ARTE NO ENEM
Habilidades:
⇒ Promover a articulação dos aspectos artísticos, de forma a levar
o aluno a conhecer a evolução dos instrumentos de trabalho da
arte ao longo da história.
⇒ Compreender a origem, finalidade e evolução das técnicas
artísticas.
⇒ Compreender e relacionar os padrões estéticos com a história e
o momento atual.
Conceitos fundamentais:
⇒ Estética: Também conhecida como a filosofia da arte, ou
estudo do que é belo nas manifestações artísticas e naturais. A
estética é uma ciência que remete para a beleza e aborda o
sentimento que alguma coisa bela desperta dentro de cada
indivíduo.
⇒ Poética: A linguagem usada para fins estéticos com base na
imaginação de quem cria ou aprecia o resultado dessa criação.
Categorias:
⇒ Arte figurativa | arte abstrata.
⇒ Gênero: cenas mitológicas | arte sacra | retrato |
natureza-morta | paisagem | cenas de gênero (vida cotidiana) | cenas
históricas.
Técnicas:
⇒ Tradicionais: Desenho | Pintura | Escultura | Gravura.
⇒ Modernas: Colagem | Fotografia | Vídeo | Ready-made.
⇒ Contemporâneas: Performance | Instalação | Objeto | Graffiti |
Novas mídias | etc.
Pré- história
Stonehenge, Inglaterra.
Vênus de Willendorf
Bisão do painel principal
-Caverna de Altamira em Santillana del Mar
⇒ Arte com finalidade mística.
⇒ Desenhos em rochas e cavernas.
⇒ Esculturas em pedra e metal.
Arte Mesopotâmica.
Estandarte de Ur (3500 a.C.)
Arte Egípcia.
Pintura na câmara tumular de Nefertari, mulher de Ramsés II.
O mundo antigo
Arte Assíria.
Baixo-relevo originalmente
colocado à entrada do palácio Dur
⇒ Arte predominantemente religiosa.
⇒ Arquitetura monumental.
Arte Clássica
Arquitetura Grega. Partenon
de Atenas. Arquitetura Romana. Panteão.
Discóbolo
Do escultor grego Míron, c. 455 a.C. Cópia romana em bronze
⇒ Arte relacionada à Mitologia e a Filosofia Política.
⇒ Arquitetura monumental.
⇒ Arte como ideal de beleza.
⇒ Esculturas como complemento da arquitetura em templos e
túmulos.
Idade Média
Arte Bizantina. Basílica de
Santa Sofiaem Constantinopla –
realizado no século XII.
Arte Gótica. Fresco de Giotto, A Lamentação,
⇒ Arte Sacra - representação dos ideais Cristãos.
⇒ Monumentalidade das construções religiosas.
Renascimento
O Homem Vitruviano de Leonardo da Vinci sintetiza o ideário renascentista: humanista e clássico. Pintura Renascentista. Rafael: Madonna Cowper, 1504/1505.National Gallery of Art, Washington
Escultura Renascentista.
Michelangelo: La Pietá.
⇒ Princípios filosóficos - Humanismo.
⇒ Racionalidade.
⇒ Rigor científico.
⇒ Perspectiva com princípios de matemática e geometria.
⇒ Luz e sombra.
Barroco
Escultura Barroca.
Bernini: Êxtase de Santa Teresa, 1625
Pintura Barroca.
Caravaggio: Vocação de São Mateus. 1599 - 1600
⇒ Predomínio da emoção.
⇒ Jogo de luz e sombra.
⇒ Temas religiosos nos países
católicos.
⇒ Pinturas de gênero nos países
protestantes.
Neoclassicismo | Romantismo | Realismo
Dominique Ingres: A
apoteose de Homero,
1827. Museu do Louvre -Paris.
Gustave Courbet,Mulheres peneirando trigo, 1854.
Museu de Belas-Artes — Nantes
A Liberdade Guiando o Povo,
1830. Museu do Louvre -Paris.
⇒ A decadência da Igreja no século XIX muda o cenário
artístico.
⇒ Ideais Acadêmicos – Escolas de Belas Artes.
⇒ Rigor técnico.
⇒ Predomínio da pintura e da escultura como representação
dos acontecimentos políticos e dos conceitos filosóficos da
época.
do século XX:
⇒ Influência da Revolução Industrial e do surgimento da
Fotografia.
