• Nenhum resultado encontrado

AULA 6 AS MEDIUNIDADE RESPONSÁVEL II

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "AULA 6 AS MEDIUNIDADE RESPONSÁVEL II"

Copied!
61
0
0

Texto

(1)

CURSO

AS REUNIÕES

MEDIÚNICAS E OS

VÁRIOS TIPOS DE

(2)

AULA 6

AS MEDIUNIDADE

RESPONSÁVEL II

(3)

CATEGORIAS

DE MÉDIUNS

(4)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

O Livro dos Médiuns – capítulo XVI –

Espécies comuns a todos os gêneros

de mediunidade

Médiuns sensitivos: pessoas

suscetíveis de sentir a presença dos

Espíritos, por uma impressão geral ou

local, vaga ou material. A maioria

dessas pessoas distingue os Espíritos

bons dos maus, pela natureza da

(5)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

Médiuns naturais ou inconscientes: os que

produzem espontaneamente os fenômenos,

sem intervenção da própria vontade e, as

mais das vezes, à sua revelia.

Médiuns facultativos ou voluntários: os que

têm o poder de provocar os fenômenos por

ato da própria vontade. “Qualquer que seja

essa vontade, eles nada podem, se os

Espíritos se recusam, o que prova a

intervenção de uma força estranha.”

(6)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

Médiuns feitos ou formados:

aqueles cujas faculdades

mediúnicas estão

completamente desenvolvidas,

que transmitem as

comunicações com facilidade e

presteza, sem hesitação.

(7)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

Médiuns experimentados: a facilidade de

execução é uma questão de hábito e que muitas vezes se adquire em pouco tempo, enquanto que a experiência resulta de um

estudo sério de todas as dificuldades que se apresentam na prática do Espiritismo. A

experiência dá ao médium o tato necessário para apreciar a natureza dos Espíritos que se manifestam, para lhes apreciar as qualidades boas ou más, pelos mais minuciosos sinais, para distinguir o embuste dos Espíritos

zombeteiros, que se acobertam com as aparências da verdade.

(8)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

“Facilmente se compreende a importância

desta qualidade, sem a qual todas as

outras ficam destituídas de real utilidade.

O mal é que muitos médiuns confundem a

experiência, fruto do estudo, com a

aptidão, produto da organização física.

Julgam-se mestres, porque escrevem com

facilidade; repelem todos os conselhos e

se tornam presas de Espíritos mentirosos

e hipócritas, que os captam,

lisonjeando-lhes o orgulho.”

(9)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

Médiuns positivos: suas

comunicações têm,

geralmente, um cunho de

nitidez e precisão, que muito

se presta às minúcias

circunstanciadas, aos

(10)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

Médiuns imperfeitos

Médiuns obsidiados: os que não

podem desembaraçar-se de Espíritos

importunos e enganadores, mas não se

iludem.

Médiuns fascinados: os que são

iludidos por Espíritos enganadores e

se iludem sobre a natureza das

(11)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

Médiuns subjugados: os que

sofrem uma dominação moral e,

muitas vezes, material da parte de

maus Espíritos.

Médiuns levianos: os que não

tomam a sério suas faculdades e

delas só se servem por

(12)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

Médiuns indiferentes: os que nenhum

proveito moral tiram das instruções

que obtêm e em nada modificam o

proceder e os hábitos.

Médiuns presunçosos: os que têm a

pretensão de se acharem em relação

somente com Espíritos superiores.

Crêem-se infalíveis e consideram

inferior e errôneo tudo o que deles não

provenha.

(13)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

Médiuns orgulhosos: os que se

envaidecem das comunicações

que lhes são dadas; julgam que

nada mais têm que aprender no

Espiritismo e não tomam para si as

lições que recebem

freqüentemente dos Espíritos. Não

se contentam com as faculdades

(14)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

Médiuns suscetíveis: variedade dos

médiuns orgulhosos, suscetibilizam-se

com as críticas de que sejam objeto suas

comunicações; zangam-se com a menor

contradição e, se mostram o que obtêm,

é para que seja admirado e não para que

se lhes dê um parecer. Geralmente,

tomam aversão às pessoas que os não

aplaudem sem restrições e fogem das

reuniões onde não possam impor-se e

dominar.

