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Marco Basaiti

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Academic year: 2021

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Marco Basaiti

1470-1530

Marco Basaiti foi um pintor italiano da Alta Renascença, nascido em Friuri (Veneto) no ano de 1470 e falecido em 1530, sendo, profissionalmente, rival de

Giovanni Bellini. Sua família veio das Balcãs, mais precisamente da Albânia, sendo, entretanto, de origem grega.

Ele começou a pintar ativamente em 1496 e considera-se como sua obra prima “Cristo pregando no jardim” (detalhe abaixo), de 1516, podendo se destacar também “Chamando São Pedro e Santo André”.

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Acredita-se que tenha aprendido a pintar na oficina de Alvise Vivarini. Basaiti trabalhou principalmente com temas religiosos, mas também executou retratos. Destoando de outros artistas da época, preferia usar cores brilhantes para dar mais vida a suas pinturas religiosas.

O artista ficou conhecido por suas composições, combinando, harmoniosamente, as paisagens e as figuras.

O restauro de uma de suas obras no Museu do Palácio do rei Jan II em Varsóvia, feito em 1909, recuperou o brilho de suas cores e trouxe outra grande surpresa: entre os personagens está a imagem do patrocinador do artista, Alvise di Franceschi, fazendo o papel de São Liberalis. (Wikipedia em inglês e outras fontes)

Veja abaixo. Fonte: Commons.

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Girolamo di Benvenuto

1470-1524

Girolamo di Benvenuto foi um pintor italiano da Alta Renascença, nascido em Siena no mês de setembro de 1470 e falecido na mesma cidade em junho de 1524.

Era filho do também pintor Benvenuto di Giovanni que, envolvido em múltiplos negócios, inclusive na vida pública e no cultivo de vinhedos, aproveitava o pouco tempo ainda disponível para colaborar com o próprio filho. Girolamo era contemporâneo de Giacomo Pacchiarotti, Bernardino Fungai e Pinturicchio.

Aprendeu os rudimentos da arte com seu próprio pai e ampliou seu treinamento na tradicional escola sianesa. Trabalhou como assistente em vários afrescos e retábulos de encomendas confiadas ao seu pai.

Aos poucos, foi revelando seu particular estilo. Em “A Assunção de Maria”

(veja detalhe na página 054), pintado em 1498 para a cidade de Montalcino, e que até hoje se encontra no museu local. Ao correr do tempo, Girolamo começa a revelar as sensíveis diferenças de estilo em relação ao pai, com figuras mais alongadas e com uma expressão mais pronunciada.

Sua obra mais destacada, assinada e datada de 1508, é a “Madona da

Neve”, que se acha hoje na Pinacoteca de Siena. Foi produzida ao, mesmo tempo, com outro retrato que se acha atualmente na National Gallery of Art de Washington.

Documentos disponíveis revelam que Girolamo se dedicava especialmente à pintura religiosa, mas sem abandonar completamente temas profanos, em ambientes domésticos, como “O julgamento de Páris”, hoje no Museu do Louvre. (Wikipedia em inglês e outras fontes).

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Acima, um tema religioso – “A Assunção de Maria”, 1498 Abaixo, um tema profano – “O Julgamento de Páris”, 1500, circa

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Michele da Verona

1470-1544?

Michele da Verona, cujo nome verdadeiro era Michele di Zenone foi um pintor italiano da Alta Renascença, nascido em Verona no ano de 1470 e falecido na mesma cidade em data incerta, entre 1536 e 1544.

Foi um contemporâneo de Zerone Veronese (1484-1542), também nascido na mesma cidade, ainda que os estilos dos dois artistas não guardassem qualquer semelhança entre si.

Foi também contemporâneo de Paolo Moranda Cavazzola (Verona, 1486– 1522), a quem teria ajudado na decoração da igreja de San Bernardino em Verona.

O portal de San Stefano em Milão, pelo lado de dentro, tem um crucifixo com a assinatura de Michele e igualmente existe um registro de seu trabalho no Refeitório de San Giorgio, em Verona.

Também se registra sua presença em obra datada de 1505 em Santa Maria de Vanzo, Pádua, notando-se em seu trabalho a influência de estilo de Jacopo Bellini.

Na igreja de Santa Chiara, Verona, há afrescos representando a “cidade eterna”, com anjos, profetas e os quatro evangelistas, esta datada de 1509. Afrescos de outras datas podem ser encontrados na Vittoria Nuova e Sant’Anastasia, enquanto que na igreja da Villa di Villa existe uma “Madona com criança entre São João Batista, São Lourenço, Santo André e São Pedro”.

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Acima: “Crucifixion” (circa 1500), Brera Museum (Fonte: Commons) Abaixo: “Madonna de Verona” 1490s (Fonte: Commons)

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Gian Cristoforo Romano

1456-1512

Giovanni Cristoforo Romano, também conhecido como Giancristoforo ou

Gian Cristoforo Romano foi um escultor italiano da Alta Renascença, que também trabalhou como medalhista, nascido em Roma em 1456 e falecido na mesma cidade em 1512. Foi, provavelmente, um discípulo de Andrea Bregno. As primeiras obras de que se tem conhecimento aconteceram no Palácio Ducal de Urbino, por volta de 1482 e, mais tarde, trabalhou como medalhista para as cortes de Ferrara e Mantua, onde se tornou um favorito da duquesa Isabella d’Este.