⇒ Abandono das regras acadêmicas na busca de um novo estilo
capaz de expressar a vida moderna.
⇒ Designers, ilustradores e arquitetos passaram a se preocupar
com a funcionalidade da arte para a criação industrial.
⇒ A arte deixa de ser uma simples representação verossímil e
passa a ser uma expressão criativa.
Arte Moderna
é um termo que refere-se às expressões artísticas
surgidas no final do século XIX, que se estenderam até a metade
Impressionismo | Pós-Impressionismo
Impressionismo. Claude
Monet: Impressão, nascer
do sol.1873 Pós-impressionismo.
Van Gogh: Autorretrato com Chapéu de Palha, 1887–88.
Pós-impressionismo.
Cézanne: Natureza-morta e um relógio preto", 1869-1871
Vanguardas
Expressionismo. Ernst
Ludwig Kirchner: Duas
mulheres com bacias,
1913.
Cubismo. Pablo Picasso: Les
Demoiselles d'Avignon, 1907.
Futurismo. Carlo Carrà: O
Dadaismo. Marcel Duchamp:
Fonte, 1917.
*ready-made: consiste em deslocar
um objeto de seu uso cotidiano e estabelecer sobre ele um valor artístico.
Arte contemporânea
pós-modernismo.
➔ Subjetividade e liberdade artística.
➔ Efemeridade da arte.
➔ Abandono dos suportes tradicionais.
➔ Utilização de diferentes materiais.
➔ Fusão entre a arte e a vida.
➔ Aproximação com a cultura popular.
➔ Questionamento sobre a definição de arte, autoria, instituição e mercado de
arte.
➔ Interação do espectador com a obra.
➔ Sociedade da informação, tecnologia e novas mídias.
é o termo que delimita a produção artística realizada a
Guerra Mundial. Se prolonga até aos dias atuais, alguns autores denominam de
partir da segunda metade do século XX, mais precisamente após a Segunda
Arte Contemporânea
Pop Art. Andy Warhol:
Marilyn Monroe, 1962. Hiperrealismo. Ron Mueck: Duas Senhoras,
Minimalismo. Donald
Judd: Sem título, 1968.
Arte Conceitual. Joseph Kosuth: Uma e três
Graffiti. Jean-Michel Basquiat:
King of the Zulus, 1984-85.
Performance. Marina Abramovic: O artista está presente, 2010.
pré-colonial até os dias de hoje.
Os principais destaques são:
⇒ Arte Barroca Mineira.
⇒ Arte Acadêmica - Missão Francesa.
⇒ Semana de Arte Moderna de 1922.
⇒ Arte Neoconcreta | Tropicalismo.
Na arte contemporânea, são inúmeros os artistas brasileiros que
tem reconhecimento internacional por sua produção artística.
*Importante ver os artistas que compõem o acervo de Inhotim.
Arte brasileira
é o termo utilizado para designar toda e qualquer
forma de expressão artística produzida no Brasil, desde a época
Arte Brasileira
Arte Moderna. Tarsila do Amaral:
Operários, 1933
Arte Moderna. Emiliano di
Cavalcanti:
Cinco moças de Guaratinguetá,
Neoconcretismo. Hélio Oiticica:
Metaesquema, 1958.
Arte Contemporânea. Adriana Varejão: Linda do
Cultura popular pode ser definida como qualquer
manifestação - dança, música, festa, literatura, folclore,
arte - em que o povo produz e participa de forma ativa.
Principais temas:
⇒ Música popular brasileira.
⇒ Arte Naif.
⇒ Arte Indígena | Arte Afro-brasileira.
⇒ Manifestações da cultura regional.
⇒ Artesanato popular.
Manifestações da
cultura popular
Arte Naif. Heitor dos Prazeres:
Roda de Samba, 1957.
