INF1403
INF1403 – – Introdu Introdu ç ç ão a Intera ão a Intera ç ç ão ão Humano
Humano - - Computador (IHC) Computador (IHC)
Turma 3WA Turma 3WA
Professora: Clarisse Sieckenius de Souza
Professora: Clarisse Sieckenius de Souza
Avalia
Avalia ção Heur ç ão Heurí í stica stica
O que
O que é é Avalia Avalia ç ç ão Heur ão Heur í í stica? stica?
• • “ “ Heur Heur ística í stica” ” = baseada em um conhecimento pr = baseada em um conhecimento pr á á tico tico (sem comprova
(sem comprova ção cient ç ão cientí ífica), que vem da experiência fica), que vem da experiência cotidiana continuada.
cotidiana continuada.
• • TRATA TRATA - - SE DE UM M SE DE UM M É É TODO DE INSPE TODO DE INSPE Ç Ç ÃO ÃO
–
–O que O que é é um m um m é é todo de inspe todo de inspe ç ç ão? ão?
•• Não envolve usuNão envolve usuáários.rios
• É uma ananáálise realizada porlise realizada por especialistas queespecialistas que advogam pelo advogam pelo
heurí heur í stico em IHC stico em IHC
O M O M É É TODO DE AVALIA TODO DE AVALIA Ç Ç ÃO HEUR ÃO HEUR Í Í STICA STICA
• • http://www.useit.com/papers/heuristic/ http://www.useit.com/papers/heuristic/
– O Método de Avaliação Heurística (mAH) foi proposto por proposto por Jakob Nielsen
Jakob Nielsen em 1994.
– Trata-se de uma inspe inspeç ção guiada por heur ão guiada por heurí ísticas sticas – princípios gerais de bom design de interface, voltado para maximizar a usabilidade do artefato.
– Tradicionalmente, utilizam-se 10 Heurísticas.
• Elas têm sido alteradas e expandidas desde a sua proposta
original, para cobrir novas tecnologias e ambientes computacionais.
Na apresentação das heurísticas de Nielsen, a seguir, estabeleceremos, sempre que possível, uma relação entre o que cada uma diz e as atividades dos usuários na
travessia dos golfos de EXECUÇÃO e AVALIAÇÃO, da Engenharia Cognitiva, de Norman.
Porém, as heurísticas de Nielsen foram propostas e são usadas SEM uma correspondência explícita como as
que faremos a seguir. A correspondência é apenas um recurso didático que estamos usando para relacionar
partes da matéria deste curso.
As 10 Heur
As 10 Heur í í sticas de Nielsen (1 sticas de Nielsen (1 ) )
1. 1. Visibilidade do Estado do Sistema Visibilidade do Estado do Sistema
• Os usuários devem ser constantemente –
e sem demorae sem demora– informados sobre o estado em que o sistema está.
¾ Lembrem-se da teoria dos 7 passos de Norman, e do ciclo contínuo de travessia de golfos (de execução e avaliação).
¾ Informações claras, constantes e imediatas sobre o estado do sistema ajudam o usuário a atravessar o golfo de avaliação.
As 10 Heur
As 10 Heur í í sticas de Nielsen (2 sticas de Nielsen (2 ) )
2. 2. Correspondência entre Sistema e Mundo Real Correspondência entre Sistema e Mundo Real
• Os conceitos, termos, vocabulário, tarefas e procedimentos adotados na interface do sistema devem ser os tão próximos
quanto possível da realidade do usuário no domínio deatividade a que o sistema se refere.
¾ Na teoria dos 7 passos de Norman, esta correspondência é importante para estreitar (diminuir) a distância semânticadistância semântica, na travessia dos golfos de execução e avaliação.
