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Relatório estágio profissional

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Academic year: 2021

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Mestrado Integrado em Medicina

Teresa Maria Ferreira Ribeiro | 2014444

Ano Letivo 2019/2020

Orientador | Doutor Diogo Albergaria

Regente | Professor Doutor Rui Maio

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“Recomeça… Se puderes Sem angústia E sem pressa. E os passos que deres, Nesse caminho duro Do futuro Dá-os em liberdade. Enquanto não alcances Não descanses De nenhum fruto queiras só metade. E, nunca saciado, Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar. Sempre a sonhar e vendo O logro da aventura. És homem, não te esqueças! Só é tua a loucura Onde, com lucidez, te reconheças…” Miguel Torga

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Agradecimentos

A ti, avô, que me ensinaste que a vida é um longo caminho e, enquanto viajante, chegarei ao fim extenuada, mas realizada.

A vocês pais, mano e amigos que me acompanharam nesta minha sisuda gravidade de ser sonhadora. A ti, Sam, companheiro de aventuras e desventuras, por permitires que este sonho se tenha tornado realidade.

A todos os doentes que, dia após dia, me ensinaram o logro da vida em Medicina.

Aos meus tutores, professores e colegas agradeço cada momento de aprendizagem e toda a confiança que depositaram no meu trabalho.

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1. Introdução ... 2

2. Síntese das atividades desenvolvidas ... 3

2.1. Estágio Parcelar de Cirurgia (Hospital da Luz de Lisboa) ... 3

2.2. Estágio Parcelar de Medicina (Hospital CUF Descobertas) ... 3

2.3. Estágio Parcelar de Saúde Mental (CHULC - Hospital Dona Estefânia, Clínica do Parque) ... 4

2.4. Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar (USF São Julião) ... 5

2.5. Estágio Parcelar de Pediatria (CHLO - Hospital São Francisco Xavier) ... 6

2.6. Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia (CHULC - Maternidade Dr. Alfredo da Costa) ... 6

3. Elementos valorativos ... 7

4. Reflexão crítica ... 7

5. Anexos ... 10

Lista de abreviaturas, acrónimos e siglas:

AP – Atendimento Permanente; ATLS – Advanced Trauma Life Support; BO – Bloco Operatório; CEMEF –

Curtos Estágios Médicos em Férias; CHLO – Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental; CHULC – Centro

Hospitalar Universitário de Lisboa Central; DSM-5 – Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders; ECD – Exames Complementares de Diagnóstico; IFMSA – International Federation of Medical Students

Associations; MIM – Mestrado Integrado em Medicina; NICE – National Institute for Health and Care

Excellence;NMS|FCM – Nova Medical School | Faculdade de Ciências Médicas; PECLICUF – Programa de

Estágios Clínicos em Unidades de Saúde CUF; PHDA – Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção; SO – Serviço de Observação; SU – Serviço de Urgência; TEAM – Trauma Evaluation and Management; UC

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1. Introdução

O presente relatório descreve a súmula das atividades desenvolvidas e das competências adquiridas no Estágio Profissionalizante do 6.º ano do MIM da NMS|FCM, no ano letivo de 2019/2020, tendo por base a minha observação e atuação, de forma tutelada, nos 6 estágios parcelares que o compõem: Cirurgia, Medicina, Saúde Mental, Medicina Geral e Familiar, Pediatria e Ginecologia e Obstetrícia

(ANEXO 1). Encontra-se estruturado em 4 partes fundamentais - Introdução, Síntese das atividades

desenvolvidas, Elementos valorativos e Reflexão crítica - e, no fim, constam os Anexos. Na Introdução explicito o seu fio condutor e destaco os objetivos que considero fundamentais ver atingidos neste ciclo de aprendizagem. Na Síntese das atividades desenvolvidas refiro-me à minha vivência em cada estágio parcelar e na secção Elementos valorativos elenco e explicito, sumariamente, a importância das atividades extracurriculares em que participei, no sentido de melhorar a minha formação enquanto futura médica. Por fim, na Reflexão crítica, analiso, retrospetivamente, o cumprimento/incumprimento dos objetivos globais, assim como expresso a minha opinião face às alterações introduzidas por força da pandemia provocada pelo vírus SARS-CoV-2; reflito sobre as atividades extracurriculares em que participei; e identifico lacunas formativas, que espero colmatar durante a formação específica.

