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A Escola Primaria, 1924, anno 7, n. 12, jan., RJ

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-• ,

' •

A 1-. 1 , 0 ~ · - N . 1f2 - N ·t.i 1:-.-:.ero €1.'7'L&ISC> .1.9000-JE:k~eiro d e IOM-4

Sob a direcção de

REDACÇÃO:

inspectores escolares do Districto Federal

• •

Rua 7 de Setembro,

..

174

.. RIO DE JANEIRO .. • ASSIGNA TURAS

Para o Brasil ....•... um anno União Postal ... . ... ·

Para o Brasil.... . . .. 6 n1ezes

• • 9$000 10$000 5$000 SU~.MA.RIO • Ruy Barbosa. . . . . . . .

Hemeterio dos Santos Maria Ste/lo. . . . . . Mestre Escola ... . Maria Coutinho de

Allzorim . . . . ....

Uni~ormização orthographica

A Semana Educativa Norte Ame-ricana

Desenho.

Infinitivo subordinado ao finito Cartas Serranas

Tres palavrinhas

Uma Lição de Historia Patria

1 Othello Reis... . . . • . . . . Educação do homem e do cidadão . Jonathas Serrano.... . . Historia.

\ Othello Reis . . . . • . . . . . Geographia.

Virgínia Paula R osa. . Lingua Materna.

Olympi'I do Coutfo . .. . Arithmetica.

E. Blume . . . . Sciencias physicas e naturaes.

THEATRO lNF ANTIL ,,

.

• • • .. •

U

nifoímização orthographica

• • • - ·- - - ~ - -~ .. · • ... • •

Fez jlls aos mais vivos applausos o Dr. Jodo Luiz Alves, eminente Ministro do

Inte-rior, pela acertada deliberação que, segLrndo é notorio, tomou, de instituir uma commissão de competente~, encarregada de estudar as medidas necessarias e essenciaes para que se ponha ordem ao famoso ca/1os da orfhographia da ling11a por-tugueza no Brasil.

Receba S . Exa. os effusivos cumprimen-tos de quancumprimen-tos nesta nossa terra se interessam pelas questões de ensino, pois é precipuamente á

infancia das primeiras classes da alphabetização que ha de aproveitar qualquer simplificação

ra-: clonai ou qualquer sensata systematização que se introduza na graphia da lingua materna.

Dos membros escolhidos para a com missão só se pode dizer que quasi todos estavam natural-mente indicados, tidos como são, no consenso dos estudiosos, como esforçados e competentes.

Falta.nos, é evidente, apropria autoridade para louvar, que subentende perfeito conhecimento da materia a respeito da qual se tece o louvor,

.mas acreditamos interpretar o sentir unanime dos pro 1essores e demais classes intellecfuaes do paiz,

batendo palmas á acertada decisão do snr.

Minis-' Iro. E se nos pode supprir a natural deficiencia, hospedes que somos nos elevados dominins da linguística. a larga pratica do ensino em seus dois primeiros e mais importantes gráos, d'aqui

f

orrnulamos o voto de que se oriente a com missão por algumas direcf rizes de pensamento, que

julga-mos perfeitamente acceifas pelos que do as-sumpto cogitam sem pai-r.ão. Deixam-se os te-chnicos encantar, muitas vezts, pela paixão do sys-tema, da symetria, ou do rigor scientijico, e não

'

'

raro perdem de vista a applicação pratica do que constitue o ol,jecto de sL1as cogitações. Esperamos confiantes que tal neste caso não aconteça, dada a lucidez dos es1,iritos a quem foi entregue a elaboração da possível uniformização

Parece nos que esforço inutil seria fazer trabalho radical, seja no sentido da orthographia etymologica, seja no da phonetica, que

desfigu-rasse completamente o actual aspecto da escripta nacional. Somos um povo de 30 milhões e muito volumosa é, nessa população, a massa dos que

sabem ler e escrever. A esses repugna passar a

graphar de modo inteiramente diverso, quer pela suppressão de muitas letras fradicionaes, quer pela multiplicação dos accentos, quer ainda pela restauração de certas formas que seriam as

cor-rectas se outras não tivesse imposto o uso se-cular. Comn,unis error facit jus, devem pensar os doutos luminares, si quizerem Jazer obra de futuro.

Os que algunz dia ensinaram bem sabem que não são f antas quantas se imapinam as

duvi-das a dirimir. Cremos que só a essas duviduvi-das e a firmar com seu prestigio alguns princípios geraes,

haveria a commissão de limitar o seu trabalho. E' facil resolver taes. duvidas e assentar um

cri-ferio geral, mas quasi impossivel impôr ao Brasil uma reforma radical, ainda que gerada pelos mais conspícuos sabedores, como foi a official portugueza.

Com os applausos mais fervorosos á

re-solução do snr. Ministro, aqui consignamos,

1

pois, o nosso voto sincero de que saia da illustra-da commissão obra ponderaillustra-da e f acil de ser

assi-milada pelo povo.

.

..

..

Toda a correspondencia deve ser dirigida á Redacção- Rua 7 de Setembro, 174. Rio de Janeiro

,( , • ,, ,. . .,,. • \ • ' - ,. ' ' '

(2)

• , • • • • • • , , • •

374

A

E

.

SCOLA PRIMARIA

• • • .. • . -• • • • • ' •

1-

-

IDÉAS E FACTOS

• ' ,

.

. , '

A Semana Educativa

Americana

• • • • ' .

Norte-

Uma vez adoptada, semelhante

po-litica continuou a desenvolver-se. Pelo

advento de Constituição Federal e pelo

estabelecimento de governos livres nos

Ent o nltmer.o d'«A Escola Printa-

Estados da União, maior era a razão de

ria•, corrcspond ente ·

ªº

mez de

aproveitar a opportunidade para a solu-

·

Novembro ultimo, transcrevemos

da excellente revista ltruguaya,

ção do ensino.

«Anales de Instrucciôn Primaria,

Nosso paiz adoptou o principio de

interessante proclamação do Presi-

governo proprio por um povo livre.

dente Harding sobre a Semana

Q

·

Educativa Norte-Americana. _

uem merecia ser 1vre, merecia tambem

· F:ormulámos então, o voto de que

ser educado· Aquelles a quem cabe o

em nosso paiz se fizesse cousa se-

dever e a responsabilidade de governo,

melhante, instituindo-se a «sem-ana

devem possuir, forçosamente,

·

uma

edu-educativa brasileira• sob o patro-

cação tal que lhes permitta desempenhar

cinio do Sr, Presidente da Repu-

cabalmente as missões que lhes são con-

.

blica.

. Hoje, temos O prazer de pas!lar

fiadas. O .soberano devia ser educado.

para as nossas columnas, traduzida

Soberano tinha-se tornado o povo.

Fo-de «The Journal of the National

ram creadas escolas e universidades

Education Association •, que se

pelos diversos governos, sendo as

mes-publica ha cidade de Washington, · 'd

a seguinte proclamação do actlial

mas mant1. as, exclusivamente pela

cari-Presidente dos Estados Unidos, ,

da de publica

,

.

.