(15)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

“Deixai que se vão pavonear

algures e procurar ouvidos

mais complacentes, ou que

se isolem; nada perdem as

reuniões que da presença

deles ficam privadas.”

(16)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

Médiuns mercenários: os que

exploram suas faculdades.

Médiuns ambiciosos: os que,

embora não mercadejem com

as faculdades que possuem,

esperam tirar delas quaisquer

vantagens.

(17)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

Bons médiuns

Médiuns sérios: os que unicamente

para o bem se servem de suas

faculdades e para fins

verdadeiramente úteis. Acreditam

profaná-las, utilizando-se delas

para satisfação de curiosos e de

indiferentes, ou para futilidades.

(18)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

Médiuns modestos: os que

nenhum reclamo fazem das

comunicações que recebem, por

mais belas que sejam.

Consideram-se estranhos a elas e não Consideram-se

julgam ao abrigo das mistificações.

Longe de evitarem as opiniões

(19)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

Médiuns devotados: os que

compreendem que o verdadeiro

médium tem uma missão a

cumprir e deve, quando

necessário, sacrificar gostos,

hábitos, prazeres, tempo e

mesmo interesses materiais ao

bem dos outros.

(20)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

Médiuns seguros: os que, além da

facilidade de execução, merecem toda a

confiança, pelo próprio caráter, pela

natureza elevada dos Espíritos que os

assistem; os que, portanto, menos

expostos se acham a ser iludidos.

Veremos mais tarde que esta segurança

de modo algum depende dos nomes mais

ou menos respeitáveis com que os

(21)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

“É incontestável, bem o sentis, que,

epilogando assim as qualidades e os

defeitos dos médiuns, isto suscitará

contrariedades e até a animosidade de

alguns; mas, que importa? A

mediunidade se espalha cada vez mais e

o médium que levasse a mal estas

reflexões, apenas uma coisa provaria:

que não é bom médium, isto é, que tem a

assisti-lo Espíritos maus.

(22)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

“Ao demais, como já eu disse, tudo isto será passageiro e os maus médiuns, os que

abusam, ou usam mal de suas faculdades, experimentarão tristes conseqüências,

conforme já se tem dado com alguns.

Aprenderão à sua custa o que resulta de aplicarem, no interesse de suas paixões

terrenas, um dom que Deus lhes outorgara

unicamente para o adiantamento moral deles. Se os não puderdes reconduzir ao bom

caminho, lamentai-os, porquanto, posso dizê-lo, Deus os reprova.” - (ERASTO.)

(23)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

“Este quadro é de grande importância, não

só para os médiuns sinceros que, lendo-o,

procurarem de boa-fé preservar-se dos

escolhos a que estão expostos, mas

também para todos os que se servem dos

médiuns, porque lhes dará a medida do que

podem racionalmente esperar. Ele deverá

estar constantemente sob as vistas de todo

aquele que se ocupa de manifestações, do

mesmo modo que a escala espírita, a que

serve de complemento.

(24)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

“Esses dois quadros reúnem

todos os princípios da

Doutrina e contribuirão, mais

do que o supondes, para

trazer o Espiritismo ao

verdadeiro caminho.”

(SÓCRATES.)

(25)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

“Todas estas variedades de médiuns

apresentam uma infinidade de graus em sua

intensidade. Muitas há que, a bem dizer,

apenas constituem matizes, mas que, nem

por isso, deixam de ser efeito de aptidões

especiais. Concebe-se que há de ser muito

raro esteja a faculdade de um médium

rigorosamente circunscrita a um só gênero.

