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Boulevard de Inverno

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Academic year: 2022

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Jonas M. S. Silva

BOULEVARD DE INVERNO

2ª Edição

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1 Jonas Matheus

BOULEVARD DE INVERNO

2ª Edição Revisada

Belém 2016

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2

Copyring© Jonas Matheus Sousa da Silva, 2016

®Todos os direitos reservados

*Correção gramatical e estilística:

.: Maria Conceição de Lima.

*Diagramação: Jonas Matheus S. da Silva.

*Foto da Capa:BOULEVARD CASTILHO FRANÇA – BELÉM - BELLE ÉPOQUE

*Imagem da marca d’água:https://www.dreamstime.com/olive-tree-black-white-drawing- isolated-olive-tree-drawing-image114489579

Catalogação na Publicação (CIP) Ficha Catalográfica feita pelo autor

S586b Silva, Jonas Matheus Sousa da, 1989 – Boulevard de Inverno / Jonas Matheus Sousa da Silva. – Belém: Edição do autor, 2018.

113p.

ISBN: 978-85-5697-570-6 1.Literatura 2.Poesia.

1.Título.

CDD: B869.1 CDU: 82-1

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Aos meus amados pais Jovêncio e Antônia, irmãos Jorbia e Tiago, cunhado Ricardo, primeira sobrinha Sophia, aos amigos, colegas amantes da poesia e à Ordem Franciscana Capuchinha.

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AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus, pela Sua infinita misericórdia para comigo ao me ter confiado o dom de compor poemas. Agradeço a Santa Mãe de Deus pela sua proteção espiritual, ao seráfico pai São Francisco e a São João Paulo II pelos seus testemunhos de santidade que me marcam profundamente.

Muito obrigado ao amigo Antônio Jaspers Sodré, livre pensador e autodidata do campo filosófico, radicado na região bragantina do nosso Pará, pelo apoio constante que me dispensa;

sobretudo por ter muito gentilmente colaborado com esta obra nos presenteando com alguns de seus poemas românticos para a seção

“ OEMAS NU CIAIS”.

Manifesto a minha gratidão aos confrades capuchinhos pelo constante apoio, especialmente ao Frei Eldi e ao Frei Nilton que me apoiaram na publicação deste; também agradeço aos meus colegas frades, Wilton, Edonildo, Domingos, Odinei, Claudson e Pablo.

Sou muito grato à Professora Maria Conceição de Lima que, de modo muito dedicado realizou, as revisões, gramatical e estilística, desta obra.

Agradeço aos meus pais, Jovêncio e Antônia, aos meus irmãos, Jorbia e Tiago, também a minha sobrinha Sophia, pelo calor e amor familiar. Estendo estes agradecimentos aos meus avós, Otávio e Osmarina, aos tios e primos. Também agradeço a madrinha espiritual Irmã Maria Elisabete, ocd, e ao meu orientador espiritual, frei Pedro Antônio, pelas constantes orações e orientação na caminhada cristã.

Destino os meus agradecimentos aos colegas poetas e aos amigos que se envolvem com este gênero literário.

A todos vós, amigos e colaboradores, meu agradecimento cordial

Jonas Matheus

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Ó CORAÇÃO DIVINO DE JESUS, PROVIDENCIAI!”

“Esta semp e iluminad , / Com a luz do Amor, / Do Sagrado Coração!

/ É o nosso maior bem! / Ele é a porta pela qual vamos entrar, / Na N va Je usalém!”

Jovêncio Olivera da Silva . Congresso do Apostolado da Oração.

X Estrofe

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“O que a a te seja, tem de ap eende -se a partir da obra. O que seja a obra, só o podemos experimentar a partir da essência da a te”

(HEIDEGGER, 1991, p.12.)

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APRESENTAÇÃO

Eis que vos apresento este compêndio de poemas, que den minei “B uleva d de inve n ”. iss , p ss da a c nhece o sentido que encontrei nesse título, para que este rotule esta obra literária.

“B uleva d” é uma palav a ancesa que signi ica um la g caminho com canteiros de flores ou árvores em seu meio, para servir de passeio aos transeuntes e carros, uma senda planejada e urbanizada, digamos assim, para tornar propício o ato de passear.

Essa palavra se tornou comum também em Belém, na administração do senador Antônio Lemos sobre a capital paraense, período da Belle Époque, quando a região Amazônica obteve uma economia elevada no auge do ciclo da borracha, entre os séculos XIX e XX, e o padrão cultural era ditado pela cultura francesa.

As expressões senda, caminho, via e seus sinônimos estão presentes na minha lavra poética contida neste livro. Estas são reflexos do período em que estudei o pensamento de Martin Heidegger, acerca da linguagem poética como casa e via do ser, que é p esença. Neste sentid , a palav a “B uleva d” t na-se uma forma regional para se referir a esta senda da linguagem poética.

Quant a “Invern ”, sabe-se que é simbolizado pelas chuvas.

Estas que são tão constantes na região Amazônica. Refere-se, ainda, de certo, modo à evaporação dos rios que torna o clima muito úmido e quente nas regiões ribeirinhas. Em Belém, também, é típica a cotidiana chuva da tarde. Muitos dos poemas foram compostos no estado do Maranhão; porém, o oeste maranhense também compõe a região Amazônica.

Deste m d , neste lite á i “B uleva d de Inve n ”, a luz d ser se apresenta na linguagem artística com as facetas de religiosidade, harmonia da natureza, amor esponsal, regionalismo, temas sociais, alteridade pessoal e pensamento filosófico.

Então, caríssimo leitor, ponho em suas mãos o convite para percorrer esta senda de vida, palavra e essência.

Forte abraço e boa leitura!

Belém – PA, 13 de maio de 2014.

Jonas Matheus

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POEMAS RELIGIOSOS

“MINHA ALMA SUS IRA E DESFALECE ELOS ÁTRIOS DO SENHOR; MEU CORAÇÃO E MINHA CARNE EXULTAM PELO

DEUS VIVO”

(Sl 84, 3)

VOSSA PRESENÇA É VIVA

Vossa presença é viva, E vossa ação, eficaz...

Atuando em nossas vidas, Guia-nos à santa Paz;

Que encontramos na escuta, De Vosso Deus e Senhor;

Pois assumistes sã proposta, Que nos deu o Salvador.

Escutastes Vosso filho, E o seguistes, com amor;

Convivestes com os discípulos, Mas sempre sois mãe do Senhor.

