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PROGRAMA DE GESTÃO FLORESTAL

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Academic year: 2021

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PROGRAMA DE GESTÃO FLORESTAL

Palma Sola - SC 2011

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ÍNDICE

IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA... ELABORADOR... 1 INTRODUÇÃO... 2 HISTÓRICO ... 3 OBJETIVO DO MANEJO FLORESTAL... 4 PROCESSOS DO MANEJO FLORESTAL... 5 GERENCIAMENTO E SISTEMATIZAÇÃO... 6 CARACTERIZAÇÃO DA REGIÃO... 6.1 Comunidades da área de influência das unidades florestais... 7 ZONEAMENTO DAS PROPRIEDADES... 7.1 Quadro representativo das Unidades Florestais Certificadas... 7.1.1 Quadro representativo das unidades florestais que devem ser incluídas no escopo de certificação... 7.1.2 Quadro representativo das unidades florestais certificadas até dezembro de 2015... 7.1.3 Quadro representativo das áreas de alto valor de

conservação... 7.1.4 Ocupação Florestal... 7.1.5 Logística... 7.1.6 Mapa representativo da localização das unidades florestais... 8 CARACTERIZAÇÃO BIOCLIMÁTICA DA REGIÃO... 8.1 Vegetação... 8.2 Solo e Relevo... 8.3 Clima... 8.4 Recursos Hídricos... 8.5 Localização das propriedades dentro das sub-bacias... 9 CONDIÇÕES SOCIOECONÔMICAS E INFRAESTRUTURA DOS MUNICÍPIOS DE ABRANGÊNCIA... 9.1 Caracterização socioeconômica das florestas... 10 MANEJO FLORESTAL... 10.1 Identificação da Legislação... 10.2 Planejamento Florestal... 10.3 Mapeamento da Área... 10.4 Escolha da Espécie... 10.5 Planejamento das Estradas... 10.6 Implantação e Condução da Floresta... 10.6.1 Produção de Mudas... 10.6.2 Operações de Silvicultura... 10.6.3 Controle e Utilização de Agrotóxicos... 10.6.4 Condução das Florestas... 10.6.5 Acompanhamento Florestal... 03 03 04 04 04 05 06 08 09 10 10 10 11 11 12 13 14 14 14 15 17 17 17 20 27 28 28 28 31 32 33 33 33 34 37 38 39

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10.7.1 Exploração... 10.7.2 Transporte das Toras e recebimento de toros... 10.7.3 Manutenção e Revisão dos Equipamentos... 10.7.4 Aprimoramento e Melhoria da Tecnologia Florestal... 11 PROGRAMAS DE AUXÍLIO À COMUNIDADE E

COLABORADORES... 12 PLANO DE REDUÇÃO E CONTROLE DE EMERGÊNCIAS... 13 PROGRAMA DE MONITORAMENTO DO AMBIENTE E

RECUPERAÇÃO DO AMBIENTE... 14 FLORESTAS DE ALTO VALOR DE CONSERVAÇÃO... 15 PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DOS TRABALHADORES FLORESTAIS... 16 PROGRAMAS DE COOPERAÇÃO AO APRENDIZADO...

43 45 45 46 49 52 53 60 61 62

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BARRA DO CRAVARÍ AGROFLORESTAL S/A PROGRAMA DE GESTÃO FLORESTAL

IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA:

Nome: Barra do Cravarí Agroflorestal S/A Endereço: Avenida Crestani, 1103 (sala no 02) Palma Sola (SC) – CEP: 89985-000 Telefone: (49) 3652-0015

CNPJ no: 04.527.481/0001-49 Cadastro Técnico Federal: 257818

Projeto e execução de Plano de Manejo Florestal – ART nº 3770220-0 -SC ART no 20102876837 - PR COORDENADO POR:

Nome: Marciano Rubel / Diretor Comercial

End: Rua Carmelo Rangel, 822 – Casa, Bairro: Batel Município/Estado: Curitiba – Paraná

ELABORADO E MONITORADO POR:

Responsável Técnico: Engº Florestal Gustavo Bloise Pieroni Nº Registro no CREA: 5062069390

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1-INTRODUÇÃO

A silvicultura no Brasil, recentemente, passou a ocupar um papel de maior destaque, em face às evidências dos benefícios sociais, econômicos e de meio ambiente que tal atividade pode proporcionar.

Na região sul, originalmente o segmento agrícola destacou-se e ocupou as áreas disponíveis ficando a silvicultura em segundo plano, ocupando historicamente apenas as áreas com topografia acidentada e não facilmente mecanizáveis.

Hoje se podem observar grandes empreendimentos na silvicultura que são comparáveis e até maiores que os empreendimentos da agricultura. Essa mudança deve-se ao fato de que os produtos de origem florestal estão com demanda crescente, principalmente aqueles provenientes de florestas certificadas, ou seja àqueles provenientes de florestas plantadas que são exploradas de acordo com um Plano de Manejo Florestal Certificado. O Plano de Manejo Florestal possibilita a sustentabilidade florestal, garantindo o retorno do investimento financeiro e o equilíbrio ambiental.

O Plano de Manejo Florestal da empresa Barra do Cravarí Agroflorestal S/A, apresentado nesse documento, descreve a forma da condução dos trabalhos efetuados em suas florestas plantadas, levando sempre em consideração que o resultado econômico devem ser revertido em benefício dos stakeholders, que são os sócios investidores, os funcionários, a comunidade, o meio ambiente, os organismos certificadores e a sociedade em geral em que o projeto está inserido.

2- HISTÓRICO

A Barra do Cravarí Agroflorestal S/A tem sua sede localizada no município de Palma Sola – SC, atua na área de reflorestamentos, cobrindo as etapas desde a produção de mudas, preparação do solo, plantio, desbaste, corte e transporte das toras até o pátio da empresa parceira Palmasola S/A - Madeiras e Agricultura, sendo essa a responsável pelo beneficiamento das toras.

A Barra do Cravarí Agroflorestal S/A é uma empresa que surgiu da cisão do segmento florestal e agrícola da empresa Palmasola S/A - Madeiras e Agricultura, que tem como slogan “Produzindo com consciência e tecnologia a mais de meio século”. A Barra do Cravarí Agroflorestal S/A incorporou consigo toda a experiência de mais de meio século de trabalhos, na parte administrativa, comercial, silvicultural e meio ambiente da Palmasola S/A - Madeiras e Agricultura S/A.

Os gestores da Barra do Cravarí Agroflorestal S/A, através de seu aprendizado adquiriram a cultura da pró-atividade e acreditam que um Plano de Manejo Florestal, baseado nas Normas ABNT NBR 14789 e nos Princípios e Critérios para o bom manejo florestal recomendados dos pelo Conselho de Manejo Florestal (FSC) , possam determinar o equilíbrio entre as vantagens Sociais, Econômicas e Ambientais e contribuir para o crescimento dessa organização, assim como para a sua perenidade.

3-OBJETIVO DO MANEJO FLORESTAL

O programa de manejo florestal da Barra do Cravarí Agroflorestal S/A tem como objetivo produzir madeira de Pinuis e Eucalyptus para industria de compensado, fortalecer e implementar as condições atuais das florestas plantadas da empresa através do aumento da produtividade, racionalização dos recursos explorados e respeito à comunidade onde a empresa está inserida, corrigindo falhas ou imperfeições, estabelecendo metas a curto, médio e longo prazo contribuindo para o máximo retorno do

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capital investido, sempre demonstrando comprometimento as normas estabelecidas pelas regras do bom manejo florestal determinadas pelo CERFLOR (Certificação Florestal) e pelo FSC (Conselho de Manejo Florestal).

Neste contesto as metas deste plano de manejo são:

Período Metas

Curto

Respeito às leis e normas federais e estaduais no gerenciamento das florestas Criar oportunidades para o desenvolvimento dos funcionários

Identificação dos impactos sociais causados pelas atividades florestais.