Em 1491, se mudou para Milão para atender a um chamado de Ludovico Sforza, cunhado de Isabella, que o incumbiu de esculpir o túmulo de Gian Galeazzo, em Certosa de Pavia, trabalho que executou com a colaboração de Benedetto Briosco. Com a queda de Sforza, em 1499, voltou a trabalhar para Isabella d’Este, para quem executou medalhas, assim como esculpiu o portal de mármore do estúdio ducal do Palácio de Mantua.

Mais tarde, atendendo ao chamado do Papa Julius II, peregrinou em Roma, depois foi para Nápoles, Cremona e, finalmente, Milão e Urbino.

O tríptico em mármore do retábulo na Capela Costa, em Santa Maria del Popolo, foi, provavelmente, criado por ele para o cardeal Jorge da Costa, por volta de 1505. (Wikipedia em inglês e outras fontes)

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Gian Cristoforo Romano – Retrato de mulher

(Provavelmente Isabella D’Este)

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Gaudenzio Ferrari

1471?-1546

Gaudenzio Ferrari foi um pintor e escultor italiano da Alta Renascença, nascido em 1471 (circa) e falecido 11 de janeiro de 1546. Seu nome de batismo era Franchino Ferrari, originário de Milão. Iniciou seus estudos em Verselli, com Gerolamo Giovenone, depois, estudou em Milão, na escola do artesão Giovani Stfano Scotti e, talvez, ao correr do tempo, treinou também com Bernardino Luini. Por volta de 1504, esteve em Florença e, mais tarde, regressou a Milão, onde faleceu.

Seu estilo, na primeira fase, pode ser considerado como influente da velha escola milanesa, o que o manteve afastado da influência modernizante de Leonardo da Vinci e de seus discípulos. Todavia, o ímpeto provincial era muito forte, como ficou demonstrado na emotividade em uma de suas obras no

complexo do Sacro Monte of Varallo, conjunto espetacular com uma basílica e cerca de 45 capelas.

Em 1513, ele pintou “A vida de Cristo”, em afresco, na igreja de Santa Maria dela Grazie, em Varallo. Retornou ao trabalho nas capelas do Sacro Monte di Varallo em 1524. Essas capelas estão dispersas na colina ao longo do santuário, ligadas por um caminho sinuoso, com figuras de terracota em tamanho natural. Ali, ele executou a mais memorável de suas obras, um afresco da

“Crucificação”, com uma multidão de figuras. Destas, pelo menos 26 estão modeladas em relevo e coloridas sobre o teto abobadado.

Há outros trabalhos inovadores, como o Coro de Santa Maria dei Miracoli,

em Sarono ou seu afresco de Santa Ana com a sobreposição do realismo milanês e o colorismo veneziano.

Em resumo, Gaudenzio Ferrari foi um pintor prolífico, que recebeu e exerceu influências na arte de sua época. Seus temas foram sempre religiosos. Entre seus discípulos, pode-se contar Andrea Solario, Giovanni Battista Cerva, Gian Paolo Lomazzo, e Fermo Stella. (Wikipedia em inglês)

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Acima, Gaudêncio Ferrari, “O coro dos anjos”, detalhe Abaixo, “A última Ceia”, detalhe, Igreja S. Maria da Paixão, Milão

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Fra Bartolomeo

Baccio della Porta

1472?-1517

Fra Bartolommeo, cujo nome de batismo era Baccio della Porta foi um pintor italiano da Alta Renascença, nascido em Florença por volta de 1472 e falecido em Fiesole no ano de 1517. Baccio della Porta tornou-se frade dominicano em 1500, a partir do que passou a seu conhecido por seu novo nome. Foi discípulo de Cosimo Roselli, mas sua permanência na arte tornou-se difícil, devido à pressão do aterrador e fanático frei Girolamo Savanarola que desejava obriga-lo a abandonar a pintura.

Para se entender melhor, Savaranola foi um frade e reformador fanático que, por pouco tempo, governou Florença e interpretando a seu modo as mensagens do Apocalipse, criou um clima de terror na cidade e, de quebra, chegou a desafiar a autoridade papal. Reza a lenda que Leonardo da Vinci teria retratado Savonarola na sua famosa obra A Última Ceia colocando seu rosto na figura de Judas Iscariotes.

