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Estudo de conformidade de uma obra com as normas regulamentadoras

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Academic year: 2021

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ERNESTO CORDEIRO JUNIOR

ESTUDO DE CONFORMIDADE DE UMA OBRA COM AS NORMAS

REGULAMENTADORAS

MONOGRAFIA DE ESPECIALIZAÇÃO

CURITIBA 2015

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ESTUDO DE CONFORMIDADE DE UMA OBRA COM AS NORMAS

REGULAMENTADORAS

Monografia apresentada para obtenção do título de Especialista no Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, Departamento Acadêmico de Construção Civil, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, UTFPR.

Orientador: Prof. Dr. Rodrigo Catai

CURITIBA 2015

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ESTUDO DE CONFORMIDADE DE UMA OBRA COM AS NORMAS

REGULAMENTADORAS

Monografia aprovada como requisito parcial para obtenção do título de Especialista no Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR, pela comissão formada pelos professores:

Banca:

_____________________________________________ Prof. Dr. Rodrigo Eduardo Catai (orientador)

Departamento Acadêmico de Construção Civil, UTFPR – Câmpus Curitiba.

________________________________________ Prof. Dr. Ronaldo Luis dos Santos Izzo

Departamento Acadêmico de Construção Civil, UTFPR – Câmpus Curitiba.

_______________________________________ Prof. M.Eng. Massayuki Mário Hara

Departamento Acadêmico de Construção Civil, UTFPR – Câmpus Curitiba.

Curitiba 2016

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A Deus

À minha esposa Mirela, pelo amor e dedicação.

Aos meus pais, por serem sempre um exemplo moral.

Aos professores e colegas que apoiaram e tornaram esse estudo possível.

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Agradeço a todos os professores da Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, pelo conhecimento transmitido e ao colega que permitiu a realização da visita à obra e proporcionou a realização desse estudo.

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Este estudo teve como objetivo realizar um comparativo entre o cenário proposto em normas regulamentadoras – com diretrizes aprovadas por representantes de trabalhadores, governistas e empregadores (Grupo Tripartite), e o cenário que pontualmente desenvolveu-se em uma construção no sul do Brasil, que serviu de apoio para realização desse trabalho. A metodologia aplicada para o desenvolvimento desse estudo resume-se em análise criteriosa da obra somente no instante em que a construção foi vistoriada, ou seja, nenhum trabalho realizado anteriormente ou posteriormente à vistoria será objeto de análise desse estudo. Ao serem identificados pontos relevantes da obra, ambientes, condições de trabalho ou formas de execução de tarefas, o estudo destaca itens relevantes da engenharia de segurança aplicáveis para a realização do comparativo, através de citações durante o texto e imagens retiradas da obra. A principal ferramenta da engenharia de segurança para a padronização da qualidade na construção é a NR 18, pois nela encontra-se a reunião das diversas normas regulamentadoras sendo aplicadas na indústria da construção. Foi constatado que grande parte das observâncias da NR 18 e da boa prática da engenharia de segurança, aplicáveis no momento em que a construção foi estudada, foram desobedecidas ou não estavam sendo aplicadas na execução das obras, ou seja, diversas incompatibilidades foram constatadas.

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This study aimed to carry out a comparison between the scenario proposed in regulatory standards - with guidelines approved by representatives of workers, pro-government and employers (Tripartite Group), and the scenario that occasionally developed into a building in southern Brazil, which served support to carry out this work. The methodology used to develop this study summarized in detailed analysis of the work only at the moment the building was inspected, in other words, any work done before or after the survey will be analyzed in this study. To be identified relevant points of the work environment, working conditions or forms of implementation tasks, the study highlights relevant items of applicable safety engineering for the realization of comparative through quotes for text and images taken of the work. The main safety engineering tool for the standardization of quality in construction is NR 18, because it is the meeting of the various regulatory standards being applied in the construction industry. It has been found that many of the observances of the NR 18 and good practice of safety engineering, applicable at the time the construction was studied, were disobeyed or were not being applied in the works, in other words, various incompatibilities were found.

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TABELA 1 – QUADRO I NR 04 ... 16

TABELA 2 – QUADRO II NR 04 ... 16

TABELA 3 - QUADRO III NR 05 ... 17

TABELA 4 - QUADRO I NR 05 ... 17

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FIGURA 1 - A OBRA OBJETO DESTE ESTUDO ... 26

FIGURA 2 – UTILIZAÇÃO INADEQUADA DE EPI ... 28

FIGURA 3 – CONJUNTO DE EPI INADEQUADO... 29

FIGURA 4 – GUARDA-CORPO SEM APARATOS DE SEGURANÇA ... 30

FIGURA 5 – INTERFERÊNCIA NA PASSAGEM DE VEÍCULOS CAUSADA PELO ARMAZENAMENTO DE MATERIAIS .. 31

FIGURA 6 – SERRA DE MÁRMORE UTILIZADA EM AMBIENTE INADEQUADO ... 32

FIGURA 7 – TRABALHADOR SEM EPI PARA AGENTES INSALUBRES ... 32

FIGURA 8 – TRANSPORTE DE MATERIAIS SEM OBEDIÊNCIA ÀS DIRETRIZES DA ERGONOMIA ... 33

FIGURA 9 – INCOMPATIBILIDADES DAS INSTALAÇÕES SANITÁRIAS COM A NR 18 ... 34

FIGURA 10 – CONDIÇÕES INADEQUADAS DE HIGIENE NO AMBIENTE DE INSTALAÇÕES SANITÁRIAS ... 35

FIGURA 11 – VESTIÁRIO EM CONDIÇÕES INADEQUADAS PARA UTILIZAÇÃO ... 36

FIGURA 12 – VESTIÁRIO COM BURACO NO PISO E FIAÇÃO ELÉTRICA QUE OFERECE RISCO À SAÚDE DOS TRABALHADORES ... 37

FIGURA 13 – REFEITÓRIO COM MATERIAIS DEPOSITADOS AO LADO DA MESA ... 38

FIGURA 14 – REFEITÓRIO INADEQUADO PARA USO DOS TRABALHADORES ... 39

FIGURA 15 – ELEVADOR UTILIZADO PARA TRANSPORTE DE PESSOAS E MATERIAIS ... 39

FIGURA 16 – INSTALAÇÃO ELÉTRICA EXECUTADA FORA DE NORMA ... 40

FIGURA 17 – EQUIPAMENTO ELÉTRICO ENERGIZADO EM SITUAÇÃO INADEQUADA PARA A SEGURANÇA DOS TRABALHADORES ... 41

FIGURA 18 – QUADROS DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA COM PORTAS ABERTAS E SEM IDENTIFICAÇÃO DOS CIRCUITOS ... 42

FIGURA 19 – CABOS ELÉTRICOS IMPEDINDO O FECHAMENTO DA PORTA DO QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO ... 43

