ADMINISTRAÇÃO DO RELACIONAMENTO COM O CLIENTE
1 MENSAGEM DE BOASVINDAS E APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Seja bemvindo ao mundo do relacionamento com o cliente, uma disciplina cada vez mais demandada na formação do (a) Administrador (a) e mais presente no cotidiano das organizações. Por meio dela será possivel compreender com profundidade a importância do relacionamento entre organizações e pessoas (clientes e consumidores), na busca de melhor atender clientes, de atrair e retêlos, de desenvolver colaboradores satisfeitos, de manterse positivo na memória dos consumidores...
Pelo método online (EAD – Educação A Distância), será possivel aproximarse ainda mais dessa realidade, uma vez que você poderá contar com a rede mundial de computadores (Internet). Será possivel, por exemplo, estudar casos e artigos de empresas, verificar o que elas fazem para bem atender em veio virtual, realizar pesquisas e comparações e, ainda, manter contato com seu professor.
É importante que você aproveite o potencial que a Internet oferece. Na tela do computador, existe acesso a universidades, revistas, institutos de pesquisas, empresas, cultura e comportamento de nações, entre outros. A rede serve para estudos, comparações, compras, pesquisas em geral. Ou seja: a conectividade e a acessibilidade a conteúdos representam um novo modo de atividade (comportamento). Além de não podermos ausentarnos dessa oportunidade, os clientes das organizações que conhecemos e com as quais trabalhamos, não se distanciarão dessa realidade. Basta verificar o crescimento constante do comércio eletrônico, por exemplo.
A disciplina Administração do Relacionamento com o Cliente (ARC) é dinâmica, oportuna e direta. Por meio dela, você poderá compreender:
1. o que são clientes e quem são eles;
2. por que os clientes são vistos como início e fim dos processos organizacionais; 3. qual a importância da segmentação de mercado para a identificação de clientesalvo; 4. o que são atributos para os clientes e por que são valorizados; 5. quais os instrumentos utilizados, para ouvir os cliente; 6. quais os cuidados precisas, para ouvir os clientes; 7. como selecionar clientes que interessam; 8. o que e quais são os canais de acesso; 9. por que é importante padronizar o atendimento ao cliente; 10. quais são os requisitos exigidos das pessoas que interagem com os clientes;
11. como se relacionar com os clientes nesses tempos de erelacionamento e novas regras econômicas;
12. o que é a compra por impulso, como se aproveitar dela e quais os cuidados;
13. e, por fim, o que é a dissonância cognitiva e por que ela deve ser evitada a todo custo em ambiente de loja (físico)
Muito mais que isso, esta disciplina ajudáloá a compreender que cada pessoa, na figura de comprador, pagante ou consumidor (ou todas ao mesmo tempo), tem perfil comportamental distinto. Quando um determinado perfil ou grupo de perfis é identificado,
criamos grupos com características semelhantes, pois, quanto mais homogêneos forem os grupos, maiores serão as chances de sucesso das campanhas de comunicação a eles destinadas. Porém, lembrese: nem mesmo em um grupo homogêneo, as pessoas que o compõem, são tão semelhantes, a ponto de serem tratadas exatamente da mesma maneira; logo, os diferentes traços de personalidade de uma pessoa a tornam única, e é assim que cada indivíduo deseja ser tratado, como único (é o reconhecimento de que são diferentes).
1.1 Outras Informações e Reflexões Importantes
Neste material, você contará com o texto de suporte (os Módulos de 1 a 4 e aulas de 1 a 20, cinco aulas em cada módulo), a bibliografia básica a ser estudada (livro recomendado), a bibliografia complementar (livros e outras fontes que contemplam o conteúdo), além de exercícios para reflexão e fixação, indicações de leituras complementares (inclusive na Internet), glossário, entre outros.
Agora, procure compreender o sentido dos termos comportamento e relacionamento, concentrese em entender que cada indivíduo apresenta um padrão, ou tipo de comportamento que o torna único, e esse indivíduo, quando visto ou estudado isoladamente, pode receber determinado tipo de tratamento exclusivo. Além disso, quando lembramos que esse indivíduo não vive só, que, portanto, existe a coletividade, o tratamento que lhe será dado, poderá não ser único e exclusivo, mas, sim, a compilação de padrões a partir de outros indivíduos, com comportamentos semelhantes (segmentação de mercado). Com isso, o tratamento oferecido buscará ser o melhor possível. Qual a importância desse fato? Não existe uma resposta que atenderá a 100% dos indivíduos quando separados em grupos, mas deve haver o esforço de chegar à melhor solução possível para o grupo. A ‘Gestão do Relacionamento com o Cliente’ busca estabelecer esse equilibro, uma vez que não há recursos humanos e financeiros, na maioria das organizações, para um padrão de atendimento totalmente individualizado, a não ser para aquelas que trabalham com produtos estritamente Premium ou VIP. Talvez RollsRoyce.
1.2 Atividades
Exercício para reflexão:
Como exercício inicial, procure, na rede mundial de computadores, se as empresas que você mais conhece ou com as quais usualmente tem relacionamento (faz compras), oferecem algum tipo de serviço pela rede, se vendem, dão orientações sobre produtos e serviços, entre outros.
Ao partir disso, compare a empresa com suas principais concorrentes.
Compare, ainda, qual delas oferece melhores soluções pela rede e explique por que você acha que isso ocorre.
Obs.: Isto é: faça um exercício de comparação entre empresas do mesmo segmento pela Internet. 2 CLIENTES: DEFINIÇÕES E ENTENDIMENTOS
Objetivo:
Ao final desse módulo, você estará capacitado a termos, como: cliente, comprador, cliente final, consumidor, entre outros, objetivando que não ocorram interpretações errôneas em outros momentos, uma vez que, embora muitos termos sejam semelhantes, não são sinônimos, e uma boa identificação dos casos estudados requer saber,exatamente, quem é quem no contexto dos clientes e das organizações.
Você verá que a nomenclatura (termos e significados) é fácil e simples e representará interferência direta em seu diaadia. Por exemplo: reflita sobre o seguinte: ‘Eu vou ao supermercado comprar iogurte para o meu filho e pago com o cartão de crédito de minha esposa?’ No contexto do relacionamento com clientes (mercadológico), ‘quem sou eu, quem é minha esposa e quem é meu filho’?
2.1 Definições Básicas
Abaixo você encontrará algumas definições e conceitos de cliente dentre outros, que servirão de apoio, para que haja entendimento em cada um dos módulos desta disciplina.