As 10 Heur
As 10 Heur í í sticas de Nielsen (3 sticas de Nielsen (3 ) )
3. 3. Controle e liberdade para o usuá Controle e liberdade para o usu ário rio
• A interface deve ser mais reativa do que ativa (deixar o usuário controlar o sistema
controlar o sistema). E como ao exercer este controle, o usuário pode ocasionalmente incorrer em erro, ela deve oferecer a possibilidade de desfazer o(s) último(s) comando(s) para o usuário retornar rápido ao (a um) estado anterior.
¾ Na teoria dos 7 passos de Norman, controle e liberdade são importantes em dois pontos: na última etapa do golfo de execução (quando o usuário ACIONA a interface) e na última do golfo de avaliação (quando deve
poder voltar atrás facilmente se vir que errou).
As 10 Heur
As 10 Heur í í sticas de Nielsen (4 sticas de Nielsen (4 ) )
4. 4. Consistência e Padronizaç Consistência e Padroniza ção ão
• Palavras, signos, interações semelhantes ou relacionados devem ter em comum significados semelhantes ou relacionados (e vice-versa).
Caso a plataforma em que o sistema está rodando tenha padrões estabelecidos, a interface deve adotá-los.
¾ Na teoria dos 7 passos de Norman, consistência e padronização são importantes para estreitar (diminuir) a distância articulatódistância articulatóriaria, na travessia dos golfos de execução e avaliação.
As 10 Heur
As 10 Heur í í sticas de Nielsen (5 sticas de Nielsen (5 ) )
5. 5. Preven Preven ç ç ão de Erros ão de Erros
• A interface do sistema deve informar/sinalizar claramente ao usuário os efeitos e consequências de suas ações, para evitar enganospara evitar enganos.
Sempre que possível, deve evitar erros se puder detectar que as pré-evitar erros se puder condições para uma ação não estão satisfeitas, ou que a ação não é cabível no contexto corrente.
¾ Na teoria dos 7 passos de Norman, a prevenção de erros é importante para evitar desencontros de expectativas no final do golfo de avaliação.
As 10 Heur
As 10 Heur í í sticas de Nielsen (6 sticas de Nielsen (6 ) )
6. 6. Ajuda para reconhecer, diagnosticar e remediar Ajuda para reconhecer, diagnosticar e remediar erros
erros
• O sistema deve ter mensagens de erro claras e informativas, que ajudem o usuário a entender o que houve e reparar o erro.
¾ Na teoria dos 7 passos de Norman, esta ajuda para reconhecer, diagnosticar e remediar erros ajuda o usuário a concluir a
travessia do golfo de avaliação, mas antecipando já passos da execução subsequente (e reparadora).
As 10 Heur
As 10 Heur í í sticas de Nielsen (7 sticas de Nielsen (7 ) )
7. 7. Reconhecimento ao invé Reconhecimento ao inv és de memoriza s de memorizaç ção ão
• A interface não deve exigir que o usuário decoredecore a forma de acionar o sistema. Ao contrário, deve apresentar claramente as alternativas de ação, de modo que baste o usuário ‘bater o olho‘bater o olho’’ e reconhecer a ação e reconhecer a executar.
¾ Na teoria dos 7 passos de Norman, esta heurística estreita a estreita a distância articulat
distância articulatória do golfo de execuória do golfo de execuççãoão.
As 10 Heur
As 10 Heur í í sticas de Nielsen (8 sticas de Nielsen (8 ) )
8. 8. Flexibilidade e eficiência no uso Flexibilidade e eficiência no uso
• As ações de interface devem ter diferentes formas de ser acionadasdiferentes formas de ser acionadas, dispor de teclas aceleradoras associadas a elas e também deve ser teclas aceleradoras possível customizar as interfacescustomizar as interfaces para acionar ações frequentes.
¾ Na teoria dos 7 passos de Norman, tal como no caso anterior, esta heurística estreita a distância articulatóestreita a distância articulatória do golfo de execuria do golfo de execuççãoão.
As 10 Heur
As 10 Heur í í sticas de Nielsen (9 sticas de Nielsen (9 ) )
9. 9. Design esté Design est ético e minimalista tico e minimalista
• A interface deve ter a quantidade de informação necessária – sósó o o relevante
relevante, com ponto de acesso para mais, se o usuário quiser. Além disto o layout da interface deve ser agradagradáável, bonito evel, bonito e leve.
