• Nenhum resultado encontrado

E quantas vezes desviei o meu caminho para não ter que ajudar alguém?

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "E quantas vezes desviei o meu caminho para não ter que ajudar alguém?"

Copied!
20
0
0

Texto

(1)

Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica Comunhão Anglicana

Quantas vezes parei para ajudar pessoas

necessita-das durante a minha caminhada?

E quantas vezes desviei o meu caminho para não ter

que ajudar alguém?

(2)

PRESIDÊNCIADOS CULTOS

Senhor Jesus, que na Tua vida terre-na revelaste sempre um afeto de infi-nita compaixão pelos doentes, pousa o Teu olhar sobre os que, através do

sofrimento, testemunham a fé no Teu Amor; concede-lhes Senhor, e também àqueles que os tratam,

a saúde da alma e do corpo. Amém.

OREMOS PELOS DOENTES

JULHO

Maria Manuela Moreira 4

Flor Silva 7

Carolina Oliveira Sousa 8 Cátia Vanessa Fernandes 12

Irene Mota 25

Bruno Alexandre 26

Bispo Fernando Soares 03

Restante escala de presidên-cia de cultos ainda por definir

(3)

S

.

T

O M É

,

A

P Ó S T O L O S

3

D E J U L H

O No episódio narrado no Evan-gelho, Tomé não é, certamente, um modelo para nós. Jesus di-lo claramente: “Porque me vis-te, acreditaste. Felizes os que creem sem terem visto!” (v. 29).

O que mais impressiona é que Tomé acompanhara Jesus, tal como os outros apóstolos. Conhecia bem o seu rosto e as

suas palavras. Mas, agora, para acreditar, quer ver os sinais da Paixão. Tomé torna-se modelo para nós, pois sabe discernir o que carateriza Jesus. Depois da Paixão, Jesus é caraterizado pelas suas chagas. Esses sinais do seu amor são suficientes para O reconhecermos. Por isso, as conserva na sua carne gloriosa. Tomé, podemos dizê-lo, foi o primeiro devoto do Coração de Jesus. Quis atestar, também fisicamente, com esse Coração trespassado pelo nosso amor. Quantos cristãos contem-plaram o lado aberto e o Coração trespassado de Jesus?

Tomé exprimiu a sua fé: «Meu Senhor e meu Deus!». Meu Senhor, é o Filho do homem, é o Cristo, é o Messias. Meu Deus, é o Filho de Deus, é o Verbo incarnado. A fé é completa e explícita. “Tu és feliz, Tomé, diz-lhe Nosso Senhor, viste e acreditaste; mas mais felizes, isto é, mais meritórios, serão os que acreditarem sem terem visto”. Devíamos ser estes, Senhor. Não vimos as chagas, mas temos tantos motivos de fé, o testemunho do Evangelho, a Igreja e as suas graças, a acção do Espírito Santos que vive pela Igreja. E não tocamos, por assim dizer, com o dedo na tua acção e na tua graça, em mil circunstâncias da nossa vida, seja em nós mesmos, seja com a presença dos nossos irmãos nas nossas vidas. Não seremos mais culpados do que Tomé, se não tivéssemos

(4)

uma fé viva? E porque é que, hoje, muitos de nós, temos tanta dificuldade em nos rever na fé que acreditámos?

Jorge Filipe Fernandes

Esta é, sem dúvida, uma das parábolas mais bonitas e exigentes do Evange-lho.

A parábola está enquadrada num diálogo que Jesus mantém com um especia-lista em Lei que, segundo Lucas, tem como intenção tentar Jesus. Mas Ele aproveita para expor o que é central da sua proposta de vida.

A atitude de Jesus, as suas perguntas e respostas revelam-no como um verda-deiro pedagogo. Longe de entrar numa discussão, que não levaria a nada, com o mestre da lei, conduz o seu interlocutor do coração da Lei mosaica ("Amar ao Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua força e com toda a sua mente; e ao seu próximo como a si mesmo") à novidade do amor cristão.

