U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D E CAMPINA G R A N D E
C E N T R O DE F O R M A C A O D E P R O F E S S O R E S
UNIDADE A C A D E M I C A D E E D U C A C A O
C U R S O D E P E D A G O G I A
TEREZINHA LIRA DE SOUSA
R E F L E X O E S T E O R I C A S SOBRE A V A L I A ^ A O DA
A P R E N D I Z A G E M
Terezinha Lira de Sousa
R E F L E X O E S T E O R I C A S S O B R E A V A L I A C A O DA A P R E N D I Z A G E M
Trabalho de conclusao de curso apresentado ao curso de Pedagogia CFP/UFCG, como requisito parcial para a obtencao do titulo de Licenciatura em Pedagogia, habilitacao em Supervisao Escolar
Orientadora: Professora Ms. Maria de Lourdes Campos
Cajazeiras PB 2006
"Eu espero na medida em que comeco a busca, pois nao seria possivel buscar sem esperanca".
D E D I C A T O R I A
A minha querida mae (IN MEMORIA) Zilda Alves de Sousa, pelo estimulo, pela forca que me deu em vida e mesmo ausente, sua confianea em mim me deu animo para continuar e concluir este curso.
Agradecimentos
Primeiramente a Deus por ter me dado forcas e iluminacao no decorrer de minha caminhada.
A todos que contribuiram para meu creseimento pessoal e profissional direta e indiretamente.
Em especial, agradecjo aos meus familiares que sempre me apoiam. A todas as criancas estudantes que possibilitaram minha pratiea educativa e a professora e orientadora Maria de Lourdes Campos, por acreditar e apoiar seriamente este trabalho.
S U M A R I O
I N T R O D U C A O C A P I T U L O I 1. R E F L E X O E S T E O R I C A S 09 1.1. Historico da avaliacao 09 1.2. Coneepeoes 13 1.3. Funcoes da avaliacao 21 C A P I T U L O I I 2. P R O C E D I M E N T O S M E T O D O L O G I C O S . . . 232.1 Caracterizacao do estudo de campo 25
C A P i T U L O I I I
3. A N A L I S E DOS DADOS... 26
C A P I T U L O I V
4. Atividades realizadas com os docentes, diretora e supervisora 29
C O N C L U S O E S R E F E R E N C I A S A N E X O S
Introdiiciio
O processo avaliativo tem como finalidade a melhoria da acao pedagogica visando a promocao moral e intelectual do aluno, e um processo continuo, dialogico e cooperativo, atraves da qual educandos e educadores aprendem sobre si mesmo e desenvolvem suas potencialidades.
Anaiisando o processo ensino-aprendizagem na Escola Estadual Jaime Meira Fontes, observa-se as dificuldades: falta de apoio e incentivo das familias, condicoes financeiras dos educandos e falta de recursos que favoreca um equilibrio entre o que a sociedade sfeiBse e a escola. Embora haja grandes obstaculos e distorcoes entre teoria e pratiea avaliativa, o desejo de se aprimorar leva o docente a participar de estudos, encontros treinamentos ou seminarios a fim de propiciar o crescimento do sistema educacional.
Optei pela tematica: "Reflexoes teoricas sobre a avaliacao da aprendizagem", objetivando conhecer como acontece o processo avaliativo em sala de aula, as coneepeoes dos professores sobre a avaliacao, e como esta se realiza dentro do sistema de ensino, identifieando a sua aplicacao e os instrumentos que estao sendo utilizados no cotidiano escolar com o objetivo de analisar e identificar as coneepeoes de avaliacao e seus instrumentos utilizados pelos docentes.
Diante de minha pratiea como educadora, constatei que a avaliacao e um processo que requer tanto a partieipacao do docente como do discente, nao e uma pratiea desvinculada do fazer pedagogico. Nesse sentido, o processo dicotimiza-se: onde o professor transmite os conteudos ou apenas ve-los, levando em consideraeao "o aprender por aprender".
Diante disso, o professor utiliza instrumentos de ameaca para a obtengao do comportamento desejado e com isso a avaliacao deixa de proporcionar uma oportunidade de aprendizagem para ser um momento de "acerto de contas" entre aluno e professor.
Durante o estagio, percebi que a maior preocupaeao do educador e com relaeao a nota do aluno. Fundamentado que as provas ou testes sao elaborados para testar os mesmos levando em consideraeao anota alcancada. Com isso, o processo de aprendizagem e a capacidade de cada aluno e medida atraves do seu desempenho. Esse tipo de avaliacao traduz a pratiea atual da maioria das escolas que elaboram um programa no inicio de cada ano letivo e deixam de considerar o que realmente e relevante para os alunos.
Nessa perspectiva, o educador deve pensar em uma avaliacao de forma a superar essa visao estatica e classificatoria, pensando no processo como um todo, criando na escola possibilidades de reflexoes e compromisso com a aprendizagem do aluno. Com este pensamento, o professor precisa manter uma postura pedagogica criativa e renovadora, buscando formas e alternativas de avaliacao.
O processo avaliativo deve estar voltado para o desenvolvimento de capacidades de aprendizagem do educando, promovendo assim, a avaliacao funcao diagnostica e libertadora.
E importante observar que a avaliaeao tern um papel extremamente significativo para a educacao e vida do aluno, uma vez que apresenta ao educador informacoes concretas sobre o nfvel de aprendizagem de ensino e de desenvolvimento do educando. O ato de "avaliar" de modo geral, vai alem do que imaginamos, ou seja, vai alem dos levantamentos quantitativos e e uma tarefa bem mais complexa e acima de tudo necessaria ao trabalho decente.
Com base na consideraeao desses aspectos, a avaliacao deve subsidiar o projeto politico-pedagogico da escola para que o professor reflita a sua acao docente e o educando possa demonstrar seu desempenho, construindo conhecimentos visando dessa forma, uma maior flexibilidades e descentralizacao do autoritarismo por parte do professor na avaliacao da aprendizagem, oferecendo criterios com objetivos propostos para a realizacao de uma avaliacao de qualidade, preocupada e comprometida com a realidade do aluno, situada no seu contexto social, afetivo e psicologico, almejando o desenvolvimento da capacidade e nao a rotulacao classificatoria, mas valorizando a busca dos fortalecimentos dos vefeulos de familia e lacos de solidariedade , indo mais alem que a informacao, chegando a fonnacao de cidadaos comprometidos com a transformaeao da sociedade, tendo em vista a dernocratizacao do ensino e o estabelecimento da autonomia do educando.
Assim, o objetivo da avaliacao e contribuir para que os professores da Escola Estadual de Ensino Infantil e Fundamental Jaime Meira Fontes - Sousa - Paraiba, passem a refletir melhor sobre a sua pratiea avaliativa, mas especificamente sua aplicacao, sua funeao e conseqiiencias para o aluno.
Este trabalho esta dividido em quatro eapitulos. No primeiro capitulo apresentamos as teorias que deram suporte para o entendimento do estudo, possibilitando reflexoes sobre o historico da avaliacao, coneepeoes de avaliaeao ; funeoes de avaliaeao; tipos de avaliaeao.
No segundo capitulo, os procedimentos metodologicos; objetivos; instrumento de coleta utilizado; amostra e caracterizacao da escola trabalhada.
No terceiro capitulo, apresentamos a analise dos dados coletados atraves do questionario aplicado aos professores da escola Jaime Meira Fontes.
No quarto capitulo apresentamos as atividades desenvolvidas no estagio e por flm, as conclusoes.
C A P I T U L O 1
Avaliacao Escola r: reflexoes teoricas sobre a avaliacao da aprendizagem.
"A acao avaliativa mediadora se desenvolve em beneficio do educando e da-se fundamentalmente pela proxitnidade entre quem educa e quern e educado" (HOFFMANN, 1979, p. 94).
A tematica avaliaeao da aprendizagem tern suscitado grandes discussoes pelos profissionais envolvidos em educae&o e comprometidos com a qualidade do trabalho educative Face a complexidade do processo avaliativo se faz necessario repensar a pratiea avaliativa no sentido de redimensionar este processo considerando desse modo a construe&o do eonhecimento, experiencias e individualidades dos alunos ajudando-os a prosseguir de acordo com seus ritmos e interesses.
Para compreender o processo avaliativo da aprendizagem e necessario fazer uma retrospectiva historica, com o objetivo de rever os diferentes momentos da pratiea como forma de refletir sobre os procedimentos utilizados para avaliar o desempenho do aluno no tocante a aprendizagem.
1.1 Historico da Avaliacao:
Por volta de 1928, encontra-se um enfoque do contexto historico no processo avaliativo denominado abordagem quantitativa e abordagem qualitativa, os quais demonstram a necessidade de uma transformaeao social.
Na abordagem quantitativa, com fundamentaeao na objetividade, tendo por objetivo mudaneas comportamentais observaveis e mensuraveis, que tern como meta a tomada de decisoes. A avaliaeao de carater objetivo eomprova os conhecimentos assimilados pelos alunos de acordo com os objetivos e os conteudos trabalhados, pois a mesma, possibilita, de forma clara e precisa a extensao de conhecimentos, habilidades, atitudes estabelecendo uma ligae&o entre a subjetividade que atendem nao so as necessidades e condieoes internas dos alunos, como os propositos e objetivos do professor.
