A eficácia da argila nos tratamentos faciais
The effectiveness of clay in facial treatments
Andreza Frederico Junior*, Luana Florêncio Ferreira*, Marta Maria da Cruz*, Silvia F. Macedo*, Natalie Souza de Andrade**
*Graduanda do Curso de Estética e Cosmetologia da Faculdade Metropolitana Unida (FMU), São Paulo, **Professora orientadora do Curso de Estética e Cosmética da Faculdade Metropolitanas Unidas (FMU) Endereço para correspondência: Andreza Frederico Junior, E-mail: [email protected], Silvia F. Macedo, E-mail: [email protected]
| Resumo
A acne é uma doença de predisposição genética, cujas manifestações dependem da presença dos hor-mônios sexuais, porém não atingem apenas os adolescentes, podendo persistir na idade adulta. O envel-hecimento cutâneo é um processo cronológico que pode ser acentuado pela exposição ao sol, causando foto envelhecimento. Discromias são alterações focais da pigmentação da pele, ocasionando manchas por conta da hiperfunção ou hipofunção do sistema melanínico. Para estas patologias, a geoterapia é um recurso poderoso devido à grande quantidade de minerais presentes em sua composição. É capaz de absorver impurezas, revigorar os tecidos e ativar a circulação. Além disso, possui ação tensora e estimu-lante, amaciante, suavizante, catalizadora. O objetivo desse trabalho foi revisar na literatura a eficácia da geoterapia nos tratamentos estéticos faciais. Foram revisados artigos onde ao final dos tratamentos analisados, pode-se observar melhora no aspecto da pele com relação às patologias mencionadas, most-rando a eficácia da argila na obtenção de resultados satisfatórios aliado a hábitos saudáveis.
| Introdução
A argiloterapia ou geoterapia é uma téc-nica terapêutica da medicina natural, que se utiliza do barro ou argila aplicando sobre o corpo. É um material natural, terapêutico e que faz parte das mais antigas técnicas de curas populares. A argila é utilizada há séculos como um recurso poderoso nos tra-tamentos de doenças e rejuvenescimento da pele. Foi muito utilizada pelos egípcios, que a empregavam também para o preparo das múmias. Na Índia até o dia de hoje é muito empregada para o tratamento de uma série de doenças [1]. Hipócrates, médico grego considerado o “pai da medicina”, frequentemente utilizava a argila em seus tratamentos e ensinava os seus discípulos como usá-las.
Na busca de informações sobre a ar-gila, encontram-se muitas formas de uso da substância. A utilização da argila na cosmética é um grande incentivo ao uso de matérias primas, contribuindo ainda para o desenvolvimento sócio-econômico e distribuição de renda nas regiões [2]. É uma terapia muito antiga, a qual todas as civilizações que viviam em volta dos vulcões, lagos ou mares, utilizavam-se da
argila, pois a maioria das doenças pode ser tratada com o uso desta substância; tal fato só é possível devido à grande quantidade de minerais presentes em sua composição, que são semelhantes aos do corpo humano [3]. As argilas são capazes de absorver impurezas, revigorar os tecidos e ativar a circulação, e por isso apresentam potencial para aplicações cosméticas terapêuticas. Além disso, possui ação tensora e estimu-lante, amaciante, suavizante, catalizadora de reações químicas e tem o potencial de absorver a oleosidade da pele [2].
Existem várias explicações, mas to-das as argilas e terras são compostas por três componentes fundamentais: quartzo, feldspato e mica sendo que as quantidades variam. A argila é rica em fontes minerais: ferro, magnésio, potássio, silício, alumínio e outros, tendo várias atuações estéticas. É muito usada como agente purificador. De acordo com estudos o barro repõe mineral, estimula a atividade de certas enzimas.