FIGURA 20 – BOTOEIRA DE ACIONAMENTO DE ALARME DE INCÊNDIO OBSTRUÍDA POR MAU ARMAZENAMENTO DE MATERIAIS AO SEU REDOR ... 43

FIGURA 21 – AMBIENTE EM DESACORDO COM AS ORIENTAÇÕES DE ORGANIZAÇÃO, LIMPEZA E DESIMPEDIMENTO DE PASSAGEM ... 44

FIGURA 22 – CAIXA DE PASSAGEM DE CABOS ELÉTRICOS COM LIXO DEPOSITADO EM SEU INTERIOR ... 45

FIGURA 23 – INDICAÇÕES DE ROTA DE FUGA INSTALADAS CORRETAMENTE ... 45

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ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas ANAMT Associação Nacional de Medicina do Trabalho Canpat Campanha Nacional de Prevenção de

Acidentes do Trabalho

CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CNAE Código Nacional de Atividade Econômica CPN Comitê Permanente Nacional sobre Condições

e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

EPI Equipamento de Proteção Individual FUNDACENTRO Fundação Jorge Duprat Figueiredo de

Segurança e Medicina do Trabalho GTT Grupo Técnico Tripartite

IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística NBR Normas Técnicas Brasileiras

NR Norma Regulamentadora

PAT Programa de Alimentação do Trabalhador PCMAT Programa de Condições e Meio Ambiente de

Trabalho na Indústria da Construção PCMSO Programa de Controle Médico e Saúde

Ocupacional

PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial SESI Serviço Social da Indústria

SESMT Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho SOBES Sociedade Brasileira de Engenharia de

Segurança

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1.1 OBJETIVOS ... 12

1.2 JUSTIFICATIVA ... 13

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA... 14

2.1 A ENGENHARIA ... 14

2.2 NORMAS REGULAMENTADORAS APLICÁVEIS À OBRA QUANDO REALIZADO ESTE ESTUDO . 15 2.2.1 NR 01 – Disposições Gerais ... 15

2.2.2 NR-04 – Serviços especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT ... 15

2.2.3 NR-05 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA ... 17

2.2.4 NR-06 – Equipamento de Proteção Individual – EPI ... 18

2.2.5 NR-07 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional ... 18

2.2.6 NR – 08 – Edificações ... 19

2.2.7 NR-09 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais –PPRA ... 19

2.2.8 NR-10 Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade ... 20

2.2.9 NR-11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais ... 20

2.2.10 NR -12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos ... 20

2.2.11 NR-15 – Atividades e Operações Insalubres ... 21

2.2.12 NR-17 – Ergonomia ... 21

2.2.13 NR-18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção ... 22

2.2.14 NR - 23 - Proteção contra incêndios ... 24

2.2.15 NR – 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho ... 25

3. METODOLOGIA ... 26

3.1 DESCRIÇÃO DA OBRA ... 26

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES ... 27

4.1 IDENTIFICAÇÃO DE TÓPICOS COMO ADEQUADOS OU INADEQUADOS ... 46

5 CONCLUSÃO ... 48

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1. INTRODUÇÃO

Antes do início de uma obra são necessários projetos com requisitos técnicos mínimos que atendam diretrizes estabelecidas em normas, mirando-se a padronização técnica e qualidade. Conforme BRASIL (1978) a normalização da engenharia estende-se também à fase de execução do projeto, tendo em vista diretrizes de ordem administrativa, planejamento e organização para implementar medidas de controle e sistemas preventivos de segurança, do início ao término da obra.

Com a intensão de inserir a cultura da segurança e medicina do trabalho BRASIL (2014), em 1978, Ernesto Geisel - então Presidente da República - através da Lei 6.514 e da Portaria 3.214, estabeleceu que as Normas Regulamentadoras fossem de cumprimento obrigatório em todos os estabelecimentos que admitam trabalhadores como empregados, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho.

De acordo com BRASIL (1978), em caso de descumprimento das Normas ou não observância de outras disposições, incluídas em códigos de obra ou regulamentos sanitários, cabe ao Agente da Inspeção do Trabalho, com base em critérios técnicos, tomar medidas cabíveis, visando o cumprimento das diretrizes estabelecidas em Norma.

A principal ferramenta deste estudo será a Norma Regulamentadora número 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Civil, que, em conjunto com outras Normas Regulamentadoras, estabelece critérios aplicáveis às condições de trabalho, sua organização e ambiente nas diferentes etapas da obra e à preservação e promoção da saúde e segurança do trabalhador.

1.1 OBJETIVOS

1.1.1 Objetivo geral

O objetivo desta monografia foi realizar um comparativo entre a situação real e a proposta em normas regulamentadoras, em uma obra de construção civil no sul do Brasil.

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1.1.2 Objetivo específico

Através das normas regulamentadoras, que servem de suporte às diretrizes aplicáveis nesse estudo, identificar todos os itens em desenvolvimento na obra e: - Estabelecer, através das orientações das normas regulamentadoras, um cenário ideal;

- Relatar o cenário real; - Comparar os cenários;

- Classificar o cenário real como adequado ou inadequado.

1.2 JUSTIFICATIVA

Em âmbito nacional, a filosofia da segurança e saúde no trabalho ainda não é foco preponderante em todas as atividades laborais. Esse estudo justifica-se por analisar se há preocupação com o cumprimento das Normas Regulamentadoras no exercício de cada atividade, levando-se em conta o momento em que a obra acontece.

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2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 A ENGENHARIA

A engenharia traz a oportunidade de criar processos mais rápidos, mais baratos, caminhos mais curtos, novas técnicas e demais atrativos. Em uma obra há um conjunto de engenharias atuando simultaneamente, como a engenharias civil, elétrica e de segurança por exemplo. “Nos processos de criação, aperfeiçoamento e implementação, a engenharia conjuga os vários conhecimentos especializados no sentido de viabilizar as utilidades, tendo em conta a sociedade, a técnica, a economia e o meio ambiente. A engenharia é uma ciência bastante abrangente que engloba uma série de ramos mais especializados, cada qual com uma ênfase mais específica em determinados campos de aplicação e em determinados tipos de tecnologia” (Pereira, 2013).

A Engenharia de Segurança do Trabalho, em conjunto com a Medicina do Trabalho, realiza a aplicação dos conhecimentos especializados no ambiente de trabalho, na maneira de executar as tarefas e na qualidade da vida do trabalhador. “Nenhum aspecto de uma operação é de maior importância do que a prevenção de acidentes. O grau de segurança e os resultados obtidos são diretamente proporcionais aos esforços para controlar as condições, práticas e atitudes humanas que são responsáveis por acidentes” (Coelho, 2010).

