Físico-Química I
Físico-Química I
Introdução à Termodinâmica
Introdução à Termodinâmica
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
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2 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Introdução
–Transformações Espontâneas e Não-EspontâneasTransformações Espontâneas e Não-Espontâneas
➔ Uma importante observação experimental é que algumas
transformações ocorrem naturalmente, outras não.
➢ Ex.#1: Um gás se expande até ocupar todo o volume de um
recipiente.
➢ Ex.#2: Um corpo frio recebe calor de um corpo quente com o
qual esteja em contato térmico.
➢ Ex.#3: Hidrogênio e oxigênio reagem explosivamente na
presença de uma faísca formando água.
Termodinâmica: Conceitos Fundamentais
3 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Introdução
–Transformações Espontâneas e Não-EspontâneasTransformações Espontâneas e Não-Espontâneas
➔ Qualquer transformação possível que não ocorra
espontaneamente pode ser realizada às custas de trabalho.
➢ Ex.#1: Um gás pode ocupar um volume menor desde que seja
comprimido por um pistão.
➢ Ex.#2: Um corpo frio transfere calor para um corpo quente no
interior de um refrigerador.
➢ Ex.#3: Hidrogênio e oxigênio podem ser obtidos da água
através de um processo eletroquímico (eletrólise).
Termodinâmica: Conceitos Fundamentais
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• Introdução
–Transformações Espontâneas e Não-EspontâneasTransformações Espontâneas e Não-Espontâneas
➔ A 11ªª Lei identifica as transformações possíveis: Lei
toda as transformações que conservam a energia total.
➔ A 22ªª Lei identifica o sentido espontâneo das transf. possíveis: Lei
a questão inicial, no entanto, é identificar qual o critério...
➢ Deve-se notar que, nos exemplos anteriores, todas as
transformações são possíveis.
➔ Transformação Espontânea: tendência a ocorrer naturalmente.Transformação Espontânea Transformação Não-Espontânea
Transformação Não-Espontânea: não ocorre naturalmente.
Termodinâmica: Conceitos Fundamentais
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Otávio Santana
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• Introdução
–Transformações Espontâneas e Não-EspontâneasTransformações Espontâneas e Não-Espontâneas
➔ A 11ªª Lei identifica as transformações possíveis: Lei
toda as transformações que conservam a energia total.
➔ A 22ªª Lei identifica o sentido espontâneo das transf. possíveis: Lei
a questão inicial, no entanto, é identificar qual o critério...
➢ O critério termodinâmico para a espontaneidade de uma
transformação não é o da minimização da energia.
➢ Algumas transformações espontâneas ocorrem com energia
interna constante e outras com aumento de energia!
Exs.: expansão do gás ideal, transf. calor corpo quentefrio.
Termodinâmica: Conceitos Fundamentais
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Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Entropia & Espontaneidade
–Distribuição de Estados Moleculares:Distribuição de Estados Moleculares
➔ Considere um sistema fechado constituído por N moléculas,
com energia total U.
➔ Colisões redistribuem constantemente a energia entre as
moléculas (entre diferentes modos de movimento).
➔ No entanto, a populaçãopopulação (número médio n
i de moléculas com
energia εi) em cada estado é praticamente constante.
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• Entropia & Espontaneidade
–Distribuição de Estados MolecularesDistribuição de Estados Moleculares:
➔ Considere um sistema fechado constituído por N moléculas,
com energia total U.
➔ Considere que, em um dado instante, n
0 moléculas possuem
energia ε0, n1 possuem energia ε1, n2 possuem energia ε2, …
➔ Esta população, representada por {n
0,n1,n2,...}, pode ser
obtida de W formas diferentes (peso estatístico):
Termodinâmica: Segunda Lei
W= N !
n0! n1! n2!...
Nº de “configurações” ou Nº de “microestados”
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Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Entropia & Espontaneidade
–Entropia (Entropia (SS)):
➔ “A força responsável pela mudança espontânea é a tendência
à dispersão (desordenada) da matéria e da energia.”
➢ Dispersão da MatériaDispersão da Matéria: as moléculas de um gás se dispersam
espontaneamente até ocupar todo o volume do recipiente.
➢ Dispersão da EnergiaDispersão da Energia: a energia térmica do movimento de
vibração se dispersa de um corpo quente para um corpo frio.
➢ Nos dois casos a energia total se conserva, mas o conjunto,
sistema+vizinhanças, se torna mais desordenado.
Termodinâmica: Segunda Lei
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Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Entropia & Espontaneidade
–Entropia (Entropia (SS)):
➔ “A força responsável pela mudança espontânea é a tendência
à dispersão (desordenada) da matéria e da energia.”
➢ A entropia (entropia S) é uma medida do número de configurações de
um sistema sob um conjunto de restrições (ex.: U e V const.).
➔ As mudanças espontâneas ocorrem na direção do aumento do
número total de configurações: aumento da “desordem”.
➢ A variação da entropia (Δvariação da entropia S) é uma medida da variação da
desordem de um sistema.
Termodinâmica: Segunda Lei
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• Entropia & Espontaneidade
–Entropia (Entropia (S)S):
➔ “A força responsável pela mudança espontânea é a tendência
à dispersão (desordenada) da matéria e da energia.”
➢ É importante notar que calor e trabalho estão associados ao
fluxo de matéria e energia.
➔ Trabalho: associado ao fluxo Trabalho
ordenado de matéria e energia.
➔ Calor: associado ao fluxo Calor
desordenado de matéria e energia.
Termodinâmica: Segunda Lei
Trabalho Calor
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Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Segunda Lei: Transformações Espontâneas
–Variação da Entropia (Variação da Entropia (ΔΔS)S):
➔ “A força responsável pela mudança espontânea é a tendência
ao aumento da entropia total (do Universo).”
➢ A espontaneidade de uma transformação (física ou química) é
determinada pelo aumento da entropia total.
➢ A segunda lei é precisamente estabelecida a partir da definição
da variação da entropia:
Termodinâmica: Segunda Lei
ΔS=
∫
i fdq
rev
T ⇒ ΔStot >0≡Processo Espontâneo
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• Segunda Lei: Transformações Espontâneas
–Variação da Entropia (Variação da Entropia (ΔΔS)S):
1. A variação de entropia é obtida a partir do calor trocado
reversivelmente entre o sistema e as vizinhanças.
2. A reversibilidade térmica implica na igualdade de temperatura
entre o sistema e as vizinhanças.
