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A Bíblia e Seus Atributos. William R. Downing

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Academic year: 2021

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A Bíblia e

Seus Atributos

William R. Downing

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Traduzido do original em Inglês

A Catechism on Bible Doctrine (Version 1.7)

An Introductory study of Bible Doctrine in the Form of a Catechism with Commentary

By W. R. Downing • Copyright © 2008

O presente volume consiste somente em um excerto da obra supracitada

Publicado por P.I.R.S. PUBLICATIONS

Um Ministério da Sovereign Grace Baptist Church (www.sgbcsv.org) Publicações Impressas nos Estados Unidos da América

ISBN 978-1-60725-963-3

Todos os direitos reservados somente ao autor. Nenhuma parte deste livro deve ser reproduzida em qualquer forma que seja sem a permissão prévia do autor.

Tradução por Hiriate Luiz Fontouro

Revisão por Paul Cahoon, Benjamin Gardner, Albano Dalla Pria e Erci Nascimento Edição Inicial por Calvin G. Gardner

Revisão Final por William Teixeira e Camila Rebeca Almeida Edição Final e Capa por William Teixeira

Imagem da Capa: São Paulo perante o Areópago, por Rafael (Domínio Público)

1ª Edição: Fevereiro de 2016

As citações bíblicas usadas nesta tradução são da versão Almeida Corrigida Fiel | ACF Copyright © 1994, 1995, 2007, 2011 Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil.

Publicado em Português como fruto de uma parceria entre os websites oEstandarteDeCristo.com e PalavraPrudente.com.br, com a graciosa permissão do amado autor W. R. Downing (Copyright © 2008) e do amado, saudoso e agora glorificado, Calvin G. Gardner.

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A Bíblia e Seus Atributos

Por William R. Downing

[Excerto deUm Catecismo de Doutrina Bíblica, por William R. Downing • Parte II]

AS ESCRITURAS SÃO A PALAVRA DE DEUS

O estudo doutrinário das Escrituras é denominado de “Bibliologia”, do Gr. biblos, “livro”, que é a primeira palavra do Novo Testamento em Grego. Nesta era, quando as Escrituras são atacadas no que diz respeito à sua inspiração e autoridade Divina, deve ser entendido que a Bíblia é a nossa única verdade objetiva; todo o resto é subjetivo e sujeito a mal-entendidos ou mudança.

Pergunta 7: O que é a Bíblia?

Resposta: A Bíblia é a revelação especial de Deus para o homem, em forma escrita.

2 Timóteo 3:16-17: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar,

para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; 17 para que o homem de Deus seja

perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”.

Veja também: Êxodo 17:14; 24:12; 31:18; Lucas 24:25-27, 45-47; João 5:45-47; Hebreus 1:1-3; 2 Pedro 1:20-21; 3:15-16.

Comentário

A palavra “Bíblia” deriva da palavra Grega “livro”. Ela ocorre como a primeira palavra do Novo Testamento em Grego: “O livro (biblos) da geração de Jesus Cristo...” (Mateus 1:1). É a partir desta ocorrência que temos a nossa palavra portuguesa “Bíblia”, que agora se refere a toda a Palavra de Deus escrita. A Bíblia é tanto um livro quanto uma biblioteca de sessenta e seis livros que compõem o cânon da Escritura. As Escrituras formam um todo não-contraditório (coerente), unificado, como a própria Palavra do Deus vivo escrita (preser-vada em forma escrita).

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“es-critos” (Gr. graphai) e refere-se especialmente à Palavra de Deus em forma escrita — a Palavra de Deus escrita e preservada para nós. A fórmula encontrada setenta e uma vezes no Novo Testamento: “Está escrito”, significa que ela está escrita com plena e inalterada autoridade.

A vida Cristã é composta de dois aspectos, o objetivo e o subjetivo. O objetivo é revelado na verdade das Escrituras como o padrão de crença e conduta; o aspecto subjetivo é a nossa experiência pessoal, que deve derivar e refletir o aspecto objetivo. Separados da Escritura, nós seríamos deixados inteiramente com o aspecto subjetivo. Todos se tornariam necessariamente relativistas (sem fim, palavra de autoridade, com exceção da força da experiência individual), empíricos (todo julgamento seria baseado na experiência apenas), existenciais (completamente subjetiva e tendendo para o irracionalismo ou emocionalismo) e pragmáticos (aquilo que funciona melhor é correto). Assim, o mais emocional ou místico seria o mais espiritual, e as personalidades mais fortes ou mais persistentes determinariam a direção do Cristianismo. A única salvaguarda para tais desvios é a Palavra de Deus escrita devidamente compreendida e corretamente interpretada (Salmos 119:105; Isaías 8:20; João 17:17; 2 Timóteo 2:15).