(5)

A chave está na resposta à segunda pergunta do mestre da lei: "Quem é o meu próximo?"

Para os judeus, tanto no livro do Levítico como no Deuteronómio, o “próximo” é o israelita. Aqui está uma das razões que dão a esta parábola uma característica "revolucionária", mostrando a universalidade do amor cris-tão.

Voltemos a ler a narração da parábola.

Um homem descia de Jerusalém a Jericó e é assaltado a ponto de ficar quase morto. Quantas pessoas podemos colocar nessa situação hoje em dia, que sofrem diferentes violências? Tenhamos a ousadia de dar nome a esse "homem".

Enquanto ele está caído à beira do caminho, várias pessoas passam ao seu lado, e o impressionante é que o texto deixa claro que o veem!! Mas conti-nuam o seu caminho sem fazer nada por ele. Há uma cegueira de coração. E quão comum é em nossos dias esse tipo de cegueira, a qual podemos chamar de indiferença, individualismo, "cada um na sua"..., os nomes podem variar, mas a consequência é a mesma: solidão, abandono, morte.

Aparece então no mesmo caminho o samaritano, que, para os judeus, é consi-derado um pagão. Como os outros, vê o homem à beira do caminho, mas a grande diferença é que ele, movido pela compaixão, aproxima-se e cuida dele ternamente.

Outros textos do Novo Testamento mostram-nos que o sentimento de com-paixão, a atitude de “aproximar-se” correspondem a características do próprio Deus. Lembremo-nos da parábola do filho Pródigo (Lc 15,20), ou a da Jesus com a viúva de Naím (Lc 7,13). Podemos relacionar o bom samaritano com Jesus.

Já os pais da Igreja fizeram esta identificação. Por exemplo, Clemente de Alexandria perguntava-se: "Quem é o bom samaritano, senão o Salvador? Quem teve mais compaixão de nós do que ele?"

(6)

Quem senão Deus teve compaixão de nossa situação ao ponto de se aproxi-mar, fazendo-se um de nós e descendo até as profundidades do sofrimento e limite humano para desde ali curá-lo e libertá-lo?

Dessa maneira, o bom samaritano é aquele que "atua" como Deus, seguindo o exemplo de Jesus de Nazaré, aquele que sente o sofrimento dos homens aos quais se faz próximo para aliviar a dor, curá-los, defendê-los, dar-lhes vida. As pessoas estão ao nosso redor. Depende de nossa atitude que elas se con-vertam em nossos próximos!

"Num um mundo em que temos tantas riquezas e recursos para dar de comer a todos, não se pode entender como há tantas crianças famintas, sem educa-ção, tantos pobres... A pobreza, hoje, é um grito; todos devemos pensar se podemos tornar-nos um pouco mais pobres".

E Lucas termina o relato com um "imperativo" de Jesus a todos nós: "Vá, e faça a mesma coisa". Ou seja, vai e torna-te imitador de Deus, próximo de todos os necessitados, porque só é possível encontrar a vida, defendendo-a, cuidando-a, naqueles nos quais essa vida está ameaçada. Terás já a vida eter-na, porque, desde já, estarás a viver a vida de Deus.

José Manuel Santos, adaptado de www.ihu.unisinos.br

O Evangelho deste domingo apresenta-nos um Jesus num cenário doméstico, a querer-nos transmitir a ideia que a Fé é sempre um encontro íntimo e fami-liar.

Daí que quando Deus entra na nossa vida somos invadidos pelo silêncio, recebemos um dom, uma amizade, uma vida nova.

É um Deus que se intromete na nossa vida, que nos chama à sua atenção, que se senta connosco, à volta de uma mesa, e fala.

(7)

Quando recebemos alguém na nossa habitação, estamos a dar um espaço e um tempo, partilhando a própria casa e a refeição. Acima de tudo, acolher, é fazer de nós próprios um espaço para o outro através da escuta.

Maria ao escutar a palavra de Jesus dá-nos a imagem de uma hospitalidade que não se limita a acolher dentro de uma casa, mas que faz de si própria uma morada para o outro.