Um médium pode, sem dúvida, ter muitas

aptidões, havendo, porém, sempre uma

dominante.

(26)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

“Ao cultivo dessa é que, se for útil, deve

ele aplicar-se. Em erro grave incorre

quem queira forçar de todo modo o

desenvolvimento de uma faculdade que

não possua. Deve a pessoa cultivar todas

aquelas de que reconheça possuir os

gérmens. Procurar ter as outras é, acima

de tudo, perder tempo e, em segundo

lugar, perder talvez, enfraquecer com

certeza, as de que seja dotado.”

(27)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

“Quando existe o princípio, o gérmen de

uma faculdade, esta se manifesta sempre

por sinais inequívocos. Limitando-se à

sua especialidade, pode o médium

tornar-se excelente e obter grandes e

belas coisas; ocupando-se de todo, nada

de bom obterá. Notai, de passagem, que

o desejo de ampliar indefinidamente o

âmbito de suas faculdades é uma

pretensão orgulhosa, que os Espíritos

nunca deixam impune.

(28)

CATEGORIAS DE MÉDIUNS

“Os bons abandonam o presunçoso, que

se torna então joguete dos mentirosos.

Infelizmente, não é raro verem-se

médiuns que, não contentes com os dons

que receberam, aspiram, por

amor-próprio, ou ambição, a possuir

faculdades excepcionais, capazes de os

tornarem notados. Essa pretensão lhes

tira a qualidade mais preciosa: a de

(29)

A

(30)

A PSICOGRAFIA

O Livro dos Médiuns – Allan Kardec – capítulos XV, XVI e XIX – “Médiuns

escreventes mecânicos: aqueles cuja mão

recebe um impulso involuntário e que

nenhuma consciência têm do que escrevem. Muito raros.

“Quando atua diretamente sobre a mão, o Espírito lhe dá uma impulsão de todo

independente da vontade deste último. Ela se move sem interrupção e sem embargo do

médium, enquanto o Espírito tem alguma coisa que dizer, e pára, assim ele acaba.

(31)

A PSICOGRAFIA

“Nesta circunstância, o que caracteriza

o fenômeno é que o médium não tem a

menor consciência do que escreve.

Quando se dá, no caso, a

inconsciência absoluta; têm-se os

médiuns chamados passivos ou

mecânicos. E preciosa esta faculdade,

por não permitir dúvida alguma sobre a

independência do pensamento daquele

que escreve.”

(32)

A PSICOGRAFIA

Médiuns semimecânicos: aqueles cuja

mão se move involuntariamente, mas que

têm, instantaneamente, consciência das

palavras ou das frases, à medida que

escrevem. São os mais comuns.

“Sente que à sua mão uma impulsão é

dada, mau grado seu, mas, ao mesmo

tempo, tem consciência do que escreve,

à medida que as palavras se formam.

(33)

A PSICOGRAFIA

“Médiuns intuitivos: aqueles com quem os

Espíritos se comunicam pelo pensamento e cuja mão é conduzida voluntariamente.

Diferem dos médiuns inspirados em que estes últimos não precisam escrever, ao passo que o médium intuitivo escreve o pensamento que

lhe é sugerido instantaneamente sobre um

assunto determinado e provocado. São muito comuns, mas também muito sujeitos a erro, por não poderem, muitas vezes, discernir o que provem dos Espíritos do que deles

(34)

A PSICOGRAFIA

“Mas, sendo assim, dir-se-á, nada prova seja um Espírito estranho quem escreve e não o do médium. Efetivamente, a distinção é às vezes difícil de fazer-se, porém, pode

acontecer que isso pouca importância

apresente. Todavia, é possível reconhecer-se o pensamento sugerido, por não ser nunca preconcebido; nasce à medida que a escrita vai sendo traçada e, amiúde, é contrário à

idéia que antecipadamente se formara. Pode mesmo estar fora dos limites dos

(35)

A PSICOGRAFIA

“O papel do médium mecânico é o de

uma máquina; o médium intuitivo age

como o faria um intérprete. Este, de fato,

para transmitir o pensamento, precisa

compreendê-lo, apropriar-se dele, de

certo modo, para traduzi-lo fielmente e,

no entanto, esse pensamento não é seu,

apenas lhe atravessa o cérebro. Tal

precisamente o papel do médium

intuitivo.