2.1.1 Cliente
“Cliente designa uma pessoa ou unidade organizacional que desempenha papel no processo de troca ou transação com uma empresa ou organização. (...) O termo cliente referese a pessoas que assumem diferentes papéis no processo de compra, como: o especificador, o influenciador, o comprador, o pagante, o usuário ou aquele que consome o produto.’’ (Bretzke, apud Dias, 2003, p.38) “Constituinte, em relação ao advogado ou procurador. Divididos em mercadoalvo, podem ser: consumidores, industriais, revendedores, empresas governamentais e internacionais. 2. Forma pela qual os publicitários designam os anunciante, os empresários em geral, quando vinculados a uma agência de propaganda.” [Moreira; Pasquale; Dubner. 1999, p.89]
”Devese considerar o cliente o destinatário dos produtos da organização. Pode ser uma pessoa física ou jurídica. É quem adquire (comprador) e/ou que utiliza o produto (usuário / consumidor).” (FPNQ, 2004: p.50)
“Designa uma pessoa ou unidade organizacional que desempenha papel no processo de troca ou transação com uma empresa ou organização.(...) O termo cliente referese às pessoas que assumem diferentes papéis no processo de compra, como o especificador, o influenciador, o comprador, o pagante, o usuário ou aquele que consome o produto, (...).” (Dias, 2003: p.38)
2.1.2 Compostos de Marketing: 4Ps e 4C’s
Os 4Ps representam a visão que a empresa vendedora tem das ferramentas de Marketing disponíveis para influenciar compradores. Do ponto de vista de um comprador, cada ferramenta de Marketing é projetada para oferecer um benefício ao cliente. Robert Lauterborn sugeriu que os 4Ps do vendedor correspondem aos 4Cs dos clientes. A correlação sugerida por Robert Lauterborn: Produto Cliente (solução para o); Preço Custo (para o cliente); Praça Conveniência; Promoção Comunicação. O foco do Marketing é o cliente, e, para tanto, é preciso proporcionar conveniência, comunicar estas sempre ao menor custo, para não pesar no orçamento do cliente.
Em se tratando de clientes, os 4Cs não podem ser deixados de lado, pois servem para demonstrar que toda medida de uma organização (com ou sem fins lucrativos) está ligada a seus clientes e/ou consumidores. De fato, ela sabe que, para existir, precisa deles, bem como eles sabem que os produtos que compram, facilitam suas vidas, solucionam problemas cotidianos, entre outros.
Reflita sobre a frase: “Não há pior cliente que cliente nenhum.” Ou seja: é melhor ter todos os piores clientes, desde que sejam de fato clientes ativos, pois sem eles não existe organização. Veja a estrutura na figura a seguir:
2.1.3 Consumidor
“Indivíduo que compra bens ou serviços para consumo próprio e/ou de terceiros.” [Moreira; Pasquale; Dubner. 1999, p.103]
Atenção:
Quando os autores fazem, na frase acima, referência a ‘terceiros’, não se deve considerar genericamente “e/ou”, mas, sim, como: o indivíduo que adquire produtos para o próprio consumo e, em parte, para o consumo de terceiros, que, então, efetuam junto – com o consumidor adquirente – o consumo do produto adquirido por ele. Por que essa preocupação? Simplesmente, porque o consumidor pode não ter comprado nada, mas continua sendo ‘consumidor’ (relação: cliente, consumidor e pagante).
2.1.4 Comprador
“Pessoa que faz a compra. 2. Indivíduo que adquire o produto ou serviço.” [Moreira; Pasquale; Dubner. 1999, p.97]
É a pessoa presente no ato da compra, executandoa. 2.1.5 Pagante
É quem paga pelo produto ou serviço adquirido, podendo, portanto, não ser a mesma pessoa do comprador ou mesmo do consumidor. (Porém, direta ou indiretamente, o pagante pode ser considerado cliente). Nota: o pagante não precisa vir no fechamento da compra, pois ele pode ter enviado o dinheiro, cheque ou cartão, por exemplo.
2.1.6 Cliente Externo
“É, geralmente, aquele que paga pelos produtos e serviços, sem participar do respectivo processo de produção e realização. Ele sofre o impacto dos produtos e serviços oferecidos, sem fazer parte da organização.” (Bogmann. 2000, p.36)
Isto é: o cliente externo é genericamente o ‘cliente’, porém o termo ‘externo’ remete ao fato de que ele (cliente externo) não faz parte da organização, não trabalha nela e nem possui qualquer tipo de relação profissional com ela. Esse é um termo importante, porque há clientes internos, e é importante também para as organizações diferenciálos.
2.1.7 Cliente Pessoal
“É aquele que influencia nossas vidas e nosso desempenho no trabalho. O termo ‘cliente pessoal’ é formado pelas pessoas que amamos ou elas nos fazem lembrar: da esposa, do marido, dos filhos, dos amigos e de todos aqueles que convivem conosco, alimentam nossas necessidades emocionais e sociais.’’ [Bogmann. 2000, p.38]
Clientes pessoais são importantes, porque, muitas vezes, compram em determinados estabelecimentos apenas porque têm afinidade conosco (pessoa – funcionário daquele estabelecimento). Ou seja: os clientes pessoais são levados pelas relações de amizade.
2.1.8 Cliente da Concorrência
‘‘É o cliente externo que não compra de nossa empresa, mas, sim, de nossos concorrentes. A soma dos nossos clientes externos com os clientes da concorrência forma a massa de clientes ativos que chamamos de mercado atual. O número de clientes externos que temos em relação ao mercado atual, determina a nossa participação no mercado em um determinado território definido.” [Bogmann. 2000, p.39] De certa forma, o cliente da concorrência é quem queremos para nós, pois, por algum motivo, ele prefere fazer negócio com outro (nosso concorrente). 2.1.9 Cliente Interno ‘‘É aquele que faz ou deixa de fazer, para que a expectativa do cliente final seja satisfeita/superada ou não. É a peça principal na qualidade total em serviços.’’ (...) ‘‘O cliente interno é a pessoa que trabalha em nossa empresa e influencia o processo produtivo e de fornecimento de serviços.” [Bogmann. 2000, p.39]
“Dentro de uma empresa acontecem várias situações, nas quais os departamentos ou as pessoas fornecem produtos uns aos outros. Os receptores são denominados clientes internos.” (Meireles, 2003: p.191)
2.1.10 Cliente Lucrativo
‘‘É uma pessoa, residência ou empresa que, ao longo do tempo, rende um fluxo de receita que excede, por margem aceitável, o fluxo de custos de atração, venda e atendimento da empresa relativa a ele.’’ [Kotler, 2000. p.77]
2.1.11 Então, o que é um cliente?
• Um Cliente é a “pessoa mais importante do mundo nesse escritório...”, quer ele se comunique pessoalmente, quer por carta, entre outros;
• Um Cliente não depende de nós...: nós é que dependemos dele;
• Um Cliente não interrompe nosso trabalho...: ele é a finalidade do próprio trabalho;
• Não estamos fazendo um favor em servilo...: ele está fazendonos um favor, dandonos a oportunidade de servilo;
• Um Cliente não é alguém com quem discutir ou debater. Ninguém jamais venceu uma discussão com um Cliente; • Um Cliente é uma pessoa que nos traz seus desejos. É nossa obrigação lidar com eles de maneira lucrativa, para eles e para nós. [Kotler, 2000. p.71] Glossário: Excepcionalmente, nesse módulo, por tratar de definições, não se faz necessário o uso de glossário presente em todos os demais.
3 CLIENTES: OUTRAS REFLEXÕES E ENTENDIMENTOS E O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR VISTO COMO PROCESSO Objetivo: Ao final desta aula (03), você estará capacitado a compreender a aplicação dos termos vistos na aula anterior e a relação deles com o cotidiano das organizações. Além disso, será possivel entender, de maneira breve, por que o comportamento do consumidor é visto como um processo. Síntese:
A partir de uma breve revisão e ampliação dos conceitos de cliente, introduzse o discurso de clientes, vistos como processo (que será mais bem explorado na aula seguinte); os diversos atores envolvidos no comportamento do consumidor e que estrutura organizacional deve atender aos clientes.
