Boletim
j
Manual de Procedimentos
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Fascículos
a IPI - Beneficiamento -
Tratamento fiscal
a ICMS - Formação de lote de
mercadorias para exportação
ICMS - IPI e Outros
Fascículo N
o36/2014
Pernambuco
/
a
Federal
IPI
Substituição tributária - Regime especial . . . . 01
/
a
Estadual
ICMS
Roteiro prático de operações com tratamento fiscal diferenciado . . . 06
/
a
IOB Setorial
Municipal (Recife)
Notarial - ISSQN - Incidência do imposto na prestação de serviços de registros públicos, cartorários e notariais . . . . 09
/
a
IOB Comenta
Federal
IPI - Simples Nacional - Importação por via terrestre - RTU - Disci-plina . . . . 10
/
a
IOB Perguntas e Respostas
IPI
Conserto - Anulação de crédito fiscal . . . . 11 Responsabilidade solidária - Atribuição . . . . 12 Transportador - Responsabilidade tributária . . . . 12
ICMS/PE
Crédito presumido - Suprimentos de informática - Estabelecimento atacadista - Previsão legal . . . . 12 Isenção - Óleo lubrificante usado ou contaminado - Saídas internas 13
Capa:
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Manual de Procedimentos
ICMS - IPI e Outros
Boletim
jIPI
Substituição tributária - Regime
especial
SUMÁRIO 1. Introdução
2. Responsabilidade por substituição tributária 3. Conceito
4. Competência 5. Pedido 6. Concessão 7. Deferimento
8. Alteração, cancelamento e cassação 9. Nota fiscal - Emissão
10. Furto, roubo, inutilização ou deterioração 11. Arquivamento
12. Importação 13. Modelo
1. IntRodução
A substituição tributária é caracterizada pela atribuição da responsabilidade pelo pagamento do imposto a terceira pessoa que não seja a que tenha realizado o respectivo fato gerador.
Dessa forma, o lançamento do IPI devido na saída dos produtos do estabelecimento fornecedor fica suspenso, devendo ser recolhido em momento futuro, definido pela legislação, pelo adquirente.
O regime de substituição tributária, no âmbito do IPI, é aplicável mediante a concessão de regime especial e tem como objetivo a racionalização e a simplificação das operações realizadas pelo requerente, sem pre- juízo das garantias dos interesses da Fazenda Pública.
Neste texto, examinaremos a forma de operacio-nalização do regime da substituição tributária prevista pela legislação do IPI, com fundamento na Instrução Normativa RFB nº 1.081/2010.
(RIPI - Decreto nº 7.212/2010, art. 26; Instrução Normativa RFB nº 1.081/2010)
2. RESPonSaBIlIdadE PoR SuBStItuIção tRIButáRIa
É responsável como contribuinte substituto o indus- trial ou o equiparado a industrial, mediante requeri-mento, em relação às operações anteriores, concomi-tantes ou posteriores às saídas que promover.
(RIPI/2010, art. 26)
3. ConCEIto
3.1 Contribuinte substituto
É considerado contribuinte substituto o estabeleci- mento industrial ou equiparado a industrial que recebe os produtos saídos do estabelecimento substituído
com suspensão do IPI.
(Instrução Normativa RFB nº 1.081/2010, art. 2º, I)
3.2 Contribuinte substituído
Contribuinte substituído é o estabelecimento industrial ou equiparado a industrial que dá saída a produtos, com suspensão do IPI, para o contribuinte substituto.
(Instrução Normativa RFB nº 1.081/2010, art. 2º, II)
4. CoMPEtênCIa
A concessão, a alteração, o cancelamento e a cassação de regime especial de substituição tributária competem ao Superintendente Regional da Receita Federal do Brasil da jurisdição do contribuinte substituto.
(Instrução Normativa RFB nº 1.081/2010, art. 3º)
5. PEdIdo
O requerimento para a concessão de regime es-pecial será apresentado pelo contribuinte substituto e deverá conter:
a
Federal
É responsável como contribuinte substituto o industrial ou o equiparado a industrial, mediante requerimento,
em relação às operações anteriores, concomitantes ou
posteriores às saídas que promover
a) a descrição das operações envolvendo os contribuintes substituto e substituído, com a discriminação dos produtos e das respectivas alíquotas do IPI, bem como das operações contempladas com benefícios fiscais e regi-mes aduaneiros especiais, se for o caso; b) os modelos do documentário fiscal a ser
utili-zado nas operações, se diverso do previsto na legislação; e
c) o termo de compromisso de substituição tribu-tária, firmado entre os contribuintes substitu-to e substituído, conforme modelo constante do Anexo Único à Instrução Normativa RFB nº 1.081/2010 (veja subitem 5.1).
Deverá constar ainda, do pedido, a informação de que o contribuinte substituto ou substituído já goza de uma dessas condições em outra etapa da cadeia produtiva, se for o caso, observando-se que será apre-sentado um pedido para cada contribuinte substituído. O pedido será formalizado mediante processo protocolizado na unidade local da Secretaria da Receita
Federal do Brasil (RFB) com jurisdição sobre o domicílio fiscal do requerente, a qual o encaminhará à Superin-tendência Regional da Receita Federal (SRRF), após verificar se o requerimento está corretamente instruído.