A formação médica pré-graduada, como se pode ler n’O Licenciado Médico em Portugal, tem como objetivo dotar futuros médicos com o conjunto de conhecimentos e competências clínicas, científicas e sociais necessárias ao exercício da profissão médica e à promoção da saúde e bem-estar das comunidades em que estão inseridos1. Tendo em consideração estes pressupostos delineei os

seguintes objetivos gerais a atingir nos 6 estágios parcelares:

1. Utilizar os conhecimentos previamente adquiridos, ao longo do MIM, no que concerne à estruturação do raciocínio clínico e terapêutico das patologias mais frequentes, com base na premissa da melhoria contínua;

2. Consolidar as aptidões clínicas e treinar os procedimentos práticos, de modo a efetuar uma avaliação e gestão adequadas do doente, não descurando a capacidade de estratificar a gravidade de cada situação;

3. Aplicar os conhecimentos referentes à prevenção da doença e promoção da saúde nos diferentes géneros e faixas etárias;

4. Melhorar as minhas capacidades de comunicação com o doente e sua família, mantendo, concomitantemente, uma relação interprofissional adequada, no sentido de adquirir uma autonomia e responsabilidade crescentes;

5. Contribuir para uma melhor prática clínica diária, sabendo distinguir a informação médica revelante e transmiti-la aos pares, de forma clara e rigorosa.

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2. Síntese das atividades desenvolvidas

2.1 Estágio Parcelar de Cirurgia (Hospital da Luz Lisboa)

O estágio de Cirurgia teve a duração de 8 semanas (de 9/09 a 31/10/2019) e compreendeu uma semana de aulas teórico-práticas (incluindo o curso TEAM – ANEXO 4), 5 semanas dedicadas à Cirurgia

(BO e Consulta Externa), sob orientação do Dr. César Resende, e duas semanas de estágio opcional na Unidade de Cuidados Intensivos, sob orientação do Dr. António Messias. Defini como objetivos principais aperfeiçoar os gestos cirúrgicos simples aprendidos na UC de Cirurgia Geral (3.º ano), de modo a realizá-los com maior autonomia e destreza; consolidar os conhecimentos e competências referentes à prevenção, semiologia, diagnóstico e tratamento das principais patologias cirúrgicas; e avaliar corretamente o doente no pré e pós-operatório. O acompanhamento do tutor, a par de um rácio tutor:aluno de 1:2, revelou-se fulcral no cumprimento destes objetivos. Com efeito, também o estágio opcional na UCI me permitiu uma observação e intervenção no pós-operatório imediato, com a qual não tinha contactado até então.

No Bloco Operatório, acompanhei o meu tutor em 42 cirurgias, tendo a maioria delas correspondido a patologia herniária (25%), seguida de patologia colorretal e tiroideia (17,5%). Durante este período pude participar em alguns atos cirúrgicos, como 1.ª ou 2.ª ajudante, num total de 6, o que me permitiu melhorar o meu desempenho nas técnicas de desinfeção cirúrgica, métodos de assepsia e comportamento no BO, e executar algumas tarefas, tais como: suturas simples ou manejo de trocars e da câmara em cirurgias laparoscópicas. Assisti a um total de 50 consultas, das quais 40% corresponderam a “primeiras vezes” e 60% a “seguimentos”. A patologia observada na consulta foi de natureza benigna em 85% dos casos e correspondeu essencialmente a patologia da parede abdominal (hérnias inguinais e epigástricas) e a litíase biliar. Semanalmente, assisti à Reunião Multidisciplinar de Decisão Terapêutica, na qual se discute a melhor abordagem para os doentes com tumores gastrointestinais. A título exemplificativo destaco o caso de um doente que veio à consulta do Dr. César Resende por aparente hemorroida, e que, após colonoscopia, lhe foi diagnosticado um adenocarcinoma do reto T2N0M0.

No Minicongresso de Cirurgia, apresentei o trabalho subordinado ao tema “Endometriose: análise do papel da Cirurgia Geral” (ANEXO2).

2.2 Estágio Parcelar de Medicina (Hospital CUF Descobertas)

O estágio de Medicina decorreu entre os dias 4 de novembro a 20 de dezembro de 2019 e 6 a 10 de janeiro de 2020, num total de 8 semanas, sob orientação da Dr.ª Joana Simões. Estabeleci como objetivos pessoais consolidar a abordagem ao doente (anamnese, exame objetivo e comunicação), assim como aperfeiçoar os conhecimentos e competências referentes à estratificação da gravidade, diagnóstico e tratamento das patologias mais frequentes na população.

