Banco Ribeirão Preto S.A.
Demonstrações financeiras em 30 de junho de 2008 e 2007
ABCD
Banco Ribeirão Preto S.A.
Demonstrações financeiras
em 30 de junho de 2008 e 2007
Conteúdo
Relatório da administração
3 - 4Parecer dos auditores independentes
5 - 6Balanços patrimoniais
7Demonstrações de resultados
8Demonstrações das mutações do patrimônio líquido
9Demonstrações das origens e aplicações de recursos
10Notas explicativas às demonstrações financeiras
11 - 28ABCD
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Relatório da administração
Senhores Acionistas e Clientes:
Apresentamos as demonstrações financeiras do Banco Ribeirão Preto S.A. - BRP, referentes ao semestre findo em 30 de junho de 2008.
Ao longo do primeiro semestre deste ano, os indicadores econômicos e financeiros brasileiros continuaram apresentando uma performance bastante positiva. Os dados referentes à geração de emprego, da renda, do nível de atividades em geral, do comércio, da arrecadação dos impostos, do crédito, dos investimentos, dos gastos do governo, em suas três esferas, das importações e das exportações exibiram crescimentos bastante significativos para a conjuntura contemporânea brasileira. Mostrou-se inequívoco o robusto crescimento da economia brasileira neste período.
No entanto, houve também um recrudescimento da inflação e, depois de um longo tempo, as preocupações com a escalada dos preços tomaram novamente espaço no Brasil.
Tempestivamente, o comitê de política monetária iniciou novo processo de elevação nas taxas de juros, tendo influenciado decisivamente toda a estrutura a termo dos juros, que rapidamente mudou de patamar. A conjuntura econômica internacional, depois de um longo período de crescimento econômico em quase todo o globo, teve como conseqüência uma inédita elevação nos preços das mais variadas commodities e, com isto, atingiu um perigoso patamar inflacionário.
Simultaneamente, houve um aprofundamento na crise do sistema financeiro americano e uma importante perda de valor do dólar frente às outras moedas. Vale relatar que os problemas relativos aos papéis “sub prime” do sistema imobiliário americano completaram um ano e ainda continuam em fase de dispersão. Tudo isto provocou uma enorme volatilidade nos preços dos mais variados ativos ao redor do mundo, tendo influenciado particularmente o preço das ações nas mais diversas bolsas de valores.
Neste contexto, o BRP por possuir um modelo de negócios bastante focado no atendimento aos clientes de middle market (que atuam em setores definidos e bastante conhecidos da instituição) e nas pessoas físicas de alta renda, deu continuidade ao seu plano de expansão, tendo obtido resultados operacionais muito positivos no período. O total de ativos incluindo as fianças saltou de R$ 239,6 milhões em junho de 2007 para R$ 331,7 milhões em junho de 2008, com crescimento de 38,5%. Os ativos de crédito incluindo as fianças vieram de R$ 137,1 milhões em junho de 2007 para R$ 206,6 milhões em junho de 2008, tendo sido elevados em 50,7%. O total de depósitos evoluiu de R$ 68,2 milhões para R$ 85,3 milhões, com incremento de 25%. Mesmo com a conservadora decisão de marcar à mercado os ativos de longo prazo FIPGG Providência (que desvalorizou neste período R$ 1,830 milhões) e as LTNs com vencimento em janeiro de 2010 (que apresentaram neste período um resultado contábil líquido negativo de R$ 444 mil) o lucro líquido no período foi de R$ 1,3 milhão e o patrimônio líquido do BRP alcançou R$ 55,1 milhões. Os ativos ponderados pelo risco representaram 23,8% do patrimônio líquido, excedendo em muito o mínimo exigido pelo Banco Central do Brasil 11%.
Agradecemos aos nossos clientes pela escolha do BRP, aos conselheiros, aos acionistas pelo apoio e confiança, bem como aos nossos colaboradores pela dedicação, fatores estes preponderantes para o desenvolvimento e crescimento do BRP.
Ribeirão Preto, 15 de julho de 2008.
A Administração.
5
Parecer dos auditores independentes
Ao
Conselho de Administração e Diretores do Banco Ribeirão Preto S.A.
Ribeirão Preto - SP
Examinamos os balanços patrimoniais do Banco Ribeirão Preto S.A. levantados em 30 de junho de 2008 e 2007 e as respectivas demonstrações de resultados, das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos, correspondentes aos semestres findos naquelas datas, elaborados sob a responsabilidade de sua Administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras.
Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil e compreenderam: (a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e os sistemas contábil e de controles internos do Banco; (b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e (c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela Administração do Banco, bem como da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas representam, adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Ribeirão Preto S.A., em 30 de junho de 2008 e 2007, os resultados de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos, correspondentes aos semestres findos naquelas datas, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil anteriormente à promulgação da Lei no 11.638/07.
