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Análise de viabilidade de custo e execução entre o modelo de alojamento de madeira compensada, e do tipo container reefer adaptado, à partir de um estudo de caso realizado na Usina Hidrelétrica Colíder Feasibility analysis of cost and implementation of th

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Análise de viabilidade de custo e execução entre o modelo de alojamento de madeira

compensada, e do tipo

container reefer

adaptado, à partir de um estudo de caso

realizado na Usina Hidrelétrica Colíder

Feasibility analysis of cost and implementation of the model for accommodation of

plywood, container and reefer adapted type, starting from a case study conducted in

the Colíder Hydroelectric

Luan Silva Crespim

1

, Silvia Romfim

2

Resumo: O mercado da construção civil está aquecido, assim, técnicas e materiais que facilitem e reduzam prazos na execução de obras, tornam-se de grande valia nesta etapa da obra. As opções em produtos no mercado, com finalidade na construção de alojamentos para canteiro, podem gerar dúvidas em profissionais, na hora da compra e execução deste elemento das áreas de vivência, principalmente quanto à durabilidade, sustentabilidade, conforto, e viabilidade econômica. Dessa forma, diferenças, vantagens e desvantagens sobre o alojamento de madeira compensada e do tipo container reefer, foram expostas neste estudo, visando esclarecer dúvidas de escolha. Um questionário destinado a seis construtoras do município de Sinop - MT, que realizam obras na região, inclusive na cidade de Colíder - MT, mostrou que o modelo mais conhecido e utilizado, é o alojamento de madeira compensada, onde 50 % das empresas afirmaram utilizar este, e o restante optam alugar casas e hotéis para seus operários. Um modelo hipotético de alojamento em madeira compensada foi elaborado e comparado quanto ao custo, a um modelo do tipo container reefer adaptado, mostrando que o último tem valor 29,17 % superior ao modelo de madeira compensada, porém quando analisado o fator de agilidade em execução, durabilidade e reutilização, o modelo reefer se torna mais viável a médio e longo prazo.

Palavras-chave: Durabilidade; hipotético; prazo; reutilização; viável.

Abstract: The construction market is heated, so techniques and materials that facilitate and reduce time needed for execution of the works become valuable at this stage of the work. The options in products on the market, aiming to build accommodation for construction, may raise doubts in professional, at the time of purchase and implementation of this element of the living areas, especially regarding durability, sustainability, comfort, and economic viability. Thus, differences, advantages and disadvantages of the accommodation of plywood and container type reefer, were exposed in this study, to clarify doubts of choice. A questionnaire for six builders Sinop - MT , which perform works in the region , including the city of Colíder - MT showed that the most known and used model is the accommodation of plywood, where 50 % of companies said they used this, and the rest opt to rent houses and hotels for their workers. A hypothetical model for accommodation in plywood was developed and compared in terms of cost, a model adapted reefer container type, showing that the latter value is 29.17 % higher than the wooden model compensated, but when analyzing the factor of agility execution, durability and reusability, the reefer model becomes more viable in the medium to long term.

Keywords: Durability; hypothetical; term; reuse; viable.

1 Introdução

O IBGE (2013) (Instituto Brasileiro de geografia e estatística), afirma que a indústria da construção civil está com ótima participação no PIB (Produto Interno Bruto Brasileiro), o que a torna, muito importante para a economia deste país.

O setor da construção civil cresceu no segundo trimestre do ano de 2012 0,3 %, e impulsionou a indústria no terceiro trimestre para 1,1 %, é previsto, que em 2013, a indústria da construção civil termine o ano com crescimento paralelo ao PIB, aquecendo a econômia brasileira (IBGE, 2013).

Como forma de manter este mercado aquecido, a indústria se depara com a necessidade de inovar em técnicas, produtos e processos; de modo a aumentar a produtividade, reduzir custos e causar o mínimo de impactos negativos ao meio ambiente, mantendo-se firme neste mercado tão competitivo (SOUZA, 2008). Dentro deste contexto de expansão da construção

civil, está canteiro de obras e seus elementos, que juntos, podem ter variadas proporções, e devem ser implantados e manter funcionamento, sob a NR 18 (Norma Regulamentadora 18 - condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção), (MTE, 2013).

A NR-18 define canteiro de obras como, uma área de trabalho fixa e também temporária, onde são desenvolvidas operações de apoio e execução de obras.

De acordo com a ABNT (1991), 12.284/91 - NB 1367- Áreas de Vivência em Canteiros de Obras, o canteiro se divide em áreas operacionais e áreas de vivência. As áreas de vivência são espaços destinados ao descanso, higiene e permanência dos operários e demais integrantes do canteiro, como engenheiros e mestres de obras. Estas áreas são representadas pelas instalações sanitárias, alojamentos, vestiário, refeitório, cozinha, lavanderia, área de lazer e ambulatório.

