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Relatório Estágio Profissional

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Academic year: 2021

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MESTRADOINTEGRADOEMMEDICINA

R

ELATÓRIO

F

INAL

Estágio Profissionalizante do 6ºAno

JUNHO 2016

Ana R. D. Neto - A2010158

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Í

NDICE

1 Introdução ... 2

2 Objetivos Gerais ... 2

3 Corpo de trabalho ... 3

3.1 Estagio Parcelar de Pediatria ...3

3.2 Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia ...3

3.3 Estágio Parcelar de Saúde Mental ...4

3.4 Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar ...5

3.5 Estágio Parcelar de Medicina ...6

3.6 Estágio Parcelar de Cirurgia (e gastroenterologia) ...7

4 Elementos Valorativos ... 8

4.1 Estágio Opcional de Urologia ...8

4.2 Atividades extra-plano curricular no 6º Ano ...8

4.3 Atividades relevantes nos anos prévios ...9

5 Reflexão Crítica ... 9 6 Anexos ... 11 6.1 Anexo 1 ... 11 6.2 Anexo 2 ... 12 6.3 Anexo 3 ... 13 6.4 Anexo 4 ... 13 6.5 Anexo 5 ... 14 6.6 Anexo 6 ... 14 6.7 Anexo 7 ... 15 6.8 Anexo 8 ... 15 6.9 Anexo 9 ... 16

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1

I

NTRODUÇÃO

Integrado no plano curricular do 6º ano, do Curso 2010-2016, do Mestrado Integrado em Medicina (MIM) da NOVA Medical School | Faculdade de Ciências Médicas, o Estágio Profissionalizante teve a duração de trinta e duas semanas e decorreu em várias unidades hospitalares que estabeleceram protocolo com a faculdade. No seu programa estiveram contemplados os estágios parcelares de Pediatria, de Ginecologia e Obstetrícia, de Saúde Mental, de Medicina Geral e Familiar, de Medicina Interna e de Cirurgia.

Com o seguinte relatório, pretendo descrever sucintamente e analisar todas as atividades desenvolvidas no âmbito de cada estágio parcelar. No seguimento, incluo também elementos valorativos, tais como outros estágios realizados e atividades de formação extracurriculares, que se demonstraram relevantes na minha formação pré-graduada e que não foram objeto de avaliação. Termino com uma autorreflexão crítica, onde pretendo estabelecer uma comparação entre os objetivos estabelecidos para o 6º ano do MIM e a minha aprendizagem no decorrer do mesmo ano curricular.

2 O

BJETIVOS

G

ERAIS

No sentido de me preparar da forma mais satisfatória para o trabalho de um médico recém licenciado, procurei tirar o máximo partido de cada estágio parcelar de prática clínica tutelada, orientando-me pelos seguintes objetivos gerais: (1) rever, consolidar e ampliar o conhecimento teórico e aplicá-lo na prática clínica; (2) aperfeiçoar a colheita de história clínica, exame objetivo e procedimentos técnicos básicos de uma forma mais autónoma; (3) desenvolver estratégias de comunicação, ser capaz de estabelecer uma boa relação médico-doente, reconhecendo o indivíduo na sua dimensão pessoal, física, espiritual, familiar e social, e por último, (5) integrar-me nos diferentes serviços hospitalares e em equipas de trabalho, através da criação de uma relação profissional coerente com todos os profissionais de saúde.