Abastecimento da industria madeireira. Melhorar o desempenho das atividades através de padronização e procedimentos. Reconhecimento dos serviços florestais.

Médio

Utilização otimizada dos recursos florestais Desenvolvimento da região onde se inserem as atividades florestais da empresa

Fortalecer os relacionamentos com a sociedade.

Redução dos impactos ambientais relacionado às atividades silviculturais. Ampliar a utilização das florestas de conservação para programas sociais.

Longo

Busca pela melhoria da qualidade da madeira reflorestada.

Melhoria das condições ambientais das UMFs.

Formação de centros de educação ambiental.

Promover a conservação e a melhoria dos recursos ambientais

4-PROCESSOS DO MANEJO FLORESTAL

Nos processos envolvidos no ciclo da produção florestal a preocupação com as condições do ambiente são uma constante durante todas as etapas do manejo, desde a escolha da semente até a fase final, que consiste na colheita e abastecimento da unidade fabril. Estes processos estão caracterizados da seguinte forma em ordem cronológica:

• Planejar o suprimento de madeira;

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• Produzir e formar as mudas; • Implantar floresta;

• Condução adequada para obtenção da madeira necessária (desrama e desbaste); • Colheita florestal;

• Transportar a madeira;

• Buscar fontes alternativas de madeira (compra de outros produtores); • Integrar as operações florestais;

• Gerenciar as licenças cabíveis a atividade; • Respeitar o meio ambiente e sociedade.

Essas operações possuem procedimentos específicos elaborados e documentados pela equipe técnica da empresa e são repassados aos colaboradores responsáveis pelas atividades de campo, garantindo a qualidade das operações de manutenção, condução e exploração florestal. A implantação e implementação desses documentos são garantidas através de acompanhamento constante e coletas de dados, sistematizada e aperfeiçoada sempre em busca da melhoria para prevenir, mitigar ou corrigir os impactos ambientais e sociais ligados a atividade florestal.

5-GERENCIAMENTO E SISTEMATIZAÇÃO

Para o gerenciamento e sistematização das atividades florestais foram designados, um engenheiro florestal, um engenheiros agrônomos, dois chefes de campo e uma equipe com 63 funcionários florestais.

As florestas são acompanhadas através de inventários florestais realizados pela equipe técnica em conjunto com funcionários treinados para exercerem esta função. Os dados são inseridos em um programa específico de processamento de dados e relacionados com os mapas das unidades florestais, a partir desse momento, as decisões relacionadas ao manejo da floresta são comentadas e discutidas entre os responsáveis pela coordenação das atividades que serão desenvolvidas em cada setor.

:

Diretoria Florestal

Gerencia Florestal Gerentes de campo Extração Florestal Gerente de campo Silvicultura Segurança do trabalho Funcionários de campo Funcionários de campo

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6-CARACTERIZAÇÃO

A empresa detém áreas de manejo florestal no município de Palma Sola – SC, onde está instalada a unidade de beneficiamento e também possui propriedades nos municípios de Marmeleiro – PR, Flor da Serra PR, Bom Jesus do Sul – PR e Santo António do Sudoeste PR. Num total de 5.980 ha reflorestados.

Todas as unidades florestais apresentam mapas atualizados, nos quais estão delimitadas, a reserva legal, as áreas de preservação permanente, os recursos hídricos, as estradas e as áreas de efetivo reflorestamento.

A empresa também explora áreas na região de Mato Grosso no município de Brasnorte MT, onde realiza Manejo Florestal numa área de 40.000ha através de técnicas de Exploração de Impacto Reduzido.

Para efeitos legais, todas as áreas da empresa foram adquiridas de seus donos e em suas escrituras foram averbadas as áreas de reserva legal necessárias a cada propriedade. Com a finalidade de não descaracterizar o conhecimento tradicional são mantidos os nomes das fazendas conforme são conhecidos pela população, como mostra o quadro 4.

Visando amenizar conflitos e conservar a identidade cultural das áreas abrangidas pelas unidades de manejo, a empresa mantém programas de auxílio, divulgação e organização das atividades culturais, religiosas, esportivas, educacionais e de saúde no município de Palma Sola SC.

Recentemente, seguindo orientações, a Barra do Cravarí solicitou a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) a declaração da não existência de áreas indígenas nas proximidades das unidades florestais, demonstrando sua preocupação com as comunidades da área de abrangência das atividades florestais.

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6.1 Comunidades da área de influência das unidades florestais

Quadro 3 - Fonte pesquisa fundação cultural de Palma Sola

Nome das Comunidades Localização KM no município

Novo Cerro Azul Linha Sagrada Família

Linha São João Linha São José Encruzilhada Coxilha Negra

Linha Perini Linha Nova União

Linha Brasil Progresso do Oeste Santo Inácio Linha Paraíso Santa Terezinha Linha Trichês Linha Formosa Linha Santa Catarina

Linha São Paulo Linha São Cristóvão Linha Nova Esperança

Linha São Roque Linha São Pedro Linha São Vicente

Esquina Melo Linha Idaugusta Linha Santa Lúcia

Linha Odilândia Linha São Luiz

Linha Gaúcha Linha Barra Grande

Linha Betel 13 07 10 13 13 16 09 20 17 10 12 07 20 25 24 22 16 12 12 04 15 30 06 12 24 07 24 22 20 24

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7-ZONEAMENTO DAS PROPRIEDADES

7.1 Quadro representativo das unidades florestais certificadas

Quadro 4

7.1.1 Quadro representativo das unidades florestais que foram incluídas no escopo de certificação 2011. Unidade Fazenda Área Total (ha) incluindo estradas e carreadores Área de Reserva Legal (RL) (ha) Área de Preservação Permanente (ha) Área reflorestada com exóticas (ha) Área de Floresta Ombrofila Mista (ha) Estoque de madeira reflorestada (M3)

Setor 21 São Roque 406,4827 49,59 52,01 297,24 81,30 163497

Setor 24 São José 145,87 29,17 25,93 100,40 10,54 50020

Quadro 5 Unidade Fazenda Área Total (ha) incluindo estradas e carreadores Área de Reserva Legal (RL) (ha) Área de Preservação Permanente (ha) Área reflorestada com exóticas (ha) Área de Floresta Ombrofila Mista (ha) Estoque de madeira reflorestada (M3) Set 05 Piscina 485,06 97,96 45,32 280,3 145,29 135.000 Set 12 Coxilha negra 22,43 4,52 5,45 16,49 0 6291 Set 03 Seger 41,48 8,30 3,20 28,16 7,85 7167 Set 22 Pazini 493,32 137,18 59,27 163,79 261,55 34979 Set 14 Sandri/ Peninha 163,29 33,14 30,91 125,48 3,46 Plantio 2010

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7.1.2 Quadro representativo das unidades florestais certificadas até dezembro de 2015.

Unidade Fazenda Área

(ha) APP Floresta Ombrofila Mista (ha) Área reflorestada com exóticas Área de reserva legal (RL) Estoque de madeira reflorestada (m3) Pendências Resolução e Período Setor15 São Cristovão 793,8 124,38 187,2 473,58 158,6 197435 Aprovação de georreferenci amento 2011

Setor 25 Fagundes 191,6522 55,63 3,04 132,51 38,33 43874 Falta de

áreas nativas

Compra de terras 2011

Setor 18 Rio Verde

Seger 92,9436 10,8 8,87 71,66 18,59 40804

Falta de áreas nativas

Compra de terras 2011

Setor 19 Rio verde

asfalto 126,37 19,16 1,58 103,6 25,27 29766

Falta de áreas nativas

Compra de terras 2011

Setor 20 Rio verde

do meio 44,08 4,43 6,98 32,21 8,82 10466

Compra de terras 2011

Setor 24 São José 145,87 25,93 10,75 100,4 29,17 50020 Falta de

áreas nativas Compra de terras 2011 Setor 28 Fazenda Bom Jesus 130,8 13,11 6,41 107,79 26,16 33349 Falta de áreas nativas Compra de terras 2011 Setor 29 Fazenda Laieado Grande 731,4187 95,69 51,27 580 146,28 96280 Falta de áreas nativas Compra de terras 2011 Setor 21 São Roque 406,4827 49,59 52,01 297,24 81,30 163497 OK OK Quadro 6

7.1.3 Quadro representativo das áreas de alto valor de conservação

Unidade

florestal Área total

Área floresta

nativa Área em APP

Área de Florestas de alto valor de conservação Setor 07 Faz. São João 393 237,08 66,79 303,87 Setor 22 Faz. Pazinnii. 493 261,55 59,27 320,8 Setor 15 Faz. São Cristovão 794 187,20 124,38 312,15 Setor 08 Faz São João 504 336,62 102,95 439,57 Quadro 7.