ABCD
KPMG Auditores Independentes R. Dr. Renato Paes de Barros, 33 04530-904 - São Paulo, SP - Brasil Caixa Postal 2467
01060-970 - São Paulo, SP - Brasil
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KPMG Auditores Independentes is a Brazilian entity and a member firm of the KPMG network of independent member firms affiliated with KPMG International, a Swiss cooperative.
Conforme mencionado na Nota Explicativa no 14, em 28 de dezembro de 2007 foi promulgada a Lei no 11.638/07, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2008. Essa Lei alterou, revogou e introduziu novos dispositivos à Lei no 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) e provocou mudanças nas práticas contábeis adotadas no Brasil. Embora a referida Lei já tenha entrado em vigor, algumas alterações por ela introduzidas dependem de normatização por parte do Banco Central do Brasil para serem integralmente aplicadas pelas instituições por ele autorizadas a funcionar. Dessa forma, nessa fase de transição, o Banco Central do Brasil, por meio do Comunicado no 16.669, de 20 de março de 2008, permitiu a não-aplicação das disposições da Lei no 11.638/07 na preparação, em 2008, das demonstrações financeiras intermediárias. Assim, essas demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com instruções específicas do Banco Central do Brasil e não contemplam as modificações nas práticas financeiras introduzidas pela Lei no 11.638/07.
16 de julho de 2008
KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6
Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0
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Banco Ribeirão Preto S.A.
Balanços patrimoniais
em 30 de junho de 2008 e 2007 (Em milhares de Reais)
Ativo 2008 2007 Passivo 2008 2007
Circulante 244.342 179.009 Circulante 156.856 106.923
Disponibilidades 211 336 Depósitos 45.210 28.213
Aplicações interfinanceiras de liquidez - Aplicações no mercado aberto 33.000 28.305 Depósitos à vista 3.243 11.639
Depósitos a prazo 35.254 16.574
Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos 83.114 69.218 Depósitos interfinanceiros 6.713 -
Carteira própria 13.000 30.444 Captações no mercado aberto 68.999 35.106
Vinculados a compromissos de recompra 69.352 35.223
Vinculados à prestação de garantias 758 3.551 Carteira própria 68.999 35.106
Instrumentos financeiros derivativos 4 -
Relações interfinanceiras - Recebimentos e pagamentos a liquidar 155 102
Relações interfinanceiras 856 599
Obrigações por repasses do País - Instituições oficiais 39.304 35.510
Correspondentes no País 659 430
Pagamentos e recebimentos a liquidar/outros 197 169 BNDES 7.126 7.011
FINAME 12.691 5.638
Operações de crédito 118.647 75.080 Funcafé 19.487 22.861
Setor privado 120.239 75.927 Instrumentos financeiros derivativos 125 362
Provisão para operações de crédito de liquidação duvidosa (1.592) (847)
Outras obrigações 3.063 7.630
Outros créditos 2.152 1.152
Cobrança e arrecadação de tributos e assemelhados 17 105
Créditos tributários 1.060 501 Sociais e estatutárias 317 1.645
Diversos 1.092 651 Fiscais e previdenciárias 981 3.853
Negociação e intermediação de valores 232 12
Outros valores e bens 6.362 4.319 Diversas 1.516 2.015
Bens não de uso 6.362 6.362 Exigível a longo prazo 116.569 71.936
Provisão para desvalorização de bens não de uso - (2.043)
Depósitos a prazo 39.098 39.947
Realizável a longo prazo 83.067 52.762
Recursos de aceites e emissão de títulos 975 -
Operações de crédito 79.885 51.257
Recursos de letras de crédito imobiliário 975 -
Setor privado 83.107 54.165
Provisão para operações de crédito de liquidação duvidosa (3.222) (2.908) Obrigações por repasses do País - Instituições oficiais 76.496 31.989
Outros créditos - Créditos tributários 3.182 1.505 BNDES 16.928 16.323
FINAME 30.152 13.126
Permanente 1.115 887 Funcafé 29.416 2.540
Investimentos 743 591 Resultado de exercícios futuros - 25
Imobilizado de uso 250 223 Patrimônio líquido 55.099 53.774
Outras imobilizações de uso 588 518 Capital de domiciliados no País 54.000 51.400
Depreciações acumuladas (338) (295) Reserva de capital 111 54
Reserva de lucros 65 197
Diferido 122 73 Lucros acumulados 923 2.123
Diferido - Gastos em imóveis de terceiros 207 122
Amortizações acumuladas (85) (49)
Total do ativo 328.524 232.658 Total do passivo 328.524 232.658
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
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Demonstrações de resultados
Semestres findos em 30 de junho de 2008 e 2007
(Em milhares de Reais, exceto o lucro líquido por ação)