3. A temperatura no denominador leva em conta a desordem que
já está presente no sistema.
Termodinâmica: Segunda Lei
ΔS=
∫
i fdq
rev
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Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Termodinâmica: Segunda Lei
• Ex.#1: Cálculo de ΔS em alguns processos.
– Calcule a variação de entropia de uma grande massa de água quando 100 kJ de calor são transferidos a (a) 0 °C e a (b) 100 °C.
➔ Nota #1: a transferência de calor para uma grande massa de água assegura que a temperatura é mantida constante durante o processo.
➔ Nota #2: o acréscimo de entropia é menor quanto maior a
temperatura, pois o sistema já se encontra mais desorganizado. (a): ΔS= 100×10
3 J
273K = +366J·K
−1
(b): ΔS=100×103J
373K = +268J·K
−1
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Termodinâmica: Segunda Lei
• Ex.#2: Cálculo de ΔS em alguns processos.
– A partir da expressão geral para o cálculo da entropia:
derivam-se as expressões para o cálculo da variação da entropia em diferentes tipos de processos:
dS=dqrev T ⇒ ΔS=
∫
ifdq
rev T
Definição Geral:
Isobárico: ΔS=n Cp,mln
(
Tf
Ti
)
pex=const.⇒
Isocórico: ΔS=n CV,mln
(
Tf
Ti
)
⇒ V=const.
Adiabático: q=0 ⇒ ΔS=0
ΔS=nRln
(
VfVi
)
T=const.⇒
Isotérmico:
[
ReversívelGás Ideal
]
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Termodinâmica: Segunda Lei
• Ex.#3: Cálculo de ΔS em alguns processos.
– Calcule a variação de entropia molar quando uma amostra de hidrogênio gasoso se expande isotérmica e reversivelmente até alcançar duas vezes o seu valor inicial.
Resp.: ΔS = +5,8 J·K-1·mol-1.
ΔS=nRln
(
VfVi
)
⇒ ΔSm=Rln
(
VfVi
)
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Termodinâmica: Segunda Lei
• Ex.#4: Cálculo de ΔS em alguns processos.
– Calcule a variação de entropia molar quando hidrogênio gasoso é aquecido de 20 °C até 30 °C sob volume constante. Dado: CV,m = 22,44 J·K-1·mol-1.
Resp.: ΔS = +0,75 J·K-1·mol-1.
ΔS=n CV, mln
(
TfTi
)
⇒ ΔSm=CV,mln
(
TfTi
)
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Termodinâmica: Segunda Lei
• Ex.#5: Cálculo de ΔS em alguns processos.
– Calcule a entropia de solidificação do gelo a 0 °C. Dado: ΔHfus = +6,01 kJ·mol-1.
Resp.: ΔS = -22 J·K-1·mol-1.
ΔS=qrev T ⇒ ΔSm=
ΔHsol Tsol
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• Entropia: Sistema & Vizinhanças
–Variação da Entropia (Variação da Entropia (ΔΔS)S):
➔ Nos exemplos apresentados anteriormente a variação de
entropia corresponde a uma quantidade do sistema.
➔ No entanto, cálculos semelhantes podem ser feitos para a
determinação da variação da entropia das vizinhanças.
➢ Nota #1: É importante lembrar que, para fazer uso da 2ª Lei, Nota #1
devemos calcular a entropia total.
➢ Nota #2: alguns processos espontâneos são acompanhados de Nota #2
diminuição de entropia do sistema. Exs.: solidificação, condensação.
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• Entropia: Sistema & Vizinhanças
–Variação da Entropia (Variação da Entropia (ΔΔS)S):
➔ Pode-se usar a definição geral para a variação da entropia para
calcular a quantidade relativa às vizinhanças.
➔ Devido a extensão das vizinhanças, assume-se que a
transferência ocorre reversivelmente a uma temperatura fixa.
➔ Como a transferência ocorre sem perturbar a pressão e a
temperatura das vizinhanças, pode-se escrever:
Termodinâmica: Segunda Lei
ΔSviz= qviz,rev
T ≃
qviz
T ⇔ qviz= −qsis
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Termodinâmica: Segunda Lei
• Ex.#6: Cálculo de ΔS nas vizinhanças.
– Uma pessoa em repouso gera, aproximadamente, 100 W de calor. Calcule a entropia que uma pessoa gera nas vizinhanças no decorrer de um dia, a 20 °C.
➔ Nota #1Nota #1: Basta estarmos vivo para que contribuamos com,
aproximadamente, +30 kJ·K-1 por dia para o aumento da entropia
das vizinhanças.
➔ Nota #2Nota #2: Na realidade contribuímos com muito mais que isto através
do uso de equipamentos para transporte, comunicação, refrigeração, entre outros...
Resp.: ΔSviz = +29,5 kJ·K-1.
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Termodinâmica: Segunda Lei
• Ex.#7: Cálculo de ΔS total.
– Mostre, a partir da análise da variação infinitesimal da entropia total, que o fluxo espontâneo de calor ocorre de um corpo
“quente” (sob temperatura Tq) para um corpo “frio” (sob
temperatura Tf < Tq).
Resp.: Questão teórica ...
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• Entropia: Função de Estado
–Ciclo de Carnot:Ciclo de Carnot(*)
➔ Para provar que a entropia é uma função de estado é preciso
mostrar que a integral de dS não depende do processo.
➔ Neste caso, a integral de dS em um ciclo arbitrário deve ser
nula, pois os estados inicial e final são os mesmos. Ou seja:
➔ Embora isto deva ser verdadeiro para qualquer ciclo,
analisa-remos inicialmente um caso especial: o ciclo de Carnot.
Termodinâmica: Segunda Lei
∮
Ciclo
dS=
∮
dqrevT =0
(*) Nicolas Léonard Sadi Carnot, físico, matemático e engenheiro francês (1796-1832).
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• Entropia: Função de Estado
–Ciclo de Carnot:Ciclo de Carnot(*)
➔ Este ciclo é constituído por quatro etapas,
correspondentes a quatro processos reversíveis:
1. Expansão isotérmica: A B, → Tq
2. Expansão adiabática: B C, → Tq →Tf<Tq
3. Compressão isotérmica: C D, → Tf
4. Compressão adiabática: D A, → Tf →Tq>Tf
Termodinâmica: Segunda Lei
(*) Nicolas Léonard Sadi Carnot, físico, matemático e engenheiro francês (1796-1832).