(36)

A PSICOGRAFIA

“Médiuns inspirados - Todo aquele que,

tanto no estado normal, como no de êxtase,

recebe, pelo pensamento, comunicações

estranhas às suas idéias preconcebidas,

pode ser incluído na categoria dos médiuns

inspirados. Estes, como se vê, formam uma

variedade da mediunidade intuitiva, com a

diferença de que a intervenção de uma força

oculta é aí muito menos sensível, por isso

que, ao inspirado, ainda é mais difícil

distinguir o pensamento próprio do que lhe

é sugerido.

(37)

A PSICOGRAFIA

“A espontaneidade é o que, sobretudo,

caracteriza o pensamento deste último

gênero. A inspiração nos vem dos

Espíritos que nos influenciam para o

bem, ou para o mal, porém, procede,

principalmente, dos que querem o

nosso bem e cujos conselhos muito

amiúde cometemos o erro de não

(38)

A PSICOGRAFIA

“Ela se aplica, em todas as circunstâncias

da vida, às resoluções que devamos tomar.

Sob esse aspecto, pode dizer-se que todos

são médiuns, porquanto não há quem não

tenha seus Espíritos protetores e familiares,

a se esforçarem por sugerir aos protegidos

salutares idéias. Se todos estivessem bem

compenetrados desta verdade, ninguém

deixaria de recorrer com freqüência à

inspiração do seu anjo de guarda, nos

momentos em que se não sabe o que dizer,

ou fazer.

(39)

A PSICOGRAFIA

“Que cada um, pois, o invoque com fervor e

confiança, em caso de necessidade, e muito

freqüentemente se admirará das idéias que lhe surgem como por encanto, quer se trate de

uma resolução a tomar, quer de alguma coisa a compor. Se nenhuma idéia surge, é que é

preciso esperar. A prova de que a idéia que sobrevém é estranha à pessoa de quem se trate esta em que, se tal idéia lhe existira na mente, essa pessoa seria senhora de, a

qualquer momento, utilizá-la e não haveria razão para que ela se não manifestasse à vontade.

(40)

A PSICOGRAFIA

“Que cada um, pois, o invoque com fervor e

confiança, em caso de necessidade, e muito

freqüentemente se admirará das idéias que lhe surgem como por encanto, quer se trate de

uma resolução a tomar, quer de alguma coisa a compor. Se nenhuma idéia surge, é que é

preciso esperar. A prova de que a idéia que sobrevém é estranha à pessoa de quem se trate esta em que, se tal idéia lhe existira na mente, essa pessoa seria senhora de, a

qualquer momento, utilizá-la e não haveria razão para que ela se não manifestasse à vontade.”

(41)

A PSICOGRAFIA

Comunicação de Erasto e Timóteo –

“Qualquer que seja a natureza dos

médiuns escreventes, quer mecânicos ou

semimecânicos, quer simplesmente

intuitivos, não variam essencialmente os

nossos processos de comunicação com

eles. De fato, nós nos comunicamos com

os Espíritos encarnados dos médiuns, da

mesma forma que com os Espíritos

propriamente ditos, tão só pela irradiação

do nosso pensamento.