Este processo deve ser bem planejado, para que tudo se desenvolva e se cumpra conforme o projeto e prazos estabelecidos. Segundo Bensoussam e Albiere (1997), existem três eixos que norteiam a organização de uma obra, são: a produtividade, a segurança do trabalho, e as condições de alojamento dos operários, 1Graduando em Engenharia Civil, Universidade do Estado de

Mato Grosso – UNEMAT, Sinop, MT, [email protected]

2Bacharel em Engenharia Civil, Professora, Universidade do

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estas que são prejudicadas, se não levadas em conta no planelamento, pois representam as condiçoes físicas da execução de um projeto.

Diante deste trecho de Bensoussam e Albiere (1997), pode-se considerar a importância das condições de conforto e higiene do alojamento, pois de acordo com a NR 24 (Norma Regulamentadora 24, - condições sanitárias e de conforto dos locais de trabalho), a definição de alojamento se dá por, um local destinado ao repouso dos operários, ou seja, esta área de vivência contribui com o desempenho e produtividade do operário à obra.

A NR 18 descreve que o alojamento pode ser feito de madeira, alvenaria ou material equivalente. Diante

dessas imposições das NR’s, outro paradigma surge

neste momento de avanço da construção civil, a questão do desenvolvimento sustentável. No mercado da construção civil, são varias as opções de materiais disponíveis para a construção de alojamentos para canteiros de obras. Pode-se citar: placas para revestimento, como a OSB (Oriented Strand Boards) ou a de madeira compensada, que, aplicadas a estruturas de madeira, formam um sistema

“sanduíche”, parede dupla, com placa em ambos os lados. Outro método existente no mercado, é o sistema de alojamentos desenvolvido com containers, são módulos de transporte de carga, descartados para este uso, e que podem ser adaptados de acordo com os requisitos da NR 18 e NR 24, de forma a serem utilizados como alojamentos, escritórios e até mesmo moradia, com segurança e conforto. Existe também um modelo de alojamento desenvolvido com painéis e telhas termo-acústicas; há também os executados com painéis metálicos desmontáveis, e o alojamento construído em alvenaria, mais utilizado, quando projetados, para o aproveitamento na obra definitiva.

Dessa forma, o presente estudo, procura levantar dados relacionados a alojamentos, através de um questionário destinado as construtoras, como também, expor uma análise de custo e execução de alojamentos, voltado para canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Colíder (UHE, Colíder), onde há necessidade da utilização de alojamentos.

2 Planejamento do canterio de obras e áreas de vivência

Todo canteiro de obras deve se basear na NR 18, pois ela dita obrigações, dimenções e elementos do canteiro, que asseguram a qualidade das condições de trabalho e o bom ambiente que o operário encontrará na obra.

Porém, antes de qualquer etapa de serviço da obra ser iniciada, deve-se fazer o planejamento e organização deste canteiro, para que se evitem improvisos no decorrer da obra, o que pode gerar desorganização, ociosidade de pessoal, perda de materiais, de produtividade, tempo e qualidade, o que causa perdas financeiras e de credibibidade junto ao contratante (SAURIN & FORMOSO, 2006).

Esta organização no canteiro de obras, tem como objetivo, o uso de maneira inteligente do terreno a ser construído; desenvolvendo um layout, com dimensionamento; localização de áreas de recebimento e armazenagem de materiais, áreas de manobra; áreas de trabalho e as áreas de vivência

deste canteiro de obras (SANTOS, 1995).

De acordo com a NR 18, as áreas de vivência, tem obrigatoriedade em conter cozinha; se a comida for preparada no local, ambulatório; (onde existir frentes de trabalho com mais de 50 operários), e lavanderia, área de lazer e alojamentos, se existir operários alojados.

Os alojamentos sempre foram construídos com pouco conforto e higiene, intencionando a redução de custos para a construtora, porém, hoje estas passaram a analisar com mais cuidado a implantação de alojamentos para o canteiro de obras (BIRBOJM & SOUZA, 2002).

Assim, para escolha do alojamento adequado à obra, deve-se levar em conta, o cronograma da mesma, pois é nele que se tem a noção dos prazos pré-estabelecidos para as etapas de construção, e o momento de pico da obra, onde normalmente ocorrem os gargalos, e excedentes em contratações, por conseguinte, a falta de alojamentos aos operários (NAZAR, 2012).