Sois feliz, santa mulher!

Sois templo vivo do amor, Pois guardastes a Palavra,

Que em vosso ventre se encarnou.

Ó mulher, vós sois igreja, Porque portais o Senhor;

Desde a sua encarnação, Em vosso ventre acolhedor, Também em vosso coração, Onde está sua doutrina, Que modelou vossa alma, Em discípula do Amor.

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12 Estáveis ao pé da cruz, Sentida com a dor do Filho, Aceitando o desígnio

Do Pai nosso em nos salvar...

Contemplastes o mistério Da Igreja de Jesus, Do Sacro Coração,

Derramou-se em graça e luz.

Junto a nós, estais presente, Como mãe a interceder.

Ó Maria, sois exemplo.

Sois Igreja que contemplo!

São Luís – MA, 14 de junho de 2007.

DISCÍPULA EM QUEM O AMOR SE FEZ

Quando te chamou, o Pai E acolheste o Seu Verbo, O Espírito desceu E o Amor se fez em Ti.

Não te impões sobre o Teu Filho, Reconheces nele o Cristo, E, aceitando o Seu chamado, Viveste o discipulado.

Quiseste, pôr-te a Seus pés, Com atenção à sã doutrina, Pois guardavas tais palavras, Meditando-as com afeição.

Numa escuta oblativa, És imersa, ó Maria, Elevando-se o teu ser, No Pai que santa te fez.

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13 És primeira dos discípulos, Pois os ama como mãe...

Dais carinho, teu amor, Aos que amam o Senhor.

Segues a Ele, com amor, Do Presépio até a cruz, Participas da Sua dor, Que a Sua Igreja gerou.

Ó mãe, discípula e missionária!

Onde estás, está a Palavra, Anuncias o Teu Filho:

O nosso Senhor Reina vivo!

Em ti vejo o modelo, Para quem deseja ouvi-Lo;

E vivendo em conversão, Ser discípulo em missão.

São Luís – MA, 11 de setembro de 2007.

CORPUS CHRISTI

Com o coração e a razão, O povo capanemense Mescla a arte e a fé Na presença de Jesus, Que na santa hóstia reluz.

Marchando, seguem seus pés, O Pão Vivo, resplendente, Que abençoa e que conduz, Seus corações e mentes.

A arte do nosso povo, Em tapetes coloridos,

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14 Sacralizam o caminho.

Para o coração, como ninho, Recebê-Lo com carinho;

Tomando o sangue, ex-vinho, Tornando-n s, d’Ele, amig s, De Cristo, um povo santo...

Capanema – PA, janeiro de 2008.

A PALAVRA DE DEUS

O Deus imenso revelou-se!

Na história da Salvação, No Filho, pelo Espírito, Vem o Pai ao nosso encontro.

Nossa condição o Filho assumiu, Falando-nos em nossa linguagem Inspirando-nos a ser justos, Vivendo o amor-caridade.

Sua Palavra é eficaz, Ilumina a humanidade:

Encarnou-se! É Jesus Cristo, O Filho de Deus Salvador!

A Sua lei é vivaz!

É ágape em nosso meio.

Chamando-nos à perfeição, Que é viver a Sua paz!

Capanema – PA, janeiro de 2008.

FRANCISCO DE ASSIS No subúrbio de Assis,

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15 Em meio ao ítalo-inverno, Há um homem pobrezinho Construindo um templozinho.

Um varão muito feliz,

Com vestes modesto-luzentes, Pondo pedras sobre pedras, Fazendo sua alma reta.

É Francisco de Assis, Querendo seguir a Jesus!

Transpassado de Amor, Com imenso zelo e ardor.

Ele canta entre os bosques, E, por vezes, silencia...

Ora muito e muito ama, Ser fraterno é sua trama.

Francisco vive o Evangelho!

E, nesta urdidura, não está sozinho.

Tem o Pai e seus irmãos, Assim, todos dão-se as mãos!

Capanema – PA, janeiro de 2008.

CORAÇÃO DO REDENTOR

Jesus Cristo, ó meu Senhor!

Abri, vosso coração redentor!

Acolhei-me em vosso amor, E fazei de mim, vosso irmão.

Que seja eu, para o mundo, Vosso sinal de salvação, Discípulo da Redenção,

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Vivendo o vosso grande amor!

Que vossos braços acolham a Igreja, Dando a reconciliação,

Acolhendo a vossa esposa, Na alegria do perdão!

E que n “céu” habitem s, Vossa misericórdia vivendo, Como vosso povo remido;

Em vosso seio, ó Deus vivo!

Capanema – PA, janeiro de 2008.

DESPERTAR PARA A FELICIDADE

Despertando com o halo do sol em minha face Meus olhos ainda temiam se abrir.

Mas, de repente, num momento, num segundo, Controlei o velho sono, fixando Sua luz.

Lembrei-me das labutas da diária cruz, Contemplando ali, o Cristo, em segundos, Os que fizeram meu coração se abrir, Estampando a esperança em minha face.

Olhando o meu Senhor, pelo ícone da cruz, Ouço no silêncio que brota da fé,

E lembro-me do bem que Ele fez e anunciou:

Revelou-nos que Deus nos ama e é nosso Pai, Fazendo-se, Ele, o caminho que nos garante a paz.

Em meio ao mundo, muitos O esqueceram, pois não [silenciaram:

Sofrem angústias, ignoram que remédio são amor e fé:

A fé que nos faz ver que a vida vem da cruz.

Acredito em Jesus de Nazaré, que esteve morto, mas

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[ressuscitou!

E digo que Ele é Deus se sigo o Seu caminho que me [dá felicidade:

A senda do Amor que partilhado se doa:

É o mistério que nos conduz para próximo de Deus.

Amando aos irmãos, amo a Deus,

Fazendo da oração a mais nobre das ações.

O ser humano, em sua vida, encontrará felicidade, Se viver a realidade. Daquele que o amou.

Quando o mundo despertar, conhecendo o Senhor [Cristo, As pessoas serão felizes, pois reinará o Amor,

Nova vida surgirá, mais singela que a flor, Pois no mundo florirá a Páscoa do meu Senhor.

Capanema – PA, 2006.

RAINHA

Olhei o céu cinza-azul, Também, um pássaro a voar.

Senti o vento tão frio, Do inverno a chegar...