Cedendo inicialmente a tais pressões recebidas, Bartolomeu só voltou a pintar quatro anos após, produzindo a Visão de São Bernardo, obra que iniciou em 1504 e levou três anos para terminar. Viajou a Veneza em 1508, onde sofreu benéfica influência de Giovanni Bellini, o mestre da cor, e, como consequência, tornou-se um dos principais coloristas da escola florentina. Deste período são alguns de seus monumentais trabalhos, como O Pai Eterno com Maria Madalena e Santa Catarina de Siena (1509), bem como O Casamento e Santa Catarina (1511), alguns deles feitos em colaboração com seu irmão Mariotto Albertinelli. Seus últimos trabalhos, como Madonna della Misericordia (1515) refletem toda a majestade do estilo da Alta Renascença, representado por Michelangelo e Rafael, os quais Fra Bartolomeu tiveram oportunidade de encontrar, em 1914, numa viagem que fez a Roma. (Encarta em inglês e outras fontes)

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Acima, “Jesus no templo”, 1,56x1,59m, Óleo sobre madeira Abaixo, “Madona com menino e santos”

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Pietro Torrigiano

1472-1528

Pietro Torrigiano foi um escultor italiano da AltaRenascença, nascido em Florença no dia 24 de novembro de 1472 e falecido na Espanha em agosto de 1528.

Torrigiano era um protegido de Lorenzo de Medici e trabalhou com Michelangelo quando ambos eram apenas aprendizes. Depois, se mudou para Roma, onde fez decorações em estuque para o papa Alexandre VI. Em seguida, alistou-se no exército de vários estados, e então foi convidado para executar uma tumba de Henrique VII e sua consorte em Londres, entre 1509 e 1517.

Após a conclusão desta obra, também realizou o altar, um retábulo e um baldaquino na Abadia de Westminster, destruídos na revolta puritana no século XVII, restando, contudo, algumas de suas partes.

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Henrique VIII o contratou para criar outra tumba para si mesmo no Castelo de Windsor, mas esta não chegou a ser concluída.

A última parte de sua vida, passou-a na Espanha, especialmente em Sevilha, onde deixou várias esculturas. Todavia, seu temperamento guerreiro e impulsivo criou-lhe vários problemas, foi preso e, na prisão, faleceu. (Wikepdia e outras fontes)

Detalhe de “São Jerônimo penitente” – Museu de Belas Artes de Sevilha

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Giuliano Bugiardini

1475-1555

Giuliano Bugiardini foi um pintor italiano no final da Alta Renascença, quando já começava a ganhar espaço o Maneirismo. Ele nasceu em 29 de janeiro de 1475 e faleceu em 17 de Fevereiro de 1555) tendo trabalhado principalmente em Florença. É também conhecido como Giuliano di Piero di Simone. Estudou com Domenico Ghirlandaio e, em 1503, entrou para a guilda de São Lucas, que mais tarde se chamaria Academia de São Lucas, e associou-se a Mariotto Albertinelli.

Vasari afirma que Bugiardini ajudou Michelangelo em 1508 com seu trabalho na Capela Sistina. Muito pouco se sabe a respeito de sua vida e obra, a não ser as referências do historiador de arte Giorgio Vasari. (Wikipedia e outras fontes)

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Michelangelo Buonarroti

1475-1564

Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, para os íntimos, simplesmente Michelangelo, nasceu em Caprese no dia 6 de Março de 1475 e faleceu em Roma no dia 18 de Fevereiro de 1564, tendo sido um gênio como pintor, escultor, poeta e arquiteto, considerado um dos maiores criadores da história da arte do ocidente. É uma das três grandes estrelas da Alta Renascença, ao lado de Leonardo da Vinci e Rafael Sanzio.

Ele desenvolveu seu trabalho artístico por mais de setenta anos entre Florença e Roma, onde viveram seus grandes mecenas, a família Medici de Florença, e vários papas romanos.

O legado artístico de Michelangelo constitui uma demonstração de gênio. A ele se devem obras imortais da escultura, como o "Davi" e o "Moisés"; da arquitetura, como a cúpula da basílica de São Pedro; e da pintura, como os

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O humanismo renascentista, de que o genial artista constitui uma figura paradigmática, levou-o também a escrever uma notável obra literária, tanto em prosa como em verso.

Quando ainda era criança, sua família mudou-se para Florença, onde, em 1488, entrou como aluno para o ateliê do pintor Domenico Ghirlandaio, com quem aprendeu as técnicas de afresco e painel.

No ano seguinte, graças ao mecenato de Lourenço o Magnífico, passou a estudar escultura com Bertoldo di Giovanni no jardim onde a família senhorial de Florença conservava uma valiosa coleção de esculturas antigas.

Após a morte de Lourenço, em 1492, e pouco antes da expulsão da família Medici pelo pregador e reformador religioso Girolamo Savonarola, Michelangelo fugiu para Bolonha, onde, sob a influência de Jacopo della Quercia, esculpiu três estátuas para o túmulo de são Domingos.

De volta a Florença, esculpiu, em madeira, a "Crucificação" (autenticada somente em 1965), que doou a uma igreja em agradecimento por lhe terem permitido estudar os cadáveres ali conservados.

Detalhe de “Crucificação”, 1492, escultura em madeira

Em 1496 mudou-se para Roma, onde esculpiu "Baco", antes de voltar-se para a temática de inspiração religiosa que dominaria sua arte a partir de 1498.

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Sua grande obra do período é a "Pietà" de mármore, que se encontra na basílica de São Pedro, em Roma, na qual a cena trágica contrasta com a serenidade do juveníssimo rosto da Virgem.