O alojamento é o elemento das áreas de vivência que inicia as instalacões da obra, pois os mesmos são os primeiros a serem instalados e os últimos a serem retirados, por acomodarem os operários durante o período da obra, assim, a locação do mesmo, no canteiro deve ser bem pensada, para que não venha a atrapalhar o decorrer dos trabalhos, havendo a necessidade de transladar os mesmos (OLIVEIRA, 2012).

Paganella (2011), afirma, que outros critérios são importantes para a escolha do modelo mais favorável as necessidades da obra, tais como; os valores de aquisição; valores de implantação; valores de manutenção; reaproveitamento em obras seguintes; durabilidade; facilidade de montagem e desmontagem e ou mobilidade; isolamento térmico; resistência à fogo e o impacto visual gerado pela estrutura.

Birbojm e Souza (2002), afirmam que após a revisão da NR 18, o Ministério do Trabalho, fez-se mais rigoroso na fiscalização e execução da norma, que exige padrões mínimos de conforto e higiene, ratificando assim, a necessidade do planejamento, com análise de dimensionamento e logística do canteiro, antes do início da obra.

2.1 Alojamentos de madeira compensada

Segundo Polzl (2002), grande parte da madeira compensada produzida no Brasil, vai para exportação, e as principais utilidades desse produto é a empregabilidade na fabricação de móveis e o uso na construção civil para diversos fins, como formas, tapumes e inclusive para a construção de instalações provisórias como alojamentos em canteiro de obras. Um modelo tradicionalmente utilizado é o alojamento de madeira compensada, que tem como principal escopo, as paredes constituidas por placas de madeira compensada, e a estrutura sustentada por caibros de madeira, onde pode ser dupla (sistema sanduiche) (BIRBOJM & SOUZA, 2002).

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A fundação deste modelo normalmente é o tipo radier, devido a praticidade de servir como piso, onde apenas é feito um alisamento no mesmo. A estrutura é chumbada no piso, tornando o sistema aporticado. Em alguns casos mais simples, apenas é feito um concreto magro, e fixados os caibros direto ao chão, cerca de 60 cm (BIRBOJM & SOUZA, 2002).

Podem ser de um ou mais pavimentos, dependendo da necessidade do canteiro, onde por vezes o primeiro pavimento é utilizado para depósito ou outra finalidade (SAURIN & FORMOSO, 2006).

Segundo Oliveira (2012), a construção e ampliação deste modelo deve ser planejada, assim evita-se desperdícios e despadronização, que dão a aparência de barraco ao alojamento. O modelo pode ser construido in loco, por um carpinteiro, fator relevante para a utilização do mesmo.

No alojamento de madeira compensada, de modo a aproveitar melhor as placas e evitar desperdício, o projeto pode ser múltiplo das medidas das chapas disponíveis no mercado, a medida mais usual é de 1,10 x 2,20, assim, um alojamento projetado com as medidas múltiplas de 2,20 m² e 3,30 m², evita recortes e causa menos perda de material, que em outras dimensões (BARONI, 2012).

A figura 1, abaixo mostra o modelo do alojamento de madeira compensada, tradicional, com paredes duplas, (sistema sanduiche).

Figura 1. Modelo alojamento de madeira compensada, com paredes duplas. Fonte: Autoria própria, 2013.

A tabela 1 mostra algumas características do modelo de alojamento de madeira compensada.

Tabela 1. Vantagens e desvantagens, alojamento de madeira compensada

VANTAGENS DESVANTAGENS Versatilidade de projeto,

adequa-se às necessidades do canteiro;

Manutenção periódica, quanto a pintura e anti-pragas;

Método de execução fácil, mão de obra não especializada;

Método de execução demorado;

Fabricação in loco Pouco aproveitamento futuro, se feito recortes sem racionalização;

Material acessível. material inflamável. Fonte: Adaptada de Birbojm e Souza (2002).

2.2 Alojamentos do tipo container reefer

O módulo metálico chamado container, foi uma solução criada para facilitar o transporte e acondicionamento de mercadorias, pois antes o tempo perdido para carregar os navios e trems e os furtos nos portos e estações, geravam muitos prejuízos às empresas de transportes.

Existe uma padronização mundial dos containers, para que estes possam ser transportados sem nenhum empecilho, porém essa universalidade fez com que não compensasse financeiramente retornar da viagem, com os mesmos vazios, assim, milhares de módulos são abandonados em portos, ocasionando poluição tanto química, quanto visual nas cidades portuárias.

Analisando este problema, empresas hoje trabalham com a adaptação destes módulos metálicos, para que se tornem habitáveis, em uso de escritórios, banheiros, depósitos, residências e inclusive alojamentos.