A argila pode ser definida como um material com textura fina, com comporta-mento plástico quando misturado com uma quantidade limitada de água [4]. Existem di-versos tipos de argila: branca, verde, preta, amarela, vermelha, cinzenta entre outras e
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Abstract
Acne is a disease with genetic predisposition whose manifestations depend on the presence of sexual hormones, but is not confined to teenagers and can persist into adulthood. Skin aging is a chronologi-cal process that can be enhanced by exposure to the sun, causing photo aging. Dyschromias are fochronologi-cal changes in skin pigmentation, causing stains on behalf of hyperfunction or hypofunction of the melanin system. For these conditions, the geotherapy is a powerful feature in these treatments due to large amount of minerals in its composition. It is capable of absorbing impurities, invigorating tissues and activating circulation, moreover, providing tension and stimulating, softening, soothing, catalytic action. The aim of this study was to review the literature on the effectiveness of geotherapy in facial aesthetic treatments. It can be observed improvement in skin appearance with respect to the mentioned pathologies, showing the effectiveness of clay in obtaining satisfactory results combined with healthy habits.
ainda não se sabe com exatidão quais são as diferenças de propriedades terapêuticas entre elas. Cada argila tem proporções diferentes de componentes minerais como ferro, magnésio, cal, alumínio, cálcio, sódio, potássio, sílica e titânio, mas no geral todas têm as mesmas funções terapêuticas [5]. • Argila amarela: É rica em silício, alumí-nio, ferro, potássio e oligoelementos. Tem efeitos tensores, ativador da circu-lação, rejuvenescedor da pele, adstrin-gente, contribui para equilíbrio iônico, hidratante e desintoxicante. Própria para todos os tipos de pele.
Argila branca: É rica em silício, alumínio e diversos oligoelementos. É a mais leve de todas as argilas. Tem efeito des-congestionante, uniformizante da pele, esfoliante, regulador da queratinização, clareante, absorvente de oleosidade sem ressecar, suavizante, cicatrizante, estimulante do metabolismo, antiman-chas, antiinflamatório, purificante, ads-tringente, remineralizante, anti-séptico, revitalizador e anti-rugas. Própria para peles sensíveis e absorve pouco. Argila cinza: É rica em silício, titânio,
alumínio e diversos oligoelementos. Tem efeitos antiedematogênico potente, secativo, absorvente, antiinflamatório, cicatrizante, regulador da seborréia capi-lar, absorve a irradiação socapi-lar, clareador de manchas, esfoliante e auxiliar em redução de medidas. Próprio para peles quentes, edematosas e inflamadas. Argila verde escura: E rica em minerais e
algas marinhas. Tem efeitos altamente absorvente, purificante, revitalizante, para limpeza de pele, adstringente, absorvente de oleosidade e tonificante. Própria para todos os tipos de pele. Argila marrom: É mais rara e rica em
si-lício, alumínio, titânio e oligoelementos.
Tem efeitos estimulante circulatório, equilibrante, revitalizante celular, tonifi-cante, cicatrizante, antibacteriano, rege-nerativo da pele e do tecido conjuntivo, hemostática, purificante, adstringente, remineralizante, hidratante, antiinfla-matório, anti-flacidez, rejuvenescedor, contra infiltração, adstringente e desin-toxicante. Própria para todos os tipos de pele.
Argila preta: É mais rara e rica em silício, alumínio, titânio e outros oligoelemen-tos. Tem efeito estimulante circulatório, regeneração celular, rejuvenescedor, estimulante, antitóxica, nutriente, anti--séptica, adstringente, antiinflamatório, anti-artrose, absorvente, anti-tumoral, cicatrizante, tensor, desintoxicante e anti-stress. Própria para todos os tipos de pele.
Argila rosa: É suave. Tem efeito hi-dratante, anticelulite, contra gorduras localizadas, tonificante, tensor da pele, rejuvenescedor, vitalizante, estimulante circulatório, antioxidante, desinfetante, suavizante, emoliente, calmante e de absorver toxinas. Própria para pele sen-sível e rosada em uso diário.
