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OFICINA DE TEXTOS EM ESPANHOL AVANÇADO

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Academic year: 2022

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OFICINA DE TEXTOS EM ESPANHOL AVANÇADO

FRANCISCO THIBÉRIO ARRUDA SALES

U N I D A D E 1

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Conhecer a estrutura da escrita e da oralidade é um processo um tanto quanto prazeroso porque começamos a entender os “mecanismos” dos idiomas, estudamos desde o processo da arte pictórica até as novas tecnologias.

Nos dias de hoje, tanto a escrita quanto a oralidade se complementam, mas isso nem sempre foi assim: durante a Retórica Clássica, a escrita foi severamente criticada e demorou muito tempo para ser utilizada.

UNIDADE 1 | INTRODUÇÃO

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1. Entender e identificar primeiros resquícios da escrita.

2. Pensar sobre a formação da leitura no Ocidente.

3. Identificar a formação da escrita no Ocidente.

4. Aprender noções de Texto e Contexto.

UNIDADE 1 | OBJETIVOS

(4)

Provavelmente você deve conhecer alguma coisa sobre a origem da escrita, não é mesmo? Os primeiros registros da escrita são datados desde a Pré-História com a arte rupestre.

A ORIGEM DA ESCRITA: COMO TUDO COMEÇOU

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Esse tipo de arte consistia em fazer “desenhos” relatando o cotidiano da sociedade da época. Naquele período não existia sistema alfabético e as pessoas registravam suas atividades dentro das cavernas. Segundo o Portal São Francisco (2018), cientistas classificaram a arte rupestre em três grandes grupos:

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Pintura Zoomórfica: Esse tipo de pintura se relaciona diretamente com os animais sendo caçados ou em rituais.

Pintura Antropomórfica Esse tipo de pintura está diretamente vinculado com o cotidiano dos indivíduos daquela época, como por exemplo: caça, rituais, práticas sexuais etc.

Símbolos: Os cientistas criaram esse terceiro grupo porque não conseguiram criar mais subgrupos visto que nessa classificação inclui tudo aquilo que não é pintura Zoomórfica e Antropomórfica.

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De acordo com Raiter (2003), não é difícil internalizar o sentido comum de uma dada comunidade linguística, mesmo porque aos poucos isso vai acontecendo de maneira natural. Tanto o sentido comum quando as crenças individuais agregam no enriquecimento cultural de uma determinada comunidade linguística e isso varia de acordo com as experiências pessoais de cada indivíduo mesmo quando exista diferenças hierárquicas nos distintos grupos.

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A oralidade representa uma das formas de comunicação mais eficientes entre os seres humanos, segundo Ong (1987), diversos cientistas como antropólogos e sociólogos aprofundaram suas investigações no campo da oralidade e muitos deles começaram a estudar essa forma de comunicação desde a Pré-História.

A ESCRITA COMO BASE PARA A ORALIDADE

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Saussure (1914) elaborou teorias extremamente úteis para o desenvolvimento da Linguística como ciência afirmando que as palavras não são compostas por letras, senão por unidades funcionais de som ou de fonema.

É interessante destacar que a corrente Estruturalista foi uma das primeiras correntes a estudar com mais detalhe a oralidade.

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Tanto a Linguística Aplicada quanto a Sociolinguística contrastaram a oralidade primária com a expressão escrita. Ong (1987) afirma que o contraste entre os modos orais e escritos foram estudados com maior magnitude pelos estudos literários através do trabalho de Parry.

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Segundo Ong (1987), a escrita teve mais importância do que a oralidade porque o seu estudo era mais fácil e prático visto que estudar a oralidade de uma determinada comunidade linguística resultava bastante complexo entender toda a formação dialetal de uma determinada língua.

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Seguindo o raciocínio sobre a oralidade e a Retórica, percebemos que na Grécia Antiga, a escrita também foi desenvolvida e o fato do seu desenvolvimento não comprometeu a oralidade, na verdade, intensificou.

Intensificou no sentido de organizar a oratória de forma mais sistemática, dando forma a ciência em questão.

BREVE HISTÓRICO DA LEITURA NO OCIDENTE

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Podemos entender melhor porque a escrita foi mais estudada e mais analisada do que a oralidade: muitas características da oralidade se perderam com o tempo, pois não havia outra forma de registro, como é o caso das línguas ágrafas.

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Para a oralidade não existem limites, podemos expressar o que quisermos e da forma que quisermos, usando os recursos prosódicos do nosso próprio idioma, por exemplo. Já no caso da escrita, o autor afirma que é algo muito limitante, ou seja, a oralidade é passada para um papel formando um conjunto de letras e portanto, o que foi pronunciado fica preso, limitado no mundo da escrita.

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Para a oralidade não existem limites, podemos expressar o que quisermos e da forma que quisermos, usando os recursos prosódicos do nosso próprio idioma, por exemplo. Já no caso da escrita, o autor afirma que é algo muito limitante, ou seja, a oralidade é passada para um papel formando um conjunto de letras e portanto, o que foi pronunciado fica preso, limitado no mundo da escrita.

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A literatura possui um papel muito importante na oralidade das comunidades linguísticas. A Literatura oral não ficava só por aí, o mais interessante de tudo isso eram as estórias inventadas pelos nossos familiares. Essas estórias que foram/são construídas por eles representam vários aspectos de suas crenças e conhecimentos compartilhados.

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De acordo com Ong (1987), as comunidades orais geralmente consideram os nomes como classes de palavras e que ao mesmo tempo conferem poder sobre as coisas e isso, segundo o autor, pode ser provado na Bíblia, onde Adão, começou a colocar nome aos animais.