3.1 Revisando e Contextualizando Clientes
Na aula anterior, foi possível conhecer o sentido do termo cliente e seus desdobramentos. Veja abaixo e de maneira resumida os tipos e papéis dos clientes:
Figura 01: Clientes: tipos, papéis e comportamentos. (fonte: Adaptado de Sheth, Mittal, Newman. 2001; p.29)
Em geral, um cliente é uma pessoa ou uma unidade organizacional que desempenha um papel na consumação de uma transação com o profissional de Marketing ou com uma entidade. Os clientes de uma empresa podem atuar como membros de uma família ou representantes de outra empresa. Por sua vez, o termo consumidor tem sido usado para referirse apenas aos mercados de bens de consumo. O termo correspondente para o mercado industrial tem sido cliente (Sheth; Mittal; Newman, 2001, p.29). Porém, lembrese de que, por definição geral, consumidor é quem consome, também entendido como cliente final; já os clientes tendem a ser aqueles ligados ao processo de relacionamento (como compradores, pagantes ou usuários em caso de empresas). Logo, o cliente e o consumidor podem ou não ser a mesma pessoa. Veja o exemplo: ‘Vou ao supermercado comprar iogurte para meu filho.’ Responda: Quem é o cliente (em relação ao supermercado) e quem é o consumidor (em relação ao produto)? R.: – Eu sou o cliente por ativar o processo de negociação para aquisição do produto iogurte (resumo do processo: ir ao supermercado, identificar o produto, passar no checkout, pagar, embalar, voltar para casa). – Por sua vez, meu filho, ao consumir o iogurte, será identificado como o ‘consumidor’ do produto (= cliente final). Qual a importância desse tipo de diferenciação? Ela serve, dentre outras alternativas, para descrever corretamente um planejamento estratégico de Marketing, quando se descreve a quem se direciona a campanha (aos clientes ou aos consumidores), para realizar a tabulação de vendas. É valido lembrar, por exemplo, que as propagandas televisivas de brinquedos infantis podem ter dois focos distintos: (a) a criança, potencial consumidora do produto, ou (b) os pais, potenciais compradores (pagantes). Para cada um, a propaganda apresentará um tipo de estrutura e direcionamento, pois a linguagem que atinge cada um dos públicos, é diferente, os objetivos, também.
3.2 O Comportamento do Consumidor é um Processo
Em seus estágios iniciais de desenvolvimento, a área (comportamento do consumidor), com freqüência, era chamada de comportamento do comprador, o que enfatizava a interação entre consumidores e produtores no momento da compra. A maioria dos profissionais de Marketing reconhece, agora, que o comportamento do consumidor é um processo contínuo, e, não, só o que acontece no instante em que um consumidor entrega dinheiro ou apresenta seu cartão de crédito e, em troca, recebe uma mercadoria ou serviço. (Solomon, 2002: 24). O processo é muito maior e interativo, do que simplesmente realizar o processo de comercialização entre um ofertante e um demandante.
A troca, uma transação em que duas ou mais organizações ou pessoas dão e recebem algo de valor, é parte integrante do Marketing [e, portanto, processo de relacionamento entre pessoas e organizações]... Embora a troca seja, ainda, parte importante do comportamento do consumidor, a visão mais abrangente enfatiza todo o processo de consumo, o que inclui o que influencia o consumidor antes, durante e depois da compra. (ibid: 24)
A figura abaixo ilustra algumas das questões abordadas durante cada estágio no processo de consumo:
Figura 02: Algumas questões que surgem durante os estágios do processo de consumo. (fonte: Solomon, 2002: p.25)
3.3 O Comportamento do Consumidor envolve muitos atores diferentes
Costumase considerar consumidor uma pessoa que identifica uma necessidade ou um desejo, faz uma compra e, então, dispõe do produto durante os três estágios do processo de consumo (figura acima). Em muitos casos, no entanto, diferentes pessoas podem envolverse nessa seqüência de eventos. O comprador e o usuário de um produto podem não ser a mesma pessoa, como quando um pai escolhe roupas para um adolescente (e faz escolhas que podem resultar em um “suicídio da moda” na visão do adolescente). Em outros casos, uma outra pessoa pode agir como influenciador, fazendo recomendações a favor ou contra certos produtos, sem, realmente, comprálos ou usálos. Por exemplo: a “cara feia” de um amigo, quando alguém experimenta uma calça nova, pode influenciar mais do que qualquer atitude do pai ou da mãe.
Finalmente, os consumidores podem transformarse em organizações ou grupos. Uma ou várias pessoas podem decidir na compra de produtos que serão utilizados por muitos, como quando um encarregado de compras encomenda material de escritório para a empresa. Em outras situações organizacionais, as decisões de compra podem vir de um grande número de pessoas – por exemplo: contadores, designers, engenheiros, equipes de vendas e outros –, todas elas com algo a dizer nos vários estágios do processo de consumo. (ibid: 25) 3.4 A Estrutura Organizacional deve atender aos clientes As organizações atuais precisam revisar a estrutura que desenvolveram, para, então, avaliar se estão adequadas ou não às expectativas de seus clientes. Se não estiverem, é preciso saber o que causa essa circunstância e como a resolver.
Muitas organizações tradicionais, ainda hoje, são estruturadas com base em departamentos que tendem a concentrarse quase exclusivamente no que realizam, sem preocuparse com o que sucede nas outras áreas. O mesmo fato não acontece com organizações mais modernas e mais atentas, que buscam estruturarse na forma de processos como modo de atender às necessidades dos clientes (externos e internos). (Silva e Azevedo _In: Gomes da Silva e Zambon, 2006, p.11)
4 CLIENTES COMO INÍCIO E FIM DOS PROCESSOS ORGANIZACIONAIS Objetivo:
Ao final desta aula (04), você estará capacitado a compreender por que os clientes podem ser vistos como início e fim dos processos organizacionais, compreenderá o sentido e a relevância do mapa de negócio (desenho do processo organizacional) e sua aplicação nas organizações e no processo de relacionamento com o cliente.
Síntese:
O que são processo, processos relativos ao produto e processos de apoio; o projeto de produto e o projeto de processo. O que são produtos e atributos dos produtos. Todos os processos e projetos nascem, de certa forma, dos clientes.
4.1 Definições Iniciais
Todas as definições desse item foram extraídas do glossário dos Critérios de Excelência/2004, da FPNQ.
4.1.1. Processo
Conjunto de recursos e atividades interrelacionadas que transformam insumos (entradas) em produtos (saídas). Essa transformação deve agregar valor na percepção dos clientes do processo e exige um conjunto de recursos. Os recursos podem incluir: pessoal, finanças, instalações, equipamentos, métodos e técnicas numa seqüência de etapas e ações sistemáticas. O processo poderá exigir que a seqüência de etapas seja documentada por meio de especificações, de procedimentos e de instruções de trabalho, também, que as etapas de medição e controle sejam adequadamente definidas.