Argila verde: É rica em magnésio, cálcio, potássio, manganês, fósforo, zinco, alu-mínio, silicone, cobre, selênio, cobalto e molibdênio. Tem efeitos absorvente, antiedematogênico, secativo, emoliente, anti-séptico, bactericida, analgésico, cicatrizante, anti-acne, adstringente, contra infiltração na pele, esfoliante sua-ve, desintoxicante, regulador de sebo da pele, eliminação de toxinas e digestivo. Própria para pele oleosa e acnéica. Argila vermelha: É rica em silício, cobre
óxido de ferro e oligoelementos. Tem efeito pouco absorvente, regulador da microcirculação, auxiliar na redução de medidas, regulador e tensor da pele.
Própria para pele sensível, rosada e avermelhada.
Para poder usar a argila na geoterapia, é necessário que a argila seja esterilizada, limpa, virgem sem ser cozida e peneirada para que não contenha areia, saibro, pe-dras, impurezas, cascos de vidros, produtos químicos, adubos, estercos, minhocas e outros materiais. A argila deve ser retirada de uma parte do solo a pelo menos 1 metro de profundidade abaixo do húmus; e não seja cultivável, pois terra cultivável é fértil e não argila. Na aplicação da argila é contra indicado manipular o produto em recipien-te de ferro ou metal, para não mudar sua composição, pois o contato de ferro e água pode afetar na composição. Utilizar vidros e porcelana. Utilizar água mineral ou filtrada. Misturar umas gotas de água no pó de ar-gila até fazer uma mistura homogênea, em seguida colocar as gotas de óleo essencial. Não reaproveitar a argila para outra pessoa. Depois de usada pode ser incorporada ao solo cultivável, pulverizando nos canteiros [5]. É contra indicado também a aplicação da argila em feridas abertas, hemorrágicas, nasal, vaginal, fissuras, micoses, frieiras, queimaduras ou bolhas, em portadores de tuberculose pulmonar, tuberculose em ar-ticulações, arteriosclerose e enfermidades do coração.
A coleta da argila deve ser efetuada na jazida do material, já extraída por maqui-nas ou ferramentas adequadas. Ela deve passar por uma secagem para retirada de possíveis torrões e raízes, armazenada em recipientes fechados e limpos para evitar contaminações no transporte. A secagem é feita em estufa elétrica ou lâmpadas com temperaturas de 110 a 120ºC por um período suficiente para secar totalmente, e nesse mesmo processo promover a esterilização da argila e finalizando com a moagem e peneiramento para retida mais
grossa que deixará o material super fino que é a condição de uso [3]. A argila tem um bom resultado e também é indicada para tratamentos corporais como FEG (celulite), flacidez, gordura localizada, es-trias, drenagem, revitalização, hidratação, varizes, problemas circulatórios em geral, artrite, dores pelo corpo, acne, retenção de líquidos, etc.
A pele é considerada o maior órgão do corpo humano, representa 16% do peso cor-poral, com variações estruturais ao longo de sua extensão. É uma importante barreira protetora contra a ação de agentes físicos, químicos e bacterianos sobre os tecidos profundos; contém as várias terminações nervosas sensitivas que colaboram com os meios de comunicação entre indivíduo e o meio que o cerca [6]. Anatomicamente, a pele humana pode ser descrita como um órgão estratificado com duas camadas prin-cipais de tecido, a epiderme e a derme e uma terceira camada variável, a hipoderme ou tecido subcutâneo. Os pelos, unhas, e glândulas sudoríparas e sebáceas são estruturas anexas intimamente associadas à pele [7]. A epiderme é a camada mais externa da pele, constituída por epitélio estratificado pavimentoso queratinizado e a principal célula é o queratinócito, res-ponsável pela produção de uma proteína fibrosa muito resistente, a queratina. Além dos queratinócitos, a epiderme apresenta três outros tipos celulares, células de Lan-gerhans, com importante papel imunitário, células de Merkel, receptores do sentido do tato, e melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina [8]. A derme é uma região da pele localizada diretamente abaixo da epiderme, formada por tecido conjuntivo denso não moderado contendo principalmente fibras de colágeno e redes de fibras elásticas, que serve de suporte para extensas redes vasculares, nervosas,
e anexos cutâneos que derivam da epider-me. A espessura da derme varia de 0,6 mm, nas pálpebras, a 3 mm na palma da mão e na sola do pé. A hipoderme é formada por tecido conjuntivo frouxo e fica situada na região mais profunda da pele, unindo de modo pouco firme a derme aos órgãos subjacentes [7].