Marta e Maria são um exemplo de duas faces de um só amor. Diferentes, mas sempre irmãs, nunca inimigas, nem adversárias.

Maria tem como preocupação saborear as palavras de Jesus e alimentar-se daquela presença. Por outro lado, Marta, preocupada em que nada falte, agita-se num frenesim, que a leva a agita-ser repreendida, não pelo agita-serviço, mas sim pelas inquietações.

Em síntese e como diz S. Agostinho: “em Marta há uma preocupação que nasce de uma necessidade; enquanto em Maria há uma doçura que nasce do amor.”

Pois, tanto é feliz quem escuta a Palavra de Deus como também é feliz quem a pões em prática e o certo é que Marta, na verdade, alimenta Cristo que Maria adora.

Quando nos colocamos aos pés de Cristo, tornamo-nos peregrinos do essen-cial entre o supérfluo e o necessário.

Não interessa tanto o fazer ou não fazer, mas sim, o ser: sermos pessoas à escuta da vida, capazes de praticar o silêncio diante dos outros, sem nos

(8)

impormos, capazes de acolhermos o dom do outro, deixando-nos surpreen-der.

Mais importante do que fazer coisas para Deus é reconhecer as maravilhas que Deus opera em nós.

Pedro Fernandes

Celebra-se a 22 de Julho, o dia de Santa Maria Madalena. Vivia em Mag-dala ou Madalena e por isso era chamada de Maria de Magdala ou como melhor a conhecemos por Maria Madalena.

Diz-nos S. Lucas que, Jesus a curou de sete espí-ritos maus e que depois disso passou a fazer parte do grupo de mulheres que acompanhava Jesus e os seus discípulos. S. Mateus identifica-a com as mulhe-res que acompanharam Jesus até à crucificação e que depois do corpo de Jesus ter sido retirado da cruz e colocado no túmulo, ela permaneceu sentada diante do túmulo.

(9)

do S. Marcos, juntamente com outras mulheres, comprou perfumes para tratar do corpo de Jesus.

E no primeiro dia da semana, Maria Madalena, com as outras mulheres, bem cedo, deslocou-se ao túmulo para tratar do corpo de Jesus. Porém, quando chegaram ao túmulo encontraram-no aberto, a pedra deslocada e o sítio onde tinha sido colocado o corpo estava vazio. Jesus tinha desaparecido.

Maria Madalena foi a correr ter com Pedro e João e disse-lhes: levaram o Senhor do túmulo e não sabemos onde o puseram.

Chegados ao túmulo, Pedro e João confirmaram que o túmulo estava vazio e foram-se embora. Maria Madalena resolveu ficar junto do túmulo.

Na sua solidão, olhou para o interior do túmulo e viu dois anjos que lhe per-guntaram: mulher porque estás a chorar? Ela respondeu: porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram.

Logo a seguir voltou-se para trás e reparou que estava ali um homem, mas não viu quem era. Este homem também lhe perguntou: mulher, porque estás a chorar? Quem é que procuras? Maria Madalena respondeu-lhe: se foste tu que o tiraste, diz-me onde o puseste que eu vou lá buscá-lo.

Mas o estranho, que Maria Madalena ainda não tinha visto vira quem era, chamou-a pelo nome: Maria. Ela reconheceu aquela voz que a chamava: era o Senhor e exclamou: Rabuni (meu Mestre).

E Jesus continuou: deixa-me, porque ainda não voltei para o meu Pai. Vai ter com os meus irmãos e dá-lhes este recado: eu volto para o meu Pai e vosso Pai, para o meu Deus e vosso Deus.

Maria Madalena partiu ao encontro dos discípulos anunciando-lhes: eu vi o Senhor.

Maria Madalena, que demonstrou muito amor a Jesus, pela grande bênção que recebeu, teve a alegria de ser a primeira testemunha de Cristo ressuscita-do.

(10)

Apesar da mitificação social da dimensão biológica na relação familiar, todos nós conhecemos, direta ou indire-tamente, casos de pais bioló-gicos irresponsáveis, manipu-ladores, agressivos, etc para com seus filhos.

