PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO
E GESTÃO DE CAIXA
Aula 4: Conceitos Fundamentais para
Análise de Fluxo de Caixa
SUMÁRIO
A apresentação está dividida em:
OBJETIVO DA DISCIPLINA E DAS AULAS
Esta disciplina tem o intuito de transferir ao aluno conhecimento suficiente para entender a ferramenta fluxo de caixa.
Entender a importância do fluxo de caixa, bem como os conceitos fundamentais para análise e interpretação dos dados para tomada de decisão.
RESUMO DO CONTEÚDO
Metodologias para apuração e análise do fluxo de caixa; Fluxo de caixa operacional;
Análise dos índices de viabilidade: lucratividade, rentabilidade, prazo de retorno do investimento e ponto de equilíbrio.
AULA 4: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
PARA ANÁLISE DE FLUXO DE CAIXA
Seção 1
CONCEITOS FUNDAMENTAIS PARA ANÁLISE DE
FLUXO DE CAIXA
Análise do fluxo de caixa; Caixa diferente de lucro;
Atividades que alteram o valor do caixa;
Entendendo as transações através do fluxo de caixa;
De onde vem o dinheiro do caixa e o que deve ser feito com ele? Sobra de caixa, o que fazer?
CONCEITOS FUNDAMENTAIS PARA ANÁLISE DE
FLUXO DE CAIXA
Liquidez ou sobrevivência; Origens do dinheiro em caixa;
Onde o dinheiro em caixa pode ser investido;
Analisando a coerências das informações derivadas da análise do FC;
Administrando os recursos existentes; Fazendo o caixa gerar recursos;
ANÁLISE DO FLUXO DE CAIXA
As análises derivadas do fluxo de caixa devem ser coerentes e condizentes com a realidade, pois o caixa é algo real, palpável e deve-se ter em mente o que deve ser feito com ele.
CAIXA DIFERENTE DE LUCRO
É preciso pensar o caixa, diferente do lucro; pois o lucro é
composto por valores não econômicos inclusive; o caixa
AS ATIVIDADES QUE ALTERAM O VALOR DO CAIXA
Analisar o caixa significa entender como este caixa foi afetado
pelas
atividades
de
financiamento,de
investimento
e
operacionais.
ENTENDENDO AS TRANSAÇÕES ATRAVÉS DO
FLUXO DE CAIXA
O caixa apresentado pode ter sido influenciado pelas
situações citadas anteriormente. Então, deve-se entender:
ENTENDENDO AS TRANSAÇÕES ATRAVÉS DO
FLUXO DE CAIXA (FC)
O dinheiro que está em caixa foi gerado por qual situação? Operações normais da empresa ou
ENTENDER DE ONDE VEM O DINHEIRO DO CAIXA E
O QUE DEVE SER FEITO COM ELE
Por que é necessário fazer esta pergunta?
Para que não se corra o risco de aplicar dinheiro de terceiros
pensando ser da geração da empresa, tomando decisões
SOBRA DE CAIXA: O QUE FAZER?
Também é importante saber se a empresa tem dinheiro
sobrando em caixa para verificar o que é mais viável no
momento: pagar seus empréstimos ou investir em ativos.
LIQUIDEZ OU SOBREVIVÊNCIA
A empresa apresenta liquidez para pagar suas contas
ou está mantendo o caixa através de recursos de
terceiros?
OBSERVAR AS ORIGENS DO DINHEIRO EM CAIXA
Novos sócios, integralizando o capital; Receitas não operacionais;
Vendas ou prestação de serviços normais da empresa; Emissão de ações em caso de S.A.;
OBSERVAR ONDE ESSE CAIXA PODE SER INVESTIDO
Aumento de capital social;
Despesas operacionais e não-operacionais; Compras de estoque;
Pagamento de fornecedores;
Pagamento da folha de pagamentos; Pagamento de impostos;
Pagamento de empréstimos. Aquisição de ativos;
ANALISANDO AS COERÊNCIAS DAS
INFORMAÇÕES DERIVADAS DA ANÁLISE DO FC
Tendo analisado de onde vem o dinheiro que está no caixa ou
onde ele foi empregado, já é uma forma de analisar se há
coerência e transparência ou falta delas nas transações da
PREVISÕES ATRAVÉS DA ANÁLISE DO CAIXA
Como as empresas projetam, através da demonstração do
fluxo de caixa, seu caixa por um determinado período, é
possível tecer um cenário favorável para empresa também
antecipado através da utilização das informações projetadas.