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3

C

ORPO DE TRABALHO

3.1 ESTAGIO PARCELAR DE PEDIATRIA

O estagio de Pediatria decorreu entre 14/9 e 9/10/2015, na Unidade de Adolescentes do Hospital de Dona Estefânia - CHLC, EPE sob a tutoria da Mestre Leonor Sassetti. Partiu de mim a vontade de escolher um hospital exclusivamente dedicado à pediatria, num serviço de doentes de uma faixa etária com a qual não estava familiarizada. Sob orientação da minha tutora, exerci algumas funções na enfermaria (tais como o registo de diários clínicos e a elaboração de notas de entrada e de notas de alta), participei nas suas consultas e tomei parte nas sessões clínicas do hospital. O meu estágio ficou enriquecido com a minha passagem (1) no Serviço de Urgência, que me permitiu um contacto com a patologia aguda em Pediatria, em um espectro de idades mais alargado; (2) no Serviço de Imunoalergologia (com o Dr. João Marques) e (3) no Serviço de Cardiologia Pediátrica no Hospital de Santa Marta, CHLC, EPE (com o Dr. Tiago Rito) que me permitiram testemunhar um leque de patologias e de cuidados pediátricos mais especializados. Menciono um último momento-chave do estágio, o Seminário de Pediatria realizado pelos alunos, onde foram realizadas e discutidas apresentações de variados temas. A minha apresentação, “Só feio, ou algo mais?”, relacionou-se com a abordagem médica de síndromes genéticos no âmbito dos Cuidados de Saúde Primários e foi elaborada com auxilio da Dr.ª Márcia Rodrigues e da Dr.ª Inês Santos do Serviço de Genética Medica do HDE.

3.2 ESTÁGIO PARCELAR DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

O estagio parcelar de Ginecologia e Obstetrícia decorreu entre 12/10 e 6/11/2015, no Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Beatriz Ângelo, sob a tutoria da Dra. Amália Martins. O estágio foi dividido em dois períodos referentes a cada um dos domínios da especialidade, excetuando-se a passagem pelo Bloco de Ginecologia e pelo Serviço de Urgência que tiveram uma periodicidade semanal. Esta separação permitiu-me adquirir conhecimentos e

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competências de uma forma mais orientada, mais gradual e, por conseguinte, mais consistente, o que considero ter sido essencial para a fase de formação em que me encontro. Nas duas semanas de Obstetrícia, tive a oportunidade de assistir a um número considerável de consultas de gravidezes saudáveis e de risco, permitindo-me agora estar confortável com a colheita de uma história clinica dirigida, exame objetivo da mulher grávida e com os procedimentos protocolados que este acompanhamento exige. Passei também pela Enfermaria de Obstetrícia e pelo puerpério.

Nas semanas dedicadas à Ginecologia, frequentei a Consulta Externa de Ginecologia e de Senologia, bem como a sala de exames ginecológicos.

As sessões clinicas do serviço constituíram momentos de formação teórica complementar com apresentações realizadas pelos internos do Internato Complementar de Ginecologia e Obstetrícia e pelos alunos do 6º ano. A minha apresentação, “Náuseas e Vómitos na Gravidez”, teve como objetivo partilhar uma síntese das guidelines de setembro de 2015 do American

College of Obstetricians and Gynechologists sobre o tratamento das náuseas e dos vómitos da

gravidez.

3.3 ESTÁGIO PARCELAR DE SAÚDE MENTAL

O estagio de Saúde Mental decorreu entre 9/11 e 4/12/2015, no Serviço de Psiquiatria Geral e Transcultural do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do CHLC, EPE, sob a tutoria do Dr. Francisco Moniz Pereira. Os objetivos específicos passaram pela (1) aquisição e maturação de conhecimentos adquiridos referentes ao diagnóstico e à intervenção clínica em Saúde Mental, (2) sensibilização para aspetos de saúde pública e de organização dos cuidados de saúde mental e ultimamente por (3) integrar os alunos em atividades de investigação no âmbito da Saúde Mental.

O plano estipulou três dias semanais de prática clínica no local de estágio atribuído (segunda, quarta e sexta-feira) e dois dias livres para a realização de atividades de investigação

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propostas e orientadas pela regência da Unidade Curricular. Foi-me proporcionada a oportunidade de contactar com as várias atividades do Serviço de Psiquiatria Geral e Transcultural, na unidade de internamento, na Consulta Externa, no Grupo Psicoterapêutico Aberto e no Serviço de Urgência. Tive também a oportunidade de participar nas reuniões do Serviço de Alcoologia, onde os doentes são semanalmente entrevistados de forma individual. Foi também importante o contacto com a atividade de formação dos Internos do Internato Complementar em Psiquiatria, tendo sido possível assistir a várias conferências e palestras integradas nesta formação.