Sr· Coolidge:

A boa vontade do povo em

forne-cer os meios para manter essas insti~

«

Desde o seu inicio devotou-se a tuições,

e

o devotamento patriotico de

America ao objectivo da instrucção. Esse um exercito de professores, os qÍ.Jaes,

paiz foi fundado sob o ideal do ensino

·

muitas vezes, poderiam ter obtido maiores

indjvidual. Ficou resolvido que este de- proventos em outros emprehendimentos

veria ser realizadc;> pelas instituições

-

reli- tornaram possivel chegarmos aos resul~

giosas do g~verno. No intuito de formar ta dos

a

que chegamo~, e qtte

·

tanto nos

um clero solidamente edµcado e profes- desvanecem. A tarefa, porém, não está

sores bem competentes, os primitivos co- terminada: está apenas iniciada.

.

lonos apresentaram a ideia de crear um

Observamos a evidencia de uma

collegio de cultura liberal e abrir escolas visão crescente de todo o systema de ed

.

primarias para a diffusão geral do ensi- cação. Dáhi reconhecermos que a e d

u-no. E, taes medidas foram tomadas como cação não deve terminar com o 1Jeriodo

indispensavei~ ás exigencia:s duma socie- de freq11encia escolar, mas que, ao con .

.

dade esclarecida.

1

trario, deve ser encorajada depois disso.

'

De conf,,rn1id11de co•

,

do eo:i-re11te a11no, todos os

.

'

o

IJee. 11. 479S fie 7

ele

.

Janeiro

'

flirectores fie est

-

at,aleci1ne11tos

fie

e11si.qo

pri1nario

e profissio11al, ma11tidos ou s11bve11•

.

.

'

.

clonados pelo Gover110 Federal,° receberãõ, grat11itàmente, 1im

exe1n1,Iar fle f'ada nnme1•0 d'''A Escola P.rin1aria'', o q

.

11al deve•

rão conse

·

rvar na ''Bibliotl1eea Escolt1r'', como propried;1de

dos cstabeleeime11tos que dirigem .

.

' • • • • • ' ' ' • I • • • • '

Á

EiSCÕL'A:

PRIMARÍA

,,

37_;

' ,

Pãra tal firri as escola

s'

no

-

cturnas, as es- Presidente dos Estados Unidos,

procla-colas de

·

noite de luar das cidades do mo, pela presente, a Semaná ql!e

come-Sul (Appalachian), a notavel acção das ça em

18

de Novembro do corrente anno

academias e universidadés, as providen- Se.mana Nacional da Educação, para qu~

cias tomadas para o ensino das

·

artes se1a a mesma observada em todo

O

paiz .

t

e

chnicas, da agricultura e mechanica, Recommendo que as autoridades esta.

abriram uma nova estrada á

-

cultura na- duaes e locaes coopei:em com as

corpo-.

cional, de modo a tornai-a betn mais in- rações civis e religiosas para assegurar a

fensa e diffusa.

'

.

sua mais ampla e efficaz observancia

.

Todo cid

.

adão americano tem direito afim de manter com maiç:,r liberdade e d~

a uma educação liberal. Sem esta não melhorar com mais efficacia a facilidade

·

existe garantia para a estabilidade das da

.

instrucção no nosso paiz.

instituições

·

1ivres, nem esperanças de

Em testemunho, assignei abaixo,

perpetuar-se o governo de si mesmo. O fazendo com que fosse apposto o sello

despotismo encontra o seu maior susten- dos Estados Unidos.

.

·

taculo na ignorancia. A instrucção e a

Passado na cidade

.

de Washingtoh

liberdade ca

.

minham de mãos dadas. aos 26 dias de Setembro no anno d~

E, para que a ,Naçã~ possa med.itar sobre Nosso Senhor Jesus

.

Christ~,

.

de 111il nove

essas cousas, e dese1avel que se1a annual-

i

cen!os e yint~ e tres e centési~o

quadra-mepte commemorada a Semana da Edu- ges1mo oitavo da Indepeildenc1a.

cação. Assim sendo, eu Calvin Coolidge

·

• • • • ' • - ' ' '

DESENHO

-• •

Escola Normal Nacional

.

de Arte

A

pp

.

Jicada

• '

(Ruy

Barbosa)

• • •

{confinuação)

• .. • • ' •

·

Austria.

Mui ce.d.o se

·

compreh~n- vessem

.

_

mister disposições natúraes

intei-'

~eu nesse pa!z a ester1l1dade do ensino

.

ramente particulares. Não se pensava em

.

do desenho a regua e compasso. As ten- convertei-o num ensino methodico ·

limi-tativ~s. para emancipar_ desse pro~esso tava-se tudo a executar lindas copi

1

as de

es~er1J1~ador a educaçao da mocidade modelos de

·

todo o gen~ro a crayon, a

pr1nc1p1am no começo deste seculo (ein aguarei la

;

a oleo. D~senhava-se um pouco

t B0.3).

_Mas

~~

e~ 184'? o proces~o

stfgmo-

de tudo, arabescos, flores, esboços de

graphico,

al_1~s

muito antes considera- n1onumentos,. machinas, etc

.

, sem o que

velmente ut1J1sado por Froebel, entre os o alumno lhes pudesse atinar bem o

in-jogos infa.ntis do

Kin~e~garten

recebeu t~ito ou a significação. Hoje a

experien-~o

D!,

H1llard,. em V1enna, a system~- · eia tem comprovado que a todo o ensino

t1saçao, que ho1e fa~ deite a base mais

·

do desenho ha de ser base o

conheci-racional de todo o e11sino do dese- mento das formas geometricas elementa-

.

nho.

·

·

res, e q_ue, conseguintemente, logo

.

depois

O professor Grandauer de Vienna

,

de praticados os primeiros exercicios

·

a

i~cumbido, algum tempo antes da expo'. lin~

_

as r!ctas e curvas,

·

não ~a .~elhór

s1ção de

15·13,

de relatar a situação do ob1ecto de est

.

ttdo, para os pr1nc1p1antes

ensino escolar do desenho, occupando-se do qú~ ~s figuras réguJares, constituidas

com o methodo coordenado por Hillard, pela d1v1são e combinação dessas

li-profere este juizo:

«

Dantes se reput;;iva o

·

nhas.

·

de~enho como

-

simples arte deleitavel ;

Veio, de mais a mais, a prevalecer

a

cu1dava

:

se que, para

·

o cultivar;

·

se hou- convicção de que, para o ensino em com •

• • • ' ' •

(3)

• • • ' • • ' • •

~76

A F,SCOLA

PRIMARIA

'

m-um, 9 melhor meio é compor o mestre 11em haverá saltos mortaes; a progressão

mesmo o modelo 11a JJedra» (quac!ro preto, pode ser graduada mathematicamente. »

taboa preta,

tableau

noír, black-board,

Em consequencia -de largos debates

SchulTafel)

«explical-o depois, e reprodu- que se agitaram durante uma longa serie

zirem-n'o os alun,nos, ajudados, nas de annos, o methodo Hillard passou por

classes inferiores, por cadernos prepa- varias modificações, das quaes a

princi-rados segu11do o

nzethodo stigniogra-

pai

é

esta: ~ · •

phico.

Mais tarde convirá levaJ.os

a

exe- «A rêde stigmographica fica

subsis-cutarem desenhos

dictados

ou

de

,ne-tindo, mas deverá ser1 traçada pelo

pro-moria.

