Uso de atmosfera modificada na conservação pós-colheita de quiabos
Juliana Sanches1; Silvia Antoniali2; Francisco Antonio Passos31APTA – IAC - Centro de Engenharia e Automação. CP-26, 13201-970 Jundiaí-SP, Bolsista Produtividade CNPq, [email protected]; 2APTA – Pólo Extremo Oeste – UPD de Araçatuba. Avenida Alcides F. Chagas, 122, 16055-565 Araçatuba-SP, [email protected]; 3APTA – IAC - Centro de Horticultura, CP-28, 13012-970 Campinas-SP, [email protected].
RESUMO
Este trabalho teve por objetivo a avaliação da influência das embalagens de polietileno de baixa densidade (PEBD) e de polietileno tereftalato (PET) sobre a qualidade pós-colheita de quiabos de seis seleções desenvolvidas no IAC (8.1, 13.1.1, 13.1.2, 20.1.2, 20.1R e 47.1) e das cultivares Santa Cruz 47, Colhe Bem e Dardo, armazenados a 9 ±1 °C e 90±5% UR. Cerca de 300g de frutos de cada cultivar ou seleção foram acondicionados em embalagem tipo PET, com tampa perfurada ou em filme de polietileno de baixa densidade microperfurados (PEBD- 18x25 cm e 6 µm), selados e armazenados a 9 ±1 °C e 90±5% UR por 12 dias. Como testemunha utilizou-se quiabos não embalados. As avaliações foram realizadas aos 0, 4, 8 e 12 dias de armazenamento, com relação a: coloração (luminosidade e ângulo Hue ou de cor), perda de massa fresca e presença de manchas escuras na superfície do fruto. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial composto por dois fatores (cultivares e seleções x embalagens). De maneira geral, a temperatura de 9 °C não foi eficiente para a preservação da qualidade de quiabos acondicionados em embalagem PET e PEBD e armazenados por 12 dias, apresentando perda da cor verde e luminosidade e aparecimento de injúria pelo frio. A embalagem PET retardou o aparecimento de sintomas de injúria pelo frio em pelo menos quatro dias. A seleção IAC 47.1 foi a mais tolerante quanto aos sintomas de injúria pelo frio e a IAC 8.1 perdeu menos massa fresca durante o período de armazenamento.
Palavras-chave: Abelmoschus esculentus, PET, PEBD, refrigeração.
ABSTRACT
Use of modified atmosphere on postharvest conservation of okra
The present work aimed to evaluate the influence of packages of low density polyethylene (LDPE) and of polyethylene terephthalate (PET) on the pod postharvest quality of six selections developed at Instituto Agronômico de Campinas (IAC 8.1, IAC 13.1.1., IAC 13.1.2, IAC 20.1.2, IAC 20.1R and IAC 47.1) and three commercial cultivars (Santa Cruz 47, Colhe Bem and Dardo) stored at 9±1 °C and 90±5%RH. Around 300 g of pods of each cultivar or selection were packed in PET-type package with perforated cover or in low density polyethylene microperforated film (LDPE- 18x25 cm and 6 µm), sealed and stored at 9±1 °C and 90±5%RH for 12 days. The control was the pods not packed. The evaluations were made on 0, 4, 8 and 12 days of storage, regarding the coloration (luminosity and Hue angle or of color), weight loss and incidence of brown spots on the pod surface. The experiment was carried out using the completely randomized design, in a factorial scheme, composed of two factors (cultivars and selections x packages). In general, the temperature of 9 °C was not efficient in preserving the quality of okra packed in PET and LDPE and stored for 12 days, showing loss of the green color and luminosity and chilling symptoms. The PET package retarded the appearance of chilling symptoms for at least four days. The
selection IAC 47.1 was the most tolerant to chilling symptoms and IAC 8.1 lost less fresh mass during the storage period.
Keywords: Abelmoschus esculentus, PET, LDPE, refrigeration.