A leitura de hoje começa com um pedido quase filial dos apóstolos ao Senhor, sobre a oração. Tiveram eles noção que não oravam conveniente-mente, provavelmente até por constatarem que as orações de

Jesus obtinham resultados; terão pensado que o segredo se vinculava à fórmula da oração. E é-lhes dado o Pai- Nosso, oração passível de ser rezada por qualquer monoteísta. A riqueza desta prece é demasia-da para aqui ser convenientemente abordemasia-dademasia-da. Saliento no entanto «Seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no céu». Só após este pedido se seguem os outros, dirigido às necessidades específicas de quem ora.

O texto de Lucas continua depois com a exaltação de Jesus a que não desistamos de rezar por ao Pai, solicitando aquilo que pedimos. Mas vale pedir tudo? Creio que não, e o Pai-Nosso orienta-nos nesse senti-do. O mais importante, o que vem primeiro na oração das orações cristãos, é uma exaltação a que o nome do Salvador e a vontade de Deus imperem sobre tudo, inclusive sobre as nossas vontades. Esse deve ser o fio condutor de nossas orações; que aquilo que pedimos para nós seja salvaguardado pela honra e vontade de Deus No qual

1

6

º

D O M I N G O C O M U M

2

4

D E J U L H O

(11)

devemos confiar

Cabe a cada oração ser, antes de mais, pois, um hino de confiança e de entre-ga, e não um caderno de reivindicações. Se assim for, a nossa oração será sempre acolhida, mesmo que não concretizada na nossa pequena lógica e sen-timentos menos nobres.

Que as nossas orações sejam, antes de mais, um hino de louvor Àquele que nos ama incondicionalmente, como um verdadeiro Pai o faz (e não necessá-ria, nem preferencialmente, o biológico), a Quem sabe de que precisamos e quando precisamos. Não nos esqueçamos também que o Senhor nos criou livres e responsáveis por nossas próprias decisões e que nossos atos têm con-sequências que não devemos imputar a Deus.

Clara Oliveira

O episódio que nos é hoje proposto como Evangelho mostra a dificuldade que os discípulos têm em entender e acolher a proposta de Jesus. Para Tiago, para João e para os outros discípulos, o que parece contar é a satisfação dos próprios sonhos pessoais de grandeza, de ambição, de poder, de domínio. Não os preocupa fazer da vida um serviço simples e humilde a Deus e aos irmãos; preocupa-os ocupar os primeiros lugares, os lugares de honra… Jesus, de forma simples e directa, avisa-os de que a comunidade do Reino não pode funcionar segundo os modelos do mundo. Aqui não há meio-termo: quem não for capaz de renunciar aos esquemas de egoísmo, de ambição, de domínio, para fazer da própria vida um serviço e um dom de amor, não pode ser discípulo desse Jesus que veio para servir e para dar a vida.

A narrativa convida-nos a repensar a nossa forma de nos situarmos, quer na família, quer na escola, quer no trabalho, quer na sociedade. A instrução de

(12)

Jesus aos discípulos que o Evangelho nos apresenta é uma denúncia dos jogos de poder, das tentativas de domínio sobre aqueles que vivem e cami-nham a nosso lado, dos sonhos de grandeza, das manobras patéticas para con-quistar honras e privilégios, da ânsia de protagonismo, da busca desenfreada de títulos, da caça às posições de prestígio… O cristão tem, absolutamente, de dar testemunho de uma ordem nova no seu espaço familiar, colocando-se numa atitude de serviço e não numa atitude de imposição e de exigência; o cristão tem de dar testemunho de uma nova ordem no seu espaço laboral, evi-tando qualquer atitude de injustiça ou de prepotência sobre aqueles que dirige e coordena; o cristão tem sempre de encarar a autoridade que lhe é confiada como um serviço, cumprido na busca atenta e coerente do bem comum. Na nossa sociedade, os primeiros são os que têm dinheiro, os que têm poder, os que frequentam as festas badaladas nas revistas da sociedade, os que ves-tem segundo as exigências da moda, os que têm sucesso profissional, os que sabem colar-se aos valores politicamente corretos… E na comunidade cristã? Quem são os primeiros? As palavras de Jesus não deixam qualquer dúvida: “quem quiser ser o primeiro, será o último de todos e o servo de todos”. Na