Todos em sun1ma, hoje em dia, re- prio discipulo, que medirá tudo

a olho

·

conhecem que é necessario assentar um e que augmentàrá, ou diminuirá as linhas

plano methodico para o ensi110 do dese- ou os pontos auxiliares, segundo a

ne-nho, e esquivar os processos de exercicio cessidade da figura que quizer cons~

puram~nte meca.nico · truir O mestre traçará o modelo na

Sao maravilhosos os fructos desse d • . ·

h d

1

.

pe ra.

met o

.º'

_que na guns pai~es~

com?

ª

Eis como,

a

respeito do methodo

B~hef!11a, tem presta?º se!v1ços admira- .stigmographico, se pronunciava, em

veis ainda sob a direcçao de mestre~\ 1873, a commissão franc,eza em Vienna:

eompleta1nentes estranhos ao conheci- «Sem supprimir a espontaneidade

mente

des~nho. do olhar e do traçado, elle possibilita a:>s

.

Eis

(estriba~do-s~ sempre em aut~- principiantes a execução de figuras, que,

r1dades,

~

do mais .e~inente valor) -~ e n sem a rêde de pontos de orientação, não

que consistem as fe1çoes que caracter1sam lhes seria dado jamais reproduzir, nem

o typo~ desse meth odo. sequer analysar. Assim já o desenho não

«Schmidt, Soldau, Olte, etc.», escre- será um -como trabalho de estrezir ou

ve o Sr.

J.

de Vasconcellos «tinham en. trasfolear · uma servil imitação

(11n

1

cal-saiad~ var.ios method~s de ensi_no, que que) ; nã~ se _dispensam o olho e a mão

padeciam de_ um defeito esse~c1al_: que de adquirir exactidão e segurança ; mas não estabelec1a1'!1 uma g~ad~açao r1goro- a difficuldade, em vez de ser insuperavel

sa: faltava-lhes a base 1nd1spensavel, o offerece-se assaz reduzida e dividida,

primeiro fundan1ento, o prim~iro de- para que , o alumno obtenha vencei-a.

grau da escada: o

desenho

stigmogra-

·Pouco a pouco vae escusando a rêde :

phico:

A . resotu5ão do problema de- das figuras rectilineas passa

insensivel-p.end1a da 1nvenç~o .de um procces<-o bem rnente ás curvas regulares, para as qu_aes

simples, natural1~s1mo. mas que, como os stigmas servem apenas de indicação

muitas outra~ co1~as simples, c.u~tou a geral, depois á representação dos

obje-achar .- Era mister 1dear uma transiçao na- ctos usuaes de forma nimiamente simples

tttra),. quasi insensivel, entre o desenho que, em pouco tempo, chega a desenhar

auxiltq,do

e o desenho

a

olho

sem reco~- sem quadriculas, nen1 ponteado algum,

rer á regua e ao c?mpasso; essa t~ans1- quer tomando por exemplar a natt1reza

ção tor11ou-se poss1vel

c01n a rede sttgmo.

mesma, q~1er seguindo modelos traçados

,

graphica.

.

na pedra.

«O papel para o desenho, segundo o Para a applicação intelligente e .u11i- ·

methodo stigmographico, é

quadriculado

forme deste systen1a, que, com r~zão, se

isto

é:

está coberto com linhas, que en- tem considerado «excellente e appl1cavel a

chem a folha, cruzando-se em angulo todos os paizes e a todas as intelligenc'ias

recto, e formando uma rêde de pequenos no ensino el.ementar do desenho»

go.

· ·quadrados. As figuras formam se traçan- verno a~str1aco adoptou o adm1r~vel

,

do

isto é cobrindo as linhas de um qua- compendio do Sr.

J.

Grandauer, livro

dr~do a ~utro, até se completar a figura 110 qual o methodo stigmographico tem a

proposta pelo mestre como modelo. As sua encarr1ação mais perfeita. .

linhas da rêde stigruographica são mais Só a analyse do curso delineado

tarde substituidas por pontos e, finalmen- nesse manual vos poderá habilitar a

co-·te, os pontos reduzidos em numero, mais nhecerdes precisamente a realidade dessa

e mais, até desapparecerem de todo, e poderosa combin~ção pedagogica e lhe

darem Jogar ao desenho livre a

olho,

·

estimardes o immenso valor.

com este methodo não havia, nem ha, Para.este fim, ainda uma

vez, pedi·

• • I ' • • • • • • • • • • A ESC()LA fI-<.IivlÃRIÃ '

377

mos ao jJrofiscient~ escriptor fJOríttguez, ' senho a olho. Difficuldade .proO'ressiva. cujo nome tantas vezes ten, honrado mente maior no desenvolviment~ das · fi-es tas paginas, a cooperação do sett cons- guras geometricas ornamentaes. Rare-ciencioso trabalho. a.m-se cada vez mais os stigmas

effec-0

compendio Orandauer

Ele11ientos tivos,

de que o alumno se vae

desemba-.

de dese,zlzo

escolar

(Ele111e1ztar.Zee/ze1zs-

raçando, guiado p.elos pontos

auxili-·

c/zu

le

)

distribui do em

12

cadernos, ou ares .

fasciculos, de 10 folhas cada um, divide- Até aqui cerca de 200 problemas se em tres cathegorias, escalas, ou graus: vencidos. Pela primeira vez á folha 59

inferior, médio e SUJJerior (

U,zt

e

r, Miftel,

um tr~b~lh~ de sombreação «q ue conti:

Obers

t

ztfe).

nua d1str1bt11da com parcimonia até ao

Pri111eiro grau:

fim do compe11dio».

Fascículo 1 ° - Linhas

e:;

combina- f asei cu lo 6º-lnicia-se o desenho a

ções lineares para a formação de quadía-

ollzo.

« E' deste rnodo, com um methodo

dos e outras figuras geon1etricas de orna- seg~r~ e

rigorosamente progressivo,

que mentação. Em todo o caderno consiste o d1sc11Julo cl1ega a desenhar as fiO"uras . a orie11tação stigmographica em deixar relativamente difficeis, do 5° caderno fixados os pontos auxiliares da rêde. De-

se11z o menor auxilio de

reaita

e co,n~

terminação de distancias ponto contra

/Jasso,

de ominosa memoriaº; e note-se

ponto, desde a JJrimeira folha até á seti- que estamos, e estaremos até o fim deste ma; medição de distancias. eguaes entre comJJendio, no dominio do

desen!zo

ele

-ponto e -ponto; medição de ·distancias

11z

e

1ztar.

»

Desde este pass6 acabaram-se deseguaes com eguaes, da oitava a de- absolutamente os stigmas. Resta ao dis-cirna folha. Termo médio, em cada folha, cipulo apenas a linha, que tem de dividir tres figuras decompostas, com a maior exactamente para direcção_ sua, no

dec;e-clareza, nos seus elementos. nho das figuras. fascículo - Proseguen1-se, se,

gundo o.1nes1no processo stigmographico os exercicios e combinações de quadra-dos com duas e mais distancias dese-guaes.

fasciculo 3º -Combinação dos ele-mentos do antecedente, mediante figuras mais complicadas.