Isso nao significa excluir a subjetividade do professor e dos alunos, que esta sempre presente na relaeao pedagogica; mas a subjetividade nao pode comprometer as exigencias objetivas, soeiais e didaticas, inerentes ao processo de ensino. Para garantir a
exigencia de objetividade, nos como professores, tentamos explicar instrumentos e tecnicas diversificadas de avaliacao.
Neste sentido, pode-se classificar tres tipos de tecnicas de avaliacao, sendo estas, tarefas para medir uma amostra de comportamento do indivfduo em determinado tempo, podendo ser oral ou escrito, informal ou padronizado e acima de tudo objetivo. O auto relato: o individuo informa sobre si mesmo. A informacao e usualmente obtida por entrevista ou questionario. Enfim; a observacao do individuo numa variedade de situacoes. No caso da escola, professores e alunos tern varias oportunidades de observar seus comportamentos.
Essas tecnicas de avaliacao devem ser selecionadas em razao dos propositos que devem ser atendidos. A utilizacao de uma variedade de tecnicas de avaliacao e adequada para apreciar o progresso dos alunos com relacao a todos os resultados da instrucao, por isso, e necessario o eonhecimento das vantagens e limitacoes das tecnicas por serem utilizadas. Segundo Clarilza (1993, p. 36) apud Grolund (1971, p. 36), "A avaliaeao e um meio para um fim e nao um fim de si mesma".
Para tanto, e preciso tratar os fatos socials como coisas, exatamente como o cientista da natureza trata os fenomenos naturais. Clarilza (1993, p. 16), afirma que "A objetividade passa a ser buscada a todo o custo, sem o que a atividade cientifica estaria seriamente abalada". A ciencia, diz o autor, e um empreendimento social e publico [...] mas uma regra importantissima do empreendimento cientifico e que todos os procedimentos sejam "objetivos" - feitos tal forma, que haja ou possa haver acorde entre juizes, porque quanta maior a objetividade mais os procedimentos afastam-se das caracteristicas humanas, e de suas limitacoes, ou seja quanta mais objetivos, mais contrario as opinioes, compreensoes, as consideracoes ou dissertaeoes sobre determinado assunto.
Na decada de 30, a medida que as aptidoes humanas avancavam em consequencia desse movimento de carater psicopedagogico, floresceram os testes padronizados, atraves desses testes amplia-se os estudos avaliativos do desempenho dos alunos incluindo tambem outros instrumentos. Com isso, os estudos desenvolvidos causou grande e duradouro impacto nos meios educacionais.
Podemos verificar esta pratiea atraves do enfoque avaliativo que na visao de Saul (1995, p. 27, apud Tyler, 1949, p. 105-106),
[...] A avaliacao e o processo destinado a vcrificar o grau em que essas mudancas comportamentais estao ocorrendo [...J a avaliacao deve julgar o comportamento dos alunos, pois o que se pretcnde em edueaeao e justamente modificartais comportamentos.
Nesta perspectiva, a avaliaeao e tida como um processo mediante o qual determina-se o grau em que as mudancas do comportamento estao realmente ocorrendo, ou seja, o processo avaliativo consiste, basicamente, na determinacao de quanto os objetivos educacionais estao sendo atingidos por programas curriculares e instrucionais. Todavia, como os objetivos educacionais expressam mudanfas em seres humanos, isto e, os objetivos visados traduzem certas mudaneas desejaveis nos padroes comportamentais do aluno. Enfim, a edueaeao em si, e um processo que visa modificar a conduta dos estudantes, essas mudaneas no comportamento, constituem os objetivos da edueaeao.
A definieao destas ideias no cenario educacional brasileiro se deve por meio do ideario pragmatico behaviorista americano que segundo Saul (apud Lima, 1994, p. 69) "Subordina a avaliaeao a uma serie de quesitos comportamentais que se desdobram em tecnologias diversas entre as quais a "instrueao programada" e a prova objetiva".
No decorrer da historia, o processo avaliativo no Brasil pode ser observado que, desde o inicio "a avaliaeao" em si tinha como objetivo principal medir o nivel da aprendizagem do aluno por meio da aplicaeao de provas e obteneao de notas. E que apesar dos avaneos da modernidade a avaliaeao da aprendizagem escolar, ainda continua sendo desenvolvida, na maioria das vezes com essa finalidade.
Diante da visao de Jose Alberto Pedra (p. 31, apud. Johnson, 1964) curriculo "e uma serie estruturada de resultados buscados na aprendizagem", curriculo sao "todas as experiencias que os estudantes desenvolvem sob a tutela da escola". O curriculo e um intento de comunicar os principios essenciais de uma proposta educativa de tal forma que fique aberta ao exame crftico e possa ser traduzido efetivamente para a pratiea.
No Brasil, a trajetoria do pensamento curricular, tem inicio na decada de 50, com a publicaeao da "introdueao ao estudo do curriculo da escola primaria", de Roberta Moreira. Nesse estudo, o autor diz que o curriculo escolar e o conjunto organizado da atividades de aprender e ensinar, que se processam na escola. Historicamente o termo "curriculo", surgiu na literatura educacional, produzindo em escala industrial o que antes era produzido em escala familiar. O "saber fazer", que era patrimonio familiar, passa ao "poder fazer", industrial.
Se por um lado, os modos de producao industrial, aperfeicoavam-se, influenciando o pensar e o fazer curriculo, surgiam os outro movimentos sociais que contraditavam os pressupostos "industrials" e, de certo modo, recusavam tal influencia, mais o curriculo, se compreendermos como algo que participa de um processo social mais amplo; compreendemos tambem, que qualquer curriculo traz a marca da cultura na qual foi produzido.
Para tal razao e que vemos que, no curriculo estao contidos mais que os conteudos que constituent as disciplinas, mas tambem, as coneepeoes de vida social e as relacoes que animam tal ou qualquer que seja a cultura, o meio. Buscando basicamente a medida matematica dos dados.
Quando se trabalha sob a perspectiva de uma avaliaeao qualitativa/quantitativa, possibilita-se a aplicaeao dos procedimentos avaliativos uma vez que a avaliaeao quantitativa pode contribuir para identificar os acertos e erros e a avaliaeao qualitativa para compreender as causas dos erros. Percebe-se que na abordagem qualitativa em contrapartida questiona a limitaeao dos testes padronizados para avaliar o que o professor ensina e o que o aluno aprende. Segundo Luckesi (1997, p. 66), "(...) uma avaliaeao escolar realizada com desvios pode estar contribuindo significativamente para um processo que inviabiliza a democratizaeao do ensino".
Portanto, o docente precisa estar consciente do poder da avaliaeao, tanto dentro do contexto escolar como tambem, dentro da propria sociedade. Se o professor trabalhar na perspectiva de elaborar testes inadequados, provas de dificil compreensao, essa pratiea so vai intimidar o aluno e contribuir para o seu fracasso escolar, agindo de forma totalmente antidemocratica.
Para que a avaliaeao sirva a democratizaeao do ensino, segundo Luckesi (1992, p.81) precisa assurni-la, " como instrumento de compreensao do estagio de aprendizagem em que se encontra o aluno, tendo em vistas tomar decisoes suficientes para que possa avanear no seu processo de aprendizagem".
A avaliaeao nao deve ser somente um instrumento para a aprovae&o ou reprovaeao do aluno, mas sim, um instrumento diagnostico de sua situaeao, visando a definieao de encaminhamento adequados para sua aprendizagem. Na pratiea da avaliaeao preocupadas com a transformaeao, devera esta atenta aos modos de superaeao do autoritarismo e ao estabelecimento da autonomia do educando, pois o novo modelo social exige participae&o democratica de todos.
Isso significa igualdade, fato que nao se dara se nao conquistar a autonomia e a reeiprocidade da relaeoes. O sistema educacional brasileiro vem sofrendo profundas transformacoes, o que ocasiona e exige mudanca formal e politica dos que estao envolvidos na acao educativa.
1.2 Coneepeoes de Avaliacao
A avaliaeao da aprendizagem apresenta diferentes coneepeoes no que se refere as abordagens teorica e pratiea. Segundo Luckesi (2002, p. 33),
A deflnicao mais comum adequada, encontrada nos manuais, estipula que a avaliacao e um julgamento de valor sobre manifestacoes relevantes da realidade. tendo em vista uma tomada de decisao [...] quando se trata de um processo, como e o caso da aprendizagem.
Os dispositivos sobre avaliaeao na nova LDB Lei n° 9.394/96 determinant que "os alunos sejam avaliados levando-se em consideraeao seu desempenho ao longo do processo e nao apenas as eventuais provas finais ou bimestrais devendo esse processo ser continuo e cumulativo". A ideia e que os "aspectos qualitativos" do aproveitamento escolar venha superar os "aspectos quantitativos, ou seja, vale mais o progresso no estudo do que o desempenho nas provas.