De uma simples limpeza de pele a uma cirurgia plástica, os tratamentos faciais são procurados por homens e mulheres de todas as idades. O rosto é uma região extremamente exposta e exige cuidados especiais, que mudam de acordo com cada tipo e tonalidade de pele. A juventu-de sempre ocupou um lugar juventu-de juventu-destaque na mente das pessoas, e por isso, todos desejam viver mais, todavia ninguém quer envelhecer. Quando a transbordante vitali-dade da juventude cede o passo dos anos da sabedoria e da maturidade, chega à velhice que também tem direito a beleza. Na verdade essa é uma preocupação que acompanha o ser humano desde a Idade Antiga, e por isso, com o passar dos anos, a estética passou a ser mais valorizada [9]. A pele é constituída por vários tipos de células interdependentes responsáveis pela manutenção da sua estrutura normal. Com o envelhecimento cronológico cutâneo, ocorre a modificação do material genético por meio de enzimas, alterações protéicas e a proliferação celular decresce. Consequen-temente, o tecido perde a elasticidade, a capacidade de regular as trocas aquosas e a replicação do tecido se torna menos efi-ciente. Oxidações químicas e enzimáticas envolvendo a formação de radicais livres (RL) aceleram esse fenômeno de envelhe-cimento [10]. O principal fator metabólico relacionado com o envelhecimento é o retardamento da síntese de proteínas, por isso ocorre desequilíbrio entre a formação e degradação [11]. O envelhecimento é
distinguido em natural, fisiológico da pele, e alterações decorrentes de fatores ambien-tais, principalmente irradiação solar [12].
A discromia é o termo médico usado para qualquer anomalia ou alteração na pigmentação da pele e afirma que existem quatro tipos de discromias:
Melasma: manchas escuras ou acas-tanhadas na face, principalmente nas regiões malares (maçãs do rosto), na testa, nariz, lábio superior e têmporas. Efélides: manchas arredondadas ou
geo-métricas de cor castanhas ou marrons causadas pelo aumento da melanina. Hiperpigmentação pós-inflamatória:
excesso de pigmentação da pele adqui-rida como resposta fisiopatológica a um trauma ou injúria cutânea.
• Lentigos: Manchas senis, alterações
acastanhadas, têm como fator desen-cadeante a exposição repetida e pro-longada ao sol ou luz UV artificial. Os principais indivíduos acometidos são fo-totipos 1 (um) e 2 (dois), pois possuem pele clara e sensível a luz solar. A ex-posição solar estimula a intensificação destas hipercromias, tornando-as mais aparentes e gerando desconforto [13].
A acne é uma afecção da pele que ocor-re por um transtorno da unidade pilossebá-cea e dentre os fatores desencadeantes, além do fator genético, o fator hormonal contribui para que ocorra a hipersecreção sebácea que leva a obstrução do folículo piloso e consequentemente proliferação de microrganismos. Classifica-se a acne em não inflamatórias e inflamatórias, de acordo com o tipo de lesão predominante. As lesões clínicas da acne se subdividem em: comedões, pápulas, pústulas, e as lesões mais graves são os cistos e nó-dulos. Baseado nos tipos de lesões e na
quantidade dos mesmos presentes na pele do portador da acne pode ser classificado em 4 graus:
• Grau 1 - Também chamada de come-dogénica, não inflamatória, é a forma mais leve de acne, caracterizada pela predominância de comedões abertos e fechados.
