Plano de Pesquisa
Título: Controle da Turbulência em Plasmas
Supervisor: Iberê Luiz Caldas
Instituição: Instituto de Física, Universidade de São Paulo
(Bolsista de produtividade do CNPq, nível 1B)
I Introdução
Para o sucesso das experiências de confinamento magnético de plasmas é necessário superar algumas limitações, como a inesperada perda de partículas que saem do plasma confinado e se dirigem para a parede do tokamak. Muitas experiências realizadas recentemente confirmaram que esse transporte anômalo depende das configurações dos campos elétrico e magnético na borda do plasma.
Neste projeto o bolsista de pós-doutoramento investigará os efeitos dessas configurações sobre o transporte caótico de partículas no plasma. Nessa investigação o plasma confinado será descrito por uma formulação hamiltoniana. O campo elétrico de equilíbrio será alterado pela modificação do seu perfil radial na borda do plasma, conforme experiências já em desenvolvimento em alguns tokamaks. O campo magnético será alterado por correntes elétricas externas ressonantes, como as criadas por um limitador magnético ou um diversor.
Investigaremos a turbulência, em um plasma confinado magnéticamente, causada pela excitacão de ondas de deriva na borda do plasma. Nessa investigação o bolsista de pós-doutoramento aplicará teorias básicas sobre o caos hamiltoniano e a turbulência. A teoria desenvolvida será utilizada para a interpretação de experiências realizadas em tokamaks e em helimaks. Para isso analisaremos também as características experimentais da turbulência eletrostática observadas nessas máquinas, em particular no tokamak TCABR da Universidade de São Paulo e o Texas Helimak da Universidade do Texas (Austin). Além disso, o bolsista examinará o controle da turbulência observada por perturbações periódicas elétricas e magnéticas e pelo aumento do potencial elétrico do plasma.
II Transporte em Sistemas Hamiltonianos
O confinamento magnético de plasmas em tokamaks tem sido investigado para verificar a possibilidade de se construir reatores de fusão termonuclear controlada para gerar energia elétrica. A máquina mais promissora para isso é o tokamak [1]. Essa linha de pesquisa recebeu, recentemente, um grande impulso com o inicio da construção do tokamak ITER em Cadarache, França, por um consórcio de países. Para o sucesso da experiência com o ITER é necessário superar algumas dificuldades que limitam o confinamento do plasma em tokamaks. Para isso é necessário investigar, entre outras questões, o transporte anômalo de partículas que saem do plasma confinado e se dirigem para a parede do tokamak [2, 3].
Muitas experiências realizadas recentemente confirmaram que esse transporte anômalo depende das configurações dos campos elétrico e magnético na borda do plasma e ocorre devido às trajetórias caóticas das partículas [2, 4].
A configuração do campo elétrico na borda influencia o transporte anômalo de partículas na borda do plasma, por modificar as ondas eletrostáticas turbulentas de freqüências baixas, conhecidas como ondas de deriva [2]. Conforme observado em vários tokamaks, essas ondas determinam o movimento caótico das partículas do plasma e, conseqüentemente, o transporte radial delas para fora do plasma [1]. Por outro lado, a configuração do campo magnético total na borda do plasma, resultante do campo de equilíbrio mais as oscilações naturais ou provocadas por correntes elétricas externas, influencia de forma significativa a interação entre o plasma e a parede interna do vaso toroidal do tokamak [5, 6]. Umas das principais conseqüências dessa configuração é o acúmulo de colisões de partículas em alguns locais dessa parede interna, aquecendo o vaso e liberando íons pesados que contaminam o plasma e degradam o confinamento. Isso ocorre pela existência de linhas de força caóticas do campo magnético na borda, que conduzem as partículas para a parede. A concentração dessas linhas na parede causa a concentração de partículas observada. Neste projeto, o bolsista investigará os efeitos das configurações dos campos elétrico e magnético, na borda do plasma confinado em tokamaks, sobre o transporte de partículas nessa região. O campo elétrico de equilíbrio será alterado pela modificação da sua amplitude e do seu perfil radial na borda do plasma, conforme experiências já em desenvolvimento [7]. O campo magnético será alterado pela indução do crescimento das oscilações magnéticas na borda do plasma pela alteração dos parâmetros de confinamento, conforme está sendo investigado nas descargas do tipo conhecido como modo H [8]. Além disso, será investigada a origem da turbulência das ondas de deriva. Em particular, será examinado o surgimento de ondas caóticas espaciais e temporais decorrentes do acoplamento das ondas dominantes [9, 10]. Como aplicação à análise proposta, serão analisadas os dados das experiências sobre o controle de turbulência no tokamak TCABR do IF da USP e no Texas Helimak da Universidade do Texas (Austin). Transporte caótico de partículas Várias evidências experimentais e modelos teóricos indicam que o transporte é determinado pela deriva (devido aos campos elétrico e magnético do equilíbrio) dos centros de guias das partículas que seguem o campo magnético [2]. Para interpretar teoricamente o efeito das oscilações eletrostáticas sobre o transporte, o movimento caótico das partículas ionizadas do plasma será descrito com um formalismo hamiltoniano [2, 5].