¾ Na teoria dos 7 passos de Norman, um design estático e
minimalista contribui para estreitar a distância articulatóestreitar a distância articulatória nos ria nos golfos de execu
golfos de execuçção e avaliaão e avaliaççãoão.
As 10 Heur
As 10 Heur í í sticas de Nielsen (10 sticas de Nielsen (10 ) )
10. 10. Ajuda e Documentaç Ajuda e Documenta ção ão
• O sistema deve oferecer ajuda para o usuário em todas as ações e atividades. O acesso deve ser claro e rápido, o conteúdo informativo e contextualizado, contemplando (organizadamente) os diferentes perfis de usuários a quem o sistema se destina. Hoje em dia também é muito importante oferecer suporte online eficiente e eficaz.
¾ Na teoria dos 7 passos de Norman, esta heuresta heuríística facilita todo o stica facilita todo o processo de intera
processo de interaçãoção.
Contribui
Contribui ç ç ão das 10 heur ão das 10 heur í í sticas para a travessia de golfos sticas para a travessia de golfos
Heurística 1 Heurística 2 Heurística 2
Heurística 3
Heurísticas 3, 6
Heurísticas 4, 9 Heurísticas 4, 7, 8, 9
Heurística 5 Heurística 6
Heurística 10
Procedimento Procedimento
•• DeterminaDeterminaçção da Proposta de Designão da Proposta de Design
– Apresentação: papel, protótipo ou produto acabado?
– Verificação das condições gerais da inspeção: material completo e inspecionável a contento?
•• NavegaNavegaçção Geral pelo Sistema (ou sua representaão Geral pelo Sistema (ou sua representaçção)ão)
– Qual o sentido geral que o avaliador dá ao sistema que vai analisar em detalhe?
•• DeterminaDeterminaçção do Perfil dos Usuão do Perfil dos Usuááriosrios
– Quem são os usuários (suas características e contextos individuais, sociais, culturais)?
– O que almejam realizar com o produto (principais metas)?
•• DeterminaDeterminaçção de Cenão de Cenários de Usoários de Uso
– Em que situações hipotéticas mas plenamente plausíveis os usuários (em que os avaliadores estão pensando quando fazem sua inspeção) poderiam
encontrar-se?
Observa
Observaççãoão: Por vezes os avaliadores fazem inspe: Por vezes os avaliadores fazem inspeçções de carões de carááter mais geral, ter mais geral, sem instanciar usu
sem instanciar usuáários especírios específicos ou cenficos ou cenáários de uso (rios de uso (éé o caso por o caso por
Procedimento Procedimento
• • Cada avaliador Cada avaliador
– é guiado por um conjunto de heurísticas (princípios e regras básicas para o design);
– julga a conformidade do produto aos princípios e regras selecionados;
– anota que princípios e regras foram infringidos e onde;
– julga a gravidade dos problemas encontrados; e
– gera um relatório individual com suas conclusões e comentários.
A sessões individuais têm dura
A sessões individuais têm duraç ção de 1 a 2 horas. A interface ão de 1 a 2 horas. A interface é é
Resultado da Avalia
Resultado da Avalia ç ç ão Heur ão Heur í í stica stica
• • Um relat Um relat ó ó rio CONSOLIDADO contendo o consenso dos rio CONSOLIDADO contendo o consenso dos especialistas sobre:
especialistas sobre:
– Problemas que acham que os usuários vão encontrar, e por quê;
– Grau de severidade de cada problema (a escala normalmente usada é de 1 (menos severo) a 5 (mais severo);
– Recomendações sobre:
• Como resolver os problemas prioritários (ou seja, mais severos);
• Como resolver problemas fáceis e rápidos de eliminar; e
• Alternativas de encaminhamento de solução de outros problemas.