• Nenhum resultado encontrado

Kaley

Ele era tão frustrante.

Eu nunca conheci um homem que achasse que era só chegar e me agarrar. Talvez porque era a filha protegida de um mafioso russo assustador, mas ainda assim. Vince era totalmente diferente de qualquer um que já conheci.

Ele deixou claro o que queria, e cada palavra suja enviada deixava minha boceta encharcada. Mesmo quando ele me tocou, não pude deixar de me sentir animada. Gostei quando simplesmente caminhou e agarrou minha bunda enquanto olhava nos meus olhos. Me deixou louca que estava me empurrando dessa maneira, pressionando meus botões, vendo quais eram meus limites.

Aquele homem era um mistério total para mim. Um segundo estava me trazendo sob sua proteção e no outro estava negando que Alex era seu filho. Era tão óbvio que Vince era o pai, e ainda assim ele insistiu no teste de paternidade.

Isso foi bom. Não tenho problema com isso. Entendi sua hesitação, afinal usamos camisinha, mas às vezes os preservativos furam. Especialmente quando você fode tão duro e sujo como Vince.

Suspirei, balançando Alexei, quando houve uma batida na porta. — Entre. — eu gritei.

Sonya abriu a porta e sorriu para mim. — Como estão as coisas? — ela me perguntou.

— Estamos bem — eu disse. — Ele estava um pouco agitadopela manhã.

Ela se aproximou e sentou-se ao meu lado. — Já o alimentou?

Eu assenti. — E arrotou e mudei ele já.

Ela riu. — Carinha saudável. E tão bonzinho.

— Ele não estava bem ontem à noite — murmurei. — Me manteve acordada a noite toda.

— Você quer uma folga? Eu posso levá-lo enquanto você tenta tirar uma soneca.

Mordi meu lábio. — Não. Tudo bem.

Ela sorriu para mim. — Desista, querida. Poucas mães solteiras recebem esse tipo de ajuda no começo.

— Eu sei — eu disse. — É que eu realmente não te conheço.

E tudo isso é tão estranho e novo.

Ela assentiu. — Compreendo. Ajudaria se você me conhecesse um pouco?

— Sim, eu acho.

Ela sorriu, olhando para Alex. — Bem, eu tenho cinquenta e cinco anos. Meu pai era um imigrante russo e minha mãe era uma polonesa de segunda geração. Eu cresci aqui na cidade. Meu pai era um comerciante e minha mãe trabalhava como costureira.

— História clássica de imigrantes. — eu disse, rindo.

Ela sorriu. — Foi mesmo. Tive uma boa infância, casei-me aos 22 anos e tive três filhos.

— Onde eles estão agora?

— Bem, dois estão morando em cidades diferentes. Jason, meu filho mais velho, é cozinheiro em Los Angeles. Russ, meu filho mais novo, é consultor financeiro na Filadélfia.

Eu ri. — Uau. Você deve estar orgulhosa. Mas você disse que tinha três?

Ela assentiu, ainda sorrindo, mas havia uma tristeza nela. — Eu tive uma garotinha, Missy. Ela morreu quando era apenas um bebê.

— Me desculpe.

— Está tudo bem. Quando Missy morreu, entrei no setor de puericultura em período integral. Eu estava trabalhando meio período, mas decidi me dedicar a ajudar os pais, porque não queria que ninguém se sentisse assim.

— Como você acabou aqui?

Ela riu. — Trabalhando para mafiosos? Bem, eu estava cuidando do Lucas, na verdade. Eu não sabia quem eram os Barones naquela época, é claro. Mas quando eles construíram este lugar, eles me pediram para vir trabalhar para eles. — Ela sorriu e deu de ombros. — Eles ofereceram muito dinheiro. Eu não podia dizer não na época, e aqui estou hoje.

— Como você acabou cuidando de Lucas?

— Indicação — ela disse. — Os clientes recomendaram que os Barones me contratassem, e o resto é história.

Eu assenti. Eu gostava que ela fosse mãe e, embora eu odiasse que ela tivesse perdido um filho, isso me fez gostar mais dela. Eu não conseguia imaginar a dor de perder um bebê, e foi realmente incrível da parte dela dedicar sua vida a estar perto de crianças.

— Quer segurá-lo? — Eu perguntei.

— É claro — ela disse, sorrindo.

Entreguei Alex e ela o balançou um pouco.

— Um menino tão bonito — ela disse suavemente em russo.

— Obrigada — eu disse a ela em russo.

