Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do
Estado de Rondônia - SEBRAE/RO
Demonstrações financeiras em
31 de dezembro de 2015 e 2014
Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Rondônia - SEBRAE/RO
Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2015 e 2014
Conteúdo
Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações
financeiras 3
Balanços patrimoniais
5
Demonstrações dos resultados
6
Demonstrações dos resultados abrangentes
7
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido
8
Demonstrações dos fluxos de caixa
9
Notas explicativas às demonstrações financeiras
10
Relatório dos auditores independentes sobre as
demonstrações financeiras
Aos Administradores e Conselheiros do
Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Rondônia - SEBRAE/RO Porto Velho - RO
Examinamos as demonstrações financeiras do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Rondônia - SEBRAE/RO (“Entidade”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2015 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado
abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas
explicativas.
Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras
A Administração da Entidade é responsável pela elaboração e pela adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os
procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Entidade para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Entidade. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a
KPMG Auditores Independentes
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Fax 55 (92) 2123-2367
Base para opinião com ressalva
Conforme mencionado na nota explicativa nº 1.1, a Entidade estava sob intervenção do SEBRAE Nacional até 30 de setembro de 2015, em função de investigações realizadas pelo Ministério Público Estadual de Rondônia (MPE) durante o segundo semestre de 2013, por suspeita de fraudes, principalmente nos processos de licitações, contratações, convênios e aquisições de serviços e materiais. O SEBRAE Nacional determinou a execução de uma
auditoria investigativa, apoiada por empresa especializada, a fim de apurar detalhes das causas e consequências das medidas cautelares impetradas com base nas investigações promovidas pelo MPE. Baseada nas conclusões dessa auditoria investigativa, a atual administração da Entidade concluiu que os fatos ocorridos não tinham impactos significativos sobre as demonstrações financeiras da Entidade. Entretanto, enquanto tramitar o mencionado processo judicial, não é possível quantificar os eventuais efeitos sobre os saldos apresentados.
Opinião
Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos decorrentes do assunto descrito na “Base para opinião com ressalva”, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Rondônia - SEBRAE/RO em 31 de dezembro de 2015, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
Manaus, 4 de fevereiro de 2016 KPMG Auditores Independentes CRC SP-014428/O-6 F-AM
Luciano Medeiros
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Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2015 e 2014
(Em milhares de Reais)
Ativo Nota 2015 2014 Passivo Nota 2015 2014
Circulante Circulante
Caixa e equivalentes de caixa 7 11.220 11.833 Fornecedores 584 213 Recursos vinculados a convênios e contratos 8 154 107 Obrigações sociais e trabalhistas 401 428 Transações com convênios a executar 63 226 Obrigações com convênios e contratos 11 52 14 Créditos com o sistema SEBRAE 15 444 - Provisões trabalhistas 12 2.009 1.315 Despesas antecipadas 16 23 Obrigações com o sistema SEBRAE 15 1.004 9.222 Outros créditos 165 246
Total do passivo circulante 4.050 11.192 Total do ativo circulante 12.062 12.435
Não circulante
Não circulante Provisões para riscos cíveis, fiscais e trabalhistas 13 160 100 Depósitos e cauções 13 327 27
Aplicações financeiras 9 - 5.028 Total do passivo não circulante 160 100 Imobilizado 10 13.212 13.543
Total do passivo 4.210 11.292 Total do ativo não circulante 13.539 18.598
Patrimônio líquido 14
Superávit acumulado 10.861 9.150 Ajustes de avaliação patrimonial 10.489 10.550 Reserva de subvenção 41 41 Total do patrimônio líquido 21.391 19.741 Total do ativo 25.601 31.033 Total do passivo e patrimônio líquido 25.601 31.033
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Demonstrações dos resultados
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Em milhares de Reais)
Nota 2015 2014
Receitas operacionais
Contribuições sociais 15 35.169 18.625
Receitas empresas beneficiadas 16 1.398 376
Receita de convênios, subvenções e auxílios financeiros 17 78 204
Outras receitas operacionais 831 189
37.476 19.394 Despesas operacionais Pessoal, encargos e benefícios sociais 18 (15.703) (11.679) Serviços profissionais e contratados 19 (9.938) (2.554) Custos e despesas de operacionalização 20 (10.657) (3.565) Despesas com programas e convênios 21 (230) (50)
Encargos diversos (549) (349)
Despesas com provisões (58) (100)
Depreciação (658) (626)
Outras despesas operacionais (104) (77)
(37.897) (19.000) Superávit antes do resultado financeiro (421) 394
Receitas financeiras 22 2.099 1.183 Despesas financeiras 22 (28) (30)
Resultado financeiro líquido 2.071 1.153
Superávit do exercício 1.650 1.547
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Demonstrações dos resultados abrangentes
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Em milhares de Reais)
2015 2014
Superávit do exercício 1.650 1.547
Outros resultados abrangentes -
-Resultado abrangente total 1.650 1.547
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Demonstrações das mutações do patrimônio líquido Exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014
(Em Milhares de Reais)
Ajustes
Superávit de avaliação Reserva de
acumulado patrimonial subvenção Total
Saldos em 1° de janeiro de 2014 7.542 10.611 41 18.194
Superávit do exercício 1.547 - - 1.547
Realização dos ajustes de avaliação patrimonial 61 (61) -