A finalidade de todo estudo da Bíblia é a verdade doutrinária. Alguém simplesmente não conhece as Escrituras até que ele chegue consistentemente ao seu ensino doutrinário, e reciprocamente, ninguém conhece a Doutrina Cristã como deveria, a não ser que ele a entenda biblicamente. É o ensino doutrinário da Escritura que deve governar nosso pensa-mento, guiar nossas vidas e reger sobre nossas emoções.

Alguns poderiam contestar um Cristianismo “intelectual”, preferindo uma abordagem mais simplista ou “devocional”, não percebendo que o devocional — se legítimo em tudo — deve derivar do doutrinário, e o doutrinário da hermenêutica, e a hermenêutica da exegese (exata leitura do texto). Muitos parecem querer uma religião “coração” e não uma religião “cabeça”, que muitas vezes se torna um zelo que não convém e sem o conhecimento adequado. Irracionalidade não é espiritualidade, nem o sentimento é a base adequada para a fé ou prática. Nós devemos entender que a ignorância da verdade Divina, o irracionalismo reli-gioso e uma aversão à doutrina e a um estudo e aprendizagem sérios, não são virtudes Cristãs nem características que devam ser imitadas.

Como Deus fez o homem com um coração e um cérebro, e o fez vertical com o cérebro acima de seu coração, nós preferimos um equilíbrio necessário como reflexo da concepção Divina. As emoções devem ser responsivas à verdade Divina, nunca causativas. O Apóstolo Paulo escreveu a uma de suas mais queridas igrejas: “E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o discernimento, para que aproveis as coisas excelen-tes...” (Filipenses 1:9-10). E para outra assembleia: “Eu... não cesso de dar graças a Deus

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por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações: Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação” (Efésios 1:15-17). E o Apóstolo Pedro não concluiu a sua última epístola com as palavras: “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo...” (2 Pedro 3:18)?

Por que estudar a Bíblia? A seguir estão as principais razões corretas: (1) glorificar a Deus, (2) estar em comunhão com Cristo, (3) conhecer a vontade de Deus, (4) ser obediente a Deus, (5) crescer em direção à maturidade espiritual, (6) promover a nossa santificação, (7) preparar para o ministério da Palavra, (8) compreender o nosso propósito, (9) manter a pureza da igreja, (10) edificar os outros, (11) evangelizar os não-convertidos, (12) defender inteligentemente a fé e (13) se preparar para a eternidade.

Você é um amante e estudioso da Bíblia?

Pergunta 8: Quais são os termos importantes acerca da Bíblia como a Palavra de Deus

escrita?

Resposta: Os termos importantes acerca da Bíblia como a Palavra de Deus escrita são:

“inspiração”, “autoridade”, “infalibilidade”, “inerrância”, “suficiência”, “canonicidade” e “ilumi-nação”.

Comentário

Se a Bíblia é a própria Palavra de Deus preservada em forma escrita — e ela é — então há certas coisas que são necessariamente verdadeiras: A Bíblia é a Palavra inspirada de Deus, e não apenas a obra ou as palavras dos homens. Porque a Bíblia é a própria Palavra de Deus, ela é plena em autoridade, a autoridade mais alta. Assim também a própria Palavra de Deus escrita, é infalível — incapaz de errar e sem engano. Assim também a Palavra de Deus escrita, inspirada, plena em autoridade e infalível, é necessariamente inerrante ou sem erro e totalmente verdadeira em todos os aspectos. Porque a Bíblia é a própria Palavra de Deus e totalmente confiável em todos os aspectos, ela é suficiente como nossa única regra de fé (aquilo em que devemos acreditar) e prática (como devemos viver). Deus achou por bem autenticar e preservar certos livros e não outros. Juntos eles formam o cânon ou corpo da verdade Divina que nós chamamos de “a Bíblia” ou “as Escrituras”. O processo pelo qual apenas estes certos livros foram devidamente reconhecidos é chamado de cano-nização da Escritura.

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necessa-riamente determina a preservação das Escrituras ao longo dos tempos nos idiomas origi-nais como a própria Palavra de Deus.

Há mais três termos importantes com os quais alguém deve estar familiarizado: exegese, hermenêutica e aplicação. Exegese (mostrar o significado do texto — significado da pala-vra, gramática e sintaxe — na língua original) refere-se à leitura do texto, ou seja, ela responde à pergunta: “O que o texto diz?”. Hermenêutica é a ciência de interpretação. Ela responde à pergunta: “O que o texto quer dizer?” (Lucas 10:26). Aplicação refere-se ao texto da Escritura, uma vez que ele pode ser aplicado a uma determinada situação: “Como esta passagem é ou pode ser legitimamente aplicada às nossas modernas era e situação?”. A aplicação deriva da interpretação. Uma distinção necessária deve ser feita entre a interpretação e a aplicação. Se estas estão confusas, então alguém pode acreditar que a aplicação é a interpretação, e, assim, ser impossibilitado de entender verdadeiramente uma determinada passagem. Algumas pregações violam este princípio e conduzem a mal-entendidos e confusões.

Pergunta 9: O que se entende por “inspiração” das Escrituras?

Resposta: “Inspiração” é a obra de Deus sobre os corações, mentes e mãos dos homens

para nos dar a própria Palavra de Deus em forma escrita.

2 Timóteo 3:16: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça”.

2 Pedro 1:20-21: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de

particular interpretação. 21 Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem

algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”. Veja também: Isaías 8:20; 1 Coríntios 2:9-14; Hebreus 1:1-3.

Comentário

O termo inspiração deriva do Latim inspiro, “respirar para dentro”, referindo-se aos autores humanos. A questão real, no entanto, é que as próprias Escrituras são “inspiradas por Deus”, ou seja, soprada por Deus (theopneustos) — 2 Timóteo 3:16.

A grande verdade da revelação Divina é que Deus falou aos homens (Hebreus 1:1-3). Ele não só falou aos homens, mas falou em termos compreensíveis. A grande verdade da inspi-ração é que esta revelação é preservada e protegida como a própria Palavra de Deus es-crita. A inspiração é a influência sobrenatural exercida sobre os escritores sagrados pelo

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Espírito de Deus, em virtude da qual os seus escritos são a própria Palavra de Deus. Assim, a inspiração Divina se estende aos próprios escritos. Qualquer visão de inspiração Divina, que não se refira ao verdadeiro texto como inspirado, é tanto inadequada quanto defeituosa. A inspiração é desta forma tanto verbal (estende-se às verdadeiras palavras, e, portanto, às nuances de gramática e sintaxe nas línguas originais) quanto plena (completa ou igual em todo).

Há uma nítida diferença entre uma tradução e uma versão. O excesso de versões modernas torna esta discussão necessária. A tradução estrita começa com a língua original e, ao passo que, expressando-se em outro idioma, mantém-se o mais próximo possível do texto no idioma original com suas complexidades gramaticais, de sintaxe e expressões idio-máticas — mesmo ao sacrifício de estilo. Uma versão difere de uma tradução na medida em que ela é uma versão de uma tradução anterior, em uma segunda língua, ela usa a gramática, sintaxe e expressões dessa segunda língua e torna muito maiores as conces-sões para a suavidade da leitura e da expressão do pensamento. Em suma, uma tradução se detém mais perto da linguagem original, enquanto que uma versão se detém mais de perto da segunda língua. Na medida em que uma determinada tradução ou versão expressa o pensamento e a verdade da língua original, tal tradução ou versão é a autoridade da Palavra de Deus. Isto leva necessariamente à consideração das expressões idiomáticas de uma língua, a incapacidade de alguns idiomas secundários em expressar a plenitude do original, e uma determinada fidelidade à gramática, sintaxe, contexto e teologia do texto. Muitas “versões” modernas são totalmente inadequadas, uma vez que elas não se baseiam em qualquer texto dado, mas são, na realidade, paráfrases, e algumas realmente mudam o sentido do texto e por isso alteraram o seu ensinamento doutrinário. Não há substituto para um conhecimento e um estudo das línguas originais.

A inspiração Divina da Escritura é a pressuposição primária do Cristianismo. Ela é a religião Divinamente revelada e, portanto, permanece única entre as religiões do mundo. As Escrituras são então o pou sto (Lit: “um lugar onde eu possa ficar”) ou ponto de referência para o Cristão. O Cristianismo Bíblico é o Teísmo Cristão, ou seja, a verdade do Triuno, o Deus autorrevelado das Escrituras. Toda fé posterior (aquilo que deve ser crido) e prática (como nós devemos viver) derivam desta verdade. As Escrituras são, portanto, a nossa única regra de fé e prática. Que importância vital é então, tanto conhecê-la quanto inter-pretá-la corretamente.

A Escritura é sua regra de fé e prática?

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Resposta: A “autoridade” da Escritura é a regra ou governo que a Bíblia deve desempenhar

totalmente sobre nossas vidas como a própria Palavra de Deus.

Mateus 4:4: “Ele [Jesus], porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”.

2 Timóteo 3:16-17: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar,

para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; 17 para que o homem de Deus seja

perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”.

Veja também: 2 Coríntios 10:4-5; Hebreus 1:1-2; 1 Pedro 3:15; 2 Pedro 1:20-21.

Comentário

O termo “autoridade” deriva do Latim autor, “originador” ou “autor”. A autoridade da Escri-tura deriva do autoproclamado ou autorrevelado Deus Triuno da EscriEscri-tura. A Bíblia é a

Palavra com plena autoridade de Deus porque é exatamente isso — a própria Palavra de

Deus escrita. O homem como o portador da imagem de Deus é Divinamente e instintiva-mente pré-condicionado a receber a revelação de plena autoridade Divina tanto na criação (revelação natural) quanto na Palavra de Deus (revelação especial) — Salmos 19:1-6; João 14:6; Romanos 1:18-20; Colossenses 2.3; 1 Tessalonicenses 2:13; 2 Timóteo 3:16-17; 2 Pedro 1:20-21. Ambas são suficientes para deixar o homem inescusável (Romanos 1:18-20; 2:11-16; 2 Pedro 3:3-5). As Escrituras são autoautenticadas ou autocertificadas, ou seja, elas testemunham de si mesmas em virtude de sua coerência (natureza não-contraditória), o testemunho do Senhor Jesus Cristo, o testemunho e poder do Espírito Santo e o poder delas de transformar vidas. Veja perguntas 14 e 136.

A autoridade da Escritura é necessária. O homem precisa de uma revelação especial (a palavra direta e plena de autoridade de Deus) para guiá-lo a conhecer verdadeira e justa-mente a Deus, reconciliá-lo com Ele e a viver no contexto de Sua vontade revelada. A auto-ridade das Escrituras é abrangente. Ela engloba a totalidade da vida e da realidade. A autoridade das Escrituras é executiva. A Palavra de Deus vem a nós como mandato ou comando — sua “Lei-Palavra” — não apenas sugestão ou informações — nós devemos ler, estudar, nos submeter e nos conformar a ela como tal. A autoridade das Escrituras é legislativa. Ela deve ser nossa regra de fé e prática. A autoridade da Escritura é judicial. É o padrão supremo e absoluto do que é certo ou errado, revelando a autoconsistência moral de Deus. A autoridade das Escrituras é perpétua. Nunca é “antiquado” crer e obedecer a Bíblia. “Está escrito” significa “está escrito com autoridade plena e inalterada”. Veja Pergunta 1. A autoridade das Escrituras é irrevogável. Porque as Escrituras derivam do

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próprio Deus, não há outro critério ou autoridade à qual elas possam estar sujeitas ou pela qual elas possam ser julgadas. Assim, usar os fatos da história, ciência ou vários argu-mentos para credenciar a Escritura é inerentemente dar a tais provas mais autoridade do que à própria Escritura. Veja a Pergunta 136.

Existe uma questão essencial e primária que deve ser abordada sobre a autoridade bíblica. Em uma troca significativa (uma conversação inteligente no nível pressuposicional, ou seja, uma conversa em que se fala de suas suposições básicas, expressando sua fé e cosmovi-são. Veja as Perguntas 120 e 136) quando o crente é questionado por um incrédulo por que ele acredita e sustenta que a Bíblia é a própria Palavra de Deus, ele responde: “Porque a própria Bíblia declara ser a Palavra de Deus, e esta afirmação é evidenciada pelo teste-munho da Escritura a respeito de si mesma”. A isto, o seu entrevistado pode retrucar: “Isto é ‘raciocínio circular’, e logo, é inválido! Raciocínio circular é uma falácia lógica. Não está entendendo a pergunta!” (petitio principii: Isto ocorre quando alguém assume em suas premissas o que ele está tentando provar em sua conclusão). Entretanto, quando falando ou discutindo no contexto das últimas questões, todo o raciocínio humano é amplamente circular ou pressuposicional, e é necessariamente baseado na fé.

Em outras palavras, todos os fatos são interpretados pelas pressuposições de alguém. Isto vale para o Cristão que reconhece suas pressuposições baseadas na fé, e também para o não-crente que pode negar isto, e reivindica descansar na suposta “neutralidade de fatos científicos”. Todos os fatos são fatos criados. Não existem fatos “brutos” ou “neutros”, e o próprio incrédulo necessariamente, embora inadmitida ou inconscientemente, assume prin-cípios e leis Teísticos Cristãos ou ele não poderá argumentar “cientificamente”! De fato, a menos que alguém assuma um universo ordenado estabelecido por determinadas leis, coe-rência alguma é possível sobre a qual se possa fundamentar qualquer ciência. As leis pressupostas pela ciência são as leis de Deus. A questão é: os argumentos de alguém são consistentes com o seu sistema professado? A este respeito, o crente é consistente (não-contraditório ou coerente) e o não-crente prova ser inconsistente. Veja a Pergunta 136. A Palavra de Deus tem plena autoridade em sua vida?

Pergunta 11: Qual é o significado da “infalibilidade” das Escrituras?

Resposta: A “infalibilidade” da Escritura significa que a Escritura como a própria Palavra

de Deus é incapaz de erro e, portanto, totalmente confiável e livre de engano. João 17:17: “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade”.

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Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos”.

Veja também: Tito 1:2; Hebreus 6:13-18.

Comentário

Infalibilidade significa incapacidade de erro e isenção de engano. Porque a Escritura é a própria Palavra de Deus é necessariamente infalível. A infalibilidade resulta necessaria-mente da inspiração Divina. A Palavra de Deus reflete os atributos de seu Divino Autor quanto à sua veracidade ou confiabilidade.

O termo “infalibilidade” também significa “infalível” ou “certo”. A Palavra de Deus é infalível, no sentido de que toda coisa revelada ou predita nas Escrituras, certamente, acontecerá no eterno propósito de Deus (Isaías 46:9-11; Efésios 1:3-11; Filipenses 2:9-11; 2 Pedro 3:7-13). Além disso, a Palavra de Deus enviada não voltará vazia de resultado, mas cumprirá o propósito Divino (Isaías 55:10-11). A infalibilidade da Escritura é fundamental para todas as promessas e profecias que Deus deu.

A Igreja Ortodoxa Oriental ou Grega sustenta que a infalibilidade repousa nos Concílios da Igreja. A Igreja Católica Romana ensina que a infalibilidade repousa no Papa (infalibilidade papal em matéria de fé). O Cristianismo Bíblico sustenta que a infalibilidade repousa so-mente nas Escrituras (Sola Scriptura). Alguém pode facilso-mente ver quão intimaso-mente a autoridade e a infalibilidade das Escrituras estão relacionadas.

Nós sustentamos a infalibilidade das Escrituras em um sentido prático? Nós confiamos nas promessas de Deus? Nós prestamos atenção às suas advertências?

Pergunta 12: O que significa a “inerrância” das Escrituras?

Resposta: A “inerrância” das Escrituras significa que as Escrituras são isentas de erro e

totalmente verdadeiras em todos os aspectos.

João 17:17: “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade”. Veja Também: 2 Timóteo 3:16; 2 Pedro 1:20-21.

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Porque a Bíblia é a Palavra inspirada e autorizada de Deus, é infalível e inerrante. O termo “inerrância” (isenta e incapaz de erro) remonta ao século XIX, quando a confiabilidade das Escrituras em assuntos históricos e científicos foi questionada. Este termo foi adicionado ao termo “infalibilidade” como um novo teste de ortodoxia.

Alguns têm tentado satisfazer as acusações do criticismo racionalista bíblico e da ciência moderna e ao mesmo tempo parecer ortodoxo pela tentativa de sustentar uma inerrância “salvífica” (isto é, as Escrituras só são verdadeiras e confiáveis quando elas se referem à verdade da salvação, enquanto alegam que elas contêm erros históricos e científicos). Este ponto de vista nada mais é do que uma visão relativista da Escritura — a acomodação sutil

à incredulidade — e é em si uma negação inerente da inerrância. Se as Escrituras

conti-vessem qualquer erro, tal seria uma reflexão sobre a veracidade de Deus. Ele não poderia ou não nos daria a Sua Palavra contendo erros.

Pergunta 13: Qual é o significado da “suficiência” das Escrituras?

Resposta: A “suficiência” das Escrituras significa que somente a Bíblia é suficiente para

governar ou regular nossas vidas e nos ensinar a respeito de Deus e de nossa relação com ele.

Mateus 4:4: “...Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”.

Veja também: João 17:17; Colossenses 3:16; 2 Timóteo 3:16-17; 2 Pedro 3:18.

Comentário

O homem, como o portador da imagem de Deus foi criado como uma criatura de fé porque: Primeiro, cada fato é um fato criado, e segundo, porque a fonte da verdade e do conheci-mento era externa a si mesmo, ou seja, sua fé devia ser colocada na Palavra de Deus. Só o homem caído procura encontrar a fonte da verdade dentro de si mesmo, independente de Deus, ou seja, o homem caído e pecador considera que ele mesmo seja autônomo (uma

lei em si mesmo, ou seja, autodeterminado e completamente independente de Deus) —

Gênesis 3:1-7.

Os Cristãos devem ter uma “epistemologia de revelação” (Epistemologia é a ciência do co-nhecimento e das reivindicações da verdade), ou seja, as Escrituras devem formar a nossa fonte de autoridade não-contraditória para a verdade e o conhecimento. Isto vale para a nossa vida, adoração, moralidade, vida corporativa da igreja, evangelismo e defesa da fé.

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Embora as Escrituras não revelem todas as coisas (Deuteronômio 29:29), a revelação dela é suficiente para o nosso conhecimento, obediência e expectativa. Ir além das Escrituras em questões não reveladas a nós é especulação. Argumentar a partir das Escrituras e tirar “boas e necessárias consequências” é legítimo, visto que é por este meio que nós podemos aplicar as Escrituras de forma consistente às nossas vidas, permanecer consistentes com a pregação sobre os aspectos da verdade doutrinária ou a situações que podem nos con-frontar — contudo, apenas se tais consequências ou raciocínio forem bons e necessários. Nós nunca devemos basear qualquer doutrina em tal raciocínio. As consequências boas e necessárias estão preocupadas com a aplicação, e não com a interpretação. Nosso Senhor usou esta forma de raciocínio a partir da natureza espiritual de Deus para a verdadeira adoração espiritual (João 4:23-24). Ele argumentou com base nas Escrituras para justificar a cura, fazer o bem no dia de Sabath e argumentou que o Sabath foi feito para o homem e não o homem para o Sabath (Mateus 12:10-12; Marcos 2:23-28; 3:1-5). Ele também argumentou sobre o cuidado de Deus para com a criação, seu conforto e provisão (Mateus 6:28-32; 10:28-31; Lucas 12:22-31).

Historicamente, na igreja organizada ou igreja estatal (Católica Romana), a autoridade e a suficiência derivavam da Escritura, da Tradição (escritos dos Padres da Igreja, as tradições eclesiásticas, etc.) e do édito Papal. Na Reforma Protestante, o brado se tornou, Sola

Scrip-tura (pela EscriScrip-tura Somente), Sola Fide (pela Fé Somente), Sola Gratia (pela Graça

So-mente) e Solo Christo (por Cristo SoSo-mente), em oposição à Cúria Romana, com suas tradi-ções, decretos Papais, orações à Maria e aos santos e sua doutrina sacerdotal e sacra-mental da salvação. Os Reformadores Protestantes sustentavam que somente a Escritura era suficiente e plena em autoridade para guiar tanto a Igreja e quanto a vida individual. Os Batistas, como verdadeiros Cristãos Neotestamentários e herdeiros do Cristianismo Primitivo sempre defenderam a suficiência das Escrituras como o nosso principal distintivo ou característica. Todos os outros distintivos derivam deste. Veja a Pergunta 156.

Aproximamo-nos das Escrituras de forma consistente e prática?

Pergunta 14: O que significa a “canonicidade” das Escrituras?

Resposta: A “canonicidade” das Escrituras faz referência aos vários livros que, juntos,

compõem a Bíblia (o cânon bíblico) e o processo pelo qual somente eles são reconhecidos como Escritura (canonização).

2 Pedro 3:15-16: “E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também

o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; 16 falando

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os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição”.

Veja também: 2 Timóteo 3:16-17; 2 Pedro 1:20-21.

Comentário

Todas as Sagradas Escrituras juntas formam um Livro: a Bíblia. Mas a própria Bíblia é composta por sessenta e seis livros. É uma biblioteca Divina de vários livros — trinta e nove no Antigo Testamento (Gênesis à Malaquias em nossa Bíblia em Língua Portuguesa) e vinte e sete no Novo Testamento (Mateus à Apocalipse em nossa Bíblia em Língua Portu-guesa) — que juntos formam o cânon das Escrituras.

A palavra cânon é derivada do Grego canōn, e originalmente significava um bastão de

medição ou haste reta. Era provavelmente um derivado do hebraico kaneh, ou cana, um

termo do Antigo Testamento para uma vara de medir (uma cana utilizada como um instru-mento de medição). Na época de Atanásio (c. 350), o termo “cânon” era aplicado à Bíblia, tanto como regra de fé e prática, e como o corpo de verdade inspirada e plena de autori-dade.

A existência e a validade de um cânon bíblico (um certo número de livros ou escritos que são verdadeiramente oriundos de Deus e são exclusivos nesse sentido) necessariamente pressupõe o Teísmo Cristão (a crença no Triuno, o autoproclamado Deus do Cristianismo conforme revelado nas Escrituras). Apenas se for pressuposto que o Triuno, o autorreve-lado Deus das Escrituras falou, e que esta revelação foi escriturada (escrita) sob superinten-dência Divina (inspiração), a questão da canonicidade (quais livros são realmente dados por Deus) pode ser resolvida de uma maneira positiva. Veja a Pergunta 9.

O Cristianismo Primitivo não-canonizou as Escrituras por sua própria autoridade (da igreja), ou seja, selecionou quais escritos deviam ser incluídos, mas ao contrário reconheceu aque-les escritos que eram e são canônicos. As diferenças entre os escritos canônicos e os não canônicos eram e são imediatamente perceptíveis. Como os primeiros Cristãos reconhe-ceram certos livros como Escritura e rejeitaram outros? A resposta está na aplicação de vários princípios recolhidos a partir dos escritos dos primeiros Cristãos que detalharam o processo utilizado por eles e igrejas:

Primeiro, o livro é pleno em autoridade? Será que possui autoridade Divina?

Segundo, o livro é autêntico, ou seja, ele foi escrito por um dos Apóstolos ou ditado pelo autor?

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Terceiro, ele concorda com o restante da revelação Divina e com a regra ou “analogia da fé?” (Isto se refere à natureza inclusiva, não-contraditória, mas coerente da Escritu-ra como a própria PalavEscritu-ra de Deus escrita. Isto também se refere ao ensino autocon-sistente da Escritura à medida que ela trata de qualquer ponto determinado).

Quarto, é o livro dinâmico, ou seja, ele possui o poder de Deus para evangelizar e edificar? Isso se refere ao testemunho do Espírito no poder de Sua Palavra.

Quinto, o livro é reconhecido pelos primeiros Pais da Igreja? Sexto, o livro é recebido pelo povo de Deus?

Assim, as Escrituras formaram as igrejas, e não o inverso. A Escritura está fundamentada sobre a autoridade Divina e não sobre qualquer autoridade eclesiástica. As Escrituras, então, são autoatestadas ou autoautenticadas. O Espírito Santo dá testemunho quanto à veracidade das Escrituras para o crente. Veja a Pergunta 10.

Alguns negam a conclusão do cânon das Escrituras, sustentando uma inspiração contínua, ou seja, que Deus ainda fala diretamente para e através dos homens por meio de visões, “línguas” (eloquência extática) ou “profecias” inspiradas. Tais pessoas deixam a Palavra de Deus em um estado incompleto, e, finalmente, sem autoridade. Veja a Pergunta 84.

Será que nós reverenciamos as Escrituras e amamos seu Autor como deveríamos?

ORE para que o ESPÍRITO SANTO use este Catecismo para trazer muitos ao conhecimento salvífico de JESUS CRISTO para a glória de DEUS PAI!

Sola Scriptura! Sola Gratia! Sola Fide! Solus Christus! Soli Deo Gloria!

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 10 Sermões — R. M. M’Cheyne  Adoração — A. W. Pink

 Agonia de Cristo — J. Edwards  Batismo, O — John Gill

 Batismo de Crentes por Imersão, Um Distintivo Neotestamentário e Batista — William R. Downing  Bênçãos do Pacto — C. H. Spurgeon

 Biografia de A. W. Pink, Uma — Erroll Hulse

 Carta de George Whitefield a John Wesley Sobre a Doutrina da Eleição

 Cessacionismo, Provando que os Dons Carismáticos Cessaram — Peter Masters

 Como Saber se Sou um Eleito? ou A Percepção da Eleição — A. W. Pink

 Como Ser uma Mulher de Deus? — Paul Washer  Como Toda a Doutrina da Predestinação é corrompida

pelos Arminianos — J. Owen  Confissão de Fé Batista de 1689  Conversão — John Gill

 Cristo É Tudo Em Todos — Jeremiah Burroughs  Cristo, Totalmente Desejável — John Flavel  Defesa do Calvinismo, Uma — C. H. Spurgeon  Deus Salva Quem Ele Quer! — J. Edwards

 Discipulado no T empo dos Puritanos, O — W. Bevins  Doutrina da Eleição, A — A. W. Pink

 Eleição & Vocação — R. M. M’Cheyne  Eleição Particular — C. H. Spurgeon

 Especial Origem da Instituição da Igreja Evangélica, A — J. Owen

 Evangelismo Moderno — A. W. Pink  Excelência de Cristo, A — J. Edwards  Gloriosa Predestinação, A — C. H. Spurgeon  Guia Para a Oração Fervorosa, Um — A. W. Pink  Igrejas do Novo Testamento — A. W. Pink

 In Memoriam, a Canção dos Suspiros — Susannah Spurgeon

 Incomparável Excelência e Santidade de Deus, A — Jeremiah Burroughs

 Infinita Sabedoria de Deus Demonstrada na Salvação dos Pecadores, A — A. W. Pink

 Jesus! – C. H. Spurgeon

 Justificação, Propiciação e Declaração — C. H. Spurgeon  Livre Graça, A — C. H. Spurgeon

 Marcas de Uma Verdadeira Conversão — G. Whitefield  Mito do Livre-Arbítrio, O — Walter J. Chantry

 Natureza da Igreja Evangélica, A — John Gill

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Spurgeon

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 Pecadores nas Mãos de Um Deus Irado — J. Edwards  Pecaminosidade do Homem em Seu Estado Natural —

Thomas Boston

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 Queda, a Depravação Total do Homem em seu Estado Natural..., A, Edição Comemorativa de Nº 200

 Quem Deve Ser Batizado? — C. H. Spurgeon  Quem São Os Eleitos? — C. H. Spurgeon

 Reformação Pessoal & na Oração Secreta — R. M. M'Cheyne

 Regeneração ou Decisionismo? — Paul Washer  Salvação Pertence Ao Senhor, A — C. H. Spurgeon  Sangue, O — C. H. Spurgeon

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Propósitos de Cristo na Instituição de Sua Igreja — J. Owen

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(17)

2 Coríntios 4

1

Por isso, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos;

2

Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade. 3 Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. 4 Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. 5 Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus. 6 Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo. 7 Temos, porém,

este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.

8

Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados.

9

Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; 10 Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; 11 E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal. 12 De maneira que em nós opera a morte, mas em vós a vida. 13 E temos portanto o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei; nós cremos também, por isso também falamos. 14 Sabendo que o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará convosco. 15 Porque tudo isto é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças para glória de Deus. 16 Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. 17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; 18 Não atentando nós nas coisas

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