4.1.2 Processos relativos ao produto
Processos diretamente relacionados à criação de valor para os clientes. Estão associados tanto à manufatura de bens, como à prestação de serviços necessários para atender às necessidades dos clientes e da sociedade. Compreendem os processos de projeto, processos de produção (fabricação de bens ou prestação de serviços), processos de execução e de entrega do produto (expedição, transporte e distribuição de bens ou conclusão de um serviço) e os processosfim ou finalísticos (prestação de serviços públicos).
4.1.3 Processos de apoio
Processos que dão suporte aos do produto em si (projeto, produção e entrega de produtos) e são usualmente projetados, em função de necessidades relacionadas à estrutura e aos fatores internos da organização. Os processos de apoio dependem do perfil e do ramo de atividades da organização, podendo incluir, dentre outros, pesquisa e desenvolvimento, manutenção e utilidades, vendas, marketing, controle da qualidade, suprimentos, logística, desenvolvimento da tecnologia da informação.
4.1.4 Produto
Resultados de atividades ou processos. Considerase que:
• O termo produto pode incluir serviços, materiais e equipamentos, informações ou uma combinação desses elementos;
• Um produto pode ser tangível (como, por exemplo, equipamentos ou materiais) ou intangível (por exemplo, conhecimento ou conceitos), ou uma combinação dos dois;
• Um produto pode ser intencional (por exemplo, oferta aos clientes) ou não intencional (por exemplo, um poluente de efeitos indesejáveis).
Propriedades importantes para um desempenho adequado do produto, que, na percepção do cliente, possam exercer influência na sua preferência ou na sua fidelidade. Essas são características que diferenciam os produtos da organização em relação aos dos concorrentes, entre as quais se incluem preço e valor para o cliente.
4.2 Desenho do Processo Organizacional
A utilização do “Mapa de Negócio”, como retrato de um processo organizacional, nesta aula, foi autorizada pela Fundação Prêmio Nacional da Qualidade, que é a autora da figura 03:
Figura 03. “Mapa de Negócio”
Nota sobre a figura acima: Leia com muita atenção a figura acima e procure compreender o significado e/ou importância de cada processo (etapa) em relação ao posterior. Além disso, observe que entre os processos existentes há varias condições de interdependência (direta ou indireta). Para as organizações (empresas, governos e Terceiro Setor), tudo o que se realiza, faz parte de um processo ou grupo de processos, ou ainda subprocessos organizacionais. Por exemplo: para que se emita um documento qualquer, existe um grupo de processos, que, por sua vez, exigem um conjunto de insumos interligados e atuantes, para que possa realizarse. Quando aprendemos a dirigir, o mesmo processo ocorre: demandamos um conjunto de variáveis, para que algo ocorra.
Se as organizações conhecerem bem cada um de seus processos, podem melhorar sua capacidade competitiva e, com isso, melhorar sua relação com o mercado (cliente) e obter mais lucros.
4.3 Os Clientes e os Projetos de Produtos e Projetos de Processos
A definição dos projetos de produtos e projetos de processos é fundamental para a melhor compreensão da interrelação entre os processos (de qualquer projeto).
4.3.1 Projeto de produtos.
Projetar produtos é projetar aquilo que vai ser produzido (formato, cor, tamanho, funções, embalagem, desempenho e outros). Como regra geral, o que se admite, é que, considerando os clientes externos, um produto terá mais chances de ter sucesso no mercado, se for produzido conforme a necessidade que se deseja atender, isto é, clientes.
Uma coisa é uma empresa identificar necessidades não atendidas e desenvolver produtos (bens ou serviços) que possam atendêlas; outra é produzir algo que já sabe fazer, para depois verificar se existem clientes para o produto.
Quem tiver interesse, poderá investigar o volume de novos produtos, lançados a cada ano, que não têm sucesso no mercado. Feita essa investigação, também é interessante verificar se os produtores de tais produtos malsucedidos identificaram, previamente, os clientes que desejariam atender e quais suas respectivas necessidades. Muito provavelmente não o fizeram.
4.3.2 Projeto de processos
Projetar processos é projetar como fazer o produto (bem ou serviço) que será produzido. Define os recursos necessários (mão de obra, matériasprimas, equipamentos, entre outros) e a seqüência das atividades pertinentes à produção. Aqui também se admite que os envolvidos em produzir devem preocuparse em gerar produtos compatíveis com as necessidades dos clientes.
4.3.3 Clientes como início e fim dos processos
As explicações acima parecem suficientes para sugerir que um bom processo deve começar com o projeto do produto e este, por sua vez, deve basearse nas necessidades do cliente que se deseja atender.
Isto é: um processo somente terá sentido se dele saírem produtos que atendam às necessidades dos clientes, assim os clientes constituem o fim de quaisquer processos.
4.3.4 Pense nisso: Os processos a partir dos clientes
Dentre as justificativas de estudar o cliente como início e fim dos processos organizacionais, destaca se que, quanto mais se conhece cada cliente, maiores serão as chances de realizar atividades que, de fato, atendam a suas necessidades e desejos, o que tende a proporcionar maior rentabilidade do processo total de negociação (lucro) para as partes (organizações e clientes).
A análise de cada processo permite descrever a postura que a organização tem ou deve ter para cada contingência enfrentada, por exemplo, as ligadas a suporte técnico, garantias e outros.; além disso, torna a organização homogênea no que tange às informações transmitidas aos clientes, ou seja, diminui o risco de erros provenientes de informações desencontradas ou inacabadas.
Os clientes retornam a novas compras nas organizações que os atendem, com coerência, prontidão, exatidão, gentileza, dentre outros. Ou seja: “o produto e/ou serviço certo, no lugar certo, pelo preço certo, com a negociação certa, com a entrega certa (...)” são valorizados pelos clientes, sejam ou não clientes finais (consumidores).
5 ORIGENS DO CLICENTRISMO E AS ONDAS DA QUALIDADE Objetivo:
Ao final deste módulo, você estará capacitado a compreender o clicentrismo e sua relação com as ondas da qualidade.
Síntese:
O ‘cliente no centro’. Qual a importância de as organizações agirem, como se todos os seus clientes fossem o centro de todas as atenções, e as ondas da qualidade? A preocupação com a qualidade daquilo que é produzido. O cliente é quem determina o que passa a ser qualidade.
5.1 Origens do Clicentrismo
O que justifica nossa preocupação com o entendimento claro da palavra clientes, e com o entendimento de que processos são estruturados para atender a necessidades de clientes, é o fato de que, cada vez mais, nossas organizações devem ser ‘clicentristas’, isto é, centradas em clientes. (Maiores detalhes sobre esse tema podem ser encontrados na obra de Meirelles: ‘‘Sistemas administrativos clicentristas: organizações com foco no cliente’’, 2001).
Talvez pareça óbvio que as organizações concentremse no atendimento das expectativas dos clientes. Do mesmo modo, parece claro que as organizações estão preocupadas com a qualidade daquilo que fazem, só que isso nem sempre foi assim.
Para o Prof. Marco Cesar Goldbarg, autor do livro ‘‘Qualidade Substantiva’’, o movimento de qualidade pode ser dividido em ondas: a primeira onda, surgida no final da década de 50, centrada no controle de qualidade e a segunda onda, que começa a dar seus primeiros passos na década de 70, centrada no cliente.