ADMINISTRANDO OS RECURSOS EXISTENTES
Diante de uma situação crítica, a empresa pode se programar para:
• Compras de longo prazo • Evitar novas contratações
• Diminuição de custos operacionais • Diminuir os prazos de recebimento
FAZENDO O CAIXA GERAR RECURSOS
Diante de uma situação confortável de sobra de caixa, a empresa pode optar: • Investimento em ativos • Novos negócios • Investimento em ações • Aplicações financeiras • de longo prazo
O CICLO FINANCEIRO
As empresas vivem um ciclo financeiro em constante movimento. É preciso aprender a canalizar os esforços para atingir os objetivos propostos no planejamento estratégico.
A grande lição da análise do fluxo de caixa é que não se cria caixa, ele simplesmente é gerado. Então, necessita-se de uma boa gestão do ciclo financeiro para que o caixa seja utilizado de maneira eficiente.
O CICLO FINANCEIRO
Fonte: adaptado de Raphael Cordeiro. O Sovina e o Perdulário, Campus. 2007.
Investe
Produz
Recebe
Gasta
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FREZATTI, Fábio. Contribuição para o estudo da complementariedade do lucro
e do fluxo de caixa na gestão de negócios no ambiente empresarial brasileiro.
São Paulo: USP, 1996. Tese de doutorado em Contabilidade. FEA, 1996.
GITMAN, Lawrence J. Princípios de administração financeira. 12ª. ed. São Paulo: Harbra, 2010.
HOJI, Masakazu. Administração financeira: uma abordagem prática. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2000.
HOPP, João Carlos; PAULA LEITE, Hélio. O crepúsculo do lucro contábil.
Revista de administração de empresas. vol. 4. São Paulo: FGV, 1988.
KROETZ, César Eduardo Stevens. Balanço social: teoria e prática. São Paulo: Atlas, 2000.
LUSTROSA, Paulo Roberto Barbosa. DOAR – Uma morte anunciada.
FIPECAFI. Cadernos de estudos. v. 9, n.16. São Paulo, jul/dez 1997.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AULA 4: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
PARA ANÁLISE DE FLUXO DE CAIXA
Seção 2
SUMÁRIO
A apresentação está dividida em:
OBJETIVO DA DISCIPLINA E DAS AULAS
Esta disciplina tem o intuito de transferir ao aluno conhecimento suficiente para entender os itens que compõem o fluxo de caixa operacional e a forma de análise.
Entender os conceitos de lucratividade e conhecer um pouco do EBITDA como ferramenta de análise.
RESUMO DO CONTEÚDO
Metodologias para apuração e análise do fluxo de caixa; Fluxo de caixa operacional;
Análise dos índices de viabilidade: lucratividade, rentabilidade, prazo de retorno do investimento e ponto de equilíbrio.
CONCEITOS FUNDAMENTAIS PARA ANÁLISE DE
FLUXO DE CAIXA
Fluxo de caixa operacional; EBITDA ou lajida;
EBITDA: novo conceito de analisar a lucratividade; Onde encontrar o EBITDA?
O que o EBITDA evita nas análises? Forma de medir o desempenho;
CONCEITOS FUNDAMENTAIS PARA ANÁLISE DO
FLUXO DE CAIXA
Resultados financeiros; Operações com terceiros;
Lucro líquido e o parâmetro de lucratividade; EBITDA e apoio às decisões;
FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL
O fluxo de caixa operacional é aquele gerado pelas atividades normais da empresa. Produção Vendas Serviços Juros Imposto de renda DepreciaçãoExcluindo
EBTIDA OU LAJIDA
A sigla Lajida em Português trata do Lucro antes dos juros, imposto de renda, depreciação e amortização, que corresponde ao EBITDA em inglês.
Segundo Assaf Neto (2001), o EBITDA equivale ao conceito restrito de fluxo de caixa operacional da empresa, apurado antes do imposto de renda.
EBTIDA: NOVO CONCEITO DE ANALISAR A
LUCRATIVIDADE
Ainda sobre os conceitos de Assaf Neto (2001):
“As empresas vêm descobrindo indicadores tradicionais do
campo das finanças, porém formulados de maneira bastante
moderna e sofisticada, e disseminando seu uso de forma
globalizada”.
