• Nenhum resultado encontrado

Falha(s) nas pressuposições da ANOVA

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Falha(s) nas pressuposições da ANOVA"

Copied!
21
0
0

Texto

(1)

Falha(s) nas pressuposições da

ANOVA

Prof.a Dr.a Simone Daniela Sartorio de Medeiros

(2)

Na prática, é comum que uma ou mais hipóteses não se verifique. A mais comum é não existir homocedasticidade.

Das exigências vamos nos preocupar, especialmente com a homogeneidade de variâncias, que consideramos a exigência

(3)

 Quando a pressuposição de homogeneidade não for atendida os dados não podem ser analisados como estão. Para tentar resolver o problema, deve-se tentar

alguma das seguintes alternativas, nessa ordem:

1) Verificar se os dados apresentam algum outlier;

2) Transformar os dados;

3) Verificar se no modelo não falta algum termo.

4) Assumir outra distribuição para os erros. Por exemplo: Exponencial,

Poisson, Binomial, Gama, Beta, etc.

5) Realizar uma análise não-paramétrica.

DICA: Retirando-o o(s) outlier(s) muitas vezes resolve-se o problema.

Pode solucionar ou não o problema de heterocedasticidade e/ou normalidade dos erros.

(4)
(5)

 Se, dados de proporção (ou %), tende-se, provavelmente uma distribuição de Binomial. Se estas estiverem entre [0,30%] e [70, 100%] usa-se a transformação

em que p são as porcentagens.

 Se, dados de contagem, tende-se, provavelmente uma distribuição de

Poisson. Usa-se a transformação dos dados, do tipo:

em que k ≥ 0, geralmente 0 (zero) ou 0,5. Este valor quando os dados de observação apresentarem valores baixos, inclusive zeros.

X

arcsen

Y

k X Y  

Algumas sugestões de transformações

(6)

 Transformação recíproca: é uma função de transformação adequada quando X refere-se à taxa de sobrevivência. Por conseguinte,

refere-se à taxa de mortalidade.

 Se médias de tratamentos são proporcionais às respectivas variâncias, usa-se a transformação: para k ≥ 0. X Y  1

)

log(

X

k

Y

Algumas sugestões de transformações

(7)

Exemplo 1

Um pesquisador pretende realizar um experimento visando ao enraizamento de estacas de pessegueiros. São 4 variedades ou cultivares onde cada parcela

recebeu 20 estacas de uma determinada variedade, através de um sorteio. Passando o tempo necessário, o pesquisador arrancou as estacas e anotou o

número de enraizadas. O resultado foi:

Fixando =5%, existe diferença entre os cultivares em relação ao enraizamento de estacas de pessegueiros ?

Justifique sua resposta apresentando todos os cálculos.

Repetições Tratamento 1 2 3 4 5 Totais A 2 2 1 1 0 6 1,2 0,7 B 1 0 0 1 1 3 0,6 0,3 C 12 10 14 17 11 64 12,8 7,7 D 7 9 15 8 10 49 9,8 9,7 122 i

m

ˆ

s

i2

(8)

Repetições Trat 1 2 3 4 5 A 2 2 1 1 0 B 1 0 0 1 1 C 12 10 14 17 11 D 7 9 15 8 10 Os dados: No R: n.estacas <- c( 2, 2, 1, 1, 0, 1, 0, 0, 1, 1, 12,10,14,17,11, 7, 9,15, 8,10)

TRAT<- rep(c("A","B","C","D"), each=5) dados<-data.frame(TRAT,n.estacas)

# ou

dados<- read.csv2(‘DIC_estacas.csv’, head=T)

TRAT REP n.estacas A 1 2 A 2 2 A 3 1 A 4 1 A 5 0 B 1 1 B 2 0 B 3 0 B 4 1 B 5 1 C 1 12 C 2 10 C 3 14 C 4 17 C 5 11 D 1 7 D 2 9 D 3 15 D 4 8 D 5 10 No excel: DIC_estacas.csv