Segundo grau :

T

erceiro

grau:

Fasciculo 7°-Segttimento do dese-nho a olho, que numa série de jJroble-mas graduados, vai até o termo do · livro.

'

- Fas·ciculo . Desde a folha 71

sombreação, que continúa ininterrompi-damente. «Como todas as figuras do compendio são calculadas para superfi-cies planas

(Flache1zverziertt1zg)

a som-breação reduz-se á applicação de uma

tinta,

que seja sufficiente para ~accentuar o relevo das formas da fi gura.- «A' foi. 78 começam as curvas (não sombreadas)

em circules, semi-circulos e quadran-tes.

f asciculo 4°-Exercicios s9bre qua-dros e outras figuras geometricas de or-namentação mais difficil, com o auxilio da stigmograJJhia modificada. Importante modificação, bem que . graduada com o maior rigor rr1ethodico, de modo que .o adeantamento, ali í s consideravel, do dis-cípulo, obtem-se quasi insensivelmente.

Os

stig111as

(pontos stigmographicos) fasciculo 9º-Próseg uem estes

ul-serve1n, ora para que as linl1as corram times exercicios.-Encetam-se as primei-por sobre elles, ora como meio auxiliar ras ferinas fundamentaes da ornam_ enta-para lhes determinar a direcção, ficando ção vegetal, geometricamente com1Jos-por cobrir alguns, cuja tttrlidade era, não tas sobre os elementos adquiridos até entrar rio contorno, mais indicai-o. No aqui, sem sombreaçã_o (foi. 8 t e 82) e

primeiro grau as linhas percorriam todos com ella (foi. 83.-8.) Ellipse; orname11to os stigmas ; daqui avante porém uns grego, de que ella é a base (89-~0) ;

(

1;/fectivos,

ou

pri111arios),

são absorvidos sombreados.

nellas; outros

(auxiliares

ou

secunda-

fa scicu!o' J O-Dá começo «a

orna-rios,)

ajudarão o traçado, sem se assimi- mentação vegetal propriamente dieta, a !arem nelle; difficuldade nova, suscepti-

or11ame1zfação

estylisada»

JJrincipiand·o vel de uma graduação rigorosa. pelo elemento primordial, a folha, gta.

f

asciculo

5°-

Transição para o de- · dual mente complicado numa successão

• • • .

'

• • • • • • • '

(4)

, • • ' • •

378

! . ESCOLA PRil\lARIA

-de l)roblemas -de base geometricas, S01n-

;

alumno, depois de lhe ter marcado as

dis-breação só a foi.

1

oo.

·

1

tancias elle mesmo.

-fascículo

11

º

-Volutas em geral, e

I

ReAde de

t

·

·i·

-

· 1

t t n·

O

t

pon

os

COA10 meio auxi 1ar

especia men e a o

· t 1 ·t 1·

.

. ica.

.

(

rnamen os : preparato · .

b

d )

rio.

s

·

igmas

eJJec

,rr

ivos

ou pri-

·

grego,

orien a , 1 a iano

som rea os

,

marios (Oranda

d

_

)

com elementos vegetaes de base geome-

A

~~r, ca

er~os

1 .3 ·

trica. formas vegetaes

(folhas

e fructos)

.

Rede modificada;

stigmas

secu,zda-estylisados, sem sombreação (foi

,

105-8)'. :

rias (Ora,zd,,

cad : 4):

com transição

As mesmas, desenvolvi

.

das segt1ndó a sua

J

p~ra o desenho a olho, sem balisas, nem

successão

natural : em tarjas (foi .

.

109);

!

st1 gmas, . .

.

.

. .

na plenitude do seu t

·

odo organico . ro-

1

Qualificado pelos seus

caracter1sti-setas (fol.

11

o).

'

!

cos fundamenta.es. o pensamento deste

fasciculo

12°-

Rudimentos princi-

:

methodo, e del1~11tando

_

o arn ~it? deste

paes da

pei:spectiva,

exe1nplificados

·

pto~ramma, as 1nstrucçoes off1c1aes,

ex-(111 -120).

«

Estes exemplos servem ape-

;

pedidas. em

_1870,

com?

fim de regular

nas para o mestre regular a ordem

.

da

·

ª organ1s.açao pedagogica das escolas da

perspectiva elerflen

.

tar no ensino, até ao mo:1archia austro-hungara exprimem-se

momento em que haja de recorrer aos assim:

'

.

corpos solidos ou aos modelos

de

«

Tem por ob1ecto este methodo

arame

(trartsição

entre a estàmpa e

ó

formar

O

olho

e

a mão.

?ºs alumnos,

!e-modelo solido), para introduzir o disci- val-~s a perceberem n1t1damente, e

ctis-pulo no estudo do real

>>

.

cerniren1 com s:gurança as fórmas e os

Ao todo, no curso inteiro,

300

exem- ~olumes, exercitai-os na representação

pios em

1

~o

estampas.

linear das ~e lações entre as coisas no

es-Sob o regímen da stigmographia paço, na f1guraç~o. dos objectos

term!-fica ao mestre a liberdade am1)la de uti- nados por superficies planas, na

·

das

li-_

lizar-se de varios processos, ou adoptan- nhas rectas e curvas; emfirn, habilitai-os

do-os cada um individualmente, ou asso-

·

ª,

desenh~rem do natural os objectos de

ciando-os em todas as suas combinações formas simples:

.

possíveis, consoa11te ás disposições dos

«

No

gra~

inferior o alumno c

:

inge-alumnos. Esses processos

·

vem a

ser:

se a reproduzir modelos faceis,

desenha-figuras

apontadas

(ponteadas, ou dos. na pedra· No médio

.

e superior, o

pontilhadas).

·

ensino do desenho é posto

em

relação

figuras

balisadas.

.

com o d:i.s fórmas geometricas, no

senti-Meias figuras;

sendo a outra meta. do de

s,er

pela representação figurada

de que o discípulo deve ir1teirar, pontoa-

1

dest.a~ f?rmas que o alumno se comece a

da ou balisada.

.

1

fam1I1ar1sar com e!las. Os discipulos, em

pautada !

quem se revelaren·1 ar)tidões particulares,

Rêde de linhas

1

nas n1ecanicamente lousas ou

«

«

pontos

dernos.

Rêde de pontos, construida

nos ca-

exercer-se-hão em desenhar

·

ornatos

sin-gelos, em traçar esboços, planos,

map-pelo pas, etc.

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PARIS

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Camisaria~ Gravataria Roupas

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~

>

~

> >

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>

) '

a

-• • • ' 1 ' r • • ' • • • •

«

No tocante

ao

desenho releva

dei-•

xar ao mestre a liberdadê de ampliar, ou

estreitar os

limites do

ensino em geral, e

em particular

os

do

ensino

de cada

classe. Mas não perca de vista as

neces-sidades

peculiares ás classes de

me-•

ninas.

«

O ensino geometrico, reservado ás

classes médias e superiores, abra

_

ngerá o

estudo dos angulos, triangulos,

quadrila-teros e polygonos regulares, o circulo, a

ellipse, o prisma, a

-

pyramide, o cylindro,

o cone, e a esphera. Completará

este

en-sino a medição

.

das superfícies e

vo-lumes.