Grau 2 - Acne pápulo-pustulosa: nesse grau identificam se além dos comedões, lesões inflamatórias como pápulas e pústulas de conteúdo purulento. Grau 3 - Acne inflamatória nodular e
císti-ca, quando se somam nódulos mais exu-berantes, cistos e intensa inflamação. Grau 4 - Acne severa ou conglobata:
presença de cicatrizes profundas, severa reação inflamatória e lesões anterior-mente citadas. Podem existir casos com lesões queloidianas, inestéticas e permanentes [14]. É de extrema impor-tância o profissional da estética facial, ter o conhecimento dessa classificação das acnes, sabendo obter os princípios básicos para o tratamento com cosmé-ticos, da acne vulgar, destacando-se a importância de saber indicar nos casos mais severos da acne, a um profissional dermatológico.
Objetivo
Revisar os benefícios da argila nos tra-tamentos faciais, buscando assim aprofun-dar nosso entendimento no assunto para podermos desenvolver a técnica necessária para os tratamentos mencionados de forma correta a cada caso.
Metodologia
Para o desenvolvimento deste estudo, foi realizada uma revisão bibliográfica sobre
os benefícios da argila nos tratamentos fa-ciais. Foram analisados 2 livros e 16 artigos científicos publicados de 2006 até 2013 obtidos nos bancos de dados: Google Aca-dêmico, Scielo, Bireme e revistas online. Sendo alguns artigos internacionais. Esses bancos de dados foram escolhidos pelo o rigor e classificação de seus periódicos. A pesquisa foi realizada através das palavras chaves: geoterapia, envelhecimento cutâ-neo, acne e discromias. A língua utilizada para o estudo foi português e o levantamen-to bibliográfico, a seleção das referências e redação do trabalho, foram realizadas pelas pesquisadoras.
| Resultados e Discussão
Em um estudo feito foi analisado três cores de argila, e comprova-se que a argila verde tem uma grande importância nos tratamentos terapêuticos, porém apresen-tou baixa capacidade de troca catiônica e não apresenta ação bactericida sobre os microorganismos E. coli e S. aureus [3]. O trabalho com argila no seguimento estético pode parecer uma grande novidade, mas há registros milenares no uso de mascaras de argilas como prática terapêuticas. Por isso, relata também que apesar de todo o conhecimento adquirido, é importante estu-dar, pesquisar, divulgando, aprimorando e melhorando, para contribuir para a evolução da estética e resgate dessa cultural [15].
Há vários tipos de argila, cada uma com características próprias, com indicações di-ferentes, sendo que, as mais representati-vas são as argilas verdes, brancas, pretas, amarelas, vermelhas, rosas e marrons. Sua coloração é determinada pela composição mineral da rocha de onde foi extraída. Hoje, a argila é utilizada pela indústria cosmética em vários produtos, porém o profissional deve pesquisar e utilizá-las também in
natura [16]. Através de um tratamento com a argila branca para efélides, ao final das sessões, a argila branca apresenta efeito notório em relação ao clareamento das lesões, pois suas propriedades purifi-cantes, adstringentes e remineralizantes contribuem para a desintoxicação e regene-ração celular facial, uma vez que promove uma melhora da circulação e consequente nutrição local [17]. As principais funções da geoterapia são a desintoxicação e a tonificação do organismo, mas para que seja realmente eficiente é necessário um tratamento holístico incluindo atividade física adequada, alimentação balanceada e desintoxicante, hidratação, exercícios respiratórios e ar puro e repouso reparador [5]. A argila branca é o tipo de argila mais utilizado para fins estética sendo a mais leve de todas as argilas e pode ser utilizada pura ou com argilas verdes e vermelhas suavizando o seu efeito [18]. Foram publica-dos pela primeira vez em 2012 dois artigos científicos que confirmam o potencial cos-mecêutico da argila. O primeiro, realizado no Brasil, demonstrou que em 7 dias de uso da argila na pele já ocorre considerável efeito de estimulo de fibras colágeno, o que é benéfico na prevenção e tratamento de rugas e envelhecimento. O outro feito na Alemanha comprovou a eficácia da argila em tratar acne e lesões formadas na pele combinada com óleo de jojoba [1].