O movimento, ou linha de pensamento clicentrista, ajuda as organizações, ainda pouco engajadas nos clientes, a desenvolver relacionamento sustentado no conhecimento de quem são os clientes, seus perfis e preferências, entre outros. Para as organizações que já seguem essa linha, existem ainda mais benefícios, quando se valorizam sobremaneira as pessoas com quem fazem negócios. 5.2 As Ondas da Qualidade
São duas as ondas da qualidade apresentadas. Cada uma representa um momento importante do reconhecimento do que é qualidade e sua relação com o cliente. Ou seja: o que é qualidade remete ao fato de haver pelo menos uma visão técnica (estruturada e desenvolvida pela indústria por determinadas especificações metódicas ou técnicas – do que é qualidade de um produto) e a visão do cliente (reconhecimento do que ele pensa ‘ser de qualidade’ ou ‘ter qualidade’, variando de pessoa a pessoa e, não, necessariamente, regulado pela técnica).
5.2.1 Primeira onda da qualidade total
Na abordagem do Prof. Goldbarg, a essência da primeira onda da qualidade é a preocupação com a conformidade daquilo que é produzido, entendendose conformidade como a produção de bens de acordo com as especificações planejadas.
Nas palavras desse autor, “...na dimensão da técnica com o conceito de Qualidade apontando para a conformidade, o foco do processo produtivo só poderia acabar centrado no bem produzido. Fabricar um bem isento de defeitos, cumprir plenamente as especificações, eliminar desperdícios, entre outros, são ações perfeitamente contempladas pelas técnicas da Qualidade Cartesiana. As normas e especificações incidem, via de regra, sobre o produto. Na dimensão da implementação prática, os procedimentos de melhoria contínua e normalização, também a promoção da participação e do comprometimento da força de trabalho permitiram que a conformidade fosse perseguida de forma metódica.” A origem da conformidade é evidenciada pelos princípios de Philip B Crosby: • Qualidade é definida como conformidade a requisitos; • A medida da qualidade é o preço da nãoconformidade; • O sistema que leva à qualidade é a prevenção; • O padrão de execução é o zero defeito. A primeira onda da qualidade notabilizouse pela mentalidade voltada para a prática de técnicas e o uso de ferramentas que permitissem alto grau de higidez [saúde] do tecido organizacional. Uma organização otimizada em seus processos, capaz de produzir com confiabilidade exatamente aquilo que desejava produzir.” (Goldbarg, 2000: 79)
5.2.2 Segunda onda da qualidade total
Ainda citando Goldbarg, a busca da conformidade foi suficiente como uma resposta no pósguerra. O mundo, contudo, continuava girando e novos desequilíbrios foram produzidos na relação das organizações produtivas com seu ambiente.
A visão do Controle da Qualidade Total (TQC) primitivo estava principalmente voltada para dentro da organização e para a solução de problemas de racionalização da produção.
A década de 70 produz uma silenciosa revolução nessa dimensão. Nasce, lentamente e sem alardes, uma nova figura de comprador, cada vez menos consumidor e cada vez mais cliente. Á medida que essa figura passou a demandar atenção e não somente produtos adequados a determinadas
necessidades específicas, a situação foi complicandose para o produtor ou prestador de serviços desatento. Dentro desse [novo] padrão de exigência: • Cabe ao cliente, e, não, a um setor técnico, definir o que venha a ser qualidade; • O cliente pode não ter sempre razão, mas deve ser sempre ouvido; • É muito mais barato preservar um cliente antigo do que buscar um cliente novo; • Clientes são parceiros, e, não, apenas compradores; • Um bom cliente é bem mais raro que um bom produto.
O antigo entendimento sobre o que seria qualidade vai tornandose inadequado para proporcionar uma solução à da sobrevivência organizacional. Cumpre redesenhálo. Na segunda onda, o conceito de qualidade incorpora o atendimento das necessidades e das expectativas do cliente. A nova definição, além de colocar o cliente como foco do esforço organizacional, utiliza a visão sistêmica de compreender o então denominado ‘processo produtivo’. Nessa definição de qualidade, tanto o produto como o processo de atendimento estão contemplados. A satisfação do cliente é realizada pela ausência de ‘defeitos” ou atributos negativos e pela presença de atributos positivos ou utilidade do produto ou serviço oferecido.” [Gobdbarg, 2000: p. 80, 84, 86 e 88]
Compreender as ondas da qualidade, ajuda a compreender o movimento de transformação que redefiniu a realidade das organizações de acordo com o que os clientes passaram a pensar sobre os produtos e/ou serviços. Muitas alterações ocorridas advieram das próprias posturas competitivas das organizações (buscando diferenciais e superação sobre os concorrentes) e advieram dos clientes, que passaram a esperar por melhoramentos no processo de relacionamento, como: facilidade de acesso aos produtos, comparação entre produtos similares, diferentes formas de pagamento e crédito, entre outros. Bibliografia Básica: GOLDBARG, Marco Cesar. Qualidade substantiva: aplicações à educação. RJ: BookMark, 2000. MEIRELES, Manuel & PAIXÃO, Marisa. Teorias da Administração: clássicas e modernas. São Paulo: Futura, 2003.
MEIRELES, Manuel. Sistemas administrativos clicentristas: organizações com foco no cliente. São Paulo: Arte & Ciência Villipress Editora, 2001.
SILVA, Fábio Gomes; ZAMBON, Marcelo Socorro. Gestão do relacionamento com o cliente. São Paulo: Thomson Learning Edições, 2006. Complementar: BOGMANN, Itzhak Meir. Marketing de Relacionamento: estratégias de fidelização e suas implicações financeiras. São Paulo: Nobel, 2000. DIAS, Sergio Roberto (coord) – Gestão de Marketing. São Paulo: Saraiva, 2003. FPNQ – Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade. Caso para Estudo “Hospital Taquaral”. São Paulo: FPNQ, 2000. FPNQ – Fundação Prêmio Nacional da Qualidade. Critérios de Excelência 2004. São Paulo: FPNQ, 2004.
KOTLER, Philip. Administração de Marketing: a edição do novo milênio. São Paulo: Prentice Hall, 2000. 764p.
MEIRELES, Manuel & PAIXÃO, Marisa. Teorias da Administração de Relacionamento com o Cliente Administração: Clássicas e Modernas. São Paulo: Futura, 2003.
MOREIRA, Júlio César Tavares; PASQUALE, Perrotti Pietrangelo; DUBNER, Alan Gilbert. Dicionário de Termos de Marketing: definições, conceitos e palavraschaves de marketing, propaganda, pesquisa, comercialização, comunicação e outras áreas correlatas a estas atividades. São Paulo: Atlas, 1999.