Quando o regime envolver alteração na sistemá-tica de emissão e de escrituração de documentos e livros fiscais, o pedido deverá conter a aprovação da Secretaria da Fazenda da Unidade da Federação que jurisdicione os estabelecimentos do contribuinte substituto e do contribuinte substituído.
Nesse caso, o pedido de alteração na sistemática de emissão e escrituração de documentos e livros fiscais deve preceder ao pedido do regime especial de substituição tributária.
(Instrução Normativa RFB nº 1.081/2010, art. 4º)
5.1 tC - Modelo
Veja, a seguir, modelo do Termo de Compromisso, constante do Anexo Único à Instrução Normativa RFB nº 1.081/2010:
ICMS - IPI e Outros
Manual de Procedimentos
5.2 Responsabilidade pelas informações
As informações apresentadas pelo contribuinte substituto são de sua inteira responsabilidade, não ocorrendo, por ocasião do deferimento pela autoridade administrativa, a convalidação das informações, princi-palmente quanto à classificação fiscal e à alíquota do IPI referentes aos produtos objeto do regime especial.
(Instrução Normativa RFB nº 1.081/2010, art. 5º)
6. ConCESSão
Na análise do pedido de concessão do regime especial, serão verificados:
a) a regularidade fiscal das pessoas jurídicas a que pertencem o contribuinte substituído e o substituto, relativamente a impostos e contri-buições administrados pela RFB;
b) se a concessão do regime resultará em racio-nalização e simplificação das operações rea-lizadas pelo requerente, sem prejuízo das ga-rantias dos interesses da Fazenda Pública; c) se os produtos remetidos pelo contribuinte subs-
tituído ao contribuinte substituto serão aplica-dos por este na industrialização de produtos tri-butados pelo IPI, ainda que isentos, sujeitos à alíquota zero ou destinados à exportação; d) se os produtos sairão do contribuinte
substi-tuto com débito do imposto, na hipótese de substituto equiparado a industrial;
e) o cumprimento das obrigações relativas à al-teração na sistemática de escrituração e de emissão de documentos fiscais, quando for o caso, mencionadas nos §§ 4º e 5º do art. 4º da Instrução Normativa RFB nº 1.081/2010; e f) relativamente aos produtos intermediários a
serem recebidos com suspensão do IPI pelo contribuinte substituto, se, sem o regime, esse contribuinte poderia aproveitar o crédito do imposto referente àquelas aquisições, em con-formidade com a legislação.
No caso de não atendimento aos requisitos des-critos nas letras “a” a “f”, a autoridade competente para a análise do pedido poderá, antes do indeferi-mento, intimar o requerente a regularizar a situação no prazo de até 30 dias, contados da data da ciência do interessado.
Transcorrido o prazo fixado sem que haja a regu-larização, o pedido será indeferido.
(Instrução Normativa RFB nº 1.081/2010, art. 6º)
7. dEFERIMEnto
Deferido o pedido, será expedido ato declarató-rio executivo de concessão do regime especial de substituição tributária, publicado na Seção 1 do Diário Oficial da União (DOU), que deverá conter, no mínimo:
a) a fundamentação legal da concessão; b) a indicação do número do processo;
c) a identificação dos contribuintes substituído e substituto abrangidos pelo regime especial; d) o prazo da concessão;
e) as operações em relação às quais haverá substituição tributária, indicando-se a utiliza-ção dos produtos abrangidos pelo regime; e f) o documentário fiscal a ser utilizado nas
ope-rações, se diverso do previsto na legislação. Deverá ser juntada ao respectivo processo cópia reprográfica da página do DOU em que for publicado o ato declaratório executivo.
Será dada ciência da concessão do regime espe-cial aos contribuintes substituto e substituído.
Do indeferimento do pedido de regime especial não cabe recurso ou manifestação de inconformidade. Os atos referentes aos despachos de indeferimento não serão publicados no DOU, devendo ser dada ciência ao interessado.
A autoridade competente para deferir o pedido poderá permitir que o contribuinte seja, na mesma cadeia produtiva, substituído e substituto.
(Instrução Normativa RFB nº 1.081/2010, arts. 7º, 8º e 14)
8. altERação, CanCElaMEnto E CaSSação
O regime especial poderá ser alterado de ofício ou a pedido ou ser cancelado a pedido.
A alteração e o cancelamento do regime especial: a) poderão ser pleiteados pelo contribuinte subs-tituto ou pelo contribuinte substituído e segui-rão os trâmites do pedido original;
b) deverão constar do mesmo processo em que foi analisado o requerimento inicial;
c) serão efetuados por meio de ato declaratório executivo publicado no DOU; e
d) serão informados aos contribuintes substituto e substituído, mediante ciência aos interessados. A solicitação de alteração deverá ser acompa-nhada de novo termo de compromisso.
A solicitação de cancelamento deverá ser previa-mente comunicada pelo requerente à outra parte do termo de compromisso.
Do indeferimento do pedido de alteração e da alteração de ofício não cabe recurso ou manifestação de inconformidade.