Através das normas regulamentadoras, criou-se diretrizes para salvaguardar a saúde e a vida do trabalhador. “A Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST) é o órgão de âmbito nacional competente em conduzir as atividades relacionadas com a segurança e saúde ocupacional. Essas atividades incluem a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Canpat), o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e 18 ainda a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e saúde ocupacional, em todo o território nacional” (SESI, 2008).

As normas regulamentadoras estão em constante adaptação com as variações dos ambientes de trabalho e mantêm-se atualizadas através das alterações de suas redações. “A reformulação da NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção celebrou 20 anos no mês de julho de 2015. Uma nova revisão está em discussão desde 2013 e se espera que seja

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concluída em breve. Proposta elaborada pelo Grupo Técnico Tripartite – GTT foi colocada em consulta pública à sociedade. As sugestões estavam sendo discutidas no âmbito do Comitê Permanente Nacional sobre Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção – CPN. No entanto, em reunião realizada em 9 de julho no Rio de Janeiro/RJ, a Bancada dos Empregadores solicitou um prazo de 120 dias para apresentar nova proposta às Bancadas dos Trabalhadores e do Governo” (FUNDACENTRO, 2015).

2.2 NORMAS REGULAMENTADORAS APLICÁVEIS À OBRA QUANDO REALIZADO ESTE ESTUDO

“De modo geral quase todas as NR’s aplicadas nos dias de hoje, auxiliam (empregadores e empregados) como estrutura legislativa e remetem ao que é certo (Norma) ou errado - (proibições), nas Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria de Construção” (SINDUSCON PELOTAS, 2015).

2.2.1 NR 01 – Disposições Gerais

1.1 “As Normas Regulamentadoras – NR, relativas à segurança e medicina do trabalho, são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos de administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos poderes legislativo e judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT” (BRASIL, 2009).

2.2.2 NR-04 – Serviços especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT

Conforme a tabela de correspondências, disponibilizada pelo IBGE (IBGE, s.d.), entre as Classificações Nacionais de Atividades Econômicas - CNAE 1.0 e CNAE 2.0, a atividade foco desse estudo é referenciada no CNAE 2.0 com o código 41.20-4 – Construção de Edifícios. O Quadro I da NR-04 indica que a empresa que possuir código para construção de edifícios, será admitida como Empresa de Grau de Risco 03, conforme Tabela 01.

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Tabela 1 – Quadro I NR 04

Fonte: Norma Regulamentador 04 (BRASIL, 2014) Adaptado

Através do grau de risco de uma empresada, é determinado na Tabela 2, no Quadro II da NR-04, o dimensionamento da quantidade mínima do quadro de funcionários dentro do SESMT.

Tabela 2 – Quadro II NR 04

Fonte: Norma Regulamentadora 04 (BRASIL, 2014)

“A Classificação Nacional de Atividades Econômicas-CNAE é a classificação oficialmente adotada pelo Sistema Estatístico Nacional e pelos órgãos federais gestores de registros administrativos”(IBGE, 2016).

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2.2.3 NR-05 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA

Segundo a PUCGOIÁS (2016), “a CIPA visa a prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, buscando conciliar o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde de todos os trabalhadores”.

A Norma cita a obrigatoriedade da constituição da CIPA através do item 5.2, com a seguinte redação: “Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados” (BRASIL, 2011).

Obtendo-se o CNAE e o número de funcionários da empresa, é possível, através do Quadro I, evidenciado na Tabela 3, e do Quadro III, na Tabela 4 desse estudo, verificar a obrigatoriedade ou não da constituição da CIPA. Como forma de atingir todos os empregados, esta NR possui o item 5.6.4, com a seguinte redação: “Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I, a empresa designará um responsável pelo cumprimento dos objetivos desta NR, podendo ser adotado mecanismo de participação dos empregados, através de negociação coletiva” (BRASIL, 2011).

Tabela 3 - Quadro III NR 05

Fonte: Norma Regulamentadora 05 Adaptado (BRASIL, 2011) Tabela 4 - Quadro I NR 05

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2.2.4 NR-06 – Equipamento de Proteção Individual – EPI

Segundo a UNIFESP (s.d.), “o objetivo dos equipamentos de proteção individual é proteger a saúde do trabalhador e minimizar os riscos de acidentes ocupacionais. O uso de EPI é uma exigência da legislação brasileira através da norma regulamentadora NR 6”.

Quanto ao fornecimento de dispositivos de proteção individual ao trabalhador, o estabelecimento em estudo enquadra-se nos itens 6.3: “A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento...” (BRASIL, 2010) e 6.5.1: “Nas empresas desobrigadas a constituir SESMT, cabe ao empregador selecionar o EPI adequado ao risco, mediante orientação de profissional tecnicamente habilitado, ouvida a CIPA ou, na falta desta, o designado e trabalhadores usuários” (BRASIL, 2010).

Conforme redação do item 6.2: “O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posta à venda ou utilizado com a indicação do Certificado – CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego” (BRASIL, 2010).

2.2.5 NR-07 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

Segundo a ANAMT – Associação Nacional de Medicina do Trabalho, “a medicina do trabalho é a especialidade médica que lida com as relações entre homens e mulheres trabalhadores e seu trabalho, visando não somente a prevenção dos acidentes e das doenças do trabalho, mas a promoção da saúde e da qualidade de vida. Tem por objetivo assegurar ou facilitar aos indivíduos e ao coletivo de trabalhadores a melhoria contínua das condições de saúde, nas dimensões física e mental, e a interação saudável entre as pessoas e, estas, com seu ambiente social e o trabalho” (ANAMT, s.d.).

Aplicam-se à obra estudada o item da NR-07, 7.1.1 de redação: “Esta Norma Regulamentadora – NR, estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de saúde Ocupacional – PCMSO, com o objetivo de preservação e promoção da saúde do

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conjunto de seus trabalhadores.” (BRASIL, 2013) e o item 7.1.3, de redação: “Caberá à empresa contratante de mão de obra de serviços, informar à empresa contratada, os riscos existentes e auxiliar na elaboração e implementação do PCMSO nos locais de trabalho onde os serviços estão sendo prestados.” (BRASIL, 2013)

2.2.6 NR – 08 – Edificações

De acordo com a redação do item 8.1: “Esta Norma Regulamentadora estabelece requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações, para garantirem segurança e conforto aos que nela trabalham” (BRASIL, 2011). Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas o guarda-corpo é definida como “elemento construtivo de proteção, com ou sem vidro, para bordas de sacadas, escadas, rampas, mezaninos e passarelas” (NBR14718, 2001).

2.2.7 NR-09 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais –PPRA

O Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Norte – TRT (2014) define o PPRA como um programa estabelecido pela Consolidação das Leis Trabalhistas, e tem por objetivo definir uma metodologia de ação que garanta a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores face aos riscos existentes nos ambientes de trabalho”.

