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PARECER ÚNICO SUPRAM SM PROTOCOLO Nº 0739357/2012 Indexado ao(s) Processo(s)
Licenciamento Ambiental Nº 02445/2009/002/2012 LOC DE
AMPLIAÇÃO DEFERIMENTO
Processo Outorga – não se aplica - -
Intervenção Ambiental – Não se aplica - -
Reserva legal – Área urbana - -
Empreendimento: POLIBRAS MINAS PLASTICOS LTDA. CNPJ: 04.253.650/002-80 Município: Cambuí
Unidade de Conservação: não está inserido ou no entorno de Unidade de
Conservação
Bacia Hidrográfica: rio Sapucaí Sub Bacia: rio Itaim
Atividades objeto do licenciamento:
Código DN 74/04 Descrição Classe
C-07-02-1
Moldagem de termoplástico não organo-clorado, sem a utilização de matéria-prima reciclada ou com a utilização de matéria-prima reciclada a seco, com utilização de tinta para gravação.
1
C-07-01-3
Moldagem de termoplástico não organo-clorado, sem a utilização de matéria-prima reciclada ou com a utilização de matéria-prima reciclada a seco, sem utilização de tinta para gravação.
4
Medidas mitigadoras: SIM NÃO Medidas compensatórias: SIM NÃO
Condicionantes: 02 Automonitoramento: SIM NÃO
Responsável Técnico pelos Estudos Técnicos Apresentados
Engenheiro Mecânico Nilson Antonio Carvalho
Registro de classe
CREA/MG – 20905/D
Processos no Sistema Integrado de Informações Ambientais - SIAM SITUAÇÃO
Autorização Ambiental de Funcionamento - AAF N° 02445/2009/001/2009
Autorização Concedida
Relatório de vistoria: 184/2012 DATA: 22/08/2012
Data: 13/09/2012
Equipe Interdisciplinar: Registro de classe Assinatura
Paula Mendes dos Santos MASP 1.179151-4 Original Assinado Marcos Donizete Cesário dos Santos MASP 1200588-0 Original Assinado
Gizele Lourenço MASP 1.197.679-2 Original Assinado
Fabiano do Prado Olegário MASP 1196883-1 Original Assinado Ciente: Josiane de Freitas
Diretora Técnica SUPRAM SM MASP 1209504-8
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1. INTRODUÇÃO
O empreendimento POLIBRÁS MINAS PLÁSTICOS LTDA., possui Autorização Ambiental de Funcionamento – AAF válida até 06/07/2013.
A unidade da POLIBRÁS, em Cambuí, trabalha com a moldagem de termoplástico não-organo clorado para aplicações diversas, com a fabricação de pastas para uso profissional e escolar e uma variada linha de produtos e chapas laminadas e corrugadas em polipropileno. Esta atividade enquadra-se, segundo Deliberação Normativa COPAM Nº. 74 de 09 de setembro de 2004, como Moldagem de termoplástico não organo-clorado, sem a
utilização de matéria-prima reciclada ou com a utilização de matéria-prima reciclada a seco, com utilização de tinta para gravação, código C-07-02-1.
Tendo em vista o aumento da demanda do mercado e a desativação de algumas máquinas de sua unidade industrial em São Paulo, com a conseqüente transferência para a filial de Cambuí, a empresa formalizou em 08/08/2012 na SUPRAM SUL processo administrativo nº. 02445/2009/002/2012 requerendo Licença de Operação Corretiva – LOC de Ampliação.
A vistoria foi realizada em 22/08/2012 onde foi verificado que a ampliação consistia no aumento da capacidade instalada de 20 t/dia para 36 t/dia para a atividade de Moldagem
de termoplástico não organo-clorado sem utilização de tinta para gravação e inclusão da
atividade de Moldagem de termoplástico não organo-clorado com utilização de tinta para
gravação com capacidade instalada de 4,7 t/dia, classificada sob o código C-07-01-3.
Foi lavrado o Auto de infração n.º 65954/2012 para o empreendimento por iniciar a ampliação sem a respectiva licença.
Os estudos ambientais, sendo eles o Relatório de Controle Ambiental – RCA e Plano de Controle Ambiental – PCA foram elaborados pelo Engenheiro Mecânico Nilson Antonio
Carvalho CREA/MG 20905/D, Anotação de Responsabilidade Técnica – ART nº.