Do pássaro a vagar Nas nuvens, vi o brio, Vi, também, o raio solar.

Senti como o chão a flutuar.

Ali, com as mãos, colhi bela rosa, Do jardim do meu quintal

Bem antes da forte chuva, Livrei-a de algum mal.

Mal ergui, no vendaval, Meu pequeno guarda-chuva, E caiu o chuvaral,

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Mas, não maltratou a flor-rosa.

Embaixo do guarda-chuva, Protegendo aquela flor, Enfrentei toró e ventos Até encontrar a Senhora, Em seu templo de fervor:

Expressando sentimentos, Consagrei-lhe a vida em flor, Sem dor ou palavra turva.

Passado o feliz encontro Ela vive no meu coração;

Inundando minhas ações, Com perfumes de encanto...

A Virgem de Nazaré, Rainha de quem tem fé.

Capanema – PA, outubro de 2006.

IRMANDADE

Há o Deus desconhecido, inominável:

Ser supremo, todo o bem e muito mais que Amor, Que se deu a conhecer em Jesus, nosso Senhor.

A Ele, agradeço com o coração abrasado de amor.

Obrigado, bom Senhor, por orientares minha história, Na amizade que me deste a conhecer, cheia de luz:

Comum senda do fraterno amor que nos conduz,

E g ava ecip camente se d’Um n’ ut , na memó ia.

São Luís – MA, 11 de setembro de 2011.

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DA CULTURA DA MORTE À CULTURA DA VIDA (I PARTE: Morte)

Das chaminés ou das máquinas,

Gases mortíferos sobem tornando plúmbeos os céus;

Nas nuvens, que os ácidos sorvem, Fazendo mortífero o ar.

Sinais da morte do amor, No coração dos humanos, Que se fazem desumanos;

Lançando sementes de dor, Cultura da morte a se impor!

As fontes, os arroios, os regatos,

De água potável saudosos, padecem a poluição.

Da vida, a dissolução!

Do homem, destruição!

E a “n ssa i mã, a mãe te a”, Que já, os seus giros, erra, Está, agrotóxicos bebendo,

O sangue de injustiçados, absorvendo.

(II PARTE: Vida)

Ó bendita Mãe de Deus e nossa mãe, Intercede pela Igreja, que milita;

Para que derrube as estruturas niilistas,

Levando Cristo aos povos, como mestra e mãe;

Erguendo a Cidade de Deus, com teu amor maternal!

Pois a vida é dom de Deus, nosso Criador!

E o ser humano tem a dignidade, Que se dá no amor.

Defendendo a vida, na integridade,

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Colocando-a em obra da Verdade!

É preciso gritar ao mundo

Que o fundamento da vida é Deus.

É necessário cuidar do outro, Vivenciando a Palavra de Deus, Para a parusia do Reino no mundo.

É belo cuidar da vida!

Zelar pelo devir do planeta!

Derrubar dos tronos os corruptos.

Para que a Imaculada seja a luzente estrela, No advento do Senhor da vida.

São Luís - MA, 05 de dezembro de 2011.

TÚNICA

Nas águas batismais alvejada, Ó alva veste que me revestes, Simbolizas a pureza almejada Que da graça de Deus me veste.

Ó cândida veste e cor da hóstia, Que eu seja mansa hóstia de Jesus, Para que eu participe da Sua vitória, Com o fogo do sangue e pela Cruz.

Sag ada túnica, “ upa d s anj s”, Prenuncias a pureza dos Serafins, Que eu participe do coro dos santos!

Singelo traje de luz divina, Trazes-me o selo da ressurreição Para que o Amor possua minha vida.

São Luís – MA, 27 de maio de 2012.

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21 CÍNGULO

Ó Senhor, que eu seja tão livre, a ponto De me abandonar à Vossa graça, Cingindo os meus rins, sempre pronto, Como fiel servo à Vossa espera.

Senhor, que eu viva a penitência, Subjugando o eu-velho-homem Pela operante oração e vigilância, E Vossa graça me fará um novo homem.

Que a minha vontade seja aberta, Ao entranhado e fiducial compromisso, Com a imutável porta aberta.

Dá-me a graça da austeridade, No caminho da existência,

Que é a Vossa providencial vontade.

São Luís – MA, 30 de maio de 2012.

ESTOLA

Sinal direto do pontífice,

Dignamente pendente dos seus ombros:

D “Out C ist ”, sace d tal jug , Para de santas pontes ser artífice.

Faixa pascal do ministério, Fundado no sangue do Senhor, No qual as chaves são penhor, Do eterno e celestial mistério.

Dizendo o vínculo da paz, Na Encarnação, Páscoa e Cruz:

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22 Misericórdia e graça assaz.

Estola: símbolo de Cristo, Da ponte eterna e redentora,

Que n s t na d ai, “ ilh s n Filh ”.

São Luís – MA, 30 de maio de 2012.

CASULA

Revestido da Vossa ternura, E poder de serviço, ó Senhor, Para proclamar Vosso amor, Alcançando a Vossa estatura.

Nesta solene vestimenta, Eu anuncie os teus mistérios Vivendo o autêntico ministério, Que a vida humana sacramenta.

Com a veste sacerdotal De Cristo, pastor da Igreja, Celebramos o preceito pascal.

Agind “in pe s na Ch isti”, Em obediência ao Senhor, Vivenciamos o dom do Amor.

São Luís – MA, 31 de maio de 2012.

CRUZ

Pendente do meu pescoço, Aceito o jugo do Senhor,

Com voluntária servidão de amor,

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A cruz me lembra do meu preço.

O crucifixo: trago-o no peito, À frente do meu coração, Orientando minha ação

Para a dignidade que vem de Cristo.

Ó cruz, porta para a vida, Re-significada no sangue divino, Que Deus me reservou, a mim dizes.

Cruz, que unes céu e terra:

Plenitude da divina encarnação, Seja-me impulso à conversão!

São Luís – MA, 31 de maio de 2012.

MITRA

Encimado pelo capacete da salvação, Sinal da Revelação que redime o homem Em torno de Cristo, o Sumo Pontífice.

Fiel ao mandato que Ele mesmo disse:

“Anunciai a s p v s meu N me!”, Celebrando o memorial da salvação.

Pastoreando o rebanho do mestre, Ensinando-o à luz dos dois Testamentos, O brilho do rosto de Moisés nos reveste.

São Luís – MA, 31 de maio de 2012.