Diariamente acompanhava um total de 5 doentes no Internamento. Este acompanhamento baseou-se sobretudo na anamnebaseou-se e exame objetivo, com registo da sua obbaseou-servação em diário clínico,

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consulta das ocorrências de Enfermagem e da folha terapêutica, e avaliação dos resultados dos ECD solicitados. Posteriormente, os doentes eram discutidos com a tutora, de modo a abordar-se a sua evolução clínica, requisitar-se ECD ou a elaborar-se uma nova proposta terapêutica (se aplicável). Destaco um caso menos comum e semiologicamente interessante, do qual elaborei a história clínica, o de uma senhora, de 66 anos, que recorreu ao AP por dispneia e tosse persistentes, e cujo diagnóstico foi de derrame pleural neoplásico assintomático. Em termos globais, acompanhei a evolução de 45 doentes internados. Cerca de 50% dos internamentos deveram-se a patologias infeciosas, destacando-se como mais frequentes a Pneumonia adquirida na comunidade e as Infeções do trato urinário. Familiarizei-me igualmente com a elaboração de notas de alta, tendo redigido duas de forma autónoma, e com a apresentação de doentes na Visita Médica semanal do Serviço, discutindo as propostas individuais estabelecidas para cada um. Quinzenalmente acompanhei a minha tutora nas suas intervenções no SO do AP, exercendo as mesmas competências que na Enfermaria. Desta experiência, destaco um caso de malária, numa jovem de 20 anos, o que comprova a vasta distribuição nosológica passível de se observar neste Serviço. Na Consulta Externa, com autonomia parcial na realização da anamnese e do exame objetivo, participei num total de 38 consultas, das quais 32% corresponderam a “primeiras vezes”, 55% a “seguimentos” e 13% a “seguimentos pós-alta hospitalar”. Neste contexto, realço o caso de um doente hipertenso e com insuficiência renal, que recorreu a várias consultas de especialidade, sem melhoria. Após seguimento em consulta conseguiu-se a reversão e estabilização do quadro, o que traduz o carácter integrador desta especialidade. A frequência das diferentes valências do Serviço possibilitou-me, pois, alcançar os objetivos.

Por fim, acrescentar que assisti aos 2 seminários, lecionados na NMS|FCM, às sessões clínicas semanais do hospital e apresentei um seminário subordinado ao tema “Síndrome nefrótica: a propósito de um caso clínico” (ANEXO 2).

2.3 Estágio Parcelar de Saúde Mental (CHULC - Hospital Dona Estefânia, Clínica do Parque)

O estágio de Saúde Mental teve a duração de 4 semanas (de 20/01 a 14/02/2020) e decorreu na Clínica do Parque - Unidade da Segunda Infância do Serviço de Pedopsiquiatria do Hospital Dona Estefânia -, sob orientação da Dr.ª Sílvia Pimenta. A escolha da Pedopsiquiatria face à Psiquiatria deveu-se ao meu interesse pessoal em contactar com esta especialidade, já que considerava insuficientes os conhecimentos, apenas teóricos, adquiridos na UC de Psiquiatria (5.º ano). Assim, com este estágio, propus-me a alcançar os seguintes objetivos: identificar os sintomas de perturbação psiquiátrica e ser capaz de os distinguir do comportamento normal; consolidar as bases da entrevista ao doente em Pedopsiquiatria, quer na vertente diagnóstica quer psicoterapêutica, sabendo reconhecer situações de risco individual e social; efetuar a requisição de ECD, assim como de pedidos de colaboração com outras especialidades; e avaliar a psicopatologia aguda em contexto de urgência. Relativamente às atividades desenvolvidas, assisti a um total de 16 consultas, 4 das quais corresponderam a “primeiras vezes” e as restantes a “seguimentos”. Observei crianças entre os 4 e

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os 14 anos de idade, onde aproximadamente 1/3 (37,5%) eram do género feminino e 2/3 do género masculino (62,5%), rondando a média de idades os 10 anos. Em termos de patologias mais frequentes, a Perturbação de Oposição/Desafio e a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção foram, em número absoluto, as mais frequentes, logo seguidas pela Perturbação da Ansiedade. Tanto nas consultas de seguimento como nas primeiras consultas foi-me dado um papel participativo, tanto na entrevista como na interação com as crianças. Neste sentido, conduzi 2 entrevistas, de forma tutorada, e elaborei os respetivos registos de observação, cujos diagnósticos provisórios foram de Perturbação da Ansiedade e de Perturbação do Humor, respetivamente. Acompanhei a minha tutora, quinzenalmente, no SU do Hospital Dona Estefânia, onde pude familiarizar-me um pouco mais com a intervenção clínica realizada na patologia aguda, no que respeita à sua abordagem, necessidade de internamento e intervenção terapêutica. Do ponto de vista da minha prática médica futura, esta valência permitiu-me contactar com outras patologias que não são observáveis em consulta, nomeadamente a tentativa de suicídio. Observei um total de 5 doentes. Adicionalmente, assisti a 6 momentos de Supervisão/Revisão de Casos Clínicos, nos quais pude não só contactar com múltiplas patologias em Pedopsiquiatria, como também habituar-me aos conceitos utilizados no dia-a-dia desta especialidade. Realço o caso de uma criança de 7 anos, muito desafiadora, com birras em contexto de frustração, e episódios de hetero-agressão. Pude igualmente participar nas atividades de carácter formativo, os seminários lecionados por docentes da NMS|FCM, nos primeiros dias de estágio; e nas sessões formativas, dirigidas aos internos do internato médico de Pedopsiquiatria, a que assisti no Hospital Dona Estefânia, semanalmente.