14201200000000526773.
Ressalta-se que as recomendações técnicas para a implementação das medidas mitigadoras e demais informações técnicas e legais foram apresentadas nos estudos. Quando as mesmas forem sugeridas pela equipe interdisciplinar ficará explicito no parecer: “A SUPRAM Sul de Minas recomenda/determina:”.
2. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL
2.1. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
A Polibrás Minas Plásticos Ltda., encontra-se instalada na área urbana do município de Cambuí – MG, na Zona Industrial, conforme plano diretor do município, nas coordenadas geográficas: 22° 32’ 50’’ S e 46° 02’ 30’’ W.
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A empresa opera com 360 colaboradores em 3 turnos diários de trabalho de segunda a sábado . O horário administrativo é de segunda a sexta de 7:30 às 17:00h.
A energia elétrica para o empreendimento é fornecida pela Empresa elétrica Bragantina S/A.
O processo de produção e os equipamentos utilizados diretamente no processo encontram-se descritos nos autos do processo de licenciamento ambiental (fls. 068 a 071).
2.2. UTILIZAÇÃO DE RECURSOS HÍDRICOS
A água utilizada no empreendimento é fornecida pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto da Prefeitura Municipal de Cambuí – MG. O consumo médio do empreendimento dos últimos 04 meses é de 1150m³ de água, para consumo humano (sanitário e refeitório), torre de resfriamento, água de purga do processo e água para jardinagem.
2.3. RESERVA LEGAL
O empreendimento encontra-se inserido em área urbana do município de Cambuí, sendo dispensado da averbação de reserva legal.
2.3.1. AUTORIZAÇÃO PARA INTERVENÇÃO AMBIENTAL/ INTERVENÇÃO EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE
Na área do empreendimento não haverá necessidade de intervenção ambiental como supressão de espécies arbóreas e intervenção em área de preservação permanente para a Licença de Operação corretiva.
Esta Licença Ambiental não autoriza nenhuma supressão de vegetação arbórea nativa ou plantada.
3. IMPACTOS IDENTIFICADOS Efluentes sanitários
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto da cidade de Cambuí instalou uma Estação de Tratamento de Efluentes – ETE para tratamento do esgoto sanitários gerados no município.
Efluente líquido de origem industrial
Na POLIBRÁS utiliza-se água no sistema de arrefecimento das extrusoras, rolos laminadores, torres de resfriamento e unidades de água gelada. As torres de resfriamento
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funcionam em circuito fechado não gerando efluente liquido industrial apenas reposição por evaporação e/ou manutenção eventual dos equipamentos.
No caso de esvaziamento o procedimento é drenar o efluente e acondicioná-lo em recipiente apropriado (tambores ou bombonas) para posterior destinação para tratamento em empresa devidamente licenciada para o seu processamento.
Emissões Atmosféricas
Não há geração de efluente atmosférico ou duto de exaustão proveniente do processo produtivo da empresa.
Resíduos Sólidos
No empreendimento serão gerados resíduos sólidos provenientes das embalagens das matérias - primas e insumos (plásticos, papelão, madeira provenientes dos pallets), aparas de plástico do processo (extrusoras, corte e vinco), borra de plástico proveniente do lançamento das extrusoras e do regranulador e material de varredura. Relativo à flexografia temos latas de tintas, panos, plásticos e EPI´s (Equipamentos de Proteção Individual) contaminados com tinta.
São gerados ainda óleos provenientes da manutenção das máquinas, lâmpadas queimadas, telas contaminadas com plástico dos filtros das extrusoras.
É gerado também o resíduo orgânico gerado no refeitório.
Ruídos
A principal fonte de ruídos é o setor de moinhos.
4. MEDIDAS MITIGADORAS Efluentes sanitários
O esgoto sanitário do empreendimento é tratado na ETE do SAAE – Serviço Autônomo de água e Esgoto da cidade de Cambuí instalada no distrito industrial do bairro Rio do Peixe. Foi apresentado nos autos do processo ofício da concessionária local (SAAE) datado de 21/03/2012, com a anuência para o tratamento dos esgotos domésticos na referida ETE. Foi informado que a POLIBRÁS solicitará ao SAAE o envio regular dos monitoramentos efetuados para evidenciar o atendimento aos padrões de lançamento previstos na legislação.