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Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Entropia: Função de Estado
–Ciclo de Carnot:Ciclo de Carnot(*)
➔ Este ciclo é constituído por quatro etapas,
correspondentes a quatro processos reversíveis:
1. Expansão isotérmica: q1 = -w1, w1 < 0 2. Expansão adiabática: q2 = 0, w2 < 0 3. Compressão isotérmica:q3 = -w3, w3 > 0 4. Compressão adiabática:q4 = 0, w4 > 0
➢ q
1 > 0 Fornecido pela fonte “quente” (≡ qq) q3 < 0 Liberado ao sumidouro “frio” (≡ qf)
Termodinâmica: Segunda Lei
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• Entropia: Função de Estado
–Ciclo de CarnotCiclo de Carnot:(*)
➔ Este ciclo é constituído por quatro etapas,
correspondentes a quatro processos reversíveis:
1. Expansão isotérmica: qq = -w1, w1 < 0 2. Expansão adiabática: q2 = 0, w2 < 0 3. Compressão isotérmica:qf = -w3, w3 > 0 4. Compressão adiabática:q4 = 0, w4 > 0
➢ Energia Interna:
Termodinâmica: Segunda Lei
(*) Nicolas Léonard Sadi Carnot, físico, matemático e engenheiro francês (1796-1832). ΔU=0
∴qq+qf+w1+w2 +w3+w4=0
w < 0 q > 0
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• Entropia: Função de Estado
–Ciclo de CarnotCiclo de Carnot:(*)
➔ Este ciclo é constituído por quatro etapas,
correspondentes a quatro processos reversíveis:
1. Expansão isotérmica: ΔS1 = qq/Tq > 0
2. Expansão adiabática: ΔS2 = 0
3. Compressão isotérmica: ΔS3 = qf/Tf < 0
4. Compressão adiabática: ΔS4 = 0
➢ q
1 > 0 Fornecido pela fonte “quente” (≡ qq) q3 < 0 Liberado ao sumidouro “frio” (≡ qf)
Termodinâmica: Segunda Lei
(*) Nicolas Léonard Sadi Carnot, físico, matemático e engenheiro francês (1796-1832).
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• Entropia: Função de Estado
–Ciclo de CarnotCiclo de Carnot:(*)
➔ Este ciclo é constituído por quatro etapas,
correspondentes a quatro processos reversíveis:
1. Expansão isotérmica: ΔS1 = qq/Tq > 0
2. Expansão adiabática: ΔS2 = 0
3. Compressão isotérmica: ΔS3 = qf/Tf < 0
4. Compressão adiabática: ΔS4 = 0
➢ Caso Geral:
Termodinâmica: Segunda Lei
(*) Nicolas Léonard Sadi Carnot, físico, matemático e engenheiro francês (1796-1832).
∮
dqrevT =
qq Tq
+ qf Tf
=?
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• Entropia: Função de Estado
–Ciclo de Carnot:Ciclo de Carnot(*)
➔ Este ciclo é constituído por quatro etapas,
correspondentes a quatro processos reversíveis:
1. Expansão isotérmica: ΔS1 = qq/Tq > 0
2. Expansão adiabática: ΔS2 = 0
3. Compressão isotérmica: ΔS3 = qf/Tf < 0
4. Compressão adiabática: ΔS4 = 0
➢ Gás Ideal:
Termodinâmica: Segunda Lei
(*) Nicolas Léonard Sadi Carnot, físico, matemático e engenheiro francês (1796-1832).
∮
dqrevT =
qq Tq
+ qf Tf
=0
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• Entropia: Função de Estado
–Ciclo de Carnot: Ciclos & Substâncias ArbitráriosCiclo de Carnot
➔ Este ciclo é constituído por quatro etapas,
correspondentes a quatro processos reversíveis.
➔ A dedução assumiu um ciclo (de Carnot) e
uma substância (gás ideal) particulares.
➔ É preciso generalizar para tratar um ciclo
fechado e uma substância arbitrários.
➔ O primeiro aspecto é facilmente resolvido:
“Qualquer ciclo pode ser aprox. por uma “conjunto de ciclos infinitesimais de Carnot.”
Termodinâmica: Segunda Lei
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• Entropia: Função de Estado
–Ciclo de Carnot: Ciclos & Substâncias ArbitráriosCiclo de Carnot
➔ A variação sobre qualquer ciclo de Carnot infinitesimal é nula,
de modo que a variação total sobre o conjunto é nula.
➔ No entanto, no interior do ciclo de
interesse há um fato adicional:
➢ Cada etapa de um ciclo é cancelada
pela etapa correspondente do vizinho.
➢ Todas as etapas se cancelam, exceto
as que estão no perímetro de interesse.
67 Otávio Santana
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• Entropia: Função de Estado
–Ciclo de CarnotCiclo de Carnot: Ciclos & Substâncias Arbitrários
➔ A variação sobre qualquer ciclo de Carnot infinitesimal é nula,
de modo que a variação total sobre o conjunto é nula:
➢ O primeiro somatório corre sobre
todos os ciclos (interior e perímetro).
➢ O segundo corre apenas sobre as
etapas do perímetro.
➢ Contribuição por ciclo: zero.
Termodinâmica: Segunda Lei
∑
ciclos
∮
dqrev T =perímetro∑
∮
dqrevT =0
0
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• Entropia: Função de Estado
–Ciclo de CarnotCiclo de Carnot: Ciclos & Substâncias Arbitrários
➔ Para mostrar que a conclusão é independente da substância,
define-se a eficiência ε como:
➢ No ciclo de Carnot, na qual todas as etapas são reversíveis,
tem-se:
Termodinâmica: Segunda Lei
ε
=Trabalho Efetuado Calor Absorvido =|w|
ε
rev=Trabalho Máximo Calor Absorvido
=1+ qf qq
=1− Tf Tq
Esta última expressão é válida para qualquer substância de trabalho substância de trabalho =|wrev|
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• Entropia: Função de Estado
–Ciclo de CarnotCiclo de Carnot: Ciclos & Substâncias Arbitrários
➔ Caso a expressão obtida seja dependente da substância de
trabalho, seria possível que:
Termodinâmica: Segunda Lei
70 Otávio Santana
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Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Entropia: Função de Estado
–Ciclo de Carnot: Ciclos & Substâncias ArbitráriosCiclo de Carnot
➔ Caso a expressão obtida seja dependente da substância de
trabalho, seria possível converter q completamente w:
“É impossível para um sistema sofrer um processo cíclico cujos
“únicos efeitos sejam o fluxo de calor que entra no sistema
“vindo de um reservatório de calor e a produção de uma
“quantidade equivalente de trabalho pelo sistema sobre as
“vizinhanças.”