2008 2007
Receitas da intermediação financeira 14.007 16.523
Operações de crédito 11.59313.832
Resultado de operações com títulos e valores mobiliários 577 5.343 Resultado com instrumentos financeiros derivativos (402) (413)
Despesas da intermediação financeira (11.947) (8.137)
Operações de captação no mercado (7.161) (5.089)
Operações de empréstimos e repasses (3.611) (1.774)
Provisão para créditos de liquidação duvidosa (1.175) (1.274) Resultado bruto da intermediação financeira 2.060 8.386
Outras receitas (despesas) operacionais (3.083) (2.886)
Receitas de prestação de serviços 352 301
Despesas de pessoal (1.638) (1.438)
Outras despesas administrativas (1.376) (1.360)
Despesas tributárias (421) (429)
Outras receitas (despesas) operacionais - 40
Resultado operacional (1.023) 5.500
Resultado não operacional 2.068 (7)
Resultado antes da tributação sobre o lucro e as participações 1.045 5.493
Imposto de renda e contribuição social 316 (1.294)
Provisão para imposto de renda (497) (1.221)
Provisão para contribuição social (283) (431)
Ativo fiscal diferido 1.096 358
Participações no resultado (56) (260)
Lucro líquido 1.305 3.939
Lucro líquido por ação - R$ 0,02 0,08
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
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Demonstrações das mutações do patrimônio líquido
Semestres findos em 30 de junho de 2008 e 2007
(Em milhares de Reais)
Reserva Reserva de capital de lucros Atualização
Capital de títulos Reserva Lucros
social patrimoniais legal acumulados Total Saldos em 31 de dezembro de 2006 46.800 78 411 4.137 51.426 Aumento de capital social - Assembléia Geral
Extraordinária de 22 de janeiro de 2007 4.600 (78) (411) (4.111) - Atualização de títulos patrimoniais - 54 - - 54 Lucro líquido do semestre - - - 3.939 3.939 Reserva legal - - 197 (197) - Juros sobre o capital - - - (1.645) (1.645) Saldos em 30 de junho de 2007 51.400 54 197 2.123 53.774 Mutações do semestre 4.600 (24) (214) (2.014) 2.348 Saldos em 31 de dezembro de 2007 51.400 85 263 2.161 53.909 Aumento de capital social - Assembléia Geral
Extraordinária de 4 de março de 2008 2.600 (85) (263) (2.161) 91 Atualização de títulos patrimoniais - 111 - - 111 Lucro líquido do semestre - - - 1.305 1.305 Reserva legal - - 65 (65) - Juros sobre o capital - - - (317) (317) Saldos em 30 de junho de 2008 54.000 111 65 923 55.099 Mutações do semestre 2.600 26 (198) (1.238) 1.190
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
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Demonstrações das origens e aplicações de recursos
Semestres findos em 30 de junho de 2008 e 2007
(Em milhares de Reais)
2008 2007
Origens de recursos 58.801 63.672
Lucro líquido ajustado 1.349 3.976
Lucro líquido 1.305 3.939
Depreciações e amortizações 44 37
Variação no resultado de exercícios futuros - (82) Atualização de títulos patrimoniais 111 54
Aumento de capital 91 -
Aumento dos subgrupos do passivo 57.239 59.497
Depósitos 7.914 17.585
Relações interfinanceiras 155 102
Obrigações por operações compromissadas 25.981 4.579
Recursos de letras de crédito imobiliário 975 -
Obrigações por empréstimos e repasses 22.214 37.231
Diminuição dos subgrupos do ativo - 227
Outros créditos - 227
Alienação de bens - Imobilizado 11 -
Aplicações de recursos 58.899 63.572
Juros sobre o capital 317 1.645
Aumento do ativo permanente 156 82
Imobilizado de uso 35 28
Títulos patrimoniais 121 54
Aumento dos subgrupos do ativo 55.373 59.505
Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros
derivativos 788 14.992
Outros créditos 1.029 -
Relações interfinanceiras 796 525
Outros valores e bens 2.043 4.008
Operações de crédito 28.320 23.281
Aplicações interfinanceiras de liquidez 22.397 16.699
Diminuição dos subgrupos do passivo 3.053 2.340
Instrumentos financeiros derivativos 165 556
Outras obrigações 2.888 1.784
Aumento (redução) das disponibilidades (98) 100 Modificações na posição financeira
Disponibilidades
No início do semestre 309 236
No fim do semestre 211 336
Aumento (redução) das disponibilidades (98) 100
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
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Banco Ribeirão Preto S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
Semestres findos em 30 de junho de 2008 e 2007
(Em milhares de Reais)
1 Contexto operacional
O Banco Ribeirão Preto S.A. iniciou suas atividades em 10 de abril de 1995 e tem por objetivo a prática de operações inerentes às carteiras comercial e de crédito, financiamento e investimento.