Pietà 1499. Mármore, Basilica di San Pietro, Vaticano

Retornou a Florença e, em 1501, recebeu o encargo de realizar as 15 figuras da capela Piccolomini da catedral de Siena e o colossal "Davi" de mármore, concluído em 1504. Essa estátua, hoje na Academia de Belas-Artes de Florença, veio a converter-se na encarnação do espírito e da força da cidade.

No mesmo ano, o artista começou a pintar o afresco "Batalha de Cascina"

para a sala do conselho do Palazzo Vecchio florentino. Essa grande pintura, posteriormente destruída, suscitou certa rivalidade entre Michelangelo e Leonardo da Vinci, que estava pintando "A batalha de Anghiari" na parede oposta. Nenhuma das duas foi concluída.

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A guerra dos gênios

Acima, “A batalha de Cascina”, de Michelangelo Abaixo, “A batalha de Anghiari”, de Leonardo da Vinci

O papa Júlio II chamou o já célebre gênio toscano a Roma, em 1505, para encarregá-lo de um grande mausoléu com mais de quarenta figuras em tamanho natural. O projeto, que não chegou a ser concluído, acarretou muitos problemas para Michelangelo, desde assistência inadequada na execução do projeto a falta de pagamento. O escultor desentendeu-se então com o papa e fugiu de Roma.

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Em Florença, Piero Solderini convenceu-o a desculpar-se. Júlio II lhe encomendou então uma estátua em bronze para a igreja de São Petrônio, concluída em 1508.

Nesse mesmo ano, Michelangelo recebeu o primeiro pagamento do papa para iniciar a ampliação da capela Sistina, cujos afrescos pintou até 1512. Embora tenha trabalhado como pintor a contragosto, pois preferia a escultura, realizou, na capela Sistina, afrescos tidos como a expressão máxima da arte pictórica do Renascimento.

Michelangelo, Detalhe do teto da Capela Sistina, 1508-1512, afresco

Em 1513 o artista finalmente conseguiu renegociar o contrato do mausoléu com os herdeiros de Júlio II. O projeto foi reduzido e Michelangelo idealizou para o sepulcro sua célebre estátua "Moisés", de mármore, e duas figuras torturadas de escravos.

Os Medici haviam retomado o poder em Florença em 1512 e os papas Leão X e Clemente VII, membros dessa família, encarregaram Michelangelo de vários projetos a serem realizados em Florença, onde o artista residiu ocasionalmente entre 1514 e 1534.

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Em 1520, Michelangelo comprometeu-se a projetar uma capela mortuária na igreja de São Lourenço, que deveria abrigar os sepulcros da família Medici e, em 1524, Clemente VII encarregou-o do projeto da Biblioteca Laurenziana.

No mausoléu dos Medici, as estátuas de Juliano e Lourenço o Magnífico, dispostas em nichos sobre as tumbas, representaram um novo ponto de partida no campo da escultura funerária. Sob elas, Michelangelo acrescentou quatro figuras em mármore que representam o mundo terreno em gradações do dia:

"Aurora", "Dia", "Crepúsculo" e "Noite". Também construiu o recinto solene da capela que, apesar da extrema simplicidade das linhas arquitetônicas, é para muitos a maior obra do artista.

Masouleu dos Medici, detalhe, “Alvorecer” e “Crepúsculo”

No período republicano que se seguiu à queda dos Medici, Michelangelo colaborou ativamente na vida pública florentina e projetou a fortificação da cidade contra os ataques dos exércitos papal e imperial. Derrotada Florença, e com os Medici de novo no poder, o artista concluiu a obra do sepulcro.

Em 1534, nomeado pelo papa Paulo III como escultor, pintor e arquiteto oficial do Vaticano, fixou residência definitiva em Roma.

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Entre 1536 e 1541, realizou no altar da capela Sistina o grande afresco

"Juízo final". A gigantesca composição aparece dominada pela vigorosa figura de Cristo que, como juiz universal, ordena a salvação dos bem-aventurados e o castigo dos pecadores. A obra reflete de forma dramática as inquietudes espirituais do já sexagenário Michelangelo.

Juízo Final, detalhe

Em seus últimos anos de vida, os encargos e projetos do artista foram principalmente obras de arquitetura. A partir de 1546, criou as janelas do segundo andar e a grande ante-sala do Palazzo Farnese, em Roma. Em 1538, já tinha transferido a estátua antiga do imperador Marco Aurélio para o centro da praça do Capitólio, que ele reurbanizou. Entre 1561 e 1564 construiu, dentro das ruínas das termas de Diocleciano, a grande igreja Santa Maria degli Angeli.

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A partir de 1547, dirigiu os trabalhos da basílica de São Pedro; a grande cúpula da basílica é de sua autoria. Entre as esculturas de seus últimos anos, destaca-se a "Pietà Rondanini".

Alternou o trabalho em outras áreas com a criação de uma obra poética de grande sensibilidade, escrita a partir de 1530. O conjunto de seus textos, com justiça caracterizados como uma "biografia espiritual", reúne mais de 300 sonetos, madrigais e outros tipos de poemas, inclusive fragmentos inacabados. Celebrado como grande personalidade artística de seu tempo, Michelangelo morreu em Roma, em 18 de fevereiro de 1564, aos 88 anos de idade. (Enciclopédia Britânica e outras fontes)

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Marcantonio Raimondi

1480?-1534

Marcantonio Raimondi, foi um gravador da Alta Renascença italiana, nascido nas proximidades de Bolonha por volta de 1480 e falecido em Bolonha por volta de 1534. Sua produção conhecida envolve cerca de 300 gravuras e ajudou a dissiminar a arte da gravura por toda a Europa, influindo no trabalho de outros artistas, mesmo que alheios a esse gênero.