“Enunciado de Kelvin-Planck
Termodinâmica: Segunda Lei
76 Otávio Santana
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Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Termodinâmica: Segunda Lei
• Ex.#8: Cálculo de ΔS total.
– (a) Determine a expressão para o cálculo da variação da
entropia total para um gás ideal que se expande de Vi a
Vf (> Vi) isotérmica e irreversivelmente contra uma pressão externa nula. (b) Nestas condições a expansão é espontânea? (c) Qual o valor da variação de entropia total no caso da expansão ocorrer reversivelmente?
Resp.: Questão teórica ...
79 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Termodinâmica: Terceira Lei
Fim da Parte 1
Fim da Parte 1
80 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Terceira Lei: Entropias Absolutas
–O significado da EntropiaO significado da Entropia:
➔ A entropia é uma medida da “desordem” de um sistema e que
aumenta com a elevação da temperatura.
➔ Em T = 0 todo o movimento dos átomos desaparece, e se diz
que não há “desordem térmica”.
➔ Além disso, se a substância for perfeitamente cristalina, então
diz-se que não há “desordem espacial”.
➔ Portanto, assume-se que:
“A entropia S é nula para um cristal perfeito em T = 0”. Esta é, na realidade, uma definição: Terceira LeiTerceira Lei.
Termodinâmica: Terceira Lei
81 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Transformações Químicas
–Entalpias de Formação & Entropias AbsolutasEntalpias de Formação & Entropias Absolutas
➔ A entalpia padrão de reação é (em princípio) a diferença
(ponderada) entre as entalpias de reagentes e produtos:
➔ A entropia padrão de reação é (de fato) a diferença
(ponderada) entre as entropias de reagentes e produtos:
➢ Nesta definição os n's são os coeficientes estequiométricos e as
quantidades Sm° são as entropias absolutas (da 3ª lei).entropias absolutas
Termodinâmica: Terceira Lei
ΔSr
°=
∑
nSm
°(
Prod.) −
∑
nSm°(
Reag.) ΔHr
°=
∑
nHm
°(
Prod.) −
∑
nHm°(
Reag.)
82 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Transformações Químicas
–Entalpias de Formação & Entropias AbsolutasEntalpias de Formação & Entropias Absolutas
➔ A entalpia padrão de reação é (de fato) a diferença
(ponderada) entre as entalpias de formação (reag. e prod.):
➔ A entropia padrão de reação é (de fato) a diferença
(ponderada) entre as entropias de reagentes e produtos:
➢ Nesta definição os n's são os coeficientes estequiométricos e as
quantidades Sm° são as entropias absolutas (da 3ª lei).entropias absolutas
Termodinâmica: Terceira Lei
ΔSr
°
=
∑
nSm°
(Prod.) −
∑
nSm°
(Reag.) ΔHr
°
=
∑
nΔHf°
(Prod.) −
∑
nΔHf°
(Reag.)
84 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Transformações Químicas
–Variação com a TemperaturaVariação com a Temperatura
➔ Se para uma substância S
m0(T1) é a entropia na temperatura T1 e Sm0(T2) em T2, então, a partir da capacidade calorífica Cp,m:
➔ Devido a esta relação, a entropia absoluta da substância
na temperatura T é dada por (+transições de fases):
Termodinâmica: Terceira Lei
ΔSm
° =
∫
i fdqrev,m
T ⇒ Sm
°(T
2) =Sm
°(T
1) +
∫
T1
T2C p,mdT
T
Sm
°(T) =S
m
°(0) +
∫
0
Tfu sC
p,m(s)dT
T +
ΔHfus
Tfus
+
+
∫
Tf us
Tva pC
p,m(ℓ)dT
T +
ΔHvap
Tvap
+
∫
Tvap
T C
p,m(g)dT
T 0
85 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Transformações Químicas
–Variação com a TemperaturaVariação com a Temperatura
➔ Variação de C
p,m/T (função crescente ou decrescente) e
variação de Sm (função crescente) com a temperatura:
Termodinâmica: Terceira Lei
86 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Transformações Químicas
–Variação com a TemperaturaVariação com a Temperatura
➔ Entropias aumentam com a temperatura, de modo que dados
tabelados devem informar a que temperatura correspondem.
➔ No entanto, muitas vezes não dispomos de dados referentes a
temperatura de interesse.
➔ Nestes casos, é possível obter uma boa estimativa da entropia
de uma transformação a partir das capacidades caloríficas.
➢ Nota: tudo aqui lembra o que foi feito com as entalpias (o que
nos levou a Lei de Kirchhoff), com pequenas diferenças...
87 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Transformações Químicas
–Variação com a TemperaturaVariação com a Temperatura
➔ Entropias aumentam com a temperatura, de modo que dados
tabelados devem informar a que temperatura correspondem.
➢ Tanto H quanto S dos reagentes e dos
produtos aumentam com T.
➢ Este efeito pode deve ser levado em
conta no cálculo de ΔSr.
➢ SoluçãoSolução: a introdução das capacidades
caloríficas de reagentes e produtos.
Termodinâmica: Terceira Lei
88 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Transformações Químicas
–Variação com a TemperaturaVariação com a Temperatura
➔ Se para uma substância S
m0(T1) é a entropia na temperatura T1 e Sm0(T2) em T2, então, a partir da capacidade calorífica Cp,m:
➔ Devido a esta relação, a entropia da reação na nova
temperatura é dada por (Cp,m’s indep. de T, s/ trans. fase):
Termodinâmica: Terceira Lei
ΔCp,m=
∑
nCp,m(Prod.) −∑
nCp,m(Reag.) ΔSr°(T
2)≃ ΔSr
°(T
1) + ΔCp,m×ln
(
T2 T1)
ΔSm° =∫
i fdq
rev, m
T ⇒ Sm
°(T
2) =Sm
°(T
1) +
∫
T1
T2C p,mdT
T
94 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Termodinâmica: Terceira Lei
• Ex.#9: Efeito da temperatura no cálculo de ΔS.