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7.1.4 Ocupação Florestal

O gráfico acima mostra a preocupação com conservação dos ambientes florestais nativos onde metade da área florestal esta ocupada com áreas de conservação ecológica.

Gráfico com parativo e ntre Áre as de Produção e Flore s tas de Cons e rvação( 2011) 14% 34% 49% 3% A PP(Florest a de Preservação) Florest a de conservaçaõ Ref lorest ament o de exót icas Out ros

Gráfico Representativo da Ocupação Florestal Comercial do Solo. Distribuição de Espécies(2011) 63% 8% 4% 16% 9% P. taeda P. ellioti Araucária E. dunnii E. grandis

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7.1.5 – Logística

Para garantir ideal logística de abastecimento da fabrica e reduzir os custos de transporte as UMF da empresa ficam localizadas próximas ao centro de consumo com uma distância mínima de 5Km e máxima de 70 Km, como pode ser observado no mapa 2 e quadro 7.1.3.

Quadro demonstrativo das distâncias entre UMF e centros de consumo

Unidade Fazenda Área (ha) Distancia do centro de consumo (KM)

Set 05 Piscina 485,06 05

Set 12 Coxilha negra 22,43 10

Set 03 Seger 41,48 7

Set 22 Pazini 493,32 6

Set 14 Sandri/ Peninha 163,29 6

Set o7 São João 393,21 10

Setor 21 São Roque 406,4827 30

Setor15 São Cristovão 793,8 04

Setor 25 Fagundes 191,6522 30

Setor 18 Rio Verde Seger 92,9436 30

Setor 19 Rio verde asfalto 126,37 30

Setor 20 Rio verde do meio 44,08 25

Setor 24 São José 145,87 25

Setor 28 Fazenda Bom Jesus 130,8 60

Setor 29 Fazenda Lageado Grande 731,4187 70

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7.1.6 Mapa representativo da localização das unidades florestais.

Mapa 1 - Unidades florestais

8.0 CARACTERIZAÇÃO BIOCLIMÁTICA DA REGIÃO.

8.1-Vegetação

A vegetação nativa é denominada segundo o IBGE como Floresta Ombrófila Mista com predomínio da espécie Araucária angustifólia e sub-bosque pouco denso onde se encontram algumas mirtáceas e grande regeneração de erva mate (Ilex paraguariensis), e espécies pertencentes às famílias, meliácea, Boraginaceae, Lauraceae entre outras. A vegetação também se caracteriza pela grande presença da Samambaia açu ( Dicksonia sellowiana), principalmente próximo as áreas ciliares.

Nas propriedades da empresa, localizadas sobre o domínio de vegetação de Mata Atlântica, encontram-se vários maciços de floresta nativa em um total aproximado de 2.600 ha, como ilustra a figura 1.

Para demonstrar seu compromisso em atender as leis ambientais a empresa vem tomando atitudes conservacionistas, focando na preservação de áreas ciliares e na conservação das florestas de Araucária angustifólia símbolo da cultura regional. Dentro das áreas de vegetação foi constatado, a presença de áreas de reprodução do papagaio do peito roxo (Amazona vinacea) espécie ameaçada de extinção devido a diminuação das florestas de araucária.

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Figura 1 - Maciço de Floresta Nativa

Figura 2- Floresta de araucária

8.2-Solo e Relevo

O solo predominante é do tipo latossolo brumo distrófico com relevo ondulado a fortemente ondulado, apresenta regiões com solos profundos e manchas de solos rasos.

Com característica argilosa e ph baixo são solos onde cuidados na mecanização devem ser empregados e monitorados, principalmente devido aos efeitos da compactação do solo durante as operações florestais.

Por serem solos com características de acidez elevadas e pobres em nutrientes, são realizados trabalhos de melhoramento de sua fertilidade com a finalidade de atender as exigências nutricionais das espécies florestais.

Composição principal dos solos onde acontecem as operações de manejo florestal Tipo de solos Característica do Relevo

Latossolo Bruno Distrófico Relevo ondulado a suave ondulado Solos Litólicos

Os Relevos predominantes são o forte ondulado, ondulado e montanhoso mas

pode ocorrer o escarpado.

Terra Roxa Estruturada Distrófica Relevo ondulado, forte ondulado, suave ondulado e montanhoso

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8.3-Clima

O clima predominante é o Mesotérmico de verão quente com índice pluviométrico anual em torno de 2.400mm.

.

Gráfico 1: Índice pluviométrico anual médio da Sub- Bacia do Rio Chicão

8.4-Recursos Hídricos

A importância da água no contexto geopolítico atual faz dela elemento de pesquisas no intuito de conservar a sua qualidade e melhorar as condições de uso e aproveitamento da mesma em um determinado sistema. A água é um recurso vital para qualquer atividade que o homem realize. Por isso mesmo, atualmente, organismos nacionais e internacionais apontam a poluição e a escassez das águas como o maior problema ambiental que a humanidade irá enfrentar neste século.

Para o planejamento de suas atividades a Barra do Cravarí reconhece a bacia hidrográfica como unidade principal para o manejo florestal e realiza ações de caracterização e conservação dessas áreas monitorando indicadores que influenciam na qualidade do manejo florestal e nas atividades do Manejo Florestal.

As unidades florestais da empresa estão localizadas dentro de duas grandes bacias hidrográficas denominadas bacia hidrográfica do Paraná e bacia hidrográfica do rio Uruguai. Para o planejamento florestal é utilizado o conceito de Sub- bacias hidrográficas envolvendo as Sub- bacias dos rios Chicão, Capetinga, Lageado Grande e Verde este ultimo já no estado do Paraná. Na tabela abaixo podem ser observadas as informação referentes às sub- bacias onde se encontram as áreas de manejo florestal.

Caracterização das sub – bacias hidrográficas onde ocorre o Manejo Florestal

Micro bacia Área de floresta (ha) Comprimento do Rios (m) Área de Drenagem (ha) Perímetro da bacia (m) Micro bacia

Rio Chicão 565 86.319 4660,73 31783 Lageado

Chicão

Rio 12.015 426.000 26750 82116 Capetinga

Precipitação Anual Media Durante o Período de 2001 a 2010

2698 2698 2654 2145 2489 1682 2300 1798 2365 2618 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Anos P re c ip it a ç ã o ( m m ) Pluviosidade

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Capetinga Rio Lageado

Grande 24926 870.000 48218 98085

Lageado grande

Rio Verde Em fase de elaboração

8.5-Localização das propriedades dentro das Sub-Bacias

Setor Propriedades

Área (ha) da Propriedade

Bacia

Hidrográfica Micro bacia Sub - Bacia

3 Seger 41,48 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Lageado

Grande

5 Piscina 8,80 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Capetinga

5 Piscina 485,60 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Capetinga

7 São João 26,32 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Capetinga

7 São João 27,80 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Capetinga

7 São João 29,88 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Capetinga

7 São João 194,67 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Capetinga

7 São João 26,30 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Capetinga

7 São João 44,50 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Capetinga

7 São João 53,17 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Capetinga

8 São João 504,95 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Capetinga

9 Prigo 203,95 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Capetinga

9 Prigo 36,50 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Capetinga

9 Prigo 116,90 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Capetinga

11 São Pedro 66,20 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Capetinga

12 Coxilha Negra 22,44 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Lageado

Grande

13 Breda 9,17 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Lageado

Grande

13 Breda 4,84 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Lageado

Grande 14 Sandri/Peninha 152,50 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Lageado