— É um prazer — ela respondeu em russo.

Eu olhei para cima quando houve outra batida na porta. Sonya sorriu. — Você ficou popular hoje.

— Sinto que sei quem é esse. — Levantei-me e caminhei ate a porta, abrindo a.

Vince sorriu para mim. — Pronta? — ele perguntou.

— Para quê?

— Sua turnê.

Eu olhei para Sonya e ela sorriu para mim. — Vá — ela disse.

— Divirta-se. Eu ficarei bem com ele.

— E se algo acontecer? — Eu perguntei a ela.

— Nada vai acontecer.

— Se acontecer? Você pode me ligar?

— Vou enviar a equipe para buscá-la imediatamente. Mas não se preocupe.

Suspirei e me virei para Vince. — Ok, você me convenceu.

Vamos lá.

— Excelente. Sonya. — Ele sorriu e assentiu para ela.

— Divirta-se.

Ele se virou e começou a ir em direção aos corredores, corri para segui-lo, a porta se fechando atrás de nós.

Eu me senti mal por deixar Alex assim. Eu não estava longe dele por mais de alguns minutos desde que ele nasceu. Ninguém queria ajudar a criá-lo em casa, e isso ficou por minha conta.

Eu nunca pensei que me separaria dele. Era tão estranho sair, apenas deixá-lo aos cuidados de alguém que eu mal conhecia. Mas confiei em Sonya e gostei que ela falasse com ele em russo e polonês embora eu mal falasse a língua.

Eu tinha certeza de que os Barones a escolheram porque ela me deixaria à vontade, embora isso provavelmente devesse me deixar um pouco paranoica, de alguma forma isso não me incomodou. Porque eu gostava dela e confiava nela.

Vince olhou para mim. — Esta tudo bem?

— O que? — Eu perguntei.

— Esta tudo bem por estar longe do seu fardo?

Suspirei, balançando a cabeça. — Na verdade, não. Mas eu não esperava que você entendesse.

— Vamos lá, você vai gostar disso. Tente relaxar, princesa.

— Pare de me chamar assim.

Ele riu e olhou para mim novamente. Havia algo em seu olhar, algo que eu não queria admitir.

Era pura luxúria.

Eu desviei o olhar rapidamente, para os meus pés.

— Por que você não gosta de ser chamada de princesa? — ele perguntou. — É isso que você é, não é?

— Não, de jeito nenhum. Meu pai não era do tipo bajulador.

— Eu conheço seu pai. Ele é um homem com personalidade forte.

— Você já ouviu falar do meu pai, mas não o conhece.

Ele riu. — Verdade. Então, ouvi dizer que seu pai é um homem com personalidade forte. Deve ser, se ele estiver disposto a afastar seu filho.

Eu olhei para ele. Atravessamos o salão principal e saímos pela porta dos fundos, seguindo por um caminho pavimentado. À nossa frente havia uma piscina, e além dela havia estábulos e campos que se estendiam para uma área arborizada.

— Como eu disse, ele está preso no mundo antigo.

— Bem. — disse Vince, — também há um pouco disso aqui.

Mas como você pode ver, sabemos como cuidar de nosso pessoal.

Eu ri, olhando em volta. — Eu tenho que admitir, é muito bom.

— Piscina aqui, estábulos ali. Muitos campos e lugares para passear. Todos os bosques são seguros. Há um riacho e um lago lá também.

— Você faz longas caminhadas pela floresta?

Ele sorriu para mim. — Sim, você me pegou. Nunca fui lá antes.

— E eu aposto que você monta os cavalos o tempo todo.

Ele parou ao lado da piscina e riu. — Me pegou de novo. Eu não ando a cavalo.

— O que você monta, então?

Instantaneamente, me arrependi desse comentário. Aquele olhar em seus olhos retornou, puro desejo. — Eu não monto em nada, mas você montará meu pau grosso até o final disso.

Corei, olhando para longe. — Eu duvido muito disso.

— Por que você tem tanto medo de ser fodida por mim? — ele perguntou suavemente.

— Eu não estou com medo. Só não estou interessada.

— Você está interessada, tudo bem. Eu posso ver isso no seu rosto, o jeito que você olha para mim. Diga a palavra, princesa terei suas costas arqueadas, meu nome nos seus lábios, em questão de segundos.

— É por isso que você me trouxe aqui, para falar sujo comigo? — Eu perguntei. — Porque não está funcionando.

Ele riu e sentou-se em uma cadeira ao lado da piscina. — Não.

Trouxe você aqui porque estou tentando descobrir você.

— Não há nada para descobrir.

— Claro que há. Por que uma garota da máfia russa viria correndo para os italianos?

— Porque você é o pai do meu bebê — eu disse, exasperada.

Ele se inclinou para trás e sorriu para mim. Eu não pude deixar de olhar para seus deliciosos lábios, seus olhos penetrantes.

Ele usava uma camisa justa e calça jeans justa, quase como se o material fosse feito apenas para ele.

— Você continua dizendo isso. E mesmo que seja verdade, ainda não entendi.

— Não havia mais para onde correr — falei. — E não estou perdendo meu bebê.

— Ah, aí está de novo — ele disse, sorrindo. — Aquele fogo.

Deus, isso me deixa tão excitado.

— Você acha sexy querer fazer algo pelo meu filho?

— Eu acho que essa força é sexy. Porra, acho você sexy, por muitas razões.

— E você? — Eu perguntei a ele. — Por que você me deixou entrar, se não acredita que Alexei é seu filho?

— Não posso deixar uma donzela em perigo.

— Eu não sou donzela.

Ele riu. — Você é e não é. Você definitivamente não está desamparada.

— Então, por que me deixou entrar?

Ele inclinou a cabeça. — Você sabe porquê.

— Não, não sei.

— Vamos Kaley. Não finja.

Mordi meu lábio, respirando fundo. — Realmente não sei do que você está falando.

Mas eu sabia. Eu soube pela forma que ele olhou para mim ontem, e eu pude vê-lo . O jeito que ele olhou para o meu corpo, sorriu para mim, tão convencido, tão confiante. Da forma que agarrou minha bunda e sussurrou coisas sujas no meu ouvido.

— Diga — ele ordenou, com mais força. Eu balancei minha cabeça e ele apenas ficou olhando para mim. — Diga, Kaley. Diga isso em voz alta. Por que eu quero que você fique?

Meu coração estava martelando no meu peito, a emoção correndo pela minha boceta. Eu estava pingando apenas pelo seu olhar, o que estava me deixando louca. Eu mal conseguia pensar com aquele olhar intenso.

— Você quer me foder.

Eu não podia acreditar que disse isso em voz alta.

— Está certa — ele disse. — Eu quero outro gosto dessa boceta. Estou pensando em você há meses, desde aquela noite.

— Parece um mau motivo para se arriscar — eu disse.

— Talvez. — Ele se levantou e sorriu para mim. — Vamos continuar nossa pequena turnê?

— Não. — eu disse. — Eu deveria voltar para Alex.

— OK. O que você quiser, princesa.

Mordi meu lábio, olhando para ele. — Essa é realmente a única razão?

Ele deu um passo em minha direção. — Isso te excita?

— Não — eu menti.

— Sim. Faz você pingar. Você ama a ideia de eu me arriscar apenas para ter outro gosto de sua boceta perfeita. Agora você está imaginando como meu pau grosso pode fazer você se sentir, e você o quer muito.

— Não é verdade — eu menti novamente.

— É verdade. Você quer que eu faça seu corpo suar. Você quer gemer meu nome. Admita, Kaley. Essa é a razão de você estar aqui também.

— Estou aqui para o meu filho — eu disse.

Embora eu estivesse me tornando cada vez menos certa disso.

Claro que eu estava lá para proteger Alex. Mas não tinha mais certeza de que esse era o único motivo.

— Vai. Fuja para o seu bebê — ele disse. — Vejo você mais tarde.

— Idiota — eu sussurrei, mas me virei e fui embora.

Meu corpo inteiro estava vibrando com o encontro. A maneira como ele falou comigo, o tom dominante e poderoso, os olhares intensos, tudo foi tão avassalador. Eu nunca conheci alguém como ele, nem mesmo de perto.

E isso me deixou tão excitada, sabendo que ele me queria. Isso me fez ficar molhada e estúpida por ele pensar que poderia ter se arriscado apenas para me foder novamente.

Mas eu tinha que ter cuidado. Vince era perigoso, e os italianos também. Eu ainda era uma estranha, talvez até um inimigo.

Voltei com pressa para dentro da mansão, indo em direção a Alexei. Eu tinha que lembrar que ele era o motivo de eu estar aqui.

Eu não podia ceder ao que meu corpo queria.

Eu estava lá pelo meu filho.

E para não foder o delicioso pai do meu filho.