ONDE ENCONTRAR O EBITDA
Receita de Vendas: ( - ) CPV; ( = ) Lucro bruto; ( - ) Despesas operacionais; Vendas Administrativas:O QUE O EBITDA EVITA NAS ANÁLISES?
Ele evita uma visão enganosa, por exemplo, sobre as receitas, pois nem todas as receitas registradas indicam disponibilidade instantânea de recurso.
Ou seja, dizer que a receita total da empresa representa um potencial de geração de caixa estaria equivocado. E é isso que o EBITDA altera essa falsa situação.
FORMA DE MEDIR DESEMPENHO
EBITDA se tornou uma medida de desempenho da geração de recursos próprios.
RESULTADOS FINANCEIROS
É importante lembrar também que, devido à desvalorização da moeda, não entra em seu cálculo nenhum tipo de resultado financeiro.
OPERAÇÕES COM TERCEIROS
Despesas decorrentes de operações com terceiros
também não fazem parte da composição e análises do
EBITDA, pois tratam-se de itens que não estão ligados
LUCRO LÍQUIDO E O PARÂMETRO DE LUCRATIVIDADE
O lucro líquido sempre foi considerado parâmetro de lucratividade. Porém, através dos conceitos do EBITDA, o lucro não tem pleno potencial gerador de caixa.
EBITDA E APOIO ÀS DECISÕES
De acordo com Assaf Neto (2001), o EBITDA pode ser utilizado para apoiar decisões:
• Alterações na política financeira da empresa; • Grau de cobertura das despesas financeiras; • Estratégias financeiras;
• Benchmark;
EBITDA E APOIO ÀS DECISÕES
Alterações na política financeira da empresa
Recursos em nível insatisfatório geração de caixa insatisfatóriaCapacidade operacional de
Política financeira Liquidez Baixa
EBITDA E APOIO ÀS DECISÕES
Grau de cobertura das despesas financeiras
Despesas financeiras
Receita para cobertura das despesas
Margem de segurança Resultados operacionais
EBITDA E APOIO ÀS DECISÕES
Estratégias financeiras
Maior volume de recursos gerados
Melhor flexibilidade dos gestores
Liquidez Prazos
Mel
hor
EBITDA E APOIO ÀS DECISÕES
Benchmark
EBITDA E APOIO ÀS DECISÕES
Novos negócios
Desempenho do empreendimentoEBITDA positivo
Geração de recursos via operação da empresa
EBITDA E A COMPARABILIDADE DE DADOS
O EBITDA é uma ferramenta que permite a comparabilidade
financeira entre empresas localizadas em diferentes países,
pois subtrai de seu cálculo dados que impediriam esta
EBITDA – EFICÁCIA NÃO DESCARTA O USO DO
LUCRO LÍQUIDO PARA OUTROS FINS
Apesar da eficácia oferecida pelo EBITDA, não se deve
desconsiderar o lucro líquido como um todo, pois ele é a
COSENZA, José Paulo. A eficácia informativa da demonstração do valor adicionado. Revista contabilidade e finanças - USP. São Paulo, out./2003. p. 7-29.
DIÁRIO CATARINENSE. Relatório anual da administração: exercício social de 2002. Santa Catarina, 20 de mar 2003. p. 40 – 47.
FREZATTI, Fábio. Contribuição para o estudo da complementariedade do lucro e do fluxo de caixa na gestão de negócios no ambiente empresarial brasileiro. São Paulo: USP, 1996. Tese de doutorado em Contabilidade. FEA, 1996.
MATARAZZO, Dante Carmine. Análise financeira de balanços. 6.ed. São Paulo: Atlas, 2003.
MARTINS, Eliseu. Contabilidade vs Fluxo de Caixa. Caderno de estudos FIPECAFI. vol. 2. São Paulo: USP, 1990.
NEVES, Silvério das; VICECONTI, Paulo Eduardo V. Contabilidade Avançada e análise das demonstrações financeiras. 15ª. ed. São Paulo: Frase Editora, 2007.
AULA 4: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
PARA ANÁLISE DE FLUXO DE CAIXA
Seção 3
SUMÁRIO
A apresentação está dividida em:
1) Análise dos índices de viabilidade: lucratividade, rentabilidade, prazo de retorno do investimento e ponto de equilíbrio.