Ele recebeu treinamento nos estúdios do famoso ourives e pintor Francesco Rabolini, mais conhecido como Francia. O estilo e os detalhes de seus primeiros trabalhos, como “Serpente falando com jovem” (1500circa), “Piramo” e

“Tisbe” (1505, revelam a influência de Francia. Sem limites ao seu poder criativo, ele chegou a ir à prisão, por ordem do Papa, por uma de suas obras.

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Ainda que a gravura, em relação à pintura e à escultura, fosse considerada uma arte menor, ainda assim, os trabalhos de Raimondi serviram de inspiração para artistas de movimentos e estilos que surgiram na Europa através dos tempos.

Um exemplo, dentre muitos, é o quadro “Almoço sobre a relva” (1863), de Édouard Manet, que segue o esquema de “O julgamento de Páris” (1520), de Marcantonio Raimond, conforme se vê nas reproduções abaixo. (Enciclopédia Britânica e outras fontes)

Acima, “O julgamento de Páris”, de Raimond. Abaixo, “Almoço sobre a relva”, de Manet

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Cesare da Sesto

1477-1523

Cesare da Sesto, nascido em Sesto Calende, Lombardia, no ano de 1477 e falecido em Milão no ano de 1523, foi um pintor italiano do Alto Renascimento, que exerceu sua atividade artística em várias cidades da Itália, mas principalmente em Milão.

Ainda que não dotado de um talento especial, é considerado um dos Leonardeschi (artistas influenciados por Leonardo da Vinci), sendo-lhe reconhecida uma grande sensibilidade para captar, ainda que de maneira superficial, o estilo do gênio renascentista.

Desconhece-se qual a sua formação inicial, sendo possível afigurar que tenha estudado com Baldassare Peruzzi, em Roma, no ano de 1505. Permaneceu na região do Lazio de 1510 a 1512 o que lhe permitiu conhecer as primeiras obras romanas de Rafael e estabelecer contato com artistas como il Sodoma. Parece seguro que conhecia a pintura florentina da primeira década do século, assim como as pinturas que Leonardo deixou naquela cidade do Arno. Deste período são-lhe atribuídas um afresco numa luneta da Igreja de Sant'Onofrio e algumas pinturas no palácio Campagnano di Roma.

Em meados de 1514 deslocou-se a Nápoles, no sul da Itália, onde esteve cerca de seis anos. Em 1515 terminou um políptico monumental para a Abadia da Santíssima Trindade em Cava de' Tirreni. De regresso a Milão, executou um Baptismo de Cristo, em colaboração com Bernardino Bernazzano (hoje perdido) e uma Salomè, adquirido por Rudolfo II e hoje presente no Kunsthistorisches Museum em Viena.

Em 1517, estando novamente no sul de Itália, em Messina, executou uma Adoração dos Magos, que influenciou vários artistas da região (agora no Museu de Capodimonte, em Nápoles).

Regressou a Milão em 1520, onde pintou o políptico Virgem em glória com santos para a Igreja de San Rocco (hoje no Castello Sforzesco). (Wikipedia e outras fontes)

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Acima, “Madona e menino” de Cesare da Sesto em 4 versões distintas;

Abaixo, um políptico, têmpera sobre madeira, pintado em 1514, a 4 mãos, por Cesare di Sesto e Girolamo Ramarino para a Abadia de Cava de

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Giorgione

Giorgio da Castelfranco

1477?-1510

Giorgione, cujo nome de batismo era Giorgio Barbarelli da Castelfranco, foi um pintor italiano do Alto Renascimento, nascido em Castelfranco (Veneto), por volta de 1477 e falecido e Veneza, em fins de 1510). A exemplo de Cristo, morreu com apenas 33 anos e, por essa razão, deixou uma obra pequena em quantidade, mas de alta qualidade e grande influência em seu tempo. Teria sido discípulo de Giovanni Bellini.

Salvo uma ou outra exceção, não existem obras dele assinadas e datadas. Poucos trabalhos podem lhe ser atribuídos, com segurança, e entre eles se incluem o Retábulo de Castelfranco (1504), Os três filósofos (sem data), A tempestade (sem data) e Concerto campestre (1510). Muitos outros que lhe são atribuídos são alvo de polêmica, não se chegando a uma conclusão quanto à verdadeira autoria.

A maioria das obras de Giorgione se compõe de uma ou mais figuras, integradas em amplas paisagens e, inovando em relação aos seus antecessores, o artista utiliza uma luz suave, com efeito de grande lirismo, tendo como objetivo maior criar uma atmosfera determinada dentro da composição, sem preocupação de definir os objetos da cena.

