OFICINA DE TEXTOS EM ESPANHOL AVANÇADO
FRANCISCO THIBÉRIO ARRUDA SALES
U N I D A D E 2
A Linguística Textual é uma das áreas da Linguística que estuda o texto e a sua composição, por outro lado, nem sempre a LT teve a concepção que tem hoje de texto.
A LT passou por três grandes fases, onde as duas primeiras estão muito relacionadas ao Estruturalismo de Saussure e o surgimento da terceira fase da LT veio para romper com essa concepção, ou seja, o estudo do contexto e da interação passou a ser levado em consideração.
UNIDADE 2 | INTRODUÇÃO
1. Aprender sobre a teoria dos gêneros textuais.
2. Conhecer os tipos de texto e os elementos que os acompanham.
3. Identificar as partes de um texto.
4. Refletir sobre o processo da coerência e da coesão textual.
UNIDADE 2 | OBJETIVOS
É necessário entender que a palavra texto vem do latim e significa entrelaçados, em outras palavras, poderíamos dizer que o texto é uma mistura de informações dispostas de forma coerente. Essa combinação representa o que chamamos de orações e o produto final é o que chamamos de texto.
A TEORIA DOS GÊNEROS TEXTUAIS
Fiorin (2000) afirma que definir um texto é algo bem complicado, no entanto, ele afirma que o texto deve ter uma coerência de sentido. A coerência de sentido seria exatamente a conexão de frases, ou seja a união de frases estabelecendo sentido para formar um texto, uma informação completa.
Dentro da própria Linguística Textual (LT) a noção de texto foi mudando com o passar do tempo. Antes, o texto era visto como uma unidade básica de comunicação e nos dias de hoje, o texto é algo heterogêneo, ou seja, vai muito mais além de uma unidade básica de comunicação visto que ele está presente em várias esferas se levarmos em consideração os gêneros discursivos.
Com o surgimento da Linguística Textual, estudos sobre textualidade e textualização foram desenvolvidos por volta dos anos 90. Entendemos como textualidade como um conjunto de estruturas que fazem com que um texto seja
“um texto” e não como sequências de frases ou palavras, sendo a coesão como o principal critério para a formação textual.
Existem vários tipos de texto com características específicas e em outras palavras, os gêneros textuais se referem às mais variadas formas de texto, podendo ser:
• Formal;
• Informal;
• Escrito;
• Oral.
GÊNEROS TEXTUAIS
Precisamos entender todo o processo comunicativo e o que nos cerca. É importante destacar que durante esse processo também devemos levar em consideração o contexto de produção, como por exemplo o lugar em que o texto está sendo proferido e por que esse texto está sendo dito ou escrito.
Rojo (2008) afirma que um gênero textual é um conjunto de textos que apresentam uma função específica e também apresentam uma intenção, uma finalidade no processo de comunicação.
Os principais gêneros textuais são: Narrativo, Descritivo, Dissertativo- Argumentativo, Expositivo e Injuntivo.
Vejamos agora a definição de cada um dos Gêneros Discursivos e o seu uso em língua espanhola.
Texto Narrativo: Se pararmos para pensar, esse tipo de texto é mais produzido entre nós visto que ele está bastante presente no nosso cotidiano. O texto narrativo serve para contar fatos, seja ele verídico ou não.
DEFINIÇÃO DOS GÊNEROS DISCURSIVOS
Texto Descritivo: Esse tipo de texto se relaciona a descrição física ou psicológica de pessoas ou de acontecimentos, por exemplo. Nesse tipo de texto é bastante comum para qualificar ou desqualificar alguém.
Texto Dissertativo-Argumentativo: Esse tipo de texto é composto passeado no pensamento crítico do indivíduo, seja de forma escrita ou oral. Esse tipo de texto é muito comuns nos debates visto que é através da argumentação que o posicionamento de um determinado ponto de vista é sustentado.
Texto Expositivo: Esse tipo de texto nos fornece uma informação específica e é usado principalmente nos artigos científicos, onde o assunto deve ser questionado e discutido.
Texto Injuntivo: Certamente temos muito contato com esse tipo texto e talvez você o conheça por outro nome. Também chamado de texto instrutivo, esse tipo de texto está presente em vários manuais, receitas, bulas etc.
Segundo Genette (1987), o paratexto é o elemento que faz com que o texto se transforme em livro.
É correto afirmar que um paratexto faz com que um texto se torne um livro, mas na verdade, existe um elemento muito mais importante que devemos levar em consideração. O paratexto ajuda substancialmente na compreensão de um texto.
PARATEXTO ICÔNICO E VERBAL
Ainda sobre Genette (1987), ele afirma que o paratexto é um discurso auxiliar e que está a serviço do texto, sendo a sua razão de existir.
Pois bem, por mais que o paratexto pertença ao universo gráfico, os seus exemplos são bastante amplos e se classificam em sub categorias devido ao seu grande número de exemplos.
O paratexto verbal é algo que literalmente está escrito, podendo ser encontrado no/na: título, dedicatória, resumo, epígrafe, referência bibliográfica etc.
Existem paratextos que são indispensáveis para a compreensão de um determinado texto, como é o caso de um título nas notícias.