SHETH, Jagdish N.; MITTAL, Banwari; NEWMAN, Bruce I. Comportamento do Cliente. São Paulo: Atlas, 2001. SOLOMON, Michael R. Comportamento do Consumidor: comprando, possuindo e sendo. 5 ed. Porto Alegre: Bookman, 2002. Acesso aos sites: www.crasp.com.br (Conselho Regional de Administração de São Paulo) www.abnt.com.br (Associação Brasileira de Normas Técnicas) www.pontofrio.com.br www.magazineluiza.com.br www.lojascolombo.com.br www.casasbahia.com.br www.americanas.com.br www.carrefour.com.br www.big.com.br www.fastshop.com.br www.ibm.com.br ( http://www.ibm.com/br/ ) www.dell.com.br www.lge.com.br www.motorola.com.br www.nokia.com.br www.siemens.com.br www.etna.com.br (house wear – casa) www.gafisa.com.br (Construção Civil) www.zara.com.br (vestuário) www.forum.com.br (vestuário) www.zoomp.com.br (vestuário) www.cea.com.br (vestuário) www.submarino.com.br www.saraiva.com.br
Dentre muitos outros, escolhi estes porque dão uma idéia satisfatória de conteúdo, comparação, estivo, perfil do público, entre outros.
Informações adicionais
O estudo das obras indicadas na bibliografia poderá ajudar a compreender melhor os itens explorados neste módulo. A Internet também se apresenta como boa fonte de pesquisa sobre o assunto. Acesse o site da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). http://www.fpnq.org.br/
6 SEGMENTAÇÃO DE MERCADO E DEFINIÇÃO DE CLIENTESALVO Objetivo:
Ao final deste módulo, você estará capacitado a compreender sentido, uso e importância da segmentação de mercado.
A segmentação de mercados, e suas muitas formas e variáveis, auxilia as organizações no processo de identificação de seus clientes, alocandoos em grupos semelhantes e homogêneos sob os quais as campanhas e medidas estratégicas tendem a surtir melhores resultados.
6.1 A Segmentação de Mercado
O conceito de segmentação de mercado, uma das ferramentas mais importantes do Marketing, projetouse no meio acadêmico e gerencial a partir da segunda metade do século passado, quando surgiram os trabalhos de Wendell Smith (1956) e Engel, Fiorillo e Cayley (1972). Seu objetivo era claro: diante da impossibilidade de atingir todos os consumidores, em conseqüência da heterogeneidade de necessidades, valores, dispersão geográfica, gênero ou padrões culturais, as organizações direcionaram seus esforços para grupos específicos de consumo. Por meio dessa filosofia empresarial, fragmentase o mercado total em inúmeros micromercados, cada qual englobando consumidores com particularidades que os tornam semelhantes em atitudes, comportamentos, valores, localização, etnia, sexo, uso e emprego dos produtos. (Parente, 2003, p.234)
No Brasil, o assunto foi abordado pela primeira vez em 1972, por meio de uma tese de doutorado de Geraldo L. Toledo da Universidade de São Paulo. A partir daí, as atenções para a segmentação aumentaram significativa e velozmente. Em 1991, foi definitivamente incorporada nas opções estratégicas brasileiras por meio da obra de Richers e Lima (“Segmentação: opções estratégicas para o mercado brasileiro”).
Portanto, para Churchill Jr. e Peter (2000: p.207), a estratégia de segmentação consiste na utilização do Marketing diferenciado, isto é, no uso de ações de Marketing projetadas especificamente para cada grupo de clientes identificados.
Um exemplo de segmentação:
“Durante os anos 80, a American Express tentou crescer com aquisições, passando a oferecer vários tipos de serviços financeiros. A Amex aumentou de tamanho, mas os lucros diminuíram e seu valor de mercado caiu mais de 50% entre 1987 e 1991. No início dos anos 90, um novo time de executivos comandado por Harvey Golub e Ken Chenault passou a segmentar e a subsegmentar continuamente seus clientes em grupos cada vez menores e, a partir daí, criou tipos diferentes de cartão e programas de fidelidade para cada um desses grupos, como cartões para professores, para executivos em viagens, para grandes ou pequenas empresas, entre outros. Eles dobraram o tamanho da companhia por meio de uma estratégia que envolve basicamente dois pontos: segmentação de mercado e foco na venda de serviços mais sofisticados, com a meta de aumentar o valor médio de venda por cliente. A American Express repetiu essa fórmula por cerca de oito anos. Nesse período cresceu muito mais do que a média do seu mercado.” (Zook, 2004, p.80)
Quando a organização adota a perspectiva do Marketing de segmento, decide atender grupos de clientes que têm entre si algumas características em comum, com produtos e serviços dirigidos a esses públicos. Boa parte das empresas, atualmente, investem elevadas somas para identificar esses grupos e suas preferências, para elaborar produtos que agradem à média dos clientes. (Betanho. Segmentação de Mercado e Identificação de Clientesalvo. _In.: Gestão do Relacionamento com o Cliente. 2006)
6.2 Significado de segmentação de mercado
No livro “Gestão de Marketing”, de autoria dos professores do Departamento de Mercadologia da FGVEAESP e convidados, o capítulo 2, de autoria do Prof. Sergio Roberto Dias, trata de “Análise de Mercado”. A maior parte desse capítulo é destinada ao estudo do tema segmentação de mercado. Sem dúvida, é mais uma importante fonte de pesquisa.
Na abordagem de Dias, “Se você está pensando em desenvolver seu próprio negócio, ou em lançar um novo produto no mercado, ou, ainda, se foi recentemente contratado para responsabilizarse pelo Marketing de alguma empresa, então, uma das perguntas que deverá fazer a si mesmo, é:
• Quem pode interessarse em receber esse benefício que meu produto (ou serviço) oferece? • Quem é o meu cliente?
Além dessas questões, algumas outras podem contribuir para o mesmo entendimento, para sabermos um pouco mais sobre os clientes: • Qual é o perfil do meu cliente potencial? • Que tipo de pessoa e de consumidor ele é? • Quais são seus hábitos de compra? • Qual seu estilo de vida? Esse é o ambiente da segmentação de mercado. Então, como o definir (segmentação de mercado)? O autor Art Weinstein, (em seu livro “Segmentação de Mercado”), define segmentação de mercado como “o processo de dividir mercados em grupos de consumidores potenciais, com necessidades e/ou características semelhantes e que provavelmente terão comportamentos de compras semelhantes”. (Weinstein apud Dias, 2003, p.18)
Para Churchill Jr. e Peter: “segmentação de mercado é o processo de dividir um mercado em grupos de compradores potenciais, com necessidades, desejos, percepções de valores ou comportamentos de compra semelhantes”. (2000, p.204)
É importante lembrar que os profissionais de Marketing não criam segmentos; sua tarefa é identificá los e decidir em quais vão concentrarse. (Kotler e Keller *2006, p.237). A aplicação prática dessa segmentação requer competente visão estratégica no contexto (perfil) da organização.