-Saldos em 1° de janeiro de 2015 9.150 10.550 41 19.741
Superávit do exercício 1.650 - - 1.650
Realização dos ajustes de avaliação patrimonial 61 (61) -
-Saldos em 31 de dezembro de 2015 10.861 10.489 41 21.391
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Demonstrações dos fluxos de caixa - Método indireto Exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014
(Em milhares de Reais)
2015 2014
Fluxo de caixa das atividades operacionais
Superávit do exercício 1.650 1.547
Ajustes no resultado:
Depreciação 658 627
Valor residual da baixa de imobilizado 102 -Provisões para riscos cíveis, fiscais e trabalhistas 60 81
2.470
2.255
Redução (aumento) nos ativos
Créditos a receber (104) 183
Recursos vinculados a convênios e contratos (47) 532 Transações com convênios a executar 163 (226) Créditos com o sistema SEBRAE (444) 2.738
Outros créditos 185 414
Despesas antecipadas 6 20
Depósitos e cauções (299) (19)
Aumento (redução) nos passivos
Fornecedores 371 (1.286)
Obrigações sociais e trabalhistas (26) (96) Obrigações com convênios e contratos 37 (525)
Provisões trabalhistas 694 (430)
Obrigações com o sistema SEBRAE (8.218) 8.708
Caixa líquido (utilizado nas) gerado pelas atividades operacionais (5.212) 12.268
Fluxo de caixa das atividades de investimento
Aplicações financeiras 5.028 (5.028)
Adições ao imobilizado (429) (554)
Caixa líquido utilizado nas atividades de investimento 4.599 (5.582)
(Redução) aumento em caixa e equivalentes de caixa (613) 6.686 Caixa e equivalentes de caixa em 1º de janeiro 11.833 5.147
Caixa e equivalentes de caixa em 31 de dezembro 11.220 11.833
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(em milhares de reais)
1 Contexto operacional
O Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas do Estado de Rondônia - SEBRAE/RO (“Entidade”) é uma entidade associativa de direito privado, sem fins lucrativos, instituída sob a forma de serviço social autônomo, regulada por estatuto, tendo por objetivo fomentar o
desenvolvimento sustentável, a competitividade e o aperfeiçoamento técnico das microempresas e das empresas de pequeno porte industriais, comerciais, agrícolas e de serviços, notadamente nos campos da economia, administração, finanças e legislação; da facilitação do acesso ao crédito; da capitalização e fortalecimento do mercado secundário de títulos de capitalização daquelas empresas; da ciência, tecnologia e meio ambiente; da capacitação gerencial e da assistência social, em consonância com as políticas nacionais de desenvolvimento.
A sede da Entidade está localizada na Avenida Campos Sales, 3.421, Olaria, município de Porto Velho, estado de Rondônia.
O âmbito de atuação do SEBRAE/RO constitui-se no apoio às Micro e Pequenas Empresas no estado de Rondônia, com vistas à melhoria do seu resultado e ao fortalecimento do seu papel social. O SEBRAE/RO recebe recursos oriundos do SEBRAE Nacional - SEBRAE/NA, que é o
responsável pelos repasses de recursos aos estados e ao Distrito Federal, para manutenção de suas atividades e projetos, conforme a Lei nº 8.154, de 28 de dezembro de 1990, mediante contribuição para fiscal das empresas privadas instaladas no país. Para manutenção de suas atividades poderá, eventualmente, promover a venda de produtos e a prestação de serviços ligados aos seus objetivos, sendo os resultados auferidos aplicados integralmente na manutenção das atividades. Os SEBRAE dos estados e do Distrito Federal têm autonomia financeira, administrativa e contábil, sendo constituídos como entidades juridicamente autônomas.
A Entidade tem como associados:
• Banco da Amazônia S/A;
• Banco do Brasil S/A;
• Caixa Econômica Federal;
• Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia - FAPERON;
• Federação das Associações Comerciais do Estado de Rondônia - FACER;
• Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas - FCDL;
• Federação do Comércio do Estado de Rondônia - FECOMERCIO;
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• Federação das Indústrias do Estado de Rondônia - FIERO;
• Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento e Regularização Fundiária -
SEAGRI;
• Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE/NA;
• Secretaria de Estado do Planejamento Orçamento e Getão - SEPOG; e
• Fundação Universidade Federal de Rondônia - UNIR
1.1
Intervenção do SEBRAE Nacional
Baseadas em denúncias contra a administração da Entidade na época, a Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) realizaram auditoria durante os anos de 2012 e 2013 no SEBRAE/RO. Com base nos resultados da referida auditoria, o Ministério Público Estadual de Rondônia (MPE) iniciou investigação durante o segundo semestre de 2013 e, em 11 de dezembro daquele ano foi realizada a prisão preventiva de diretores e determinados colaboradores vinculados à Entidade à época, que foram afastados de suas funções para
aprofundamento das investigações quanto ao suposto envolvimento dos ex-administradores em fraudes, principalmente nos processos de licitações, contratações, convênios e aquisições de serviços e materiais.
Durante o período de afastamento dos ex-diretores, a administração da Entidade ficou a cargo de gestores nomeados pelo Conselho Deliberativo Estadual (CDE). Os então diretores foram destituídos em 28 de janeiro de 2014. Em 30 de janeiro de 2014, através da Resolução CDN 242/2014, o Conselho Deliberativo Nacional (CDN) do SEBRAE aplicou pena de intervenção ao SEBRAE/RO, nos termos do seu estatuto, suspendendo as atividades e o funcionamento do CDE.
Para a intervenção foram nomeados dois colaboradores do SEBRAE/NA e um do SEBRAE/RO, que acumularam as funções da Diretoria Executiva e do CDE até 30 de setembro de 2015. O CDN determinou, ainda, que se iniciasse uma auditoria investigativa especial, apoiado por empresa especializada, a fim de apurar detalhes das causas e consequências das medidas cautelares impetradas com base nas investigações promovidas pelo MPE.