O paratexto pode ser classificado em três grandes tipos: Editorial, Autoral e Terceiros.
Estamos querendo dizer que existem vários tipos de texto e não se pode catalogá-los como se possuíssem a mesma estrutura.
O gênero narrativo. Esse tipo de gênero é um dos melhores exemplos para estudar as partes clássicas de um texto, que são divididas em: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.
PARTES DE UM TEXTO
É importante destacar que o gênero narrativo pode estar presente tanto no texto oral quanto no escrito. Por outro lado, ele também pode ser real ou fictício, dependendo da intenção do que produz/produziu o texto.
O texto argumentativo é formado principalmente pela opinião daquele que está escrevendo. Dessa forma, o texto argumentativo apresenta a seguinte composição: Tese, Corpo da argumentação e Conclusão.
PARTES DE UM TEXTO ARGUMENTATIVO
A tese é a parte inicial do texto, ou melhor, dependendo de quem escreve, a tese também pode aparecer no final do texto. A pessoa que opta por colocar a sua tese no final do texto, geralmente não se faz a conclusão visto que a tese ocupa o último nível no processo de produção textual.
Com respeito ao corpo da argumentação, é onde a argumentação central de um determinado tema aparece. O fato de o escritor está de acordo ou não com um determinado assunto é por conta dela. Nesse tipo de texto, o escritor está defendendo o seu ponto de vista e tentará argumentar da melhor forma possível.
Já a conclusão representa a última parte do texto argumentativo, podendo ser substituído ou não pela tese (como foi explicado anteriormente). Nessa última parte do texto, o escritor deve ter um raciocínio lógico para poder encerrar o tema como corresponde, ou seja, defendendo e esclarecendo bem as suas ideias, os seus pontos de vista.
Texto expositivo está presente na comunidade acadêmica, principalmente nos artigos científicos.
Um artigo científico é um tipo de trabalho acadêmico onde se discutem ideias e se mostram os resultados de uma determinada pesquisa.
O artigo acadêmico está composto da seguinte forma: Introdução, fundamentação teórica, metodologia, apresentação dos resultados, conclusão/considerações finais e referências bibliográficas.
A multimodalidade surgiu graças ao avanço tecnológico, gerando assim a Teoria Multimodal do Discurso, elaborado por Kress e Van Leewen (1996). Segundo os autores, essa teoria pode entender as mudanças na linguagem que sofreram mudanças com o avanço tecnológico.
Poderíamos resumir a multimodalidade como a agrupação de palavras e imagens em um material. A multimodalidade está dividida em cinco grandes grupos:
linguístico, auditivo, visual, gestual e espacial.
Uma página web é onde podemos encontrar facilmente um texto multimodal, é através dele que nos conectamos com outras páginas e outras ferramentas que até então não eram possíveis.
A Linguística Textual é uma área que surgiu na Alemanha na década de 19670 tendo como principal ponto de estudo a frase o texto. Segundo Bentes (2006), é correto afirmar que a LT se divide em três grandes fases:
Análise Transfásica
Gramática do Texto
Teoria do Texto
A COERÊNCIA E A COESÃO TEXTUAL
Em outras palavras, segundo Koch (2001), a LT surgiu com características do Estruturalismo – levando em conta os aspectos gramaticais (análise transfásica e gramática do texto) e passou a uma tendência mais sócio-cognitivista.
Entende-se Pragmática como a ciência que estuda o uso da linguagem de forma concreta em seus mais variados contextos. Essa ciência também é responsável por estudar os atos de fala e o seu contexto social e cultural.
Van Dijk (2012) representa um grande nome para o estudo do contexto a nível internacional. Dito autor conseguiu completar algumas lacunas que faltavam com respeito à comunicação.
A coesão é um conceito que se relaciona com o sentido das coisas, onde a interpretação é a palavra chave para entender o sentido da mesma.
Segundo Fávero (2002), o sistema linguístico se divide em três grandes níveis: Semântico, Léxico-gramatical e Fonológico ortográfico.
Semântico
Léxico-gramatical
Fonológico ortográfico
COESÃO
Para Halliday e Hassam (1976), a definição de coesão precisa ser complementada por classes específicas de contextos de situação e que definem o texto de forma mais ampla, levando em consideração o uso do contexto.
A coerência é um elemento que pode ser encontrado a um nível macrotextual, exatamente o contrário da coesão que é encontrado a um nível microtextual.
Widdowson (1978) afirma que a coerência está ligada diretamente aos atos ilocucionários e a ligação de termos são dados de forma implícita. Os atos ilocucionários estão dentro dos atos de fala, que por sua vez são divididos em:
• Atos locucionários;
• Atos ilocucionários;
• Atos perlocucionários.
É importante ter em conta que as diferenças culturais podem trazer condições diferentes no processo de produção discursiva, portanto, o ato ilocucionários pode variar segundo a cultura de uma dada comunidade linguística.
Em suma, a coerência é um conjunto de elementos que apresentam nexo e conexão. Dizer que um texto está coerente é dizer que ele tem uma sequência lógica e que possa ser entendido pelo receptor sem que o mesmo não tenha nenhuma dúvida de interpretação.