(13)

comunidade cristã, a única grandeza é a grandeza de quem, com humildade e simplicidade, faz da própria vida um serviço aos irmãos. Na comunidade cris-tã não há donos, nem grupos privilegiados, nem pessoas mais importantes do que as outras, nem distinções baseadas no dinheiro, na beleza, na cultura, na posição social… Na comunidade cristã há irmãos iguais, a quem a comunida-de confia serviços diversos em vista do bem comunida-de todos. Aquilo que nos comunida-deve mover é a vontade de servir, de partilhar com os irmãos os dons que Deus nos concedeu.

A atitude de serviço que Jesus pede aos seus discípulos deve manifestar-se, de forma especial, no acolhimento dos pobres, dos débeis, dos humildes, dos marginalizados, dos sem direitos, daqueles que não nos trazem o reconheci-mento público, daqueles que não podem retribuir-nos… Seremos capazes de acolher e de amar os que levam uma vida pouco exemplar, os marginaliza-dos, os estrangeiros, os doentes incuráveis, os idosos, os difíceis, os que nin-guém quer e ninnin-guém ama?

Jorge Filipe Fernandes

O mal da ganância e da avareza representa um dos maiores flagelos do mun-do atual. Mas pelos vistos, sempre foi assim: o homem sempre se preocupou mais com os bens materiais do que com os dons espirituais. No tempo em que Jesus passou pela terra, o Deus único que se fez homem, esse mal já persistia. Olhar para o que o outro possui como quem olha para aquilo que poderia ser seu e não é, além da mesquinhez que o sentimento ou o gesto representam, também significa que a humanidade presta demasiada importância ao verbo ter e menor importância ao verbo ser.

Jesus conta uma parábola, após uma questão feita por um seu seguidor, que chamando-O por “Mestre”, lhe pede uma mediação jurídica na separação de bens de uma herança; como se fosse esse o papel de Jesus, “cargo” que,

(14)

obviamente, recusa ocupar. Antes (e como sempre faz) Jesus ilustra com um exemplo prático e percetível o que deveria ser a iluminação da consciência daquele irmão que se sente em posição inferior à do seu consanguíneo, relati-vamente à divisão dos bens de família. Este irmão que se sente “prejudicado” não está preocupado com a necessidade do outro, apenas com a sua própria satisfação pessoal.

Então, a parábola conta-nos que certo agricultor, que tinha acumulado muitos bens e riquezas, decidira guardá-las e viver dos seus rendimentos, sem que tivesse que fazer mais nada na vida. No entanto, esqueceu-se de fazer o “seguro”, ou seja, contou que tudo correria bem e que conseguiria conservar os seus bens por toda a vida. O que não contou foi que a sua vida pudesse não ser suficiente para consumir os bens acumulados e, ao invés de beneficiar outras vidas através de uma atitude de partilha de riqueza para com os mais pobres e necessitados, a sua soberba não o deixou e por isso não teve tempo para tudo consumir em vida.

(15)

Jesus aproveita para ensinar aos seus discípulos, que somos todos nós, que as riquezas servem para serem partilhadas com os mais necessitados, que para Deus o que conta é a riqueza que conseguimos acumular no nosso coração, o amor que podemos dar aos outros, através da dádiva, da partilha, do afeto, da atenção. O não abandonar nem ser indiferente para com as crianças, os idosos e ao mais necessitados; ser compreensivo para com os que estão aprisionados às suas faltas; tolerar os que nos tentam fazer mal e perdoar-lhes. Esse sim é o Reino de Deus, onde impera o amor e a caridade, onde a única riqueza ver-dadeira que existe é a Fé. Os bens materiais pertencem à terra, na terra fica-rão; os bens do espírito são eternos, com eles viveremos para sempre no Rei-no de Deus!