OBJETIVO DA DISCIPLINA E DAS AULAS
Esta disciplina tem o intuito de transferir ao aluno conhecimento para entender os conceitos fundamentais para análise do Fluxo de Caixa.
Entender que o fluxo de caixa oferece condições de decisão, de visão do futuro e, associado a alguns índices, oferece boas condições de gestão.
RESUMO DO CONTEÚDO
Metodologias para apuração e análise do fluxo de
caixa;
Fluxo de caixa operacional;
Análise dos índices de viabilidade: lucratividade,
rentabilidade, prazo de retorno do investimento e
CONCEITOS FUNDAMENTAIS PARA ANÁLISE DE
FLUXO DE CAIXA
Lucratividade; Rentabilidade;
É possível ver rentabilidade?
Índices de rentabilidade mais comuns; Margem bruta;
Margem operacional; Margem líquida;
CONCEITOS FUNDAMENTAIS PARA ANÁLISE DE
FLUXO DE CAIXA
Retorno sobre o investimento; Lucro por ação;
Prazo de retorno sobre o investimento; Ponto de equilíbrio;
Lucro;
Margem de contribuição; e Ponto de equilíbrio de vendas.
LUCRATIVIDADE
A lucratividade é obtida através dos ganhos sobre as
vendas. Geralmente, este cálculo aparece em termos
Lucro total
Valor das vendas
300.000,00
1.730.000,00
Exemplo numérico:
Lucratividade = 0,17; ou seja 17%
LUCRATIVIDADE
RENTABILIDADE
RENTABILIDADE
Lucro líquido x 100
Patrimônio líquido
215.000 x 100
2.000.000
Rentabilidade = 10,75%
RENTABILIDADE
É POSSÍVEL VER A LUCRATIVIDADE?
O que as empresas mais
querem é mostrar sua
lucratividade. É possível ver
este lucro quando eles
superam os custos da
ÍNDICES DE RENTABILIDADE MAIS COMUNS
Margem bruta
Lucro bruto
300.000
1.450.000
Margem bruta =20,69%
Margem operacional
Lucro operacional
Vendas líquidas
261.000
1.430.000
Margem operacional = 18%
Margem líquida
Lucro líquido
Vendas líquidas
1.730.000
1.450.000
Margem líquida – 15%
Retorno sobre o patrimônio líquido
Lucro líquido
Patrimônio líquido
Retorno sobre o patrimônio líquido = 10,75%
215.000
2.000.000
Retorno sobre o investimento (ROI)
Lucro líquido
Ativo total
Retorno sobre o investimento (ROI) = 7,67%
215.000
2.800.000
Lucro por ação (LPA)
= 288,33
Lucro líquido
nº de ações
Lucro por ação (LPA)
= 288,33
1.730.0000
6.000
Lucro por ação (LPA)
Lucro líquido
Nº de ações ordinárias
Prazo de retorno sobre o investimento
Investimento total
Lucro líquido
Prazo de retorno sobre o investimento = 9,30
2.0000.000
215.000
UTILIZANDO OS ÍNDICES
Os índices apresentados são os mais utilizados nas análises
financeiras. Podem fornecer importantes informações para
tomada de decisão, lembrando sempre de tomar as decisões
PONTO DE EQUILÍBRIO
Acontece o ponto de equilíbrio quando as receitas totais
LUCRO
Receitas
- menos
Gastos
= Igual
Lucro
LUCRO
GASTO FIXO GASTO VARIÁVEL
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO
MC = Preço unitário da venda Custo unitário variável
PONTO DE EQUILÍBRIO DE VENDAS
PEV = Gasto fixo total
BRAGA, Roberto; MARQUES, José Augusto Veiga da Costa. Avaliação da liquidez das empresas através da demonstração de fluxos de caixa. Revista
contabilidade e finanças – FIPECAFI. vol. 14, nº 25. São Paulo: FEA,
jan/abr. 2001. p. 6-23.
CARMO, Augusto Blanqui Gondim, et al. Fluxos de caixa. Revista do CRC –
SP. ano I, n. 3. São Paulo, dez./1997. p. 57-64.
COSENZA, José Paulo. A eficácia informativa da demonstração do valor adicionado. Revista Contabilidade e Finanças- USP. São Paulo, out./2003. p. 7-29.
GITMAN, Lawrence J. Princípios de administração financeira. 12ª. ed. São Paulo: Harbra, 2010.