– Calcule o efeito da temperatura na variação da entropia padrão da reação de formação da água: 2 H2(g) + O2(g) 2 H2O(g), quando a temperatura aumenta de 273 K para 283 K a pressão constante.
Dados:
Cp,m(H2O) = 33,58 J·K-1mol-1, Cp,m(H2) = 28,82 J·K-1mol-1, Cp,m(O2) = 29,36 J·K-1mol-1.
Resp.: -0,7138 J·K-1mol-1.
96 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Termodinâmica: Terceira Lei
• Ex.#10a: Cálculo de ΔS da reação.
– (a) Calcule a entropia padrão da reação (a 25 °C): N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g).
(b) Calcule ΔS quando 2 mols de H2 reagem.
Dados:
Sm°(NH3) = 192,45 J·K-1mol-1, Sm°(N2) = 191,61 J·K-1mol-1, Sm°(H2) = 130,68 J·K-1mol-1.
➔ Nota: Observe que a variação de entropia desta reação é negativa, Nota
embora seja conhecido que tal processo ocorra espontaneamente. Deve-se lembrar que, de acordo com a 2 ª Lei, é a variação da entropia total que indica o sentido espontâneo da transformação, e não a variação da entropia do sistema!
Resp.: (a) ΔSr
° = -198,76 J·K-1mol-1; (b) ΔS = -132,51 J·K-1.
98 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Termodinâmica: Terceira Lei
Fim da Parte 2
Fim da Parte 2
Terceira Lei da Termodinâmica: Conceitos
99 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Termodinâmica: Segunda Lei – Entropia Total
• Ex.#10b: Cálculo de ΔS total.
– (a) Calcule a entalpia padrão da reação (a 25 °C): N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g). (b) Calcule a entropia total associada ao processo. Dados:
ΔHf°(NH3) = -46,11 kJ·mol-1, ΔSr° = -198,76 J·K-1mol-1 (ver Ex.#10a).
➔ Nota: Observe que a variação de entropia desta reação é negativa, Nota
embora seja conhecido que tal processo ocorra espontaneamente, o que se pode explicar a partir da variação da entropia total: de acordo com a 2ª Lei, é esta a informação necessária para indicar o sentido espontâneo de uma transformação.
Resp.: (a) ΔHr,m
° = -92,22 kJ·mol-1; (b) ΔS
102 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Energias Livres: Helmholtz & Gibbs
–Funções do SistemaFunções do Sistema:
➔ Para fazer uso da 2ª Lei é preciso calcular as variações de
entropia do sistema e das vizinhanças.
➔ No entanto, J. W. Gibbs(*) descobriu, no fim do século 19, como
combinar estes dois cálculos em um único.
➔ A combinação dos cálculos em uma única função de estado do
sistema é feita através da energia livre.energia livre
➔ Esta função de estado é de grande importância para a
Termodinâmica Química (ex.: Equilíbrio Químico).
Termodinâmica: Energia Livre – Função do Sistema
(*) Josiah Willard Gibbs, físico, químico e matemático estadunidense (1839-1903).
103 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Energias Livres: Helmholtz & Gibbs
–Funções do SistemaFunções do Sistema:
➔ Para uma transformação espontânea (2ª lei):
➔ Se o sistema está em equilíbrio térmico com suas vizinhanças:
➔ E se a transformação ocorre sob volume constante:
Termodinâmica: Energia Livre – Função do Sistema
ΔStot = ΔSsis− ΔUsis Tsis
≥0 Apenas trabalho mecânico
ΔStot = ΔSsis+ ΔSviz≥0 ΔSviz= qviz Tviz
ΔStot = ΔSsis− qsis Tsis
≥0 Desigualdade de Clausius
104 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Energias Livres: Helmholtz & Gibbs
–Funções do SistemaFunções do Sistema:
➔ Para uma transformação espontânea (2ª lei):
➔ Se o sistema está em equilíbrio térmico com suas vizinhanças:
➔ E se a transformação ocorre sob pressão constante:
Termodinâmica: Energia Livre – Função do Sistema
ΔStot = ΔSsis− ΔHsis
Tsis
≥0 Apenas trabalho mecânico
ΔStot = ΔSsis+ ΔSviz≥0 ΔSviz= qviz Tviz
ΔStot = ΔSsis− qsis Tsis
≥0 Desigualdade de Clausius
105 Otávio Santana
Otávio Santana
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• Energias Livres: Helmholtz & Gibbs
–Funções do Sistema:Funções do Sistema
➔ Para uma transformação espontânea (2ª lei):
➔ Se o sistema está em equilíbrio térmico com suas vizinhanças:
➔ Esta equação combina propriedades unicamente do sistema e:
Termodinâmica: Energia Livre – Função do Sistema
ΔStot= ΔSsis+ ΔSviz≥0 ΔSviz= qviz Tviz
ΔStot= ΔSsis− qsis Tsis
≥0 Desigualdade de Clausius
ΔH− TΔS≤0
TsisΔStot =TsisΔSsis− ΔHsis≥0 ⇒
106 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Energias Livres: Helmholtz & Gibbs
–Funções do Sistema:Funções do Sistema
➔ Nesta última equação, os índices “sis” foram omitidos, uma
vez que todas as quantidades são referentes ao sistema.
➔ Deve-se lembrar que o critério de espontaneidade é sempre,
em qualquer condição, determinado pela entropia total.
➔ Em processos sob pressão constante e em equilíbrio térmico
entre sistema e vizinhanças o critério pode ser reescrito como:
Termodinâmica: Energia Livre – Função do Sistema
ΔH− TΔS≤ 0
−TΔStot≤0 ⇒
107 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Energias Livres: Helmholtz & Gibbs
–Funções do Sistema:Funções do Sistema
➔ Nesta última equação, os índices “sis” foram omitidos, uma
vez que todas as quantidades são referentes ao sistema.
➔ Deve-se lembrar que o critério de espontaneidade é sempre,
em qualquer condição, determinado pela entropia total.
➔ Em processos sob volume constante e em equilíbrio térmico
entre sistema e vizinhanças o critério pode ser reescrito como:
Termodinâmica: Energia Livre – Função do Sistema
ΔU−TΔS ≤0
108 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Energias Livres: Helmholtz & Gibbs
–Funções do SistemaFunções do Sistema:
➔ Nesta última equação, os índices “sis” foram omitidos, uma
vez que todas as quantidades são referentes ao sistema.