No momento da apresentação destas demonstrações financeiras, as investigações do MPE e o processo judicial tramitam sob segredo de justiça. As conclusões preliminares da auditoria investigativa especial mencionada anteriormente permitem que a atual administração da Entidade possa inferir que os fatos ocorridos não acarretaram impactos significativos sobre as demonstrações financeiras da Entidade com relação ao assunto mencionado acima.
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A Diretoria Executiva da Entidade aprovou a emissão destas demonstrações financeiras em 1º de fevereiro de 2016.
3 Uso de estimativas e julgamentos
A preparação das demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas.
Ativos e passivos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem o cálculo das depreciações sobre o ativo imobilizado (notas explicativas nº 6.c(iii)) e 10, provisões para riscos cíveis, fiscais e trabalhistas (nota explicativa nº 13) e provisão atuarial relativo a planos de benefícios pós-emprego (nota explicativa nº 24). Os valores definitivos das transações envolvendo essas estimativas somente são conhecidos por ocasião da sua realização ou liquidação. A Administração revisa essas estimativas pelo menos anualmente.
Estimativas e premissas são revistas de forma contínua, pelo menos anualmente. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no exercício em que as estimativas são revisadas e em quaisquer exercícios futuros afetados.
As informações sobre julgamentos críticos referentes às políticas contábeis adotadas que tem efeitos significativos sobre os valores reconhecidos nas demonstrações financeiras estão descritos a seguir:
a.
Depreciação de ativos tangíveis
A depreciação é calculada pelo método linear as taxas anuais variáveis levando em consideração a vida útil estimada dos bens. Os terrenos não são depreciados.
Itens do ativo imobilizado são depreciados a partir da data em que são instalados e disponíveis para uso, ou em caso de ativos construídos internamente, do dia em que a construção é
finalizada e o ativo está disponível para utilização.
Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais serão revistos a cada
encerramento de exercício financeiro, e eventuais ajustes são reconhecidos como mudança de estimativas contábeis (nota explicativa nº 6.c(iii)).
b.
Provisão para riscos cíveis, fiscais e trabalhistas
A Entidade reconhece provisão para causas cíveis, trabalhistas e fiscais. A avaliação da
probabilidade de perda inclui as evidencias disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados internos e externos.
As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões em tribunais.
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A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores significativamente divergentes dos registrados nas demonstrações financeiras devido às imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. (nota explicativa nº 13).
c.
Premissas de cálculos atuariais sobre o plano de benefícios de risco pós-emprego
O valor atual de obrigações de benefícios de risco a empregados depende de uma série de fatores que são determinados com base em cálculos atuariais, que utilizam uma série de premissas. Entre as premissas usadas na determinação do custo (receita) líquido para o plano, está a taxa de desconto. Quaisquer mudanças nessas premissas afetarão o valor contábil das obrigações do plano.A Entidade determina a taxa de desconto apropriada ao final de cada exercício. Esta é a taxa de juros que deveria ser usada para determinar o valor presente de futuras saídas de caixa
estimadas, que devem ser necessárias para liquidar as obrigações do plano. Ao determinar a taxa de desconto apropriada, a Entidade considera as taxas de juros de títulos privados de alta
qualidade, sendo estes mantidos na moeda em que os benefícios serão pagos e que tem prazos de vencimentos próximos aos prazos das respectivas obrigações de plano de pensão.
Outras premissas importantes para as obrigações de planos de pensão se baseiam, em parte, em condições atuais do mercado, informações adicionais estão divulgadas na nota explicativa nº 24.
4 Base de mensuração
As demonstrações financeiras foram preparadas com base no custo histórico como base de valor, exceto quando indicado de outra forma.
5 Moeda funcional e moeda de apresentação
Estas demonstrações financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Entidade. Todas as informações financeiras apresentadas em milhares de reais foram arredondadas para a unidade mais próxima, exceto quando indicado de outra forma.
6 Principais políticas contábeis
As principais políticas contábeis adotadas na elaboração das demonstrações financeiras estão definidas a seguir. As políticas foram aplicadas de forma consistente com todos os exercícios apresentados nestas demonstrações financeiras, a menos quando divulgado de forma diversa.
a.
Reconhecimento das receitas e despesas
As receitas e despesas são contabilizadas pelo regime de competência.
As receitas de Contribuição Social Ordinária (CSO) são relacionadas com as transferências periódicas do SEBRAE/NA para a Entidade, cujo registro é efetuado a partir do momento em que o direito ocorre, sendo normalmente recebida no mês de sua competência (nota explicativa nº 16). Essas receitas são relacionadas às transferências sistêmicas e periódicas da Secretaria da
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As receitas de Contribuição Social Nacional (CSN) são relacionadas à execução dos projetos eleitos para o exercício e apropriadas a partir da execução dos projetos (nota explicativa nº 15). As receitas de empresas beneficiadas são reconhecidas quando da efetiva prestação do serviço (nota explicativa nº 16).
3
As receitas de convênio com parceiros são apropriadas de acordo com a execução das despesas correlatas aos respectivos convênios de origem (nota explicativa nº 17).
b.
Instrumentos financeiros
(i)
Ativos financeiros não derivativos
A Entidade reconhece os empréstimos e recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados.
A Entidade não reconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação na qual essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Eventual participação que seja criada ou retida pela Entidade nos ativos financeiros é reconhecida como um ativo ou passivo individual.
Ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço
patrimonial quando, somente quando, a Entidade tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente.
A Entidade classifica os seus ativos financeiros não derivativos como empréstimos e recebíveis.
Empréstimos e recebíveis
Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável.