De acordo com Birbojm e Souza (2002), os containers são compostos por um chassi de perfis de aço, com duas longarinas e três transvesinas, o que dá resistência a estrutura como um todo. Esta definição da estrutura base do container é comum para todos os modelos do mercado.

Os containersmais usuais no mercado são, os de 20’ (vinte pés), 40’ (quarenta pés), com respectivas

dimensões de, comprimento, largura e altura, com 6,05m x 2,43 m x 2,59 m e 12,19m x 2,43m x 2,59m (DUARTE, 2009).

As adaptações realizadas no container metálico para torna-lo habitável, consistem no tratamento com isolamento interno em isopor ou outro material que exerça função termo-acústica, de modo a amenizar ruídos e a tempetatura, pois o material metálico é bom condutor de calor (DUARTE, 2009). O módulo container tipo reefer tem a propriedade termo-acústica, devido este ser destinado ao transporte de cargas refrigeradas, suas paredes são formadas por chapas metálicas externamente e espuma de poliuretano em seu interior.

A figura 2, mostra a parede do container reefer, em corte, onde pode-se visualizar a espuma de poliuretano, que tem propriedade termo-acústica.

Figura 2. Espuma de poliuretano, parede do containerreefer, em corte. Fonte: Autoria própria, 2013.

Parede metálica

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O processo de trabalhabilidade no container prossegue com os cortes a serem realizados para elaborar das aberturas, como portas e janelas, gerando a iluminação e ventilação adequada nos ambientes criados, tudo em instrução das NR’s 18 e

24.

As opções de modulação e flexibilidade dos containers, são uma ótima alternativa para canteiros de obras, quando este adaptado para alojamento, pois basta locar o mesmo no canteiro, sobre blocos independentes executados em concreto, ou mesmo sobre o terreno aplainado, posteriormente conectar as junções, elétricas, hidráulicas e sanitárias, todas pré-dispostas por plugues e ligações facilitadas (BIRBOJM & SOUZA, 2002).

Descrito abaixo, na tabela 2, estão algumas características do modelo de alojamento do tipo container reefer adaptado.

Tabela 2. Vantagens e desvantagens do modelo alojamento

container reefer adaptado

VANTAGENS DESVANTAGENS Estrutura forte, resistente

a intempéries, cargas e impactos;

Pé direito, altura fixa;

Modulidade e flexibilidade, medidas fixas e encaixaveis;

Deve conter laudo técnico, de riscos de contaminação;

Paredes com isolamento

termo-acútico; Exige especializada, mão em e obra sua adaptação;

Sustentável, gera menos

entulho. Conduz necessita de aterramento. eletricidade, Fonte: Adaptada de Nazar (2012).

2.3 Especificações, NR 18

A NR 18 trás as especificações a que os alojamentos devem ser submetidos para que sejam assegurados os padrões mínimos de qualidade e conforto.

Segundo a NR-18:

 Material paredes - alvenaria, madeira ou material equivalente;

 Piso - de concreto, cimentado, madeira ou material equivalente;

 Cobertura contra intempéries.

 Ventilação mínima - 1/10 da área do piso;

 Área mínima - 3,00 (três metros) quadrados por módulo cama/armário, e circulação;

 Camas duplas - altura entre uma cama e outra e entre a última e o teto - mínimo, 1,20m

 Cama superior - deve ter proteção lateral e escada;

 Dimensões mínimas das camas - 0,80m por 1,90m; colchão com densidade 26 (vinte e seis) e espessura mínima de 0,10m;

 Camas devem dispor - lençol, fronha e travesseiro, cobertor em condições adequadas de higiene;

 Armários - duplos individuais com dimensões mínimas: 1,20m de altura por 0,30m de largura e 0,40m de profundidade;

 Proibido - cozinhar e aquecer refeição dentro do alojamento;

 Manter - conservação, higiene e limpeza;

 Obrigatório - fornecimento de água potável, filtrada e fresca;

 Vedada - pessoas com moléstia infecto-contagiosa nos alojamentos.

Ainda existem as especificações da NR 18, que regem quanto a utilização de instalações móveis, inclusive containers, nas áreas de vivência dos canteiros de obras, de forma que, cada módulo atenda as prescrições abaixo:

 Ventilação mínima – 15 % da área do piso, mínimo, duas aberturas;

 Pé direito mínimo - 2,40m

 Requisitos mínimos - conforto e higiene estabelecidos nesta NR;

 Possua - aterramento elétrico;

 Camas duplas tipo beliche - a altura entre uma cama e outra, 0,90m;

 Adaptação containers de cargas – manter laudo de fiscalização técnica no canteiro, elaborado por profissional habilitado, relativo à ausência de riscos químicos, biológicos e físicos, com identificação da empresa responsável pela adaptação.