A cassação do regime poderá ser aplicada quando: a) o contribuinte substituto não observar a cor-reta destinação dos produtos recebidos com suspensão do IPI;
b) for verificado que os produtos não saem do contribuinte substituto com débito do IPI, na hipótese de substituto equiparado a industrial; c) ocorrer a inadimplência do contribuinte subs-tituto relativamente ao IPI incidente sobre os produtos abrangidos pelo regime; e
d) o contribuinte substituído ou o contribuinte subs-tituto deixar de atender à regularidade fiscal de que trata o inciso I do art. 6º da Instrução Nor-mativa RFB nº 1.081/2010, após a concessão do regime, caso em que serão intimados para que regularizem a situação, e em caso de não aten-dimento à intimação ou de não regularização no prazo eventualmente fixado. A apresentação de razões consideradas inconsistentes impli-cará a cassação do regime especial.
O procedimento de cassação do regime observará os requisitos previstos nos incisos II a IV do art. 9º da Instrução Normativa RFB nº 1.081/2010, quais sejam:
a) deverá constar do mesmo processo em que foi analisado o requerimento inicial;
b) será efetuado por meio de ato declaratório executivo publicado no DOU; e
c) será informado aos contribuintes substituto e substituído, mediante ciência aos interessados. O servidor da RFB que verificar a ocorrência das circunstâncias relacionadas à cassação do regime es-pecial deverá comunicar o fato à unidade de jurisdição do contribuinte substituto ou do contribuinte substituído.
A unidade da RFB que receber a comunicação deverá encaminhá-la à SRRF, que intimará os contribuin-tes substituto e substituído a prestarem esclarecimentos quanto aos fatos objeto da mencionada comunicação.
A cassação do regime se aplicará a partir da data em que:
a) o contribuinte substituto não observar a cor-reta destinação dos produtos recebidos com suspensão do IPI;
b) for verificado que os produtos não saem do contribuinte substituto com débito do IPI, na hipótese de substituto equiparado a industrial;
c) ocorrer a inadimplência do contribuinte subs-tituto relativamente ao IPI incidente sobre os produtos abrangidos pelo regime; e
d) for publicado o ato declaratório executivo de cassação, no caso de o contribuinte substituí-do ou o contribuinte substituto deixar de aten-der à regularidade fiscal de que trata o inci-so I do art. 6º da Instrução Normativa RFB nº 1.081/2010, após a concessão do regime. A cassação do regime implica o pagamento do imposto suspenso e dos acréscimos legais relativa-mente aos fatos geradores ocorridos a partir da ocor-rência daqueles descritos nas letras “a” a “c” anteriores: a) pelo contribuinte substituto nas hipóteses das
letras “a” e “b”;
b) solidariamente, pelos contribuintes substituto e substituído, na hipótese da letra “c”.
Da cassação do regime não cabe recurso ou manifestação de inconformidade.
O contribuinte cujo regime for cassado somente poderá solicitar novo regime depois de 2 anos, contados da data de publicação do ato declaratório executivo de cassação.
(Instrução Normativa RFB nº 1.081/2010, arts. 9º a 12)
9. nota FISCal - EMISSão
Os produtos remetidos ao contribuinte substituto sairão com suspensão do imposto e, na nota fiscal emi- tida pelo substituído, deverá constar a expressão: “Saída com suspensão do IPI - ADE nº XXXXX, de XX/XX/XXXX, DOU de XX/XX/XXXX” (veja exemplo no item 13).
É vedado o destaque do IPI suspenso, devendo seu valor ser indicado na nota fiscal, no campo “Informações Complementares” do quadro “Dados Adicionais”, e não poderá ser utilizado como crédito fiscal pelo adquirente.
(Instrução Normativa RFB nº 1.081/2010, art. 13)
10. FuRto, RouBo, InutIlIzação ou dEtERIoRação
Caso os produtos sujeitos ao regime especial sejam furtados ou roubados, inutilizados ou deteriora-dos ou, ainda, objeto de qualquer outro caso fortuito que impossibilite seu uso no processo produtivo do contribuinte substituto, este ficará responsável pelo pagamento do imposto suspenso.
ICMS - IPI e Outros
Manual de Procedimentos
11. aRquIvaMEnto
O processo de concessão do regime especial de substituição tributária será arquivado por tempo indeter-minado enquanto for válida a concessão.
(Instrução Normativa RFB nº 1.081/2010, art. 16)
12. IMPoRtação
O regime especial de substituição tributária não se aplica ao imposto devido no desembaraço aduaneiro de produtos de procedência estrangeira.
(Instrução Normativa RFB nº 1.081/2010, art. 17)
13. ModElo
A seguir, reproduzimos modelo de Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe) com exemplo de operação amparada por regime especial de substituição tributária.
ICMS
Roteiro prático de operações com
tratamento fiscal diferenciado
SUMÁRIO
1. Considerações iniciais 2. Penalidades
3. Jurisprudência
1. ConSIdERaçõES InICIaIS
Todas as operações que envolvem mercado- rias devem estar acobertadas por documento fiscal
idôneo emitido por contribuinte em situação fiscal regular.