PRECE À MÃE DE DEUS Ó Mamãe, nossa mãe!

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Quero, apenas, dizer neste dia, Bem aconchegado em Vosso colo, Que de amor, meu coração está ferido.

A minha súplica, logo Vos digo, Que volteis vossos maternais olhos Sobre os percalços de nossa vida.

Por isso, vosso auxílio, suplicamos-vos, ó mãe.

São Luís – MA, 10 de junho de 2012.

CAMINHO, VERDADE E VIDA

Senhor, que sou eu perante Vós?!

Vós, ó meu Deus, bem vedes minha miséria.

Usurpador sou eu, pretendendo o Vosso poder!

Eu não existo sem o Vosso Santo Sopro ter:

Sem o auxílio da Vossa graça, nada seria,

Mas na Vossa misericórdia, Vós constituís a mim...

Senh , a V ssa “kenósis” evela V ssa g andeza:

Assumindo a condição humana: extrema humildade!

Na dor e cruz: a autenticidade do amor.

No Vosso imortal coração há, da chama viva, o ardor, Que, na parusia eucarística, doais à cristandade Para que, vivenciando a cruz, eleve-se a pessoa

[humana à Vossa beleza.

Senhor, que criais em nós a santa vida,

Vinde e moldai nossa vida conforme Jesus Cristo!

Acendei em nosso peito o fogo da caridade, Moldando em nossa prática, sabedoria e lealdade.

Para, enfim, meu eu morra e viva só o Cristo:

C ist Jesus: “Caminh , Ve dade e Vida”!

São Luís – MA, 17 de setembro de 2012.

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PRECE DIANTE DA CRUZ

Contemplando, ó Jesus, a Vossa cruz, Sab ei a “amb ósia” d V ss am . Este mistério que se prova na dor, Transfigurando minha alma na Vossa luz.

Banhado, ó Cristo, pela efusão do Vosso sangue,

O Divino Espírito acende a Vossa presença no meu nada.

O meu ser, na esperança aguarda,

A plenitude da ressurreição, que me tange.

Assim, rendo-Vos, ó Senhor, a gratidão, Pelas mãos da Vossa Imaculada Mãe, No amor do Espírito, a viva unção.

Obrigado, ó meu Deus, pela cura,

Ó diviníssimo médico, que de nós cuidais, Elevando-nos à Vossa santa estatura!

Barra do Corda – MA, 29 de dezembro de 2012.

PAIXÃO DE CRISTO

O sol segue escaldante,

Jasmins e rosas evolam perfumes.

Da sexta-feira santa, seguem-se os costumes, Memorial de Cristo, com a cruz, caminhante.

Ao meio-dia, nuvens cobrem o sol, Com a criação, mergulhando no silêncio.

Da alegria, percebe-se a ausência, Pois está cravado à cruz o verdadeiro sol.

Verte, Ele, o Seu sangue, por amor a nós, Batizando-nos na Infinita misericórdia,

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Para que surja um povo redimido na concórdia.

Do alto da cruz, pende o Divino Cordeiro, Amando-nos, entrega-nos o santo Amor.

Bradado o grito da vitória, amor e ardor.

Trizidela do Vale – MA, 29 de março de 2013.

COM JESUS

Diante da presença de Jesus, Vem e embala os meus cabelos, Do litoral salino, o vento,

Enquanto me concentra a santa cruz.

Jesus no consagrado pão, Dá-se oculto a contemplá-Lo...

Só vivo plenamente se amá-Lo, Revestido da Sua bênção.

Sim! O Filho de Deus está aqui...

Sacramento Santíssimo do altar:

O próprio Onipotente aí está!

Por amor, ao deserto me conduz, Dando-me a saborear Sua Palavra...

Assinando no meu peito a Sua lavra.

Salinópolis - PA, 29 de outubro de 2013

SOBE AO MONTE

À Luciane Moraes Sobe ao monte, cara amiga,

Iluminada por Cristo serás!

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Ao cume, a pátria terás visto, À luz da sabedoria Antiga e Nova.

Sob as regras de Teresa e João, Sê dos Teus Três, nobre morada!

Em teu coração: tenda sagrada, Sempre irradie o Vivo Pão!

Sobe ao cume da santidade!

E tua vida dispense a caridade, Por Cristo, a fiel esponsalidade!

Vive, ó irmã, a pura alegria:

Do paraíso: presença e nostalgia, Bebe, então, da fonte de água viva!

Belém – PA, 09 de maio de 2014.

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POEMAS CRIATURAIS

“OS CÉUS CANTAM A GLÓRIA DE DEUS, E O FIRMAMENTO ROCLAMA A OBRA DE SUAS MÃOS” (SL 19, 2)

JANELA ABERTA... SOL A SE PÔR

Janela aberta!

Aberta lua...

Lua no céu.

Céu clari-ouro, Azul de uma tarde De ventos a passear...

Ventos do norte, Arqueando palmeiras Na areia do mar.

Sinto a maré generosa, De grandes ondas gloriosas, E o som de sua força vigorosa.

As gaivotas risonhas,

Bando de aves negras-brancas, Vão riscando o meu céu...

Livres, em seus voos, Cortando o imenso azul.

Vão ao encalço solar.

Seguem a luz. Ao ocidente:

A grande estrela radiante, Que à lua já dá lugar.

Vejo o sol a se pôr,

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30 Iluminando o grato mar...

Olhando a noite chegar...

Cometas, estrelas, luar...

São Luís – MA, 21 de outubro de 2007.

FLORES DA HUMANIDADE

Hoje acordei

Bem disposto a reciclar!

Tomei as ga a as de “ e i”...

Com tesoura, pus-me a cortar;

Confeccionando vários vasos, Pra minha janela enfeitar.

Tomando a úmida terra;

Terra-húmus, solo humilde.

Fria vida em potência...

Preencho os novos vasos, Com esse fértil solo;

Este que me traz esperança.

Cavando as fecundas terras, Sepulto pequenas roseiras;

Que sobre o parapeito da janela, Crescerão e florirão.

Colherão sereno e vento, Sob luares e auroras.

Serão flores perfumadas, Fecundas, sadias e belas;

Entre folhas e acúleos...

Bem perfeitas..., femininas.

Alvas, sanguíneas, douradas...

Serão símbolos de esperança.

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Alimentá-las-ei nas manhãs, Mostrar-lhes-ei o vigor solar, E as farei ver o luar.