O estabelecimento estudado enquadra-se na Norma Regulamentadora através do item 9.1.1, de redação: “Esta Norma Regulamentadora – NR estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de prevenção de Riscos Ambientais – PPRA, visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente controle de ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do ambiente e dos recursos naturais” (BRASIL, 2014).

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2.2.8 NR-10 Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade

Em seu Guia de Segurança nas Instalações Elétricas, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica, COPEL (s.d.) aponta que são definidas, através da NR 10, as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas, em suas diversas etapas, incluindo projeto, execução, operação, manutenção, reforma, ampliação e a segurança de usuários e terceiros.

Essa Norma aplica-se ao estudo através do item 10.1.1, de redação: “Esta Norma Regulamentadora estabelece os requisitos e condições mínimas objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade” (BRASIL, 2004).

2.2.9 NR-11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais

Segundo Peixoto (2011), a NR 11 estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho, no que se refere ao transporte, à movimentação, à armazenagem e ao manuseio de materiais, tanto de forma mecânica quanto manual, objetivando a prevenção de infortúnios laborais.

O estabelecimento estudado enquadra-se nesta NR nas diretrizes de armazenagem do item 11.3.4, de redação: “A disposição da carga não deverá dificultar o trânsito, a iluminação, o acesso às saídas de emergência” (BRASIL, 2004)

2.2.10 NR -12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos

A Federação das Indústrias do Estado do Paraná define: NR 12 define as referências técnicas, princípios fundamentais e medidas de proteção para garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores que lidam com máquinas e equipamentos. Entre os métodos de controle a serem adotados está a definição de protocolos e fluxos de trabalho em todas as fases de operação e manutenção de máquinas. Também estão previstos treinamentos de todos os empregados e instalação de sistemas de segurança (FIEP, 2016).

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A obra enquadra-se no item 12.38: “As zonas de perigo das máquinas e equipamentos devem possuir sistemas de segurança, caraterizados por proteções fixas, proteções móveis e dispositivos de segurança interligados, que garantam a proteção à saúde e à integridade física dos trabalhadores” (BRASIL, 2015).

Conforme dissertação do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina, a NR 12 “trabalha com o conceito de falha segura, ou seja, qualquer que for a falha no sistema, ele deve ir para uma situação segura, que não coloque em risco os usuários” (Baú, 2013).

2.2.11 NR-15 – Atividades e Operações Insalubres

A atividade insalubridade classifica-se como sendo “atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos” (Silva, 2009).

2.2.12 NR-17 – Ergonomia

A NR 17 tem como seu objetivo o item 17.1, de redação: Esta Norma Regulamentadora visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar o máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente (BRASIL, 2007).

A indústria da construção civil tem dificuldades para implementar a ergonomia no ambiente de construção devida às constantes mudanças nos ambientes laborais. Segundo SHENEIDER: “A intervenção ergonômica na construção civil é mais difícil do que nas outras indústrias. São vários os fatores que contribuem para isto: o local de trabalho é mudado todo dia; há grande rotatividade dos trabalhadores...”

A NR 17 visa salvaguardar o trabalhador, através das redações do item 17.2.2 “Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas, por um trabalhador, cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua segurança” (BRASIL, 2007), do item 17.2.3: “Todo trabalhador designado para o transporte manual regular de cargas, que não as leves, devem receber treinamento ou

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instruções satisfatórias quanto aos métodos de trabalho que deverá utilizar com vistas a salvaguardar sua saúde e prevenir acidentes (BRASIL, 2007)” , do item 17.2.4: “Com vistas a limitar ou facilitar o transporte manual de cargas, deverão ser usados meios técnicos apropriados, que técnicas de transporte manual de cargas sejam adotadas para diminuir impactos na saúde do trabalhador” (BRASIL, 2007).

2.2.13 NR-18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

A NR 18 tem como objetivo e campo de aplicação o seu item 18.1.1, de redação: “Esta Norma Regulamentadora – NR estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento de organização, que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no ambiente de trabalho na indústria da construção” (BRASIL, 2015).

Segundo a Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança (SOBES): A atual NR-18, publicada pela Portaria número 4, de 04/07/95, trouxe várias modificações na legislação que estava em vigor, particularmente no que se refere ao planejamento das Medidas Preventivas a serem estabelecidas para a realização dos trabalhos na Indústria da Construção (ROUSSELET, s.d.).

18.4 – Áreas de vivência

18.4.1 – Os canteiros de obra devem dispor de (BRASIL, 2015): a) Instalações sanitárias;

b) Vestiário; c) Alojamento

d) Local de refeições;

e) Cozinha, quando houver preparo para refeições f) Lavanderia;

g) Área de lazer;

h) Ambulatório, quando se tratar de frentes de trabalho com 50 (cinquenta) ou mais trabalhadores.

Das disposições supracitadas em 18.4.1, serão aplicáveis nesse estudo os itens “a”, ”b” e ”d”, pois os demais são de aplicabilidade não obrigatória na obra, conforme a redação do item 18.4.1.1 – O cumprimento dos dispostos nas alíneas

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“c”, “f” e “g” é obrigatórios nos casos onde houver trabalhadores alojados (BRASIL, 2015). Nessa obra não há preparo de refeições, portanto a alínea “e” não é obrigatória, tampouco existe obrigatoriedade na alínea “h”, pois há menos de 50 trabalhadores no estabelecimento.

18.4.2.3 As instalações sanitárias devem (BRASIL, 2015): a) ser mantidas em perfeito estado de conservação e higiene g) Ter ventilação e iluminação adequadas

18.4.2.9.3 Os vestiários devem (BRASIL, 2015):

d) ter área de ventilação correspondente a 1/10 (um décimo) da área do piso; f) ter armários individuais dotados de fechadura ou dispositivo com cadeado; h) ser mantido em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza;

i) ter bancos em número suficiente para atender aos usuários, com largura mínima de 0,30m (trinta centímetros).

18.4.11.2 Local para refeições deve (BRASIL, 2015): a) Ter paredes que permitam o isolamento durante as refeições;

d) ter capacidade para garantir o atendimento de todos os trabalhadores no horário das refeições;

f) ter lavatório instalado nas suas proximidades ou no seu interior; h) ter assento em número suficiente para atender aos usuários. j) ter depósito com tampa para detritos

18.14 – Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas

Quanto à movimentação e ao transporte de pessoas e materiais, são aplicáveis à obra os itens 18.14.1 – “As disposições deste item aplicam-se à instalação, montagem, desmontagem, operação, teste e manutenção e reparos em equipamentos de transporte vertical de materiais e pessoas em canteiros de obras ou frentes de trabalho” e 18.14.23.2.2 – “Em caso de utilização de elevador de passageiros para transporte de cargas ou materiais, não simultâneo, deverá haver sinalização por meio de cartazes em seu interior, onde conste de forma visível, os seguintes dizeres, ou outros que traduzam a mesma mensagem: É PERMITIDO O USO DESTE ELEVADOR PARA TRANSPORTE DE MATERIAL, DESDE QUE NÃO REALIZADO SIMULTÂNEO COM O TRANSPORTE DE PESSOAS”.