O fruto do quiabeiro é constituído por 89,9% de água do total do seu peso fresco (Mota et al., 2000) e por isso é um produto hortícola bastante perecível com período de conservação pós-colheita extremamente curto, principalmente em condições de armazenamento sob temperaturas altas e baixa umidade relativa (Mota et al., 2006). O armazenamento refrigerado e a embalagem em atmosfera modificada podem ser indicados entre as técnicas usadas para atrasar a senescência e para promover a extensão da vida útil de hortaliças (Hansen et al., 2001). A estocagem frigorificada além de diminuir o processo da respiração, pode reduzir a ação das enzimas, diminuir a perda de água e a ação dos microrganismos que provocam deterioração e aumentar a vida útil de comercialização.
A maioria dos produtos hortícolas tropicais apresenta sensibilidade às baixas temperaturas, o que dificulta o seu manejo em temperaturas reduzidas após a colheita. A injúria por “chilling” ou friagem é definida como um distúrbio fisiológico que ocorre a baixas temperaturas, acima das de congelamento (Chitarra & Chitarra, 2005). De modo geral, os frutos imaturos são mais susceptíveis ao frio, estando mais sujeitos a danos fisiológicos do que os mais maduros. No caso de quiabos, a colheita é feita com os frutos imaturos e Hardenburg et al. (1986) verificaram que quiabos armazenados abaixo de 7 ºC apresentaram descoloração superficial, pequenas depressões na superfície dos frutos e deterioração fúngica. Segundo Chitarra & Chitarra (2005), um dos meios utilizados para tentar minimizar as injúrias pelo frio é o uso de embalagens. Minami et al. (1998) relatam que houve um prolongamento no período de comercialização de quiabos em 6 dias, quando os frutos foram acondicionados com polietileno de 40µ de espessura, em comparação com frutos não embalados.
Dentro deste contexto, este trabalho teve por objetivo a avaliação da influência das embalagens de polietileno de baixa densidade (PEBD) e de polietileno tereftalato (PET) sobre a qualidade pós-colheita de quiabos de seis seleções desenvolvidas no IAC (8.1, 13.1.1, 13.1.2, 20.1.2, 20.1R e 47.1) e das cultivares Santa Cruz 47, Colhe Bem e Dardo, armazenados a 9 ±1 °C e 90±5% UR.
MATERIAL E MÉTODOS
Os quiabos de seis seleções desenvolvidas no IAC (8.1, 13.1.1, 13.1.2, 20.1.2, 20.1R e 47.1) e das cultivares Santa Cruz 47, Colhe Bem e Dardo, foram colhidos no Centro de Frutas – IAC, em Jundiaí – SP, no ponto de colheita comercial em 5 de março de 2007 e levados ao Laboratório de Pós-colheita do CEA-IAC, Jundiaí-SP onde foram selecionados quanto a Classe 9 (maior que 9 e menor ou igual a 12 cm) (Ceagesp, 2001). Cerca de 300g de frutos de cada cultivar ou seleção foram acondicionados em embalagem tipo PET, com tampa perfurada ou em filme de polietileno de baixa densidade microperfurados (PEBD - 18x25 cm e 6 µm), selados e armazenados a 9 ±1 °C e 90±5% UR por 12 dias. Como testemunha utilizou-se quiabos não embalados. As avaliações foram realizadas aos 0, 4, 8 e 12 dias de armazenamento, com relação a: a)
coloração - em colorímetro HUNTER LAB, sistema L* a* b*, sendo os resultados
expressos em luminosidade (L) e ângulo Hue ou de cor (McGuire, 1992; Shewfelt et al., 1988); b) perda de massa – em balança semi-analítica, expressa em porcentagem; c) presença de manchas escuras na superfície do fruto - avaliadas utilizando notas subjetivas, onde: 1 = presente em mais de 70% da superfície; 2 = entre 50-70%; 3 = entre 30-50%; 4 = menos que 30%; 5 = ausente. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial composto por dois fatores: seleções e cultivares (IAC 8.1, IAC 13.1.1, IAC 13.1.2, IAC 20.1.2, IAC 20.1R, IAC 47.1, Santa Cruz, Colhe Bem e Dardo) e embalagens (testemunha, PET e PEBD), com três repetições para cada cultivar ou seleção, compostos por uma embalagem contendo 300 g de produto como unidade experimental. Para cada quatro dias de armazenamento os dados foram analisados estatisticamente através da análise de variância, aplicando-se o teste de Tukey ao nível de 5% para comparar as médias.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Houve diferença significativa entre as cultivares e interação entre os fatores material genético x embalagens para os parâmetros da coloração, com exceção do ângulo Hue no quarto dia de armazenamento (Tabela 1). Porém este comportamento pode estar associado às características próprias de cada cultivar ou seleção, pois o mesmo ocorreu também no dia da montagem do experimento (dia 0). Nesta tabela, verifica-se que houve queda nos valores do ângulo Hue e na luminosidade durante o armazenamento,
independentemente da embalagem ou material genético, indicando perda da coloração verde e escurecimento dos quiabos. A degradação da clorofila em hortaliças não climatéricas, como o quiabo, pode ser uma desvantagem na qualidade, pois as perdas de clorofila são reflexos da senescência (Beaudry, 1999). A queda na luminosidade ao longo do período de armazenamento indica que houve o aparecimento de manchas escuras na superfície (injúria por frio), demonstrado na Tabela 2.