Rafael Coelho

RETIRO ESPIRITUAL

PARÓQUIA DO REDENTOR - 3 A 5 DE AGOSTO MOSTEIRO DE BANDE

“VÃO POR TODO O MUNDO

E PREGUEM A BOA NOVA A TODA A GENTE” INSCREVA-SE.

CONHEÇA O PROGRAMA E AS CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO JUNTO DE UM MEMBRO DA JUNTA PAROQUIAL

(16)

O 96º Sínodo da Igreja Lusi-tana Católica Apostólica Evangélica reuniu-se na Paróquia do Bom Pastor, Vila Nova de Gaia, de 9 a 11 de Junho de 2016, inspi-rado na instrução de Jesus aos discípulos na última ceia: «Se vocês derem muito fruto e mostrarem que são meus discípulos, a glória do meu Pai será manifestada» (S. João 15,8), de onde foi retirado o lema IGREJA: COMUNIDADE DE DISCÍPU-LOS QUE FAZ DISCÍPUDISCÍPU-LOS E GLORIFICA A DEUS.

Estiveram presentes membros do clero, representantes leigos das paró-quias e dos diferentes órgãos diocesanos. Ainda, convidados represen-tando o Conselho Mundial de Igrejas, a Convocação das Igrejas Episco-pais na Europa, a Igreja Espanhola Reformada Episcopal, a sociedade missionária US/USPG, as Igrejas Metodista e Presbiteriana, a Igreja Católica Romana e a Sociedade Bíblica de Portugal.

No decorrer dos trabalhos, foram apreciados diversos relatórios que espelham a atividade da Igreja nos domínios mais diversos, desde o ministério e a pastoral às questões de património e finanças, passando pelo cuidado que vem sendo posto na conservação dos registos históri-cos, até ao rico projeto de catecumenato que se vem revelando através do Curso Peregrino, que envolve já perto de centena e meia de pessoas em apenas cerca de meio ano de funcionamento. Entre outros assuntos foram também tratados aspetos relacionados com as áreas de comunica-ção, formação e projetos da Igreja, bem como questões da pastoral e ação dos jovens, tendo sido aprovada a constituição de um secretariado diocesano da juventude, visando o desenvolvimento do trabalho juvenil ao nível de toda a diocese, bem como a representação da juventude

lusi-A C O N T E C E U

(17)

tana a nível ecuménico.

O lema IGREJA: COMUNIDADE DE DISCÍPULOS QUE FAZ

DISCÍPU-LOS E GLORIFICA A DEUS quis recordar, nas palavras do Bispo Diocesano

que “fazer novos discípulos e fortificar a fé deve ser algo de natural e não de excecional no contexto da missão da Igreja diocesana e das paróquias em par-ticular (…). Neste sentido é importante que a Igreja assuma desenvolver novos pontos de missão onde o Espírito Santo nos chamar a fazê-lo. (…) Pontos de missão em casa de famílias, em cidades onde a Igreja Lusitana ain-da não está presente, em contextos de trabalho, de ensino e de serviço caren-tes do anúncio do Evangelho. Leigos e clero da Igreja, juntos na sua condição de batizados, são chamados a esta missão”.

Na celebração eucarística de encerramento do Sínodo Diocesano foram orde-nados ao presbiterado os diáconos Ilma Rios e Eduardo Júnior. Dando graças ao Senhor por este sinal de renovação e reforço do ministério sacramental, a Igreja reconhece a chamada de Deus a um maior testemunho do Seu Amor.

Adaptado da Mensagem do Sínodo da Igreja Lusitana PEREGRINO

Continuamos, neste mês de Junho, com os encontros do curso do Peregrino, tanto os 2 grupos que se renuem na nossa Paróquia, bem como o grupo se reúne em Coimbra. Continuam a ser momentos de grande partilha e partici-pação, por todos os

presen-tes, o que nos motiva e incentiva a esperar, ansiosamente, pelas sessões seguintes. Por tudo isto, damos Graças a Deus!