[...] Em outras palavras, dar nota nao e tudo. E alias, muito pouco em comparaeao a todos os instrumentos que podem e devem ser usados para verificar se o aluno esta realmente aprendendo. A lei garante que os conteudos metodologicos, e forma de avaliaeao devem ser organizados de tal maneira que o aluno demonstre o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios basicos o pleno dominio da leitura, da escrita e do calculo.
Enfim, avaliar, e auxiliar o educando no seu crescimento e, por isso mesmo na sua integraeao consigo mesmo, ajudando-o na apropriaeao dos conteudos significativos. conhecimentos habilidades, habitos, conviceoes, a avaliaeao, apresenta-se como um meio de possibilitar suporte ao educando no seu processo de constituieao de si mesmo, como sujeito existencial e como cidadao, permitindo a tomada de decisao e tendo em vista o auto desenvolvimento.
A avaliacao na perspectiva classificatoria, tern como caracteristica marcante, a classificacao do aluno segundo o nfvel de aproveitamento ou rendimento escolar alcancado, acontece por meio de atividades e avaliacoes. E comum entre os professores que desempenham uma pratiea avaliativa tradicional. Nesse sentido, Luckesi (2000, p. 35) a firm a que, "com a funcao classificatoria a avaliaeao constitui-se num instrumento estatico e frenador do processo de crescimento". Ou seja, o julgamento de valores, que teria a funcao de possibilitar uma nova tomada de decisao sobre o objeto avaliado, passa ater uma funcao estatica de classificar um objeto ou um ser humano no historico num padrao definitivamente determinado.
Do ponto de vista da aprendizagem escolar, podera ser definitivamente classificado como inferior, medio ou superior. Classificacoes essas que sao registradas e transformadas em numero a chegar em medias.
Compreendendo que a avaliaeao e um dos requisitos essenciais para o pleno desenvolvimento do ser humano, e necessario que se tenha uma pratiea de avaliaeao constante dentro da sala de aula, para se obter resultados beneficos e eficientes no processo de ensino-aprendizagem. E preciso portanto, emergir naturalmente de forma dinamica. E um ato que subsidia o educador a compreender como esta se processando a construeao do eonhecimento do aluno.
Sob esta otica, entende-se que a avaliaeao vai muito alem do que a simples medida para obteneao escolar. A superaeao da pratiea autoritaria depende em grande parte da conscientizaeao do professor. Sendo a escola, de certa forma reflexo social, os professores necessitam adotar modelos teoricos fundamentados, nao apenas em medidas classificatorias e excludentes, mas em praticas baseadas numa eoncepeao polstica de avaliaeao, que conceba ao aluno nao apenas como detentor de quantidades de conhecimentos, mas como elemento ativo de sua propria avaliaeao. Considerando esta argumentaeao, faz-se necessario mudar o discurso pedagogico, tendo coragem de dizer que o problema nao e ausencia de conteudo ou falta de pre-requisitos.
Para que o aluno desenvolva e construa seu proprio eonhecimento de forma eficaz, para que seja bem sucedido no meio em que vive, faz-se necessario rever a pratiea avaliativa no contexto escolar de forma a torna-la um fator positivo de mudaneas no processo. Alem disso, fica claro que enquanto a avaliaeao for realizada com o objetivo de atribuir notas ao aluno, ela nao contribui para um maior desenvolvimento da
aprendizagem, ao contrario, pode ser um dos fatores que gera um maior indice, tanto de evasao como de reprovaeao escolar.
O professor traduz um modelo pedagogico que reproduz a distribuicao social das pessoas, os que sao considerados "'bons" e "medios" e "inferiores". Luckesi (2000. p. 36) afirma que
Os mais aptos, socialmente permanecem na situacao de mais aptos e os menos aptos, do mesmo ponto de vista, permanecem menos aptos. Ou seja, o ritual pedagogico nao propicia nenhuma modificacao na distribuicao social das pessoas, c, assim sendo, nao auxilia a transformacao social.
Nesse sentido, e fundamental que a avaliaeao deixe de ser instrumento de classificacao, selecao e exclusao social e torne-se uma ferramenta voltada para a construcao coletiva de uma escola de qualidade para todos.
A avaliaeao na eoncepeao Diagnostica depende da postura do educador, da sua eoncepeao de edueaeao e do processo ensino-aprendizagem. Nesta perspectiva, a avaliaeao fundamenta o educador no auxflio ao seu processo de competencia para autonomia. Logo a avaliaeao diagnostica constitui um processo dialetico de avanear no desenvolvimento da aeao, da competencia numa escalada dinamica.
O ato avaliativo, nesta otica, serve como reflexao no repensar a pratiea do professor e a este cabe retoma-lo com o intuito de transformar ou aperfeieoar, porem, nunca dar um ponto definitivo, mas suscitar reflexoes. Neste processo avaliativo e indispensavel que o professor analise-o, estude-o e reconheea profundamente para nao lhe ser atribuido caracteristicas (ou funeoes) distorcidas, mas interpreta-lo dentro de sua verdadeira proposta. Luckesi (1997, p. 44) destaca que;
O resgate do significado diagnostieo da avaliacao, que aqui propomos como encaminhamento para a ultrapassagem do autoritarismo, de forma alguma quer significar menos rigor na pratiea da avaliacao. A o contrario, para ser diagnostica, a avaliacao devera ter o maximo possfvcl de rigor no seu encaminhamento. Pois que o rigor tecnico e cientifico no exercicio da avaliacao garantirao ao professor, no caso, um instrumento mais objetivo de tomada de decisao. Em funcao disso, sua acao podera ser mais adequada e mais eficiente na perspectiva da transformacao.
No procedimento de uma avaliaeao diagnostica faz-se necessario, ainda, que o professor e aluno sejam conduzidos ao esclarecimento do que venha a ser a necessidade do cumprimento dos minimos necessarios para que cada individuo participe democraticamente da vida social. Compete pois, a avaliaeao veriflcar a aprendizagem a partir dos minimos necessarios para a vida do educando e nao como os minimos
possiveis para ser aprovado, porque assim necessitaria e merecia reorientacao para a
superacao da deficiencia. E preciso unanimidade nas condicoes mfnimas de
competencias para avida social.
A avaliacao e pois, um termometro da pratiea avaliativa, sendo fruto do planejamento do educador. E um periodo que tern como funcao verifiear como os conhecimentos anteriores se deram e quais as prioridades que devem fazer parte do planejamento para superar as dificuidades e deficiencias encontradas para assim serem superadas. Em suma, Sant'Anna confirma que a avaliacao: "Visa determinar a presenca ou ausencia de conhecimentos e habilidades inclusive buscando detectar pre-requisitos para novas experiencias de aprendizagem. Permite averiguar as causas de repetidas dificuidades de aprendizagem". Segundo Luckesi (2000, p. 34-35),
O movimento de avaliacao deveria ser "um movimento de folego''' na escalada para em seguida, ocorrer a retomada da marcha de forma mais adequada, e nunca um ponto definitive de chegada, principalmente quando o objetivo da acao avaliativa e dinamiea como no caso a aprendizagem.
Nesse caso, a avaliaeao como um processo e o crescimento dinamico auxilia o avaneo e o crescimento do educando no sentido de inseri-lo de forma autonoma, reflexiva e critica no contexto social. O processo da-se no cotidiano das pessoas, tendo em vista que toda vida humana e pautada por referenciais, julgamentos que fazemos sobre nossos atos. Sobretudo, dentro do ambito educacional, a avaliaeao escolar adquire um papel altamente significative por permitir analisar o estado no qual se encontram os elementos envolvidos no contexto . o professor tern o papel fundamental de mediar, orientar, acompanhar e organizar atividade adequada ao aos interesses e possibilidades do grupo, uma vez que para Hoffmann (2001, p. 139), "mediar experiencia educativa signiftca acompanhar o aluno em aeao reflexiva - reflexiva - aeao".
A avaliaeao escolar precisa ser precedida por uma reflexao observando o contexto extra-escolar e escolar. A escola nao deve se limitar a um conjunto de salas de aula em que o saber acumulado e repassado de forma inquestionavel, acritica e passiva. Constitui-se um espaeo de pesquisa , observaeao e experimentaeao onde se descobrem, inventam, constroem conhecimentos coletivamente, a partir dos avaneos ja alcaneados pela humanidade.
A escola deve utilizar processos que privilegiem a autocritica, a participaeao e o envolvimento em aeoes e situaeoes reais de vida do aluno. A avaliaeao diagnostica faz parte deste processo e constitui-se como recurso indispensavel para uma caminhada
eficaz e bem sucedida. A avaliacao assim concebida eonstitui um marco pedagogico que permite a recuperacao acontecer ao mesmo tempo em que as falhas sao detectadas. Luckesi (1995) aponta o caminho voltado mais para o papel do professor neste processo, uma vez que e ao professor que cabe em ultima instancia, definir sobre a vida escolar do aluno, sua aprovacao ou repetencia.