Quanto as instalações sanitárias, em específico, devem:

 Conter - 1 lavatório, 1 mictório e 1 vaso sanitário, para cada 20 trabalhadores;

 Conter – 1 chuveiro devidamente instalado com banho quente, para cada 10 trabalhadores;

 Ter – Área mínima de 1m², para cada vaso sanitário;

 Ter – Área mínima de 0,8m², para cada chuveiro.

3 Metodologia

Este estudo foi divido em etapas, primeiramente a metodologia, seguiu com um estudo bibliográfico e digital, onde foram estudadas as vantagens e desvantagens dos dois modelos em foco, o alojamento de madeira compensada e o do tipo container reefer adaptado; através destas pesquisas foram apurados os pontos incisivos de cada um deles, e também os possíveis diferenciais que estes possam gerar no contexto do planejamento da obra.

Posteriormente a esse estudo de informações bibliográficas, seguiu-se com a elaboração de entrevista, através de um questionário, destinado a 6 construtoras do município de Sinop-MT, que executam obras em outras cidades da região, inclusive na cidade de Colider-MT.

O questionário está composto por 23 perguntas, entre abertas e fechadas, onde as nove primeiras são destinadas aos dados da construtora entrevistada, e as demais tem o intuito de extrair da mesma, o conhecimento sobre alojamentos em canteiros de obras, explicitar os tipos de obras mais executados por estas empresas, mostrar o modelo de alojamento mais utilizado, e ainda obter a opnião da construtora, sobre a possível inserção do modelo de alojamento do tipo container reefer adaptado, em seu canteiro de obras, se ainda não utilizado.

O estudo prossegue, direcionado ao canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Colíder, que está localizada entre os munícipios de Nova Canaã do Norte-MT e Colíder, cerca de 700 kilômetros da capital do estado, Cuiabá-MT. A obra da UHE Colíder, será executada em cerca de 6 anos, está distanciada 60 km da cidade mais próxima, portanto a necessidade de alojar grande parte das equipes de trabalho é uma realidade deste canteiro de obras.

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trabalhadores, deve existir um conjunto de instalações sanitárias composto por 1 vaso sanitário, 1 lavatório e 1 mictório; e para cada 10 trabalhadores 1 chuveiro. Os dormitórios devem ter área mínima de 3m² para cada conjunto cama, armário e circulação. Dessa forma, o estudo objetivou a criação de um modelo hipotético tradicional de madeira compensada, que contivesse 3 dormitórios, com um conjunto de duas camas duplas e armários cada, e um conjunto de instalações sanitárias contendo 2 chuveiros, 2 vasos sanitários, um mictório e um lavatório. Os conjuntos estão compreendidos nas metragens quadradas mínimas descritas por norma, podendo alojar 12 trabalhadores.

Este modelo hipotético tem 52,70m², e dimensões externas de 14,40m de comprimento, 3,66m de largura, pé direito de 3m, espessura da parede dupla de 0,08m e a cobertura é de telha fibrocimento, com um beiral de 0,60m. Os dormitórios são de 3,50m x 3,50m, e os locais destinados aos vasos sanitários e chuveiros, tem dimensões de 1,15m x 1,15m, com janelas adequadas para iluminação e ventilação, como mostra a figura 3.

Figura 3. Planta baixa sem escala, modelo hipotético. Fonte: Autoria própria, 2013.

A partir deste modelo hipotético, um estudo de viabilidade de custo e tempo de execução foi feito, entre este de madeira compensada, e o modelo adaptado do tipo containerreefer marítimo.

O modelo de alojamento tipo container reefer, é de 40’ (40 pés), com dimensões de 12,19m x 2,43m x 2,59m, tratando do comprimento, largura e altura. As paredes são metálicas externamente, com espuma de poliuretano em seu interior. As divisões internas são

adaptadas com o mesmo material das paredes externas, e cada dormitório tem aproximadamente 6,70m² e um conjunto de duas camas duplas e armário.

As instalações sanitárias, são compostas pela mesma quantidade de itens do modelo hipotético, porém no container, o piso é cerâmico. Estas instalações vem pré-dispostas para a ligação com uma fossa séptica ou a uma mini estação de tratamento de esgoto. As instalações elétricas são pré-dispostas com sistema de plugue, e o sistema é bivolt. As janelas estão todas de acordo com a norma, sem grades de proteção, e também respeitando a iluminação e ventilação necessária para cada ambiente, as portas tem abertura para o lado de fora, e o piso é de madeira, do tipo deck.