Em conjunto, as valências experienciadas neste estágio parcelar permitiram-me cumprir os objetivos a que me propus inicialmente.

2.4 Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar (USF São Julião)

O estágio de Medicina Geral e Familiar decorreu na USF São Julião, sob orientação do Prof. Doutor Daniel Pinto e da Dr.ª Teresa Campos, durante 4 semanas (de 17/02 a 13/03/2020). Estabeleci como objetivos a aplicação dos conhecimentos previamente adquiridos na UC de Medicina Geral e Familiar (5.º ano), no que respeita à prevenção da doença e à promoção da saúde; o treino da condução da entrevista clínica, assim como a gestão do tempo total de consulta; o estabelecimento de uma relação médico-doente; e a familiarização com a terapêutica farmacológica mais utilizada na prática clínica (lacuna identificada no ano transato).

A partir da segunda semana de estágio, após familiarização com o SClínico®, iniciei a condução de consultas, sob supervisão do(a) tutor(a) ou em gabinete contíguo. Conduzi um total de 60 consultas (Saúde do Adulto, Saúde Infantil e Juvenil, Planeamento Familiar, Saúde Materna, Doença Aguda e Consulta de Intersubstituição), das quais as mais comuns foram as de Saúde do Adulto (42%), Doença Aguda (36%) e de Saúde Infantil e Juvenil (22%). Em termos absolutos, a patologia mais frequente foi a Hipertensão Arterial Essencial não complicada, logo seguida da Diabetes tipo 2 não insulino-tratada.

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A par da condução, participei em 80 consultas, nas quais pude aperfeiçoar o exame objetivo, treinar o raciocínio diagnóstico, assim como intervir na prescrição da terapêutica e na requisição de ECD. Denoto o facto de ter participado em 6 Consultas do Viajante, com as quais não tinha tido contacto anteriormente. Com efeito, a condução de consultas permitiu-me melhorar consideravelmente a minha sistematização da entrevista clínica e consolidar as minhas estratégias de comunicação e estabelecimento da relação médico-doente. Tal revelou-se essencial para cimentar conhecimentos e gestos clínicos, em linha com os objetivos por mim estabelecidos.

Elaborei uma proposta de Melhoria da Qualidade em Saúde, experienciando a vivência do utente, nesta USF, desde a admissão até à consulta. Apresentei, na Reunião Clínica, uma breve revisão sobre Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção no adulto, enfatizando os critérios de diagnóstico introduzidos no DSM-5 e propondo um fluxograma de diagnóstico, referenciação e seguimento, com base na NICE guideline: Attention deficit hyperactivity disorder (2018), que pudesse apoiar o Médico de Família na sua prática clínica diária (ANEXO 2).

2.5 Estágio Parcelar de Pediatria (CHLO - Hospital São Francisco Xavier)

O estágio presencial de Pediatria foi cancelado na sequência do plano de contingência em resposta à pandemia provocada pelo vírus SARS-CoV-2. Teria a duração de 4 semanas (de 16/03 a 17/04/2020), sendo meus objetivos consolidar os conhecimentos adquiridos na UC de Pediatria (5.º ano), no que respeita à anamnese e exame físico, assim como ao diagnóstico e tratamento das principais patologias pediátricas.

Perante o contexto de pandemia, este estágio foi reorganizado pelo Professor Doutor Luís Varandas, no sentido de se abordarem e discutirem temas principais em Pediatria. Assim, em grupos de 4 alunos elaborámos um seminário, de tema livre (tema selecionado: “Maus tratos infantis”), cuja apresentação foi feita na plataforma Zoom (ANEXO 2). Tal permitiu rever conteúdos, discutir

conceitos-chave e, sobretudo, valorizar que a boa prática da Medicina deve centrar-se no seu instrumento mais específico, a história clínica. A par deste seminário, foi ainda proposta a redação individual de um artigo de revisão, que visasse uma temática importante em Pediatria, pelo que, redigi sobre “Enurese noturna monossintomática: uma breve revisão à abordagem terapêutica” (ANEXO 2).

Por fim, acrescentar, que assisti aos seminários, apresentados pelos assistentes na plataforma Zoom (metodologia introduzida no grupo de trabalho seguinte). Esta possibilidade contribuiu para que revisse conteúdos e expusesse dúvidas, o que considero ter sido uma mais valia implementada.