Os empréstimos e recebíveis significativos abrangem: caixa e equivalentes de caixa, créditos a receber, recursos vinculados a convênios e contratos, transações com convênios a executar, créditos com o sistema SEBRAE e outros créditos.
Caixa e equivalentes de caixa
Correspondem aos valores disponíveis em caixa, depósitos bancários e investimentos de curtíssimo prazo, que possuem liquidez imediata e vencimento original em até três meses, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor.
Créditos com o sistema SEBRAE
As transações com o SEBRAE/NA referem-se a valores a receber provenientes dos repasses do sistema, sobre os quais não incidem juros nem atualização monetária.
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(ii)
Passivos financeiros não derivativos
A Entidade reconhece títulos de dívida emitidos e passivos subordinados inicialmente na data em que são originados. Todos os outros passivos financeiros, se houver, são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual a Entidade se torna parte das disposições contratuais do instrumento. A Entidade baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações
contratuais retiradas, canceladas ou vencidas.
Tais passivos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transações atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através dos juros efetivos.
A Entidade tem os seguintes passivos financeiros não derivativos significativos: fornecedores e cauções, obrigações com convênios e contratos, obrigações com o sistema SEBRAE e outras obrigações.
(iii)
Instrumentos financeiros derivativos
A Entidade não opera com instrumentos financeiros derivativos.
c.
Imobilizado
(i)
Reconhecimento e mensuração
Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção, deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas, se houver.
O software comprado que seja parte integrante da funcionalidade de um equipamento é capitalizado como parte daquele equipamento.
Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado (apurados pela diferença entre os recursos advindos da alienação e o valor contábil do imobilizado), são reconhecidos em outras receitas (despesas) operacionais no resultado.
(ii)
Custos subsequentes
Gastos subsequentes são capitalizados na medida em que seja provável que os benefícios futuros associados com os gastos serão auferidos pela Entidade. Gastos como manutenção e reparos recorrentes são registrados no resultado.
(iii)
Depreciação
Itens do ativo imobilizado são depreciados pelo método linear no resultado do exercício baseado na vida útil econômica estimada de cada componente. Terrenos não são depreciados.
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Itens do ativo imobilizado são depreciados a partir da data em que são instalados e estão
disponíveis para uso, ou no caso de ativos construídos internamente, do dia em que a construção é finalizada e o ativo está disponível para utilização.
Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais são revistos a cada
encerramento de exercício financeiro e eventuais ajustes são reconhecidos como mudança de estimativas contábeis.
As vidas úteis estimadas para o exercício corrente e comparativo foram as seguintes:
Descrição Vida útil estimada
Edificações 25 anos
Máquinas e equipamentos 10 anos
Moveis e utensílios 10 anos
Veículos e acessórios 5 anos
Equipamentos de informática 5 anos
(iv)
Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment)
Os ativos não financeiros, incluindo o ativo imobilizado, são revistos para se identificar perdas não recuperáveis sempre que eventos ou alterações nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Quando aplicável, a perda é reconhecida pelo montante em que o valor contábil do ativo ultrapassa seu valor recuperável, que é o maior entre o preço líquido de venda e o valor em uso de um ativo.
d.
Benefícios a empregados
Benefícios de curto prazo
Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são mensuradas em uma base não descontada e são incorridas como despesas conforme o serviço relacionado seja prestado. O passivo é reconhecido pelo valor esperado a ser pago sob os planos de remuneração em dinheiro ou participação nos lucros de curto prazo se a Entidade tem uma obrigação legal ou construtiva de pagar esse valor em função de serviço passado prestado pelo empregado, e a obrigação possa ser estimada de maneira confiável.
Benefícios pós-emprego
A Entidade é uma das patrocinadoras solidárias do plano de benefícios SEBRAEPREV,
administrado e executado pelo SEBRAE Previdência - Instituto SEBRAE de Seguridade Social. O plano possui características de contribuição definida cujos percentuais são baseados na folha de pagamento, sendo essas contribuições levadas ao resultado quando incorridas, exceto pelo risco vinculado a projeção de contribuições em caso de invalidez ou morte. Essa parcela de risco gera a obrigação atuarial de benefício pós-emprego sob a qual a Entidade reconhece uma
despesa de benefícios a empregados no resultado de cada exercício durante a carreira ativa de sua população. Para apurar o valor da obrigação atuarial relativo aos benefícios de risco, a Entidade contrata anualmente um atuário qualificado (nota explicativa nº 24).
e.
Provisões
Uma provisão é reconhecida, em função de um evento passado, se a Entidade tem uma obrigação legal ou construtiva que possa ser estimada de maneira confiável, e é provável que um recurso econômico seja exigido para liquidar a obrigação. As provisões são apuradas através
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dos descontos dos fluxos de caixa futuros esperados a uma taxa antes dos impostos, se aplicável, que reflete as avaliações atuais de mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e riscos específicos para o passivo. Os custos financeiros quando incorridos são reconhecidos no resultado como despesa financeira.
f.
Obrigações trabalhistas
Decorrem de obrigação legal de registrar os direitos do empregado, sendo que no caso da provisão de férias a Entidade calcula 1/12 acrescido de um terço do salário base do funcionário a cada mês até que este atinja 12 meses consecutivos quando então tem direito ao gozo de férias. No caso do 13º salário a Entidade calcula 1/12 do salário base do funcionário a cada mês, de janeiro a dezembro quando então é efetuado o desembolso.
g.
Obrigações com convênios e contratos
As verbas e recursos recebidos dos parceiros nos respectivos convênios são registradas no passivo circulante pelos montantes recebidos efetivamente e serão utilizadas na execução de projetos. Após a execução e comprovação dos gastos efetuados, esses montantes serão
apropriados ao resultado como receitas de convênios, subvenções e auxílios. Sobre esses valores não incidem juros e nem atualização monetária.
h.