Na figura 4, tem-se o modelo de alojamento do tipo container reefer, em fase de acabamento, na indústria.

Figura 4. Alojamento do tipo container reefer adaptado, em fase de acabamento na indústria. Fonte: Autoria própria,

2013.

O levantamento de viabilidade de custo avança embasado através da TCPO 13 (tabela de composição de preços para orçamentos-13º edição), para o orçamento da fundação, e a superestrutura, através de orçamentos com empresas do ramo, situadas no município de Sinop, devido a ser a cidade mais próxima do canteiro, com disponibilidade dos dois modelos. Não foram considerados os valores de BDI (Benefícios e despesas indiretas) e nem as leis sociais.

Para o levantamento de custo do modelo hipotético de madeira compensada, uma empresa do município de Sinop disponibilizou o orçamento e cronograma, utilizado para o estudo. A empresa exige que o contratante execute a fundação, no caso, a do tipo radier foi escolhida. Assim, orçada separadamente, atrávés da TCPO, e agregada ao valor, para compor o levantamento de custo deste modelo.

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estiveram alojados. O presente estudo tem por objetivo levantar o custo do modelo hipotético de alojamento de madeira compesada e do tipo container reefer, como também o tempo de execução destes, depois correlacionando estes valores, à quantidade de operários alojados na UHE Colíder. As empresas executoras dos dois modelos disseram dispor de 2 funcionários para a elaboração de ambos, assim obteve-se o cronograma físico dos modelos. Por conseguinte, os resultados com foco no canteiro da Usina, esclareceram dúvidas das construtoras entrevistadas, quanto a possível inserção do modelo de alojamento do tipo container reefer, em seus canteiros de obras.

4 Análise dos resultados

4.1 Resultados do questionário

O questionário foi levado às construtoras que utilizam alojamento em seus canteiros, onde foram entrevistados os proprietários ou responsáveis das mesmas.

No questionário, dentre as perguntas, uma tratava do tipo de obra ou serviço mais utilizado pela construtora, onde foi observado que 50 % das entrevistadas têm seu foco de serviço em obras prediais, 33,3 % em obras residênciais e apenas 16,7 % delas, trabalham com obras de infra-estrutura. A figura 5 detalha estes números através do gráfico.

Figura 5. Tipos de obras executadas pelas construtoras entrevistadas. Fonte: Autoria própria, 2013.

Em algumas das perguntas, buscou-se o conhecimento dessas empresas, sobre alojamentos para canteiros de obras, de acordo com as respostas, tem-se que o modelo mais conhecido, é o de madeira compensada, onde 83,3 % o citaram nas respostas, já o modelo desenvolvido a partir do container reefer adaptado, foi citado por 16,7 % dos entrevistados. O questionário trouxe a opinião dessas empresas sobre a possível inserção do modelo container reefer adaptado, em suas áreas de vivência. Os números mostraram que apenas 16,7 % disseram não aderir ao sistema, devido à acreditarem ser altos os custos de aluguel ou mesmo compra do módulo, outra questão, foi em relação ao conforto térmico, acreditando ser muito quente utilizar um container para alojamento, mesmo sem nenhum parâmetro de custo e utilização. Os outros 83,3 % responderam positivamente à possibilidade de inserção deste modelo em seus canteiros, porém com uma análise preliminar de viabilidade do mesmo, para a região.

Por último, as respostas expressaram qual o modelo

de alojamento mais utilizado no município de Sinop e região, pela construtota, e por qual motivo a escolha deste, onde 50 % das empresas entrevistadas afirmam utilizar o alojamento de madeira compensada para alojar operários em seus canteiros de obras, devido ao baixo custo demateriais, e facilidade com a mão de obra de construção dos mesmos. O aluguel de casas foi a resposta de 33,3 % das entrevistadas, que responderam ser mais conveniente alugar imóveis próximos a obra, citando como principal motivo, o fato de não precisar construir, desmontar e/ou transportar o alojamento para outra obra. E 16,7% das construtoras preferem utilizar o hotel como opção de alojamento, pelo fato da abstenção de alguns encargos e responsabilidades, que o alojamento no canteiro gera. A figura 6, mostra através de um gráfico estes números, facilitando a compreenção.

Figura 6.Alojamentos utilizados pelas construtoras entrevistadas. Fonte: Autoria própria, 2013.