Grande 14 Sandri/Peninha 10,79 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Lageado

(20)

15 São Cristovão 760,86 Rio Uruguai Rio das

Antas Rio Chicão

15 São Cristovão 9,55 Rio Uruguai Rio das

Antas Rio Chicão

15 São Cristovão 14,52 Rio Uruguai Rio das

Antas Rio Chicão

15 São Cristovão 8,88 Rio Uruguai Rio das

Antas Rio Chicão

16 Escondida 197,72 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Capetinga

22 Pazini/Lopes 471,00 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Lageado

Grande

22 Pazini/Lopes 14,70 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Lageado

Grande

22 Pazini/Lopes 7,63 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Lageado

Grande

23 Faz. Damo 105,34 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Lageado

Grande

23 Faz. Damo 221,75 Rio Uruguai Rio das

Antas

Rio Lageado

Grande

25 Fagundes 191,65 Rio Paraná Sem

denominação Rio Verde

18 Rio Verde Seger 92,94 Rio Paraná Sem

denominação Rio Verde

19 Rio verde asfalto 60,72 Rio Paraná Sem

denominação Rio Verde

19 Rio verde asfalto 65,65 Rio Paraná Sem

denominação Rio Verde 20 Rio verde do

meio 42,01 Rio Paraná

Sem

denominação Rio Verde 20 Rio verde do

meio 2,08 Rio Paraná

Sem

denominação Rio Verde

21 São Roque 406,48 Rio Paraná Sem

denominação Rio Verde

24 São José 15,07 Rio Paraná Sem

denominação Rio Verde

24 São José 13,70 Rio Paraná Sem

denominação Rio Verde

24 São José 23,23 Rio Paraná Sem

denominação Rio Verde

24 São José 19,09 Rio Paraná Sem

denominação Rio Verde

24 São José 10,81 Rio Paraná Sem

denominação Rio Verde

24 São José 13,43 Rio Paraná Sem

denominação Rio Verde

24 São José 13,95 Rio Paraná Sem

denominação Rio Verde

24 São José 24,20 Rio Paraná Sem

denominação Rio Verde

24 São José 5,13 Rio Paraná Sem

denominação Rio Verde

24 São José 7,26 Rio Paraná Sem

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28 Fazenda Cidade

de Bom Jesus 130,80 Rio Paraná

Sem

denominação Rio Verde

27 Linha Esperança 43,30 Rio Paraná Sem

denominação Rio Verde

27 Linha Esperança 47,20 Rio Paraná Sem

denominação Rio Verde

29 Fazenda

Lageado Grande 731,42 Rio Paraná

Sem

denominação Rio Verde

(Mapa 4) Localização do município de Palma Sola dentro bacia Hidrográfica.

9-CONDIÇÕES SOCIOECONÔMICAS E INFRAESTRUTURA DOS MUNICÍPIOS DE ABRANGÊNCIA.

Os municípios de abrangência constituem-se em uma área em fase de expansão, face aos investimentos em agricultura, silvicultura, serviços, lacticínio e criação de matrizes suínas. A diversidade cultural da região caracteriza-se pela origem de seus habitantes que, em sua maioria, são descendentes de italianos e alemães.

As regiões onde se localizam as UMFs da empresa são interligadas por estradas federais, estaduais e municipais, permitindo o fácil deslocamento de mão de obra e insumos não sendo o acesso considerado um problema para instalação das florestas nos municípios. A comunicação pode se dar por linhas telefônicas normais, celulares e Internet, já que todos os municípios são cobertos pelos serviços básicos de comunicação.

O pouso e decolagem de aeronaves comerciais são realizados nos municípios de Chapecó - SC e Cascavel - PR que se localizam a distâncias que variam de 180 a 250 quilômetros das UMFs da empresa. Os aeroportos internacionais mais próximos estão localizados em Curitiba-PR e Foz do Iguaçu –PR ambos a distancia de aproximadamente

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400 quilômetros. O estado de conservação das rodovias permite o fácil deslocamento dos aeroportos até as unidades produtoras de madeira.

Todos os municípios apresentam escolas municipais fornecendo ensino de nível fundamental e médio, e em alguns já estão sendo instaladas faculdades melhorando a vida cultural dos habitantes e evitando o deslocamento das comunidades para centros urbanos que ofereçam ensino superior. As redes hospitalares dos municípios de abrangência da das UMF´s envolvem apenas hospitais municipais equipados para realizarem os primeiros socorros e tratamentos de doenças cotidianas, porem a presença de um hospital regional equipado para todos os tipos de atendimentos, localizado no município de Francisco Beltrão- PR a poucos quilômetros das UMFs da empresa, garante o atendimento em casos considerados graves e de risco a vida.

A rede bancaria dos municípios é ampla contando com agencias de diferentes bancos permitindo o fácil pagamento do pessoal e a transferência de recursos.

Principais rodovias de acesso: SC 427 e BR 153

Principais agências bancárias: Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander.

Os preços da terra praticados na região são variados e dependem de fatores como declividade, localização e oferta, podendo sofrer volatilização conforme as condições da agricultura, os preços são classificados como os mais valorizados do país para áreas onde a declividade permite a utilização de maquinário.

Valor praticado do preço da terra .(Pesquisa 2011)

Terra de fácil mecanização 25.000,00 / ha Terras de difícil mecanização 7.500,00/ha

Os municípios de abrangência das atividades florestais são marcados pelas peculiaridades constatadas na organização do espaço regional, a partir das condições apresentadas pelo quadro natural e daquelas que se manifestaram no decorrer de sua evolução econômica, social e cultural.

As tabelas abaixo representam os aspectos relacionados às condições sócio econômicas dos municípios de abrangência dos reflorestamentos da Barra do Cravarí. Esses levantamentos são base para estudos sociais realizados pela empresa, com a finalidade de identificar e reduzir os impactos sociais ligados as atividades florestais.

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(28)

9.1- Caracterização socioeconômica das florestas

Valores Função Serviços

Explícitos

Produção

Emprego e distribuição de renda.

Toras para industria madeireira.

Biomassa para energia. Sementes para alimentação

.

Relocação de recursos

Produção

Treinamento para qualificação da mão de obra.

Investimentos sociais

Pecuniários

Proteção

Manutenção dos recursos possibilitando garantias de qualidade de água.

Conservação e proteção do solo.

Evita a necessidade de relocação das áreas de

capitação de água e reduzindo os custos do abastecimento. Efeito positivo para os

usuários e para a micro bacia.

Pecuniários Conservação

Manutenção dos recursos genéticos Classificação e conservação dos habtats. Classificação de recursos de fauna e flora. Intangíveis Enquadramento paisagístico e recreio Exploração em Mosaico florestal. Enquadramento de locais de interesse da população,( recreação e religioso). Justificativa

Com a implantação, monitoramento e implementação do planejamento florestal a Barra do Cravarí projeta o seu futuro e busca a exploração racional do meio local, modernizando suas atividades, obedecendo à legislação, reduzindo os impactos, conservando a paisagem e seus componentes, conscientizando e ajudando a sociedade, reduzindo o desperdício e aumentando a lucratividade dos reflorestamentos. Quando implementado as expectativas são a redução dos custos em atividades de silvicultura,

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colheita e transporte florestal, através da padronização das atividades melhorando a logística das operações.

As técnicas de produção de madeira que constam no Programa de Gestão Florestal da empresa são baseadas em experiências e pesquisas realizadas por especialistas e adaptadas para as situações locais.

10-MANEJO FLORESTAL

10.1- Identificação da Legislação

Para um planejamento eficiente das atividades de manejo toda a legislação pertinente para uma boa condução das plantações florestais é identificada e incorporada as atividades da empresa, tendo o cumprimento da legislação brasileira e o reconhecimento dos acordos internacionais como parte integrante das atividades florestais.