Sem boa água faltar, Velarei por frágeis vidas:

Essas flores, tão queridas!

Flores não são minhas.

São de Deus!

Flores do cosmos!

Flores da humanidade!

São Luís - MA, 30 de outubro de 2007.

ACORDEI PARA VIVER Acordei!

Eis mais um dia!

Abro a janela, E vem a brisa...

No silêncio matutino.

Vem com os raios Fios-dourados Do sol nascente, Em meio às árvores.

Escuto pássaros, No seu cantar, Pois cantam à luz, Ao despertar.

Est ela d’alva, Ainda está

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32 No céu que vejo Ao levantar.

Muito tempo Eu já não tenho, Pra dedicar-me A tais fatos.

Pois, tempo corre, E o mundo chama Para o trabalho Gerar capital.

Café apressado...

Trânsito estressado!

Conturbação...

Pra sobreviver...

Suar pra viver!

São Luís – MA, 04 de dezembro de 2007.

PÁSSAROS FRIZADOS

Às primas horas da aurora, Sentindo um frio brisante, Sentei-me no jardim dos frades, Extasiei-me no estético silêncio

Singelamente, contemplando os periquitos...

Cinco avezinhas!

Belas, coloridas e empoleiradas, Com plumas brancas-verdes-azuis.

“F inh s” icam n i matutin ,

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33

Ou “p a lá e pa a cá”, em seus p lei s.

Simples e pacíficos estes...

Achegam-se para se aquecer.

“Enam am-se”, u d mem, Mal percebem entretidos, O pequeno camundongo A lhes roubar o alimento.

O vento frizante os entorpeceu, E o silêncio pálido,

Este os frizou...

Marabá – PA, 30 de abril de 2008.

A ROSA-VINHO

Há um ano te plantei.

Eras tu apenas um broto, Mas me trazias a esperança.

No verão, matei-te a sede, No inverno por ti velei...

Tua beleza, eu esperei.

Foste crescendo e ficaste viçosa, Assim, teus galhos então podei Para não envelheceres.

Na primavera, terceiro dia, Deste-me dois botões E na alvorada, belas rosas

Rosas silvestres, da cor de vinho Flores fecundas, cheias de polens.

Perfume singular e extasiante.

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Teu doce vinho e ótimo perfume A ti at aem, “magnetizand ” Aves do céu e abelhas, ao jardim.

Marabá – PA, 27 de julho de 2008 PEIXES DO CONVENTO

Ó, meus amigos, Eu vos falo, sobre isso:

Quem é verdadeiramente faminto?!

No convento,

Verdadeiramente faminto,

Não é o frade que rouba a despensa.

Verdadeiramente faminto, É aquele que, na madrugada, Desce veloz ao tanque de peixes.

E sem mais esperar, Este pobre faminto Apanha um, dois peixes...

E, no mais tenebroso silêncio noturno, Com água na boca,

Devora-os.

Assim, os indefesos peixinhos São tão bons...

Ao paladar do fradezinho.

Ó, pobres peixes conventuais, Quão terrível é

A vossa sina!

Marabá – PA, 05 de junho de 2008.

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35 PASSEIO DE INVERNO

Num frio de dia de inverno,

Como é curioso! Passear no micro bosque Que plantamos no quintal familiar, C m a “asthesis” de mat s valhad s E deixando os meus pés, molhados.

Assim, sigo a trilhar,

Na espiritual penumbra. Quem ouve As gotículas da chuvinha de inverno?!

Lá, observo a frondosa mangueira, Repleta de doces frutos suculentos.

Depois dos açaizeiros, há o cacaueiro, Donde apanho dois frutos alaranjados.

Passeio entre as papoulas vermelhas Onde repousam cinco pardais matreiros.

Mais à frente vejo um casal de patos sonolentos, Entorpecidos pela fragrância da alva roseira.

Deste modo, faço o meu passeio matutino, E recordo minha infância na casa familiar:

Do quintal e micro bosque até o lar, Até que tenha vindo o bom calor solar.

Capanema – PA, 12 de janeiro de 2011.

MISTÉRIO

No raiar de um novo dia, Da janela do quarto, contemplo O despertar da natureza, sob a luz.

Natureza enriquecida, que reluz!

Não parece ter ocaso esta luz

Colorindo tudo, qual cauda de avestruz, Na brisa matutina que foge ao tempo:

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36

A esperança se refaz em mais um dia.

Ó, passaredo, cantai, voai!

Cortai o alto alvi-azul!

Fazei a festa no céu,

Ao passo que os galos cantam à luz!

Estes, fiéis à tradição que os conduz, E os seus pintinhos não cantarão ao léu...

À luz ast al de “tupã-açu”, Dos pássaros, ladeado, pelo voo.

As árvores dançam num ritmo divino, Que dá à vida um novo sentido:

O mistério se espalha no ar, Porém, de maneira lúdica, Deus bendiz suas criaturas.

Estão, Seus anjos, a Lhe louvar, Na ordem que remonta ao princípio, Na vontade divina, imergindo.

Capanema – PA, 2006

ANGÚSTIA TORRENCIAL

Gripado, em plena manhã, No frio da chuva ludovicense, Apenas contemplo velhos prédios E não sinto a paisagem estranha, Na friagem inocente,

Pois, resfriado, estava entediado!

Mal consegui ler Giordano Bruno, Com náusea de existir naquele dia, Com muco a me vedar narinas E a saudade do amor de outubro:

Presença da amada com alegria,

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37

E sua ternura a coroar-me a vida.

Foi quando apareceu entre plumas Intumescidas, um pombo, ave solitária, Ao lado de uma caixa-d’água:

Aquecido em suas penas escuras.

Sobrevivendo àquele frio diário, Embaix daquele “pau-d’água”.

São Luís – MA, 15 de abril de 2011.

FLOR LARANJADA

No silêncio tropical do anoitecer, Brilha a lua não-fixada lá no céu.

E, na floresta chora um homem, pelo fel:

Amarga a dor de um amor que não teceu.

Na fria noite da floresta tenebrosa,

Suas lágrimas qual sementes caem no chão:

Derrama-se o coração do homenzarrão, Que a floresta tornou pequenininho.

Já cantam as aves o raiar do novo dia, Fazendo o tal homem fugir dessa paixão, Varando, desprezado, outros rincões...