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Efluentes de origem industrial
Estes efluentes são direcionados para caixas de contenção e são posteriormente recolhidos, identificados e armazenados adequadamente para serem tratados em empresas devidamente licenciadas para este fim.
Resíduos Sólidos
Os resíduos sólidos provenientes do processo produtivo da POLIBRÁS são segregados uns dos outros evitando contaminação.
Para o acondicionamento são utilizados recipientes apropriados, tendo em vista principalmente a compatibilidade do material do recipiente com o resíduo; sua estanqueidade, resistência física, durabilidade e compatibilidade com os
equipamentos a serem utilizados no seu transporte.
No empreendimento serão gerados resíduos sólidos provenientes das embalagens das matérias - primas e insumos (plásticos, papelão, madeira provenientes dos pallets).
Na produção tem-se a geração de aparas de plástico do processo (extrusoras, corte e vinco), borra de plástico proveniente do lançamento das extrusoras e do regranulador e material de varredura.
Relativo à flexografia tem-se latas de tintas, panos, plásticos e EPI´s (Equipamentos de Proteção Individual) contaminados com tinta.
No setor de manutenção são gerados óleos provenientes da manutenção das máquinas, lâmpadas queimadas, telas contaminadas com plástico dos filtros das extrusoras.
Adicionalmente temos também o resíduo orgânico gerado no refeitório.
As aparas de plástico geradas na produção, provenientes das sobras das larguras de corte, são moídas e recicladas internamente no processo.
O papelão é destinado para Lula Aparas de Papéis e a madeira juntamente com os palets danificados é doada.
Os resíduos Classe I como panos, plásticos, EPI´s contaminados, embalagens de tintas, para a empresa Santa Rita Reciclagem.
Os resíduos classe II como plástico e varredura são destinados para Reciclagem de Plástico Italiano Ltda.
As lâmpadas armazenadas internamente serão destinadas para empresas especializadas no seu processamento como a Suzaquim e a Recitec.
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O óleo usado é acondicionado em tambores ou baldes devidamente identificados e serão enviados para empresas licenciadas para o seu re – refino como Lwart Lubrificantes Ltda e/ou Proluminas Lubrificantes Ltda.
Conforme verificado na vistoria o empreendimento possui central de armazenamento de resíduos, com área coberta e impermeabilizada, provisória. Será construída área definitiva para o armazenamento temporário de resíduos, atendendo às especificações contidas nas normas ABNT 11.174 e 12.235, dentro dos limites do empreendimento. Figura como condicionante a comprovação da construção do referido depósito.
Ruídos
Foi apresentado laudo de avaliação de ruído realizado pela empresa EXTRASEG em 29/03/2012.
Com base nesse laudo apresentado constatou-se uma pequena irregularidade face às exigências contidas na legislação. O nível de ruído máximo atingido foi de 64,9 dB(A). A não conformidade está restrita à área dos moinhos responsáveis pela reciclagem das aparas do processo produtivo.
Em 25/09/2012, foi solicitado ao empreendedor informação complementar, conforme Oficio n° 0768288/2012 relatório técnico-fotografico comprovando a execução do enclausuramento dos moinho (isolamento acústico) e novo laudo de ruído para os 06 pontos
Em 13/11/2012 foi apresentado à SUPRAM SM novo laudo de avaliação de ruído e o mesmo encontra-se dentro dos limites especificados na Lei Estadual 10.100/90. Foi enviado também relatório fotográfico comprovando a instalação do isolamento acústico.
5. CONTROLE PROCESSUAL
Trata-se de um requerimento de licença de operação corretiva correspondente a uma ampliação;
Estabelece o artigo 14 do Decreto Estadual nº44.844/08 que:
“Art. 14. O empreendimento ou atividade instalado, em instalação ou em operação, sem a licença ambiental pertinente deverá regulariza-se obtendo LI ou LO, em caráter corretivo, mediante a comprovação de viabilidade ambiental do empreendimento.”
Viabilidade ambiental é a capacidade que a empresa possui, mediante a adoção de medidas de controle ambiental diminuir, mitigar os impactos negativos que a atividade ocasiona.
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A empresa optou pelo pagamento de 30% da taxa de licenciamento, conforme assinalado no item 8.3 do Formulário de Caracterização do Empreendimento – FCE;
De acordo com informado no Formulário de Orientação Básica – FOB, fls. 05 , a taxa de licenciamento é de R$25.062,05. Foi pago 30% deste valor e a apuração do restante a pagar ou, eventualmente, do que deverá ser restituído por ter sido pago a maior, será apurado em planilha de custo que integra este processo;
Ressalta-se que o artigo 7º da Deliberação Normativa COPAM nº74/07 define que é condição para submeter o processo para que a Unidade Regional Colegiada – URC delibere sobre o pedido de licença é o pagamento integral da taxa de licenciamento:
“Art. 7° - A indenização dos custos de análise dos pedidos de licenciamento poderá ser dividida em até 6 (seis) parcelas mensais e consecutivas de valor não inferior a R$ 1.000,00 (um mil reais), ficando o julgamento e a emissão da licença condicionados à quitação integral das parcelas.”
Os custos de análise foram recolhidos conforme previsto na Resolução Semad nº 870/2009;
Foi apresentada publicação em periódico local ou regional do pedido de Licença, conforme determina a Deliberação Normativa COPAM nº 13/95;
O tipo de atividade desenvolvida e o local da operação da empresa estão em conformidade com a legislação municipal, conforme declaração assinada pelo Prefeito da cidade onde está localizada a empresa de fls. 25;
A empresa NÃO está inserida em Unidade de Conservação ou no seu entorno de acordo com o informado no FCE;
A ampliação da empresa ocorreu sem a necessidade de intervenção florestal, supressão de vegetação ou intervenção em Área de Preservação Permanente – APP, de acordo com o que foi informado no item 6.4 do FCE;
A empresa é isenta da averbação de Reserva Legal, pois está em área urbana, de acordo com FCE, item 6.3;
A água é fornecida exclusivamente por concessionária local;
No item 3 deste parecer estão identificados os impactos negativos que a atividade da empresa ocasiona no ao meio ambiente;
No item 4 constam as medidas mitigadoras ou seja, medidas efetivamente adotadas pela empresa para diminuir os impactos negativos da sua atividade sobre o meio ambiente. A implantação efetiva de medidas de controle ambiental, bem como a demonstração da
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eficácia destas medidas, por intermédio de laudos de monitoramento, possibilita a demonstração da viabilidade ambiental da empresa. Devendo ser entendida viabilidade ambiental a aptidão da empresa para operar sem causar poluição ou degradação ou se o fizer, que seja nos níveis permitidos pela legislação;
Está relatado no item 4 deste parecer inconformidade com relação ao ruído gerado pela empresa. Não existe viabilidade ambiental no que diz respeito ao ruído gerado. A viabilidade ambiental deste impacto negativo depende de realização de obra de isolamento acústico;
Na conclusão do Laudo de avaliação de ruído para perturbação do sossego público, documento de fls.99 está expresso: “ O ruído de fundo sem tráfego durante o dia é de 50,3 dB(A) e noturno 48,7 dB(A), conclui-se que, no período diurno os pontos 5 e 6 com o setor do moinho em funcionamento e no período noturno o ponto 5 também com o setor do moinho em funcionamento ultrapassa o nível de ruído de 10 dB(A) acima do ruído de fundo existente no local sem tráfego caracterizando assim fonte de poluição sonora.”
O artigo 2º da Lei nº 7.302, de 21 de julho de 1978, que dispõe sobre a proteção contra a poluição sonora no Estado de Minas Gerais classifica como prejudiciais a saúde, a segurança e ao sossego público quaisquer ruídos que atinjam, no ambiente exterior do recinto em que têm origem, nível de som superior a 10 (dez) decibéis - dB(A) acima do ruído de fundo existente no local, sem tráfego;
“Art. 2º - Para os efeitos desta Lei, consideram-se prejudiciais à saúde, à segurança ou ao sossego públicos quaisquer ruídos que:
I - atinjam, no ambiente exterior do recinto em que têm origem, nível de som superior a 10 (dez) decibéis - dB(A) acima do ruído de fundo existente no local, sem tráfego;”
A produção de ruído capaz de prejudicar a saúde, a segurança ou sossego é infração administrativa prevista na lei anteriormente citada e, portanto, está configurada a prática da infração administrativa;
A empresa NÃO demonstou sua viabilidade ambiental, condição para obtenção da licença de operação. Deverá ser autuada;
“Art. 1º - Constitui infração, a ser punida na forma desta lei, a produção de ruído, como tal entendido o som puro ou mistura de sons com dois ou mais tons, capaz de prejudicar a saúde, a segurança ou o sossego públicos.”
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Posteriormente a verificação desta situação, tendo sido a comunicada sobre a situação, executou projeto de isolamento acústico, constantes nos estudos que integram este processo com o objetivo de se obter a viabilidade ambiental quanto a geração de poluição sonora. Foi apresentado relatório fotográfico relativo a obra de isolamento acústico e laudo de fls. 130 a 133 atestando que o nível do ruído está dentro do permitido durante o período diurno e noturno;
Assim sendo, após a realização da obra de isolamento acústico e de acordo com laudo mencionado verifica-se a viabilidade ambiental da empresa com relação aos impactos negativos que a atividade produz e por consequência faz jus a licença requerida;
No FCE foi informado que a operação, ora em vias de regularizada ambiental, ocorre desde 7/72011. Operar atividade potencialmente poluidora do meio ambiente sem licença de operação é infração administrativa prevista no Decreto Estadual nº44.844/08 e portanto a empresa deverá ser autuada.
A Resolução SEMAD 412/1995, que disciplina procedimentos administrativos dos processos de licenciamento e autorização ambientais, determina que o Conselho não poderá deliberar sobre o pedido de licença caso seja constato débito de natureza ambiental:
“Art. 13 - O encaminhamento do processo administrativo de licença ambiental para julgamento na instância competente só ocorrerá após comprovada a quitação integral da indenização prévia dos custos pertinentes ao requerimento apresentado e a inexistência de débito ambiental.”
Realizada consulta no Sistema Integrado de Informação Ambiental – SIAM verifica-se a inexistência de débito de natureza ambiental.
DE ACORDO COM PREVISÃO DO DECRETO ESTADUAL Nº 44.844/2008, EM SEU ANEXO I, CÓDIGO 124, CONFIGURA INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA GRAVÍSSIMA DEIXAR DE COMUNICAR A OCORRÊNCIA DE ACIDENTES COM DANOS AMBIENTAIS ÀS AUTORIDADES AMBIENTAIS COMPETENTES. NO CASO DE ACIDENTE ENTRE EM CONTATO COM O (NEA SISEMA) (31) 98223947 e (31) 9825-3947.
6. CONCLUSÃO
Este parecer é favorável à concessão da Licença de Operação em Caráter Corretivo de ampliação para o empreendimento POLIBRÁS MINAS PLÁSTICOS LTDA., situado no município de Cambuí, processo administrativo COPAM nº. 02445/2009/002/2012, para as atividades de Moldagem de termoplástico não organo-clorado, sem a utilização de
matéria-prima reciclada ou com a utilização de matéria-matéria-prima reciclada a seco, com utilização de tinta para gravação e Moldagem de termoplástico não organo-clorado, sem a utilização de matéria-prima reciclada ou com a utilização de matéria-prima reciclada a seco, sem utilização de tinta para gravação, com validade de 06 (seis) anos, conforme disposto no
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artigo primeiro da Deliberação Normativa n° 17, de 17 de dezembro de 1996, condicionando esta licença ao atendimento das exigências contidas no ANEXO I e II, dentro dos prazos estipulados.
Ressalta-se que a Licença Ambiental em apreço não dispensa nem substitui a obtenção, pelo requerente, de outras licenças legalmente exigíveis. Opina-se que a observação acima conste do Certificado de Licenciamento Ambiental a ser emitido.
“Eventuais pedidos de alteração nos prazos de cumprimento das condicionantes estabelecidas no Anexo único deste parecer poderão ser resolvidos junto à própria SUPRAM, mediante análise técnica e jurídica, desde que não impliquem em alteração do
mérito/conteúdo das condicionantes.”