_

Na

pratica, este methodo precioso

subordina-se a princípios racionaes, que

constituem hoje, por assim dizer, a

carti-lha do desenho pedagogice, e que se

po-dem substanciar

·

nas

seguintes

re-gras:

- 1

ª.

Todo o ensino do desenho deve

ter por base a geometria ;

As fórm

.

as convencionaes, attenta

a sua regularidade, hão de

·

preceder as

naturaes, que são irregulares;

• • • . í • '

379

As

fórmas naturaes

,

que

se

tive-rem de desenhar, hão de ser

primeira-mente reduzidas ás fórmas

geometricas,

em que s~

.

baseam ;

.

4ª A ·

percepção ha de preceder a

execução. Nada é mais mortifero para o

entendimento do alumno do qae copiar

desenhos que não percebe. Cumpre, não

só que aprenda a executar a tarefa, mas a

executa)

:

a raciocinando;

· 5ª

Na ordem

.

do curso,

.

a

reprodu-cção pura das formas deve preceder aos

effeitos de luz e sombra.

O ensino desta disciplina não se

deve circumscrever

.

exclusiva

,

mente a um

g-enero de desenho.

-7ª

E' assttmpto da 1naior

importan-cia, afim de desenvolver o gosto entre os

discípulos, que os trasladas

_

e 1nodelos

se-jam o mais formosos

.

passivei.

'

O alumno deve-se exercer

cons-tantemente em executar desenhos

origi-naes e applicações origjorigi-naes de todos os

princípios que adquirir.

·

• , • •

A

viso imporfanfe

-

• •

.

'

Com o presente numero conclue

As collecções dos annos

anterio-«

A Escola Primaria

«

o 7

.

0

anno de res, com indice alphabetico

custa-publicidade.

rão: em avulsos

-10$000;

car-Aos nossos assignantes, que não tonadas,

12$000 ·

encadernadas

-reform

·

aram ainda suas assignatu-

14$000.

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'

.

ras, pedimos o obsequio de o fa-

·

zerem, o

·

mais breve passivei, afim

de evitar qualquer

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nterrupção na

remessa da revista.

Manteremos o mesmo preço de

9$000

para as assignaturas an·

nuaes e de

5$000

para as dé

semestre.

Todos os pedidos, quer os

·

de

assignatura, quer os de collecções,

devem ser endereçados

á ·

Redacção d'

«

A Escola Prima-

.

ria., rua Sete de Setembro,

174,

Rio de Janeiro.

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Os

preços marcados nas perfumarias expostas

''P~RFOMARIA A' GARRAFA GRANDE''

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na

' •

-•

não admittem confronto,

66,

-

R

.

ua U

rligtiayana,

66

---• • •

RIO

• • • • • , ' , • ,-•

(5)

• • I ' ' • • •

-

1 • : . ,

380

' ' 1 1 ' ~ • • •

11.

A ESC()LA

• • • • '

O infinitivo

·subordinado

aó finito

· circumstancias destes versos do nosso

impeccavel e harmonioso poeta.

Quer a collega saber da

vernaculi-dade das phrases :-Elle as

viu entrarem

no salão-Eu

vi

duas meninas

saltare11z

do carro á porta do medico.

Eu as julgo inad111issiveis.

Quando qualquer categori_a gram:

matical- substantivo ou pronome- esta

na dependencia do verbo finito, em

fun-cção

_

objectiva

servindo de sujeito ao

infi-nitivo, -este não deve variar.

Os exemplos classicos· são

nume-rosos não só em Camões, · como ·em .

todos' os grandes escriptores seiscentistas '

até nos romanticas.

· Nos Lusíadas :

E vereis ir cortando o salso arge nto

Os vossos Argonautas; porque vejam

Que são vistos de ,vós no mar irado :

E costumai·vos já a ser invocad.o

· Algumas vezes, por exigencia·

me-trica, o verbo infinitivô concorda porém com o objectivo do verbo finito que lhe serve de sujeito :

'

Vimos as Ursas, apesar de Juno,

Banharem-se nas aguas de Neptuno,

disse Camões, e Gonçalves Dias :

Possas tú, descendente maldicto,

De t1n1a tribu de nobres guerreiros,

Implorando crueis forasteiros,

Seres presa ·~e vis Aymorés.

Hoje tal syntaxe se não per mitte

nem mesmo aos poetas, sobretudo nas

'

1

Devemos, pois, dizer sempre:

Elle

as

viu

entrar

no salão.

Eu

vi

duas meninas

saltar

do carro

á porta do medico.

Nós

o:;

vimos

traballzar

no campo.

Nos traballios officiaes, ha por

ve-zes infracção impertinente no caso da

inflexão do infi_nito.

Devem dizer : •

.De ordem superior, convido-vos

a

co,nparecer

etc., e não-a

co,nparec

e

rdes

o que se não pode tolerar.

• • •

-. ' 0 verbO-REFOCILLAR-11ada tem de

comrnum com a

palavrafocin!

z

o,

rosto de

animal, especia.lmente do porco.

R.efocillar

é fomentar, restaurar, dar

alentos, forças, desca11çar; · recrear,

ale-grar, revigorar, como se vê em todos os

diccionarios, ·e em Can1ões:

'

'

Já trazia de lo.11ge no sentido,

Para _premio de quanto mal passaran1,

Buscar-lhe algum deleite, algum descanço

No reino de c;ystal liquiáo e manso:

Algutn repotts.o en1fim, cÓ1l! que pudesse

R EFOCILLAR a lassa humanidade

Dos nave gantes seus, como interesse

Do traôalho, que e11c11rta a breve idade .

. (Canto lX- ests. 91 e 20)

Os estudantes das classes

superio-res devem diariamente percorrer o

diccio-nari o, com paciencia e calma ·."

HEMETERIO DOS . SANTOS

• • • • ' • • • • • • • • • • '

-• ' • • 1 • • .

...-\. E

.

SCOt..A PRIMAR

.

IA

381

CARTAS SERRA

.

,

NAS

.

XIX

• Minha amiga:

alumnos .adiantados vão por mais tempo

occupar a attenção e o zelo extremados da mestra, attenção e zelo a que fazem jús mais fortemente os discipulos novos

e a,nalphabetos, que nada ou quasi nada

receberam ainda e, pois, não devem ser

Tive ha dias noticia da tua funcção prejudicados em favor dos. que menos

de examinadora nos exames finaes das · necéssitam. .

escolas primarias do teu districto. Nã,o somos dos que vêm um mal

Não fôra, entretanto, a tua carta- no

bacharelismo.