Essa atividade consiste em uma revisão do sistema legal nacional, estadual e municipal sendo atualizadas e revisadas periodicamente, abrangendo leis relacionadas a geração de resíduos, social e ambiental, conforme documento digital denominado Pasta de Atualização de Legislação; Doc 0021.

10.2-Planejamento Florestal

Para o abastecimento anual da empresa são necessários 60.000m3 de madeira oriundas dos reflorestamentos de Pinus, Eucalyptus e Araucária. O manejo florestal acontece em regime de desbaste em diferentes épocas do crescimento das florestas e depende dos dados processados através do inventário florestal, o qual indica o melhor momento para as intervenções nas plantações.

Nos plantios de Eucalyptus as intervenções ocorrem em ciclos curtos, o que propicia a obtenção de lenha para produção de energia na primeira interferência, geralmente aos 4 anos de idade. Para os plantios de Pinus as intervenções de desbaste geralmente ocorrem a partir do 7º ano de vida do povoamento, sendo a madeira destinada à produção de sarrafos e lâminas. Para as araucárias as intervenções ocorrem em ciclos mais longos e geralmente de acordo com as necessidades da fábrica.

O ciclo médio para corte raso do Pinus é estimado entre 18 e 22 anos, para o Eucaliptos entre 13 e 16 anos. O esquema do ciclo produtivo está representado nas figuras, 3, 4,5.

As principais espécies utilizadas nos reflorestamentos são: Pinus taeda, Pinus

elliottii, E. grandis, E. dunni e .E. benthamii A empresa possui alguns experimentos com

outras espécies desses gêneros que estão em avaliação de crescimento.

Após a colheita florestal as áreas são reformadas e de acordo com a aptidão para a produção devem ser escolhidas as espécies que devem ser implantadas e manejadas.

Esquema dos ciclos produtivos das florestas comerciais da Barra do Cravarí Agroflorestal S/A.

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Figura 3: Ciclo Floresta comercial de Pinus sp Figura 4: Ciclo Floresta Comercial de Eucalyptus sp.

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Representação da quantidade de madeira utilizada pela industria

Produtividade por utilização da madeira 1 Semestre 2011

756 982 1271,24 2056,62 1944 708,39 3337 3728 4399 2362 2642 2996 333,83 507,33 761,87 260,76 501,8 796,09 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 4500 5000

Jan Fev Mar Abr Mai Jun

Me ses P e s o ( T )

T de madeira utilizada para serraria T de madeira destinada para laminação

T de Madeira Destinada para Biomassa

Produtividade por utlização da madeira 2 Semestres2011

1560,65 1282,98 1320,68 1535,93 1722,76 1196,26 3509 3758 4037 3205 2197 1896 602,47 413,88 593,38 649,51 712,8 0 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 4500

Julh Agost Setem Out Nov Dez

M eses P e s o ( T

) Madeira destinada para Serraria (T)

Madeira destinada para Laminação (T) Madeira destinada para energia (T)

Portanto os processos que envolvem o planejamento florestal são: • Mapeamento das propriedades;

• Escolha da espécie de acordo com as características da área (solo e clima); • Planejamento de estradas;

• Implantação das florestas; • Operações de silvicultura; • Condução das florestas;

• Acompanhamento da produção das florestas; • Monitoramento florestal;

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• Prevenção contra incêndios; • Exploração e transporte florestal. Contingente Florestal

Setor de atuação Quantidade

Desbaste 24 Corte Raso 6 Transporte 5 Operadores de máquinas 7 Gerentes operacionais 2 Ajudandes de silvicultura 24 Vigias florestais 7 Total 75 10.3-Mapeamento da Área

O mapeamento das unidades florestais é a primeira fase para a implantação da floresta, nessa etapa fica determinado o uso e ocupação do solo presente e futuro, dando ênfase para proteção dos recursos ambientais, seguindo como princípios as leis ambientais nacionais e os indicadores do processo de certificação florestal FSC. Como ilustra o mapa 6.

Durante o zoneamento ecológico, é realizado um levantamento dos fragmentos de floresta nativa dentro das unidades de manejo com o objetivo de verificar da existência de maciços de vegetação e utilizá-los como áreas de conservação planejando a ligação entre os fragmentos através das áreas destinadas a Preservação Permanente, conforme o documento Estratégias para Levantamento e Conservação da Flora; Doc 0013 e Estratégias para Levantamento e Conservação da Fauna; Doc 0012.

A declividade da área de cada unidade florestal e o tipo de solo são mapeados e utilizados como ferramentas na escolha da aptidão de cada unidade de produção dentro das unidades de manejo florestais, buscando o melhor desenvolvimento da espécie reflorestada e a utilização racional do ambiente.

O mapeamento determina a densidade e a rota de das estradas florestais, levando em consideração os dados extraídos dos levantamentos topográficos, ambientais e do maquinário disponível para as operações florestais, Programa de Planejamento de Estradas - Doc 0016.

As propriedades da empresa estão passando por recadastramento no Instituto Nacional de Terras (INCRA), com o objetivo de mitigar e evitar problemas futuros. Durante o mapeamento foi realizado levantamento de áreas indígenas que poderiam estar presentes nas áreas de influência das unidades florestais.

Com o mapeamento as características ambientais da área são observadas com a finalidade de identificar pontos da paisagem de relevante beleza que podem no futuro serem utilizados como áreas de educação ambiental e abertas a visitação monitorada.

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Mapeamento das unidades Florestais da Barra do Cravarí

Mapa 6 - Setor 22 Pazini

Os mapas relacionados às unidades florestais são documentados através do Programa de Mapeamento Florestal Doc 0024.

Figura 6 - Base geodésica Figura 7 - Marco geodésico

10.4-Escolha da Espécie

Os gêneros Pinus e Eucalyptus são utilizados nos reflorestamentos da empresa, pelo já conhecido potencial de crescimento e aproveitamento madeireiro.

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Para a escolha das espécies e origem das sementes são utilizados dados levantados durante as etapas de zoneamento e monitoramento das unidades florestais, tais como: tipo de solo, profundidade de solo, declividade, índice pluviométrico e temperatura média anual, dados coletados pelo programa de monitoramento ambiental da empresa.

.Como o programa de melhoramento está na fase inicial, a empresa ainda adquire sementes de institutos de pesquisa e/ou empresas reflorestadoras, levando em consideração o grau de melhoramento da espécie e a origem das sementes.

As espécies utilizadas com maior freqüência: Pinus taeda e Eucalyptus grandis,

Eucalyptus dunnii e Eucalyptus benthamiii.

A empresa apresenta reflorestamentos implantados com Araucária angustifólia que estão em fase de corte final e devem ser substituídos por espécies exóticas, devido as dificuldades burocráticas para novos plantios dessa espécie o que acarreta na falta de interesse em investimentos na pesquisa e desenvolvimento da silvicultura da espécie.

10.5-Planejamento das Estradas

As estradas florestais são planejadas antes das operações de plantio considerando as características do solo e a topografia do terreno. Os ramais principais de extração destinados ao escoamento da produção devem possibilitar o tráfego dos caminhões o ano todo. Esses ramais são planejados para que a estaleragem da madeira ocorra nas margens permitindo que o transporte aconteça constantemente conforme o documento Qualidade para Operações de Corte Raso e Desbaste;Doc0011 e Doc 007 em conjunto com o documento Programa de Planejamento de Estradas Doc 0016.

As estradas de escoamento, quando possível, são planejadas de maneira a receberem o máximo de insolação diária para uma rápida secagem após as chuvas. permitindo o tráfego florestal sem esforço demasiado das máquinas, além de facilitar e reduzir a necessidade de manutenção. A abertura de faixas de insolação é essencial para uma perfeita secagem do leito da estrada e são abertas antes do início da extração florestal, conforme cita o documento Programa de Qualidade nas Atividades de Desbaste Doc 007.