2.6 Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia (CHULC - Maternidade Dr. Alfredo da Costa)

O estágio presencial de Ginecologia e Obstetrícia foi cancelado na sequência do plano de contingência em resposta à pandemia provocada pelo vírus SARS-CoV-2. Teria a duração de 4 semanas (de 20/04 a 15/05/2020), e como objetivos pessoais propunha-me a melhorar os gestos técnicos do exame ginecológico, a consolidar os conhecimentos adquiridos na UC de Ginecologia e Obstetrícia (4.º ano),

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relativamente ao seguimento da gravidez e acompanhamento da mulher em menopausa (dado o escasso contacto anterior com este último), e a avaliar as patologias mais comuns no âmbito da Saúde da Mulher, de modo a consolidar um aspeto menos trabalhado, a terapêutica farmacológica.

Perante o contexto de pandemia, este estágio foi reorganizado, pelo Professora Doutora Teresinha Simões, com vista a uma aprendizagem baseada em problemas, i.e., fomentando a discussão de casos clínicos propostos entre os grupos de alunos de cada polo de ensino. Assim, semanalmente, e com apoio dos seminários disponibilizados na plataforma Moodle, propúnhamos a resolução desses casos clínicos, obtendo, posteriormente, a sua resposta e justificação. Também em grupos elaborámos um seminário com pré-gravação de áudio, cujo tema nos foi proposto pela responsável, “Complicações da gravidez múltipla” (ANEXO 2).

3. Elementos valorativos

Durante o Estágio Profissionalizante, no sentido de consolidar conhecimentos ou explorar os meus interesses em áreas clínicas específicas, participei em (ANEXOS 5-11):

▫ Workshop: Urgências em ORL; ▫ Menos estigma mais Saúde Mental;

▫ iMed Conference® 11.0 (saliento a participação no Workshop Medical Emergencies); ▫ Ano em revista – Jornadas de Medicina Intensiva 2018/2019;

▫ Gastro Day: Abordagem ao doente com náuseas, vómitos e dispepsia; ▫ Jornadas de Otorrinolaringologia – Infeções em ORL;

▫ Comunicação não verbal em Saúde.

Ao longo do MIM procurei adquirir experiência clínica, tendo participado em 4 estágios, durante a pausa letiva de verão, o último dos quais em 2019, no Clinical Hospital Center Rijeka – Emergency Care (Croácia), por considerar importante contactar com outras realidades médicas e pares de outras nacionalidades (ANEXOS 12-15). Procurei, igualmente, integrar projetos que me permitissem uma

aprendizagem, em contexto informal, onde destaco a participação no Curso ATLS e no X Euro-Musculus Course (ANEXOS 16-17).

4. Reflexão crítica

A Medicina é uma ciência que se constrói desde pequenos passos até longas caminhadas, o que, a meu ver, ficou bem patente ao longo do MIM. Ser médico não se resume aos gestos técnicos ou ato de prescrever, mas antes a uma brilhante e inteligível capacidade que designamos, comummente, de raciocínio clínico. É neste sentido que valorizo a organização deste Estágio Profissionalizante, enquanto oportunidade de aprendizagem individual do raciocínio clínico, e de outras tarefas difíceis de levar a cabo, para nós principiantes, como a seleção apropriada de ECD. Assim, fazendo uma análise retrospetiva, tanto com base nos objetivos definidos n’O Licenciado Médico em Portugal e nos

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que elenquei para cada estágio parcelar, posso afirmar que, na sua globalidade, foram cumpridos, exceto os que menciono pontualmente nesta reflexão (ANEXO 3).

Todavia, considero pertinente destacar, de entre os estágios e atividades extracurriculares, o que mais/menos contribuiu para a realização destes objetivos. Desta forma, começo por enumerar os estágios que maior contributo tiveram na consolidação da minha prática clínica, a saber Medicina e Medicina Geral e Familiar, isto porque em ambos me foi dada autonomia para desafiar os meus conhecimentos, gestos clínicos e gestão do doente. Devo afirmar que, a minha primeira experiência no Internamento de uma unidade de saúde privada não poderia ter sido mais enriquecedora e exigente no que respeita à relação médico-doente-família. Nesta linha de raciocínio, insere-se igualmente o estágio em Saúde Mental (Pedopsiquiatria) que, pela sua abrangência e formação teórico-prática, contribuiu plenamente para a prossecução dos objetivos. Denoto, pois, que estes 3 estágios foram aqueles em que senti maior evolução ao nível das minhas aptidões clínicas. Creio que a integração imediata nas respetivas equipas de trabalho, o treino supervisionado e a discussão pedagógica de casos clínicos, em muito terão contribuído. Percorrendo a temática da discussão de casos clínicos, julgo que a opção tomada em Ginecologia e Obstetrícia foi muito pouco pedagógica e, nem o estudo prévio dos conteúdos me permitiu responder ao solicitado.