A legislação do ICMS determina que os dispositivos que concedem benefícios fiscais às operações (isen-ção, redução de base de cálculo, crédito presumido etc.) devem ser mencionados no campo “Informações Complementares” da Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A.
Assim, apresentamos neste procedimento um roteiro prático com as principais operações realizadas no âmbito do ICMS, fundamentado no RICMS-PE/1991.
a
Estadual
Natureza da
operação Tributação Regras a observar Dispositivos legais que devem constar da nota fiscal (Saídas)CFOP Amostra grátis ICMS: isenção. Deverão ser observadas as
condi-ções para fruição desse benefício prevista na legislação do ICMS.
ICMS - isenção: RICMS-PE/1991,
art. 9º, XXXIII. 5.911/6.911 Armazém-geral ICMS: não incidência nas
ope-rações internas e tributadas nas operações interestaduais.
ICMS - não incidência (na re-messa e no retorno): RICMS--PE/1991, art. 7º, VI.
5.106/6.106/7.106 5.905/6.905 5.906/6.906 5.907/6.907 Arrendamento mercantil (lea-sing)
ICMS: não incidência na
re-messa a esse título. ICMS - não incidência na re-messa: RICMS-PE/1991, art. 7º, V.
5.949 Áreas de Livre
Comércio (ALC) ICMS: isenção. ICMS: a relação dos municípios per-tencentes à ALC encontra-se no RI-CMS-PE/1991, art. 693, II e III.
ICMS - isenção:
RICMS--PE/1991, art. 693. 6.1096.110 Alienação de
bens do Ativo Imobilizado
ICMS: base de cálculo
reduzi-da nas saíreduzi-das. Deverão ser observadas as condi-ções para fruição desse benefício prevista na legislação do ICMS.
ICMS - base de cálculo
reduzi-da: RICMS-PE/1991, art. 24, II. 5.551/6.551 Brindes ICMS: tributação normal nas
aquisições e na distribuição. ICMS: nota fiscal emitida nos termos do RICMS-PE/1991, arts. 455 a 462.
5.910/6.910 Conserto,
revi-são ou limpeza ICMS: suspensão na remessa e no retorno. Obs.: Incidência nas opera-ções interestaduais, quando o retorno for tributado, na forma do RICMS-PE/1991, art. 11, § 7º.
ICMS - suspensão na remessa e no retorno: RICMS-PE/1991, art. 11, IV e V.
5.915/6.915
Consignação
in-dustrial ICMS/IPI: operação tributada. ICMS: observar as regras do Protoco-lo ICMS nº 52/2000. 5.111/6.1115.112/6.112 5.917/6.917 5.918/6.918 5.919/6.919
ICMS - IPI e Outros
Manual de Procedimentos
Natureza da
operação Tributação Regras a observar Dispositivos legais que devem constar da nota fiscal (Saídas)CFOP C o n s i g n a ç ã o
mercantil ICMS/IPI: operação tributada. ICMS: observar as regras do Ajuste Sinief nº 2/1993 e do art. 153 da Porta-ria SF nº 393/1984. 5.113/6.113 5.114/6.114 5.115/6.115 5.917/6.917 5.918/6.918 5.919/6.919 Demonstração ICMS: suspensão nas
opera-ções internas e incidência nas interestaduais, quando o retor-no for tributado, na forma do RICMS-PE/1991, art. 11, § 7º.
ICMS: a suspensão está condiciona-da ao retorno condiciona-da mercadoria ao reme-tente no prazo de 60 dias (contado da saída).
ICMS - suspensão:
RICMS--PE/1991, art. 11, IX, “b”. 5.912/6.9125.913/6.913
Depósito
fecha-do ICMS: não incidência (na re-messa e no retorno) nas ope-rações internas e incidência nas operações interestaduais.
ICMS - não incidência na re-messa ou no retorno, RICMS--PE/1991, art. 7º, VI.
5.905/6.905 5.906/6.906 5.907/6.907 Devolução ICMS: operação tributada ou
amparada por benefício fiscal, se for o caso.
ICMS: deverá ser observado o mes-mo tratamento tributário em vigor por ocasião da saída da mercadoria do estabelecimento remetente. Deve-se anotar no documento fiscal de devo-lução o motivo dessa ocorrência. Observar no RICMS-PE/1991, arts. 677 a 687.
5.201/6.201/7.201 5.202/6.202/7.202
Doação ICMS/IPI: operação tributada. ICMS: alguns casos estão
beneficia-dos por isenção. 5.910/6.910
Drawback ICMS: isenção por prazo
inde-terminado. ICMS: a isenção está condicionada à suspensão do pagamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação (II).
ICMS: isenção conforme RICMS-PE/1991, art. 9º, LXX-XIII, “b”.
3.127 7.127 7.211 Exportação ICMS: não incidência e
manu-tenção de créditos. ICMS: aplica-se a não incidência às exportações por meio de empresas exportadoras.
ICMS - não incidência:
RICMS--PE/1991, art. 7º, II, “b”. 5.503/6.5037.501 5.502/6.502 5.501/6.501 Exposição e
fei-ra de amostfei-ra ICMS: suspensão (na remessa e no retorno) nas operações internas e incidência nas in-terestaduais, quando o retor-no for tributado, na forma do RICMS-PE/1991, art. 11, § 7º.