As estradas florestais da empresa são classificadas em primárias, secundárias e terciárias, o método de planejamento e conservação são discutidos e comentados em campo com os funcionários responsáveis pela atividade.

10.6-Implantação e Condução da Floresta 10.6.1-Produção de Mudas

As mudas utilizadas nos reflorestamentos da Barra do Cravarí Agroflorestal S/A são produzidas em viveiro terceirizado com capacidade para 10 milhões de mudas/ano. Todas as mudas são produzidas a partir da germinação das sementes adquiridas de institutos de pesquisa e de empresas reflorestadoras, produzidas em APS´s (Áreas de produção de sementes

Para que as mudas sejam produzidas com a qualidade exigida pela empresa o padrão de qualidade, e as recomendações adequadas sobre o manejo do viveiro florestal e cuidados com meio ambiente são apresentados ao produtor das mudas conforme documento Qualidade para Produção de Mudas Doc 009.

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O ciclo de produção das mudas varia conforme a espécie e pode levar de 90 a 120 dias para o Eucalipto e de 180 a 190 dias para o Pinus, todo o processo de classificação das mudas antes da expedição é repassado ao responsável através do documento para qualidade das mudas. citado acima.

As mudas fora do padrão de exigência são rejeitadas e estratégias para diminuir o índice de perda são adotadas, como: melhoria na aeração do substrato, adubação adequada, raleio e remoção de mudas nos períodos certos entre outros especificados no documento interno, Qualidade para Produção de Mudas Doc 009.

Características de mudas que seguem o padrão de qualidade

Figura 8 Qualidade de raízes Figura 9 Qualidade da parte aérea

Figura 10 Qualidade da muda

10.6.2-Operações de Silvicultura

As operações de silvicultura envolvem as etapas necessárias para a implantação, manutenção e condução dos maciços florestais, têm o objetivo de manter a qualidade e a sanidade da floresta. Essas operações ocorrem em períodos pré-determinados através do monitoramento constante das plantações e são essenciais para o estabelecimento da floresta. Os documentos que estabelecem os padrões de qualidade durante as atividades são elaborados pela equipe técnica e repassados aos colaboradores florestais por treinamentos agendados junto com a documentação para os gerentes de equipe.

Através de um programa de auditorias internas realizadas nas áreas onde ocorrem as operações florestais é avaliado a aplicação das instruções passadas durante os treinamentos, as planilhas utilizadas para realização das auditorias e o diário de campo são analisados e arquivados em documentos específicos para cada atividade. Quando uma falha no processo é reconhecida medidas de ajustes são adotadas e aplicadas pelos responsáveis de área.

As operações realizadas e os documentos internos que estabelecem a qualidade das atividades estão relacionadas abaixo:

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A) Remoção de resíduos:

Após as operações de extração florestal o resíduo (galhada) que fica acumulado sobre o solo é removido para utilização como fonte de energia conforme o Programa de Gerenciamento de Resíduos Doc 0018 e o Programa de Qualidade do Plantio Doc 008.

B) Capina pré-plantio;

Antes da realização da capina as características do relevo, a espécie florestal, densidade de infestação e espécies competidoras são observadas para que as decisões sobre o método mais adequado de eliminação do mato competição seja implantado. Os métodos empregados na área podem variar desde uma roçada e coroamento até a aplicação de agrotóxicos, onde são observadas as licenças cabíveis.

Muitas vezes devido a características especiais como vento, chuva e declividade ocorrem operações de capina química e roçada em uma mesma área de plantio. Esses procedimentos são realizados com pessoal treinado e orientado conforme o Programa de Qualidade do Plantio Doc 008.

Figura12 Área com coroamento Figura 11 Plantio realizado apenas com

coroamento e roçada

C) Combate às formigas;

Operação realizada em diferentes fases da vida do povoamento florestal e ocorrem seguindo um cronograma que leva em conta a colheita florestal, condições do clima e a época de reprodução das formigas, conforme mostra o documento Manejo de Pragas e Doenças Doc 0015. Buscando a conservação ambiental o combate a formigas é realizado através de monitoramento constante e com a utilização de isca formicida a base de compostos orgânicos como orienta as normas do Conselho de Manejo Florestal (FSC).

D) Preparo do solo e calagem

Durante as operações de preparo do solo as condições de topografia e as características físicas e químicas do solo são observadas pela empresa respeitando a declividade do terreno, conservando o solo e protegendo os recursos hídricos da microbacia. As etapas dessas operações são padronizadas em documentos da qualidade que servem de auxilio para a tomada de decisão sobre fatores como preparo de solo, colheita florestal, conservação e degradação da paisagem. Os procedimentos e os

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padrões de cuidado com o solo é estabelecido pelo Programa de Qualidade de Plantio Doc 008 e Programa de Planejamento de Estradas; Doc 0016.

Figura 13 Preparo do solo

Figura 14 Aplicação de calcário

E) Plantio/irrigação;

Pelas características climáticas da região o plantio de Eucalypitus, ocorre principalmente entre os meses de setembro e outubro, procurando estabelecer plantios em épocas mais quentes evitando perdas por geadas, os procedimentos de plantio e irrigação seguem as normas estabelecidas pelo Programa de Qualidade de Plantio Doc 008. O plantio de Pinus ocorre entre os meses de junho a julho procurando estabelecer em épocas mais frias porem com maior intensidade de chuvas evitando completamente a necessidade de irrigação de plantio.

A irrigação, quando necessária é realizada através de bicos dosadores de forma localizada, resultando em economia de água e aumento da produção, reduzindo o escoamaneto para fora da cova.

F) Adubação de plantio;

Essa operação ocorre após as mudas serem colocadas no solo, a quantidade e a formulação da adubação é baseada na análise de solo realizada antes das operações de plantio, conforme Programa de Qualidade de Plantio Doc 008.

Normalmente são utilizadas formulações de NPK mais micronutrientes, para que as necessidades nutricionais da espécies sejam supridas.

G) Replantio/irrigação.

A atividade de replantio ocorre quando, durante o monitoramento, é constatado um índice de mortalidade superior a 7% do total de mudas implantadas, conforme os procedimentos documentados em Programa de Qualidade de Plantio Doc 008.

H) Monitoramento de mortalidade

Essa operação ocorre entre um período de três a quatro meses após o plantio tem a função de avaliar a qualidade do plantio e das mudas, é realizada por amostragem utilizando as parcelas permanentes do inventário florestal.

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10.6.3-Controle e Utilização de Agrotóxicos

A Barra do Cravarí Agroflorestal S/A utiliza agrotóxicos para o controle de pragas e doenças que, eventualmente, possam atacar os plantios. A utilização de defensivos ocorre sempre em caráter curativo, quando as demais alternativas não surtem os efeitos desejados, com exceção das formigas cortadeiras, eliminação de plantas daninhas e eliminação de rebrota, onde o uso é freqüente, conforme mostra o documento Manejo de pragas e Doenças Doc 0015.

Os procedimentos legais para utilização de defensivos são considerados, utilizando apenas agrotóxicos liberados para a cultura em questão, os cuidados necessários para a aplicação como, sinalização da área, utilização de epi´s e condições climáticas são considerados, como ilustra a figura 8. Os vizinhos das unidades florestais recebem orientações especificas sobre o risco potencial da aplicação dos defensivos em suas atividades e modo de vida.

O transporte, armazenagem e os equipamentos necessários para a utilização desses produtos são fornecidos pela empresa aos funcionários, obedecendo às normas técnicas estabelecidas pelo Ministério da Saúde e do Meio Ambiente. Todos os produtos são licenciados pelo IBAMA e Ministério da Agricultura conforme revisão da legislação em pasta digital Doc 0021.

As instruções de uso como: dosagem, método de aplicação, condições climáticas, seguem a orientação do fabricante, conforme documento manejo de Pragas e Doenças Doc 0015.

Os funcionários responsáveis pela a aplicação de agrotóxicos realizam testes anuais para detecção de concentrações de defensivos acima do estabelecido em lei.