(42)

A PSICOGRAFIA

“Os nossos pensamentos não precisam da

vestidura da palavra, para serem compreendidos pelos Espíritos e todos os Espíritos percebem

os pensamentos que lhes desejamos transmitir, sendo suficiente que lhes dirijamos esses

pensamentos e isto em razão de suas

faculdades intelectuais. Quer dizer que tal

pensamento tais ou quais Espíritos o podem

compreender, em virtude do adiantamento deles, ao passo que, para tais outros, por não

despertarem nenhuma lembrança, nenhum

conhecimento que lhes dormitem no fundo do coração, ou do cérebro, esses mesmos

(43)

A PSICOGRAFIA

“Neste caso, o Espírito encarnado, que

nos serve de médium, é mais apto a

exprimir o nosso pensamento a outros

encarnados, se bem não o

compreenda, do que um Espírito

desencarnado, mas pouco adiantado,

se fôssemos forçado a servir-nos dele,

porquanto o ser terreno põe seu corpo,

como instrumento, à nossa disposição,

o que o Espírito errante não pode fazer.

(44)

A PSICOGRAFIA

“Assim, quando encontramos em um médium o cérebro povoado de conhecimentos

adquiridos na sua vida atual e o seu Espírito rico de conhecimentos latentes, obtidos em vidas anteriores, de natureza a nos facilitarem as comunicações, dele de preferência nos

servimos, porque com ele o fenômeno da

comunicação se nos torna muito mais fácil do que com um médium de inteligência limitada e de escassos conhecimentos anteriormente

adquiridos. Vamos fazer-nos compreensíveis por meio de algumas explicações claras e

(45)

A PSICOGRAFIA

“Com um médium, cuja inteligência atual,

ou anterior, se ache desenvolvida, o nosso

pensamento se comunica

instantaneamente de Espírito a Espírito,

por uma faculdade peculiar à essência

mesma do Espírito. Nesse caso,

encontramos no cérebro do médium os

elementos próprios a dar ao nosso

pensamento a vestidura da palavra que lhe

corresponda e isto quer o médium seja

intuitivo, quer semimecânico, ou

inteiramente mecânico.

(46)

A PSICOGRAFIA

“Essa a razão por que, seja qual for a

diversidade dos Espíritos que se comunicam com um médium, os ditados que este obtém, embora procedendo de Espíritos diferentes, trazem, quanto à forma e ao colorido, o cunho que lhe é pessoal. Com efeito, se bem o

pensamento lhe seja de todo estranho, se bem o assunto esteja fora do âmbito em que ele

habitualmente se move, se bem o que nós queremos dizer não provenha dele, nem por isso deixa o médium de exercer influência, no tocante à forma, pelas qualidades e

(47)

A PSICOGRAFIA

Missionário da Luz – capítulo 1 – O

Psicógrafo – “Preliminarmente, devemos reconhecer que, nos serviços mediúnicos, preponderam os fatores morais. Neste

momento, o médium, para ser fiel ao mandato superior, necessita clareza e serenidade,

como o espelho cristalino dum lago. De outro modo, as ondas de inquietude perturbariam a projeção de nossa espiritualidade sobre a

materialidade terrena, como as águas

revoltas não refletem as imagens sublimes do céu e da Natureza ambiente.

(48)

A PSICOGRAFIA

“Indicando o médium, prosseguiu o orientador, com voz firme:

- Este irmão não é um simples aparelho. É um Espírito que deve ser tão livre quanto o nosso e que, a fim de se prestar ao intercâmbio

desejado, precisa renunciar a si mesmo, com abnegação e humildade, primeiros fatores na obtenção de acesso à permuta com as regiões mais elevadas. Necessita calar, para que

outros falem; dar de si próprio, para que outros recebam. Em suma, deve servir de ponte, onde se encontrem interesses

(49)

A PSICOGRAFIA

“Sem essa compreensão consciente do espírito de serviço, não poderia atender aos propósitos edificantes. Naturalmente, ele é responsável pela manutenção dos recursos interiores, tais como a tolerância, a humildade, a disposição fraterna, a paciência e o amor cristão; todavia, precisamos cooperar no sentido de manter-lhe os estímulos de natureza exterior, porque se o companheiro não tem pão, nem paz relativa, se lhe falta

assistência nas aquisições mais simples, não

poderemos exigir-lhe a colaboração, redundante em sacrifício. Nossas responsabilidades, portanto, estão conjugadas nos mínimos detalhes da tarefa a cumprir.