Por outro lado, e não menos importante, destaco a mais-valia do estágio de Cirurgia, em termos de treino de procedimentos, uma vez que, enquanto 1.ª e 2.ª ajudante, pude ganhar confiança, segurança e destreza em gestos básicos inerentes a qualquer especialidade cirúrgica. Mais acrescento, que a constante preocupação e dedicação dos docentes de Cirurgia e Medicina Geral e Familiar, em relação à minha aprendizagem, se revelaram preponderantes a colmatar o não cumprimento dos meus objetivos do estágio de Ginecologia e Obstetrícia, e.g. acompanhamento de cirurgias ginecológicas e realização de exame objetivo ginecológico. Contudo, aponto como aspeto menos positivo do estágio em Cirurgia a ausência de contato com a Pequena Cirurgia e o Serviço de Urgência. Considero que este último constitui uma experiência formativa muito útil, devido à importância do reconhecimento e da abordagem rápida e sistematizada da patologia cirúrgica aguda. Face ao exposto, dou relevo à minha participação em estágios extracurriculares, durante a pausa de verão, o último dos quais em agosto de 2019, em Rijeka (Croácia), onde conhecimentos, aptidões técnicas e de comunicação foram postos à prova (ANEXOS 12-15).

Em relação ao desenvolvimento de competências na área da comunicação, fomos desde cedo treinados para a importância da sistematização da informação científica e para a sua correta veiculação aos pares e aos doentes. Daí que, ao longo do Estágio Profissionalizante, constem inúmeros momentos em que pude treinar estas competências (ANEXO 2). Saliento positivamente o

Minicongresso de Cirurgia e a apresentação dos seminários de Pediatria, na medida em que, dado o seu formato, contribuíram não só para a exposição adequada de informação científica aos pares, mas também para a sistematização de conteúdos, através da discussão e do esclarecimento de dúvidas, por parte dos docentes. Pelo contrário, saliento negativamente o formato dos seminários de

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Ginecologia e Obstetrícia, uma vez que não fomentaram a discussão clínica, nem tão pouco os temas selecionados me pareceram adequados a esta fase da nossa formação (atente-se no tema do meu grupo: “Complicações da gravidez múltipla”).

À semelhança do descrito anteriormente, considero que os estágios de Medicina, Saúde Mental e Medicina Geral e Familiar foram os que tiveram maior preponderância na melhoria da comunicação com o doente, família e interprofissional. Devido aos constrangimentos gerados pela pandemia do vírus SARS-CoV-2, penso que o estágio em Pedopsiquiatria poderá ter colmatado, em parte certo é, o não contacto com o doente pediátrico. Com efeito, a participação, enquanto voluntária, em cursos que visam a aprendizagem baseada em problemas (ANEXOS 16-17), demonstrou-se bastante útil na

consolidação da abordagem sistematizada ao doente.

A formação pré-graduada deve cultivar no aluno o gosto pela atualização contínua dos seus conhecimentos médico-científicos. Para tal, nada melhor que promover o acesso online diário a revisões sistemáticas ou a outras ferramentas semelhantes. Neste sentido, todos os estágios parcelares fomentaram a necessidade de o aluno ser detentor da melhor evidência científica, para exercer, cabal e futuramente, a profissão de médico. Realçar a importância do artigo de revisão elaborado no estágio de Pediatria que, embora fosse um elemento de avaliação, exigiu este tipo de capacidades fundamentais (ANEXO 2). Não obstante, devo identificar, como lacuna formativa, não ter

participado em qualquer atividade de investigação ou colaborado numa publicação científica. Sendo um ponto fraco no meu currículo, pretendo que seja encarado como uma necessidade e um investimento futuros.

Por fim, e a título pessoal, não posso deixar de referir que o meu percurso no MIM foi pautado pelo meu percurso pessoal, académico e profissional anteriores, aliado a uma gestão aluna-farmacêutica nem sempre bem-sucedida para a primeira. De facto, atrevo-me a afirmar que o meu Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas e as atividades profissionais que fui desempenhando, modelaram os meus comportamentos face a este novo desafio de ser médica, e também me incentivaram a manter-me atenta, informada e capacitada para lidar com novas tecnologias, novas descobertas científicas e de as aplicar na prática clínica.

Esta jornada académica não se finaliza aqui. Há um sem número de peças que pretendo acrescentar ao meu puzzle e outras tantas vivências que gostaria de experienciar, como por exemplo a docência. Por isso, o contacto precoce com a prática clínica, a constante dedicação dos tutores na formação dos alunos, a integração em diferentes centros hospitalares e as oportunidades formativas proporcionadas em cada estágio ou pela própria Associação de Estudantes (ANEXOS 4-11), fazem da

formação médica, proposta pela NMS|FCM, um motivo de orgulho.

Finalizo, consciente que percorri, passo a passo, um caminho de futuro, e ciente que este era o recomeço necessário. Com a convicção de que alcancei os objetivos esperados para um recém-formado em Medicina me subscrevo,

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5. Anexos

Secção 1 – Estágio Profissionalizante

▫ ANEXO 1 – Cronograma-resumo

▫ ANEXO 2 – Apresentações orais realizadas

▫ ANEXO 3 – Grelha de autoavaliação final

Secção 2 – Conferências/Cursos/Workshops em que participei durante o Estágio Profissionalizante

▫ ANEXO 4 – Curso TEAM

▫ ANEXO 5 – Workshop: Urgências em ORL

▫ ANEXO 6 – Menos estigma mais Saúde Mental

▫ ANEXO 7 – iMed Conference® 11.0 (saliento a participação no Workshop Medical Emergencies)

▫ ANEXO 8 – Ano em revista – Jornadas de Medicina Intensiva 2018/2019

▫ ANEXO 9 – Gastro Day: Abordagem ao doente com náuseas, vómitos e dispepsia

▫ ANEXO 10 – Jornadas de Otorrinolaringologia – Infeções em ORL

▫ ANEXO 11 – Comunicação não verbal em Saúde

Secção 3 – Estágios clínicos

▫ ANEXO 12 – CEMEF no Serviço de Urologia do Hospital São José (2017)

▫ ANEXO 13 – PECLICUF no Serviço de Urologia e Cirurgia Geral do Hospital CUF Descobertas

(2017)

▫ ANEXO 14 – CEMEF na Unidade de Cuidados Intensivos/Unidade de Cuidados Intensivos

Cardíacos do Hospital São Francisco Xavier (2018)

▫ ANEXO 15 – Intercâmbio clínico (IFMSA Exchange Program) no Clinical Hospital Center Rijeka

– Emergency Care, Croácia (2019)

Secção 4 – Projetos em que participei em regime de voluntariado

▫ ANEXO 16 – Curso ATLS

▫ ANEXO 17 – X Euro-Musculus Course

ANEXO 1 – Cronograma-resumo do Estágio Profissionalizante.

Estágio parcelar Período Local Orientador(es)

Cirurgia 9/09 a 31/10/2019 Hospital da Luz Lisboa Dr. César Resende

Medicina 4/11 a 20/12/2019

e 6 a 10/01/2020 Hospital CUF Descobertas Dr.ª Joana Simões

Saúde Mental 20/01 a 14/02/2020 CHULC – Hospital Dona Estefânia,

Clínica do Parque Dr.ª Sílvia Pimenta

Medicina Geral e Familiar 17/02 a 13/03/2020 USF São Julião Prof. Doutor Daniel Pinto

Dr.ª Teresa Campos

Pediatria 16/03 a 17/04/2020 CHLO – Hospital São Francisco Xavier -*

Ginecologia e Obstetrícia 20/04 a 15/05/2020 CHULC – Maternidade Dr. Alfredo da

Costa -*

*O estágio presencial foi cancelado na sequência do plano de contingência em resposta à pandemia provocada pelo vírus SARS-CoV-2.

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ANEXO 2 – Apresentações orais realizadas durante o Estágio Profissionalizante.

Estágio parcelar Tema Descrição sumária Autor(es)

Cirurgia Seminário: “Endometriose - análise do papel da Cirurgia

Geral”

Apresentação de um caso clínico cirúrgico sobre Endometriose (acompanhado durante o estágio), em associação com uma breve revisão bibliográfica do tema subjacente, com destaque para o papel da Cirurgia Geral neste contexto.

Àlex-Mathew Giblin, Joana Guincho, Mónica Silva e

Teresa Ribeiro

Medicina Seminário: “Síndrome nefrótica

-a propósito de um c-aso clínico”

Análise de um caso clínico sobre Síndrome nefrótica, seguido no internamento, acompanhada de revisão bibliográfica sobre o tema.

Raquel Santos e Teresa Ribeiro

Medicina Geral e Familiar

Melhoria da Qualidade em Saúde: “’Utente mistério’ por uma manhã na USF São Julião”

Exercício de Melhoria da Qualidade em Saúde, com base na minha experiência enquanto “utente mistério” na USF São Julião, com o objetivo de melhorar a qualidade assistencial prestada por esta Unidade. A proposta elaborada foi apresentada na Reunião de Equipa mensal.