Em 1988 foi lançado o primeiro registro fonográfico de Rap Nacional, a coletânea Hip-Hop –
Cultura de Rua pela gravadora
1. O objeto escultórico produzido por Lygia Clark, representante
do Neoconcretismo, exemplifica o início de uma vertente
importante na arte contemporânea, que amplia as funções da
arte. Tendo como referência a obra Bicho de bolso, identifica-se
essa vertente pelo(a)
a) participação efetiva do espectador na obra, o que determina
a proximidade entre arte e vida.
b) percepção do uso de objetos cotidianos para a confecção da
obra de arte, aproximando arte e realidade.
c) reconhecimento do uso de técnicas artesanais na arte, o que
determina a consolidação de valores culturais.
d) reflexão sobre a captação artística de imagens com meios
óticos, revelando o desenvolvimento de uma linguagem própria.
e) entendimento sobre o uso de métodos de produção em série
para a confecção da obra de arte, o que atualiza as linguagens
artísticas
.CLARK, L. Bicho de bolso. Placas de metal, 1966.
Ø Conteúdo: Neoconcretismo | Arte Neoconcreta.
A Arte Neoconcreta brasileira data de março de 1959, com a publicação do Manifesto
Neoconcreto pelo grupo de mesmo nome.
Apresenta oposição à Arte Concreta Brasileira (que trazia influências das correntes
abstracionistas modernas racionalistas das primeiras décadas do século XX - como as
da Bauhaus, dos grupo De Stijl [O Estilo], além do Suprematismo e construtivismo
soviéticos.
O manifesto de 1959 foi assinado por Amilcar de Castro (1920-2002), Ferreira
Gullar (1930-2016), Franz Weissmann (1911-2005), Lygia Clark (1920-1988), Lygia
Pape (1927-2004), Reynaldo Jardim (1926-2011) e Theon Spanudis (1915-1986).
Defendem a liberdade de experimentação, o retorno às intenções expressivas e o
resgate da subjetividade.
Apostam nas possibilidades criadoras do artista e na participação efetiva do observador.
Nas artes plásticas, destacam-se os trabalhos dos artistas Hélio Oiticica e Lygia Clark.
Podemos considerar o
“tropicalismo” como um desdobramento dessa corrente, incluindo
uma exacerbação da brasilidade e a tomada de uma postura contracultura.
a) lazer gerada pela diversidade de práticas artísticas nas periferias urbanas. b) entretenimento inventada pela indústria fonográfica nacional.
c) subversão de sua proposta original já nos primeiros bailes. d) afirmação de identidade dos jovens que a praticam.
e) reprodução da cultura musical norte-americana.
Ø Conteúdo: Arte Urbana | Graffiti | Arte de Rua | Música Ø Gabarito: D
02.
No Brasil, a origem do funk e do hip-hop remonta aos anos 1970, quando da proliferação dos
chamados “bailes black” nas periferias dos grandes centros urbanos. Embalados pela black music
americana, milhares de jovens encontravam nos bailes de final de semana uma alternativa de lazer antes inexistente. Em cidades como o Rio de Janeiro ou São Paulo, formavam-se equipes de som que
promoviam bailes onde foi se disseminando um estilo que buscava a valorização da cultura negra, tanto na música como nas roupas e nos penteados. No Rio de Janeiro ficou conhecido como “Black Rio”. A indústria fonográfica descobriu o filão e, lançando discos de “equipe” com as músicas de sucesso nos bailes, difundia a moda pelo restante do país.
DAYRELL, J. A música entra em cena: o rap e o funk na socialização da juventude. Belo Horizonte: UFMG, 2005.
03. a) b) c) d) e) Ø Ø
Por onde houve colonização portuguesa, a música popular se desenvolveu basicamente com o
mesmo instrumental. Podemos ver cavaquinho e violão atuarem juntos aqui, em Cabo Verde, em Jacarta, na Indonésia, ou em Goa. O caráter nostálgico, sentimental, é outro ponto comum da música das
colônias portuguesas em todo o mundo. O kronjong, a música típica de Jacarta, é uma espécie de lundu mais lento, tocado comumente com flauta, cavaquinho e violão. Em Goa não é muito diferente.
De acordo com o texto de Henrique Cazes, grande parte da música popular desenvolvida nos países colonizados por Portugal compartilham um instrumental, destacando-se o cavaquinho e o violão. No Brasil, são exemplos de música popular que empregam esses mesmos instrumentos:
Maracatu e ciranda. Carimbó e baião.
Choro e samba. Chula e siriri. Xote e frevo.