O Banco tem por missão principal promover o desenvolvimento sócio-econômico, além de fomentar as atividades mercantil, industrial e de agropecuária.
2 Apresentação das demonstrações financeiras
As demonstrações financeiras foram preparadas em consonância com as diretrizes estabelecidas pelo Banco Central do Brasil (Bacen) estando apresentadas em conformidade com o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional (COSIF).
3 Descrição das principais práticas contábeis
As principais práticas contábeis adotadas para o registro das operações e para a elaboração das demonstrações financeiras do Banco são as seguintes:
a. Apuração do resultado
O resultado é apurado pelo regime de competência.
b. Estimativas contábeis
A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer que a Administração use de julgamento na determinação e no registro de estimativas contábeis. Ativos e passivos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem o valor residual do ativo imobilizado, provisão para créditos de liquidação duvidosa, provisão para desvalorização de certos ativos e imposto de renda diferido ativo, provisão para contingências e valorização de títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, em razão de imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. O Banco revisa as estimativas e as premissas pelo menos mensalmente.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
c. Ativos circulante e a longo prazo
São demonstrados pelo valor de realização, deduzido, quando aplicável, das correspondentes rendas a apropriar, incluindo os rendimentos e as variações monetárias auferidos até a data dos balanços e especificamente em relação à carteira de títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos da avaliação e do registro determinado pelas Circulares nºs 3.068/2001 e 3.082/2002 do Bacen (veja Nota Explicativa nº 5). A provisão para créditos de liquidação duvidosa é fundamentada na análise das operações em aberto efetuada pela Administração e leva em consideração a conjuntura econômica e os riscos específicos e globais da carteira, bem como as normas do Bacen.
Foi constituído crédito tributário sobre a diferença intertemporal representada, basicamente, pela provisão para créditos de liquidação duvidosa, calculado às alíquotas vigentes em cada período, de acordo com as normas do Bacen.
d. Passivos circulante e a longo prazo
São demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, deduzidos, quando aplicável, das correspondentes despesas a apropriar, incluindo os encargos incorridos. É reconhecido no balanço o passivo decorrente de uma obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado e é provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. Esses passivos são registrados tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. O imposto de renda é calculado à alíquota de 15% mais adicional de 10% e a contribuição social foi calculada à alíquota de 15% (9% até abril de 2008), ambos sobre o lucro ajustado na forma da legislação em vigor.
e. Permanente
É demonstrado ao custo de aquisição. A depreciação do imobilizado é calculada com base no método linear, considerando taxas anuais que contemplam a vida útil e econômica dos bens, como segue: máquinas, equipamentos, móveis e utensílios - 10%; veículos e equipamentos de processamento de dados - 20%. A amortização do diferido é feita pelos prazos em que os correspondentes benefícios são gerados.
4 Aplicações interfinanceiras de liquidez
Representadas por operações compromissadas, remuneradas a taxas pré fixadas e com vencimento em julho de 2008.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
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5 Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos
a. Composição, vencimento e avaliação pelo valor de mercado - Títulos e valores mobiliários
Títulos para negociação
2008 2007
Prazo de vencimento
Custo corrigido
Valor de mercado (contábil)
Ajuste ao valor de mercado
Sem vencimento
Até 360 dias
Acima de 360 dias
Valor de mercado (contábil)
Carteira própria 10.755 8.659 (2.096) 3.022 - 5.637 27.431
LTN 3.009 2.851 ( 158) - - 2.851 18.375
LFT - - - - - - 282
Ações 3.116 3.022 ( 94) 3.022 - - 8.774
Fundos de
investimento (FIP) 4.630 2.786 (1.844) - - 2.786 -
Vinculados a compromisso de
recompra: 73.196 69.351 (3.845) - - 69.351 35.223
-
LTN 73.196 69.351 (3.845) - - 69.351 35.223
Vinculados à prestação
de garantias: 782 758 ( 24) - 315 443 3.551
LFT 315 315 - - 315 -
LTN 467 443 ( 24) 443 3.551
Total 84.733 78.768 (5.965) 3.022 315 75.431 66.205
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(Em milhares de Reais)
A Administração determinou a classificação dos títulos e valores mobiliários na categoria
“títulos para negociação” com o intuito de serem ativa e freqüentemente negociados, sendo os ajustes a valor de mercado registrados em contrapartida ao resultado do período, conforme determinação do Bacen por meio da Circular nº 3.068/2001.