Deste estágio também fizeram parte duas aulas teórico-práticas lecionadas pelo Professor Miguel Xavier, que tiveram uma componente essencialmente prática.

3.4 ESTÁGIO PARCELAR DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR

O estágio de Medicina Geral e Familiar decorreu entre 7/12 e 18/12/2015 e 4/01 e 15/01/2016, na Unidade de Saúde Familiar do Arco, sob a tutoria da Dr.ª Rita Tato. Os objetivos específicos tiveram enfoque na abordagem médica centrada no doente, tendo em consideração os seus fatores somáticos, psicológicos e sociais. Presenciei consultas de MGF e de Enfermagem, programadas e abertas, de saúde de adultos, de saúde infantojuvenil, de planeamento familiar e de saúde materna; fiz domicílios ora acompanhando a minha tutora, ora acompanhando a equipa de Enfermagem e com tudo isto pude contactar com uma população deveras heterogénea social, económica e culturalmente, tendo presente, o desafio que existe na adaptação constante do discurso e no desenvolvimento de estratégias de comunicação, entre todos os outros (desde uma distribuição etária muito repartida ao universo de patologias). Na USF do Arco, deparei-me com um trabalho complementar e sinérgico entre a equipa de médicos e de enfermeiros que proporcionam, sem dúvida, uma melhor prestação de cuidados de saúde. Ressalvo também a constante utilização dos indicadores de saúde que, na minha opinião, são uma excelente forma de avaliar, não só o trabalho do médico, mas também a própria evolução

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da lista de doentes atribuída a cada médico de família. E o mote que constituem frequentemente para descobrir novas preocupações dos doentes.

Relativamente a aspetos menos positivos, não foram muitas as oportunidades para dar consultas sozinha por falta de gabinetes disponíveis, levanto a hipótese de o espaço físico da USF estar aquém da sua capacidade formativa.

3.5 ESTÁGIO PARCELAR DE MEDICINA

O estágio de Medicina Interna decorreu entre 25/01 e 18/03/2016, no Serviço de Medicina 1.2. do Hospital de São José do CHLC, EPE, sob a tutoria da Drª. Isabel Luiz.

Tive a oportunidade de acompanhar a evolução de um número satisfatório de doentes, exercitando a colheita de anamneses e o registo clínico e ganhando mais sensibilidade para as alterações mais subtis no exame objetivo. Integrei-me nas rotinas do serviço e aprendi sobre aspetos mais burocráticos que também constam na “to do list” do médico.

No Serviço de Urgência cumpri uma media de 6 horas semanais tendo colaborado com vários especialistas no balcão e no SO.

Destaco a grande componente pedagógica que caracteriza o Serviço de Medicina 1.2., com sessões clinicas diárias e reuniões periódicas com especialidades como a radiologia e a neurorradiologia para a discussão de casos clínicos. Garantem a aquisição e a atualização regulares de conhecimentos teóricos e práticos, fazendo com que todos os profissionais do serviço, do assistente graduado ao aluno do 6º ano, tenham parte no aumento da qualidade da prestação de cuidados. No contexto destas sessões e motivada por uma doente internada, fiz uma apresentação que teve como objetivo fazer uma revisão de conteúdos sobre o diagnóstico e tratamento da doença das células falciformes e respetivas complicações.

Esta unidade curricular incluiu também uma componente teórico-prática caracterizada por seminários no âmbito da prática clínica, no edifício da faculdade.

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3.6 ESTÁGIO PARCELAR DE CIRURGIA (E GASTROENTEROLOGIA)

O estagio de Cirurgia decorreu entre 28/03 e 20/05/2016, no Serviço de Cirurgia Geral do Hospital da Luz, sob a tutoria do Dr. César Resende.