Receitas e despesas financeiras
As receitas financeiras estão representadas, basicamente, por rendimentos decorrentes das aplicações dos recursos da Entidade em fundos de renda fixa.
As despesas financeiras referem-se, basicamente, a encargos e taxas bancárias cobrados por instituições financeiras que estão reconhecidas no resultado do exercício.
i.
Tributação
O SEBRAE/RO é uma entidade isenta do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (Lei nº 9.532/97, art. 15 § 1°), por ser uma instituição sem fins lucrativos que presta serviços sociais autônomos para os quais foi instituída. Considera-se entidade sem fins lucrativos a que não apresente superávit em suas contas ou, caso o apresente em determinado exercício, destine o referido resultado, integralmente, à manutenção e ao desenvolvimento dos seus objetivos sociais (art. 15, § 3º, alterado pela Lei nº 9.718/98, art. 10).
Com relação à tributação da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS, o inciso X do art. 14 e o inciso VI do art. 13, ambos da Medida Provisória nº 2.158-35/2001 determinam que as receitas da atividade própria são isentas para serviços sociais autônomos, criados ou autorizados por lei. A Entidade está sendo questionada sobre a não tributação da COFINS (nota explicativa nº 13) sobre as receitas advindas de consultorias, treinamentos, feiras e palestras.
Com relação à tributação do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN sobre as receitas de empresas beneficiadas auferidas, de acordo com avaliações internas da
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apurados para propósitos de mensuração e/ou divulgação baseados nos métodos abaixo. Quando aplicável, informações adicionais sobre as premissas utilizadas na apuração dos valores justos são divulgadas nas notas específicas àquele ativo ou passivo.
7 Caixa e equivalentes de caixa
2015 2014
Contas bancárias (a) 46 66
Aplicações financeiras (b) 11.174 11.767
11.220 11.833
(a) São disponibilidades imediatas em caixa e em contas-correntes bancárias, cujas posições, em 31 de dezembro de 2015 e 2014, se encontram a seguir descritas:
Instituição 2015 2014
Banco do Brasil S.A. 46 62
Caixa Econômica Federal - 4
46 66
(b) Representadas por recursos mantidos nos fundos relacionados abaixo, com taxa de remuneração média de 0,97% a 1,17% ao mês. Tais recursos são destinados à manutenção operacional e administrativa da Entidade:
Instituição financeira Descrição 2015 2014
Caixa Econômica Federal Fundo Investimento 8.464 9.604
Banco do Brasil S.A. BB CP 50 Mil 2.710 2.163
11.174 11.767
8 Recursos vinculados a convênios e contratos
Formado pelos saldos de aplicações financeiras destinadas a programas e projetos com empresas parceiras.
2015 2014
Convênios e programas
Convênio Miraella 128
-Convênio Prefeitura de Colorado 16 -
Convênio Prefeitura de Cacaulândia 10 -
Convênio Gero Seagri - 107
154 107
Correspondem a recursos vinculados aos programas, projetos e convênios sob execução da Entidade, apresentados separadamente da rubrica “caixa e equivalentes de caixa” pois não constituem disponibilidade para a manutenção dos processos administrativos e operacionais, conforme pronunciamento técnico CPC 03.
Os saldos das contas vinculadas compreendem a soma dos aportes financeiros de parceiros e a contrapartida do próprio SEBRAE/RO. A utilização de conta única para movimentação e aporte financeiro é prevista nos contratos dos convênios. As obrigações com parceiros, em face dos depósitos recebidos, são registradas nas rubricas “obrigações com convênios e contratos” e “transações com partes relacionadas”, detalhadas nas notas explicativas nº 11 e 15.
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9 Aplicações financeiras
Referem-se à aplicação financeira de longo prazo com recursos ordinários que busca proporcionar uma maior rentabilidade de suas cotas em títulos de renda fixa públicos pós-fixados, que apresentem em sua composição títulos e operações com prazo médio de carteira superior a 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias.
10 Imobilizado
Saldo em 01/01/2015 Adições Baixas Saldo em 31/12/2015 Custo Terrenos 9.964 - - 9.964 Edificações 4.028 - - 4.028 Móveis e utensílios 929 73 (88) 914 Veículos e assessórios 1.818 - (955) 863 Máquinas e equipamentos 771 37 (279) 529 Equipamentos de informática 1.602 319 (486) 1.435 19.112 429 (1.808) 17.733 Depreciação acumulada Edificações (1.897) (161) - (2.058) Móveis e utensílios (774) (53) 85 (742) Veículos e assessórios (1.149) (202) 894 (457) Máquinas e equipamentos (560) (34) 247 (347) Equipamentos de informática (1.189) (208) 480 (917) (5.569) (658) 1.706 (4.521) Imobilizado líquido 13.543 (229) (102) 13.21201/01/2014 Adições Baixas Saldo em 31/12/2014Saldo em
Custo Terrenos 9.964 - - 9.964 Edificações 4.028 - - 4.028 Móveis e utensílios 929 - - 929 Veículos e assessórios 1.278 540 - 1.818 Máquinas e equipamentos 757 14 - 771 Equipamentos de informática 1.611 - (9) 1.602 18.567 554 (9) 19.112 Depreciação acumulada Edificações (1.736) (161) - (1.897) Móveis e utensílios (723) (51) - (774) Veículos e assessórios (992) (157) - (1.149) Máquinas e equipamentos (524) (36) - (560) Equipamentos de informática (976) (222) 9 (1.189) (4.951) (627) (9) (5.569)
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11 Obrigações com convênios e contratos
2015 2014
Convênio GERO SEAGRI - Diagnóstico - 14
Convênio Prefeitura Colorado D’ Oeste 15
-Convênio Miraella Mais Leite 27
-Convênio Prefeitura de Cacaulândia 10
52 14
Referem-se a recursos recebidos de parceiros nos respectivos convênios, que serão utilizados na execução de projetos. Após a execução e comprovação dos gastos efetuados, esses montantes serão apropriados ao resultado como receitas de convênios, subvenções e auxílios.