Antes do início de cada período de avaliação, os quiabos que apresentavam mais de 50% de manchas (nota menor ou igual a 2) eram descartados e não foram avaliados, conforme verificado nas lacunas das tabelas apresentadas. Verifica-se que os quiabos apresentaram presença de manchas escuras após quatro dias de armazenamento a 9 ± 1 °C e 90±5% UR, com exceção das embaladas em PET (Tabela 2). A partir do oitavo dia todas as seleções e cultivares de quiabo apresentaram presença de manchas, independente da embalagem. Este comportamento pode indicar que os quiabos das cultivares e seleções estudadas são suscetíveis ao armazenamento a 9 °C, apesar de Minami et al. (1998) recomendarem o armazenamento de quiabo a temperaturas de 7 ºC a 10 ºC e 90-95% UR por até 2 semanas. Vale ressaltar que a cv. Dardo não foi avaliada no décimo segundo dia de armazenamento devido à severidade dos sintomas por frio, pois além das manchas, houve o aparecimento de depressões profundas na superfície desses quiabos, inclusive nos embalados. A seleção IAC 47.1 embalada em PET e PEBD apresentou a maior nota durante todo o período de armazenamento. O uso da embalagem PET pode ter contribuído para o retardamento no aparecimento de sintomas de injúria por frio (Chitarra & Chitarra, 2005). Finger et al. (2008) não encontraram depressões escuras na superfície de quiabos ‘Amarelinho’ embalados ou não com filme de PVC e armazenados a 10 °C por 10 dias. Kosson (2003) verificou que sacos de polietileno, perfurados ou não, para embalagem de pimentas armazenadas a 1 °C, foram eficientes em retardar o aparecimento de injúrias pelo frio. Segundo Watkins & Pritts (2001), as respostas dos vegetais às temperaturas de armazenamento, bem como a associação das atmosferas modificadas sobre o desenvolvimento dos sintomas de injúrias pelo frio são extremamente variáveis e fortemente dependentes da genética das espécies.
Durante o armazenamento os quiabos perderam massa fresca continuadamente e de forma linear (Tabela 2). Observa-se, nesta tabela, que não houve interação significativa
entre os fatores aos 12 dias de armazenamento. Os frutos armazenados sem embalagem apresentaram, já no quarto dia, perda de massa de 21,16%. Isto ocorreu devido à perda d’água dos quiabos para a atmosfera da câmara, pois a pressão do vapor dos frutos foi maior que a pressão do vapor d’água do ar da câmara, formando um déficit no qual o vapor d’água existente no produto migra de uma maior pressão para a menor pressão, ocasionando a perda de massa e consequentemente interferindo em sua textura, mostrando-se, assim, um produto murcho (Kader, 2002). Já os quiabos acondicionados nas embalagens propostas neste estudo apresentaram menor perda de massa que os da testemunha, porém, a PET proporcionou a maior preservação da massa fresca que a PEBD (4,78% e 8,48%, respectivamente) no quarto dia de armazenamento a 9 ± 1 °C e 90±5% UR. Este comportamento prevaleceu até o fim do período, porém, no oitavo dia, os quiabos embalados já apresentavam expressiva perda de massa (9,19% e 13,26% na PET e PEBD, respectivamente). Quanto menor a taxa de transmissão, menor o déficit de pressão de vapor d’água e maior a umidade relativa no interior da embalagem, reduzindo a taxa de transpiração do produto (Chitarra & Chitarra, 2005). A seleção IAC 8.1 apresentou a menor perda de massa durante todo o período de armazenamento, independentemente da embalagem.