ICMS: suspensão condicionada ao re-torno da mercadoria ao remetente no prazo de 60 dias.
ICMS - suspensão:
RICMS-PE/1991, art. 11, IX, “b”. 5.914/6.914
Importação ICMS: operação normalmente tributada.
Obs.: Verificar na legislação se a operação realizada não está contemplada por benefí-cio fiscal.
ICMS: o fato gerador ocorre no de-sembaraço aduaneiro.
Contribuinte é todo aquele que impor-tar bens, ainda que sem habitualida-de.
A base de cálculo é o valor constante do documento de importação, acres-cido do IPI e do Imposto de Impor-tação, do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), de outros impostos, taxas e contribuições (PIS/Cofins etc.) e das despesas aduaneiras. O ICMS integra a própria base de cálculo e deverá ser calculado pela alíquota interna.
No campo “Informações Com-plementares” da Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, deverão ser informados a repartição que li-berou a mercadoria e os núme-ros e as datas dos documentos correspondentes.
3.101 3.102
Industrialização ICMS:
a) nas operações internas: - suspensão na remessa; - incidência sobre o valor agregado (retorno);
b) incidência nas operações interestaduais, quando o retor-no for tributado, na forma do RICMS-PE/1991, art. 11, § 7º.
ICMS: a suspensão está condicionada ao retorno dos produtos industrializa-dos no prazo de 180 dias (prorrogável por igual período a critério do Fisco). Ocorre a tributação sobre o valor adi-cionado (mercadorias e mão de obra) na operação interna.
ICMS:
a) nas operações internas: - suspensão na remessa: RICMS-PE/1991, art. 11, II, “b”; - incidência sobre o valor agre-gado: RICMS-PE/1991, art. 11, XI;
b) nas operações interesta-duais: - suspensão: RICMS-PE/1991, art. 11, IV. 5.901/6.901 5.902/6.902 5.122/6.122 5.123/6.123 5.124/6.124 5.208/6.208 5.925/6.925 5.924/6.924 5.125/6.125 5.903/6.903
Natureza da
operação Tributação Regras a observar Dispositivos legais que devem constar da nota fiscal (Saídas)CFOP Locação de
bens ICMS: não incidência na re-messa e no retorno, desde que os bens retornem ao re-metente.
ICMS - não incidência:
RICMS--PE/1991, art. 7º, IV. 5.949/6.949 Lojas francas ICMS: isenção na
comerciali-zação. ICMS - isenção: RICMS--PE/1991, art. 9º, CXXXIX. 5.101/5.102 Modelos,
mol-des, matrizes ICMS: suspensão nas inte-restaduais. Haverá incidência quando o retorno for tributado, na forma do RICMS-PE/1991, art. 11, § 7º.
ICMS: a suspensão deverá ocorrer no prazo máximo de 180 dias (contado da saída efetiva da mercadoria).
ICMS - suspensão nas opera-ções interestaduais: RICMS--PE/1991, art. 11, XII.
5.554/6.554
Substituição
tri-butária ICMS/IPI: operação normal-mente tributada. ICMS: verificar as hipóteses de aplica-ção desse regime. Verificar no RICMS-PE/1991 e no De-creto nº 19.528/1996 as normas so-bre a responsabilidade solidária pelo cumprimento das obrigações tributá-rias. 5.412/6.412 5.411/6.411 5.410/6.410 5.413/6.413 5.408/6.408 5.409/6.409 5.415/6.415 5.414/6.414 5.405 5.403/6.403 6.404 5.401/6.401 5.402/6.402 Sucata ICMS: diferimento nas
opera-ções internas. ICMS: observar os procedimentos previstos no RICMS-PE/1991, arts. 13, XII, e 628.
5.949/6.949 Vasilhames,
re-cipientes ou em-balagens
ICMS: isenção. ICMS: a isenção está condicionada ao retorno desses bens ao estabele-cimento remetente.
ICMS - isenção (na remessa e no retorno): RICMS-PE/1991, art. 9º, XLI e XLII.
5.920/6.920 5.921/6.921 Venda à ordem ICMS: incidência normal (se
houver a emissão de nota fis-cal de simples faturamento, o ICMS não poderá ser destaca-do nesse destaca-documento fiscal, e sim no de remessa).
ICMS: emissão facultativa de simples
faturamento. ICMS: RICMS-PE/1991, art. 669. 5.923/6.9235.119/6.119 5.120/6.120 5.118/6.118 Venda para
en-trega futura ICMS: incidência normal (se houver a emissão de nota fis-cal de simples faturamento, o ICMS não poderá ser destaca-do nesse destaca-documento fiscal, e sim no de remessa).
ICMS: emissão facultativa de simples
faturamento. ICMS: RICMS-PE/1991, art. 669. 5.922/6.9225.117/6.117 5.116/6.116
Venda fora do
estabelecimentoICMS:a) interestadual - operação normalmente tributada; b) interna: observar as regras previstas nas Portarias SF nºs 266/1994 e 343/1994.