A.o c9ntrario, sabemos

nada te mandaria dizer; conhecedora, que toda a instrucção .é valiosa.

porém, das tuas idéas, envio-te os. meHs , Cremos mesm ,o que haveria · mais

applausos á maneira porque te houveste. vantagem em termos amanuenses ele

se-Participo do teu modo de pensar cr.etaria, co,ntinuos de repartição e a:té

quanto á necessidade de certa benevo;.. coi1ductores de carros

doutores,

do que

, _ lencia no julgamento dessas provas, em- sermos rodeados por creaturas cuja

capa-- quanto não temos ainda a tão necessaria cidade não póde ir além da sua lir;nita:da

simplificação de progran1mas. esphera de acção, permanecendo no

des-Não é _em vão que cremos ser· es.sa empenho desintelligente e rotineiro dos

si1nplificaçã0 uma necessidade inadiavel deveres do proprio cargo. ·

para facilitar a solução do problema do A instrucção, m~smo quando não

co.mbate ao analphabetismo, num paiz menos favorecidas da fortuna, e que

con-onde a proporção de analphabetos attin- stituem a maioria d'os que frequentam as .

ge quasi a 65

º

/

o

e as escolas não chegam escolas.

a conter ·um quinto da população em Evidentemente podemos proclamar

edade es.colar. a superioridade do ensino ministrado

E no Districto federal, minha amiga, nas nossas escolas primarias; o mesmo,

. , onde já havemos feito alguma cousa e A i;1strucção racionalmente

minis-'

as escolas, plenas ·de estudantezinhos e trada illustra o espirita, addiciona-lhe

co-de actividaco-de, vão produzindo galharda- nhecimentos uteis á exisiencia e; se não

mente os seus fructos. no proprio Distri- é o fim unico da educação, constitue

cto federal, sóbe a 28

ºlo

o ·nume'l'O dos ainda hoje o instrumento de que esta mais

que não sabem·ler. . naturalmente dispõe . para promover o · •

0ra, difficultar a obtenção do di- desenvolvimento mental.

ploma de exame final, é deter na escola O ideal, pois, s~ria, não dimin'uir,

primaria os alumnos que já receberam a mas aperfeiçoar e melhorar o ensino

pri-sua boa parte, é alongar-lhes a perma- maria, .de sorte que pudesse satisfazer

nencia nos bâncos collegiaes, com pre- am[Jlamente ás 11ecessidades da existencia

juizo dos que começam e que são geral- moderna, tão cheia de concurrencias nas

mente collocados em · classes de frequen- suas multi pias actividades. Isto, porém,

eia superior á capacidade de trabalho de sem fugir ás boas normas da .justiça e da

_uma só professora, a que são entregues. equidade .

E para a conquista de um diploma , Ora, não nos parece justo que a.s

que não lhes garante direito algum, os crianças do ultimo anno complementar

'

rerrumaria Lambert

1

.

A

/J

e

rf1111zaria LAMBER.T te11z a ho1zra de co1zvldar as dig,zas /Jrofessoras

. '

111u1zici1Ja

es

a

faz

e

1

-e

1n 1111za visita ao seu

.

estabelecinze,zto,

recenteme,zte inaugurado,

.

verific

a

ndo a qualidade d

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seus productos, cujo preços não admittem confronto.

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(6)

, • • • • • •

582

A ESCOLA PRIMARIA • 1

absorvam os melhores e rn·aiores cuida- sequencia não lhe póde caber a

níorfa-dos de uma escola, na preoccupação de ção do eséol da sociedade, senão apenas

que satisfaçam ás exigencias, as n1ais o combate ao analphabetisn10, e a

minis-das vezes excessivas, minis-das bancas exarni- tração dos primeiros rudimentos

scienti-nadoras, e que esses cuidados sej,irn ficos á grande n1assa, afim de pre1)aral-a'.

maiores e melhores- que os dispensados pela educação pl1

1

·sica, moral e civica,

aos analphabetos. Estes, en1 geral, se para a alegria do trabalho l1onesto', para

accurnularn aos cinquenta ou mais com. o optimis1110 na luta pela existencia, para

urna só professora, ernquanto em muitas a curnrJrimento dos deveres civicos e o

escolas, dez ot1 . doze alumnos do ultimo o mor e a dedicação á Patria. Tudo isso

· anno, prendem todo o afan de unia do- na simplicidade da j)ratica da virtude e

cente, desviando assim,· no sett pequeno no desempenho estricto dos deveres de

. ·numero, o trabalho e a preoccu1)ação cada cargo.

que deverian, c-aber aos primeiros, n1ais Os . que tiverem elementos l)a~a ir

necessitados e numerosos. além, que o façam pelas proprias forças .

E 11ão se compreende qt1e, pela e não á custa do Estado, quando este não

obrigação do exame e rigor do respe- dispõe de_ recursos para dar o essencial a

ctivo julgamento, se lhes apure o conhe- todos os que nada podem por si mesmos.

cimento scientifico e literario, sendo rele.. ·Querer mais para aquelles é

desvir-gado para segundo plano o de desenho tuar o papel da escola primaria-, destinada

e trabalhos rnanuaes, rnaterias qt1e, talvez principalmente ás classes menos

abasta-mais que aquellas, iriam beneficiar á das, cujas crianças não vão, em geral ao

actividade a que se dcstiIJarn as classes ultimo anno do curso: . ·

de applicação imrnediata, · constitue pu~ Se não se exigisse muito no exame

jante força para o aperfeiçoamento das final, se os examinadores pautassem o

faculdades mentaes, que dirigem e affir- .julgamento dentro de determinada dose

. rnam a capacidade individual, em todas de indt1lgencia, concorreriam em parte

as suas manifestações, assim intellectuaes, para o desafogo da frequencia escolar,

corno physicas e rnanuaes. evitando descriterio de· serem fartos,

Evidentemente podemos proclamar qua11do não atulhados, os alurnnos

com-a superioridcom-ade do ensino ministrcom-ado plementcom-ares, em qucom-anto 'urna boa parte ·da

nas nos·sas escolas primarias; o _mesmo, popttlação infantil permanece

incontenta-. entretanto, não nos é dado fazer em re- da ou mesmo á mingua. •

lação· á edt1cação moral e physica, em

I

Contra essa injustiça é que nos

ba-geral deficiente, muito aquern da que se- ternos, cara e boa amiga.

ria para desejar, para a defesa rnes111a da Pai a eliminai-a bastaria a

sirnplifi-raça e affirrnação da nacionalidade. cação dos prograrnrnas quanto ao ensino

E a essa deficiencia, e aos inconve- .scientifico e literario e mais real e

effici-_nientes apontados, não póde servir, posi- ente cultura physica e moral.

_tiva-mente, de compensação o beneficio .Só assim as escolas preencheriam

da ill11stração cuidadosa t1rna minoria de os fins a que se destinam e que ·tão alta

privilegiados. . . , . . significação tem na prospéridade do paiz.

A_escola pr1mar1a · e precisamente

um~ instituição democratica, e por con- MARIA STELLA

' • • •

As

perfu mariaR

,

.

,

' '

o

e

" r • • • •

,..,

p1-eferi

_

das

.

sao as

• •

Ou.niriv~s,

41,

DEPOSITO

.

Rio

• • ' ' ' • • , '

-• • • ' •

-• • • ' • • • A ESCOLA PRIMARIA

383

TRES PALAVRINHA.

S

.

~zzbtende

t~l

c.or~a

»

. Subentender,

porém,

e ot1tra coisa: e entender e.orno se

e~ti-Dandy. -Eis urna palavra ingleza vesse claramente expressq. uma palavra

que frequentemente se encontra mesclada uma idéa, etc. Assim, 11a analyse Joaic~

na conversação brasileira, como si fosse ha sempre rnt1itas palavras

subente,zdidas:

.

vernacula. Insisto, recordando o que ha está

szzbente,zdido

que faren,o,, exa.me se

tempos tive occasião de dizer, defenden- estudar111os, etc. · . ·

do-me a meu prt:zado mestre e amigo Oso- . Pois · lia bem poucos dias ouvi:

rio Duqtte Estrada, no modo de co11si-

«

Alz

!