De maneira geral, a temperatura de 9 °C não foi eficiente para a preservação da qualidade de quiabos acondicionados em embalagem PET e PEBD e armazenados por 12 dias, apresentando perda da cor verde e luminosidade e aparecimento de injúria pelo frio. A embalagem PET retardou o aparecimento de sintomas de injúria pelo frio em pelo menos quatro dias. A seleção IAC 47.1 foi a mais tolerante quanto aos sintomas de injúria pelo frio e a IAC 8.1 perdeu menos massa fresca durante o período de armazenamento.
REFERÊNCIAS
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Tabela 1. Luminosidade e Ângulo Hue ou de cor de quiabos acondicionados em
embalagem de PEBD e PET e armazenados a 9 ± 1 °C e 90±5% UR, por 12 dias (Luminosity and Hue angle of okras enclosed in LDPE or PET and stored under 9 ± 1°C e 90 ± 5% RH until 12 days). IAC, Jundiaí, 2007.
Testemunha 1 PET PEBD Média Testemunha 1 PET PEBD Média 47.1 50,66 a A 46,37 a B 50,61 a A 49,21 a 106,12 e B 108,95 c A 106,58 f B 107,22 e Colhe Bem 47,42 ab A 41,91 b B 46,42 abcd A 45,25 bc 107,63 d B 110,31 b A 108,45 cd B 108,80 cd 13.1.1 44,97 b AB 41,81 b B 48,08 ab A 44,95 bc 108,85 cd B 110,60 b A 106,80 ef C 108,75 cd 8.1 46,34 ab A 43,05 ab AB 42,14 de B 43,84 c 108,70 cd B 111,13 b A 109,47 bc B 109,77 c Dardo 35,24 c B 40,01 bc A 38,47 e AB 37,91 d 110,94 b A 110,57 b A 110,38 ab A 110,63 b 13.1.2 46,78 ab A 42,66 ab B 44,88 bcd AB 44,77 bc 107,79 d B 111,41 b A 108,23 cd B 109,14 cde 20.1R 44,39 b A 40,06 bc B 46,64 abc A 43,70 c 109,93 bc A 110,49 b A 107,97 de B 109,47 cd 20.1.2 38,25 c B 36,97 c B 43,00 cd A 39,40 d 112,67 a A 113,45 a A 111,23 a B 112,45 a Santa Cruz 47 48,57 ab A 43,22 ab B 48,53 ab A 46,77 ab 108,52 d B 110,39 b A 106,81 ef C 108,58 d Média 44,73 A 41,78 B 45,42 A 109,02 B 110,81 A 108,44 C 47.1 45,75 ab A 42,18 d B 46,24 abc A 44,72 abc 105,51 108,62 106,53 106,89 a Colhe
Bem 43,16 abc B 44,71 abc B 48,02 ab A 45,30 ab 108,99 107,89 106,25 107,71 a 13.1.1 44,92 abc B 47,27 ab AB 48,95 a A 47,04 a 106,21 108,08 105,27 106,52 a 8.1 42,13 bc B 43,55 abc AB 45,83 abc A 43,83 bcd 109,65 109,52 106,59 108,58 a Dardo 36,95 d A 35,18 e A 35,45 e A 35,86 e 110,67 113,39 106,1 110,05 a 13.1.2 47,03 a A 44,90 abc AB 43,64 cd B 45,19 ab 108,04 107,84 105,06 