que está acontecendo?
Vince olhou para mim. — Relaxe — ele disse. — Ele está lhe mostrando seu quarto.
— Meu quarto?
— Sim. — disse Vince. — Você vai ficar aqui por um tempo.
Dei um passo em direção a ele, minha boca aberta. — Você está me aceitando?
— Até sair o teste de paternidade.
— Você é o pai. — eu disse. — Você vai ver.
Ele apenas assentiu, seus olhos duros me encarando. Eu queria beijar seus belos lábios, mas me contive.
— Obrigada. — eu disse.
Ele assentiu novamente. Eu me virei e o homem sorriu para mim. — Por aqui.
Ele estava vestido de terno e usava um fone de ouvido, como um agente do serviço secreto. Talvez tenha mais de quarenta anos
e estava começando a ficar calvo. Peguei minha bolsa e me apressei em seguí-lo.
Me levou por alguns corredores, fiquei perdida assim que começamos a andar. Poucos minutos depois, ele parou na frente de uma porta, passou um cartão e abriu.
Entrei e respirei fundo.
O quarto era incrível. Era uma suíte, com uma sala de estar separada, o quarto ficava na parte de trás. Era de longe o quarto mais bonito em que já havia ficado, pelo menos se comparar com de um hotel cinco estrelas, mas provavelmente era melhor.
— O quarto é do seu agrado? — o homem perguntou.
— Sim. — eu disse. — É fantástico.
— Bom. — Ele olhou o relógio. — Alguém estará aqui em breve para que você se estabeleça. — Ele se virou e desapareceu.
Eu fiquei boquiaberta olhando ao redor da sala, deixei minha bolsa cair no sofá. — Estamos seguros, garotinho. — sussurrei para Alex. — Veja, nós temos nosso próprio quarto agora. Papai vai cuidar de nós.
Eu me senti estranha chamando Vince assim. Ele era o pai de Alexei, mas ainda era estranho estar sob sua proteção. Na verdade, ainda pensava nele o tempo todo e não sabia como me sentia sobre o homem. Tudo estava tão confuso na minha mente.
Alex e eu exploramos o lugar e conversamos o tempo todo. Ele parecia tão calmo, surpreendentemente calmo, especialmente
considerando que era um bebê em um lugar novo. Mas provavelmente nem percebeu a diferença.
Eu notei, no entanto. O quarto era enorme e o banheiro anexo era maravilhoso. Tinha uma banheira cheia e um chuveiro, além de todas as superfícies de granito e mármore. Era de longe o lugar mais bonito que eu já havia pisado.
Eu ouvi a porta abrir no outro quarto. — Olá? — a voz de uma mulher chamou.
Fui em direção da sala e vi uma mulher mais velha parada ali, sorrindo para mim. Ela provavelmente estava na casa dos quarenta, com os cabelos escuros em um coque apertado. Usava uma calça social modesta e camisa de botão que parecia pertencer a um catálogo da JCrew ou algo assim.
— Oi — eu disse. — Eu sou Kaley.
— Olá Kaley. Meu nome é Sonya. Fui enviada aqui para ajudar você. — Ela deu um passo em minha direção. — Este pequeno é Alexei?
Eu assenti, sorrindo. — Ele está um pouco cansado agora.
— Tenho certeza. Foi um grande dia para ele. — Ela chegou um pouco mais perto. — Posso?
— Claro. — Entreguei Alexei a ela, e o levou como uma profissional. Por qualquer motivo, confiei nela imediatamente.
Talvez fosse por causa do nome russo, mas era mais provável que fosse pelo modo que se comportava. Parecia muito gentil e prestativa, parecia ser muito boa com Alex.
— Olá, garotinho. — ela disse sorrindo. — Ele é muito fofo.
— Obrigada. — eu disse.
— Então, Kaley, estou aqui para ajudá-la a se instalar, mas também vou ajudá-la a cuidar do pequeno Alex aqui.
Eu parei no meu caminho. — O que?
— Não se preocupe. — ela disse, sorrindo. — Sou uma babá profissional. Normalmente ajudo na creche, mas eles me designaram para você por enquanto.
— Não preciso de ajuda. — disse.
— Tenho certeza de que não, querida, mas este é um lugar incrível e você estará ocupada.
— Eu estou bem. — eu disse novamente. — Eu posso cuidar aqui do Alexei.
— Bem. — Ela sorriu e me entregou Alex, sentindo claramente meu desconforto. — Deixe-me mostrar algumas coisas.
— Ela pegou um pequeno pacote, assim como quando você chega num hotel.
— Este é o seu cartão-chave. Não perca. Se a chave abrir uma porta, você poderá entrar. Se não, você não pode. Simples, certo? — Eu assenti, franzindo a testa. Eles realmente me deixariam passear pelo prédio?
— Em seguida o menu de comida. Você liga para o serviço de quarto, pede o que quiser e a equipe o informará. Assim como em um hotel, exceto que você não precisa pagar nada.
— Isso é serio? — Eu perguntei. — Você não está brincando?
— De modo nenhum. Traremos um berço para Alex, algumas fraldas, realmente o que você precisar.
— Isso seria incrível — eu disse.
— Você está amamentando?
Eu assenti.
— Bom — ela disse. — Então você não precisa de fórmula.
Aqui está um mapa. Praticamente nada está fora dos limites. Há muito o que fazer, então fique à vontade para explorar.
— Sonya — eu disse, — O que diabos é esse lugar?
Ela riu sorrindo. — Eu sei, é estranho né?
— É mais parecido como um resort, do que como um complexo da máfia.
Ela riu, balançando a cabeça. — Eu sei, eu sei. Eu gosto de como você é direta.
Eu Corei. — Desculpa. Todo mundo sabe disso, certo?
— Claro. — Ela deu de ombros, olhando através dos papéis.
— Não sei por que esse lugar se tornou desse jeito. Acho que, como os homens têm trabalhos tão difíceis, a família queria um lugar para todos se sentirem seguros e relaxados.
— Eu acho que isso faz sentido.
— Além disso, os Barones gostam de mostrar sua riqueza.
Que maneira melhor do que mimar cada hóspede que entra pela porta?
Eu assenti novamente. Fazia sentido, mas ainda era demais.
Apenas algumas horas atrás eu estava preocupada com a