Também, ao contrário de seus contemporâneos, levava o trabalho direto à tela, sem esboços preliminares, pela crença de que, assim, conseguia criar expressões mais profundas e efeitos cromáticos mais surpreendentes.

No Museu do Prado, em Madri, a Madona com criança nos braços, entre Santo Antônio de Pádua e São Roque (1510) revela que o artista já alcançara, neste ponto, a maturidade. Com a Vênus adormecida (1510-circa), obra que lhe é atribuída, há uma evolução, sendo uma das primeiras obras modernas dentro da arte em que o nu passa a ser o objeto principal do quadro e não um detalhe dentro dele. (Encarta em espanhol e outras fontes).

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Acima, “A Venus adormecida”, 1508, Fonte: Google Art Project Abaixo, “Pastoral”, 41x36 cm, Fonte: http://www.wikiart.org/

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IL SODOMA

Giovanni Antonio Bazzi

1477-1549

Giovanni Antonio Bazzi, mais conhecido por seu nome artístico de IL SODOMA, foi um desenhista e pintor italiano da Alta Renascença, mas já avançando um pouco pelo Maneirismo.

Praticou um desenho tão exuberante como Signorelli e Rafael, bem como utilizou também a técnica do sfumato como Leonardo da Vinci, desenvolvendo trabalhos religiosos e mitológicos com graça, delicadeza, beleza e suavidade. Seu mais importante projeto foi a série de 31 afrescos no Mosteiro de Monte Oliveto Maggiore (1508).

Boêmio por opção, sua vida era o inverso dos costumes estabelecidos para a classe média de sua época, o que lhe valeu o apelido de il Sodoma, pelo qual acabou ficando conhecido.

Avesso a normas e formalidades, em uma declaração de bens, alistou como suas posses um macaco, um corvo, uma coruja e três mulheres.

Filho de sapateiro, Sodoma dominou a pintura sienesa e obteve sucesso em sua região. Por volta de 1497, viajou a Milão, tomando contato com a arte de Leonardo Da Vinci e, então, incorporou à sua técnica alguns elementos criados pelo grande pintor, entre eles o efeito de desvanecimento (sfumatto).

Retornando, Sodoma viveu em Siena por mais oito anos. Em 1508 foi a Roma, onde aplicou afrescos no teto do Vaticano. Em 1509 já havia se transformado em pintor oficial dentro da República Sianesa.

Com sua fama correndo a Itália, aceitou encomendas que o levaram a deslocar-se para outras regiões, mas, depois de vários anos, por volta de 1545, voltou a se estabelecer em Siena, para de lá não mais sair. (Traduzido e adaptado)

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Acima, il Sodoma, “O casamento de Alessandro e Rosana” (detalhe)

Abaixo, “Cupido sobre a paisagem, 1510(circa)

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Giovanni Francesco Caroto

1480-1558?

Giovanni Francesco Caroto foi um pintor da Alta Renascença, que viveu entre 1480 e 1558(circa), exercendo suas atividades principalmente eu sua cidade natal, Verona.

Iniciou seu aprendizado com Liberale da Verona, um pintor liberal, mas com forte influência do estilo de Andrea Mantegna. Passou algum tempo em Milão, recebendo a influência de Francesco Bonsignori, Leonardo da Vinci, Rafael e Giulio Romano, mas, apesar disso, nunca perdeu sua individualidade marcada pelo forte colorido de Verona. Talvez tenha recebido, também, treinamento do proeminente pintor maneirista Paolo Veronese, que atuou principalmente em Veneza.

Entre os bons exemplos de seu trabalho, podem-se relacionar a arte produzida em Castello, Milão, e na Chiesa de Carità em Uffisi. Mas a catalogação de sua obra exige cuidado, por confundir-se com a produção de seu irmão Giovanni, que também era um talentoso pintor. Ambos morreram em

Santa Maria in Organo, Verona.

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Acima, Madona e a criança Abaixo, jovem com leque

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Lorenzo Lotto

1480?-1556

Lorenzo Lotto, nascido em Veneza por volta de 1480 e falecido em Loreto (Estado papal) em 1556, foi um pintor italiano da Alta Renascença, conhecido por seus sensíveis retratos e pinturas místicas de temas religiosos, representando um dos melhores exemplos da proveitosa relação entre venezianos e artistas do centro da Itália. Sua obra representa uma transição entre os primeiros pintores de Florença e os maneiristas romanos do Século XVI (cinquecento).

No início, morou em Treviso e, ainda que recebendo influências do pintor veneziano Giovani Bellini e de Antonello da Messina, ele sempre se manteve afastado da tradição pictórica veneziana, o que se observa desde seus primeiros trabalhos, como Madona and São Pedro mártir (1503) e em Retrato do bispo Bernardo de Rossi (1505),

Além das influências já citadas acima, também se pode ver, em sua pintura, a marca do Naturalismo de Giorgione, em obras como a Alegoria das Virtudes e dos Vícios. Com o tempo, evoluiu para obras mais dramáticas, como aquelas de Correggio. Era amigo de Palma Vecchio.