O educador precisa resgatar a funcao diagnostica da avaliaeao, utilizando-a como um instrumento de reconhecimento dos caminhos percorridos e a identificaeao dos caminhos a serem perseguidos. O encaminhamento do processo avaliativo de ensino aqui apresentado, fundamenta-se numa avaliaeao diagnostica do trabalho docente e da aprendizagem do aluno, sem no entanto, abolir a aplicaeao de provas como instrumento de verifieaeao de aprendizagem.
Apenas, enfatiza um outro caminho, no qual este metodo pode ser utilizado de forma a contribuir para o desenvolvimento do fracasso de ensino-aprendizagem, estabelecendo o que Luckesi (1997, p. 96) denomina como: "[...] um padrao minimo de eonhecimento, habilidades e habitos que o educando devera adquirir, e nao uma media minima de notas, como ocorre na pratiea escolar".
Faz-se necessario esclarecer que este minimo representa o limite mais baixo a ser admitido numa aprendizagem essencial, o qual ira orientar a pratiea docente no tocante a construeao de um eonhecimento significative) a partir da transmissao de conteudos e desenvolvimento de habilidades e conviceoes do educando.
Outro meio de verificar a aquisieao de eonhecimento do aluno que e menos formal do que uma prova, embora de grande valor na compreensao e apreensao da real aprendizagem e a ohseruicao. Ela pode ser feita diariamente pelo docente, que ira detectar dificuidades apresentadas pelo educando sobre determinado conteudo, servindo dessa forma, como orientador ao percurso da pratiea pedagogica escolar.
Sendo assim, a avaliaeao escolar e um componente indissociavel do processo de ensino-aprendizagem, a qua! visa atraves da verifieaeao e qualificaeao dos resultados obtidos, determinar a correspondencia destes com os objetivos propostos e, dai, orientar a tomada de decisoes em relaeao as atividades didaticas seguintes. A avaliaeao deve assumir a sua funeao diagnostica a qual tern a finalidade de diagnosticar o nfvel de desenvolvimento e os fatores que estao impossibilitando o sucesso para agir sobre elas nas etapas seguintes.
A nota e consequencia da avaliaeao, nao a razao de sua existencia, como tambem, o erro que for encontrado na correeao das provas, nao devem ser vistos como condenaeao
do aluno, mas sim, o ponto do processo para recomegar um novo. Cabe ao professor acompanhar os alunos no processo, percebendo as dificuidades, apoiando-os, orientando-os, estimulando-os a se desenvolverem individual e coletivamente.
A avaliaeao na eoncepeao Diagnostica deixa claro a preocupaeao com a sondagem dos conhecimentos apresentados pelo professor. Podemos verificar esta pratiea na afirmacao de Romao (apud freire, 1981, p. 71). "[...] os alunos tern de se dotar de uma consciencia continente a receber permanentemente os conhecimentos que o mundo Ihe faz. e que se vao transformando em seus conteudos".
Se adotamos uma caracteristica "autoritaria" e "bancaria" de edueaeao; de acordo com Freire, foreamos o aluno a se transformar num deposito do "tesouro do saber". Essa eoncepeao de avaliaeao propoe que ela seja encarada pelos professores como uma via de mao dupla. Alem disso, o papel dos professores nao e o de encher o aluno de conteudos, de "conhecimentos" de ordem tecnica, mas de proporcionar atraves da relaeao dialogica, professor-aluno, a organizaeao de um pensamento critico.
Nessa perspectiva de edueaeao percebe-se uma caracteristica de avaliaeao que se preocupa apenas com a verifieaeao dos "conhecimentos" apresentados pelo professor ao aluno, desconhecendo os procedimentos, instrumentos e estrategias utilizados pelo educando para absoreao ou rejeieao desses "conhecimentos". Nesse processo. a pratiea avaliativa toma-se um ato de amor que conduz educador e educando a novos e diferentes caminhos e realizaeoes. Segundo Hoffmann (2003, p. 35), "a avaliaeao nessa perspectiva devera encaminhar-se a um processo dialogico e cooperativo, atraves do qual educandos e educadores aprendem sobre si mesmos no ato proprio de avaliaeao".
No processo dialogico entre professor-aluno, ocorre a troca de experiencias, pois todos passam a compartilhar das experiencias dos demais. Assim, na visao de Hoffmann (apud Freire, 1986, p. 125).
O dialogo e a confirmacao conjunta do professor e dos alunos no ato comum de conhecer e reconheeer o objeto de estudo. Entao em vcz de transferir o eonhecimento, estaticamente, como se fosse posse fixa do professor; o dialogo requer uma aproximacao dinamica na aproximacao do objeto.
Entao e, na inter-relaeao que os alunos passam a adquirir uma aprendizagem eficaz e significativa, uma consciencia critica, ou seja, um importante passo para o exercicio de sua cidadania . Esta visao de avaliaeao despertaria no educador para a relaeao dialogica, buscando alternativas para estabelecer sua aproximaeao e descobrir diferentes maneiras
de lidar com o educando. Desse modo, o processo avaliativo apoia-se na relaeao professor-aluno, devendo o professor conscientizar-se de sua pratiea avaliativa e ficar atento a duvidas dos impasses e principalmente, estar aberto a essas possibilidades.
Esta caracteristica de avaliacao desponta como uma opcao para os educando audaciosos, humildes, profissionais do ensinar-aprender, como meio possivel de valorizaeao do educando enquanto um ser sedento de conhecimentos, mas que tambem traz suas proprias experiencias. Portanto, para a avaliaeao surgir como um desafio para os educadores, visto que transgredir algumas regras e praticas avaliativas e um desafio.
Atraves do dialogo e possivel estabelecer uma aproximaeao dinamica na aproximaeao do objeto ao inves de transferor de forma estatica, o eonhecimento. Seu objetivo e a tomada de consciencia do educador direcionando sua aeao avaliativa para as relaeoes dinamicas e dialogica no processo ensino-aprendizagem. Essas, deverao ser, acima de tudo um meio para confirmar o desenvolvimento do aluno o alcance dos objetivos estabelecidos pelos professores.
Na otica de Luckesi (2000, p. 106) "O ser humano e um ser que avalia, em todos os instantes de sua vida, dos mais simples aos mais complexos ele esta tomando posicao, manifestando-se como nao neutro". E importante salientar, que o educador e contribuinte do processo avaliativo. E preciso deixar bem claro que a avaliaeao e um instrumento valioso para acompanhar o desenvolvimento do educando, sem ela praticamente seria impossivel esse acompanhamento.
A avaliaeao mediadora, esta relacionada com a analise de toda e qualquer manifestacao de aprendizagem do aluno. O professor tern o papel mediador. Neste sentido o professor permite atraves de hipoteses formuladas pelo aluno, elaborar suas proprias solueoes, e ainda propicia uma aeao educativa.
A avaliaeao, enquanto mediaeao significa encontro, abertura ao dialogo, interacao. Uma trajetoria de eonhecimento percorrido num mesmo tempo e cenario por alunos e professores. Trajetos que se desencontram, por vezes, e se cruzam por outros, mas seguem em frente, na mesma direeao. Assim, Hoffmann (2003, p. 57, apud Macedo, 1993, p. 30) afirma:
As tarefas sao elemcntos essenciais para a observacao das hipoteses construidas pelos alunos ao longo do processo. Atraves delas, professores de todos os graus de ensino poderao estabelecer dialogo com os educandos, no sentido de debrucar-se sobre sua producao de eonhecimento para compreendcr em que momenta se eneontram e qual a dimensao do seu entendimcnto.
E portanto, e importante que se respeite o saber elaborado pelo aluno, espontaneo, partindo de acoes desencadeadoras de reflexoes sobre tal saber, desafiando o evoluir, encontrar novos e diferentes solueoes as tarefas sucessivamente apresentadas pelo professor. O caminho para a avaliacao mediadora nao pode ser outro senao a busca de significado para todas as dimensoes da relaeao entre educandos e educadores atraves de investigacao seria acerca das peculiaridades dos aprendizes. A visao de quern quer conhecer para promover e nao para classificar ou julgar; a certeza de que as incertezas sao multiplas em edueaeao porque se baseiam em relacoes humanas, de natureza qualitativa.
Para uma pratiea avaliativa mediadora, deve-se oportunizar os alunos muitos momentos para expressar suas ideias, oportunizar discussao a partir de situacoes desencadeadoras, realizar varias tarefas individuais, investindo teoricamente, procurando entender raz5es para as respostas apresentadas pelos estudantes ao inves do certo/errado e da atribuicao de pontos, fazer comentarios sobre as tarefas dos alunos, auxiliando-os a localizar as dificuidades, oferecendo-lhes oportunidades de descobrirem melhores solucao.
segundo Hoffmann (2003, p. 57, apud Macedo, 1993, p. 30)
Antes se tratava de saber bem (o professor), para transmitir ou avaliar certo. Agora se trata de saber bem para discutir com a crianca. para localizar na historia da eieneia o ponto correspondente ao seu pensamento para fazer perguntas "inteligentes", para formular hipoteses, para sistematizar quando necessario.