ICMS: observar o RICMS-PE/1991,
arts. 670 a 673. 5.103/6.1035.104/6.104
5.904/6.904
Zona Franca de
Manaus (ZFM) ICMS: isenção. ICMS: o benefício é aplicável nos casos de remessa de produtos para a ZFM destinados à comercialização ou industrialização em seu território. Excluem-se do benefício: açúcar de cana, armas e munições, perfumes, fumo, bebidas alcoólicas e automó-veis de passageiros.
ICMS - isenção: RICMS--PE/1991, arts. 9º, LXXVI, 690 a 696.
6.110 6.109
2. PEnalIdadES
O estabelecimento que realizar operação beneficiada com tratamento tributário diferenciado, conforme mencionado anteriormente, deverá emitir nota fiscal contendo, além dos requisitos exigidos pela legislação, a referência legal a qual ampara tal tratamento. Esta observação deverá constar no campo “Informações Com-plementares”.
ICMS - IPI e Outros
Manual de Procedimentos
Neste sentido, a legislação pernambucana prevê que constitui infração à legislação tributária estadual toda ação ou omissão, voluntária ou involuntária, que importe inobservância, por parte de pessoa natural ou jurídica, de norma estabelecida por lei, decreto ou atos administrativos de caráter normativo, destinados a complementá-los.
Desta forma, o contribuinte que omitir ou indicar incorretamente dados em documento de informação econômico-fiscal estará sujeito à multa de 70 Ufir por documento.
Nota
A Lei nº 11.922/2000 estabelece os procedimentos para fins de conver-são de quantitativos expressos em Unidade Fiscal de Referência (Ufir), ex-tinta pelo Governo federal, para o Real, bem como a atualização dos valores obtidos com base na variação acumulada do Índice de Preços ao Consumi-dor Amplo (IPCA), da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou outro que vier a substituí-lo.
(Lei nº 11.514/1997, arts. 1º e 10, IV, “b”)
3. JuRISPRudênCIa
Transcrevemos a seguir decisão do Tribunal Administrativo Tributário do Estado (Tate) que dispõe, dentre outros assuntos, sobre a omissão de indica-ções na nota fiscal.
TATE 15.114/97-0. ACÓRDÃO 1ª TJ nº 0095/2001(01) EMENTA: 1. ICMS. AUTO DE APREENSÃO. 2. NOTA FIS-CAL INIDÔNEA POR OMITIR INDICAÇÕES E CONTER DECLARAÇÃO INEXATA. MERCADORIA EM QUANTIDADE INCOMPATÍVEL COM AQUISIÇÃO PARA CONSUMIDOR FINAL. 3. DEFESA QUE NÃO LOGROU PROVAR QUE O ICMS HAVIA SIDO RECOLHIDO ANTECIPADAMENTE. BASE DE CÁLCULO COMPATÍVEL COM O VALOR DO PRODUTO, NO VAREJO, NA PRAÇA ONDE SE DEU A APREENSÃO. A 1ª TJ/TATE, no julgamento do processo acima identificado, ACORDA, unânime, em julgar proce-dente o mesmo para condenar o Autuado e o Obrigado Solidário, acima identificados, ao pagamento de ICMS no valor de R$1.045,50 e da multa cominada no art. 745 inc. XXV do dec. 14.876/91, acrescidos de juros e correção, na forma da lei.
N
a
IOB Setorial
MunICIPal (RECIFE)
Notarial - ISSQN - Incidência do
imposto na prestação de serviços
de registros públicos, cartorários e
notariais
A Constituição Federal de 1988 (CF/1988), em seu art. 236, atribuiu tratamento igualitário aos serviços notariais e de registro e dispôs que esses serviços são exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público.
No âmbito constitucional, é competência pri-vativa da União legislar sobre registros públicos, conforme o art. 22, XXV, sendo, dessa forma, a Lei federal nº 8.935/1994 regulamentadora do art. 236 da Constituição, que dispõe sobre os serviços notariais e de registro.
As atividades notariais foram enquadradas como prestações de serviços tributáveis pelo Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), cuja com-petência, para instituição e cobrança, pertence aos
municípios, por força do que dispõe a Constituição Federal em seu art. 156, III.
No item 21 da lista de serviços constante do art. 102 do Código Tributário do Município do Recife, aprovado pela Lei nº 15.563/1991, estão previstos os serviços de registros públicos, cartorários e notariais.
A incidência do Imposto Sobre Serviços (ISS) referente aos mencionados serviços foi contestada no Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 3.089, com base nos seguintes argumentos:
a) os serviços notariais e de registro são públi-cos, exercidos em caráter privado, por dele-gação do Poder Público (CF/1988, art. 236); b) os serviços públicos, específicos e divisíveis,
são remunerados por meio de taxa, que é es-pécie de tributo (CF/1988, art. 145, II);
c) o ISS, pela sua natureza jurídica, somente po-deria incidir na prestação de serviço de direito privado;
d) em alguns Estados, os serviços notariais e de registro são estatizados, como na Bahia e no
Acre, com base no art. 32 do Ato das Disposi-ções Constitucionais e Transitórias (ADCT) da CF/1988; e
e) os municípios e o Distrito Federal não pode-riam instituir imposto sobre serviço público (mesmo que prestado em caráter privado, por delegação), uma vez que este continua sendo público, passível de cobrança de tributo (taxa) pelos Estados, pois essa cobrança feriria o princípio constitucional da imunidade recípro-ca (CF/1988, art. 150, VI, “a”).