Títulos mantidos até o vencimento
2008 2007
Custo corrigido (contábil)
Valor de mercado
Prazo de vencimento 0 a 30 dias
Custo Corrigido (contábil) Carteira própria - CDB 4.342 4.342 4.342 3.013 Fundamentada na capacidade financeira do Banco, a Administração tem a intenção na manutenção dos títulos até o vencimento, sendo avaliados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida do resultado do período, conforme determinação do Bacen por meio da Circular nº 3.068/2001.
Os títulos privados são custodiados na Câmara de Custódia e Liquidação (CETIP), os títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e as ações na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).
b. Instrumentos financeiros derivativos
O Banco participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos que se destinam às necessidades próprias ou às de seus clientes, a fim de reduzir sua exposição a riscos de mercado, de moeda e de juros. O Banco administra os riscos por meio de políticas de controles, estabelecimento de estratégias operacionais, determinação de limites e diversas técnicas de acompanhamento das posições.
As operações são negociadas, registradas ou custodiadas na Câmara de Custódia e Liquidação (CETIP), Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) e na Bolsa de Mercadorias & Futuro (BM&F).
Os valores nominais das operações com instrumentos financeiros são registrados em contas de compensação, e os ajustes/prêmios, em contas patrimoniais.
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(Em milhares de Reais)
15 Contratos de "swap"
No semestre o Banco possui valores a receber de contratos de “swap” de R$ 4 (2007 - não possuía) e valores a pagar de R$ 1 (2007 – não possuía) e estão registrados na rubrica
“Instrumentos financeiros derivativos”.
2008 2007
Valor
referencial Ativo Passivo
Valor a receber/pagar
Valor a receber/pagar
Vencimento acima de 1 ano
Juros prefixados x CDI 8.379 8.419 8.416 3 -
Futuros
No semestre o Banco possui ajuste futuro a pagar de R$ 25 (2007 – não possuía) e estão registrados na rubrica “Negociação e intermediação de valores”.
2008 2007
Quantidade
Valor de referência
Valor de mercado
Ajuste de futuro
Ajuste de futuro
Vencimento até 1 ano
Futuro comprado - DI 50 4.714 4.713 ( 1) -
Vencimento acima de 1 ano
Futuro comprado - DI 310 25.308 25.284 (24) -
360 30.022 29.997 (25) -
Opções
No semestre o Banco possuí prêmios de opções de ações de R$ 124 (2007- R$ 362) e estão registrados na rubrica “Instrumentos financeiros derivativos”.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
2008 2007
Quantidade
Valor de referência
Posição líquida
Posição liquida
Vencimento até 1 ano
Opção de venda - Bovespa 60.000 122 119 -
Vencimento acima de 1 ano
Opção de compra – BM&F 1.900 127 - 362
Opção de venda – BM&F 1.400 7 5 -
256 124 362
c. Parâmetros de avaliação pelo valor de mercado
Para a obtenção dos valores de mercado dos títulos e valores mobiliários e dos instrumentos financeiros derivativos, são adotados os seguintes critérios:
• Títulos públicos, com base nas taxas médias divulgadas pela ANDIMA.
• Ações de companhias abertas e opções de ações, pela cotação média disponível no último pregão do mês ou, na falta desta, a cotação mais recente em pregões anteriores, publicada no Boletim Diário de cada Bolsa.
• “Swap”, Futuros e Opções, apurados utilizando-se informações de mercado, divulgados pela BM&F.
• Cotas de fundos de investimento, com base no valor da cota informado pelo Administrador do fundo na data do balanço.
d. Gerenciamento de risco
Risco de mercadoA análise de risco de mercado é feita com base nos diversos fatores de mercado que podem afetar as posições do Banco, entre os quais se destacam: taxa de juros, dólar, preço de mercado de ações e outros. O Banco utiliza a metodologia “value-at-risk” para mensurar o risco. Essa metodologia é baseada em técnicas de simulação histórica e análise dos cenários.
O “value-at-risk” é calculado diariamente, considerando todos os ativos. O risco é segregado em três níveis: por ativo, categoria e “portfolio”. Os cenários históricos usados permitem a correlação entre os ativos e as suas classes, o que possibilita a estruturação de estratégias de
“hedge”.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
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17 Risco de crédito
As contrapartes do Banco são submetidas a um rigoroso processo de análise de crédito, cujo foco principal é a avaliação da capacidade de pagamento, tomando-se por base simulações do fluxo de caixa, alavancagem e cronograma da dívida, qualidade dos ativos, cobertura de juros e capital de giro. Aspectos de natureza qualitativa, tais como orientação estratégica, setor de negócios, áreas de especialização, eficiência, ambiente regulatório e participação no mercado, são sistematicamente avaliados e complementam o processo de análise de crédito. Os limites de crédito das contrapartes do Banco são estabelecidos pelo Comitê de Crédito e revisados regularmente.