O importante e garantir a espontaneidade do aluno na realizacao das mais diversificadas tarefas em todos os momentos da escola. O educador deve valorizar efetivamente toda a producao do estudante, partindo de suas ideias ou dificuidades para o planejamento de novas acoes educativas, sendo assim, estara naturalmente tornando-o participante do processo. Hoffmann (2003, p. 58, apud. Rangel, 1992, p. 83), define:
E tempo de definir o papel do educador como mediador que dinamiza as troeas de acao entre o educando e o objeto do eonhecimento vistas a apropriaeao do saber pelo sujeito e o mediador entre a crianca e o seu grupo de iguais, viabilizando as trocas necessarias ao exercicio das cooperaeoes que sustentam o desenvolvimento das personalidades aulonomas no dominio eognitivo moral, social e afetivo.
A avaliacao mediadora, acontece quando se efetiva uma organizacao do ensino tornando os alunos produtores de conhecimentos, eapazes de interagirem, discutirem e resolverem problemas no grupo. Para Hoffmann (2003, p. 58-59):
Os trabalhos em grupo sao "gatilhos" para a reflexao de cada aluno, para o desenvolvimento do eonhecimento em sua perspectiva de compreensao. Oportunidades de defender pontes de vistas espontaneas expressao do seu •'vivido" [...], Assim, discussoes em grupos sao momentos que devem ser acompanhados pelo professor.
A avaliaeao mediadora exige a observaeao individual de cada aluno, atenta ao seu momento, no processo de construcao do eonhecimento, o que exige uma relaeao direta com ele a partir de muitas tarefas (orais ou escritas), interpretando-as, refletindo e investigando teoricamente razoes para solueoes apresentadas, em termos de estagios evolutivos do pensamento da area de eonhecimento em questao, das experiencias de vida do aluno. A pratiea tradicional coloca um ponto final a cada tarefa que o aluno faz. Mesmo que se de a aeao mediadora do professor, sob forma de explicaeoes, sugestao de novas leituras.
1.3 Funcoes da Avaliacao
A avaliaeao escolar apresenta tres funeoes: Pedagogico-Didatica, Diagnostica e de controle. Cada funeao e importante para o processo ensino-aprendizagem. Nesse sentido, l.ibanco (1994, p. 196-197) comenta:
O papel da avaliacao pedagogico-didatica e o cumprimento dos objetivos gerais e especificos da edueaeao escolar. A o se comprovar resultados do processo de ensino, evidencia-se ou nao o entendimenlo das finalidades sociais do ensino, de preparacjlo dos alunos para enfrentarem as exigencias da sociedade, de inseri-los no processo global de transformacao social. " .
A funeao diagnostica e a avaliaeao continua. O professor tern a oportunidade de observar o progresso de seu trabalho. Nesta eoncepeao, Libaneo (1994, p. 196-197) afirma:
[...] A avaliacao diagnostica ocorre no inicio, durante e no final do desenvolvimento de aulas ou unidades didaticas. [..-1, durante o processo de transmissao e assimilacao e feito o acompanhamento do progresso dos alunos, apreciando os resultados, corrigindo falhas, eselarecendo diividas,
cstimulando-os a continuarem trabalhando ate que alcancem resultados positivos.
A funcao controle se refere a seqiiencia das verificacoes dos resultados escolares possibilitando ao professor o diagnostico das situacoes didaticas e ocorre em um processo de interacao professor-aluno no decorrer das aulas, atraves das multiplas atividades, onde o professor pode avaliar a assimilacao dos conhecimentos, habilidades e capacidades mentais do educando. Como afirma Libaneo (2006, p. 197),
Ha um controle sistematico e eotidiano que ocorre no processo de interacao professor-aluno no decorrer das aulas, atraves de uma variedade de atividades, que permite ao professor observar como os alunos estao conduzindo-se na assimilacao de conhecimentos e habilidades e no desenvolvimento das capacidades mentais. Nesse caso. nao se deve qualilicar os resultados. O controle parcial e final se refere a verificacoes efetuadas durante o bimestre, no final do bimestre e no final do semestre ou ano, caso a escola exija o exame final.
As funcoes nao atuam de forma separada. Ha uma interdependencia, visto que o processo avaliativo escolar deve ser continuo em todos os aspectos.
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C A P I T U L O I I
Procedimentos metodologicos
A tematica Avaliacao Escolar: reflexoes teoricas sobre a avaliacao da aprendizagem,
foi desenvolvido atraves de um estudo com o objetivos de analisar e identiflcar as coneepeoes de avaliaeao e seus instrumentos utilizados pelos dgcentes. O universo desse estudo sera os docentes das series iniciais da Escola Estadual do Ensino Infantil e
Ensino Fundamental Jaime Meira Fontes, na cidade de Sousa - Paraiba.
O corpo docente e formado por 12 (dose) professores da pre-escola a 4a serie, sendo 7
(sete), com curso superior e 8 (oito) com curso pedagogico. A escola possui 250 (duzentos e cinqiienta) alunos matriculados nos dois turnos.
Quanto ao procedimento de estudo de carater expioratorio que seguindo Gonsalves (2001: p. 168), (...) exige do pesquisador um encontro mais direto. Nesse caso, o pesquisador precisa ir ao espaeo onde o fenomeno ocorre, ou ocorreu e reunir um conjunto de informaeoes a serem documentadas. Ou seja, este procedimento nos permitira uma primeira aproximaeao para com o problema, alem de no decorrer do trabalho nos proporcionar o eonhecimento da forma de pensar e agir dos docentes acerca da avaliaeao do ensino e por fim, fazer-nos refletir sobre esse processo realizado em sala de aula.
O questionario foi o instrumento de trabalho da pesquisa, o qual foi respondido pelos professores da escola acima citada, para efeito de esclarecimento. O mesmo foi composto por questoes abertas e fechadas onde foram coletadas informaeoes sobre o atual sistema de avaliaeao da escola, e a pratiea avaliativa adotada.
Segundo informaeoes coletadas atraves do questionario, os professores afirmaram que a avaliaeao escolar possibilita ao professor acompanhar se o aluno aprendeu determinado conteudo utilizando os metodos qualitativos e quantitativos. O metodo quantitative caracteriza-se pelo emprego da quantificaeao por meio de tecnicas estatisticas, desde as mais simples como: percentual, media, desvio-padrao, as mais complexas: coetlciente do correlaeao, analise de regressoes. Deixando clara nossa posieao em termos que nao sao os metodos quantitativos em si, os que produzem as injustieas sociais.
Quanto ao aspecto qualitativo deve estar presente informaeoes colhidas por estudos essencialmente qualitativos. Ou seja, e uma forma de observar ou medir a forma
comportamental dos alunos e assim, definir o processo avaliativo, como sendo uma pesquisa moderna que utiliza a dicotomia entre os estudo quantitativos e qualitativos, entre o ponto de vista "estatistico" e "nao-estatistico", neste sentido, a abordagem qualitativa de um problema, alem de ser uma forma do investigador justifica-se, sobretudo, por ser uma forma adequada para entender a natureza de um fenomeno social.
"Nesse processo avaliativo o professor avalia o aluno de forma continua para verificar os varios momentos do seu desenvolvimento. Convem lembrar que este tipo de avaliaeao exige demais do professor, ou seja, da mais trabalho na hora de avaliar o aluno. O estudo foi desenvolvido atraves de visitas sistematicas a escola, onde foram realizados estudos enfocando a visao de varios autores, atentos e preocupados com essa problematica, como tambem, propostas possiveis na dinamizacao da pratiea avaliativa.
As atividades foram desenvolvidas por meio de reunioes, estudos teoricos e debates com o proposito de refletir e despertar ideias a pratiea do processo avaliativo em busca de uma flexibilizacao e deseentralizaeao; organizando conteudos, metodologias e forma de avaliacao que subsidie aos educandos o desenvolvimento da capacidade de aprender. Nessas condicoes, tanto educadores como educandos, devem reconhecer o verdadeiro sentido da pratiea avaliativa, baseando-se numa perspectiva construtivista com funcao diagnostica sem prejuizos no processo ensino-aprendizagem.
Caracterizacao do estudo de campo
Com o intuito de obter informaeoes acerca do processo avaliativo, eseolhi como local do estudo, a Escola estadual de Edueaeao Infantil e Estudo Fundamental Jaime Meira Fontes, localizada a Rua Tenente Zuca n° 175 no bairro do Estreito, na cidade de Sousa - PB. A referida escola foi fundada no ano de 1991, pela professora Neudes Sarmento.
O quadro gestor e composto pela diretora Joana Isabel Neta da Silva, que desenvolve um trabalho em parceria com a comunidade, o que facilita o andamento dos educandos. Joana conta com a ajuda da sua vice-diretora Neusa Alves Alexandre e a colaboracao do corpo docente formado por 10 (dez) professores lecionando da pre-escola a quarta serie. Destes, 8 (oito) com curso superior (Pedagogia) e 2 (dois) com curso a nivel medio (Pedagogico).