Segundo um estudo realizado nas argilas naturais, concluiu que a paligors-quita natural, assim como a organofilizada possuem bons indicativos para explora-ções cosméticas. O uso das argilas com propriedades tecnológicas tem desperta-do grandes interesses nas indústrias de diversos ramos, por ser um argilomineral abundante no Brasil e economicamente viável, como também ao ser descartado não agride o meio ambiente. Dentre suas
aplicações, destaque na cosmetologia, que está relacionada com o ajuste das propriedades reológicas, estabilidade de emulsões e suspensões e na liberação controlada de substâncias específicas. A prospecção mostra que a pesquisa com argilas na área de cosmético é promissora [19]. Argiloterapia ou geoterapia é o uso da terra no combate às enfermidades e uma das mais importantes técnicas terapêuticas da medicina natural [16].
As afecções que acometem a pele como: o envelhecimento cutâneo, discro-mias e acne, são anomalias que causam desconforto às pessoas que sofrem des-sas disfunções por se apresentarem nas áreas mais visíveis como na face, ocasio-nam reações da baixa autoestima porque afetam diretamente a estética pessoal. O envelhecimento pode ser classificado em dois tipos. O envelhecimento intrínseco que ocorre devido a um desgaste natural do organismo, é inevitável. E o envelhecimento extrínseco que é causado por fatores exter-nos, que pode ser controlado, como fumo, poluição, radiação ultravioleta (RUV), entre outros [20]. Os radicais livres são cada vez mais reconhecidos como uma das princi-pais causas do envelhecimento e doenças degenerativas associadas à idade [14]. Há dois grupos de teorias que tentam explicar o complexo processo do envelhecimento. O primeiro grupo inclui as teorias que postulam um determinado programa genético e crono-lógico para a gradual mudança no fenótipo. O segundo grupo assume a exposição repe-titiva às influências danosas, as quais são a explicação para as mudanças que levam ao envelhecimento [10]. A pele, como órgão integrado ao corpo, é intimamente ligado à mente, ambos tremendamente são afetadas pelos fatores ambientais [13].
O tratamento para efélides, normal-mente tem finalidades estética, e
constitui--se no uso de substancias que proporcio-nam a despigmentação da pele, como por exemplo, aplicação de peeling facial [21]. É importante salientar ainda que, com base nos estudos realizados, em alguns casos o uso de terapêutica medica é necessário, visto a gravidade das lesões. Nesse sentido o profissional deve ficar atento para indicar ao seu cliente a procura de um médico der-matologista para acompanhamento [22].
De acordo com o estudo realizado, pode-se dizer que para cada tratamento tem-se um tipo de argila: para o tratamento de envelhecimento cutâneo utiliza-se a ar-gila verde escura que tem efeito altamente revitalizante, a argila amarela que tem efei-to rejuvenescedor, a argila preta que tem efeito regeneração celular, rejuvenescedor e a argila rosa que tem efeito hidratante, tonificante, tensor da pele, rejuvenescedor, vitalizante. Para o tratamento de discromias utiliza-se a argila branca que tem efeito regulador da queratinização, clareante, e a cinza com efeito clareador de manchas. Para o tratamento da acne utiliza-se a argila marrom pois tem efeito cicatrizante, anti-bacteriano e a argila verde que tem efeito antidematogenico, secativo, antisséptico, bactericida, analgésico, cicatrizante e anti--acne.
| Conclusão
Através da presente revisão obtivemos resultados satisfatórios na pesquisa e atingimos o nosso objetivo, comprovar a eficácia da argila nos tratamentos estéticos faciais, pois a argila é uma mistura natural complexa e com texturas próprias, e cada espécie possui cristais com dimensão, hábito e formas próprias, características que são dependentes dos processos de formação, porem mostram semelhança entre todas, pois apresentam grande
quan-tidade de óxidos de alumínio e silício, além da presença de óxidos de ferro e potássio.
Conclui-se que, que a argila tem capa-cidade de absorção de sujidade, oleosidade e toxinas, mas apesar de todo o conhe-cimento adquirido, é importante estudar, pesquisar, divulgando e aprimorando, para contribuir para a evolução da estética e resgate dessa cultura.
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