Das lágrimas brotaram, nessa terra, Tantas plantas, como a laranjeira em flor:

Herança do seu fel, de mal-de-amor.

Se perpetua nessa terra seu memorial de dor!

Capanema – PA, 2006.

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38 JOGO DE POMBOS

Seis pombos no telhado Agrupam-se ao tomar sol, Remexem-se e batem asas Banhados ao sol em brasa.

Observam inquietos:

Sentam no meio do jardim, Na fonte de verde água, Três pombos de plumas áureas.

E logo, alguns desses voam Em curvas, cortando o ar, Ou dançam a arrulhar.

Logo, um pombo corajoso, Duma pomba aproximou-se.

Começaram então joguinhos...

O que lhes trará filhotes, E, para nós, mais pombinhos.

São Luís – MA, 19 de abril de 2011.

VENTO, PRAIA E PARDAIS

Essa brisa com sabor de salitre,

Sinto-a como vento passando no meu quarto, Ouvindo do vento passando, o uivo...

Vento de Salinópolis, vento que não é raro.

E na cumeeira desse quarto do segundo andar, Alojam-se muitas pardocas com os seus ninhos.

Assim, os pardais os protegem, a cantar, Ao passo que as mães esquentam os filhinhos.

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39

Mirando, da janela, vejo o vermelho farol, Que nas noites, risca esses céus com sua luz.

Sim, daqui olho o luzente fanal...

Salinópolis- PA, 16 de dezembro de 2012.

CASCATAS

Caem cascatas, Fria energia!

Furiosas águas, Que furam pedras ...

Modelam o sólido, As vivas águas;

Pra nascer do solo, Árvores frutíferas.

O sol clareia, A luz perpassa, Aquelas águas...

Que são tão puras, Cheias e vivas De criaturas...

Carolina - MA, 28 de agosto de 2013.

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POEMAS REGIONALISTAS

“O ES ÍRITO DO SENHOR ENCHE O UNIVERSO” (Sb 1, 7)

BARQUINHO DE PAPEL

Ainda há pouco, quando fiz Um barquinho de papel, Recordei-me da minha infância, Na qual esse já estava.

Tempo bom, o infantil, Quando cu sava “Ja dim”;

Com os colegas brincava...

Quantas cantigas de roda!

Massinhas a modelar, E desenhos a pintar;

A criatividade aguçando...

Para no mundo, inventar.

Das folhas de velhos jornais, Ensinou-nos, a professora, Fazendo muitos barquinhos, Como tantos aviõezinhos.

E os recreios se passavam, Entre lanches e brincadeiras...

Aviõezinhos cruzavam os ares, E barquinhos, as poucas poças.

Era curiosidade....

E prazer de estarmos juntos, O bom método pedagógico, Faz-nos querer aprender.

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42 O meu barco de papel, Foi-se nas poças ou no lixo, É, mesmo assim, um bom símbolo, De tempo que valeu à pena.

O meu símbolo da infância:

O barquinho de papel...

São Luís, 05 de outubro de 2007.

VOU A BELÉM!

A Belém, já vou de novo, Ao Círio de Nazaré...

Novamente vou aos pés, Da santa que traz meu Senhor...

_ Por que Belém?

_ Por que ver aquela Senhora?

_ É cultura com fé, O sofrer naquela corda?

Bem convicto, eu digo, Dou razão à minha fé!

A resposta que eu dou, É pra saborear o viver...

_ Todos, homens e mulheres São Católicos (= Universais), Afetivos-racionais,

Buscando o amor, com fé.

_ Nasci para a comunhão, Então já vou a Belém, Aonde muitos vão também, No uno laço da fé...

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43 Ver a imagem é buscar, Da grande mãe, recordar;

Mãe de Cristo, mãe dos homens, Seu belo exemplo nos dá.

O povo paraense, Bem sabe viver sua fé;

Pois nela está sua cultura, Que assim faz-se permanente.

As pessoas, que insólitas, Atrelam-se na santa Corda Unindo-se à cruz de Cristo, Comunicam a Sua glória.

À Belém, vou mais um ano, Unir-me ao mundo da fé;

Encher-me vou, só de bem, Cantar à Virgem de Nazaré.

São Luís – MA, 10 de outubro de 2007.

AGRADEÇO-VOS, NOS LENÇÓIS

Ó céus azuis...

Trazes os ventos, Portando em si A fina areia branca Que formam dunas:

Alvos lençóis...

Pequenos, grandes, em movimento, Com própria vegetação.

O forte sol, Luzente e quente,

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44

Reflete a luz nas brancas dunas.

E as lagoas, grandes e rasas,

Com águas frias, brincam com os ventos, Fazendo ondas: seus movimentos.

Sopros dos ventos, nas águas claras;

Fazem massagens, são terapêuticas.

Agradeço-vos, ó Senhor!

Em meio as Vossas maravilhas, Sinto vossa imensa graça...

Tamanha harmonia na Criação.

É bom estar aqui,

Na extasiante contemplação, Tocado por Vosso Amor, Nas obras de Vossas mãos.

Barreirinhas – MA, 16 de novembro de 2007.

ESCALADA1

Curto grupo de amigos Num velho carro a correr, Por uma estrada barrenta, Em tempo de chuva violenta.

Nos interiores de Trizidela, Numa margem da estrada há Grandiosa gleba de pedras;

Que as escalando, subimos nelas.

Uma subida difícil;

Em rochas não aplainadas;

Com suor descendo no rosto, E palmas das mãos, calejadas.

1 Poema dedicado aos Freis Ribamar Gomes e Basílio, filhos de Pedreiras.

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45 Chegando ao topo do monte Recompensa é a vista;

Por tal desafio superado, Vê-se o panorama da conquista.

Pedreiras - MA, 28 de dezembro de 2007

CAPANEMA

Ó querida terra:

Capanema,

Salve, ó terra em que nasci!

A cultura do teu povo, Laborioso, religioso...

Deste-me, como lar.

Teu progresso seja imenso!

Teus filhos sejam felizes, Construindo tua história!

Que a fé seja o teu lume, E, teu legado, ó cidade, Nos caminhos da memória!

Que o saber e o trabalho, Inerentes ao teu povo, Sejam-te brilho e glória!

Capanema – PA, janeiro de 2008.

EM MARABÁ

Às margens do Tocantins,

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46

Confluindo com o Itacaíunas;

Chego à cidade partida em três, Cortada pela Transamazônica.