A escola possui 250 (duzentos e cinquenta) alunos matriculados nos dois turnos, 01 (um) vigia, 01 (uma) secretaria e supervisora. Sua estrutura fisica e formada por 01 (uma) sala de diretoria, 01 (uma) secretaria, 3 (tres) banheiros, 5 (cinco) salas de aula, 01 (uma) sala de professores, 01 (uma) cantina e 01 (um) patio, onde acontecem as aulas recreativas e reunioes.
A escola funciona com muito empenho e dedicacao. Alem das turmas de Ensino Infantil e Fundamental, a escola trabalha com 2 (duas) turma no "Projeto Aceleracao", com a participacao e a colaboracao de boa equipe de professores, supervisora e auxiliares. A escola conta ainda com o conselho escolar. Possui tambem varios alunos que fazem parte de projetos na FUNDAC (Fundae&o de Assistencia a crianca), onde os mesmos estudam em um turno e trabalham em outro, dignificando assim sua vida.
O objetivo principal da referida escola e preparar o educando para a realidade da vida, buscando e primando pelo aprimoramento da edueaeao, mostrando que o ser humano tern que buscar seus valores, sem esquecer sua cultura, almejando sempre o eonhecimento para enfim alcancar a sobrevivencia. A instituicao e aberta ao circulo de "Pais e Mestres" atraves de reunioes realizadas a cada bimestre, aproximando assim mais ainda, familia e escola, por sentir que ambas necessitam esta de maos dadas para buscarem solucionar problemas encontrados, elaborar projetos e novas perspectivas a comunidade e acima de tudo para formar cidadaos conscientes de seus direitos e deveres perante a sociedade, buscando desta forma, o sucesso do educando.
Capitulo I I I
Analise dos Dados
A coleta de dados foi realizada atraves do conjunto de observacoes acerca do processo avaliativo escolar, com os professores da escola "Jaime Meira Pontes" - Sousa - PB. Na escola, pude perceber que a avaliaeao tern sido um instrumento de grande importancia para o processo ensino-aprendizagem, no sentido de diagnosticar dificuidades e avancos do educando.
Em relaeao a idade dos docentes, observa-se que 80% dos mesmos, atinge uma faixa etaria entre os 45 e 46 anos e 20% possui a idade de 59 anos. Observando que todos sao do sexo feminino, mostrando assim, que o ensino infantil tern quase por unanimidade a presenea feminina no cotidiano da sala de aula. Certamente isso acontece por varios fatores como a propria formaeao psicologica da mulher; um ser por vocaeao mais carinhoso, dedicado, sensivel, e levando em conta tambem, o proprio espfrito maternal, existente na presenea feminina.
Diante dos dados coletados, identifiquei o tempo de magisterio, onde 40% tern ate 12 (dose) anos, 20% tern 17 (dezessete)anos, 20% tem 18 (dezoito) e 20% possui ate seis anos de atuaeao como docente. Durante a realizaeao da coleta de dados pude perceber que 100% possuem curso superior, ou estao cursando, nestes, 80% sao graduados em Pedagogia, 20% em Licenciatura Plena em Geografia ainda em curso.
No que diz respeito ao ato de avaliar, todas sao unanimes em afirmar que gostam de avaliar, pois e no processo avaliativo que detectam as dificuidades, veriftcam o desempenho e interesse dos alunos, e tambem, medem os conhecimentos adquiridos por eles.
Conforme a fala das docentes, todas relatam que professores e alunos participam ativamente do processo avaliativo, a fim de adquirir uma aprendizagem mais eficaz e significativa, ou seja, uma consciencia critica que impulsiona para o exercicio da cidadania. Analisando o memento do planejamento sobre o ato de avaliar, todas as docentes participam desse espaeo, mas, a maioria enfrenta dificuidades para avaliar seus
alunos, visto que ha grande falta de interesse e estimulo dos proprios alunos na participacao ativa durante as aulas.
Referente aos instrumentos ou meios que os professores utilizam para avaliar seus alunos, 20% responderam que utilizam a analise do processo individual dos alunos nas atividades diarias e 80% dos docentes responderam que a prova escrita, a observacao e trabalhos em equipes sao indispensaveis nesse processo e que sem eles, o ato de avaliar tornava-se vago ou sem sentido.
Em geral, na visao dos mesmos, a avaliacao e um processo que serve como subsidio para o professor observar as dificuidades do aluno e, a partir dessas observacSes, o professor pode melhorar sua pratiea de ensino, proporcionando-os uma aprendizagem de qualidade. Seria bom que a pratiea de ensino na realidade funcionasse assim; buscando a melhoria, porem, esta realidade e bem contraditoria, pois nao basta diversificar os instrumentos avaliativos para se ter um ensino-aprendizagem eficiente, mas principalmente, tentar mudar a eoncepeao sobre a complexidade do processo avaliativo para alguns docentes.
Percebi que 50% das docentes, ao avaliar seus alunos observam o dominio da aprendizagem e a participacao como um dos aspectos fundamentals ao ato de avaliar, e, 50% do numero de docentes entrevistados analisam a assiduidade, o interesse, o comportamento e ate a criatividade como fatores que tambem influenciam na avaliacao. Um docente enfatiza: "Procure sempre respeitar e aproveitar o que diz os alunos".
Todos os docentes utilizam em suas praticas avaliativas, o processo de revisao de conteudos antes de avalia-los, pois so assim, verifica se realmente houve ensino-aprendizagem. Nas discussoes, percebe-se que as docentes quando vao iniciar um conteudo procuram conversar com seu alunos para ver o que ja sabem a respeito daquele tenia. Uma outra docente questiona: "Muitas vezes planejo tal conteudo para aquela determinada aula e na sala sempre mudo algo".
Quanto ao conceito de avaliacao 50% das docentes entendem a avaliacao como um processo continuo e 50% diz ser um metodo pelo qual verifica-se o desempenho dos alunos sobre o processo ensino-aprendizagem. A avaliacao e um processo que requer reflexao e preocupacao teorica. Sobre o momento da recuperacao, 50% das docentes relataram que a melhor hora para se trabalhar a recuperacao do processo avaliativo, e sempre apos o termino de cada conteudo trabalhado, ou apos o final do semestre.
Assirn, o aluno adquire um maior nfvel de eonhecimento em relaeao aos conteudos e um desenvolvimento significative na aprendizagem.
A avaliaeao deve ser utilizada com o carater educativo que proporcione a construcao do eonhecimento e nao con/carater punitive A avaliaeao e hoje, um tema que tern ocupado bastante espaeo nas discussoes dos profissionais na area da edueaeao, na busca de um melhor entendimento e pratiea dessa aeao. Entao, um dos principals objetivos da avaliaeao em si e favorecer a aprendizagem, corrigir as deficiencias nela contidas e verificar se os objetivos elaborados forma realmente atingidos.
Neste contexto, Sant'Anna (1995, p. 7) enfatiza:
A avaliacao escolar e o termometro que permite confirmar o estado em que se encorttra os elemenlos envolvidos no contexto. Bla tern um papel altamente significativo na edueaeao, tanto que nos arriscamos a dizer que a avaliacao e alma do processo educacional.
Avaliar implica numa interaeao plena com algo desejado para assumf-la ou rejeita-la. Percebi, ainda em contato com os professor que o fenomeno avaliaeao e hoje uma questao confusa. Professores e alunos atribuem diferentes significados relacionados principalmente aos elementos constituintes da pratiea avaliativa tradicional, como sendo, provas, notas, conceitos boletim, recuperaeao, reprovaeao (...).
Visto dessa forma, a maioria dos docentes acham que a eoncepeao de avaliaeao marca a trajetoria de alunos e professores, ate entao, e a que define essa aeao como julgamento de valores dos resultados alcaneados, ou estabelece uma comparaeao do que
Capitulo I V
Atividades realizadas com os docentes, diretora e supervisora
Com o objetivo de compreender como se da o atendimento dos docentes sobre a avaliaeao da aprendizagem, realizamos o 1° encontro com a participaeao dos docentes, da supervisora e a diretora, onde estudamos o texto "as multiplas dimensoes do olhar avaliativo".
A tematica "Avaliaeao da aprendizagem escolar" significa, na minha visao, um processo abrangente; utilizar a avaliaeao como instrumento de trabalho para o desenvolvimento do educando, requer que ela nao seja encarada ou interpretada pelo educador como um momenta estatico, mas sim, como um momenta de acompanhar o desenvolvimento do aluno de forma a ajudar a superar eventuais dificuidades.
E importante o professor definir a sua pratiea pedagogica para que ela nao seja um mero fazer. Assim, a avaliaeao subsidia o educador para uma reflexao continua sobre a sua pratiea docente. Ao me propor estudar este tema junto com os docentes, fiquei muito satisfeita com a disponibilidade dos mesmos.
No primeiro momenta com o grupo, ficou nitida a participaeao e o interesse em participar e expor suas coneepeoes acerca do processo avaliativo e em especial, sobre a importancia desse estudo para a escola.