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18.21 Instalações Elétricas

21.5 – Os condutores devem ter isolamento adequado, não sendo permitido

obstruir a circulação de materiais e pessoas.

O Tribunal Regional do Trabalho, através de seu diário Oficial, estabelece: prover toda máquina de dispositivo de bloqueio para impedir seu acionamento por pessoa não autorizada. (Tribunal Regional do Trabalho, 2015).

A NR 18 estabelece, através do item 18.21.18, que: Os quadros gerais de distribuição devem ser mantidos trancados, sendo seus circuitos identificados.

A NR 18 estabelece, através do item 18.21.20, que: “Máquinas ou equipamentos elétricos móveis só podem ser ligados por intermédio de conjunto plugue e tomada”.

A NR 18 possui o item 18.24.1, de redação “Os materiais devem ser armazenados e estocados de modo a não prejudicar o trânsito de pessoas e de trabalhadores, a circulação de materiais, o acesso à equipamentos de combate a incêndio, não obstruir portas ou saídas de emergência e não provocar empuxos ou sobrecargas nas paredes, lajes ou estruturas de sustentação, além do previsto em seu dimensionamento”.

A NR 18 prevê ordem e limpeza através do item 18.29.1, com a seguinte redação: “O canteiro de obras deve apresentar-se organizado, limpo e desimpedido, notadamente nas vias de circulação, passagens e escadarias. A NR 18 também prevê critérios de ordem e limpeza em seu item 18.29.2, de redação: “O entulho e qualquer sobra de materiais devem ser regularmente coletados e removidos. Por ocasião de sua remoção, devem ser tomados cuidados especiais, de forma a evitar poeira excessiva e eventuais riscos”.

2.2.14 NR - 23 - Proteção contra incêndios

A obra enquadra-se nessa NR através do item 23.3, de redação: “As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos, indicando a direção de saída” (BRASIL, 2011).

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2.2.15 NR – 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho

A Norma Regulamentadora 24 conforme (Zomignani) disciplina preceitos de higiene e de conforto a serem observados nos locais de trabalho, especialmente no que se refere a banheiros, vestiários, refeitórios, cozinhas, alojamentos e água potável, visando a proteção à saúde dos trabalhadores.

A NR 24, quanto ao tratamento de higienização, enquadra-se nessa NR em seu item 24.1.3, de redação: “Os locais onde se encontrarem instalações sanitárias deverão ser submetidos a processo permanente de higienização, de sorte que sejam mantidos limpos e desprovidos de quaisquer odores, durante toda a jornada de trabalho” (BRASIL, 1993),

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3. METODOLOGIA

Este trabalho foi realizado através do desenvolvimento de um estudo na obra de um edifício, realizada pela da iniciativa privada.

O foco do estudo é analisar o momento da obra em que foi realizada a visita, ou seja, os trabalhos realizados anteriormente ou posteriormente à visita não serão objetos desse estudo.

O estudo é evidenciado através de imagens disponibilizadas durante o desenvolvimento do trabalho, que darão suporte às análises e conclusões feitas com base nas normas regulamentadoras. O cenário encontrado na obra é confrontado com as normas e diagnosticado como adequado ou não adequado, tendo como alvo as condições do ambiente e as condições do trabalhador.

3.1 DESCRIÇÃO DA OBRA

A obra é uma revitalização de um prédio que será terá finalidade de escritório. Possui lote com área total de 567m2 e 911m2 de área total destinada ao uso. Conforme demonstrado na Figura 1, a edificação possui quatro pavimentos, sendo um deles utilizado para garagem, com 15 vagas, e os demais para fins profissionais.

O estudo foi realizado quando a obra já estava em estágio avançado, próximo de sua conclusão, portanto as atividades e os locais de trabalho avaliados são principalmente de fase de acabamento, como pintura, passagem de cabeamento de eletricidade e áreas de vivência.

Figura 1 - A obra objeto deste estudo Fonte: O autor (2015)

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4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Conforme citação da NR 01, constatou-se que a obra em estudo está entre os estabelecimentos em observância obrigatória das Normas Regulamentadoras, pois é administrada por empresa privada e possui empregados regidos através do regime CLT – Consolidação das Leis do Trabalho

Através do Quadro I da NR 04 constatou-se que a obra em estudo possui o CNAE de Construção de Edifícios de código 41.20-4 e grau de risco número 3. Após identificar o grau de risco da empresa foi possível concluir que a obra em estudo não precisa constituir SESMT, pois empresas com atividade enquadrada em grau de risco 03 tem obrigatoriedade de quadro SESMT a partir do 101º (centésimo primeiro) empregado e a obra possui 16 (dezesseis) funcionários, sendo dois empregados com vínculo direto com a empresa e os outros quatorze eram prestadores de serviço.

Para definir se há obrigatoriedade ou não da constituição da CIPA –Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, o CNAE da empresa é novamente utilizado. Utiliza-se o Quadro III da NR 05 para identificar o grupo em que a empresa está enquadrada, constatou-se que nesse estudo a empresa pertence ao grupo 18a. Após a identificação do grupo, busca-se, no Quadro I – Dimensionamento de CIPA – da norma regulamentadora 05, a quantidade mínima de constituintes efetivos e suplentes, entre os representantes do empregador e os representantes dos empregados, para formação da CIPA. Foi verificado que a obra estudada não necessita constituir CIPA, pois possui 16 (dezesseis) funcionários e quantidade mínima de funcionários, que caracteriza a obrigatoriedade de constituir CIPA, é a partir do 51º (quinquagésimo primeiro) funcionário. Porém, conforme citado na NR 05, quando o estabelecimento não é obrigado a formar a comissão, há a obrigatoriedade, por parte da empresa, de designar um responsável pelo cumprimento dos objetivos da CIPA. No entanto, no dia da visita não havia um designado na obra.