➔ Deve-se lembrar que o critério de espontaneidade é sempre,
em qualquer condição, determinado pela entropia total.
➔ Há duas condições (limites) nas quais esta relação é aplicável
para a predição da espontaneidade das transformações:
Termodinâmica: Energia Livre – Função do Sistema
ΔU −TΔS ≤0
d US ,V≤0 oud SU , V ≥0 ⇒
109 Otávio Santana
Otávio Santana
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• Energias Livres: Helmholtz & Gibbs
–Funções do SistemaFunções do Sistema:
➔ Nesta última equação, os índices “sis” foram omitidos, uma
vez que todas as quantidades são referentes ao sistema.
➔ Deve-se lembrar que o critério de espontaneidade é sempre,
em qualquer condição, determinado pela entropia total.
➔ Há duas condições (limites) nas quais esta relação é aplicável
para a predição da espontaneidade das transformações:
Termodinâmica: Energia Livre – Função do Sistema
ΔH −TΔS≤0
d HS , p≤0 oud SH , p≥0 ⇒
111 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Energias Livres: Helmholtz & Gibbs
–Funções do SistemaFunções do Sistema:
➔ Pode-se exprimir a condição de espontaneidade de forma mais
simples a partir da introdução de duas funções de estado:
➔ Quando o estado de um sistema se altera espontaneamente
e sob equilíbrio térmico com as vizinhanças:
Termodinâmica: Energia Livre – Função do Sistema
A=U−TS
Energia Livre de Helmholtz
G=H−TS
Energia Livre de Gibbs
dA=dU−TdS≤0 dG=dH−TdS≤0
113 Otávio Santana
Otávio Santana
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• Energias Livres: Helmholtz & Gibbs
–Funções do Sistema:Funções do Sistema
➔ A energia livreenergia livre possui um significado maior, além do de indicar
o sentido espontâneo de uma transformação:
➢ “A energia livre corresponde ao trabalho máximo diferente do
“de expansão que se pode obter de uma transformação.”
➔ Esta observação é a que justifica o uso da expressão
“energia livre” (ou “função trabalho máximo”):
Termodinâmica: Energia Livre – Função do Sistema
dAT ,V=dwmax dGT ,p=dwmax
130 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Termodinâmica: Energia Livre – Função do Sistema
• Ex.#10c: Cálculo de ΔG da reação.
– (a) Calcule a energia livre da reação (a 25 °C): N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g). (b) A reação é espontânea?
Dados:
ΔHr° = -92,22 kJ·mol-1, ΔSr° = -198,76 J·K-1mol-1,
ΔStot° = +110,70 J·K-1mol-1 (ver Ex.#10b).
➔ Nota: Observe que a variação de entropia desta reação é negativa, Nota embora seja conhecido que tal processo ocorra espontaneamente, o que se pode explicar a partir da energia livre da reação, a qual está relacionada à variação da entropia total: ΔStot,m = -TΔGr°.
Resp.: (a) ΔGr, m° = -32,99 kJ·mol-1; (b) ΔStot,m = +110,70 J·K-1mol-1.
132 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Termodinâmica: Energia Livre – Função do Sistema
• Ex.#11: Significado do ΔG da reação.
– Um cérebro humano opera a aproximadamente 25 W. Qual a
massa mínima de glicose (C6H12O6) consumida em uma hora?
Dados:
M(Glicose) = 180 g·mol-1,
ΔHc,m° = -2808 kJ·mol-1,
ΔSc,m° = +182,4 J·K-1mol-1 [37 °C (temp. do sangue)].
134 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Energias Livres: Helmholtz & Gibbs
–Energias Livres Molares PadrõesEnergias Livres Molares Padrões:
➔ As energias internas/entalpias e as entropias molares padrões
se combinam para dar as energias livres molares padrões:energias livres molares padrões
as quais podem ser obtidas a partir das energias livres de energias livres de
formação padrão
formação padrão:
➔ Quantidades obtidas a partir de medidas calorimétricas,
eletroquímicas, espectroscópicas ou constantes de equilíbrio.
Termodinâmica: Energia Livre – Função do Sistema
ΔAr°= ΔU
r
°−TΔS
r
°
ΔAr
°
=
∑
n ΔAf°
(Prod.) −
∑
n ΔAf°
(Reag.)
135 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Energias Livres: Helmholtz & Gibbs
–Energias Livres Molares PadrõesEnergias Livres Molares Padrões:
➔ As energias internas/entalpias e as entropias molares padrões
se combinam para dar as energias livres molares padrões:energias livres molares padrões
as quais podem ser obtidas a partir das energias livres de energias livres de
formação padrão
formação padrão:
➔ Quantidades obtidas a partir de medidas calorimétricas,
eletroquímicas, espectroscópicas ou constantes de equilíbrio.
Termodinâmica: Energia Livre – Função do Sistema
ΔGr
°= ΔH
r
°−TΔS
r
°
ΔGr
°
=
∑
n ΔGf°
(Prod.) −
∑
n ΔGf°
(Reag.)
136 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
• Energias Livres: Helmholtz & Gibbs
–Energias Livres Molares PadrõesEnergias Livres Molares Padrões:
➔ As energias internas/entalpias e as entropias molares padrões
se combinam para dar as energias livres molares padrões:energias livres molares padrões
as quais podem ser obtidas a partir das energias livres de energias livres de
formação padrão
formação padrão, onde:
Termodinâmica: Energia Livre – Função do Sistema
ΔGr
°
= ΔHr
°
−TΔSr
°
ΔSf
°=
∑
nSm
°(
Prod.) −
∑
nGm°(
Reag.)
ΔAf
°= ΔU
f
°−
TΔSf
°
, ΔGf
° = ΔH
f
°−
TΔSf
°
138 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Termodinâmica: Energia Livre – Função do Sistema
Fim da Parte 3
Fim da Parte 3
Segunda Lei da Termodinâmica: Energia Livre
139 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Exercícios Adicionais
• Questão 4: Cálculo da Entropia do Sistema
– Calcule a variação de entropia quando 50 kJ de energia se transferem reversível e isotermicamente como calor para um grande bloco de cobre a (a) 0 °C e (b) 70 °C.
Resp.: (a) +180 J·K-1; (b) +150 J·K-1.