12 Provisões trabalhistas
2015 2014
Férias (i) 1.437 1.058
Remuneração variável (ii) 572 257
2.009 1.315
(i) Corresponde às provisões de férias e os respectivos encargos sociais pertinentes e foram constituídas em função dos direitos adquiridos pelo quadro de pessoal até a data do balanço.
(ii) A provisão para remuneração variável representa a participação de empregados e administradores correspondente a um mês de salário pelo atingimento das metas de resultados institucionais, conforme previsto no acordo coletivo de trabalho, sendo feito o registro contábil proporcional de 1/12 avos mensalmente. A remuneração variável é paga habitualmente em março do exercício subsequente.
13 Provisões para riscos cíveis, fiscais e trabalhistas
2015 2014
Provisão para perdas em processos judiciais
Reclamações trabalhistas 122 92
Ações cíveis 27
Provisão atuarial
Plano de benefícios pós-emprego 11 8
160 100
Existem outras contingências passivas envolvendo questões cíveis e trabalhistas avaliadas pelos assessores jurídicos da Entidade como de risco possível, no montante de R$ 360 e R$ 120, respectivamente, para quais nenhuma provisão foi constituída, tendo em vista que as práticas contábeis adotadas no Brasil não requerem sua contabilização.
A movimentação das provisões para perdas em processos judiciais está demonstrada a seguir:
31/12/2014 Adição 31/12/2015 Reclamações trabalhistas 92 30 122 Ações cíveis - 27 27 92 57 149
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O SEBRAE/RO efetuou depósitos judiciais no intuito de contrapor as contingências trabalhistas em curso no montante de R$ 327, cuja movimentação no período encontra-se demonstrada a seguir:
31/12/2014 Depósitos 31/12/2015
Depósitos judiciais 27 300 327
No âmbito fiscal, a Entidade é polo passivo em ação tributária de cobrança de débito relativo a COFINS, cujo valor da causa foi estabelecido em R$ 1.129. Em 31 de dezembro de 2015, o valor atualizado é R$ 1.633. O risco de perda foi classificado como “possível” pelos assessores jurídicos da Entidade, portanto não foi constituída a provisão.
14 Patrimônio líquido
a.
Superávits acumulados
Composto substancialmente de superávits e/ou déficits apurados ao longo dos exercícios.
b.
Ajustes de avaliações patrimoniais
Em 2010, a Administração aplicou, com base no laudo de empresa especializada, o custo atribuído de terrenos e edificações que possuíam seus valores contábeis substancialmente fora dos valores de mercado. O referido laudo de avaliação, realizado com base em 31 de dezembro de 2010, determinou o seu valor justo em 1º de janeiro de 2010, conforme permitido pelas práticas contábeis adotadas no Brasil. O saldo da referida rubrica é realizado com base nas depreciações e baixas dos respectivos bens avaliados, sendo transferida para os superávits acumulados.
15 Transações com partes relacionadas
São definidos como partes relacionadas os seguintes entes:
• Quaisquer entidades integrantes do Sistema SEBRAE;
• Pessoal-chave da Administração; e
• Fundo de previdência privada (SEBRAEPREV)
As transações com as partes relacionadas estão resumidas conforme a seguir:
2015 2014
Transações ativas - Créditos com o sistema SEBRAE
CSN a receber 443
CSO - Ressarcimentos a receber 1
444
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(a) Refere-se aos recursos de “contribuições sociais nacionais - CSN”, recebidos e ainda não aplicados nos projetos específicos a que se destinam. Por ocasião do encerramento do exercício, conforme prevê a IN 37-17, o valor da CSN não utilizado será devolvido ao SEBRAE/NA. O registro mensal da receita CSN é feito com base nas informações do relatório de transferência do Sistema de Monitoramento Estratégico (SME). Ao final do exercício de 2015 foram realizados os lançamentos contábeis para manter o equilíbrio entre os registros de direitos e obrigações entre o SEBRAE/RO e o SEBRAE/NA. As informações do relatório de transferência de CSN do SME serão utilizadas como única fonte de informação para o acerto final do exercício.
(b) A redução refere-se ao pagamento de R$ 9.222, devido ao baixo índice de execução da CSO em 2014 e o recebimento de recursos de CSN e sua execução, conforme a IN 37/16.
2015 2014
Transações no resultado
Contribuição social ordinária (CSO) 28.087 18.314
Contribuição social nacional (CSN) 7.082 311
35.169 18.625
As transações que afetam o resultado correspondem às contribuições sociais ordinárias, conforme distribuição definida pelo SEBRAE/NA, com base na arrecadação do ano anterior acrescido da expectativa de aumento previsto para o exercício atual.
Remuneração de pessoal-chave da administração
Contemplam os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e Diretoria Executiva. De acordo com o art.9º, inciso VII do Estatuto Social do SEBRAE/NA e Art. 6º do Estatuto Social do SEBRAE/RO, é princípio sistêmico a não remuneração dos membros dos Conselhos
Deliberativo e Fiscal. É competência dos Conselhos Deliberativo Nacional - CDN e Estadual - CDE a definição de remuneração e benefícios da Diretoria Executiva.