Durante a visita à obra foram identificados alguns EPIs – Equipamento de Proteção Individual, sendo utilizados de maneira correta, porém foi constatado que nenhum trabalhador utilizava o conjunto adequado de EPI para o exercício de suas funções. Na Figura 2 pode-se constatar a condição inadequada de utilização de EPI para colocação de pavimentação paver e manuseio do equipamento elétrico

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rompedor, que pode projetar lascas contra os trabalhadores. Nessa atividade deve-se utilizar capacete de deve-segurança para proteção de queda de objetos e projéteis, proteção ocular que exista um escudo contra projéteis, máscara para bloqueio de poeiras que ficam suspensas devido a construção das camadas que servirão de base para a pavimentação, proteção auricular devido os altos picos de ruído gerado pelo rompedor, luvas que evitam contato direto dos materiais com a pele e evitam machucados e calçado de segurança que protegem o solado do pé contra perfurações, possuem proteção na ponta do calçado que impedem esmagamentos e perfurações e possuem menor peso, dando maior sensação de conforto e menor fadiga ao trabalhador. Também é obrigatório que todos os equipamentos de segurança possuam Certificado de Aprovação – CA, dentro do seu tempo de vida útil e expedido pelo órgão competente de segurança do MTE – Ministério do Trabalho e Emprego.

Figura 2 – Utilização inadequada de EPI Fonte: O autor (2015)

Na Figura 3, está evidenciada a falta de recursos de proteção pessoal para o indivíduo que está quebrando uma parede sem equipamentos de proteção pessoal. Para o exercício dessa atividade são necessários o capacete de segurança que proteja o crânio contra impactos, óculos de segurança para proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes, máscara facial para impedir respiração de poeiras, proteção auditiva para atenuar pressões sonoras emitidas pelo próprio exercício laboral e pelos demais ruídos normalmente encontrados dentro das indústria da construção, luvas para proteção de agentes abrasivos, cortantes ou

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perfurantes e botas de segurança que são fundamentais no ambiente de trabalho da construção civil.

Figura 3 – Conjunto de EPI inadequado Fonte: O autor (2015)

No dia em que foi realizada a visita à obra, havia dezesseis funcionários, dos quais dois são funcionários registrados e os demais são prestadores de serviços. Foi informado que os funcionários registrados possuem prontuários médicos atualizados, porém com relação aos prestadores de serviço, essa informação não foi confirmada.

Na norma regulamentadora 08 encontra-se uma diretriz que requisitos técnicos devem ser implementados para garantir a segurança do trabalhador. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define padronizações de segurança que devem ser seguidas em aparatos que evitam quedas de pessoas e materiais em passarelas, poços de elevadores, limites de pisos elevados, etc, denominados de guarda-corpo. Na Figura 4 encontra-se um guarda-corpo no último nível da edificação, portanto estava instalado em altura que requer instalações de aparatos indicados pelas diretrizes ABNT. Porém foi constatado que não havia instalação do rodapé para evitar queda de materiais, não apresenta travessão intermediário, tela ou um dispositivo seguro, que, através do fechamento do vão, evita a queda de um trabalhador ou de materiais.

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Figura 4 – Guarda-corpo sem aparatos de segurança Fonte: O autor (2015)

Durante a realização da visita foi recebida a informação que o estabelecimento possui PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, programa que, conforme orientações estabelecidas na norma regulamentadora 10, visa a preservação da saúde e a integridade dos trabalhadores e há obrigatoriedade de elaboração e implementação por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, porém o documento não foi disponibilizado para divulgação ou para análise desse estudo.

Conforme citado, na norma regulamentadora 11 encontram-se diretrizes que tratam da organização do armazenamento de materiais. Observa-se na Figura 5 que a organização do armazenamento de materiais provoca interferência na passagem de veículos no primeiro piso da edificação. Portanto a organização do armazenamento de materiais apresenta-se inadequada e causa inconformidades com a norma quanto à movimentação de veículos no ambiente.

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Figura 5 – Interferência na passagem de veículos causada pelo armazenamento de materiais Fonte: O autor (2015)

A norma regulamentadora 12 estabelece diretrizes que visam proteger a saúde do trabalhador que possui atividades do seu posto de trabalho próximas à máquinas ou equipamentos de diferenciados tipos. Na Figura 6, vê-se forte incompatibilidade entre o cenário encontrado na obra e as precauções estipuladas em norma, pois não existem sistemas de segurança aplicados à Serra de Mármore que garantam proteção aos trabalhadores, tampouco existem aparatos que suportem e fixem rigidamente os materiais em que serão aplicados a serra. Não há previsões que protejam uma operação indevida ou falhas seguras implantadas. Nota-se que o ambiente ao redor do equipamento também é desfavorável nos aspectos de organização, pois não existem espaços dedicados e apropriados para peças do equipamento em questão e a limpeza é inadequada, pois há detritos de materiais no entorno do equipamento e dispostos de maneira aleatória no piso.

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Figura 6 – Serra de Mármore utilizada em ambiente inadequado Fonte: O autor (2015)

Durante a realização da visita foram identificadas ausências ou inadequações nas proteções individuais do trabalhador. Portanto, sem as devidas proteções, o trabalhador fica exposto às condições de insalubridade. Na Figura 7, verifica-se um trabalhador que está lixando a parede sem utilizar um conjunto de proteções adequado à atividade. Tendo como foco o estudo da exposição aos agentes insalubres, ressalta-se a ausência de luvas, que protegem as mãos contra agentes abrasivos, escoriantes e cortantes; e ausência de equipamentos para proteção respiratória, como máscaras semifaciais filtrantes, que protegem as vias respiratórias contra poeiras suspensas no ambiente.

Figura 7 – Trabalhador sem EPI para agentes insalubres Fonte: O autor (2015)

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A Ergonomia no ambiente de trabalho, permite adaptações do ambiente e do posto de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, visando conforto, segurança do trabalhador e bom desempenho no exercício das atividades. A norma regulamentadora 17, apresenta diretrizes para que o transporte manual de materiais seja realizado através de técnicas, sob cuidados de tempo de atuação do empregado e pesos compatíveis com a capacidade de força do trabalhador. Percebe-se na Figura 8 que o trabalhador não adota técnicas adequadas à ergonomia e não utiliza equipamentos que suportem o peso do material ou parte dele, realizando o transporte de maneira exclusivamente manual, sem salvaguardar sua saúde, sem prevenção de acidentes e sem utilização de técnicas para transportar materiais.

Figura 8 – Transporte de materiais sem obediência às diretrizes da Ergonomia Fonte: O autor (2015)

A organização administrativa e o planejamento das etapas da obra são fundamentais para implementação de medidas de controle e sistemas de prevenção de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção. A norma regulamentadora 18 reúne determinados temas de diferentes normas e os aplica na indústria da construção. Essas implementações são feitas respeitando os diferentes setores da obra e aplicadas nos momentos adequados, conforme o desenvolvimento da obra.

A norma preconiza a manutenção de higiene conservação nos ambientes de instalação sanitária, ventilação adequada e pé direto mínimo de 2,5 metros.

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Constatou-se através da Figura 9 que não passagem para circulação de ar, ou seja, a ventilação não é adequada. A conservação das instalações é inadequada, pois pode-se constatar que não há assento nem tampa no aparelho sanitário e a altura mínima do pé direito não é respeitada.