141 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Exercícios Adicionais
• Questão 5: Cálculo da Entropia do Sistema
– Calcule a entropia molar de uma amostra de argônio, mantida a volume constante, a 250 K, sabendo que ela é igual a 154,84 J·K-1mol-1 a 298 K.
Dados: Cp,m(Ar) = 20,786 J·K-1mol-1.
143 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Exercícios Adicionais
• Questão 6: Cálculo da Entropia do Sistema
– Uma amostra de 1,00 mol de gás ideal diatômico, com
CV,m = 5/2R, é aquecida de 100 °C até 300 °C sob pressão
constante. Calcule ΔS do gás.
Resp.: +9,08 J·K-1.
145 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Exercícios Adicionais
• Questão 7: Cálculo da Entropia do Sistema
– Calcule ΔS para um gás ideal diatômico, com Cp,m = 7/2R, quando 2,00 mols do gás passam do estado a 1,50 atm e 25 °C para o estado a 7,00 atm e 135 °C. Como se explica o sinal de ΔS?
Resp.: -7,33 J·K-1.
147 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Exercícios Adicionais
• Questão 8: Cálculo da Entropia do Sistema
– Uma amostra de 2,00 mols de um gás ideal diatômico, com
CV,m = 27,5 J·K-1mol-1, é comprimida reversível e adiabatica-mente de 250 K até a sua temperatura chegar a 300 K. Calcule
q, w, ΔU, ΔH, ΔS.
Resp.: q = 0, w = +2,75 kJ, ΔU = +2,75 kJ, ΔH = +3,58 kJ, ΔS = 0.
149 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Exercícios Adicionais
• Questão 9: Cálculo da Entropia do Sistema
– Calcule o aumento de entropia quando 3,50 mols de um gás
ideal monoatômico, com Cp,m = 5/2R, é aquecido de 250 K até
700 K e, simultaneamente, se expande de 20,0 L para 60,0 L.
Resp.: +76,9 J·K-1.
151 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Exercícios Adicionais
• Questão 10: Cálculo da Entropia do Sistema
– Um sistema sofre um processo na qual a variação de sua
entropia é +5,51 J·K-1. Durante o processo, 1,50 kJ de calor é
fornecido ao sistema, a 350 K. O processo é termodinamica-mente reversível? Explique o seu raciocínio.
Resp.: O processo não é reversível .
153 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Exercícios Adicionais
• Questão 11: Cálculo da Entropia do Sistema
– Uma amostra de 2,75 kg de cobre é resfriada a pressão constante, de 330 K para 275 K. Calcule (a) a energia que deve ser removida como calor e (b) a variação de entropia da amostra.
Dados: Cp,m(Cu) = 24,44 J·K-1mol-1; Dados: MCu = 63,54 g·mol-1.
155 Otávio Santana
Otávio Santana
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Exercícios Adicionais
• Questão 12: Cálculo da Entropia do Sistema
– Uma amostra de 35 g de nitrogênio gasoso, a 21,1 atm e 230 K, expande-se isotermicamente até a pressão de 4,3 atm. Calcule a variação de entropia do gás.
Dados: MN2 = 28,01 g·mol-1.
Resp.: +17 J·K-1.
157 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Exercícios Adicionais
• Questão 13: Cálculo da Entropia do Sistema
– Uma amostra de gás ideal ocupa, inicialmente, um volume de 11,0 L a 1,20 atm e 270 K, e é comprimido isotermicamente. A que volume o gás deve ser comprimido para a sua entropia se reduzir de 3,00 J·K-1?
Resp.: 6,00 L.
159 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Exercícios Adicionais
• Questão 14: Cálculo da Entropia do Sistema
– Calcule a variação de entropia quando 25,0 g de etanol, a 50 °C, são despejados sobre 70 g de etanol, a 10 °C, em um vaso termicamente isolado.
Dados: Cp,m(Etanol) = 111,5 J·K-1mol-1; Dados: MEtOH = 46,07 g·mol-1.
Resp.: +0,77 J·K-1. [+0,22 J·K-1, para T f = 20 °C]
161 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Exercícios Adicionais
• Questão 15: Cálculo da Entropia do Sistema
– Calcule ΔH e ΔStot quando dois blocos de ferro, cada um com
1,0 kg de massa, um a 200 °C e outro 25 °C, são colocados em contato térmico em um vaso isolado. O calor específico do
ferro é 0,449 J·K-1g-1 e aproximadamente constante no
intervalo de temperatura considerado.
Resp.: ΔHsis = ±39,5 kJ, ΔHtot = 0, ΔStot = +24 J·K-1.
163 Otávio Santana
Otávio Santana
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Exercícios Adicionais
• Questão 16: Cálculo da Entropia do Sistema
– Um sistema é constituído por 1,5 mol de CO2(g), inicialmente a
9,0 atm e 15 °C, confinados em um cilindro de seção reta
uniforme de 100 cm2, provido de um pistão móvel. O gás se
expande adiabaticamente contra a pressão externa de 1,5 atm, até que o pistão tenha de deslocado 15 cm. Admita que o dióxido de carbono tenha comportamento de gás ideal, com CV,m = 28,8 J·K-1mol-1. Calcule q, w, ΔU, ΔT e ΔS.
Resp.: q = 0, w = -230 J, ΔU = -230 J, ΔT = -5,3 K, ΔS = +3,2 J·K-1.
165 Otávio Santana
Otávio Santana
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Exercícios Adicionais
• Questão 17: Cálculo da Entropia do Sistema
– A entalpia de vaporização do metanol é +35,27 kJ·mol-1 no seu
ponto de ebulição normal a 64,1 °C. Calcule (a) a entropia de
vaporização molar do metanol (CH3OH) nesta temperatura e
(b) a variação de entropia molar nas vizinhanças do sistema.
167 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Exercícios Adicionais
• Questão 18: Cálculo da Energia Livre
– Calcule a entropia padrão das seguintes reações, a 298 K: (a) Zn(s) + Cu2+(aq) Zn→ 2+(aq) + Cu(s);
(b) C12H22O11(s) + 12 O2(g) 12 CO→ 2(g) + 11 H2O(ℓ).
Dados: Sm(Zn) = +41,63 J·K-1mol-1;
Dados: Sm(Zn2+) = -112,10 J·K-1mol-1;
Dados: Sm(Cu) = +33,15 J·K-1mol-1;
Dados: Sm(Cu2+) = 0-99,60 J·K-1mol-1;
Dados: Sm(C12H22O11) = 360,20 J·K-1mol-1;
Dados: Sm(O2) = 205,14 J·K-1mol-1;
Dados: Sm(CO2) = 213,74 J·K-1mol-1;
Dados: Sm(H2O) = 069,91 J·K-1mol-1.