Contudo, o STF, ao julgar a ADI nº 3.089, entendeu, por maioria de votos, que a incidência do ISS sobre a prestação dos serviços descritos anteriormente não fere a Constituição Federal, com o argumento de que o serviço notarial e de registro é uma atividade estatal delegada, explorada economicamente por particular, mas, enquanto atividade privada, é um serviço sobre o qual nada impede a incidência do ISS.
(Lei Complementar nº 116/2003, lista de serviços, item 21; CTM-Recife/1991, art. 102 e item 21)
N
a
IOB Comenta
FEdERal
IPI - Simples Nacional - Importação
por via terrestre - RTU - Disciplina
A microempresa, optante pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribui-ções devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), poderá aderir ao Regime de Tributação Unificada (RTU) na forma da
legislação de regência que envolve essa tributação, conforme segue:
a) Lei nº 11.898/2009 - institui o Regime de Tributação Unificada (RTU) na importação, por via terrestre, de merca-dorias procedentes do Paraguai;
b) Decreto nº 6.956/2009 - regulamenta o disposto na Lei nº 11.898/2009, que instituiu o RTU; e
c) Instrução Normativa RFB nº 1.245/2012 - dispõe sobre os procedimentos de controle aduaneiro relativos à apli-cação do RTU.
ICMS - IPI e Outros
Manual de Procedimentos
O RTU, a que se referem a Lei nº 11.898/2009 e o Decreto nº 6.956/2009, permite a importação, por via terrestre, de mercadoria procedente do Paraguai pela fronteira, entre os municípios de Ciudad del Este/ Paraguai e Foz do Iguaçu/Brasil, e é aplicado com observância do disposto na Instrução Normativa RFB nº 1.245/2012.
Para efeitos fiscais, consideram-se empresas microimportadoras a microempresa optante pelo Simples Nacional e o empresário individual a que se refere o art. 966 da Lei n º 10.406/2002 (Código Civil), ambos nos termos da Lei Complementar nº 123/2006, que possuam:
a) situação ativa no Cadastro Nacional da Pes-soa Jurídica (CNPJ); e
b) responsável habilitado no RTU.
O RTU será aplicado exclusivamente em relação às mercadorias relacionadas no Anexo ao Decreto nº 6.956/2009.
Além disso, é vedada a importação ao amparo do RTU de quaisquer mercadorias que não sejam destinadas ao consumidor final, bem como de armas e munições, fogos de artifícios, explosivos, bebidas, inclusive alcoólicas, cigarros, veículos automotores em geral e embarcações de todo tipo, inclusive suas partes e peças, medicamentos, pneus, bens usados e bens com importação suspensa ou proibida no Brasil.
O optante pelo RTU não fará jus a qualquer be-nefício fiscal de isenção ou de redução do imposto, bem como de redução de suas alíquotas ou bases de cálculo.
Deverão ser observados, na importação de mer-cadorias ao amparo do RTU, os limites, por habilitado, a seguir indicados: a) R$ 18.000,00 para o 1º e o 2º trimestres-calen-dário; b) R$ 37.000,00 para o 3º e o 4º trimestres-calen-dário; e c) R$ 110.000,00 por ano-calendário.
O RTU implica o pagamento dos seguintes impos-tos e contribuições incidentes na importação:
a) Imposto de Importação (II);
b) Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); c) Cofins-Importação; e
d) Contribuição para o PIS-Pasep-Importação. Note-se que os impostos e as contribuições mencionados serão pagos na data do registro da Declaração de Importação (DI).
Os impostos e contribuições federais devidos por optante pelo RTU serão calculados pela aplicação da alíquota única de 25% sobre o preço de aquisição das mercadorias importadas, à vista da fatura comercial ou documento de efeito equivalente, observados os valores de referência mínimos estabelecidos pela RFB.
A alíquota mencionada, relativamente a cada imposto ou contribuição federal, corresponde a:
a) 7,88%, a título de II; b) 7,87%, a título de IPI;
c) 7,60%, a título de Cofins-Importação; e d) 1,65%, a título de Contribuição para o
PIS/Pa-sep-Importação.
(Lei nº 10.406/2002, art. 966; Lei Complementar nº 123/2006; Lei nº 11.898/2009; RIPI/2010, art. 180; Decreto nº 6.956/2009; Instrução Normativa RFB nº 1.245/2012)
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IOB Perguntas e Respostas
IPI
Conserto - Anulação de crédito fiscal
1) O crédito do IPI relativo a partes e peças aplicadas em operação de conserto deve ser anulado?
Sim. O valor do crédito do IPI relativo às aquisições de matérias-primas, produtos intermediários ou material de embalagem empregados nas operações de conserto deve ser estornado na escrita fiscal.