Em Ma abá, est u, “Filha de G nçalves Dias”...

Desde os dias de outrora,

Marcam-te os rios, nos castanhais.

Ó Marabá, a ti auspicio:

Que o teu povo viva em paz!

Marabá – PA, 21 de maio de 2008.

MISSÃO URBANA

João, o seminarista,

A s sábad s az “past al”.

Confiam-lhe, os seus reitores, Uma área de invasão.

Um povo miscigenado, Habita no novo bairro

De Marabá, que só aumenta...

Exige-lhe paciência.

Aflito por calor e sol, Com o terço em sua mão, Visita as várias casas,

Falando sobre Cristo e Sua Igreja.

Vai o jovem missionário, Falar às pessoas inconstantes, Na sua missão urbana,

“Ca egand a sua c uz”...

Muitos lá há...

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47 Não querem saber de Jesus, Só querem da caridade, O bom assistencialismo.

Poucos ainda têm fé, Estes se sentem Igreja...

E assim, o valente João, Por lá formou, com o povo...

A primeira comunidade.

Marabá – PA, 21 de maio de 2008.

PRAIA DO ATALAIA

Recostado no muro de uma mansão, Contemplo, tocado pelo sopro do vento, A maré vazante dando espaço à fina areia, Em Salinópolis, na Praia do Atalaia.

Ondas, muitas se formam,

Quebrando-se espumosas, na areia, E deixando o sal na beira.

Atalaia de águas salgadas,

Fazendo arder a pele, nos raios solares...

Praia gravada em minha memória.

Salinópolis – PA, 18 de fevereiro de 2010.

SANTUÁRIO DE NAZARÉ Era tarde...

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Assim, no calor, sou molhado pela chuva...

Chegando de percorrer a Avenida Nazaré, Subo ligeiro ao átrio do santuário,

Sacudo meu molhado hábito, Entrando na Basílica de Nazaré, Que da porta me pareceu turva;

Vi a arte!

Abriram-se meus olhos;

Doloridos pela imensidão da glória-beleza, Só podia me ater a cada parte essas finezas:

As cores da fé feriam-me os olhos.

Transcendia-me razão-emoção em fé, Rezei, então, à Virgem de Nazaré.

Belém – PA, 19 de fevereiro de 2010.

A RUIVINHA PENSANTE

Numa noite quente, num sábado, Vi-te em São Luís,

Num ônibus agitado...

Ó ruivinha linda,

Vinhas com tua tribo juvenil,

E que atenção suscitavas te expressando,

Até de forma crítica Contra, do Maranhão, a política.

Assim, contente, contemplei tua face angelical, De líder aquela jovem tribo pensante.

Nisto uma luz refletindo em teu sorriso natural, Ressaltou a ternura feminina de teu castanho olhar De quem conhece o mundo com felicidade.

Ah, ruivinha singular!

A singeleza deste fugaz encontro é eterna, E etérea é a tua imagem a fluir neste tempo...

(50)

49 Ó ruivinha inteligente!

Ó menina pensante!

São Luís – MA, 28 de agosto de 2010.

PEIXEIRO

Na manhã chuvosa

Ludovicense, em sexta-feira:

Manhã de março,

No centro-histórico de São Luís...

Salto do ônibus,

E logo sigo para a Faculdade, Filosofando no extraordinário Matutino clima frio.

Mas, repentinamente,

Numa via, um ciclista aparece;

Mais que bem cedo, vindo da orla, E vendendo peixes.

Esse gritava, de vez em quando, Perante as casas,

Para que as donas [ quiçá os donos! ], Comprem-lhe os peixes:

- Pe-e-xe! Pe-e-xe!

Olha o pe-e-xe!

Compre o peixe-e-e! ” E, foi-se o peixeiro...

São Luís – MA, 11 de março de 2011.

(51)

50 ANGICAL

Como é bom, sentar-se na varanda Da simples casa de barro.

Ladeada por frondosas árvores, E por feliz jardim natural.

Naquele ambiente rural, Escutando pássaros canoros, Na chuva e cheiro de mato, Em manhã de semana santa.

Também vi, de um senhor, o rebanho De carneiros a correr pelo quintal.

Corria ameaçando a plantação, Pois havia escapado ao curral.

Logo, o pastor preocupado com tal mal, Põe seu chapéu e, também, seus pés em ação, E assim tange seus bichos em Angical, Encaminhando para o aprisco aquele bando.

Da capela, bate o sino, o missionário, Chamando para o culto, os fiéis, Que acorrem para louvar Cristo-rei, Em dia de lava-pés, bem no horário.

E o capuchinho, logo prega sobre a cruz, Que pesou bem sobre o ombro de Jesus, E do Mistério da Paixão, que o conduz, Para que todos vejam, da ressurreição, a luz.

Na capela, ouvem-se hinos de louvor, Da comunidade sobem preces de amor.

Assim, a estrada que perpassa Angical, Torna-se via do reino celestial.

Igarapé – Grande – MA, 22 de abril de 2011.

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51 PRINCESINHA

Musa das praias ludovicenses, Que alegra, em presença Num semblante de princesa E formoso corpo feminino, Nos teus braços há um menino:

No teu colo, chama acesa, Destacando tez morena, No teu corpo a reluzir.

Teu diálogo é brisa do mar, Torna-se agradabilíssimo.

E, contigo vêm as estrelas do luar:

Universo formosíssimo!

Deixas-me nostalgia de ti, Com saudades e com dor, Do teu belo olhar de amor Que mais enternecem em ti.

São Luís – MA, 03 de maio de 2011.

PEDRA CAÍDA

Descendo as serras de Carolina, Em meio à natural mata,

Nas pontes e escadas, rumo ao vale.

De silêncio abissal

E ar umedecido pelas águas, Caídas dos paredões;

Fugindo de humanos padrões, Perpassa a gélida e limpa água Que afugenta todo o mal, Nas ricas horas de uma tarde Quando as águas caídas cantam

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52 Na caverna de Pedra Caída.

Carolina – MA, 25 de junho de 2011.

SANTUÁRIO

No cavernoso santuário de Carolina, Fiquei extasiado, com a sinestesia:

Beleza natural que a minha visão lia, Sentindo na pele a água fria

E o odor de mata que a água tangia,

Chegando, também seus gostos pelas narinas, Ao som da cascata que a tudo invadia, Na beleza inominável em Pedra Caída...