(9)

Verificando as pressuposições do modelo – dados brutos

##--- Modelo DIC

mod1<- lm(n.estacas ~ TRAT, data=dados)

# 1) Teste de Shapiro-Wilk (normalidade dos erros) shapiro.test(rstudent(mod1))

Shapiro-Wilk normality test data: rstudent(mod)

W = 0.8311, p-value = 0.00261

# 2.1) Teste de Hartley (homocedasticidade)

var.res<- tapply(rstudent(mod1),TRAT,var); var.res a b c d

0.7 0.3 7.7 9.7

Fmaximo<- max(var.res)/min(var.res); Fmaximo 32.33333

# 2.2) Teste de Bartlett (homocedasticidade) OBS: precisa de normalidade dos erros!

bartlett.test(n.estacas ~ TRAT, data = dados)

Bartlett test of homogeneity of variances data: n.estacas by TRAT

(10)

Verificando as pressuposições do modelo – dados brutos

#--- Gráfico de resíduos versus preditos

plot(predict(mod1), rstudent(mod1), ylim= c(-4,4), pch=19) abline(h=c(-3,0,3), lty=2)

#--- Gráfico quantil-quantil com envelope simulado require(car)

qqPlot(rstudent(mod1), distribution="norm", pch=19, col="blue",

xlab="Quantis da dist. normal", ylab="Resíduos Studentizados")

(11)
(12)

##---(Dados transformados)

n.est.transf<- sqrt(n.estacas + 0.5)

dados.tr<- data.frame(dados, n.est.transf)

mod2<- aov(n.est.transf ~ TRAT, data=dados.tr) #--- Novo modelo #--- Teste de Shapiro-Wilk (normalidade dos erros)

shapiro.test(rstudent(mod2))

Shapiro-Wilk normality test data: rstudent(mod2)

W = 0.967, p-value = 0.69

# 1.1) Teste de Hartley (homocedasticidade)

var.res<- tapply(rstudent(mod2), TRAT, var); var.res a b c d

0.12859145 0.08038476 0.13888707 0.21275532 Fmaximo<- max(var.res)/min(var.res); Fmaximo [1] 2.646712

# 1.2) Teste de Bartlett (homocedasticidade) # OBS: precisa de normalidade dos erros!

bartlett.test(n.est.transf ~ TRAT, data = dados.tr) Bartlett test of homogeneity of variances data: n.est.transf by trat

(13)

13

#--- Gráfico de resíduos versus preditos

plot(predict(mod2), rstudent(mod2), ylim= c(-4,4), pch=19) abline(h=c(-3,0,3), lty=2)

#--- Gráfico quantil-quantil com envelope simulado require(car)

qqPlot(rstudent(mod2), distribution="norm", pch=19, col="blue“,

xlab="Quantis da dist. normal", ylab="Resíduos Studentizados")

(14)

Dados com

(15)

anova(mod2)

Analysis of Variance Table Response: n.est.transf

Df Sum Sq Mean Sq F value Pr(>F) Trat 3 26.3394 8.7798 62.644 4.623e-09 *** Residuals 16 2.2425 0.1402

ANOVA – dados transformados

Conclusão: ....

Trat. Média transformada Média original

C 3.631651 2.7748874

D 3.182734 3.1144823

A 1.263775 0.8366600

B 1.017690 0.5477226

OBS: Na apresentação dos

resultados em relatórios (ou artigos, etc ) não coloca-se as

médias dos dados

transformados. Coloca-se as

médias originais e os resultados da análise com os dados

(16)

Para tentar contornar o problema vamos usar a Transformação Box-Cox, que consiste em transformar os dados de acordo com a expressão:

onde  é um parâmetro a ser estimado dos dados.  Se  = 0, a equação acima se reduz a

onde log(.) é o logarítmo neperiano.