Responsabilidade solidária - Atribuição
2) A quem é atribuída a responsabilidade solidária perante a legislação de IPI?
São solidariamente responsáveis:
a) o contribuinte substituído, na hipótese do art. 26 do RIPI/2010, pelo pagamento do impos-to em relação ao qual estiver sendo substituí-do, no caso de inadimplência do contribuinte substituto;
b) o adquirente ou cessionário de mercadoria im-portada beneficiada com isenção ou redução do imposto pelo seu pagamento e dos acrés-cimos legais;
c) o adquirente de mercadoria de procedência estrangeira, no caso de importação realizada por sua conta e ordem, por intermédio de pes-soa jurídica importadora, pelo pagamento do imposto e acréscimos legais;
d) o encomendante predeterminado que adqui-re mercadoria de procedência estrangeira de pessoa jurídica importadora, na operação a que se refere o § 3º do art. 9º do RIPI/2010, pelo pagamento do imposto e acréscimos legais; e) o estabelecimento industrial de produtos
clas-sificados no código 2402.20.00 da TIPI, com a empresa comercial exportadora, na hipótese de operação de venda com o fim específico de exportação, pelo pagamento do imposto e dos respectivos acréscimos legais, devidos em de-corrência da não efetivação da exportação; f) o encomendante de produtos sujeitos ao
re-gime de que trata a Lei nº 7.798/1989, com o estabelecimento industrial executor da enco-menda, pelo cumprimento da obrigação prin-cipal e acréscimos legais;
g) o beneficiário de regime aduaneiro suspen-sivo do imposto, destinado à industrialização para exportação, pelas obrigações tributárias decorrentes da admissão de mercadoria no regime por outro beneficiário, mediante sua anuência, com vistas à execução de etapa da cadeia industrial do produto a ser exportado; e h) o encomendante dos produtos sujeitos ao
im-posto conforme os regimes de tributação de que tratam os arts. 222 e 223 do RIPI/2010, com o estabelecimento industrial executor da encomenda, pelo imposto devido nas formas estabelecidas nos mesmos artigos.
Além disso, são solidariamente responsáveis com o sujeito passivo, no período de sua administração, gestão
ou representação, os acionistas controladores e os dire-tores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado, pelos créditos tributários decorrentes do não recolhimento do imposto no prazo legal.
(Lei nº 7.798/1989; RIPI/2010, arts. 9º, § 3º, 26 a 28, 222 e 223)
Transportador - Responsabilidade tributária
3) O transportador pode ser responsabilizado pela falta de pagamento do IPI se transportar mercadoria sem a nota fiscal?
Sim. O transporte de mercadoria deve ser acober-tado pela nota fiscal emitida por ocasião da saída da mercadoria.
O transportador que não possuir a nota fiscal relativa à carga transportada é responsável pelo IPI devido dos produtos tributados.
(RIPI/2010, arts. 25, I, e 407)
ICMS/PE
Crédito presumido - Suprimentos de informática - Estabelecimento atacadista - Previsão legal
4) Há previsão de crédito presumido para saída de mercadoria promovida por estabelecimento atacadista de suprimentos para informática?
Sim. Na saída interestadual de mercadoria pro-movida por estabelecimento comercial atacadista com atividade econômica preponderante relativa ao comércio de suprimentos para informática, cre-denciado nos termos de portaria da Secretaria da Fazenda (Sefaz), fica concedido crédito presumido do ICMS, de tal forma que resulte em uma carga tribu-tária de 2% sobre o valor da respectiva saída, vedada a utilização do crédito relativo à respectiva aquisição, bem como ao correspondente serviço de transporte prestado.
A fruição do crédito presumido fica condicionada a que o estabelecimento beneficiário:
a) possua receita bruta anual superior a R$ 100.000.000,00;
b) comprove a existência de, no mínimo, 500 em-pregados diretos no estabelecimento benefi-ciário e que mantenha esse patamar durante todo o período de fruição do crédito presumido; c) reduza as aquisições de mercadorias por meio
de transferências e aumente as aquisições por meio de compras diretas pelo
estabelecimen-ICMS - IPI e Outros
Manual de Procedimentos
to beneficiário, de forma que, a partir do 4º mês depois do credenciamento, a aquisição de mercadorias mediante compras diretas passe a representar, no mínimo, 70% do valor total das aquisições de mercadorias; e
d) seja credenciado para fruição do crédito pre-sumido.
(Decreto nº 37.711/2011)
Isenção - Óleo lubrificante usado ou contaminado - Saídas internas
5) Há isenção do ICMS nas saídas internas de óleo lubrificante usado ou contaminado?
Sim. Até 31.05.2015, são isentas do ICMS as saídas de óleo lubrificante usado ou contaminado para esta-belecimento rerrefinador ou coletor revendedor auto-rizado pelo Departamento Nacional de Combustível (DNC), substituído pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), devendo o trânsito das mercadorias até estes ser acompanhado por Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, emitida pelo destinatário, como operação de entrada, dispensado o estabelecimento remetente da emissão de documento fiscal e observado o disposto no inciso III do art. 2º do Decreto nº 18.294/1994.
(RICMS-PE/1991, art. 9º, LII)