Data: 13/09/2012
Equipe Interdisciplinar: Registro de classe Assinatura
Paula Mendes dos Santos MASP 1.179151-4 Original Assinado Marcos Donizete Cesário dos Santos MASP 1200588-0 Original Assinado
Gizele Lourenço MASP 1.197.679-2 Original Assinado
Fabiano do Prado Olegário MASP 1196883-1 Original Assinado Ciente: Josiane de Freitas
Diretora Técnica Regional SUPRAM SM MASP 1209504-8
SUPRAM - SM Varginha – MG CEP 37062 – 480 Tel: (35) 3229-1816 Avenida Manoel Diniz, 145 – Bairro Industrial JK DATA: 13/09/2012 Página: 11/12
ANEXO I
Processo COPAM Nº: 2445/2009/002/2012 Classe/Porte:4/G Empreendimento: POLIBRAS MINAS PLASTICOS LTDA.
Atividade: C-07-02-1 e C-07-01-3
Endereço: Rodovia Fernão Dias KM 879,5 Localização: Distrito Industrial
Município: Cambuí
Referência: Condicionantes Validade: 6 (seis) anos
Itens Descrição das Condicionantes Prazo
01
Apresentar Relatório Técnico fotográfico comprovando a construção do novo Depósito Temporário de armazenamento de Resíduos sólidos.
90 dias
02 Executar o Programa de Automonitoramento conforme definido
pela SUPRAM SM no Anexo II.
Durante a vigência da LOC
OBS: Os parâmetros solicitados nos programas de automonitoramento relativos a esse processo, poderão ser alterados pela URC Sul de Minas, desde que seja solicitado e justificado tecnicamente pelo empreendedor. Caberá aos Analistas Ambientais da SUPRAM Sul de Minas a elaboração de Parecer Único que dará subsidio a URC.
Data: 13/09/2012
Equipe Interdisciplinar: Registro de classe Assinatura
Paula Mendes dos Santos MASP 1.179151-4 Original Assinado Marcos Donizete Cesário dos Santos MASP 1200588-0 Original Assinado
Gizele Lourenço MASP 1.197.679-2 Original Assinado
Fabiano do Prado Olegário MASP 1.196.883.1 Original Assinado Ciente: Josiane de Freitas
Diretora Técnica Regional SUPRAM SM MASP 1209504-8
SUPRAM - SM Varginha – MG CEP 37062 – 480 Tel: (35) 3229-1816 Avenida Manoel Diniz, 145 – Bairro Industrial JK DATA: 13/09/2012 Página: 12/12
ANEXO II
Processo COPAM Nº: 02445/2009/002/2012 Classe/Porte:4/G Empreendimento: POLIBRAS MINAS PLASTICOS LTDA.
Atividade: C-07-02-1 e C-07-01-3
Endereço: Rodovia Fernão Dias KM 879,5 Localização: Distrito Industrial
Município: Cambuí
Referência: Automonitoramento 1. RESÍDUOS SÓLIDOS
Enviar semestralmente à SUPRAM SM, até o dia 10 do mês subseqüente, os relatórios de controle e disposição dos resíduos sólidos gerados, contendo, no mínimo os dados do modelo abaixo, bem como a identificação, registro profissional e a assinatura do responsável técnico pelas informações.
RESÍDUO TRANSPORTADOR DISPOSIÇÃO FINAL
OBS. Denominação Origem Classe
Taxa de geração (kg/mês) Razão social Endereço completo Forma (*) Empresa responsável Razão social Endereço completo (*)1– Reutilização 6 – Co-processamento
2 – Reciclagem 7 – Aplicação no solo
3 – Aterro sanitário 8 – Estocagem temporária (informar quantidade estocada) 4 – Aterro industrial 9 – Outras (especificar)
5 – Incineração
Os resíduos devem ser destinados somente para empreendimentos ambientalmente regularizados junto à administração pública;
Em caso de alterações na forma de disposição final de resíduos, a empresa deverá comunicar previamente à SUPRAM SM, para verificação da necessidade de licenciamento específico;
As doações de resíduos deverão ser devidamente identificadas e documentadas pelo empreendimento;
As notas fiscais de vendas e/ou movimentação e os documentos identificando as doações de resíduos, que poderão ser solicitadas a qualquer momento para fins de fiscalização, deverão ser mantidos disponíveis pelo empreendedor.
Importante: Os parâmetros e freqüências especificadas para o programa de automonitoramento poderão sofrer alterações a critério da área técnica da SUPRAM SM, em face do desempenho apresentado pelos sistemas de tratamento.