E meu coração a lembrar de minha família, Dobrando-se em temor a Deus, que ali cria.

Carolina – MA, 25 de junho de 2011.

TEU NOME

Ó irmã,

Teu nome me recorda A luz da tarde, Que perpassa Por entre as frondes Das oliveiras de Sião e Logo encontra

Os olhos do profeta, Que a Lei, medita, À sombra

Daquelas árvores.

São Luís – MA, 03 de julho de 2011.

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53 NOSTALGIA

Agradeço todos os dias, cordialmente, À Providência do Pai, que me permitiu, Encontrar a luz dos teus serenos olhos, Em teu ser fraterno e meigo,

Adornado por parreiras cacheadas:

Como velos difusos e balsâmicos Que o vento acaricia com sua destra, Ao passo que na tua amizade me envolvo Atuando na confiança que me invadiu, E alegrando-te com a presença, calidamente.

A tua ternura feminina faz-me cativar, E pensar na presença do candor Também presente contigo,

Como uma fogueira na noturna praia do mar:

Fogo, brisa, luar e estrelas...

Refletidos na manifestação da tua espera, Pela amizade pessoal no dom do amor Elevando o meu ser a amigo,

Nas alegrias, angústias ou dor,

Que da existência podemos compartilhar.

O teu ser recorda ao meu coração, a Luz:

Mística luz, carregada do mais terno amor.

Luz de Deus manifesta em teu bendito topônimo, Que pulsa no meu ser com teu sangue e calor, Com a angústia e mistério, que a existência conduz.

No teu corpo carinhoso e gracioso,

Encontro teu espírito nos atos e diálogos pessoais:

Em teu pensar, grafado em inteligência, Na lucidez de seres sensacional,

Auxiliando-me a ser um pastor amoroso.

São Luís – MA, 02 de agosto de 2011.

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UMA PHYLARMÔNICA EM BUSCA DE AMIGOS Ao Frei Jamilson Dias

Ouve-se o clamor D’ uma hyla mônica.

Está em busca De amigo-amor.

Traz a harmonia, Com o tom social.

Tornando-se sinal De comum simpatia...

A pura melodia Move corações;

Em sons e canções, Guiando emoções.

Phylarmônica à Busca de amigos, Fluindo os rios Da música na vida...

- Venham, amigos!

Convida a música, - Vocês nos enriquecem, Em nossos atos!

- Venham até nós, Fazer harmonia!

- Com vossa simpatia, Alegria se cria!

Escuta-se o amor:

Som da Phylarmônica, A banda harmôniosa,

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55 Da música ardorosa.

Capanema – PA, 15 de fevereiro de 2014.

NOITE NAS DOCAS ’uma n ite em Belém, Nada mal é ir às Docas, Onde outrora eram malocas Hoje é porto e muito além...

Na Estação das Docas, com os amigos, Encontrar-se e alegrar-se...

Com os gelados da ‘cai u’, delicia -se, À voz e violão: canto e som para encantar-se.

Descontraindo-se ao som do carimbó, Sorvendo os regionais sabores sem dó...

No aconchego do encontro nas Docas, Perante o vai e vem das dondocas...

Belém – PA, 14 de março de 2014.

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POEMAS SOCIAIS

“SE TU TE RIVARES ARA O FAMINTO, E SE TU SACIARES O OPRIMIDO, TUA LUZ BRILHARÁ NAS TREVAS, A ESCURIDÃO SERÁ

ARA TI COMO A CLARIDADE DO MEIODIA” (Is 58, 10)

PURO MARKETING

Mesmo no plainar do avião sobre as nuvens, Ou no tic-tac do tempo passageiro,

Há homens que se tornaram alheios Pois não mais olham a verdade e o bem.

Homens-alheios que não sabem de onde vêm.

-“C nhece -se?!”. Dizem: - “É mit de budistas!

Exterior é só o que olham os realistas:

Retrógados que se abandonam ao se !”

_ “Ev luçã cidental?!”. -“ ap u ad ! É puro marketing de mercado e propaganda, Que, da vida, os sérios bens, rouba e esbanja, E te faz viver qual marionete. Alienad ! ”

Quem falou que tal demência é liberdade, Pois a moda que nos dão é escravidão?!

Foi o açougue-mercado-da-ilusão, Ao empurrar suas bugigangas para todos.

Este quer nos roubar nossa idade de vigor, Além de ocultar nosso valor,

Em sua era que enriquece os States, A ancand n ss s “melh es leites”.

No entanto, se enxergamos com a verdade, E com a razão que nos torna singulares, Alcançaremos a força para lutar,

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Rumo à vitória da verdadeira liberdade.

Capanema – PA, 2006.

COMO PODE?

Como pode um governo corrupto, Vir nos bater, piorando nossa vida?

Esse lobo se disfarçou de cordeiro;

Demos-lhe o reino, enganados, Esperando ver a luz de bons dias, Porém, sujou-se e vendeu-se ao erro.

Trabalhamos, suando muito para viver;

Sustemos nossos filhos, educamos, Construímos os futuros cidadãos,

Transmitimos-lhes o saber que acarretamos...

E tal “b m lag ” se t n u p luiçã , Atrevendo-se querer nos afogar.

Lutamos, e com razão!

Escravos?! Não o somos! Não!

Exigimos nossos direitos, E o fim da enganação!

Não sujes mais a política!

Não mates o são cidadão!

São Luís, 28 de julho de 2007.

FAMÍLIA

Do amor de um casal, Com razão e coração;

De sua mútua doação, Travam enlace matrimonial.

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59 Homem e mulher, Casal amante!

Nada mais é como antes, Como um só, vão viver!

E com a bênção do Senhor, Amáveis filhos terão, Com prazer, trabalharão, Educando-os com amor.

Esta família será, Nova célula social...

Em cada amor esponsal, A humanidade revigora a moral.

Capanema – PA, janeiro de 2008.

ESCOLA

Caderno e caneta, em mãos;

Vai o aluno à escola, Com sede de aprendizado, Para se tornar um bom homem;

Não sendo o mesmo de ontem, Por pouco saber amparado;

Preparando-se para as escolhas, Que terá em suas mãos.

Salve, ó casa do saber, Que prepara os cidadãos;

Salve, os que te frequentam, E trazem progresso à nação!

Dos que fazem a tua ação,

E os corações, de zelo, esquentam, Desenvolvem os seus dons,

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