(50)

A PSICOGRAFIA

[...] “Nesse ponto da conversação,

convidou-me à aproximação do aparelho

mediúnico e, colocando-lhe a destra sobre a

fronte, exclamou:

- Observe. Estamos diante do psicógrafo

comum. Antes do trabalho a que se

submete, neste momento, nossos auxiliares

já lhe prepararam as possibilidades para

que não se lhe perturbe a saúde física. A

transmissão da mensagem não será

simplesmente “tomar a mão”. Há processos

intrincados, complexos.

(51)

A PSICOGRAFIA

“E, ante minha profunda curiosidade

científica, o orientador ofereceu-me o

auxílio magnético de sua personalidade

vigorosa e passei a observar, no corpo

do intermediário, grande laboratório de

forças vibrantes. Meu poder de

apreensão visual superara os raios X,

com características muito mais

aperfeiçoadas. As glândulas do rapaz

transformaram-se em núcleos luminosos,

à guisa de perfeitas oficinas elétricas.

(52)

A PSICOGRAFIA

“Detive-me, porém, na contemplação do cérebro, em particular. Os condutores medulares formavam extenso pavio,

sustentando a luz mental, como chama

generosa de uma vela de enormes proporções. Os centros metabólicos infundiam-me

surpresas. O cérebro mostrava fulgurações

nos desenhos caprichosos. Os lobos cerebrais lembravam correntes dinâmicas. As células

corticais e as fibras nervosas, com suas

tênues ramificações, constituíam elementos delicadíssimos de condução das energias recônditas e imponderáveis.

(53)

A PSICOGRAFIA

“Nesse concerto, sob a luz mental indefinível, a epífise emitia raios azulados e intensos.

- Observação perfeita? - indagou o instrutor, interrompendo-me o assombro. - Transmitir mensagens de uma esfera para outra, no

serviço de edificação humana - continuou -, demanda esforço, boa vontade, cooperação e propósito consistente. É natural que o

treinamento e a colaboração espontânea do médium facilitem o trabalho; entretanto, de qualquer modo, o serviço não é automático... Requer muita compreensão, oportunidade e consciência.

(54)

A PSICOGRAFIA

“Estava admirado.

“ Acredita que o intermediário perguntou -possa improvisar o estado receptivo? De

nenhum modo. A sua preparação espiritual

deve ser incessante. Qualquer incidente pode perturbar-lhe o aparelhamento sensível, como a pedrada que interrompe o trabalho da válvula receptora. Além disso, a nossa cooperação

magnética é fundamental para a execução da tarefa. Examine atentamente. Estamos notando as singularidades do corpo perispiritual. Pode reconhecer, agora, que todo centro glandular é uma potência elétrica.

(55)

A PSICOGRAFIA

“No exercício mediúnico de qualquer

modalidade, a epífise desempenha o papel

mais importante. Através de suas forças

equilibradas, a mente humana intensifica o

poder de emissão e recepção de raios

peculiares à nossa esfera. É nela, na epífise,

que reside o sentido novo dos homens;

entretanto, na grande maioria deles, a

potência divina dorme embrionária.

“Reconheci que, de fato, a glândula pineal

do intermediário expedia luminosidade cada

vez mais intensa.

(56)

A PSICOGRAFIA

“Deslocando, porém, a sua atenção do

cérebro para a máquina corpórea em

geral, o orientador prosseguiu:

- A operação da mensagem não é nada

simples, embora os trabalhadores

encarnados não tenham consciência

de seu mecanismo intrínseco, assim

como as crianças, em se fartando no

ambiente doméstico, não conhecem o

custo da vida ao sacrifício dos pais.