Os objetivos mais específicos a que me propus no inicio do estágio, foram: (1) caracterizar e diagnosticar situações clínicas prevalentes no adulto no contexto da Cirurgia Geral e saber propor medidas terapêuticas adequadas, (2) familiarizar-me com os procedimentos cirúrgicos mais vulgares e com os instrumentos utilizados, (3) participar em procedimentos cirúrgicos e aprender a suturar.

As atividades por mim desenvolvidas neste período podem dividir-se em quatro grupos: (1) uma semana de sessões teórico-práticas no Hospital Beatriz Ângelo, (2) uma semana no atendimento medico geral do Serviço de Urgência do Hospital da Luz, (3) quatro semanas inteiramente dedicadas a cirurgia geral e respetivas valências (consulta externa, atendimento permanente e bloco operatório) e, tal como qualquer aluno que tenha estagiado no hospital Beatriz Ângelo ou no Hospital da Luz, (4) duas semanas de uma especialidade opcional, entre Gastroenterologia, Anestesiologia e Cuidados intensivos.

Este estágio constituiu um momento importante na minha formação. No âmbito da Cirurgia Geral, assisti a várias consultas e participei em vários procedimentos cirúrgicos, que me permitiram contactar com as patologias mais comuns aqui contextualizadas e desenvolver algumas competências técnicas. Por outro lado, pude também explorar as várias valências da especialidade de Gastrenterologia (consulta externa, exames endoscópicos e colaboração da especialidade no bloco operatório) e complementar o contacto curto que tivera previamente, no quinto ano do MIM.

O estágio terminou com o Minicongresso de Cirurgia Geral, representado pelos alunos. Neste congresso fiz uma exposição intitulada de “Maus vizinhos: Um caso clinico de Fístula Retovaginal” que explorou a resolução cirúrgica de um caso clínico complexo.

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4 E

LEMENTOS

V

ALORATIVOS

4.1 ESTÁGIO OPCIONAL DE UROLOGIA

O estágio de Urologia decorreu entre 23/05 e 3/06/2016 no Serviço de Urologia do Hospital de São José, CHLC, EPE, sob a tutoria do Dr. Cabrita Carneiro. Com esta escolha, pretendi colmatar o que considerei constituir uma lacuna no meu currículo (dado não ter contactado com a especialidade de urologia nos anos prévios). Não obstante do estágio ter sido de apenas de duas semanas, os médicos do serviço foram bastante recetivos e deram-me a oportunidade de conhecer de perto várias das vertentes da especialidade. Participei nas visitas diárias aos doentes do serviço, na Consulta Externa, nos exames de urologia, no Serviço de Urgência e no Bloco Operatório. O estágio superou a expectativa que tinha criado, por se ter revelado particularmente rico na aquisição de competências técnicas, tendo tido a oportunidade de algaliar alguns doentes e de participar em vários procedimentos cirúrgicos.

4.2 ATIVIDADES EXTRA-PLANO CURRICULAR NO 6º ANO

- Associação de Estudantes: Membro da Comissão Organizadora da edição 1.0. do Projeto Marca Mundos (ANEXO 1).

- Cursos/Congressos/Formações: (1) Dia do Serviço Nacional de Saúde: Comemoração dos 50 anos do PNV a 15 de setembro no Hospital de Dona Estefânia (ANEXO 2), (2) iMED Conference 7.0., organizado pela AEFCM, no Centro Cultural de Belém, entre 16 e 19 de setembro de 2015 (ANEXO 3), (3) Curso de Suporte Básico de Vida, pela European

Ressucitation Council (ANEXO 4) e (4) Congresso Português de Cardiologia 2016: “O pulsar da Ciência”, organizado pela Sociedade Portuguesa de Cardiologia, no Hotel Tivoli de Vilamoura, entre 21 e 26 de abril de 2016 (ANEXO 5).