A organização atende também aos princípios da certificação florestal excluindo de suas atividades os agrotóxicos banidos pelo Sistema de Certificação Florestal (FSC).

Figura 15 Placas de aviso de risco de contaminação.

Controle de agroquímicos utilizados pela organização.(média anual)

Produtos Quantidades KG

Fungicida 5

Inseticida 275

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10.6.4-Condução das Florestas

A condução das florestas faz parte das operações de silvicultura, ocorrem em períodos pré-determinados após a implantação florestal, seguindo um planejamento baseado em dados recolhidos em campo pelos responsáveis de área. Essas operações garantem à floresta condições ideais de crescimento. Os procedimentos para garantir a qualidade dessas atividades estão documentados e são repassados aos funcionários através de treinamentos conforme Programa de qualidade de plantio e desrama Doc 008 e Doc 014.

As operações realizadas estão relacionadas abaixo: A) Coroamento e capina química;

A atividade de coroamento e capina química ocorre durante o primeiro ano de estabelecimento do plantio e é realizada de forma manual, devido as características do terreno, seguindo os procedimentos de qualidade conforme o documento Programa de Qualidade de Plantio Doc 008.

B) Adubação de manutenção;

Essa atividade ocorre apenas quando é avaliada a necessidade de adubação após a cultura estar estabelecida, o procedimento segue padrões de qualidade e orientação conforme Programa de Qualidade de Plantio Doc 008. Para a adubação são usadas diferentes formulações de NPK, conforme as condições físicas e químicas do solo .

C) Combate às formigas;

Operação realizada em diferentes fases da vida do povoamento florestal e ocorrem seguindo um cronograma que leva em consideração a data de plantio e ultima aplicação de isca formicida.

D) Desrama

A operação de desrama tem a função de garantir a qualidade da madeira produzida. O momento das intervenções é determinado pela idade, diâmetro e altura do povoamento, seguindo o Programa de Qualidade da Desrama - Doc 0014.

Essa operação é realizada manualmente com a utilização de cabos extensores e serrotes de poda.

Figura 17Aspecto de áreas que sofreram operações de Desrama

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E) Desbaste.

Operação de desbaste tem a finalidade de melhorar as condições de utilização do ambiente pelas espécies florestais, favorecendo o aumentando a produtividade individual de cada árvore.

O desbaste utilizado pela Barra do Cravarí é do tipo MISTO (sistemático e seletivo) com a remoção completa de linhas e a escolha de árvores entre as linhas removidas. Para um controle eficiente da qualidade e planejamento dos desbastes os colaboradores seguem um Programa de Qualidade do Desbaste elaborado e documentado pelos técnicos da empresa conforme Doc 007.

Aspecto de áreas que sofreram operações de desbate.

Figura 18 - Linhas abertas pela operação de desbaste misto

10.6.5-Acompanhamento Florestal

O acompanhamento florestal faz parte de um conjunto de operações anuais de coleta de dados, onde os parâmetros específicos de crescimento são analisados através de estatísticas dos volumes e incrementos florestais.

Essas operações são fundamentais para o planejamento das intervenções florestais e do abastecimento da fábrica, auxiliando nas projeções do incremento florestal. As operações realizadas estão relacionadas abaixo:

A) Locação de parcelas permanentes de medições.

As unidades florestais são acompanhadas através de medições anuais dentro das parcelas permanentes demarcadas em campo com a utilização de estacas. Para determinar o número representativo de parcelas é realizado um inventário preliminar onde os dados recolhidos são processados e é determinado o número correto de parcelas que devem ser instaladas em cada unidade de trabalho. Conforme indica o manual técnico para inventário florestal Doc 0025.

B) Medições dos parâmetros necessários.

Para essa operação são designados funcionários treinados para preenchimento correto das fichas de campo onde parâmetros essenciais como diâmetro a altura do peito (DAP) e altura das árvores são coletados através de equipamentos como fita métrica e hipsômetros. Conforme indica o manual técnico para inventário florestal Doc 0025.

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C) Processamento dos dados em escritório

Após coletados os dados passam para o setor de processamento onde são inseridos em programa especifico para avaliações como, área basal, incrementos, volume, diâmetro e altura.

D) Avaliação e tomada de decisões.

Nessa etapa fica definido o estoque de madeira em cada unidade florestal que serve de auxílio para o planejamento de colheita, extração e desrama florestal.

Parâmetros de desenvolvimento da floresta também são avaliados para que seja determinado as melhores procedências para cada condição de sítio dentro das unidades florestais.

PRODUTIVIDADE MÉDIA ATUAL DAS FLORESTAS DA BARRA DO CRAVARÍ

Pinus taeda: 22 a 24 m cúbicos / ha

Eucalyptus sp: 42 a 45 m cúbicos /ha.

Incremento total/ ano Volume(m3) G(área

basal)M2 D(diâmetro)

96712,90 10642,27 6256,543

Distribuição Diamétrica (E. dunnii 5 anos)

0 50 100 150 200 250 5 a 11 11 a 17 17 a 23 23 a 29 29 a 35

Classe de diâm etro

N d e I n d iv íd u o s Distribuição diamétrica

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10.6.6-Monitoramento Florestal

O monitoramento florestal envolve as práticas de cuidado com a sanidade das florestas, através de um planejamento de vistorias que avaliam a ocorrência de ataques de organismos patógenos nas plantações florestais e suprem de informações os responsáveis pelas decisões de adotar ou não medidas de controle, conforme Programa de Manejo de Pragas e Doenças Doc 0015.

As operações são realizadas através de amostragem das áreas plantadas com instalação de armadilhas e fornecem informações sobre o nível populacional dos agentes causadores de injúrias. Para as formigas cortadeiras o monitoramento é especifico e diferenciado, já que o ataque pode ocorrer durante todo o ciclo florestal, conforme Programa de Manejo de Pragas e Doenças Doc 0015.

Os cuidados com a floresta envolvem também o monitoramento das plantas competidoras durante os primeiros anos de condução dos reflorestamentos, avaliando o nível de competição entre a cultura e as plantas daninhas.

Para o monitoramento das espécies competidoras foi realizado um trabalho de identificação e densidade absoluta das espécies que ocorrem nas áreas em reforma florestal com a finalidade de serem observadas as espécies que realmente podem competir com o desenvolvimento da cultura.

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Figura 21 Monitoramento de plantas competidoras

Espécies encontradas em áreas de pré plantio

Família Nome científico Nome popular

Amaranthaceae Amaranthus hybridus Caruru roxo

Apoynaceae Oxypetalum wightianum Cipó-de-leite

Asclepiadaceae Asclepias curassavica Paina-de-sapo

Asteraceae Conyza canadesis Buva preta

Asteraceae Mikania hirsutissima Cipó cabeludo

Asteraceae Baccharis Vassoura

Asteraceae Baccharis uncinella Vassoura

Asteraceae Vernonia Glabrata Assa peixe roxo

Bignoniaceae Pyrostegia venusta Cipó são joão

Cyperaceae Cyperus ferax Rich Capim-de-cheiro

Commelinaceae Commelina longicaulis Maria mole

Compositae Achyrocline satureioides (Lam.) Macela

Malvaceae Sida rhombifolia l. Guanxuma

Melastomatacea Leandra australis Pixirica

Poaceae Melênis minutiflora P. Beauv Capim gordura

Poaceae Panicum maximum Capim guiné

Poaceae setaria geniculata Capim rabo de raposa

Solanaceae Solanum aculeasttis imum Juá

Solanaceae Solanum erianthum D. Don. Fumeiro bravo

Solanaceae Solanum granuloso-leprosum Espinho de porco

Urticaceae Urera baccifera Ortiga

Total de indivíduos

10.6.7-Prevenção e Combate a Incêndios Florestais

Em algumas fazendas a prevenção contra incêndios florestais é realizada com o auxílio de vigias que monitoram constantemente o perímetro das propriedades e têm informações sobre umidade do ar, índice pluviométrico e temperatura conforme o Programa de Vigilância Florestal Doc 0010 e o Programa de Proteção e Combate a Incêndios Florestais Doc 006.