“Senhor, ensina-me o teu caminho, para que eu o siga fielmente.” (Salmo 86,11)

(18)

V

A I A C O N T E C E R

(19)

Dia 1

21h - Curso Peregrino

Dia 2

18h - Curso Peregrino

Dia 3

11h - Culto Dominical c/ Administração do Sacramento de Batismo 13h - Almoço Solidário - Centro Social do Bom Pastor, Candal

Dia 10

10h - Encontro de Reflexão / Escola Dominical 11h - Culto Dominical

Dia 17

11h - Culto Dominical

Dia 23

15h - Abertura da Loja Social c/ Oração breve da Tarde

Dia 24

10h - Encontro de Reflexão / Escola Dominical 11h - Culto Dominical

Dias 24 a 31

XXVII Edição dos Campos de Férias para Crianças – Centro de Férias do ACM - Foz do Arouce, Lousã

Dia 30

Picnic – Avós a brincar

Dia 31

11h - Culto Dominical - Dia dos Avós

Dias 31 a 7 de agosto

XXVII Edição dos Campos de Férias para Jovens – Centro de Férias do ACM - Foz do Arouce, Lousã

J

U L H O

A

G E N D A P A R O Q U I A L E D I C O E S A N A

(20)

A

CTIVIDADESREGULARES DA

P

ARÓQUIA Templo - Rua Visconde de Bóbeda Área social - Rua Barão de S. Cosme, 223

Cultos Dominicais - 11 horas

Escola Dominical - 2 classes (crianças e jovens) - Domingos, 10 horas Loja Social - 3º sábado de cada mês - 15h

Propriedade: Paróquia do Redentor ♦ Equipa Redatorial: Jorge Filipe Fernandes, José Manuel Santos, Pedro Miguel Fernandes ♦ Redação: Rua Barão de S. Cosme, 223 4000-503 PORTO ♦ Periodicidade: Mensal ♦ Contactos: www.paroquiaredentor.org; [email protected]; [email protected]

O conteúdo dos diferentes artigos deste Boletim é da responsabilidade dos seus autores, e não

representa necessariamente a posição da Paróquia do Redentor ou da Igreja Lusitana.

Ú

L T I M A P A G I N

A Férias! Chegaram as tão merecidas e ansiadas férias… Mas como cristãos, “não podemos tirar férias”!?

Por isso é necessário levar Deus por onde formos. Já que temos mais tempo nas férias, porque não reservar um tempo maior para Deus? Meditar a palavra de Deus no silêncio de um local diferente de onde vivemos, ler a Bíblia, contemplar as paisagens e agradecer a Deus pela sua criação…

E o mais importante: onde passar as suas férias, procurar uma igreja próxima para participar no Culto pelo menos aos domingos.

Referências

Documentos relacionados

Figura 8 – Isocurvas com valores da Iluminância média para o período da manhã na fachada sudoeste, a primeira para a simulação com brise horizontal e a segunda sem brise

Nota 1) Dependendo do tipo e espessura do papel, poderá ser necessário alterar as definições para o sombreamento da impressão. Para alterar as definições de sombreamento, utilize

também, de Augusto Abelaira. Organizado por Paulo Alexandre Pereira. Aveiro: Universidade de Aveiro, 2008. Grandes Romances).. Ensaio de

Na sua qualidade de instituição responsável pela organização do processo de seleção, o Secretariado-Geral do Conselho garante que os dados pessoais são tratados nos termos do

Todo software e todo hardware de que uma empresa necessita para atingir seus objetivos organizacionais.. O que é um sistema

No 8º dia após o último comprimido de DELLAX 20 e DELLAX 30 (ou seja, após os 7 dias da semana de intervalo), inicie a fita seguinte, mesmo que a hemorragia não tenha parado.

Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi desen- volver um modelo biomecânico composto por per- na, retropé e antepé para avaliação do deslocamento angular dos segmentos do

Além dos membros externos e não indicados pelo acionista controlador, existem no conselho de administração os membros independentes, que, segundo a legislação