Com a hamiltoniana usada descrevemos o movimento dos centros de guias dos íons confinados em tokamaks, sob o efeito das ondas eletrostáticas de deriva [2]. Essa hamiltoniana é do tipo quaseintegrável, ou seja, ela é uma soma de uma hamiltoniana integrável, que descreve o movimento dos centros de guia dos íons sob a ação dos campos elétrico e magnético de equilíbrio, e de uma perturbação que descreve o movimento causado por ondas eletrostáticas de deriva, que foram medidas nas experiências citadas anteriormente. No modelo considerado, o plasma possui um campo magnético uniforme na direção na direção toroidal. Com essa hamiltoniana, foi iniciada uma análise da dinâmica das trajetórias dos centros de guia no espaço de fase do sistema perturbado. Para isso, integramos as equações de Hamilton numericamente para obter os mapas de Poincaré em uma seção poloidal (em um ângulo toroidal fixo).
Consideraremos inicialmente o caso integrável em que o movimento dos centros é perturbado por apenas uma onda de deriva, para depois estudar a perturbação causada por duas
ondas de deriva e também um conjunto de várias ondas. Assim, identificaremos o mecanismo do surgimento do caos, no espaço de fase do sistema, a partir da quebra das separatrizes da grade de ilhas criadas pela ressonância dominante perturbada pelas demais ressonâncias. Com isso estaremos analisando o surgimento de regiões caóticas confinadas e a transição para o caos global que leva ao transporte anômalo na direção radial [2]. Também analisaremos como essa instabilidade dinâmica, induzida pelas bifurcações, depende das amplitudes e das freqüências das oscilações de deriva. A seguir, serão consideradas as freqüências, números de onda e amplitude das ondas correspondentes às observadas em experiências realizadas no tokamak TCABR [7, 8]. Essas medidas sobre a turbulência na borda desses tokamaks estão disponíveis e serão consideradas neste trabalho. Assim, a turbulência considerada será descrita como uma superposição de ondas de deriva, caracterizadas como uma superposição de modos poloidais e toroidais. Serão considerados equilíbrio com potenciais elétricos monotônicos e não monotônicos. A seguir será analisado a alteração no transporte pelo campo magnético da corrente de plasma. Também será investigada a formação de barreiras localizadas em superfíes não twists. Transporte de linhas de um campo magnético caótico Como usual, o equilíbrio magnetohidrodinâmico (mhd) será descrito pelas soluções, F, da equação de GradShafranov [5]. Nós usaremos coordenadas toroidais polares (rt, qt, j), para as quais
as funções de fluxo F = F (rt), i. e., as soluções dessas equações podem ser escritas como
dependentes apenas da coordenada radial desse sistema de coordenadas [11]. Essas soluções analíticas aproximadas podem ser obtidas para perfis realistas como os observados nas descargas de tokamaks com os modos L e H. A partir de F podemos obter o campo magnético B (B = grad F) e as linhas desse campo (integrando a equação Bxdl = 0).
Essas soluções analíticas descrevem superfícies toroidais concêntricas e com secções circulares, em termos dessas coordenadas usadas. Portanto, as intersecções dessas superfícies, numa secção poloidal, são círculos concêntricos. A seguir vamos considerar as linhas do campo magnético perturbadas por ressonâncias devidas aos modos toroidais e poloidais [12 14]. Para perfis monotônicos do fator de segurança, essas perturbações criam cadeias de ilhas magnéticas parcialmente destruídas e regiões caóticas entre essas cadeias [14]. Para perfis não monotônicos, são criadas cadeias de ilhas dimerizadas, com a formação de uma barreira que dificulta o transporte das linhas caóticas na região dessas ilhas. Serão estudados os processos de dimerização e bifurcação que ocorrem com a variação da amplitude da perturbação. Faremos também uma comparação do transporte das linhas de campo para equilíbrios com perfis da transformada rotacional monotônicos e não monotônicos [15 17]. Atenção especial será dedicada à distribuição das linhas de campo na parede do tokamak. As propriedades estudadas serão associadas às variedades dos pontos fixos dos mapas e o correspondente caos heteroclínico. As perturbações consideradas serão as criadas por um limitador magnético [12] ou um diversor [18]. Ambos têm sido usados para controlar as flutuações do campo magnético na borda do plasma. Transporte em mapas caóticos Conforme um parâmetro de um sistema é variado podem ocorrer bifurcações alterações topológicas abruptas, como a perda de estabilidade de um ponto fixo. Uma dessas alterações é a transição para o caos global (em oposição ao caos de separatriz presente apenas em estreitas faixas no espaço de fases). A determinação do transporte, que pode ser fortemente afetado pela transição para o caos global, em modelos de tokamak em regime de cisalhamento reverso (reversed shear) tem recebido considerável atenção (e.g., [28]). É, portanto, de grande interesse a aplicação de um método preciso para a determinação do valor crítico da perturbação para a transição para o caos global. Um método que apresenta grande precisão, e que tem sido extensivamente aplicado no mapa
padrão nãomonotônico (SNM) [29], é o de Greene. Tal método não é facilmente aplicado em mapeamentos mais complexos, mas verificase que versões generalizadas do SNM constituem boas aproximações locais de modelos para tokamaks mais sofisticados [30], e o estudo de transição para o caos global nessas versões generalizadas permanece inédito. Modelos mais realistas para a dinâmica de linhas de campo em tokamaks podem lançar mão de um número maior de dimensões para descrever de forma acurada as linhas de campo [31]. Em mapas conservativos com mais de duas dimensões (e sistemas contínuos com seis ou mais) as superfícies KAM não podem isolar camadas caóticas que existam ao longo de separatrizes, ao contrário do que ocorre em mapas bidimensionais. Deste modo todas as regiões caóticas devem estar conectadas, havendo difusão entre elas a chamada de difusão de Arnold. O estudo desses sistemas constitui uma linha linha de pesquisa pouco explorada, devido às dificuldades numéricas e teóricas, cuja investigação pode render importantes resultados. A caracterização do transporte nesses sistemas é de especial interesse do ponto de vista de fundamentos, e os possíveis efeitos da difusão de Arnold em modelos de confinamento de plasma são ainda desconhecidos. A estabilidade de feixes de partículas, descritos por sistemas análogos aos considerados nessa seção, será também investigada, em particular a dinâmica caótica desses sistemas.