Risco de liquidez
O Banco gerencia o risco de liquidez concentrando sua carteira em ativos de alta qualidade e de grande liquidez. O Banco mantém uma forte estrutura de capital e um baixo grau de alavancagem. Os eventuais descasamentos entre ativos e passivos são monitorados, considerando o impacto de condições extremas de mercado, a fim de avaliar a sua capacidade de realizar ativos ou reduzir alavancagem.
Risco operacional
A área de Gestão de Riscos é responsável pela atividade de gerenciamento do risco operacional do Banco. Com a estrutura definida, visando ao estabelecido na Resolução Bacen nº 3.380, de 29 de junho de 2006, foram implementados a política institucional, os processos, os procedimentos e os sistemas necessários para que a gerência identifique, avalie, monitore e controle os riscos associados ao Banco.
6 Operações de crédito
a. Diversificação por produto - Setor privado
2008 2007
Capital de giro 44.199 34.921
Conta-corrente garantida 32.328 27.694
Repasses de recursos do BNDES/FINAME 57.350 32.118
Vendor/Compror 8.670 7.397
Crédito pessoal 10.083 12.315
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2008 2007 Financiamento rural/Agroindustriais/FUNCAFÉ/BNDES/FINAME (*) 32.192 15.647
Crédito imobiliário (**) 18.524 -
Total antes da provisão para créditos de liquidação duvidosa 203.346 130.092 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ( 4.814) ( 3.755) Total 198.532 126.337 (*) Considera o montante de R$ 12.718 de operações vinculadas ao BNDES/FINAME
Rural, e o montante de R$ 19.474 de operações vinculadas ao FUNCAFÉ.
(**) O BRP neste semestre iniciou operações de Financiamento para fins imobiliários no intuito de atender a demanda de mercado.
b. Diversificação por ramo de atividade - Setor privado
2008 2007
Indústria 44.545 28.161
Comércio 52.527 41.034
Serviços 52.446 28.014
Pessoas físicas 37.843 19.146
Rural 15.985 13.737
Total antes da provisão para créditos de liquidação duvidosa 203.346 130.092
c. Diversificação por faixa de vencimento - Setor privado
2008 2007
A vencer em mais de 360 dias 82.472 49.505
A vencer entre 90 e 360 dias 57.580 28.600
A vencer em menos de 90 dias 62.659 47.327
Vencidas 635 4.660
Total antes da provisão para créditos de liquidação duvidosa 203.346 130.092
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19
d. Concentração dos maiores tomadores de crédito
2008 2007
% sobre % sobre
Valor Carteira PL Valor Carteira PL
Maior 12.109 5,95 21,98 10.464 8,04 19,46
10 maiores 76.567 37,65 138,96 51.923 39,91 96,56 20 maiores 114.779 56,45 208,31 75.938 58,37 141,22
7 Provisão para créditos de liquidação duvidosa
A provisão para créditos de liquidação duvidosa apresentou a seguinte movimentação:
2008 2007
Saldos no início do semestre (3.883) (3.018)
Baixa no semestre (*) 244 537
Constituição de provisão (1.175) (1.274)
Saldos no fim do semestre (4.814) (3.755)
(*) As operações classificadas como nível de risco H permanecem nessa classificação por seis meses, quando então são baixadas contra provisão existente e controladas em contas de compensação.
Em atendimento às Resoluções nºs 2.682/1999 e 2.697/2000, do Conselho Monetário Nacional, o cálculo da provisão para créditos de liquidação duvidosa é feito com base nos níveis de risco das operações de créditos. O risco da carteira e a provisão para créditos de liquidação duvidosa estavam assim distribuídos:
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Em 30 de junho de 2008
Níveis de Risco
Curso
Normal Atraso
Total das operações
% de participação
Provisão para créditos de
liquidação duvidosa
% de provisão
exigida pela Resolução nº 2.682
AA 65.692 92 65.784 32,35 - -
A 116.683 884 117.567 57,82 588 0,5
B 11.050 766 11.816 5,81 118 1,0
C 2.226 259 2.485 1,22 75 3,0
D 237 59 296 0,15 30 10,0
E 54 155 209 0,10 63 30,0
F 6 382 388 0,19 193 50,0
G 64 3.446 3.510 1,73 2.456 70,0
H 8 1.283 1.291 0,63 1.291 100,0
Total 196.020 7.326 203.346 100,00 4.814
Em 30 de junho de 2007
Níveis de Risco
Curso
Normal Atraso Total das operações
% de participação
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
% de provisão exigida pela Resolução nº 2.682
AA 13.963 - 13.963 10,73 - -
A 100.360 31 100.391 77,18 502 0,5
B 10.341 390 10.731 8,25 107 1,0
C 51 250 301 0,23 9 3,0
D 615 18 633 0,49 63 10,0
E - 19 19 0,01 6 30,0
F 9 38 41 0,03 20 50,0
G 99 3.119 3.218 2,47 2.253 70,0
H - 795 795 0,61 795 100,0 Total 125.432 4.660 130.092 100,00 3.755
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21
No semestre, as operações de crédito renegociadas totalizaram R$ 13 (2007 - R$ 4.097) e foram recuperados créditos baixados como prejuízo no valor de R$ 8 (2007- R$ 1.175).