Foi possivel entao, perceber que cada professor continha informaeoes diferentes a respeito das avaliaeao escolar. No decorrer do encontro com os docentes, enfocando o processo avaliativo, apresentei o texto: "O Joao de barro", de Hamilton Werneck, que trata de uma das caracteristicas relacionadas a avaliaeao, onde uma das docentes questiona: "A gente vive procurando fazer sempre o melhor para os alunos, mas, nao temos a ajuda necessaria, na maioria das vezes, nem deles nem dos pais, mas eu nao desisto".
Com base nessas afirmaeoes vimos que para a docente, o seu trabalho e buscar fazer sempre o melhor para os educandos, promovendo assim o desenvolvimento.
f.
favorecendo a aprendizagem, localizando as dificuidades e necessidades dos mesmos com a ajuda de duas instituigoes indispensaveis: a famflia e o governo.
Outra docente reiata: "Eu como professora tenho o dever de diagnosticar o desempenho dos meus alunos nas diversas praticas escolares, para desencadear a construcao da sua experiencia de vida".
Na pratiea, a realidade e outra, a avaliaeao em si e praticada de forma tradicional. Quando uma professora diz: "Avaliar e atribuir media ao eonhecimento do aluno, serve somente para constatar e entregar as notas a secretaria". Na visao do docente o ato de avaliar se resume apenas na atribuicao de notas e medias que expressem aprendizagem bem ou mal sucedida.
Para a outra professora: "A pratiea avaliativa continua sendo a mesma, conservadora e tradicional com aquele cunho de apenas constatar e nao intervir para mudar". A partir do comentario da docente o conceito de avaliaeao continua sendo feito de uma forma estatica de carater classificatorio, visando apenas os elementos constituintes de uma pratiea avaliativa tradicional: provas notas, conceitos e boletim.
Visto que, nao saber avaliar quando se tem todo um eonhecimento acerca da tematica trabalhada e preocupante, principalmente quando envolve o passar de uma serie para outra, ou seja, a maior preocupaeao na verdade sao as notas, os conteudos. Existe na realidade uma grande dificuldade em tornar a avaliaeao uma pratiea significativa ao processo ensino-aprendizagem.
E preciso deixar bem elaro que para o educador mudar e dificil, mas como educadores conscientes da nossa verdadeira pratiea avaliativa e preciso e urgente, principalmente enfatizar que a teoria e pratiea caminham juntas, uma nao anda sem a outra.
Enfim, acredito que como profissionais e educadores que somos, devemos valorizar o desenvolvimento e fonnaeao humana. Devemos tambem pensar e caminhar para uma
edueaeao em que o eonhecimento seja mediati/ado pelo dialogo entre educador e educando. "'De fato, uma pratiea pedagogica sadia e aquela que tern por base a alianca entre educador e educando". (LUCKESI, 2001, p. 46).
Realizamos o debate sobre as caracten'sticas da avaliaeao com reflexoes quanto a questao de muitos educadores que ainda insistem na pratiea tradicional, deixando assim de ser um mediador do eonhecimento.
Um dos participantes declarou: "Vejo que o dialogo entre o professor e o os alunos e muito importante e que tambem as respostas dos mesmos possibilitam perceber as necessidades individuals". Diante disso, Romao (1998), afirma que a avaliaeao deixa de ser um processo de cobraneas, deve ser encarado como um momenta de transformaeao e aprendizagem.
Continuando o debate, outro professor falou: "Muitas vezes planejo (tal) conteudo para determinada aula e na sala sempre termino mudando algo. Diante dessa allrmaeao podemos concluir que o planejamento e algo flexivel. Romao (1998), afirma que na avaliaeao cidada, a preocupaeao maior dever esta inserida no verdadeiro planejamento educacional, aponta dois problemas que devem seu superados: a discriminaeao dos pais e alunos e a historizaeao positivista dos componentes curriculares.
Mediante o comentario de uma das docentes: "A avaliaeao aplicada deveria motivar mais os alunos. Agente deve acreditar mais neles e da mais liberdade para expressar o que sabem". Sabemos que a avaliaeao e um processo que tern como finalidade diagnosticar as dificuidades para depois serem trabalhadas. Romao (1998) comenta:
A avaliacao da aprendizagem deve ter sempre uma finalidade
exclusivamente diagnostica, ou seja, ela se volta para o levantamento das
dificuidades dos discentes, com vistas a correcao de rumos, a
reformulacao de procedimentos didatico-padagogicos, ou ate mesmo, de
objetivos e metas.
Ao encerrar este encontro vi que cada participante tern dentro de si o desejo de fazer o melhor e estao a cada dia buscando o aperfeieoamento de sua aeao pedagogica.
Iniciamos outro encontro com o texto reflexivo *'() macaco", onde o autor Hamilton Werneck confronta a imagem do professor a uma das caracten'sticas da avaliaeao. Houve a leitura do texto, cada participante do encontro deu a sua opiniao. Uma das docentes fez o seguinte comentario: "Eu acho que o professor sempre deve ajudar os
seus alunos a desenvoiver suas capacidades e habilidades sem que venha a denegrir a imagem do educando".
Logo apos este primeiro momento, comecou a discussao sobre o tema proposto: "Algumas definicoes do conceito de avaliaeao", segundo a visao dos autores: Sarabbi, Bloom, Hoffmann, Luckesi e Melchior. Cada participante apresentou a sua opiniao sobre a visao de avaliaeao que cada autor citado acima reflete. O primeiro eomentou: "A avaliaeao nao e so de alunos, mas e tambem do professor. Quando meus alunos estao lendo eu me sinto muito gratificado e me realize com a minha turma.
Sobre este pensamento Bloom afirma que o desenvolvimento profissional do educador, vai depender de sua habilidade em garantir evidencias de avaliaeao, que envolve, informaedes e materials, no intuito de sempre melhorar seu ensino, e o que e mais importante, a aprendizagem dos alunos.
Em seguida outro professor disse que "Com a avaliaeao os professores e alunos serao capazes de tanto agir como refletir sua pratiea". Diante disso, Hoffmann (1993) afirma que a avaliaeao e um movimento que se refere a propria aeao e reflexao.
Continuando os debates, um dos participantes destaca que a avaliaeao precisa trabalhar a individualidade do aluno, "a prova nao mede eonhecimento". Hoffmann (1993), em um de seus conceitos diz que a avaliaeao mediadora exige a observaeao direcionada individualmente a cada aluno, devendo-se esta atento ao processo de construcao do eonhecimento.
Prosseguindo nosso trabalho, sempre em clima de muita participaeao e entusiasmo. outra professora fez o seguinte comentario: "A avaliaeao e uma relaeao entre professor e aluno muito presente; e uma troca". Hoffmann (1993), fala que o processo avaliativo, enquanto uma relaeao dialogica, concebe o eonhecimento como apropriaeao do saber pelo educando e pelo educador, utiliza o termo "aeao - reflexao - aeao".
Concluindo o debate, outro professor destaca que a avaliacao serve como um meio para mediar a compreensao. Luckesi (1997), apresenta o conceito de que a avaliacao devera ser assumida como um instrumento para a compreensao do estagio de aprendizagem em que o aluno esta vivenciando, tendo por objetivo central, a tomada de decisoes, que sejam satisfatorias ao processo de aprendizagem do mesmo. Os debates sobre os conceitos de avaliaeao possibilitaram a cada professor o repensar sobre sua pratiea avaliativa.
Ao realizarmos o estudo do texto "As principals caracten'sticas da avaliaeao" os docentes tiveram um previo eonhecimento sobre algumas caracten'sticas da avaliaeao, entre elas, a classificatoria, dialogica e diagnostica, fazendo uma leitura silenciosa e logo em seguida uma leitura oral pelos docentes, enfim, uma reflexao sobre o texto.
Diante desta reflexao feita, uma docente falou: "Jamais colocaria em minha pratiea a avaliaeao classificatoria, pois de certo modo, e um instrumento do tipo autoritario, vi que as vezes, possibilita o acesso a uns e aprofundamento a outros. Entao, vista assim, a caracteristica classificatoria enfatiza o existente, o produto. Luckesi (2000, p. 76), afirma: "No cotidiano escolar a unica decisao que se tern tornado sobre o aluno tern sido a de classifica-lo num determinado nivel de aprendizagem, a partir de meneoes, sejam elas em notaeoes numericas ou em notaeoes verbais".
A avaliaeao diagnostica, e compreendida como um processo continuo e paralelo ao processo ensino-aprendizagem. Luckesi (2000, p. 43), explica:
Ha muito tempo se vem demonstrando que so com boas intencoes, nao se
modifica o mundo, muito menos ele sera transformado por esta via idealista.
I'eoria e pratiea, apesar de serem abstratamente distinguiveis, formam uma unidade nacao para a transformacao [...]. A avaliacao educacional escolar como instrumento de classifieacao, nao serve em nada para a transformacao.