Uma vez obtido o valor de  encontramos os valores dos dados

transformados conforme a equação acima e utilizamos estes dados transformados para efetuar as análises.

Transformação Box-Cox

, 1

X Y ), log( X Y

(17)

#==== Transformação Box-Cox require(MASS)

box.tr <- boxcox(y ~ TRAT, data=DIC, lambda=seq(-2, 2, 1/10)) abline(v=1, col='red') # Precisa transformar? SIM

#--- Valor exato

lambda <- box.tr$x[which(box.tr$y == max(box.tr$y))]; lambda #--- Novo modelo

Y_transf<- (y^(lambda)-1)/(lambda) dic<- data.frame(DIC, Y_transf)

mod1<- lm(Y_transf ~ TRAT, data=dic) No R:

= 0,54

Referência:

BOX, G.E.P.; COX, D.R. An analysis of transformations. Journal of Royal

Statistical Society, series B, v.26, p.211-252, 1964.

(18)

b) Modelo Linear

Generalizado

(19)
(20)

Duas Amostras Três ou mais amostras

Tipo de

Teste Uma amostra Emparelhadas Independentes Emparelhadas Independentes

P ar am ét ricos ( M éd ia) _T-Student _T-Student (emparelhadas) _T-Student (independentes) _ANOVA de

medidas repetidas _ANOVA

Não -p ar am ét ricos ( M ed ia n a) _Wilcoxon signed

rank _Teste de Wilcoxon _Teste de Mann-Whitney _Teste de Friedman _Teste de Kruskal-Wallis

(21)

Duas Amostras k amostras

Escala da Variável

Uma amostra Emparelhadas Independentes Emparelhadas Independentes

Nom in al _Teste binomial _Teste qui-quadrado _Teste de McNemar _Teste de Fisher

_Teste qui-quadrado para 2 amostras independentes

_Teste Q de Cochran _Teste qui-quadrado para k amostras independetnes Or d in al _Teste de Kolmogorov-Smirnov para uma amostra

_Teste de iterações para uma amostra

_Teste do sinal

_Teste de Wilcoxon

_Teste da mediana

_Teste de Mann-Whitney _Teste de Kolmogorov-Smirnov para duas amostras

_Teste de Wald-Wolfowitz

_Teste de Moses para reações extremas

_Teste de Friedman _Teste de Kruskal-Wallis

In te rval o _Teste de Walsh _Teste de aleatoriedade para pares _Teste de aleatoriedade para 2 amostras independentes Testes não-paramétricos

Referências

Documentos relacionados

Ora, evidentemente isto demanda trabalho, de modo que seja preciso, para apreender a essência de algo, proceder a uma variação eidética que é,

Em São Jerônimo da Serra foram identificadas rochas pertencentes à Formação Rio do Rasto (Grupo Passa Dois) e as formações Pirambóia, Botucatu e Serra Geral (Grupo São

Ele começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde, porém ele não havia se preparado para acampar resolveu seguir a escalada decidido a atingir o topo.. Escureceu, e a noite

Essa dimensão é composta pelos conceitos que permitem refletir sobre a origem e a dinâmica de transformação nas representações e práticas sociais que se relacionam com as

Na imagem abai- xo, por exemplo, as dimensões e o posicionamento dos personagens (Tio Sam e Cardoso) traduzem, em linguagem simples, o desnível geopolítico existente entre Brasil

- Verificar se foi feita a configu- ração de rede a cabo, acessar o “MENU” do televisor e ajustar as opções de rede conforme instruções contidas neste manual. 7 – Não

1 A busca automática por canais está disponível no SETUP do aparelho, para acessar, pressionar o botão MENU no controle remoto.. 2 Utilize as teclas de navegação, selecione a

instruções executadas: quanto “tempo” é necessário para computar o resultado para uma instância do problema de tamanho n;. Espaço de memória utilizado pelo algoritmo: