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Avaliação e controlo do treino em ginastas

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Academic year: 2020

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Avaliação e controlo do treino em ginastas

RODRIGO COUTO, ALEXANDRE REIS, FÁBIO COELHO, TIAGO OLIVEIRA Alunos do 3.º ano da Licenciatura em Desporto (2015/2016)

PAULO NUNES [email protected] TERESA FIGUEIREDO [email protected] ANA FIGUEIRA [email protected] ANA PEREIRA [email protected] MÁRIO ESPADA [email protected]

Escola Superior de Educação - Instituto Politécnico de Setúbal

Resumo

O objetivo do presente estudo foi determinar as variáveis que influenciam o sucesso na ginástica de trampolins através de avaliação e controlo do treino. 8 atletas mas-culinos de um clube com palmarés relevante na ginástica a nível nacional e interna-cional foram avaliados (idade 13.0±2.27; altura 1.59±0.10 m; peso 50.80±11.72 kg; %MG 17.60±6.46). Foi analisada composição corporal, dados antropométricos, salto em comprimento, salto em contramovimento e elementos específicos da gi-nástica de trampolins como série de velas e obrigatória. Verificou-se que variáveis antropométricas e composição corporal determinam o desempenho desportivo em ginastas de trampolim em idade pré pubertária e devem se muito consideradas no processo de treino desportivo. Também, a deteção de talentos na modalidade des-portiva deve considerar a avaliação de variáveis antropométricas e composição cor-poral, indicadores mais importantes que as capacidades físicas, como a força, que

não se apresenta relevante no sucesso desportivo na especialidade de ginástica de trampolins na fase pré pubertária.

Palavras-chave:

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Abstract

The aim of the present study was to determine the variables that influence the suc-cess in the trampolines gymnastics through evaluation and training control. 8 male athletes from a club with relevant national and international status in gymnastics were evaluated (age 13.0 ± 2.27, height 1.59 ± 0.10 m, weight 50.80 ± 11.72 kg; FM% 17.60 ± 6.46). Body composition, anthropometric data, jump in length, jump in countermovement and specific elements of trampoline gymnastics as a series of candles and obligatory were analyzed. It was verified that anthropometric variables and body composition determine sports performance in trampoline gymnasts in pre-pubertal age and should be considered in the sports training process. Also, the de-tection of talents in this specific sport should consider the evaluation of

anthropo-metric variables and body composition, more important indicators than physical abi-lities such as strength that are not very relevant in sports success in the gymnastics specialty of trampolines in the pre-pubertal stages.

Key concepts:

Gymnastics, trampolines, evaluation, training, performance.

Introdução

A investigação no âmbito das Ciências do Desporto tem revelado que existem características morfológicas que contribuem para o sucesso dos atletas. Naturalmente esta realidade é específica para cada moda-lidade desportiva, que por si só determina o perfil necessário para um bem-sucedido processo de identificação de talento desportivo (Claes-sens et al., 1999). Também deve ser considerado, no âmbito de uma modalidade desportiva, especificidades como a função, posição ou ca-tegoria, especificidades que determinam este perfil morfológico e a especialização do atleta (Ghobadi et al., 2013). Por exemplo o desem-penho na ginástica acrobática relaciona-se com uma combinação de elementos a nível individual e coletivo, combinados com música, em que diferentes atletas têm diferentes tarefas, como é o caso dos bases

que carregam e suportam os colegas, e os volantes que realizam tare-fas que requerem muita flexibilidade e coordenação (Vernetta et al., 2007). O somatótipo de todos os ginastas de acrobática distingue-se pela diversidade de perfil morfológico em todas as categorias, o que se encontra em linha com o evidenciado por Taboada-Iglesias et al. (2015). Bester & Coetzee (2010) demonstraram que elevados valores de mesomorfismo em atletas femininos de ginástica nas diferentes es-pecialidades proporcionam melhores resultados em competição. Tam-bém os ginastas do género masculino de maior sucesso tendem e apre-sentam um perfil mesomórfico (Bies et al., 2006; Massidda et al., 2013). Ao nível do talento, um estudo desenvolvido por Bester & Co-etzee (2010) sugere o ectomorfismo como indicador de talento na gi-nástica, nomeadamente na ginástica rítmica, evidência confirmada

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mais recentemente (Purenovic-Ivanovic & Popovic, 2014). A relação entre a pontuação em competição e variáveis de condição física na ginástica rítmica foi analisada em estudos anteriores (Hume et al., 1993; Rutkauskaite & Skarbalius, 2009; Bobo-Arce & Mendez-Rial, 2013), tendo-se verificado que variáveis antropométricas como com-posição corporal, envergadura e perímetro da coxa são determinantes significativas do desempenho pontual na ginástica rítmica (Douda et al., 2008; Purenovic-Ivanovic & Popovic, 2014).

Também capacidades como flexibilidade, força explosiva e capaci-dade aeróbia têm sido identificados como fatores condicionantes do desempenho (Douda et al., 2008; Di Cagno et al., 2009; Rutkauskaite & Skarbalius, 2009; 2011). Embora a capacidade aeróbia seja impor-tante para a recuperação entre esforços extenuantes em todas as mo-dalidades desportivas (Bogdanis, 2012), outras capacidades físicas como a flexibilidade, coordenação e força explosiva poderão estar mais associadas com o desempenho competitivo na ginástica, particu-larmente em jovens.

Na ginástica rítmica o treino sistemático de flexibilidade tem início desde muito cedo (6-7 anos de idade) uma vez que a amplitude etária

entre 7-11 anos é considerada como um período sensível para o de-senvolvimento da capacidade física (Sands, 2002; Lloyd & Oliver, 2014) uma vez que a relação musculo-tendinosa nestas idades propor-ciona que uma maior amplitude de movimento de uma articulação seja alcançada (Lloyd & Oliver, 2014). Os exercícios realizados especifi-camente no âmbito da ginástica de trampolins estão associados a alte-rações nas diferentes fases dos exercícios que requerem ao ginasta que tenha excelentes noções temporais, consciência das trajetórias aéreas e uma apropriada coordenação que envolve os diferentes segmentos corporais (Takei et al., 2000; Koperski et al., 2010; Atiković & Sma-jlović, 2011). Em determinadas especialidades da ginástica, os espe-cialistas atribuem significativa atenção à velocidade de corrida, força máxima dos membros inferiores, ângulo de impulsão da plataforma e orientação anatómica dos segmentos e ainda, ângulos de contacto com o solo (King & Yeadon, 2005; Čuk et al., 2007; Kochanowicz et al., 2009; Heinen et al., 2011). Evolução na ginástica requer o desenvol-vimento continuo de novos e crescentemente complexos skills com base em necessidades físicas. Nesse sentido, o desenvolvimento a longo prazo de um atleta tem grande ênfase em variáveis como força e potência (Ford et al., 2011). De forma subsequente, o treino para

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desenvolver força e potência deve ter início numa idade jovem no sen-tido de obter o potencial máximo e reunir os skills requeridos para as competições de alto rendimento numa idade mais avançada (Bencke et al., 2002).

É necessário que os ginastas possuam suficiente potência muscular nos membros inferiores no sentido de desempenhar com competência uma diversidade de saltos, quer nos trampolins como na gina ginástica artística, mantendo o controlo a nível corporal (Jemni et al., 2006; Marina & Jemni, 2014). Contudo, os estudos no âmbito da modali-dade desportiva não abundam, em específico os que relacionam capa-cidades físicas, composição corporal e desempenho específico em treino ou competição.

É fundamental ser aferida a melhor forma de avaliação e controlo do treino, e em paralelo, a determinação de variáveis determinantes de sucesso na ginástica. O ideal seria os testes para avaliação e controlo do treino envolverem variáveis específicas do ponto de vista biome-cânico e fisiológico da modalidade desportiva, no sentido da utilidade específica. Estudos anteriores optaram por esta evidência (Rutkauskaite & Skarbalius, 2009; 2011; Radas & Trost Bobic, 2011).

O objetivo do presente estudo foi determinar as variáveis que influen-ciam o sucesso na ginástica de trampolins através de avaliação e con-trolo do treino, analisando em específico, capacidades físicas, compo-sição corporal e desempenho.

1. Metodologia 1.1. Amostra

8 atletas masculinos de um clube com palmarés relevante na ginástica a nível nacional e internacional foram avaliados (idade 13.0±2.27; al-tura 1.59±0.10 m; peso 50.80±11.72 kg; %MG 17.60±6.46).

1.2. Instrumentos e Procedimentos

Para composição corporal foi utilizada uma balança de bioimpedância Tanita (modelo Bc 601). A determinação da altura dos atletas foi ob-tida através da marcação de uma escala numa parede branca com o auxílio de uma fita métrica com 3m de comprimento. Para o teste de força dos membros inferiores recorreu-se a um sistema Er-gojump Bosco ErEr-gojump System (Byomedic, S.C.P., Barcelona, Spain) para avaliar a altura máxima vertical do salto, o salto em con-tramovimento (SCM). Para a realização deste teste o atleta coloca-se

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dentro das plataformas, que contêm sensores, na posição de pé. Rea-liza o salto em contramovimento, efetuando uma flexão dos joelhos a 90º e saltando imediatamente para cima com o corpo em extensão. Foram realizados três saltos por atleta, registando-se apenas a sua me-lhor marca.

Uma fita métrica foi utilizada para medir a altura dos atletas e o com-primento de salto horizontal, com apoios fixos e apenas balanço dos braços na horizontal. Com recurso a um cronómetro digital foi aferido o tempo que cada atleta necessita para realizar duas séries de 10 saltos, sendo uma série de velas em extensão e outra série obrigatória, que cada atleta realiza em competição.

1.3. Análise dos dados

O tratamento de dados foi concretizado com recurso aos softwares Excel e Statistical Package for the Social Sciences (SPSS versão 23.0, Chicago, IL). Foram utilizados os métodos estatísticos descritivos para o cálculo da média e desvio padrão. Foi realizado o teste t para amostras emparelhadas para análise de possíveis diferenças e também o teste de coeficiente de correlação de Pearson para análise do grau da correlação (e a direção dessa correlação - se positiva ou negativa) entre variáveis. O nível de significância assumido foi p≤0.05 em toda

a análise dos resultados nos testes. 2. Resultados

O quadro 1 espelha os resultados obtidos nos testes relacionados com as capacidades físicas dos ginastas.

Quadro 1. Resultados dos testes relacionados com saltos

SCM (cm) SC (m)

N = 8 35.04 ± 9.44 1.81 ± 0.27

Como é visível no quadro, os valores do salto vertical (SCM) e hori-zontal (SC) são completamente diferentes, com mais de um metro de diferença. A duração necessária para realizar 10 saltos em série de velas em extensão e 10 saltos obrigatórios está evidenciada no quadro 2.

Quadro 2. Resultados dos dez saltos nas diferentes séries

Série velas (seg.) Série obrigatória (seg.)

N = 8 16.46 ± 2.36* 15.34 ± 1.65*

* Resultados diferentes estatisticamente (p < 0.05)

Foram observadas correlações entre variáveis antropométricas, de composição corporal e capacidades físicas, expressas no quadro 3.

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Quadro 3. Correlações entre variáveis relacionadas com antropometria, composi-ção corporal e capacidades físicas dos jogadores benjamins

Altura SC Velas Obrigatória

Altura 0.73* 0.67* 0.86** Peso 0.99** 0.68* 0.87** SCM 0.90** Velas 0.75* ** Correlação significativa a 0.01 * Correlação significativa a 0.05

A figura 1 permite analisar a relação entre peso e altura com o resul-tado na série obrigatória. O valor de r2 revela uma relação estreita en-tre as variáveis.

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Figura 2 - Regressões lineares entre série de velas, altura e série obrigatória

A figura 2 demonstra a relação entre série de velas e altura e série obrigatória, observando-se através da dispersão dos pontos e valor de r2 não ser tão estreita como entre série obrigatória, peso e altura, na figura 1.

3. Discussão dos Resultados

O objetivo do presente estudo foi determinar as variáveis que influen-ciam o sucesso na ginástica de trampolins através de avaliação e con-trolo do treino, analisando em específico, capacidades físicas, compo-sição corporal e desempenho. É aceite que para alcançar o nível de

elite na ginástica são necessários altos níveis de potência, flexibili-dade e agiliflexibili-dade, e nesse sentido o treino físico intenso tem de come-çar em tenras idades (Bale & Goodway, 1990; Kums et al., 2005). No sentido de executar skills com o máximo controlo e eficiência é essen-cial que os ginastas possuam bons níveis de força explosiva ao nível dos membros inferiores e superiores, particularmente no desempenho no salto de cavalo e tumbling (Bradshaw & Rossignol, 2004; Jemni et al., 2006; Bradshaw et al., 2014). Alguma investigação prévia condu-zida por Kochanowicz et al. (2013) e Kochanowicz & Kochanowicz (2014) evidenciou que a eficácia no salto depende da competência motora e técnica ao nível de skills. Melhoria no ciclo de alongamento-encurtamento e outras variáveis relacionadas com performance têm sido reportadas em jovens após programas de intervenção com dura-ção entre 4 e 8 semanas (Bishop et al., 2009; Arazi et al., 2012; Ahmet et al., 2013).

As contrações excêntricas durante a flexão plantar no contacto com o solo e ativação da flexão do joelho ativam um reflexo nos gastro-cnemius e quadriceps (Chimera et al., 2004; Ball & Scurr, 2009). A contração concêntrica que imediatamente se segue, permite uma pos-terior produção de força (Bobbert et al., 1996).

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Os níveis de força sofrem uma melhoria após o salto pubertário, situ-ação que deve ser considerada por atletas e treinadores em função da modalidade desportiva uma vez que poderá ser uma capacidade mais ou menos importante para o alcançar de sucesso. Neste particular, na ginástica de trampolins, as correlações observadas entre SC e SCM com o desempenho nas séries obrigatória e de velas permite aferir que a força não é uma capacidade física determinante de sucesso na ginás-tica, em idades pré pubertárias. Morfologia, medidas antropométricas e composição corporal têm sido alvo de estudo em diferentes especi-alidades de ginástica (Joao & Fernandes, 2002; Bester & Coetzee, 2010; Poliszczuk et al., 2012; Massidda et al., 2013). Previamente, Vernetta et al. (2011) indicaram que em ginastas artísticas espanholas o peso corporal situava-se nos 38 kg e Douda et al. (2008) indicaram como peso corporal para ginastas de elite 35.60 kg.

No que concerne ao índice de massa corporal, todos os especialistas na ginástica apresentam valores baixos, com os atletas masculinos da ginástica artística a evidenciarem os valores mais elevados (19.6 kg/m2), valores próximos dos pares femininos (Arazi et al., 2013) nas diferentes especialidades. Na ginástica rítmica foram estabelecidos

por Vernetta et al. (2011) valores ao nível de 16.12 kg/m2 e por Po-liszczuk et al. (2012), 16.82 kg/m2.

Outros estudos sugeriram que as atletas femininas na ginástica artís-tica e acrobáartís-tica que possuíam maior percentagem de gordura corpo-ral foram as que apresentaram valores mais baixos de pontuação. (Claessens et al., 1999; Avila-Carvalho et al., 2012). Autores como Quintero et al. (2011) indicaram nos seus estudos que em todas as categorias de ginástica rítmica foram evidentes valores abaixo dos 12.39% de massa gorda.

Verificou-se no presente estudo a importância de variáveis antropo-métricas como a altura no desempenho específico na ginástica de trampolins, nomeadamente na série obrigatória e de velas. Por outro lado, também peso corporal se verificou como correlacionado com o desempenho específico na série obrigatória. Já massa gorda não apre-sentou quaisquer correlações com desempenho específico.

O sucesso na ginástica desportiva a nível de elite ocorre tradicional-mente em idades precoces comparativatradicional-mente a outras modalidades desportivas. As evidências do presente estudo suportam a importância de variáveis antropométricas e de composição corporal no sucesso na

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ginástica em geral.Em várias disciplinas gímnicas, atletas são geral-mente conhecidos como sendo mais baixos que na generalidade das modalidades desportivas. Atletas femininas de ginástica artística e rít-mica são mais baixas e magras que a população no geral (Ferreira et al., 2006). Contudo, D'Alessandro et al. (2007) observou que as gi-nastas de rítmica tinham menor massa gorda nos membros inferiores e tecido adiposo (analisado com pregas) comparativamente à média da população. Hume et al. (1993) reportaram moderadas, mas signifi-cativas correlações entre idade, massa magra, flexibilidade, potencia a nível dos membros inferiores, proficiência motora e a pontuação fi-nal em evento desportivo (a média fifi-nal nas quatro competições) em ginastas da especialidade rítmica entre os 7 e 27 anos de idade. Num outro estudo, a capacidade aeróbia foi identificada como a vari-ável mais importante na predição do resultado final da competição em 24 atletas de ginástica rítmica de elite e não elite (Douda et al., 2008). Nesse estudo, 92.5% da variância reportada em desempenho compe-titivo foi explicada pela capacidade aeróbia (58.9%), amplitude dos membros superiores (12%) e peso corporal (8.5%). Investigação pré-via também evidenciou que as pontuações mais elevadas no salto de

cavalo se correlacionavam com o ângulo da articulação da cintura pél-vica durante a segunda fase do voo, no momento de contacto com o cavalo, com a altura da segunda fase de voo e com a distância de con-tacto com o solo. Estes resultados são suportados pelos estudos de Bradshaw & Le Rossignol (2004), Čuk et al. (2007), Brehmer & Naundorf (2011) e Veličković et al. (2011), apesar destes estudos ana-lisarem ginastas do género masculino e feminino de diferentes idades. Os resultados do presente estudo atribuem relevo à avaliação e con-trolo do treino a nível da ginástica de trampolins. Variáveis antropo-métricas e de composição corporal contribuem para o sucesso especí-fico na modalidade desportiva (observado neste estudo na série de ve-las e obrigatória), neste particular em idade pré pubertária, mas muito provavelmente também após o salto pubertário, pelo que é indicado na literatura. Estudos futuros envolvendo outras capacidades físicas como a flexibilidade e recurso a análise biomecânica e, por exemplo, eletromiografia, são sugeridos na perspetiva de compreender que fa-tores contribuem para o sucesso na ginástica de trampolins.

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Reflexões finais / Conclusões

Variáveis antropométricas e composição corporal determinam o de-sempenho desportivo em ginastas de trampolim em idade pré puber-tária e devem ser muito consideradas no processo de treino desportivo. Em paralelo, também a deteção de talentos na modalidade desportiva deve considerar a avaliação de variáveis antropométricas e composi-ção corporal, contrariamente a capacidades físicas como a força que não são muito relevantes no sucesso desportivo na especialidade de ginástica de trampolins na fase pré pubertária. Sugerimos, contudo, que se avalie e proceda ao controlo do treino desportivo na ginástica também após o salto pubertário onde ocorrem alterações significativa no corpo dos atletas que poderão beneficiar, ou não, o sucesso despor-tivo na modalidade. É fundamental uma correta avaliação e controlo do treino na ginástica no sentido de aferir e controlar variáveis que determinam o sucesso na modalidade desportiva.

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Nota biográfica

Rodrigo Couto, Alexandre Reis, Fábio Coelho, Tiago Oliveira, Alunos do 2.º ano da Licenciatura em Desporto (2017/2018). Trabalho desenvolvido no âmbito da Unidade Curricular Metodologia do Treino Desportivo I. Paulo Nunes, doutor em Motricidade Humana na especialidade de Ciências do Desporto pela Faculdade de Motricidade humana da Universidade de Lis-boa. Professor Adjunto na Escola Superior de Educação do Instituto Politéc-nico de Setúbal. Tem desenvolvido investigação ao nível do Desenvolvi-mento Organizacional, Turismo, Sociologia e Gestão do Desporto.

Teresa Figueiredo, doutorada em Motricidade Humana, na especialidade

de Ciências da Motricidade, pela Faculdade de Motricidade Humana da Uni-versidade Técnica de Lisboa. Coordena o Departamento de Ciências e Tec-nologias da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal. Desenvolve investigação, predominantemente, na área do Comportamento Motor.

Ana Cristina Corrêa Figueira, doutoranda pela Universidade do Porto em Atividade Física e Saúde. Membro do Centro de Investigação em Atividade Física, saúde e Lazer. Desenvolve a sua investigação na área do exercício físico e saúde. Cocoordenadora da Licenciatura em Desporto e do CTeSP em Desportos de Natureza das Escola Superior de Educação do Instituto Po-litécnico de Setúbal. Subdiretora da Escola Superior de Educação do mesmo instituto.

Ana Pereira, licenciada em Educação Física e Desporto e Doutorada em Ciências do Desporto pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Professora Adjunta do Departamento de Ciências e Tecnologia da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal. Coordenadora da Licenciatura em Desporto da ESE/IPS. Tem desenvolvido a sua investiga-ção na área do envelhecimento ativo e performance desportiva.

Mário Espada, doutorado em Motricidade Humana pela Faculdade de Mo-tricidade Humana - Universidade de Lisboa e concluiu o Pós-Doutoramento em 2015 na Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - São Paulo, Brasil. Professor Adjunto Convidado do Departamento de Ciências e Tecnologias da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Se-túbal. Membro colaborador do Centro Interdisciplinar de Estudo da Perfor-mance Humana, Centro Investigação Educação e Formação da Escola Su-perior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal e Centro de Desen-volvimento de Produto e Transferência de Tecnologia da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Setúbal. Tem desenvolvido a sua in-vestigação na área da Fisiologia do Exercício, Treino Desportivo, Biomecâ-nica e Ciências da Educação.

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Figura 1 - Regressões lineares entre série obrigatória, peso e Altura
Figura 2 - Regressões lineares entre série de velas, altura e série obrigatória

Referências

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