Conteúdo: Música Popular | Cultura Popular Brasileira Gabarito: C
04. O Surrealismo configurou-se como uma das vanguardas artísticas
europeias do início do século XX. René Magritte, pintor belga, apresenta elementos dessa vanguarda em suas produções. Um traço do Surrealismo presente nessa pintura é o(a):
a) justaposição de elementos díspares, observada na imagem do homem no espelho.
b) crítica ao passadismo, exposta na dupla imagem do homem olhando sempre para frente.
c) construção de perspectiva, apresentada na sobreposição de planos visuais.
d) processo de automatismo, indicado na repetição da imagem do homem.
e) procedimento de colagem, identificado no reflexo do livro no espelho.
Ø Conteúdo: Surrealismo Ø Gabarito: A
O Surrealismo é um movimento artístico e literário nascido em Paris na década de 1920. Reuniu artistas anteriormente ligados ao dadaísmo ganhando dimensão mundial.
Foi fortemente influenciado pelas teorias psicanalíticas do psicólogo Sigmund Freud (1856-1939), o surrealismo enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa.
O poeta e crítico André Breton (1896-1966) era o principal líder e mentor deste movimento. Um dos principais manifestos do movimento é o Manifesto Surrealista de (1924).
Além de Breton, seus representantes mais conhecidos são Max Ernst, René Magritte e Salvador Dalí no campo das artes plásticas.
As principais características deste estilo são: uma combinação do representativo, do abstrato, do irreal e do inconsciente.
Segundo os surrealistas, a arte deveria libertar-se das exigências da lógica e da razão e ir além da consciência cotidiana, procurando expressar o mundo do inconsciente e dos sonhos.
05.A canção Yaô foi composta na década de 1930 por Pixinguinha, em parceria com Gastão Viana, que
escreveu a letra. O texto mistura o português com o iorubá, língua usada por africanos escravizados trazidos para o Brasil.
Ao fazer uso do iorubá nessa composição, o autor
a) promove uma crítica bem-humorada às religiões afrobrasileiras, destacando diversos orixás.
b) ressalta uma mostra da marca da cultura africana, que se mantém viva na produção musical brasileira. c) evidencia a superioridade da cultura africana e seu caráter de resistência à dominação do branco. d) deixa à mostra a separação racial e cultural que caracteriza a constituição do povo brasileiro. e) expressa os rituais africanos com maior autenticidade, respeitando as referências originais.
Ø Conteúdo: Cultura Popular | Música | Cultura Ø Gabarito: B
06. As formas plásticas nas produções africanas
conduziram artistas modernos do início do século
XX, como Pablo Picasso, a algumas proposições
artísticas denominadas vanguardas.
A máscara remete à
a) preservação da proporção.
b) idealização do movimento.
c) estruturação assimétrica.
d) sintetização das formas.
e) valorização estética.
Ø Conteúdo: Arte Africana | Cubismo | Pablo
Picasso
Ø Gabarito: D
Máscara senufo, Mati. Madeira e fibra vegetal. Acervo do MAE/USP.
O Cubismo é uma vanguarda europeia do século XX, tendo como
principais artistas Pablo Picasso e Georges Braque
O quadro "Les demoiselles d'Avignon", de Picasso, 1907 é conhecido
como marco inicial do cubismo.
Entre outras obras de Picasso, apresenta evidentes referências
das máscaras africanas, que inspiraram a fase inicial do cubismo, juntamente
com a obra de Paul Cézanne.
O cubismo tratava as formas da natureza por meio de figuras geométricas,
representando as partes de um objeto no mesmo plano.
Assim como nas outras vanguardas, a representação do mundo passava a
não ter nenhum compromisso com a aparência real das coisas.
07. Na exposição “A Artista Está Presente”, no MoMA, em Nova Iorque, a performer Marina
Abramovic fez uma retrospectiva de sua carreira. No meio desta, protagonizou uma performance marcante. Em 2010, de 14 de março a 31 de maio, seis dias por semana, num total de 736
horas, ela repetia a mesma postura. Sentada numa sala, recebia os visitantes, um a um, e trocava com cada um deles um longo olhar sem palavras. Ao redor, o público assistia a essas cenas recorrentes.
ZANIN, L. Marina Abramovic, ou a força do olhar. Disponível em: http://blogs.estadao.com.br. Acesso em: 4 nov. 2013.