6.3 Formas ou critérios para a segmentação
O quadro a seguir, extraído da obra de Dias, resume forma e critérios de segmentação de mercado:
Fonte: Dias, 2003, p.2023
Ao seguir a mesma linha de raciocínio do quadro anterior, como outra forma de explicar a segmentação (mercado de clientes finais), na visão de outros importantes autores, temos:
1. Demografia: independente das unidades geográficas, o que importa, são as características distintivas básicas de grupos sociais. Assim, idade e ciclo de vida, tamanho da família, sexo, renda, ocupação, grau de instrução, raça, geração, nacionalidade e classe social, podem ser utilizados em conjunto ou separadamente, para entender as orientações atitudinais e comportamentais de grupos de clientes. (Kotler e Keller, 2006; Churchill Jr. e Peter, 2000)
2. Geografia: divisão do mercado em unidades geograficamente distintas. É possível definir o mercado com respeito a blocos econômicos, continentes, países, regiões, Estados, cidades e bairros. (Kotler e Keller, 2006)
3. Benefício: essa variável consiste no agrupamento de clientes de acordo com os benefícios que buscam nos produtos e serviços, como: economia de tempo ou dinheiro, serviços agregados, funcionalidade, entre outros, enfim os motivos básicos pelos quais os clientes são atraídos por diferentes ofertas. (Sheth, Mittal e Newman, 2001; Hooley, Saunders e Piercy, 2005; Churchill Jr. e Peter, 2000; Richers, 1991)
4. Psicografia: os compradores são separados em grupos, com base em seu estilo de vida, personalidade, valores e envolvimento com o produto –, portanto baseado em características psicológicas dos clientes (Kotler e Keller, 2006; Sheth, Mittal e Newman, 2001). Um dos critérios de classificação psicográfica é o VALS 2, que estuda os clientes de acordo com a autoorientação (princípio, status e ação) e seus recursos (renda, instrução, autoconfiança,
5. Comportamento: os clientes podem ser agrupados de formas diferentes se a atenção do pesquisador de Marketing voltarse aos conhecimentos acumulados, à atitude do cliente, ao uso que ele faz dos produtos, às ocasiões de consumo e a seu perfil de resposta. Os papéis de compra e a forma como são exercidos podem afetar o comportamento do cliente. Dividilos, em função do nível de uso (contumazes, medianos e leves), pode ajudar a estabelecer estratégias para atração e retenção dos clientes mais rentáveis. (Kotler e Keller, 2006; Churchill Jr. e Peter, 2000) 6.4 Algumas Vantagens da Segmentação A seguir, algumas das principais vantagens da segmentação referentes à relação cliente/organização: • É possível conhecer melhor cada cliente, seu perfil e características; • É possível servir melhor o cliente que se conhece mais; • É possível quantificar (contar) com maior exatidão quem são os clientes; • É possível cuidar melhor do tipo e da intensidade da distribuição dos produtos e serviços oferecidos; • É possível utilizar melhor os recursos de propaganda; • É possível pesquisar melhor; • É possível planejar melhor.
As vantagens são muitas e maiores do que o custo de sua nãoaplicação. Segmentar é conhecer melhor o mercado em que se atua ou pretendese atuar; é tornarse mais ágil para reagir às mudanças, em especial, às mudanças de comportamento do consumidor e as econômicas, e é a capacidade de concentrar esforços em grupos, cujo potencial de retorno é mais elevado.
7 CARACTERÍSTICAS DA SEGMENTAÇÃO DE MERCADO Objetivo:
Ao final deste módulo, você estará capacitado a compreender mais profundamente as variáveis dos tipos de segmentação de mercado, o que é e para que serve a diferenciação.
Síntese:
As variáveis ou características da segmentação de mercado devem ser compreendidas para melhor realização do processo de segmentação; para isso, é preciso, também, compreender a diferenciação, ou seja, o modo pelo qual os profissionais de Marketing fazem suas ofertas de forma diferente da concorrência, para tornarse a escolha do cliente.
7.1 Principais Variáveis de Segmentação de Mercado Consumidor segundo Kotler
A seguir, as principais variáveis apresentadas por Philip Kotler: as principais variáveis de segmentação para os mercados consumidores e os mercados industriais.
Fonte: Kotler, 1995, p.241
Além de conhecermos as principais variáveis ou características dos tipos de segmentação de mercado, é importante lembrar que – genericamente – existem algumas variáveis principais para a segmentação de mercados industriais. As principais variáveis de segmentação para os mercados industriais são: • Variáveis demográficas; • Variáveis operacionais; • Abordagens de compra; • Fatores situacionais;
• Características pessoais.
Lembremos que, quando tratamos de um mercado industrial, ou simplesmente indústria, não nos referimos apenas a uma organização, mas, sim, à soma de todas as organizações que atuam e competem no mesmo segmento. Por exemplo: indústria farmacêutica composta por todos os laboratórios farmacêuticos. Mas, atenção: cada indústria possuí, a partir de seus produtos e clientes, segmentos de atuação em seu contexto industrial maior; por exemplo: fabricação de medicamentos que tratam de problemas pulmonares ou medicamentos que tratam de problemas do coração. A seguir, as principais variáveis de segmentação para os mercados industriais de acordo com Kotler (1995: p. 247): Variáveis Demográficas • Setor industrial: Quais indústrias devemos focalizar? • Tamanho da empresa: Qual o tamanho das empresas que devemos focalizar? • Localização: Quais áreas geográficas devem ser focalizadas? Variáveis Operacionais • Tecnologia: Que tecnologias de cliente devem ser focalizadas? • Status de usuário/não usuário: Devem ser focalizados grandes, médios, pequenos usuários ou não usuários?
• Capacidade do cliente: Devemos focalizar os clientes que necessitam de muitos ou poucos serviços?
Abordagens de Compra
• Organização da função compra na empresa: Devemos focalizar as empresas, com departamentos de compras altamente centralizados ou descentralizados?
• Estrutura de poder: Devemos focalizar as empresas orientadas para Engenharia, finanças , entre outros?
• Natureza dos relacionamentos: Devemos focalizar as empresas, com as quais temos forte relacionamento, ou, simplesmente, ir atrás daquelas mais desejáveis?
• Política geral de compras: Devemos focalizar as empresas que buscam qualidade, serviços ou preço?
Fatores Situacionais
• Urgência: Devemos focalizar as empresas que precisam de entregas ou serviços rápidos e instantâneos?
• Aplicação específica: Devemos focalizar certas especificações de nosso produto em vez de todas? • Tamanho do pedido: Devemos focalizar grandes ou pequenos pedidos?
Características Pessoais
• Similaridade entre compradorvendedor: Devemos focalizar as empresas, cujo pessoal e valores sejam similares aos nossos?
• Atitudes em relação a riscos: Devemos focalizar os clientes que assumem riscos ou evitálos? • Lealdade: Devemos focalizar as empresas que demonstram alta lealdade a seus fornecedores? 7.2 A Diferenciação no Contexto da Segmentação de Mercado: a abordagem de Sheth, Mittal e Newman (2001)
Anterior à idéia de segmentar, é preciso conscientizarse ‘do que é’ e ‘para que serve’ a diferenciação.
Para os autores citados, a segmentação de mercado relacionase à diferenciação; esta é o modo pelo qual os profissionais de Marketing fazem suas ofertas de forma distinta da concorrência, para tornar se a escolha do cliente.
Fazer ofertas de forma diferente, implica criar e implementar o composto de Marketing (produto, preço, praça e promoção). Para diferenciarse de seus concorrentes, os profissionais de Marketing
utilizamse de três tipos de diferenciação: a genérica, a focalizada e a segmentada. (Sheth, Mittal, Newman, 2001: 404). A seguir, a explicação de cada uma delas.