(57)

A PSICOGRAFIA

“Muito antes da reunião que se efetua, o

servidor já foi objeto de nossa atenção

especial, para que os pensamentos

grosseiros não lhe pesem no campo íntimo.

Foi convenientemente ambientado e, ao

sentar-se aqui, foi assistido por vários

operadores de nosso plano. Antes de tudo,

as células nervosas receberam novo

coeficiente magnético, para que não haja

perdas lamentáveis do tigróide,

(corpúsculos de Nissel), necessário aos

processos da inteligência.

(58)

A PSICOGRAFIA

“O sistema nervoso simpático, mormente o

campo autônomo do coração, recebeu auxílios enérgicos e o sistema nervoso central foi

convenientemente atendido, para que não se comprometa a saúde do trabalhador de boa vontade. O vago foi defendido por nossa

influenciação contra qualquer choque das

vísceras. As glândulas supra-renais receberam acréscimo de energia, para que se verifique

acelerada produção de adrenalina, de que

precisamos para atender ao dispêndio eventual das reservas nervosas.

(59)

A PSICOGRAFIA

“Nesse instante, vi que o médium parecia quase desencarnado. Suas expressões

grosseiras, de carne, haviam desaparecido ao meu olhar, tamanha a intensidade da luz que o cercava, oriunda de seus centros

perispirituais.

“Após longo intervalo, Alexandre continuou: - Sob nossa apreciação, não temos o

arcabouço de cal, revestido de carboidratos e proteínas, mas outra expressão mais

significativa do homem imortal, filho do Deus Eterno.

(60)

A PSICOGRAFIA

[...] “Depois de cumprimentar-nos

ligeiramente, Calixto postou-se ao lado do

médium, que o recebeu com evidente sinal

de alegria. Enlaçou-o com o braço esquerdo

e, alçando a mão até ao cérebro do rapaz,

tocava-lhe o centro da memória com a ponta

dos dedos, como a recolher o material de

lembranças do companheiro. Pouco a

pouco, vi que a luz mental do comunicante

se misturava às irradiações do trabalhador

encarnado. A zona motora do médium

(61)

A PSICOGRAFIA

“Alexandre aproximou-se da dupla em serviço e colocou a destra sobre o lobo frontal do

colaborador humano, como a controlar as

fibras inibidoras, evitando, quanto possível, as interferências do aparelho mediúnico.

“Calixto mostrava enorme alegria no

semblante feliz de servo que se regozija com as bênçãos do trabalho, e, dando sinais de profunda gratidão ao Senhor, começou a escrever, apossando-se do braço do

companheiro e iniciando o serviço com as belas palavras:

Referências

Documentos relacionados

De certa forma, conforme ensina Kardec, todos somos médiuns ( “Toda pessoa que sente, em um grau qualquer, a influência dos espíritos, por isso mesmo é médium.(...) Pode- se

A Medida Provisória nº 966/2020 (MP) protege o agente público que, em situação de incerteza causada pelo coronavírus, tome uma decisão que agora pareça certa, mas que no futuro,

Há amplo espaço para preocupação quanto às dificuldades para aprovação de reformas necessárias à contenção do déficit público, peça crucial para o sucesso

É útil considerar três eixos, em tomo dos quais podem ser classificadas as dificuldades: problemas comerciais bilaterais provocados por medidas de política comercial

Quem não pode com o pote, não pega na rodilha..

Não bastará responder a essas professoras dizendo-lhes que essas crianças são, sim, capazes de aprender -e isso vale para todas as ditas especiais -, todas têm potenciais que podem

Espíritos sábios e benevolentes, mensageiros de Deus, cuja missão é assistir os homens e conduzi-los ao bom caminho, sustentai-me nas provas desta vida; dai-me a força para

Seus filhos não apenas deveriam ouvir, mas contar e recontar o que Deus tinha feito por eles, de modo que não se esquecessem.. Haveria melhor maneira de preservar o conhecimento do