Figura 9 – Incompatibilidades das instalações sanitárias com a NR 18 Fonte: O autor (2015)

Através da Figura 10 pode-se verificar que a condição de higiene da instalação sanitária é insatisfatória segundo a NR 18, pois foram identificadas manchas marrons na superfície dos aparelhos das instalações sanitárias, no piso e nas paredes do ambiente.

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Figura 10 – Condições inadequadas de higiene no ambiente de instalações sanitárias Fonte: O autor (2015)

A norma regulamentadora para a construção dá diretrizes para ambientes onde são instalados os chuveiros nas áreas de vivência, como área mínima exclusiva para cada chuveiro, proporcionalidade de chuveiros com o número de trabalhadores, aparatos que auxiliam o banho e etc. Porém, durante a visita, não foi possível avaliar o ambiente onde localiza-se o chuveiro, pois o ambiente estava trancado, o que impediu a avaliação desse ambiente pela norma regulamentadora 18, em seu item 18.4.2.8 – Chuveiros.

Conforme citado, a NR 18 estabelece que todos os canteiros de obra devem oferecer vestiário aos trabalhadores que não residem no local e que esses ambientes atendam à condições mínimas para receber seus usuários, como ventilação adequada (um décimo da área do piso), armários individuais com fechadura ou cadeado, manutenção de conservação, limpeza e higiene; possuir bancos em quantidade suficiente para atender todos os trabalhadores. Durante a realização da visita constatou-se que não foram atendidos os requisitos estabelecidos. Conforme pode-se ver na Figura 11, há uma muda de roupas sobre o piso, demonstrando que esse ambiente é utilizado como vestiário. Foi constatado que nesse ambiente não há ventilação mínima necessária, pois há apenas uma porta e não há janelas no local; não foram encontrados armários no local para usos

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dos trabalhadores, tendo em vista que há uma calça depositada sobre o chão; não foram encontrados bancos no ambiente; e as condições de higiene, organização e manutenção foram identificadas como não adequadas para o uso de trabalhadores. Na mesma imagem foram identificados um aparelho sanitário, azulejos e um carrinho de mão armazenados no local, indicando que o ambiente também é utilizado para armazenamento de materiais e que para essa finalidade, o ambiente também não apresenta-se em condições adequadas, pois o armazenamento está mal distribuído e há deposição de objetos de outras finalidades pelo ambiente. Na mesma figura, há uma folha de papelão no chão e uma almofada usada como travesseiro, caracterizando o ambiente como local de descanso de funcionários, porém o ambiente também não apresenta-se em conformidade para ser caracterizado como ambiente de descanso.

Figura 11 – Vestiário em condições inadequadas para utilização Fonte: O autor (2015)

Na Figura 12, pode-se observar outra parte do ambiente de vestiário, já demonstrado na Figura 11, constata-se que não há janelas, foi identificado um buraco no piso sem tampa, cobertura ou alerta visual de precaução e há cabeamento elétrico esticado de maneira aleatória interrompendo a passagem de pessoas e oferecendo risco à saúde dos trabalhadores que utilizam esse ambiente, seja como vestiário, armazenamento ou para descanso.

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Figura 12 – Vestiário com buraco no piso e fiação elétrica que oferece risco à saúde dos trabalhadores

Fonte: O autor (2015)

A norma regulamentadora 18 estabelece critérios mínimos para que o canteiro de obra ofereça um ambiente de refeições para seus trabalhadores como paredes que isolam o ambiente de refeições dos demais locais do canteiro, capacidade adequada para abrigar todos os trabalhadores da obra sentados durante os horários das refeições, devem existir lavatórios nas proximidades do ambiente e deve ser instalado no ambiente um depósito com tampa para detritos gerados no ambiente.

Na Figura 13 é demonstrada a mesa onde as refeições são realizadas. Na imagem, pode-se constatar que não há espaço disponível suficiente para suportar 16 (dezesseis) trabalhadores simultaneamente realizando suas refeições. Observa-se, que na área registrada pela imagem, não são identificadas paredes que delimitem o ambiente destinado às refeições no entorno da mesa; não há lavatórios nas proximidades do refeitório e não há local apropriado para destinar os detritos. Constata-se que há materiais depositados no solo que estão juntos à mesa de refeição, comprometendo a organização do ambiente.

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Figura 13 – Refeitório com materiais depositados ao lado da mesa Fonte: O autor (2015)

Na Figura 14, pode-se ver a mesma mesa evidenciada na Figura 13, porém em ângulo contrário. Nesse novo ângulo também não são identificadas paredes que delimitam e separam o ambiente de refeições dos demais setores do canteiro de obras, não são identificados os lavatórios que devem existir nas proximidades do refeitório e tampouco há local adequado e com tampa para destinar detritos. Na mesma imagem pôde-se identificar uma garrafa de refrigerante depositada sobre o piso, ao lado da mesa de refeição, comprometendo a higiene do local destinado às refeições dos trabalhadores.

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Figura 14 – Refeitório inadequado para uso dos trabalhadores Fonte: O autor (2015)

Nas diretrizes da NR 18 encontram-se recomendações sobre transporte vertical de trabalhadores e materiais. Nesse estudo de caso, o transporte que executava essa atividade é o elevador definitivo da edificação. Durante a visita à obra não foram constatadas movimentações de pessoas ou materiais, porém não foi encontrado aviso por escrito, conforme citado em norma, que alerta para a proibição do uso simultâneo do elevador para pessoas e materiais. A Figura 15 demonstra a parte interna do elevador definitivo da obra.

Figura 15 – Elevador utilizado para transporte de pessoas e materiais Fonte: O autor (2015)

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No item de instalações elétricas da norma regulamentadora 18, há orientações sobre emendas e derivações dos condutores elétricos, os quais devem assegurar a resistência mecânica e as características elétricas do condutor. Na Figura 16, pode-se verificar o isolamento inadequado de um eletroduto de passagem vertical, rente à parede, onde há uma emenda de cabos externa ao duto e exposta ao ambiente. A norma também cita precauções que devem ser tomadas quanto ao isolamento adequado da fiação e a proibição de impedimento de circulação de materiais e pessoas, porém, na mesma imagem pode-se verificar a passagem de cabos de eletricidade presos à parede através de pregos e sem infraestrutura adequada às normas, dificultando a circulação de materiais e pessoas e expondo a saúde e a integridade física dos trabalhadores que utilizam o ambiente.