106,98 a 20.1R 44,04 abc A 42,28 d A 41,20 d A 42,50 cd 107,94 109,04 109,12 108,70 a 20.1.2 40,77 cd A 43,21 cd A 42,10 cd A 42,03 d 110,55 109,43 110,2 110,06 a Santa Cruz 47 45,07 abc AB 47,80 a A 44,34 bcd B 45,74 ab 107,86 108,16 106,71 107,58 a Média 43,31 A 43,45 A 43,97 A 108,38 A 109,11 A 106,87 A 47.1 - 50,74 a A 47,25ab A 48,99 a - 107,12 d A 104,70 cde B 105,91 e Colhe Bem 45,29 a A 48,17 abc A 47,89 a A 47,12 ab 106,47 b B 108,02 cd A 104,36 e C 106,28 de 13.1.1 42,69 a AB 39,66 de B 44,93 abc A 42,43 cd 106,89 b AB 107,89 cd A 106,21 abcd B 107,00 cde 8.1 - 40,43 de A 41,26 cd A 40,84 d - 110,35 ab A 105,65 bcde B 108,00 bc Dardo - 33,50 f B 38,18 d A 35,84 f - 110,59 ab A 107,63 a B 109,11 ab 13.1.2 44,38 a A 43,71 bcd A 46,44 abc A 44,84 bc 107,13 A 108,06 cd A 104,41 de B 106,54 de 20.1R 36,73 b B 42,48 cde A 41,44 bcd A 40,22 de 109,58 a A 109,28 bc A 106,43 abc B 108,43 ab 20.1.2 - 37,44 ef A 36,22 d A 36,83 ef - 111,62 a A 107,32 ab B 109,47 a Santa
Cruz 47 44,92 a A 48,47 ab A 47,15 abc A 46,85 ab 107,57 b A 107,61 cd A 106,37 abc A 107,18 cd Média 42,80 A 42,73 A 43,42 A 107,53 B 108,95 A 105,90 C 47.1 - 43,73 b A 45,06 ab A 44,40 a - 108,25 b A 105,72 b B 106,98 b Colhe Bem 42,55 a B 46,90 a A 42,89 b B 44,11 ab 106,32 b B 108,06 b A 103,76 c C 106,05 cd 13.1.1 40,25 ab C 44,98 ab B 47,50 a A 44,24 a 106,40 b B 107,60 b A 103,55 c C 105,85 d 8.1 - 39,68 c B 47,30 a A 43,49 ab - 108,05 b A 105,42 b B 106,73 bc Dardo - - - -13.1.2 39,40 b B 44,43 ab A 43,10 b A 42,31 b 107,08 b B 108,35 b A 106,53 ab B 107,32 b 20.1R 41,50 ab B 45,12 ab A 46,24 a A 44,29 a 108,68 a B 110,67 a A 107,18 a C 108,84 a 20.1.2 - 38,02 c A 38,20 c A 38,11 c - 110,57 a A 106,40 ab B 108,48 a Santa Cruz 47 42,07 a B 46,59 ab A 43,23 b B 43,96 ab 107,13 b A 107,73 b A 102,91 c B 105,92 cd Média 41,15 B 43,68 A 44,19 A 107,12 B 108,66 A 105,18 C Hue 4 dias 8 dias 12 dias Luminosidade 12 dias 8 dias 4 dias 0 dias 0 dias
Tabela 2. Perda de massa fresca (%) e manchas escuras (notas) de quiabos acondicionados em embalagem de PEBD e PET e armazenados
a 9 ± 1°C e 90±5% UR, por 12 dias [Weight loss (%) and brown spots (scores) of okras enclosed in LDPE or PET and stored under 9 ± 1 °C e 90 ± 5% RH until 12 days]. IAC, Jundiaí, 2007.