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Nas unidades florestais próximas a sede da empresa, o monitoramento é realizado em parceria com pequenos agricultores e/ou moradores das proximidades, os quais comunicam à sede que é responsável pelo acionamento das equipes de combate, seguindo o Programa de Proteção e Combate a Incêndios Florestais Doc 006.

Além desses procedimentos, outros cuidados como: construção de aceiros, roçadas e desrama preventiva têm a finalidade de diminuir o material combustível do interior dos reflorestamentos. Medidas de restrição de acesso as áreas florestais também foram tomadas através da utilização de placas e restrições físicas nas estradas.

O acesso ao equipamento e aos pontos de captação de água é conhecido por todos os funcionários que fazem parte da frente de combate e estão especificados no Programa de Proteção e Combate a Incêndios Florestais Doc 006. Anualmente ocorrem treinamentos em parcerias com o corpo de bombeiro do município para que a brigada de incêndio da empresa esteja preparada para eventuais ocorrências. Existe um procedimento de registro de incêndios onde são avaliadas as áreas de maior incidência para que medidas extras de prevenção sejam tomadas. Por considerar um problema de extrema importância a Barra do Cravarí realiza campanhas de prevenção de incêndios junto a comunidade, buscando a conscientização da população sobre os danos econômicos e ambientais dos incêndios florestais.

Figura 23 Treinamento brigada de incêndio Figura 22 Treinamento brigadista.

10.7-Exploração e Transporte Florestal 10.7.1-Exploração

A exploração florestal é um conjunto de atividades executadas para a colheita da madeira, envolvem as operações de corte, desgalhamento, desponta, arraste, traçamento, empilhamento, carregamento e transporte da madeira, para o controle da

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qualidade dessas atividades existem documentos específicos que são seguidos pelos colaboradores do processo de exploração florestal, como Programa de Qualidade do Desbaste Doc 007 e Programa de Qualidade do corte Raso Doc 0011.

Devido à necessidade de um número significativo de pessoas e utilização de maquinário de grande porte, essas operações são responsáveis por aproximadamente 70% dos custos da madeira colocada no pátio da empresa, por isso, recebem atenção especial envolvendo manutenção adequada e treinamento dos funcionários.

As operações de derrubada, traçamento, desgalhe e desponta, são realizadas de forma semi mecanizada utilizando motosserras e as operações de arraste, empilhamento carregamento e transporte são realizados com os seguintes equipamentos:

a) Skidder - trator arrastador utilizado para o baldeio das árvores até o pátio de processamento intermediário;

b) Carregadeiras - máquinas de grande porte utilizadas para empilhar/carregar a madeira para o transporte;

c) Trator de esteira – maquina de grande porte utilizada para arraste de toras onde o trator de arraste não tem acesso.

O sistema de extração utilizado pela empresa é denominado Sistema de Toras Longas, onde as árvores são semi-processadas no local da derrubada e, posteriormente, arrastadas em forma de fuste até o pátio intermediário onde ocorrem às operações de traçamento e empilhamento, seguindo o Programa de Qualidade de Corte Raso e Desbaste Doc 0011 e Doc 007.

Durante a atividade de exploração florestal a conservação do meio ambiente é determinante para a qualidade da operação, portanto, cuidados com os remanescentes florestais, áreas de conservação e geração de resíduos são observados pelos colaboradores florestais conforme Programa de Qualidade do Corte Raso Doc 0011 e Programa de Qualidade do Desbaste Doc 007

Conjunto Florestal utilizado na exploração das unidades. Derrubada,

desponta e desgalhe

Arraste Traçamento Empilhamento e carregamento Motosserra Skider Motosserra Carregadeiras Volume de madeira explorado diariamente

Volume m3 350

Área explorada com corte raso anualmente

Área (ha) 75

Área explorada com desbaste anualmente

(46)

Custo do M3 de média em toras no pátio da empresa

CUSTO R$/ M3 29,08

Quantidade de maquinário utilizado na exploração florestal Maquinário Quantidade Skider 1 Motosserras 7 Carregadeiras 3 Tratores de esteira 2 Retroescavadeira 1

10.7.2-Transporte das Toras e recebimento de toros

A operação de transporte está relacionada com a remoção da madeira do pátio intermediário até a unidade beneficiadora. É controlada através de pesagem dos caminhões de transporte que em conjunto com o documento de origem, garantem a rastreabilidade da madeira explorada. Os colaboradores são orientados a seguir os procedimentos de carregamento através de treinamentos e de procedimentos documentados.

Para otimizar os trabalhos e conseguir um planejamento ideal da frota de transporte a empresa investe em projetos de dendrometria com a finalidade de obter dados que auxiliem em decisões como umidade ideal, percentagem de cacas e conversões peso volume.

Um sistema de reclamações e monitoramento do transporte, foi elaborado pela empresa possibilitando que os afetados pelas operações tenham acesso a canais de reclamações ou opiniões sobre a conduta dos motoristas, conforme especifica a política de atendimento a comunidade.

Dimensionamento de frota para Transporte Florestal

Maquinário Quantidade

Volkswagen 26-300 1

Volkswagen 26-310 1

Scania P124 Ga 6X4 360 2

Mercedes Bens 2213 1

10.7.3-Manutenção e Revisão dos Equipamentos

Para garantir o bom funcionamento e aumentar a disponibilidade mecânica das máquinas florestais, a Barra do Cravarí utiliza um programa interno de manutenção/serviços, levando em consideração as conformidades técnicas, ambientais e de segurança do trabalhador com a utilização de um caminhão oficina responsável pelo abastecimento, trocas de óleo, engraxamento e manutenções periódicas. Essas medidas diminuem o tempo de paradas das máquinas florestais ajudando a aumentar o rendimento da operação.

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Os dados referentes a cada máquina florestal são anotados para que seja possível determinar os tempos de parada e o motivo, esse conhecimento é necessário para que se obtenham dados concretos sobre a produtividade do maquinário florestal.

O programa de manutenção preventiva está em fase de implantação, 1ª fase: montagem e instalação do caminhão oficina (figura 24), e a 2ª fase: treinamento dos funcionários no preenchimento das planilhas, já foram implantadas e monitoradas. A empresa está caminhando para a última etapa de implantação do programa que consiste na verificação das principais causas de quebras com perda de tempo e a estratégia para solucioná-las. Com isso a Barra do Cravarí busca a exploração racional dos recursos otimizando a produção, reduzindo o tempo de parada do maquinário, ampliando o conhecimento das condições de trabalho do maquinário florestal.

Figura 24 Caminhão oficina e manutenção de máquinas

Custo do anual médio do maquinário florestal

10.7.4-Aprimoramento e Melhoria da Tecnologia Florestal

As atividades de melhoria e aprimoramento florestal são realizadas em parceria com institutos de pesquisa e universidades e têm como objetivo manter atualizados as atividades florestais da empresa através da coleta de dados de uma ou mais atividades visando auxiliar na melhoria constante do manejo florestal.

As novas tecnologias desenvolvidas são transferidas para as operações florestais, objetivando a redução de custos, aumento da produtividade e da sustentabilidade das florestas.

Para o início do programa a empresa definiu estrategicamente reverter maiores investimentos para Programas de Melhoramento Genético Florestal em parceria com o Instituições de Pesquisas e empresas do setor, até o momento já foram instalados alguns programas como :

Programa Novos Cultivares: Programa de teste para híbridos de Eucalyptus dunnii desenvolvidos pela USP (Universidade de São Paulo) e o IPEF (Instituto de Pesquisa e Estudos Florestais. Programa foi instalado em setembro de 2008 e vem sendo acompanhado através de inventários anuais e observação de geadas constatando plantas que resistiram a temperaturas de até 4 graus negativos com cultivares de grande potencial para fazerem parte dos mosaicos florestais da empresa.

Referências

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