O texto apresenta uma obra da artista Marina Abramovic, cuja performance se alinha a tendências contemporâneas e se caracteriza pela
a) inovação de uma proposta de arte relacional que adentra um museu. b) abordagem educacional estabelecida na relação da artista com o público. c) redistribuição do espaço do museu, que integra diversas linguagens artísticas.
d) negociação colaborativa de sentidos entre a artista e a pessoa com quem interagem. e) aproximação entre artista e público, o que rompe com a elitização dessa forma de arte. Ø Conteúdo: Arte Contemporânea| Performance | Marina Abramovic
A Performance é uma linguagem da arte contemporânea que combina elementos da
dança, música, pintura, teatro, escultura, literatura etc.
Desafia as classificações habituais e coloca em questão a própria definição de arte.
Estreita as relações entre arte e vida cotidiana, assim como, apresenta o rompimento
das barreiras entre arte e não-arte .
Seus primeiros exemplos datam as décadas 1960 e 1970.
Marina Abramovic é considerada umas das artistas percussoras da perfomance. Em
2010 foi realizada uma exposição no MOMA- NY, que ocupou todos andares com a
retrospectiva da carreira da artista. Na performance intitulada O Artista Está Presente
-Marina esteve presente durante os três meses de exposição - quem quisesse, podia chegar
e passar um minuto de silêncio sentado de frente para a artista. Ao todo, ela passou mais
de 700 horas à disposição do público. Assim como em trabalhos anteriores, nessa obras
explora as relações entre o artista e a espectador, os limites do corpo e as possibilidades da
mente.
08. TEXTO II
Lucian Freud é, como ele próprio gosta de relembrar às pessoas, um biólogo. Mais propriamente, tem querido registrar verdades muito específicas sobre como é tomar posse deste determinado corpo nesta situação particular, neste específico espaço de tempo.
SMEE, S. Freud. Köln: Taschen, 2010.
Considerando a intencionalidade do artista, mencionada no Texto II, e a ruptura da arte no século XX com o parâmetro acadêmico, a obra apresentada trata do(a)
a) b) c) d) e)
exaltação da figura masculina.
descrição precisa e idealizada da forma.
arranjo simétrico e proporcional dos elementos. representação do padrão do belo contemporâneo. fidelidade à forma realista isenta do ideal de perfeição.
Ø Ø
Conteúdo: Arte Moderna | Arte Contemporânea | Pintura
As vanguardas europeias foram manifestações artístico-literárias surgidas na Europa, nas duas primeiras décadas do Século XX, e vieram provocar uma ruptura da arte moderna com a tradição cultural do século anterior.
Desde a fase inicial da arte moderna até a chamada arte contemporânea, décadas depois, configuram-se momentos de crise, nos quais o desenvolvimento de teorias e obras de arte exigem uma renovação que só pode se dar por meio da contestação dos modelos anteriores.
Se as vanguardas artísticas, a partir do final do século XIX, levaram ao extremo a necessidade de renovar o pensamento crítico, a arte das últimas décadas do século XX até a atualidade, tem posto em xeque não só o discurso teórico sobre as vanguardas que vinha se consolidando, mas também as questões estéticas que circulam a produção das obras.
Na arte contemporânea, não só era necessário romper com os parâmetros instituídos a partir da arte já consagrada a fim de pensar uma arte nova, que não obedecia mais aos preceitos acadêmicos, mas essa quebra precisou ser radicalizada e passou a ter um duplo alcance, voltando-se tanto para a avaliação da prática artística quanto para o questionamento da própria história da arte.
a) Artefatos sagrados. b) Heranças materiais. c) Objetos arqueológicos. d) Peças comercializáveis. e) Conhecimentos tradicionais. Ø Conteúdo: Patrimônio cultural | Arte popular Ø Gabarito: E 09.
A eleição dos novos bens, ou melhor, de novas formas de se
conceber a condição do patrimônio cultural nacional, também permite que diferentes grupos sociais, utilizando as leis do Estado e o apoio de especialistas, revejam as imagens e alegorias do seu passado, do que querem guardar e definir como próprio e identitário.