A seguir, quadro demonstrativo com valores acumulados de remuneração do pessoal-chave da administração: 2015 2014 Remuneração 159 - Benefícios 24 - 183 -
Os valores envolvendo a entidade de previdência complementar SEBRAEPREV estão descritos na nota explicativa nº 24.
16 Receita de empresas beneficiadas
2015 2014 Treinamento 345 86 Consultoria 342 19 Feiras 643 188 Palestras 3 1 EMPRETEC 18 79
Outras receitas de empresas beneficiadas 47 3
1.398 376
As receitas de empresas beneficiadas são oriundas das vendas de serviços por parte do
SEBRAE/RO que estão alocadas no orçamento anual da instituição com valores e metas a serem alcançadas.
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17 Receita de convênios, subvenções e auxílios financeiros
2015 2014
Convênio SENAR PER - 2013 - c/c 24.290-X - 65
Convênio GERO SEAGRI - Diagnóstico - 139
Convênio Prefeitura Castanheira 23
-Convênio Prefeitura Colorado do Oeste 15
-Convênio Prefeitura Nova União 20
-Convênio Prefeitura São Miguel do Guaporé 20
78 204
Nesta rubrica são registradas as receitas oriundas da utilização dos recursos de convênios firmados com o SEBRAE/NA e outras entidades, referente à execução de projetos pela Entidade.
18 Despesa com pessoal, encargos e benefícios sociais
2015 2014
Salários e proventos (7.844) (5.916)
13º salário (698) (578)
Férias (1.190) (735)
Outros gastos com pessoal (357) (110)
Encargos trabalhistas (3.263) (2.289)
Benefícios sociais (2.351) (2.051)
(15.703) (11.679)
Em 2015 foi concedido o aumento de 8% referente dissídio anual, ensejando um incremento nos demais gastos com funcionários, além dos reajustes de gratificações e com benefícios sociais. Também houve a admissão de 22 novos analistas para compor o quadro de funcionários da Entidade.
19 Serviços profissionais e contratados
2015 2014
Instrutória e consultoria (4.207) (634)
Serviços técnicos especializados (1.614) (548)
Manutenção segurança e limpeza (1.322) (912)
Demais serviços contratados (2.710) (447)
Encargos sociais serviços terceiros (85) (13)
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20 Custos e despesas de operacionalização
O aumento deve-se ao mesmo motivo informado na nota anterior. Com a retomada das execuções, cresceram principalmente as despesas com viagens para a realização de programas de capacitação de funcionários (cursos e pós-graduação), reuniões junto ao SEBRAE Nacional, feiras e missões.
21 Despesas com programas e convênios
2015 2014 Convênio nº 001/14 - SEBRAE/AM - (50) Convênio nº 002/13 - UNIESA (62) -Convênio nº 003/13 - UNESC (34) -Convênio nº 005/13 - CATÓLICA (54) -Convênio nº 006/13 - SERA (43) -Convênio nº 002/14 - UNIJIPA (37) (230) (50)
Refere-se aos valores transferidos do sistema SEBRAE (CSO e CSN) para as entidades parceiras na forma de convênios para a realização de ações previstas em seu programa de trabalho para o período. As transferências de recursos foram realizadas dentro do exercício.
22 Receitas e despesas financeiras
2015 2014
Receitas financeiras
Rendimentos de recursos ordinários 1.988 1.064
Rendimentos de recursos próprios 111 119
2.099 1.183 Despesas financeiras Tarifas bancárias (28) (30) (28) (30)
23 Instrumentos financeiros
Da mesma forma que em todos os outros negócios, a Entidade poderá estar exposta aos riscos que decorrem da utilização de instrumentos financeiros. Esta nota descreve os objetivos,
2015 2014 Diárias e hospedagens (2.903) (1.102) Passagens, transportes (2.911) (878) Aluguel e encargos (779) (207) Divulgação e publicidade (1.033) (24) Serviços gráficos (1.105) (38) Serviços de comunicação (603) (526) Material de consumo (537) (293)
Demais custos e despesas (786) (497)
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políticas e processos da Entidade para a gestão desses riscos e os métodos utilizados para mensurá-los. Mais informações quantitativas em relação a esses riscos são apresentadas ao longo dessas demonstrações financeiras.
A Entidade poderá estar exposta, em virtude de suas atividades, aos seguintes riscos financeiros:
• Risco de crédito;
• Risco de liquidez; e
• Risco de mercado
Não houve qualquer alteração substancial na exposição aos riscos de instrumentos financeiros da Entidade, seus objetivos, políticas e processos para a gestão desses riscos ou os métodos utilizados para mensurá-los partir de exercícios anteriores, a menos que especificado o contrário nesta nota.
Principais instrumentos financeiros
Os principais instrumentos financeiros utilizados pela Entidade, dos quais surgem os riscos de instrumentos financeiros, são os seguintes: caixa e equivalentes de caixa, créditos a receber, recursos vinculados a convênios e programas e fornecedores.
Risco de crédito
O risco de crédito para a Entidade surge preponderantemente de disponibilidades decorrentes de depósitos em bancos e aplicações financeiras em fundos de Investimentos financeiros.
A Entidade aplica recursos apenas em fundos de investimentos administrados pelo Banco do Brasil S.A ou Caixa Econômica Federal.
A Entidade não contrata derivativos para gerenciar o risco de crédito.
Exposição a risco de crédito
O valor contábil dos ativos financeiros representa a exposição máxima do crédito. A exposição máxima do risco do crédito na data das demonstrações financeiras foi:
Abaixo seguem divulgações quantitativas da exposição ao risco de crédito em relação aos ativos financeiros, pelos valores contábeis.