Isso

eu

tzão

/Jrecisava

dizer, porque

derar essa e outras palavras, que n~·o

estava subtendido».

.

são . de 110.ssa li~in,a, ·linguagem por- MESTRE EscoLÃ. ·

tt1gueza.

Dandy

nao e portuguez, mas

emprega-se correntemente, tal como

élite

e

d

bijott

e tantos outros termos J)eregrinos .'

1

orrespon

encía

de

<<

Tres Palavrinhas>>

Concordo que se devam substituir ,

J.

S. - 1 º) Não Senhora não ha

e.ssas palavras pelas corres1)onde11tes ver- excesso de rig9r.

foi assi~tir a taes

n.acuias, ~izendo:

~legante,

casquil!zo, /Je-

/

exa_n,es? Dev_e ir, e verá 9t1e são

calu-tznzetre, ;a1zota, pisa-flores,

conforme o : mn1as o que dizem.

4

°) .O )1vro dos

Ver-caso, em Jogar ele

da,zdy,

mas si _ algt1em

'

bos,

de n1eu collega Othello Reis

(:2ª

edi-empregar este vocabulo, que pelo menos . ção) vae sahir pelos dias mais proxin,os,

o faça com a pronuncia mais proxima da segundo i11forrnação do proprio autor.

authentica, ingleza. Tenho 04vido (quan-, E. V. - Realmente, em

Va,nos

tas \'.ezes !) proferida essa. palavra como ·;

q1te

el~e

não ~o~zpareç~

parece que o

rne-oxytona, com accento ton1co sobre a syl- l~or e ad1111tt1r a ell1pse do verbo

prin-!aba

dy,

mas não posso concordar coin- c1pal

(admittir, dar. imaginar .. . )

e a

isso. A verdadeira proso dia é

da11de,

con, oração -

que

elle

não cotnJJareça -

fica

accento tonico na primeira syllaba, qt1e é sendo ?bjectiva directa. Poder!.se-ia fazer

da,z.

o segu1.nte:

Vamos qtze -

é mera exp·

res-Ifet·e1tt. - A l)alavra é oxytona. são optativa, equiv·alente a particulas.; a

Tenho-a ouvido paroxytona:

.

-

.

réfe11i

e não oração ,

é

então uma só. optati, -va. Creio

,

.

veio razao para isso. Examinando ha poren1, que e t1ma ana.lyse forçada.

po~co, em com missão do ·Conselho Su· M E

per1or, em certa cidade de Minas Oeraes · · ·

observei que todos os alumnos do colle:

-:e---

·

gio pronunciavam

réje,n

(esta palavra ap- .

parecia todos os dias 110 ponto de His-

Nota da Redacção

toria:

Plzilippe

e

Alexa,zd,e; a Macedo11ia.

Em O nosso fasciculo do mez de

Dezem-S11J)~1~te1t 1le1•. -· Tenho obser- b,ro p. p., na poes.ia

''Uma do Pedrin/zo''

vado a confusão frequente entre

suben-

onde se lê

tender

e

sub tender.

Ambas as palavras

Apertava-me nzamãe ·

então 1zum longo

'

'

existem, sem duvida, mas quanto ·ao sen-

abraço.

tido seu parentesco é bem remoto. Oi- deve ler-se

zernos . em geometria que

«tal

corda sub-

,

AJJertava-nze e11tão nzamãe num lof!,go

tencle tal

.

_

arco»

ou mesmo que

«tal

arco

abraço.

,.

• • ' '

ELI

CAMBUOUIRA

\ . . .

-

O ELITE

E' O MELHOR HOTEL DE CAMBUQUIRA

Está installado em edifício novo e construido especialmente para o

fim a que foi dest

.

nado. Agua corrente e

-

campanhia

·

eletrica em todos os

quartos. Mais informações na redacção

·

desta re~ista .

' • ' • ' • • • • • • • • •

(7)

• ' • ' ' ' •

384

' • • •

A.

ESCOLA r~IMARIA •

toriador

.

e não cabem na nossa esphera

de acção.

1

Limito-me, portanto, a dar a

orien-. Lição sobre um ponto de His-

tação. e

º.

desenvolvimento de uma aula

tor1a d? Brasil, (Bandeirantes) pela .

de. H1~tor1a para o

anr,o da

-

escola

Senhorita M11r1a Co11tinho· de Amo-

pr1mar1a.

·

rim, professora adjunta da Escola _ . . . .

de Applicação, na Escola Deodoro. 1

Nao seria d1ff1c1l,

.

confesso, si ti·

.

,

1

yesse. a _me c~rcar . apenas o auditoria

Da cohorte

·

brilhante e Jaborios·

a ·

infa~t!l, si ~e visse d1ánte daquelles ros-

,

d~s profes~oras da Escola de Applicação tos

afeitos a

.

1!1i1:1, ~ssim como_ eu a

nao deveria ser

.

eu a escolhida para a elles,. 0 que. me, 1nt1m1da, e haveis de

alta missão, de que me venho hoje des- co!1vir comm1go, e enfrentar esta

assem-empenhar; a outras mais competentes blea, em presença da qual me reconh

·

eço

caberia melhor a incu

111

bencia, de que sem

O

~alor qt1e o acto _reclama .

.

me fez alvo a Digna Di~ectora da Escola.

1

.

Recobrando o animo, pergunto a

.

· A

imposição deste dever considero mim mesma:

.

.. ,

como uma distincçã

.

o, de que me honro·

!

1

A

.

que venho

·

?

ij

respor1sabilidade,

·

todavia, é grande'.

i

A,

que_ me P:opuz?

não ha duvida; 1nas, si por um lado pon.

1

A_ o_r1entaça_o de uma aula. Que

dero a escassez de forças por outro lado poderei dizer, 1?~1s?

sint~ em mim algun1a cousa que me en-

1

O que_ d1r1a, na sa

·

I~ de classe,

cora1a, que me faz vencer a timidez e peratite as ]O

.

vens 11ormal1stas, futt1ras

,

ot1sar enfrentar tão selecto auditorio. _ professor

.

as que 1ne ouvem

'

diariame11te

é a força im

.

periosa do dever e ~ais

·

na Escola de Ap~licação.

ai11da o desejo de ser util, de c~ntribuir

1/ ·

Pela ~~pertencia se aprimora o

com a pequenissima IJarcella do meti m;stre; e, so por ella e

.

depois della,

esf~rço, do meu trabalho, para a causa pode com segura_nç

·

a. gui<:.r

·

e orientar.

da 1nstrucção, da educ

.

ação da mocidade. E_ssa

,

longa exper1enc1a nao a possuo

Graças a estes sentimentos, julgo ainda com ~s.

·

meus sete annos apenas

que a vossa benevolencia me assistirá. de trabalho 1n1nterrupto, n1as o que hei

.

Quero deixar bem patente a minha 11esse tempo observado e aprendido com

int~nção

·

apresentando-me aqui áliás em grande dóse de boa vontade constitue

obediencia ás ordens de um; auctori- ce_rta base para o cumprime.

nto desta

·

àade superior.

rr11nba tarefa.

.

.