ABREU, M.; SOIHET, R.; GONTIJO, R. (Org.). Cultura política e leituras do passado: historiografia e ensino de história, Rio de Janeiro
Civilização Brasileira, 2007
O texto chama a atenção para a importância da proteção de bens que, como aquele apresentado na imagem, se identificam como:
10.Tenho um rosto lacerado por rugas secas e profundas, sulcos na pele. Não é um rosto desfeito, como acontece com pessoas de traços delicados, o contorno é o mesmo mas a matéria foi destruída. Tenho um rosto destruído.
DURAS, M. O amante. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
Na imagem e no texto do romance de Marguerite Duras, os dois autorretratos apontam para o modo de representação da subjetividade moderna. Na pintura e na literatura modernas, o rosto humano deforma-se, destrói-se ou fragmenta-se em razão a) b) c) d) e)
da adesão à estética do grotesco, herdada do romantismo europeu, que trouxe novas possibilidades de representação.
das catástrofes que assolaram o século XX e da descoberta de uma realidade psíquica pela psicanálise.
da opção em demonstrarem oposição aos limites estéticos da revolução permanente trazida pela arte moderna.
do posicionamento do artista do século XX contra a negação do passado, que se torna prática dominante na sociedade burguesa.
da intenção de garantir uma forma de criar obras de arte independentes da matéria presente em sua história pessoal.
Ø Ø
Conteúdo: Arte Contemporânea | Aproximação entre arte e vida Gabarito: B
BACON, F. Três estudos para um autorretrato. Óleo sobre tela, 37,5 x 31,8 cm (cada), 1974.
Disponível em: www.metmuseum.org. Acesso em: 30 maio 2016.
Artista Irlandes, Bacon construiu a sua visão "modernista" do mundo com alguns temas que continuam a
chocar a nossa vida em sociedade: fantasias masoquistas, a pedofilia, o desmembramento de corpos,
a
violência masculina ligada à tensão homoerótica, a atração pela representação do corpo e, no geral,
tudo o que está diretamente ligado à transgressão seja relacionada com o sexo, a religião ou qualquer
tabu.
Nasceuem 28 de Outubro de 1909, em Dublin.
A
sua primeira exposição individual na Lefevre Gallery, em 1945, provocou um choque e não foi bem
recebida. Toda a gente estava farta de guerra e de horrores, só se falava da "construção da paz" e as
imagens de entranhas dos quadros de Bacon, com os seus tons sanguíneos, provocaram mais repulsa
do
queadmiração.
Como homem do seu tempo, Bacon transmitiu a ideia de que o ser humano, ao conquistar e fazer uso da
suaprópria liberdade, também libertapensamentos obscuros que existedentro de si.
A
quase exclusividade da apresentação e do desfazimento do corpo na obra de Francis Bacon, em
seus trípticos, crucifixões e inumeráveis retratos - auto-retratos, retratos de amigos e também retratos a partir de reproduções de pinturas famosas, como a do Papa Inocêncio X, de Velásquez -, justificam o
interesseda obra do pintor inglêspara um certo exame da temáticado corpo.
Coma arte moderna dá-se a ruptura coma arte acadêmica tradicional. Entram na cena da arte o sujeito
das sensações e a linguagem auto-referente. É dado um passo definitivo: a imitação do mundo é
substituída pela análise do sujeito, consciência e corpo produtores de signos, e o interesse pelo tema é substituído pelo exame das estruturas próprias da obra de arte.
A
reprodução do rosto por Bacon, segundo ele, procura acolher a potência que habita o corpo. O rosto
não é a essência de uma personalidade, mas a verdade de sua aparência como um enigma e de seu
exílio,daquilo que o leva para fora de si-mesmo, do espaço que há entre a força que o move e o mundo que o acolhe.
11. A principal razão pela qual se infere que o
espetáculo retratado na fotografia é uma
manifestação do teatro de rua é o fato de
a) dispensar o edifício teatral para a sua realização.
b) utilizar figurinos com adereços cômicos.
c) empregar elementos circenses na atuação.
d) excluir o uso de cenário na ambientação.
e) negar o uso de iluminação artificial.
Ø Conteúdo: Arte de rua | Intervenção Urbana |
Teatro de rua
Ø Gabarito: A
Espetáculo Romeu e Julieta, Grupo Galpão.
GUTO MUNIZ. Disponível em: www.focoincena.com.br. Acesso em: 30 maio 2016.