7.2.1 Diferenciação genérica
É uma diferenciação global (ou geral), feita sem perfil focalizado, isto é: não se destina a nenhum grupo específico de clientes. Em vez disso, uma empresa faz uma oferta melhorada para todo o mercado. Esse tipo de diferenciação é adequado para empresas capazes de apresentar seus produtos e serviços como superiores aos da concorrência em todo o mercado.
Por exemplo: Henry Ford, ao perceber que os carros disponíveis em sua época não eram bem fabricados e, ao mesmo tempo, vendidos a um preço muito alto, seguiu uma estratégia de diferenciação genérica: criou o sistema de linha de montagem, que produzia um carro mais confiável com produtividade melhorada. Conseqüentemente, foi capaz de oferecer um produto melhor a um preço mais baixo (600 dólares, quando foi lançado) que os concorrentes. Essa abordagem proporcionou a Ford liderança de mercado.
7.2.2 Diferenciação focalizada
É uma abordagem em que a empresa identifica um segmento de mercado específico e, então, cria um programa de Marketing, para atrair esse segmento. Tal estratégia opõese à diferenciação genérica, em que um único programa de Marketing indiferenciado é oferecido a todos. Ou seja: na diferenciação focalizada são oferecidos, geralmente, diversos programas de Marketing direcionados aos segmentos. As empresas geralmente atuam como agentes de “nicho” nesse tipo de diferenciação. Exemplo: Algumas empresas formulam produtos específicos para mercados étnicos. Tanto a Revlon quanto a Max Factor têm uma linha de produtos de beleza específicos para a população afroamericana. A base química é diferente para esses cosméticos, refletindo necessidades genéticas e físicas e próprias dessa população. Essa estratégia de diferenciação também foi expandida para as populações hispânica e asiática. Naturalmente, as populações agradecem pelos produtos adequados a seu perfil.
7.2.3 Diferenciação segmentada
Esse terceiro tipo de diferenciação envolve a divisão do mercado total em segmentos homogêneos por algumas características dos clientes, (como: demografia, psicografia e padrões de uso) e, depois, o tratamento de cada um desses segmentos como um mercado distinto, para o qual todos os elementos do composto de Marketing são diferentes.
Exemplo: o setor automotivo. Basta olhar para os diferentes tipos de soluções que ele oferece, como: carros utilitários, monovolumes, carros compactos, station wagon e sedans , entre outros; as diferentes categorias de preços dos produtos ligados à marca, ao acabamento e à tecnologia empregada, dentre outros; e, ainda, o estilo e o perfil do comprador, pois, mesmo quando o poder aquisitivo não está em jogo, há carros para um público mais jovem e, talvez, o mesmo carro, em outra configuração, para um público mais exigente quanto a requinte e conforto.
Um outro exemplo é a Gap, Inc.: a empresa começou em 1969 com o nome Gap Stores, vendendo jeans da Levi’s, oferecendo muito mais estilos e tamanhos do que uma típica loja de departamentos. Além disso, ali, as mercadorias eram exibidas de forma mais organizada que nas lojas de departamentos. Assim, a loja era, em si, um exemplo de diferenciação genérica em relação a outras lojas que vendiam jeans. Anos depois, em 1983, a empresa adquiriu a Banana Republic, vendendo roupas casuais para clientes da classe alta. Mais recentemente, em 1994, abriu outra cadeia de lojas, a Old Navy, dessa vez tendo como alvo clientes de baixa renda. Em 1986, a Gap também inaugurou uma nova divisão, a GapKids, tendo como segmentoalvo as crianças. (Sheth, Mittal e Newman, 2001, p.407)
Recomendação: Para maiores informações sobre esse assunto, recomendase o estudo do capítulo 12: Diferenciação e Segmentação de Mercado: respondendo às diferenças dos clientes. (Sheth, Mittal e Newman, 2001: 402437)
No livro “Comportamento do Cliente”, de Shet, Mittal e Newmann (2001, p.412), o capítulo 12 trata de Diferenciação e Segmentação de Mercado (item acima).
Na parte relativa à identificação dos mercados para diferenciação e segmentação, esses autores afirmam que existem três grandes bases para identificar segmentos em qualquer mercado: o quê?, quem? e por quê? da segmentação. Veja a ilustração (Figura 01) a seguir:
Figura 01: Sheth, Mittal, Newman, 2001, p.413
Veja, agora, um quadro explicativo das três bases para identificação de segmentos de mercado. O que ajuda a entender por que tais perguntas são realmente fáceis de aplicar e compreender:
Fonte: Sheth, Mittal e Newman, 2001, p.412
7.4 Exemplos de Clientesalvo de empresas selecionadas
As empresas citadas nesses exemplos são vencedoras do Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ) e as informações aqui apresentadas constam dos Relatórios de Gestão por elas apresentados à FPNQ, disponibilizados ao público após o processo de premiação. Tais Relatórios de Gestão constam da bibliografia da disciplina.
7.4.1 Caterpillar Brasil Ltda (vencedora PNQ/1999)
• Produtos: Motoniveladoras, tratores de esteiras, pás carregadeiras, motoescrêiperes, compactadores e escavadeiras.
• Segmentação: “Há três níveis de segmentação básicos: por região (Norte, Nordeste, exportação, entre outros), por ramo de negócio do cliente (construção, florestal, mineração, agricultura, industrial) e por porte do cliente (pequeno, médio, grande, governo).” (p.15) 7.4.2 Bahia Sul Celulose (vencedora PNQ/01) • Produtos: Celulose e papel branco de imprimir e escrever não revestido; • Identificação de clientesalvo: 7.4.3 Santa Casa – Complexo Hospitalar – Porto Alegre (vencedora PNQ/2002)
• Produtos: (a) consultas de ambulatório (de emergência e eletivas); (b) internações hospitalares (clínicas e cirúrgicas); (c) exames auxiliares de diagnóstico e tratamento (clínicos, radiológicos, tomográficos, ecográficos, invasivos, de análise clínicas e hemodinâmicos, entre outros); d) procedimentos cirúrgicos e obstétricos;
• Segmentação: O mercado é segmentado em clientes usuários do convênio SUS (Sistema Único de Saúde) e clientes particulares e de outros convênios de saúde. Os clientes da instituição são segmentados em: (a) Clientes usuários de consultas, diagnóstico e tratamento e internações; (b) clientes de convênios; (c) clientes médicos; (d) clientes funcionários e (e) cliente comunidade. A segmentação dos clientes dáse de acordo com suas necessidades e as de mercado, por categoria de convênio.
7.4.4 Estudo especial: o segmento de mercado das pessoas de baixa renda
• Convém ver o artigo: “O discreto charme da baixa renda”, publicado pela Revista Exame em 24/09/2003, para entender como os mercados das classes de menor renda estão cada vez mais no foco das organizações no Brasil e no mundo. Em especial, sugerese verificar o que as empresas brasileiras fazem para atender a esse segmento de mercado.
7.5 Alguns Critérios para uma Segmentação de Sucesso, segundo Sheth, Mittal e Newman Para que um esquema de segmentação tenha sucesso, ele deve satisfazer a três critérios básicos: 1. Substancialidade – todo segmento focalizado deve ser grande o suficiente para trazer lucros para a empresa. Não faz sentido para uma empresa, no setor de computadores, gastar 10 milhões de