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DIREITO ADMINISTRATIVO

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Academic year: 2022

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DIREITO ADMINISTRATIVO Resumo 3

Princípios da Administração Pública

▪ “O direito administrativo brasileiro consiste no conjunto harmônico dos princípios jurídicos que regem os órgãos, os agentes e as atividades públicas tendentes a realizar concreta, direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado”. (Hely Lopes Meirelles).

▪ Regime jurídico administrativo – regime de direito público (respeitando a supremacia e a indisponibilidade do interesse público).

1)Princípio da legalidade

* A Administração Pública só pode atuar conforme a lei autorize e determine.

* Os atos ilegais podem ser anulados pela própria AP (princípio da autotutela) ou pelo Poder Judiciário.

2) Princípio da impessoalidade

* Ausência de subjetividade no exercício da atividade administrativa (exemplo é a vedação ao nepotismo, a necessidade de licitação).

3) Princípio da moralidade

* O administrador público deve atuar com honestidade, ética, transparência, boa- fé e probidade.

* Penalidades aplicáveis àquele agente público que fere o princípio da moralidade: sanções administrativas (perda da função pública); sanções políticas (suspensão dos direitos políticos) e sanções civis (obrigação de ressarcir ao erário e declaração de indisponibilidade dos bens).

4) Princípio da Publicidade

* Trata-se da acessibilidade dos administrados aos atos praticados pela Administração Pública.

* É condição de eficácia aos atos administrativos.

* O administrado pode reclamar a publicidade dos atos da Administração Pública por meio de “direito de petição” e pela expedição de “certidões”.

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* A publicidade deve ser em órgão oficial da AP – diário oficial ou jornais contratados para publicação de atos oficiais. Além disso, podem os atos serem fixados na sede das prefeituras, câmaras municipais e assembleias legislativas.

5) Princípio da eficiência

* Satisfação das necessidades de modo menos oneroso para a Administração Pública.

Outros princípios:

- Princípio da supremacia do interesse público sobre o do particular.

- Princípio da indisponibilidade do interesse público (o administrador deve atuar nos limites da lei).

- Princípio da autotutela (É a possibilidade de revisão dos atos praticados pelo administrador público; pode resultar em anulação dos atos ilegais ou revogação dos atos inconvenientes ou inoportunos).

- Princípio da continuidade dos serviços públicos (Exceção são os casos de urgência e aviso prévio ao usuário do serviço público).

- Princípio da tutela ou controle (da Administração Pública direta sobre a AP indireta – “controle externo”).

- Princípio da isonomia (igualdade formal e material).

- Princípio da motivação (o administrador deve motivar, justificar, expressar todos os atos que edita; com indicação dos fatos e fundamentos jurídicos).

- Princípio da razoabilidade e proporcionalidade (adequação, necessidade ou exigibilidade e proporcionalidade strictu sensu).

- Princípio da boa-fé ou confiança

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Os atos praticados pela Administração Pública podem ser “convalidados”

quando observada a possibilidade de correção de vícios superáveis no ato.

A “Convalidação” também é chamada de aperfeiçoamento ou sanatória.

- Princípio da segurança jurídica

* garante a estabilidade do sistema jurídico.

Poderes da Administração Pública

▪ É uma prerrogativa da AP para buscar a supremacia e indisponibilidade do interesse público.

▪ Compõem a estrutura do Estado e integram a organização constitucional.

▪ “Poder – dever” de agir no interesse da coletividade.

▪ Características

*Irrenunciabilidade (obrigação de agir no interesse da comunidade).

* Observância ao princípio da legalidade (O administrador público só pode fazer o que a lei manda). O “abuso de poder” ocorre quando há excesso de poder (o administrador vai além do que por lei está determinado) ou desvio de finalidade (ou desvio de poder), que é o disfarce na conduta praticada pelo agente.

*Limite de competência (evitar o “excesso de poder”).

*Observância aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade.

Poderes em espécie

▪ Poder vinculado ou regrado – o agente público deve estar inteiramente preso ao enunciado da lei.

▪ Poder discricionário – o agente público pode lançar mão de um juízo de valor e de conveniência e oportunidade para escolher qua a melhor opção no caso concreto.

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▪ Poder disciplinar – é a possibilidade de o agente público aplicar sanção a um de seus subordinados em razão de prática de falta disciplinar. O agente público que sofrer sanção disciplinar pode defender-se sem auxílio de advogado (defesa técnica, sem que isso resulte em ofensa ao princípio da ampla defesa).

▪ Poder hierárquico – é o instrumento por meio do qual o Executivo distribui e escalona as funções de seus órgãos, ordena e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores de seu quadro de pessoal.

▪ Poder de Polícia – limita a atuação o particular em nome do interesse público.

Incide sobre a liberdade e a propriedade e não pode ser delegado para entes da iniciativa privada, exceto os atos materiais ou de mera execução.

O poder de Polícia possui os seguintes atributos; discricionariedade, autoexecutoriedade (independe e autorização do Poder Judiciário) e coercibilidade.

É autorizado à AP a aplicação sumária e sem defesa de sanção em situações urgentes, quando o particular agir de modo a pôr em risco a segurança ou a saúde pública ou quando tratar de situação de flagrância.

O poder de polícia é indelegável. O caso do capitão de navio é uma exceção a essa regra (Celso A. Bandeira de Mello).

▪ Poder regulamentar ou normativo – exercido quando o chefe do Executivo

“complementa a lei” por meio de ato normativo secundário (ex. Portaria, decreto, edital, circular).

Regulamentos autônomos ou independentes = são aqueles editados pela autoridade competente para dispor sobre matérias constitucionalmente reservadas ao Executivo.

Atos administrativos

▪ É toda manifestação de vontade da Administração Pública.

Classificação

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▪ Ato simples – é uma única manifestação da vontade. Pode ser singular ou colegiado.

▪ Ato composto – mais de uma manifestação de vontade e agentes em patamar de desigualdade no mesmo órgão.

▪ Ato completo – mais de uma manifestação de vontade e agentes em patamar de igualdade em órgãos diferentes.

▪ Quanto aos destinatários pode ser: gerais (erga omnis) ou normativos;

individuais ou especiais (singular ou plúrimo – exemplo: lista de aprovados em concurso).

▪ Quanto à exequibilidade podem ser: perfeitos (possuem todos os elementos necessários a sua execução); imperfeitos; pendentes (quando falta fator de eficácia para produção dos efeitos); e consumados.

Atributos

▪ Presunção de legitimidade (é relativa, ou seja, admite prova em contrário a administrado que alegar ilegalidade do ato).

▪ Autoexecutoriedade (exigibilidade + executoriedade).

▪ Tipicidade (o ato administrativo deve corresponder a figuras previamente descritas na lei).

▪ Imperatividade – o ato administrativo constitui unilateralmente em obrigações do administrado.

Elementos ou requisitos dos atos administrativos

▪ Forma – modo de exteriorização da vontade (regra: forma escrita – princípio da solenidade).

Vícios de forma:

a) Meras irregularidades (ato será válido).

b) Vícios sanáveis (ato é anulável, permite convalidação).

c) Vícios insanáveis (ato é nulo).

▪ Finalidade- busca do interesse público.

▪ Sujeito competente

- A competência (inerente ao cargo ocupado) é irrenunciável.

- A competência é definida:

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a. Em razão da matéria (especificidade da função a ser exercida);

b. Em razão da hierarquia;

c. Em razão do lugar;

d. Em razão do tempo.

Em situações excepcionais a competência poderá ser delegada (delegação) e acocada (avocação).

Referências

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