Seu trabalho em Bergamo foi o melhor de sua carreira e faz parte de sua fase mais produtiva. Desenvolveu a técnica do retrato psicológico (aquele que revelava os pensamentos e emoções dos retratados). Nessa tradição, continuou o trabalho de Antonello da Messina. Suas pinturas posteriores são, na maioria, pinturas murais, tais como O Martírio de Santa Clara, onde representa cenas da vida diária, como Cristo com a parreira em suas mãos, remetendo à frase bíblica: ”Eu sou a videira, vós sois os ramos”.

Durante sua vida, Lotto foi um pintor respeitado e popular no Norte da Itália. Depois de sua morte, foi gradualmente esquecido, talvez pelo fato de que suas obras permanecem em pequenas igrejas e museus menores. (Enciclopédia Britânica em inglês, Wikipedia e outras fontes).

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Acima, “Marido e mulher”, 1523, 1,16 x 0,96m Abaixo, “Venus e Cupido”, 1480(circa), 0,92 x 1,11 m

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Bernardino Luini

1480?-1532

Bernardino Luini, cujo nome de batismo é Bernardino de Scapis foi um pintor italiano da Alta Renascença, nascido em Runo (Dumenza) por volta de 1480 e falecido em 1532, pertencendo ao círculo de Leonardo Da Vinci, Luini e Giovanni Antonio Boltrafio

Por ter sido um dos mais destacados discípulos de Da Vinci, muitos dos trabalhos de sua lavra são atribuídos ao grande gênio.

Pouco se conhece de sua vida, mas a grande quantidade de obras produzidas leva a crer que tenha sido um pintor de grande aceitação em sua época. Ao contrário dos demais discípulos de da Vinci, Luini pintava não apenas afrescos, mas também quadros emoldurados.

Luini tornava sentimental o estilo racional de seu mestre e isso tornou popular sua pintura, mesmo alguns séculos após a morte, estando bem cotada mesmo na era vitoriana.

Seu trabalho está bem representado na Pinacoteca de Brera, em Milão, assim como muitos de seus afrescos ainda decoram igrejas da Lombardia.

O pintor dedicou-se não apenas a temas religiosos, como também mitológicos, que se encontram expostos em famosos museus, como a Galeria Nacional de Arte, em Washington.

Embora seus trabalhos sejam, em geral, de excelente qualidade, alguns de seus seguidores e vários copistas vulgarizaram o estilo, tornando-o afetado, com exagerado contraste de cores, parecendo mais uma paródia que uma cópia fiel do original. (Web Gallery of Art e outras fontes)

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“Madona e criança, com São João Batista”,

1520(circa), óleo sobre madeira, 85x63 cm

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Ludovico Mazzolino

1480-1528

Ludovico Mazzolino foi um pintor italiano da Alta Renascença, nascido em Ferrara em 1480 e falecido na mesma cidade em 1528, tendo exercido suas atividades em Ferrara e Bolonha.

Mazzolino foi influenciado por Benvenuto Tisi da Garofalo (1481-1559) e Boccaccio Boccaccino (1467-1525). Deve também ter estudado com Lorenzo Costa (1460-1535), o mesmo mestre que treinou Dosso Dossi e Cosimo

Como aconteceu a muitos artistas de sua época naquela região, contou com o mecenato do ferrarense Ercole I d”Este

Em 1521, casou-se com Giovanna, a filha do pintor veneziano Bartolomeo Vacchi.

Mazzolino não é, exatamente, um exemplo fiel do classicismo redivivo da Renascença. Seu estilo é primitivo, regredindo à dramaticidade do gótico, mais que à arte de seus contemporâneos. Exemplo disso está no seu painel “O

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Ludovico Mazzolino

O massacre dos inocentes

Óleo sobre painel. (detalhes)

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Palma Vecchio

Jacopo Palma, o Velho

1480-1528

Palma Vecchio, nascido no ano de 1480 e falecido em julho de 1528, cujo nome de batismo era Jacopo Palma, também conhecido como Jacopo Negretti, foi um pintor italiano da Alta Renascença, nascido em Serina Alta, perto de Bérgamo, na República de Veneza.

Sua obra se voltou para a pintura devocional e mitológica. Deve ter estudado com Giovanni Bellini, o criador do estilo veneziano da Alta Renascença.

Palma se destacou pelo desenvolvimento da arte religiosa contemplativa, conhecida como “sacra conversazione”, que consistia no agrupamento de personagens religiosos, bíblicos ou não, dentro de um mesmo quadro, estabelecendo uma relação subliminar entre eles, como se fossem contemporâneos um do outro. (veja no detalhe abaixo)

Quando chegou a Veneza, no início do século XVI, fez amizade com Lorenzo Lotto, que se tornou, ao mesmo tempo, um companheiro e um concorrente. Nessa oportunidade, ambos tiveram o privilégio de aprender com Ticiano Vecelli. A pintura de Palma demonstra uma riqueza superior no uso das cores, mas ele nunca se sobressaiu pela criatividade ou pelo vigor do desenho. (Wikipedia em inglês outras fontes)

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Vincenzo di Catena

1470?-1531

Vincenzo di Catena, nascido por volta de 1470 e falecido em 1531, foi um pintor veneziano da Alta Renascença, também conhecido por Vincenzo de Biagio. Conhece-se algo de sua pintura, mas quase nada de sua biografia. A

importância do registro se dá, portanto, em função da obra que deixou para a posteridade, mais que pela sua vida e eventual influência sobre outros artistas contemporâneos seus.