IAC 47.1 Colhe Bem IAC 13.1.1 IAC 8.1 Dardo IAC 13.1.2 IAC 20.1R IAC 20.1.2 Santa Cruz 47 Média
Manchas escuras na superfície (notas)
4 dias Testemunha 5,00 a A 4,00 b B 4,00 b B 5,00 a A 4,00 b B 4,00 b B 4,00 b B 4,00 b B 4,00 b B 4,22 C PET 5,00 a A 5,00 a A 5,00 a A 5,00 a A 5,00 a A 5,00 a A 5,00 a A 5,00 a A 5,00 a A 5,00 A PEBD 5,00 a A 5,00 a A 5,00 a A 4,00 b B 4,00 b B 4,00 b B 4,00 b B 5,00 a A 5,00 a A 4,56 B Média 5,00 a 4,67 b 4,67 b 4,67 b 4,33 c 4,33 c 4,33 c 4,67 b 4,67 b 8 dias Testemunha - 3,00 b C 3,00 b C - - 2,50 c B 4,00 a A - 3,00 b B 3,10 C PET 4,00 b B 3,50 bc B 3,5 bc B 4,00 b A 3,00 c B 4,00 b A 4,00 b A 5,00 a A 4,00 b A 3,89 B PEBD 5,00 a A 5,00 a A 4,00 b A 4,00 b A 5,00 a A 4,00 b A 3,00 c B 3,50 bc B 4,00 b A 4,17 A Média 4,50 a 3,83 cd 3,50 d 4,00 bc 4,00 bc 3,50 d 3,67 cd 4,25 ab 3,67 cd 12 dias Testemunha - 2,00 a C 2,00 a C - - 2,50 a C 2,00 a C - 2,00 a C 2,10 C PET 4,00 a A 3,00 b B 3,50 ab B 3,00 b B - 3,00 b B 4,00 a A 4,00 a A 4,00 a A 3,56 A PEBD 3,00 bc B 3,50 ab A 4,00 a A 4,00 a A - 4,00 a A 3,00 bc B 2,50 c B 3,00 bc B 3,38 B
Média 3,50 a 2,83 c 3,17 abc 3,50 a - 3,17 abc 3,00 bc 3,25 ab 3,00 bc
Perda de massa (%)
4 dias
Testemunha 1 20,04 bc A 22,58 ab A 23,44 ab A 17,64 cd A 24,29 a A 23,01 ab A 22,80 ab A 15,82 d A 20,85 abc A 21,16 A
PET 5,95 a B 4,46 a C 4,78 a C 4,60 a B 6,19 a B 4,87 a B 3,61 a C 4,63 a C 3,93 a C 4,78 C
PEBD 6,06 cd B 9,15 abcd B 8,21 bcd B 5,32 d B 6,82 cd B 7,88 bcd B 11,04 ab B 9,55 abc B 12,25 a B 8,48 B
Média 10,69 abc 12,06 ab 12,14 ab 9,19 c 12,43 a 11,92 ab 12,49 a 10,00 bc 12,35 a
8 dias
Testemunha - 37,55 a A 39,40 a A - - 39,95 a A 38,67 a A - 35,40 a A 38,20 A
PET 10,33 ab A 8,38 b C 9,10 ab B 8,47 ab A 13,82 a A 9,63 ab B 7,46 b C 8,26 b B 7,23 b C 9,19 C
PEBD 11,24 bc A 13,90 abc B 11,62 bc B 8,82 c A 11,75 bc A 13,00 abc B 16,60 ab B 14,94 ab A 17,50 a B 13,26 B
Média 10,78 bc 19,95 a 20,04 a 8,64 c 12,78 b 20,86 a 20,91 a 11,60 bc 20,04 a 12 dias Testemunha - 59,27 53,75 - - 51,43 42,73 - 46,25 50,69 A PET 20,99 11,34 11,99 10,04 - 12,86 8,79 21,16 9,21 13,30 C PEBD 13,72 15,97 15,68 12,62 - 16,13 19,22 18,87 21,78 16,75 B Média 17,35 cd 28,86 a 27,14 a 11,33 d - 26,81 ab 23,58 abc 20,01 bc 25,75 ab
1 Sem embalagem. Para cada período de armazenamento, médias seguidas de mesma letra, maiúscula na coluna e minúscula na linha, não diferem significativamente