8 Captações e obrigações por empréstimos e repasses
Composição das captações
a. Por tipo
2008 2007
Depósito à vista 3.211 11.639
Depósito a prazo 74.352 56.521
Depósitos interfinanceiros 6.713 -
Captações no mercado aberto - Carteira própria 68.999 35.106
Recursos de letras de crédito imobiliário 975 -
Repasses do BNDES (*) 66.897 42.098
Repasses FUNCAFÉ (**) 48.903 25.401
Outros depósitos 32 -
Total 270.082 170.765
(*) Referem-se a repasses de recursos do BNDES/FINAME, com vencimento final em 2011, sendo atualizados pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP).
(**) Referem-se a repasses de recursos do FUNCAFÉ, com vencimento final em 2009, sendo atualizados pela taxa de juros de 7,5% a.a. para os recursos liberados aos clientes e pela Taxa Selic para os recursos não liberados.
b. Por prazo de vencimento
2008 2007
A vencer em mais de 360 dias 116.569 71.936
A vencer entre 90 e 360 dias 52.677 37.781
A vencer em menos de 90 dias 100.836 61.048
Total 270.082 170.765
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c. Por segmento
2008 2007
Pessoas físicas: 21.958 17.665
Ligadas 2.370 4.023
Terceiros 19.588 13.642
Pessoas jurídicas: 248.124 153.100
Ligadas 269 80
Terceiros 56.343 50.415
Instituições financeiras 191.512 102.605
Total 270.082 170.765
d. Concentração dos maiores depositantes
2008 2007
% sobre % sobre
Valor Carteira PL Valor Carteira PL
Maior 16.552 21,34 30,04 10.267 15,06 19,09
10 maiores 49.216 63,45 89,32 49.322 72,36 91,72 20 maiores 64.517 83,18 117,09 58.049 85,17 107,95
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23
9 Imposto de renda e contribuição social a. Demonstração do cálculo
2008 2007
Lucro líquido antes do imposto de renda e contribuição
social, líquido de participações 989 5.233
Adições/(exclusões):
Provisão para créditos de liquidação duvidosa 1.175 1.274
Ajuste ao valor de mercado 2.252 122
Reversão provisão para desvalorização – Bens não de
uso (2.043) -
Recuperação de créditos baixados como prejuízo ( 32) ( 360)
Juros sobre capital próprio ( 317) (1.645)
Outros 16 155
Base de cálculo dos tributos 2.040 4.779
Despesa de imposto de renda e contribuição social do
semestre ( 780) (1.652)
Crédito tributário - Constituição (Reversão) de IR/CS
diferido 1.096 358
Despesa de imposto de renda e contribuição social do
semestre 316 (1.294)
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b. Movimentação do crédito tributário
2008 2007
Saldo inicial 3.146 1.647
Provisão para créditos de liquidação duvidosa 779 311
Ajuste ao valor de mercado dos títulos 1.012 48
Reversão provisão para desvalorização outros valores e bens ( 695) -
Saldo final 4.242 (*) 2.006
% Sobre o patrimônio líquido 7,70 3,73
(*) Incluí R$ 555 decorrente da majoração da alíquota da CSLL de 9% para 15% sobre o saldo remanescente do crédito tributário de 31 de dezembro de 2007, de acordo com a Lei no 11.727/08.
c. Composição do crédito tributário
2008 2007 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 2.594 1.514
Ajuste ao valor de mercado dos títulos 1.648 ( 203)
Provisão para desvalorização de outros valores e bens - 695
Total 4.242 2.006
Em 30 de junho de 2008 não havia créditos tributários não registrados.
d. Estimativas de realização
A Administração do Banco, fundamentada em estudo técnico que considera expectativa de manutenção do histórico de rentabilidade e de geração de obrigações tributárias futuras, estima a realização dos créditos tributários num prazo máximo de quatro anos. Dessa forma, o valor presente do crédito tributário, utilizando a taxa CDI de 30 de junho de 2008 é de 0,9482% a.m., é de R$ 3.395.
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25
10 Provisões, passivos e contingências
O Banco é parte em ações judiciais tributárias, trabalhistas e cíveis, decorrentes do curso normal das operações.
As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por ex-empregados que buscam obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. Atualmente, estão constituídas de duas ações, já existindo decisão favorável para o Banco em uma das ações e na outra em função do estágio, em que se encontra o desfecho final da ação, não pôde ser determinado no momento e, portanto, nenhuma provisão para perdas foi constituída nas demonstrações financeiras.