Uma outra docente confirmou que concorda plenamente com Romao (1998), quando diz que a avaliaeao da aprendizagem deve ter uma finalidade exclusivamente diagnostica, em outras palavras, se volta para o levantamento das dificuidades
especificas de cada aluno, tendo em vista, a tomada de decisoes, que venham de encontro com na necessidades reais da aprendizagem dos mesmos.
Analisando de acordo com essa visao, diagnostiearemos sempre o "problema" ou melhor, localizaremos as dificuidades do aluno para podermos enfim, reformular os objetivos.
Discutindo a avaliacao dialogica ou cidada, uma docente afirma: o importante e ver a forma como o aluno constroi o eonhecimento. So assim o desempenho real do aluno e analisado, deve ser considerada tanto a avaliacao "auto, interna, diagnostica, qualitativa e em condicoes pessoais", como a avaliaeao "hetero, externa, quantitativa e referenciada em padroes sociais".
Outra docente diz: "A avaliaeao nao deve ser um momenta so de cobranea, mas que essa cobranea tambem se transforme em aprendizagem. Portanto a avaliaeao deixa de ser um processo punitivo passa a ser um momenta de reflexao ao aprendizado".
Os docentes apresentaram pontos essenciais qeu servem para auxiliar aeao didatica. E um dos docentes, a respeito das funeoes avaliativas destacou um dos pontos que Ihe chamou a ateneao nesse texto. Na pratiea escolar cotidiana, a funeao de diagnostico e mais importante porque e a que possibilita a avaliaeao do cumprimento da funeao pedagogico-didatica.
Um dos docentes fala: "Chego a conclusao que as funeoes da avaliaeao nos leva a dois caminhos; diagnosticar e classificar". Um outro docente fa/ o seguinte relato: "Vejo que uma funeao nao pode caminhar sem a outra; isso e muito importante". Nesse contexto Libaneo (1994, pp. 196-197), afirma: "Essas funeoes atuam de forma interdependente, nao podendo ser consideradas isoladamente".
Frente as discussoes uma docente enfatizou que foi muito importante essa oportunidade de estudar as funeoes avaliativas no nosso dia-a-dia, porque ate entao, eu
nao havia despertado para a importancia das mesmas. Todos os participantes safram empolgados com o estudo do texto e convictos que todo educador precisa entender que a avaliacao e um processo complexo, mas necessario para aprimorar o processo ensino-aprendizagem. Como afirma Sanf Anna (1995, p. 36)
A importancia da avaliacao, bem como seus procedimentos, tern variado no decorrer dos tempos, sofrendo a influencia das tendencias de valorizacao que se acentuam em cada epoca, em decorrencia dos desenvolvimentos da Ciencia e da tecnologia.
Debatemos inicialmente o texto: "O significado dos registros" de Jussara Hoffmann, onde os professores expressaram suas dificuidades eneontradas no assunto exposto. Todos foram unanimes em dizer que os registros refletem nao so a visao do professor em relaeao Ao aluno, mas tambem a propria aeao pedagogica do professor.
Ha uma preocupacao geral dos docentes em saber se estao agindo certo ou errado. Um dos educadores afirma que da ate do na consciencia quando vai fazer os registros: "sera que esse aluno cometeu esse erro, por querer cometer? Como estava psicologicamente este aluno quando deixou de fazer certa tarefa? E quando agride um colega?" Comentou outra educadora.
Uma professora diz que a autora Jussara Hoffmann aponta os erros, mas nao mostra um caminho possivel para a correta realizacao dos registros. Hoffmann (2001, p. 140), coloca que
O processo de atribuicao de notas e cientificamente comprovado em sua faiibilidade, assim como uma avaliacao classificatoria e comprovadamente exeludente. Precisamos, frente a novas coneepeoes avaliativas e pedagogicas diferenciadas, dar-lhes o credito de experiencias em
eonstrucao, confiantes em seu carater humanizador e etico.
Como podemos fazer registros que sejam humanizados e eticos? Perguntou outro docente. Hoffmann (2001), diz que nada em avaliacao vai servir como regra geral, em outras palavras nao existem "receitas prontas", em termos de procedimentos.
Todos foram conscientes de que os estudiosos do assunto nao deveriam apontar somente os erros, mas poderiam indicar caminhos concretes para resolve-los ou ameniza-los. Eles deixam tudo na "subjetividade" afirmou outro.
Em educagao cada situaeao se apresenta de forma diferente e exige uma solueao diferenciada, pois nao existe regrar infaliveis para com a edueaeao.
Prosseguindo os debates, a supervisora disse: "Desde a pre-escola, o aluno deve ser trabalhado tambem na escrita, pois quando chega na primeira serie vem acostumado so em pintar, desenhar, colar.
Sentimos a preocupacao dessa educadora, mas a crianca na pre-escola nao pode fazer diferente porque cada serie e um processo e portanto, nesta etapa, ja se pode comeear o incentivo a escrita, nao esquecendo das especificidades das criancas deste nivel de ensino.
A professora C usou a palavra e comentou; "Sentimos muita dificuldade em trabalhar esses instrumentos de verifieaeao. pois o aluno nao tern interesse e, na maioria das vezes nao quer nada".
Compreendemos que assim como o professor, o aluno necessita ser estimulado a todo instante para que ele possa crescer. Na visao de Luckesi (1997, p. 32), "A avaliaeao educacional devera manifestar-se como um mecanismo de diagnostico da edueaeao tendo em vista o avaneo e o crescimento e nao a estagnaeao disciplinadora".
Ao concluir o encontro, cada participante agradeceu a oportunidade de ter participado desses encontros, enquanto espaeo de enriquecimento e aplicaeao dos conhecimentos referentes ao tenia estudado.
Prosseguindo as atividades do estagio, estudamos "Avaliaeao Escolar -Responsabilidade" de Maria Celina Melchior. No inicio do encontro fizemos a leitura do texto e em seguida, cada participante fez seu comentario sobre cada paragrafo. Uma das professoras comentou: "Avaliar todo o processo e nao so o aluno". Sobre este comentario diz Libaneo (1994, p. 203). "A avaliaeao escolar portanto envolve a objetividade e a subjetividade tanto em relaeao ao professor como aos alunos".
A avaliaeao e um processo continue) que envolve o aluno e o professor, pois ha uma relaeao intrinseca entre am bos.
Outro docente falou: "A avaliaeao individual e a melhor". Ainda para Libaneo (1994, p. 103). " A avaliaeao escolar e um processo continue) que deve ocorrer nos mais diferentes momentos de trabalho".
Um docente disse: "falta o compromisso da familia e recursos didaticos". Todos acharam que essa docente tinha razao, pois a instituicao familiar esta em crise, deixando ate certo ponto o seu papel para que a escola realize. Por isso a escola esta passando por alguns problemas, visto que a escola nao pode substituir as famflias.
No ultimo encontro debatemos o texto "Instrumento de Verifieaeao do Rendimento escolar". O debate foi muito polemico, mas bem interessante; houve muito interesse de todos os participantes, pois e o tema do dia a dia de cada professor. Ao iniciar as discussoes do texto, a professora A, afirmou: "Eu valorizo a avaliaeao qualitativa porque ajuda o aluno a ser responsavel".
Podemos constatar que o processo de avaliaeao inclui instrumentos e procedimentos diversificados. A avaliaeao qualitativa e muito importante, mas deve vir acompanhada tambem da quantitativa. O professor B eoloca: "A prova dissertativa e dificil de ser desenvolvida porque o aluno nao quer raciocinar. Ele tern preguiea".
Vimos entao, que para evitar as dificuidades com o tipo de prova dissertativa e necessario haver metodos atraves de exereicios que superem as dificuidades. Libaneo (2006, p. 205), aponta que,
|'...] se durante as aulas nao foi empregada uma metodologia adequada para os alunos se expressarem corretamente, fazerem relacocs entre fatos, coisas e ideias, exereicios praticos c etc, uma avaliacao deste tipo sera inutil.
Prosseguindo os debates, a supervisora disse: "Desde a pre-escola, o aluno deve ser trabalhado tambem na escrita, pois quando chega na primeira serie vem acostumado so em pintar, desenhar, colar.
Sentimos a preocupaeao dessa educadora, mas a crianea na pre-escola nao pode fazer diferente porque cada serie e um processo e portanto, nesta etapa, ja se pode comeear o incentive a escrita, nao esquecendo das especifieidades das crianeas deste nivel de ensino.
A professora C usou a palavra e comentou; "Sentimos muita dificuIdade em trabalhar esses instrumentos de verifieaeao, pois o aluno nao tern interesse e, na maioria das vezes nao quer nada".
Compreendemos que assim como o professor, o aluno necessita ser estimulado a todo instante para que ele possa crescer. Na visao de Luckesi (1997, p. 32), "A avaliacao educacional devera manifestar-se como um mecanismo de diagnostico da edueaeao tendo em vista o avanco e o crescimento e nao a estagnacao disciplinadora".
Ao coneluir o encontro, cada participante agradeceu a oportunidade de ter participado desses encontros, enquanto espaco de enriquecimento e aplicaeao dos conhecimentos referentes ao tema estudado.