Figura 16 – Instalação elétrica executada fora de norma Fonte: O autor (2015)

Conforme citado na norma, as instalações elétricas devem ser protegidas de todo impacto mecânico, umidade e agentes corrosivos, ou seja, intempéries. Entretanto, na Figura 17, constata-se que a instalação elétrica em que a serra mármore está ligada não está instalada conforme diretrizes da norma, pois, próximo ao conjunto plugue-tomada, os cabos estão desencapados e o próprio conjunto plugue-tomada está preso através de fita adesiva. Constatou-se também que o equipamento não apresenta condição de segurança adequada para a utilização de um instrumento de serra, pois não há dispositivo de segurança que bloqueie o acionamento indevido da serra, pois o equipamento está energizado e depositado no

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solo, próximo de detritos, outros equipamentos e o ambiente apresenta-se pouco adequado quanto à limpeza e organização.

Figura 17 – Equipamento elétrico energizado em situação inadequada para a segurança dos trabalhadores

Fonte: O autor (2015)

As diretrizes da NR 18, quanto aos quadros de distribuição de energia, preconizam que eles devem possuir seus circuitos devidamente identificados e devem permanecer com suas portas fechadas. Na Figura 18, pode-se perceber que há claros descumprimentos das orientações da norma, pois os três quadros registrados na imagem estão com as portas abertas e não foram encontradas identificações dos circuitos instalados nos quadros.

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Figura 18 – Quadros de distribuição de energia com portas abertas e sem identificação dos circuitos

Fonte: O autor (2015)

Conforme pode-se verificar na Figura 19, não há cumprimento da norma no quadro analisado, porque as conexões são realizadas sem a utilização do conjunto plugue e tomada e não há identificação dos circuitos. Essa prática também impossibilita a obediência à norma quanto à orientação de que os quadros de distribuição devem permanecer fechados, analisada anteriormente, pois os cabos instalados impedem o fechamento do quadro, porque suas ligações são feitas no disjuntor sem passar por dentro dos eletrodutos.

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Figura 19 – Cabos elétricos impedindo o fechamento da porta do quadro de distribuição Fonte: O autor (2015)

A Norma regulamentadora 18 prevê adoção de medidas eficazes para prevenção e combate a incêndio, apesar de existir um sistema de alarme instalado na obra, a botoeira de acionamento do sistema, instalada na parede conforme pode-se ver na Figura 20, encontra-pode-se obstruída pelo armazenamento inadequado de materiais ao seu redor, dificultando seu acesso e consequentemente prejudicando o processo de acionamento.

Figura 20 – Botoeira de acionamento de alarme de incêndio obstruída por mau armazenamento de materiais ao seu redor

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De acordo com orientações sobre ordem e limpeza, que preconizam ambientes limpos, desimpedidos e organizados, há cenários inadequados. Conforme pode-se analisar na Figura 21, não há compatibilidade do ambiente de trabalho em questão com o que é previsto em norma. Nota-se diversos tipos de materiais, ferramentas e equipamentos dispostos de maneira aleatória dentro do ambiente, comprometendo os requisitos de organização, higiene e circulação de pessoas no ambiente laboral.

Figura 21 – Ambiente em desacordo com as orientações de organização, limpeza e desimpedimento de passagem

Fonte: O autor (2015)

Consta na norma regulamentadora 18 que a manutenção de lixos e entulhos acumulados ou expostos na obra é proibida, porém verificou-se, conforme Figura 22, que a caixa de inspeção de passagem de cabos elétricos está em desacordo com as orientações da norma, pois em seu interior há lixo doméstico, que deveria ser removido e despejado em local apropriado.

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Figura 22 – Caixa de passagem de cabos elétricos com lixo depositado em seu interior Fonte: O autor (2015)

Conforme previsto na norma regulamentadora 23, que dá orientações em que os empregadores devem assinalar de maneira clara as vias de passagem indicando a direção da saída, a obra apresentou obediência às recomendações da norma e, conforme registrado na Figura 23, todos os ambientes apresentavam indicação correta de rota de fuga.

Figura 23 – Indicações de rota de fuga instaladas corretamente Fonte: O autor (2015)

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Na redação da norma regulamentadora 24 há orientações, quanto aos locais onde encontram-se as instalações sanitárias, de manutenção de higiene, limpeza e desprovimentos de odores, porém, conforme Figura 24, não foi constatada obediências às citações da norma no ambiente das instalações sanitárias, onde encontram-se roupas depositadas no chão, aparelho sanitário desprovido de todas as suas peças e piso com manhas.

Figura 24 – Ambiente de instalação sanitária em inconformidade com a NR 24 Fonte: O autor (2015)

4.1 IDENTIFICAÇÃO DE TÓPICOS COMO ADEQUADOS OU INADEQUADOS

Conforme análise de compatibilidade da obra com as Normas Regulamentadoras, apresentadas na Tabela 5, observa-se que das 15 (quinze) normas aplicáveis nesse estudo, apenas 2 (duas) estão em conformidade com o modelo ideal, 2 (duas) não puderam ser analisadas por falta de acesso a documentos e 10 (dez) apresentaram incompatibilidades com as determinações das normas.

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Tabela 5 – Quadro Comparativo

Normas OC OI

NR 01 - Disposições Gerais X

NR 04 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT

X

NR 05 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA

X NR 06 – Equipamento de Proteção

Individual - EPI

X NR 07 – Programa de Controle Médico

de Saúde Ocupacional – PCMSO *

NR 08 - Edificações X

NR 09 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA *

NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em eletricidade

X NR 11 – Transporte, Movimentação,

Armazenagem e Manuseio de Materiais

X NR 12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos X NR 15 – Atividades e Operações Insalubres X NR 17 – Ergonomia X

NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

X NR 23 – Proteção Contra Incêndio X

NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos locais de trabalho

X

OC – Obra em Conformidade; OI – Obra em Inconformidade

* Documentação não disponibilizada para análise de conformidade Fonte: O autor (2016)

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5 CONCLUSÃO

Entre os ambientes de trabalho analisados, ferramentas e condições laborais, 66,7% desses itens apresentaram-se inapropriados ao exercício laboral, seja por questões de limpeza, organização ou higiene. Ferramentas de trabalho foram encontradas em situação inapropriada de armazenamento, utilização ou sem recursos de impedimento de funcionamento indevido. Nenhum trabalhador foi identificado com um conjunto de equipamentos de segurança em conformidade com a atividade que estava exercendo. Não foi identificado nenhum equipamento que oferecesse condições ergonômicas adequadas ao trabalho, ao levantamento de materiais ou ao transporte dos mesmos. As condições das áreas de vivências não estão adequadas às normas ou apresentam-se em quantidades insuficientes para dar suporte aos trabalhadores. Diversos itens, conforme identificados no desenvolvimento do estudo, referentes à segurança em trabalhos em eletricidades não estão de acordo com as normas.

Através de todos os comparativos realizados entre imagens, redações das normas e todos os itens explorados por esse estudo, pode-se concluir, por intermédio dos indícios de inconformidade identificados, que a obra estudada possui cenário inadequado perante as normas regulamentadoras vigentes à época da realização da visita.

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REFERÊNCIAS

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Referências

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