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4.3 ATIVIDADES RELEVANTES NOS ANOS PRÉVIOS

- Formação/Congressos: (1) Programa Erasmus no ano letivo 2013/2014 – tendo concluído 11 meses do meu plano de estudos na Faculdade de Medicina e Centro Hospitalar e Universitário de Limoges, Franca; (2) Programa CEMEF (Curtos Estágios Médicos Em Férias) em julho de 2013, no Serviço de Cirurgia Cardiotorácica do Hospital de São João (ANEXO 6);

- Associação de Estudantes: (1) Membro da Comissão Organizadora da 1ª edição do Projeto Saúde Porta a Porta entre 2012 e 2013 (ANEXO 7); (2) Membro do Conselho de Ação Social da Universidade NOVA de Lisboa no ano letivo de 2012/2013 (ANEXO 8); (3) Colaboradora no Departamento de Saúde Reprodutiva e SIDA entre 2010 e 2012 (ANEXO 9).

5 R

EFLEXÃO

C

RÍTICA

Termino este relatório com uma autorreflexão crítica sobre o Estágio Profissionalizante, no que se repercutiu na minha formação em Medicina e de que forma se combinou com as expectativas e com as necessidades que reconheci em mim no inicio do ano letivo.

No culminar deste ano profissionalizante, no seguimento de mais cinco de formação, esperava ser capaz de mobilizar os meus conhecimentos para diagnosticar e solucionar problemas clínicos comuns entre os diferentes grupos de doentes, de saber analisar o doente como um todo, valorizando e contextualizando as suas queixas e conseguindo desvendar os seus problemas, através da uma formulação de hipóteses diagnósticas adequadas (com base numa boa anamnese e sensibilidade ao exame objetivo) e pedido racional de exames complementares de diagnóstico. E neste sentido, a minha expectativa não saiu defraudada, pois considero ter globalmente atingido os objetivos gerais e específicos a que me propus. O rácio de 1:1 de estudante para tutor e a duração mínima de quatro semanas que cada estágio teve, revelaram-se cruciais para a consolidação de aspetos teóricos da pratica clínica, para a aprendizagem de procedimentos técnicos e sobretudo para alimentar a minha vontade de ser

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melhor. Gostaria de destacar o estágio parcelar de Medicina, no papel que teve na promoção da minha autonomia na prática clínica e no “boost” de confiança que me conferiu sobre as minhas próprias capacidades. Colocou-me à prova de vários desafios, de natureza tecnocientífica, no exercício da relação médico-doente e nas responsabilidades que me foram confiadas ao estar integrada numa equipa de trabalho. Consolidei em mim a importância do método e do empenho diários no exercício profissional, bem como da responsabilidade do Médico em acompanhar o ritmo do desenvolvimento científico para estar à altura das necessidades do doente e da sua expectativa no recorrer aos Cuidados de Saúde.

Tenho consciência da Educação Médica como um processo complexo, gradual e cumulativo. Um percurso longo, de recursos variados. Que se estende para além da aquisição de uma formação científica sólida e de uma aprendizagem de competências e de gestos técnicos, mas que também requer a apreensão de um sentido ético e moral, de interesse pelo outro e sobretudo, espírito de serviço. Neste sentido, não pude deixar de mencionar algumas das atividades extracurriculares das quais tirei partido ao longo do meu percurso na Faculdade de Ciências Médicas. Tive oportunidades maravilhosas para participar e desenvolver alguns projetos que tiveram tanto impacto na comunidade como em mim própria. Fazer-me útil dá-me prazer e sentido. Adquiri competências de diálogo, liderança, trabalho de equipa, gestão de stress e de conflito e estabelecimento de relações interpessoais, que me serão úteis, no futuro, nas equipas médicas que virei a integrar.

Termino esta apreciação com o sentimento de dever cumprido e com a certeza de que, muito embora esta etapa esteja a terminar, o meu papel de estudante não fica por aqui.

Gostaria de deixar um profundo agradecimento a todos os Regentes, Professores, Tutores e Colegas de curso que me acompanharam nestes seis anos de MIM e que contribuíram para a minha formação pessoal e profissional.

Ana Rita Dias Neto Lisboa, 13 de junho de 2016

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6 A

NEXOS

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6.3 ANEXO 3

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6.5 ANEXO 5

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6.7 ANEXO 7

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Referências

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