Ativos financeiros
Nota
explicativa 2015 2014
Caixa e equivalentes de caixa 7 9.498 11.833
Créditos a receber 8 368 45
Outros créditos 16 201
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Risco de liquidez
Risco de liquidez é o risco em que a Entidade irá encontrar dificuldades em cumprir com as obrigações associadas com seus passivos financeiros que são liquidados com pagamentos à vista ou com outro ativo financeiro. A abordagem da Entidade na administração de liquidez é de garantir, o máximo possível, que sempre tenha liquidez suficiente para cumprir com suas obrigações ao vencerem, sob condições normais e de estresse, sem causar perdas inaceitáveis ou com risco de prejudicar a reputação da Entidade.
Em 31 de dezembro de 2015, o fluxo de pagamentos para os passivos financeiros da Entidade é apresentado a seguir (valores contábeis):
Passivos financeiros 31/12/2015 Até 6 meses Valor em 1 ano Mais de 1 ano
Fornecedores 584 584 - -
Obrigações com o Sistema SEBRAE 1.004 1.004 - -
Em 31 de dezembro de 2015 não há inadimplência de pagamento de obrigações pela Entidade.
Risco de mercado (taxa de juros)
Esse risco é oriundo da possibilidade de a Entidade vir a sofrer perdas (ou ganhos) por conta de flutuações nas taxas de juros que são aplicadas aos seus passivos e ativos captados (aplicados) no mercado. Os instrumentos financeiros sujeitos ao risco de mercado estão representados, relevantemente, pelos papéis aplicados por meio de fundos de investimento administrados pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Conforme comentado na (nota explicativa nº 7), as aplicações por meio dos fundos de investimento são relevantemente efetuadas em títulos
públicos federais, cuja volatilidade dos indexadores vinculados é baixa.
Adicionalmente, para a gestão dos investimentos financeiros, o sistema SEBRAE por meio do SEBRAE/NA possui contrato de prestação de serviços com consultoria técnica externa que efetua acompanhamento periódico do comportamento dos títulos e valores mobiliários constantes nas carteiras dos fundos de investimentos, bem como da rentabilidade auferida mensalmente em comparação com os principais indicadores financeiros de mercado. Entidade não tem operações atreladas à variação da taxa de câmbio.
24 Benefícios pós-emprego
Conforme mencionado na nota explicativa n° 6, o plano SEBRAEPREV possui benefícios de risco que podem gerar ganhos ou perdas atuariais. O plano possui as seguintes características: Os benefícios de contribuição definida assegurados pelo plano SEBRAEPREV são:
• Aposentadoria normal;
• Aposentadoria antecipada;
• Aposentadoria por invalidez;
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Institutos de auto-patrocínio, benefício proporcional diferido e portabilidade.
Os benefícios de risco assegurados pelo plano SEBRAEPREV aos seus participantes são:
• Projeção de contribuição em caso de invalidez; e
• Projeção de contribuição em caso de morte.
O referido plano não inclui:
• Benefícios de demissão;
• Benefícios de longo prazo, que não sejam aposentadorias e pensões; e
• Plano de assistência médica para empregados, ou participantes e assistidos.
O plano SEBRAEPREV possui benefícios de risco que podem gerar ganhos ou perdas atuariais. Para se calcular os valores envolvidos o SEBRAE/RO contrata anualmente um atuário
qualificado. O balanço patrimonial é resumido conforme a seguir:
2015 2014
Valor justo dos ativos do plano 115 76
Valor das obrigações atuariais (44) (37)
Superávit no plano 71 39
Observada a avaliação atuarial do exercício de 2015, em conformidade com o CPC 33 (R1), e verificada a inexistência de passivo atuarial, bem como benefícios econômicos para o
patrocinador.
24.1
Reconhecimento das obrigações atuariais e contribuição do plano
Movimentação no valor presente das obrigações do benefício definido
2015 2014
Movimentação no valor presente da obrigação
Obrigações do benefício definido em 1º de janeiro (37) (43)
Custos do serviço corrente e juros (veja abaixo) (8) (10)
Perdas (ganhos) atuariais em outros resultados abrangentes 1 16
Valor presente da obrigação atuarial em 31 de dezembro (44) (37)
Movimentação no valor justo dos ativos do plano
Valor justo dos ativos do plano em 1º de janeiro 76 98
Contribuições pagas ao plano 10 8
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24.2
Premissas atuariais adotadas
(i)
Considerações gerais sobre as premissas
As premissas foram definidas de forma imparcial e mutuamente compatíveis, com base em expectativas de mercado durante o período de desenvolvimento de cada avaliação atuarial e base de dados cadastrais foram coletados em setembro de 2015.
(ii)
Financeiras
2015
Taxa de juros de desconto atuarial anual 12,76 % a.a.
Projeção de aumentos reais salariais médios anual 2,16 % a.a.
Projeção de aumentos reais dos benefícios média anual 0,00 % a.a.
Taxa de inflação média anual 5,00 % a.a.
Expectativa de retorno dos ativos do plano 12,76 % a.a.
(iii)
Demográficas
2015
Taxa de rotatividade 3,95 %
Tábua de mortalidade/sobrevivência de ativos AT - 2000 M e F Desag. 10%
Tábua de mortalidade/sobrevivência de aposentados AT - 2000 M e F Desag. 10%
Tábua de mortalidade/sobrevivência de inválidos 50% UP M + 50% UP F
Tábua de entrada em invalidez Tasa 1927 M e F
Tábua de morbidez N/A