As contingências cíveis estão constituídas de processos movidos pelo Banco referente a operações de créditos inadimplentes e, também, ações movidas por terceiros, pleiteando revisões contratuais dos créditos ou por danos morais. A Administração com base na posição dos seus assessores jurídicos não constituiu provisão para perdas nas demonstrações financeiras.
11 Capital social
Conforme Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária realizada em 04 de março de 2008, foi aprovado o aumento do capital social, da seguinte forma: com reservas de capital de R$ 85; com reservas de lucro de R$ 263; com lucros acumulados de R$ 2.161 e com parcela de juros sobre o capital próprio de R$ 91, com a emissão de 2.600.000 novas ações ordinárias, passando a ser representado por 53.888.100 ações (51.388.100 de ações em 2007) ordinárias e nominativas, sem valor nominal, totalmente subscrito e integralizado por acionistas domiciliados no País, homologado pelo Banco Central do Brasil em 26 de junho de 2008.
A reserva legal é constituída pela apropriação de 5% do lucro líquido do exercício, até o limite definido pela legislação societária.
Aos acionistas está assegurado um dividendo mínimo correspondente a 25% do lucro líquido do exercício, após as deduções estatutárias, ajustado nos termos da Lei nº 6.404/76.
No semestre o Banco destinou R$ 317 (2007 - R$ 1.645) a título de juros sobre o capital próprio.
demonstrados na rubrica “Outras obrigações - Sociais e estatutárias”.
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12 Limites operacionais
De acordo com a Resolução nº 2.099/94 do Bacen, é exigida a manutenção de patrimônio líquido mínimo, correspondente a 11% do montante das operações ativas ponderadas por graus de risco, que variam de 0% a 300%. O Banco, em 30 de junho de 2008, atingiu o índice de 23,80%
(34,56% em 2007).
O Banco está em fase de implementação dos novos critérios de cálculo de requerimento de capital determinado pela Resolução no 3.490/07, com efeitos vigentes a partir de 1º de julho de 2008. A implementação será finalizada até o final de julho de 2008.
a. Cálculo do índice da Basiléia
2008 2007
Saldo Risco
ponderado Saldo Risco ponderado
Risco nulo 106.446 - 86.464 -
Risco reduzido 131 26 112 22
Risco reduzido 4.342 2.171 3.013 1.506
Risco normal 216.589 216.589 148.033 148.033
Créditos tributários 4.242 12.727 2.006 6.018
331.750 231.513 239.628 155.579
Risco de crédito de “swap” 517 103 - -
Risco de mercado - Juros 3.072 3.072 1.382 1.382 3.589 3.175 1.382 1.382
Índice de Basiléia - % 23,80 - 34,56
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(Em milhares de Reais)
27 b
. Limites operacionais
2008 2007
Exigência
(limite) Situação Margem
Exigência
(limite) Situação Margem Patrimônio líquido exigido 24.500 55.098 30.598 18.496 53.774 35.278
Capital mínimo 24.500 54.000 29.500 24.500 51,400 26.900
Imobilizações 27.124 376 26.748 26.597 301 26.293
13 Outras informações
a.
As garantias prestadas a terceiros montam a R$ 3.222 (2007 - R$ 6.969), representadas, substancialmente, por avais e fianças.b.
Outros valores e bens - Bens não de uso: referem-se, basicamente, a duas fazendas localizadas na região central do país, recebidas em dação de pagamento de dívidas decorrentes de operações de crédito.c.
Outros créditos - Diversos; referem-se, basicamente, a antecipações do IRPJ e da CSLL.d.
Outras obrigações – Diversas: referem-se, basicamente, a valores pendentes de liberação das operações e FINAME/BNDES e valores transitórios de cobrança de títulos de clientes.e.
Resultado não operacional - Refere-se basicamente à reversão da provisão para desvalorização dos bens não de uso, baseada no posicionamento atualizado do consultor jurídico do Banco.Banco Ribeirão Preto S.A.
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14 Alterações na Lei das S.A. (Lei n
o6.404)
A Lei no 11.638 publicada no Diário Oficial da União em 28 de dezembro de 2007 altera diversos dispositivos da Lei no 6.404 (Sociedade por Ações), e que passaram a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2008. Dentre as principais alterações introduzidas e que podem vir a ter algum impacto sobre o Banco são: (i) Avaliação a mercado de instrumentos financeiros derivativos; (ii) Ajuste a valor presente das obrigações de longo prazo; (iii) Apresentação da demonstração de fluxos de caixa. A Administração do Banco aguarda a normatização pelo Banco Central do Brasil - BACEN para calcular e registrar os efeitos em suas demonstrações financeiras.