·

O meu trabalho não encerra nein

Ponderações inherentes ao ensino

visa tirar c

_

onclusões de umá these desen- da _HISTORIA cabem 01Jportu11amente

volyida com maior ou menor amplitude; aqui:

'

creio porêm, que na sua essencia e pela

A's reminiscei1cias que guardam

to-form<;1

,

por q~e _tr~to o assu'!1pto, esta dos do lar paterno se junta sempre a

.

modesta contr1bu1çao pedagog1ca repre- doce recordação de uma figura,

.

uma

se11ta de facto uma conclusão na practi- velhinha, ct1jos cabellos já escassos

bri-ca, e é da práctica do ensino primaria lham com

.

scintillações de prata á luz

que sob:ett1do depende o seu exito, a branca de um candieiro, e cujas faces

sua real 1mpoçtancia.

são sulcadas pelas rugas da idade ou do

Não tenho poi

s

a pretenção de fa- soffrimento -

a avósinha - .

·

·

zer ttmâ confe

ç

encia sobre determinado

A quem se referir

,

á Luiz Guirnarães

.

ponto da Hist6ria Patria; muito difficil nestes versos do seu delicado

.

soneto

seria dizer a este illustrado at1ditorio <.<Visita á casa pater11a

»

?

qualquer cousa de novo sôbre o

asst1m-.

pJo que ~scolhi para occupar a sua

pre-ciosa attenção. ln vestigações dessa n.

a.

tu reza pertencem particularmente ao

.

his--Era esta sala.

~

.(Oh se lembro! e quanto!)

Em que da luz noctur11a á claridade,

Minhas irmãs e minha mãe ...

, .. , ',_ - ,.... ,• ~ '

'

. . .

-

. . ' .. . . · . . .

'

O creme dental scientifico antiseptico e germicida.

·

Produz na bocca uma exquisita sensação de asseio e

limpeza que perdura muitas horas depois de tel·o usado.

. ' . , 1 • ' • ' ' • • ' • • • •

'

• • • • ' .<\ ESCOLA PRIMARIA :,85

Estas reticencias parecem allusivas

I

de bem que se acham onde nasceram,

a ella -

a c1vósinha - .

;

dil-o Affonso Celso; e as montanhas

alte-Contemplemos agora

·

os netinhos,

i

rosas qt1e aqui se ostentam com orgulho,

que a rodeiam, silenciosos, com olhos onde o seu Gigante de Pedr

-

a detem

postos nella e completando

1

aq'uelle de- absorto o viajor que o avista antes ~e

licioso quadro!

entrar a fÓrmosa Guanabara.

.

·

Porque a rodeiam elles? Porque a

procuram com tanto interesse? Porque

se agarra1n ás st1as vestes e lhe beijam

as mãos com tanta

·

sofreguidão?

,

Qual será o attractjvo?

Com os braços no peito, cruzados, nervosos, Mais altos que as nuvens, os ceus a encarar;

Seu corpo se extende por montes fragosos·,

Seus pés sobranceiros se elevam do mar.

'

Terra feliz a brasileira, privilegiada,

favorita da Natureza, que para nós

accu-mulou tantos primores!

Presume-se

.

logo

·

:

-

são as histo-

·

ria:s com que a avósinha busca, muitas

vezes, aquietai-os ou estancar-lhe as

la-grimas, que um

·

capr.icho não satisfeito

provocou.

E alli em redor della, estão

abso~-tos, sorvendo com ancia aquellas

pala-vras arrastadas, abstrahidos de tudo, até

das espadinhas que jazem a ttm canto

·

In,

·

ejam-na quantos

-

a conhecem

de v

.

isu

ou por tradição, porque

Nosso ceu tem mais estrellas, Nossas varzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm m11is vida,

Nossa vida .mais amores.

da casa, ou das filhinhas que, 1nuito

1

., • • • • • • • • • • • • • • , • • • • • • •

brancas, inteiriçadas repousJm nos ber- .

,

. . .

·

. . . • . . .

cinhos, q.

uando não

.

passeiam pelos pala-

· · ·

cios encantaçjos

.

ou sonham com as fa-

Conduzidos os alumnos com este

das cujas riquezas e dons preciosos methodo,

.

como passaram da

~

riquezas

admiram.

fabulosas dos genios

.

e das fadas para os

Transpo

_

rtam-se para o munjo das thesouro:; vef

·

da:deiros·

do sólo patrio,

phantasias, identifican1.se com os heróes dos personagens das lendas chegarão

á

·

lendarios,

,

de qu

·

em

.

conta a avósinha fa- bravura dos heróes da nossa Historia.

çanhas

inoalculaveis, rasgos de heroismo

Com o correr

-

dos tempos

entra-nunca vistos.

.

rão na re.rlida,

de, descortinarão

hori-Por esta forma patenteia-se na crian- zontes novos; levados hóntem ás portas

ç~,

'

desde tenra idade, a attracção pelos

.

dos

:

palacios d~s Mil e Uma Noites pela

·

:

contos, pelas lendas.

·

-

vóvó, chegam hoje ao mundo real, con-

'

•.

Como manter intactos esse prazer, duzidos pela mão

.

carinhosa da mestra.

;

esse_ gosto, essa curiosidade que c

_

onduz

A esta compete agora mostrar

quan-.

a criança ao saber?

·

·

to somos devedores á Patria e a todos

1 .

.'

E' exactamente aqui

.

que se deve o

.

s que concorreram com uma parcella

:

mostrar habil o professor, não deixando de esforço

-

para a su

-

a grarídez~ e

civilisa-..

arrefecer aquelle enthusiasmo, trazendo ção; incutir-lhes no espirita o dever de

,

,êabiamente os alumnos daquelle mundo venerar, de amar a memoria de quantos

·

illusorJó, sem deixai-os cah'ir na de-

.

trabalharam e trabalham para o bem,

cepção; salvando-os do pessimismo que para o engrandecimento da nossa Patria.

se infiltra lentamente pela humanidade.

1

Pel;is lições de HISTORIA offere-

·

Das riquezas inverosímeis passarão cem-se áo mestre occasiões azadas,

mo-a contemplmo-ar extmo-aticmo-as _: os preciosos e tivos excellentes pmo-armo-a induzir os mo-alumnos

reaes thesouros

.

, que

~

flux guarda o á comprehensão exacta dos deveres

ci-nosso sólo patrio; a vegetação exhube- vicos,

·

santos deveres que se não deve

rante que se ostenta no esplendor do· olvidar.

·

viço desde a rasteira gramminea até o

.

Reconhecida a intima correlaçã

.

o

gigante das selvas ..._ o jequitibá

-

e entre a HISTORIA e a GEOGRAPHIA,

tudo num crescente espantoso de varie-

·

e a impressão viva que a imagem, o

de-dades e galas; o mundo immenso de sua senho, as côres produ

-

zem 1,0 espírito

fauna,

·

onde sobresahem os artistas can~ dos

.

alumnos, por meio délles anima-se

tores, alados e de multicores pénrias.

\

e facilita-se o estt1do da HISTORIA.

.

que nos deliciam com a harmoniçi de

i

Assim, sempre que a lição pede a

seus concerios, - Aves que não emigram

'

collaboração de mappas, o professor os

• • • ' , • • • • ' • •

Referências

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