4.2 Resultados do estudo de viabilidade de custo e execução, entre o modelo de alojamento de madeira compensada e do tipo container reefer adaptado

4.2.1 Execução hipotética do modelo de madeira compensada

Para execução do alojamento de madeira compensada hipotético em estudo, os serviços foram divididos em seis itens de trabalho, de modo a compor o cronograma, com período de programação quinzenal para a execução das atividades. A tabela 3 descreve os itens do processo de execução do modelo de madeira compensada, com os valores de mão de obra e insumos obtidos com a empresa, e o valor da fundação radier orçado separadamente, também incluso.

Tabela 3. Valores das etapas de serviço do modelo hipotético de madeira compensada

Item Serviços Valor (R$) 1 Preparo e execução do radier 4.694,34 2 Estrutura em caibros 3.060,17 3 Treliças e telhado 5.545,54 4 Vedação/ forro/ esquadria 7.239,23 5 Elétrica e hidrosanitária 6.456,10 6 Pintura e acabamento 2.749,96

Total 29.745,34

Fonte: Autoria própria, 2013.

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Tabela 4. Cronograma físico, alojamento hipotético de madeira compensada

4.2.2 Execução do modelo do tipo container reefer adaptado

Para a execução do modelo do tipo container reefer adaptado, seu processo foi dividido também em seis itens, e através da tabela 5, é exposto os valores de insumos e mão de obra de cada item.

Tabela 5. Valores das etapas de serviço do modelo do tipo

container reefer adaptado

Item Serviços Valor (R$)

1 Módulo Bruto/corte esquadrias 20.500,00 2 Divisões internas 7.000,00

3 Esquadrias 2.000,00

4 Elétrica e hidrosanitária 6.000,00 5 Piso deck e cerâmico (wc) 4.000,00 6 Pintura e acabamento 2.500,00

Total 42.000,00

Fonte: Autoria própria, 2013.

Pode-se notar que o valor do modelo de alojamento tipo container reefer é R$ 42.000,00, mostrando um acréscimo de R$ 12.254,66, se comparado ao valor do modelo de madeira compensada.

A tabela 6 mostra o cronograma físico do modelo do tipo container reefer, que em apenas uma quinzena foi elaborado, precisos 10 dias de trabalho, mostrando um ganho em tempo de 25 dias, se relacionado ao modelo de madeira compensada.

Tabela 6. Cronograma físico, alojamento do tipo container reefer adaptado

O modelo de alojamento do tipo container reefer teve

seu valor elevado 29,17 %, em relação ao modelo de madeira compensada, porém quando relacionado ao tempo de execução, o modelo reefer acelera o processo em 25 dias.

4.2.3 Correlação dos valores ao canteiro da UHE Colíder

O número de operários alojados na (UHE) Colíder, de acordo com a visita realizada no mês e setembro, é de 360 operários. Ambos os modelos, tanto o de madeira compensada hipotético, quanto o modelo do tipo container reefer, acomodam 12 pessoas. Chamando os modelos, agora de módulos, assim dividindo a quantidade de operários, pelo número de pessoas por módulo, obtém-se que o canteiro da Usina necessita de 30 módulos para alojar a quantidade de operários de seu canteiro. Assim visualizam-se os valores dos módulos, através da tabela 7, abaixo.

Tabela 7. Valores do total de módulos Módulo R$ unitário Nº de

módulos R$ final

Madeira

compensada 29.745,34 30 892.360,20

Container reefer

42.000,00 30 1.260.000,00

Fonte: Autoria própria, 2013.

Nota-se que o modelo de alojamento adaptado reefer teve valor superior ao de madeira compensada em 29,17 %.

De acordo com as empresas executoras dos dois modelos, para este volume de 30 módulos necessários para o canteiro da UHE Colíder, poderia ser disponibilizado 10 funcionários para executá-los, assim através da figura 7, observa-se o tempo de execução.

Figura 7. Tempo de execução dos 30 módulos. Fonte: Autoria própria, 2013.

Nota-se no gráfico explicito através da figura 7, que o processo de execução dos 30 módulos de madeira compensada, é 150 dias retardado, em relação ao modelo do tipo container reefer adaptado.

5 Conclusão

De acordo com o presente estudo, o modelo de alojamento de madeira compensada hipotético, apresenta-se com menor custo. Quando relacionado aos 30 módulos necessários para alojar os operários do canteiro de obras da UHE Colíder, gera 29,17 % de economia, se comparado ao modelo do tipo container reefer adaptado.

0 50 100 150 200 250

MADEIRA COMPENSADA

CONTAINER REEFER

NÚM

ER

O

D

E D

IA

S

(8)

Ao se analisar o tempo de execução de ambos os modelos, tem-se que o alojamento do tipo container reefer adaptado, reduziu em 150 dias estes prazos, com a mão de obra de execução de 10 funcionários, fator este, importante, pois a redução de tempo nesta etapa da obra adianta prazos para as próximas etapas.