Seus primeiros trabalhos, entretanto, refletem a influência de Giovanni Belini, incluindo-se duas pinturas da “Madona com criança e com os santos”, que se acha, a primeira, na Walters Art Gallery, Baltimore, e a outra, na Academia de Arte, em Veneza. Em seus últimos trabalhos, é possível constatar a influência do estilo de Giorgione. Entre seus melhores trabalhos desse período estão O doge Loredan ajoelhado diante da Madona, (Correr Museum., Veneza), O Martírio de Santa Cristina (Igreja de Santa Maria Mater Domini, Veneza) e Cristo dando as chaves a São Pedro (hoje no Gardner Museum de Boston). (Dados esparsos colhidos em várias fontes)

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Acima, “Madona e criança, com santos” (1517, circa) 1517

Abaixo, “Adoração dos Pastores”, 1520, circa), Metropolitan Museum (NY), óleo sobre tela, 1,30 x 2,08 m)

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Benvenuto Tisi

Garofalo

1481-1559

Benvenuto Tisi ou IL GAROFALO foi um pintor italiano da Alta Renacença, com algumas incursões pelo maneirismo, com estilo correspondente à chamada escola de Ferrara. Nasceu no ano de 1481 e faleceu em 6 de setembro de 1559, tendo realizado seus primeiros trabalhos junto à corte da Família d’Este.

Ao que se sabe, teria estudado com Domenico Panetti e talvez, também, com Lorenzo Costa. Foi contemporâneo e, acidentalmente, um assistente de Dosso Dossi. Em 1495, trabalhou em Cremona com Boccaccino. Passou três anos em Roma e foi, a partir daí, assimilando estilo mais clássico, com influência de Giulio Romano, um pintor e arquiteto maneirista. Em 1520, Girolamo da Carpi foi seu aprendiz e trabalhou com ele em projetos em Ferrara, de 1530 a 1540.

Infelizmente, sua carreira foi bruscamente interrompida em 1550, devido a uma cegueira que o acometeu e que o acompanhou até a morte. (Wikipedia e outras fontes)

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Acima, “Anunciação”, 1528, Fonte: Commons

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Baldassarre Peruzzi

1481-1536

Baldassarre Peruzzi, foi um pintor e arquiteto italiano da Alta Renascença, nascido em Anciano (República de Siena) no dia 15 de janeiro de 1481 e falecido em Roma no dia 6 de janeiro de 1536.

Um de seus grandes feitos foi a construção da Villa Farnesina, uma suntuosa propriedade em Roma, erguida entre 1508 e 1511, às margens do rio Tibre, no Trastevere, para o banqueiro sienês Agostino Chigi. Em 1580, a vila foi adquirida pelo cardeal Alessandro Farnese, recebendo assim o nome atual pelo qual ficou conhecida.

A Villa Farnesina foi a primeira área nobre suburbana de Roma. O trabalho não se cingiu apenas à estrutura, mas incluiu principalmente a rica e espetacular decoração interna do edifício.

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Como pintor, destacam-se os afrescos na Capella San Giovanni. Ele foi contemporâneo de Rafael Sanzio e de Donato Bramante. (Enciclopédia Britânica, Wikipedia e outras fontes)

Acima, Peruzzi, “Musas dançando com Apolo”, Afresco, Fonte: Commons

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Ridolfo Ghirlandaio

1483-1561

Ridolfo Ghirlandaio, (nascido em Florença no dia 4 de fevereiro de 1483 e falecido na mesma cidade em 6 de janeiro de 1561, foi um pintor italiano do Alto Renascimento. Vinha de uma família de artistas. Seu avô era ourives, fabricante de guirlandas de prata, daí o sobrenome Ghirlandaio. O pai, o pintor Domenico Ghirlandaio morreu quando ele tinha 11 anos e, então, foi criado pelo tio, David Ghirlandaio (1452-1525), que também era pintor e fez seus estudos como discípulo de Fra Bartolomeu.

Suas obras entre as datas de 1504 e 1508 são marcadas pelas influências de Fra Bartolomeo e Rafael, de quem era amigo. Em Florença, tornou-se um conhecido pintor de altares, afrescos e retratos. Era famoso pela execução de pinturas de grandes cenas para ocasiões públicas, como o casamento de Giuliano de Medici e a entrada do papa Leão X na cidade, em 1515.

A partir de 1527, seu trabalho entrou em declínio, mas já nesse tempo tinha acumulado uma grande fortuna para sua família de quinze filhos. Seus filhos se tornaram comerciantes na França e em Ferrara. Ridolfo executou muitos altares, com a ajuda de seu aluno favorito, Michele Tosini que, homenageando o mestre, mudou o nome para Michele di Ridolfo. Outros alunos foram Mariano da Pescia e Carlo Portelli da Loro. (Wikipedia e outras fontes)

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Lucrezia Sommaria – 1530-1532

Fonte: https://commons.wikimedia.org

Referências

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