Resp.: (a) -21,0 J·K-1mol-1; (b) +512,0 J·K-1mol-1.
169 Otávio Santana
Otávio Santana
Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio Termodinâmica Química: Espontaneidade & Equilíbrio
Exercícios Adicionais
• Questão 19: Cálculo da Energia Livre
– Com as entropias das reações calculadas no exercício 18, e com as entalpias das mesmas reações, calcule as energias de Gibbs padrões das reações a 298 K.
Dados: ΔHf(Zn) = 0;
Dados: ΔHf(Zn2+) = -112,10 kJ·mol-1;
Dados: ΔHf(Cu) = 0;
Dados: ΔHf(Cu2+) = 0-99,60 kJ·mol-1;
Dados: ΔHf(C12H22O11) = 360,20 kJ·mol-1;
Dados: ΔHf(O2) = 0;
Dados: ΔHf(CO2) = 213,74 kJ·mol-1;
Dados: ΔHf(H2O) = 069,91 kJ·mol-1.
Resp.: (a) -212,40 kJ·mol-1; (b) -5798 kJ·mol-1.
171 Otávio Santana
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Exercícios Adicionais
• Questão 20: Cálculo da Energia Livre
– Com as energias de Gibbs padrões de formação, calcule as energias de Gibbs padrões das reações do exercício 18 a 298 K.
Dados: ΔGf(Zn) = 0;
Dados: ΔGf(Zn2+) = -147,06 kJ·mol-1;
Dados: ΔGf(Cu) = 0;
Dados: ΔGf(Cu2+) = 0+65,49 kJ·mol-1;
Dados: ΔGf(C12H22O11) = -1543 kJ·mol-1;
Dados: ΔGf(O2) = 0;
Dados: ΔGf(CO2) = -394,36 kJ·mol-1;
Dados: ΔGf(H2O) = -237,13 kJ·mol-1.
Resp.: (a) -212,55 kJ·mol-1; (b) -5798 kJ·mol-1.
173 Otávio Santana
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Exercícios Adicionais
• Questão 21: Cálculo da Energia Livre
– Calcule a energia de Gibbs padrão da reação:
CH3OH(ℓ) + CO(g) CH→ 3COOH(ℓ),
a 298 K, a partir das entalpias de formação e entropias molares padrões.
Dados: ΔHf(CH3COOH) = -484,50 kJ·mol-1;
Dados: ΔHf(CH3OH) = -238,66 kJ·mol-1;
Dados: ΔHf(CO) = -110,53 kJ·mol-1;
Dados: Sm(CH3COOH) = 159,80 J·K-1mol-1; Dados: Sm(CH3OH) = 126,80 J·K-1mol-1;
Dados: Sm(CO) = 197,67 J·K-1mol-1. Nota: Sm ≠ ∆Sf.
Resp.: -86,2 kJ·mol-1.
175 Otávio Santana
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Exercícios Adicionais
• Questão 22: Cálculo da Energia Livre
– A entalpia padrão de combustão da ureia sólida (CO(NH2)2) é
-632 kJ·mol-1 e a entropia molar absoluta padrão da ureia é
104,6 J·K-1mol-1, a 298 K. Calcule a energia de Gibbs padrão
de formação da ureia a 298 K. Dados: ΔGf(CO2) = -394,36 kJ·mol-1; Dados: ΔGf(H2O) = -237,13 kJ·mol-1; Dados: ΔGf(O2) = 0 (por definição);
Dados: Sm(Ureia) = 104,60 J·K-1mol-1; Dados: Sm(CO2) = 213,74 J·K-1mol-1; Dados: Sm(H2O) = 069,91 J·K-1mol-1; Dados: Sm(O2) = 205,14 J·K-1mol-1; Dados: Sm(N2) = 191,61 J·K-1mol-1.
Resp.: -197 kJ·mol-1.
177 Otávio Santana
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Exercícios Adicionais
• Questão 23: Cálculo da Entropia do Sistema
– Calcule as variações de entropia do sistema e das suas vizinhanças e a variação total de entropia quando uma amostra de 21 g de agônio gasoso, a 1,50 bar e 298 K, se expande de 1,20 L para 4,60 L (a) em uma expansão isotérmica reversível, (b) em uma expansão isotérmica
irreversível com pressão externa pex = 0 e (c) em uma
expansão adiabática reversível.
Dado: M = 39,95 g·mol-1.
179 Otávio Santana
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Exercícios Adicionais
• Questão 24: Cálculo da Entropia do Sistema
– Calcule a variação de entropia quando um gás ideal diatômico é comprimido a um terço de seu volume inicial e, ao mesmo tempo, é aquecido ao triplo de sua temperatura inicial. Dado: CV.m = 5/2R g·mol-1.
Resp.: ΔS = n(CV,m-R) ln 3 = 3/
2nR ln 3.
181 Otávio Santana
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Exercícios Adicionais
• Questão 25: Cálculo da Energia Livre
– Calcule o trabalho máximo, diferente do de expansão, que pode se pode obter, por mol, em uma pilha a combustível em que a reação química é a combustão do metano a 298 K. Dados: ΔGf(CH4) = 0-50,72 kJ·mol-1;
Dados: ΔGf(CO2) = -394,36 kJ·mol-1; Dados: ΔGf(H2O) = -237,13 kJ·mol-1.
Resp.: |we| = 2108,11 kJ·mol-1.
183 Otávio Santana
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Exercícios Adicionais
• Questão 26: Ciclo de Carnot & Máquinas Térmicas
– Uma certa máquina térmica opera entre 1000 K e 500 K. (a) Qual a eficiência máxima desta máquina? (b) Calcule o trabalho máximo que pode ser realizado para cada 1,0 kJ de calor cedido pela fonte quente. (c) Que quantidade de calor é jogado no sumidouro frio, para cada 1,0 kJ de calor cedido pela fonte quente, se a operação da máquina for reversível?
Resp.: (a) 0,500; (b) 0,5 kJ; (c) 0,5 kJ .
185 Otávio Santana
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Exercícios Adicionais
Fim da Parte 4
Fim da Parte 4
Segunda Lei da Termodinâmica: Exercícios Adicionais