Teresa Ribeiro Sessão Clínica: PHDA no adulto -

o papel do Médico de Família no diagnóstico, referenciação e

seguimento

Breve revisão sobre PHDA no adulto, com enfoque nos critérios de diagnóstico introduzidos no DSM-5 e proposta de um fluxograma de diagnóstico, referenciação e seguimento, com base na NICE guideline:

Attention deficit hyperactivity disorder (2018),

que apoie o Médico de Família na sua prática clínica diária.

Pediatria

Seminário: “Maus tratos infantis”

Exposição oral do tema “Maus tratos infantis”, cujos objetivos foram enfatizar a importância do papel do médico perante esta problemática e rever conceitos-chave para a sistematização deste conteúdo.

Mónica Silva, Nuno Lourenço Silva, Rita Palma

Féria e Teresa Ribeiro Artigo de revisão: “Enurese

noturna monossintomática - uma breve revisão à abordagem terapêutica”

Revisão bibliográfica sobre enurese noturna, com enfoque na forma monossintomática, cujos objetivos foram fornecer uma visão abrangente desta patologia (definição clínica, epidemiologia e fisiopatologia) e abordar as diretrizes atualizadas de tratamento da

International Children's Continence Society.

Teresa Ribeiro

Ginecologia e

Obstetrícia Seminário: “Complicações da gravidez múltipla”

Revisão bibliográfica do tema “Complicações da gravidez múltipla”, com destaque para as complicações mais frequentes e respetiva abordagem.

Catarina Custódio, Nuno Lourenço Silva e Teresa

Ribeiro

ANEXO 3 – Grelha de autoavaliação final do Estágio Profissionalizante*.

Nível atingido

Objetivos 1 2 3

Competências referentes aos CONHECIMENTOS

Conhecer o normal desenvolvimento e funcionamento do ser humano X

Identificar as alterações patológicas mais comuns no desenvolvimento do ser humano X

Conhecer as patologias mais prevalentes em cada género e faixa etária X

Competências referentes às ATITUDES e COMPORTAMENTOS PROFISSIONAIS

Ser capaz de trabalhar em equipa (com pares e outros profissionais de saúde) X

Adotar um comportamento profissional em todas as situações X

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Competências referentes às APTIDÕES CLÍNICAS E PROCEDIMENTOS PRÁTICOS

Elaborar e discutir uma história clínica X

Executar o exame objetivo (físico e do estado mental), adequadamente X

Elaborar registos clínicos: diário do doente, notas de entrada e de alta, pedidos de

colaboração ou outros X

Saber requisitar e interpretar os exames complementares de diagnóstico mais

comummente pedidos X

Elencar diagnósticos diferenciais e reconhecer situações clínicas de maior gravidade X

Conhecer as regras de funcionamento e assepsia de um Bloco Operatório e ser capaz

de se integrar numa equipa cirúrgica X

Elucidar o doente sobre procedimentos médico-cirúrgicos e obter o consentimento

deste na sua realização X

Executar procedimentos ou técnicas básicas de forma rotineira: ▫ Avaliar os sinais vitais

▫ Realizar punção venosa e arterial ▫ Medir a glicémia capilar

▫ Algaliar

▫ Executar e interpretar um eletrocardiograma com 12 derivações ▫ Interpretar sumariamente um cardiotocograma (ante e peri-parto) ▫ Fazer uso de técnicas de assepsia e de controlo de infeção

▫ Realizar a limpeza, desinfeção e desbridamento de pequenas feridas ▫ Suturar pequenas feridas, sob anestesia local

▫ Realizar colpocitologia X X X X X X X X X X

Conhecer e prescrever os fármacos mais comummente utilizados X

Aplicar os conceitos de prevenção da doença e promoção da saúde X

Competências referentes às CAPACIDADES de COMUNICAÇÃO

Comunicar de forma clara e rigorosa com o doente e seus familiares X

Saber explicar os riscos/benefícios de um exame complementar de diagnóstico, de um

procedimento ou da terapêutica instituída, tanto ao doente como aos familiares X

Comunicar adequadamente com todos os profissionais de saúde X

Outras competências

Saber veicular informação médica importante ao doente, aos colegas e a outros

profissionais de saúde X

Atualizar os conhecimentos médico-científicos continuadamente X

Prestar cuidados médicos com base na melhor evidência científica X

Fomentar o espírito de entreajuda na equipa de trabalho e ter uma postura pró-ativa X

* Tabela adaptada das informações constantes n’O Licenciado Médico em Portugal.

Legenda: Nível 1 – Conheço os fundamentos da competência e sinto-me capaz de ajudar na sua realização.

Nível 2 – Executo a competência sob supervisão (indireta ou à distância).

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ANEXO 14 – CEMEF na Unidade de Cuidados Intensivos/Unidade de Cuidados Intensivos Cardíacos do Hospital São Francisco Xavier.

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Referências

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