A DINÂMICA DA ORALIDADE

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A Literatura nesse período aconteceu entre os séculos V e XV até o início do Renascimento. O sistema daquela época era o sistema feudal e as pessoas eram autossuficientes. Naquela época, somente os membros da igreja e as pessoas avantajadas de dinheiro tinham acesso à educação, sem contar as mulheres que não tinham direito a aprender.

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Nesse período, como já foi mencionado, pouquíssimas pessoas tiveram acesso a educação e foi por esse motivo que a linguagem e o entendimento racional das pessoas foi manipulado, já que a maioria não sabia nem ler nem escrever.

Como prova disso, houve um movimento literário conhecido como Trovadorismo.

Esse movimento foi considerado o primeiro em língua portuguesa.

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Esse movimento surgiu na França, mas logo se espalhou por toda a Europa e existe um ponto muito importante a ser lembrado é que esse movimento sofria muita interferência da igreja, assim que, os temas abordados eram regulados.

Podemos considerar esse movimento literário mais voltado para a oralidade, visto que como a maioria das pessoas eram analfabetas, eles não podia ler textos.

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O Trovadorismo se caracteriza pelo uso do latim (em muitos casos) e também pelo relato de eventos históricos (sempre sendo regulados pela igreja).

Dando um enorme salto até os dias de hoje, percebemos que a maioria das civilizações apresentam uma língua que abarca a oralidade e a escrita. Até muito pouco tempo, a mulher não tinha acesso à educação, mas nos dias de hoje esse cenário mudou e o avanço tecnológico faz com que as pessoas estejam cada vez mais conectadas.

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BREVE HISTÓRICO DA ESCRITA NO OCIDENTE

É correto afirmar que a escrita é um dos processos de ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras, no entanto, devemos levar em consideração inclusive o nosso idioma materno, que é o português brasileiro.

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Graças ao avanço tecnológico, um texto escrito pode ser facilmente questionado: podemos enviar comentários para o autor de uma obra através de um e-mail, por exemplo. Falando das redes sociais, podemos, inclusive interagir com o autor em tempo real.

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Em suma, a principal críticas daqueles não adeptos ao uso da escrita é que o texto escrito não poderia ser refutado de forma direta. Essa não aceitação da escrita foi inclusive reforçada por Platão, onde na Sétima Carta, ele considera que a escrita é:

Inumana, ou seja, não é natural do ser humana, destrói a memória, debilita o pensamento e não produz respostas.

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Levando em considerando os dias de hoje, será que a escrita afetou de forma negativa a nossa memória ou foram as nossas atividades cotidianas que foram aumentando e precisamos registrá-las em algum lugar?

Se compararmos o processo de escrita antigamente com o de hoje, percebemos claramente uma acentuada diferença. Para escrever, antigamente era necessário uma série de ferramentas. Nos dias de hoje, um aparelho celular consegue resolver o nosso problema.

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Dando um salto e falando da Idade Média, percebemos que também nesse período a escrita também era considerada um grande tabu. Saber escrever, naquela época, era um privilégio para poucos, ou seja, era reduzido para os grupos mais nobres como a igreja, exemplo.

A ESCRITA TOMADA DE FORMA CONSCIENTE

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A sociedade daquela época fez com que os analfabetos acreditassem que os documentos escritos eram bruxaria para não despertar o interesse dos mesmos.

Isso se deu principalmente com os papeis comerciais para que os analfabetos não conhecessem as cifras.

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Enquanto antigamente as pessoas confiavam na palavra do outro, nos dias de hoje acontece exatamente o contrário. Ong (1987) afirma que uma pessoa alfabetizada nos dias de hoje geralmente acredita que a escrita tem mais força do que a palavra:

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No século em que vivemos, ou seja, no século XXI, estamos passando por uma transformação ainda mais profunda que é a substituição gradual pelos dispositivos eletrônicos. Para a nova geração, isso é encarado de forma natural visto que à medida que eles nascem e crescem, novos softwares estão sendo criados e atualizados para satisfazer as necessidades do indivíduo.

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De acordo com a Teoria da Linguística Textual, o texto é unidade linguística que é maior que uma frase. Para que isso aconteça, uma frase tem de combinar com a outra.

TEXTO E CONTEXTO

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A Linguística Textual (LT) é uma área da Linguística que surgiu na Europa na década de 60 tendo como seus principais precursores Halliday, Ducrot, Harris etc.

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As investigações pertinentes à essa ciência mudou a forma de ver e interpretar um texto visto que elas se basearam em três grandes linhas de estudo: Retórica, Estilística e Formalismo Russo.

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Para o autor Van Dijk (2012), para o estudo da comunicação, seja ela verbal ou não verbal, é necessário integrar as mais variadas disciplinas de humanidades para entender o seu contexto, ou seja, abordar unicamente a Linguística resulta insuficiente visto que as dimensões da comunicação não podem ser abarcadas somente pela Linguística.

CONTEXTO

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Dentro do contexto e segundo Van Dijk (2012), também devemos levar em consideração a forma que os indivíduos produzem e interpretam um determinado texto, ou seja, estaríamos falando agora da Psicologia Cognitiva, mesmo sabendo que não existe uma teoria específica para o uso do contexto.

Ainda sobre a Psicologia Cognitiva, Van Dijk (2012) faz referência a alguns aspectos que são relevantes para o entendimento do contexto.

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Nos estudos de texto e contexto, é normal que alguns autores estejam falando a mesma coisa, mas com uma terminologia um pouco diferente, como é o caso de Maingueneau (2005) e Van Dijk (2012).

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OBRIGADO!

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