Além do custo e tempo de execução, outros fatores como durabilidade e reaproveitamento futuro do modelo, são requisitos fundamentais de avaliação. De acordo com Saurin e Formoso (2006), a madeira compensada pintada tem duração de 3 anos, e a partir deste tempo o modelo do tipo container se torna mais vantajoso. Assim, conclui-se que o modelo de alojamento do tipo container reefer torna-se uma opção favorável para o canteiro da UHE Colíder a médio e longo prazo.

A transportabilidade do modelo container reefer, mesmo sendo favorável, quando se trata de 30 módulos, exige-se uma análise de logística, o que torna este modelo uma alternativa, também para frentes de trabalho com menos operários.

O presente estudo buscou mostrar o custo e execução dos dois modelos em foco, gerando um parâmetro de escolha para empresas de Sinop e região, que pretendam executar alojamentos em seus canteiros de obras, a partir de um estudo de caso realizado no canteiro da UHE Colíder.

Através dos resultados obtidos e das discussões apresentadas, surgem algumas recomendações para trabalhos futuros:

- Analisar o custo do modelo de alojamento do tipo container reefer em relação a outros modelos;

- Quanto à execução, gerar números de redução em perdas de material, visando economia;

- Estudar sobre a satisfação e conforto dos operários, em relação ao container reefer adaptado, devido a influência das paredes preenchidas em poliuretano.

Agradecimentos

Primeiramente agradeço a Deus, pela sabedoria e força em todos os momentos de dificuldades e fraquezas, quando o cansaço tomava conta do corpo e mente, nas madrugadas de estudo.

Agradeço ao meu papai Ademir Oscar Crespim e

minha mamãe Nildete D’avila da Silva Crespim, peças

fundamentais em minha vida, que nestes anos de faculdade, mesmo longe e com seus compromissos, não mediam esforços para qualquer que fosse o apoio. Aos meus irmãos pela compreensão, pois muitas vezes estive ausente em momentos especiais e marcantes de suas vidas, também agradeço meus avós, que não deixaram de orar uma só noite pela minha conquista, orações que com toda certeza, me guiaram até aqui.

Agradeço muito aos amigos da época de escola, e da universidade, que sempre me ajudaram, com os trabalhos, estudos pré-provas e com palavras de superação, sempre atenciosos e preocupados comigo. Obrigado também aos mestres que me ensinaram as lições, desde as tarefas do ensino fundamental e médio até os cálculos mais complicados desta etapa que se encerra.

Outro agradecimento muito válido se dá às empresas que cederam materiais, informações e tempo, para que eu realizasse este estudo, destaque para o engenheiro Fernando da UHE Colíder e as empresas de Sinop. E agradecer a minha orientadora Silvia Romfim, que me instruiu neste estudo, com muita dedicação e conhecimento.

Meu muito obrigado a todos de forma geral, que fazem parte da minha vida, pois são pessoas que tornam meus dias mais felizes e produtivos.

Referências

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<http://pt.scribd.com/doc/91695417/nbr-12284-nb-1367-areas-de-vivencia-em-canteiros-de-obras> Acesso: 21 Out. 2013.

BARONI, L. L. Execução de alojamento de madeira. Regulamentados por norma, alojamentos de obra devem atender a requisitos de segurança, higiene e conservação. Escolha do material depende, principalmente, do tempo de duração da obra. Editora PINI. fev. 2012. Disponível em: < http://revista.construcaomercado.com.br/guia/habitaca

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DUARTE, D. Arquitetura em container. AUT 221-Arquitetura, ambiente e desenvolvimento sustentável. 2009.

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<http://correiobraziliense.lugarcerto.com.br/app/noticia /ultimas/2013/09/03/interna_ultimas,47317/construcao -civil-eleva-o-pib-e-alcanca-1-5-no-segundo-trimestre-de-2013.shtml> Acesso: 14 Out. 2013.

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Recomendações Técnicas HABITARE, vol. 3 - Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente

Construído - ANTAC. Porto Alegre, 2006.

Imagem

Figura 1. Modelo alojamento de madeira compensada, com  paredes duplas. Fonte: Autoria própria, 2013
Tabela 2. Vantagens e desvantagens do modelo alojamento  container reefer adaptado
Figura 4. Alojamento do tipo container reefer adaptado, em  fase de acabamento na indústria
Figura 6.Alojamentos utilizados pelas construtoras  entrevistadas. Fonte: Autoria própria, 2013
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