III Transporte em Plasmas Turbulentos
Estruturas na turbulência eletrostática da borda do plasma em tokamaksO transporte turbulento é a principal causa do transporte anômalo de partículas na turbulência em plasmas confinados magneticamente [32]. Atualmente, há evidências da existência de características universais nessa turbulência [33, 34, 35 36], com a presença de estruturas que contribuem de maneira significativa para o transporte observado [37, 35]. Por outro lado, embora tenha fundamental importância no confinamento, ainda não há consenso teórico sobre a causa e a natureza dessas estruturas [38, 39, 40, 41]. Neste tópico, iremos investigar as estruturas presentes na turbulência eletrostática de borda de plasmas confinados magneticamente. Para isso, analisaremos dados experimentais do tokamak TCABR, localizado em nosso instituto, e do Texas Helimak, da Universidade do Texas (Austin, EUA). As estruturas identificadas nos dados experimentais serão comparadas com as previsões obtidas com o uso de modelos para descrever a origem dessa turbulência [2, 10]. A pesquisa a ser desenvolvida neste tópico possui grande interligação com as pesquisas teóricas sobre turbulência e caos a serem desenvolvidas no presente projeto e estende a pesquisa desenvolvida anteriormente, incorporando dados experimentais sobre os novos regimes de operação do TCABR [7] e de um outro tipo de dispositivo de confinamento magnético, que é o stellarator. Os dados serão analisados por métodos espectrais lineares e nãolineares, por meio da caracterização estatística de suas distribuições e de seus eventos extremos e com o uso métodos comumente empregados em análises de sistemas caóticos. Estas análises serão empregadas para diversos regimes de operação (determinados a partir dos parâmetros de equilíbrio) das máquinas, bem como para estabelecer o efeito de perturbações aplicadas ao plasma (como a polarização de borda com o uso de eletrodos ou a injeção de ondas de alfvén). Além disso, com o uso de medições em diferentes posições radiais é possível obter perfis radiais.
As análises espectrais lineares dos dados experimentais permitem caracterizar as distribuições espectrais, as relações de dispersão experimentais e diferenciar as contribuições espectrais para o transporte turbulento de partículas. As análises espectrais nãolineares permitem identificar acoplamentos entre diferentes componentes espectrais, que compõe a base de algumas previsões sobre a origem das estruturas na turbulência. Estes resultados são, portanto, de fundamental importância para caracterizar a turbulência e definir os parâmetros a serem utilizados
nas simulações.
Os eventos extremos (bursts ou avalóides) contribuem de maneira significativa para o transporte e influenciam de maneira significativa as pdfs das flutuações turbulentas. Assim, a caracterização estatística destas flutuações permite determinar, globalmente, a influência dos eventos extremos no sinal analisado. A forma típica destes eventos, determinada por análise condicional [34, 35], pode então ser utilizada para comparar posições radiais distintas, para diferenciar regimes de operação, ou ainda para avaliar o efeito de perturbações sobre as estruturas. Além disso, os eventos extremos determinados nos sinais experimentais podem ser comparados com aqueles obtidos nas simulações [10]. A caracterização da dinâmica da turbulência pode ser aprimorada com o uso de ferramentas de diagnóstico numérico comumente empregadas na análise de sistemas caóticos. Em especial, quantificadores baseados nos gráficos de recorrência, ou recurrence quantification analysis, RQA, têm se mostrado adequados para a análise de dados de flutuações turbulentas de plasmas [42]. Iremos caracterizar a dinâmica dos sinais experimentais por RQA e comparála com as das séries obtidas com os modelos. Outro indicador emprestado das análises de sistemas caóticos que tem se mostrado útil para caracterizar acoplamentos e modulações entre sinais experimentais é o parâmetro de ordem, recentemente adaptado em nosso grupo para fornecer informação espectral sobre o acoplamento [43]. Com este indicador modificado foi possível estudar a modulação da turbulência eletrostática pela magnética devido às instabilidades MHD. O TCABR é particularmente interessante para a realização deste tipo de estudo porque neste tokamak os espectros das oscilações magnéticas e eletrostáticas apresentam grande sobreposição [43, 8, 44], ao contrário do que se observa na grande maioria dos tokamaks.
IV Equipe de Execução do Projeto
Bolsistas
Mestrado (orientador: I. L. Caldas) 1. Transporte Caótico em Tokamaks. Rafael Oliveira Suigh. Bolsista da CAPES. IFUSP. Início em março de 2008.2. Turbulência e Transporte em Plasmas Confinados Magneticamente. Júlio Cesar David da Fonseca. IFUSP. Bolsista do CNPq. A partir de agosto de 2009. Doutoramento (orientador: I. L. Caldas) 1 Controle da Turbulência em Plasmas. Dennis Louzano Toufen (docente do Instituto Federal de Educação, antigo Centro Paula Souza, Guarulhos). IFUSP. A partir de agosto de 2009. Orientador. 2 Transporte em Plasmas com Cizalhamento Caótico. Wilson Luiz da Costa Façanha. IFUSP. A partir de agosto de 2009. Orientador. Bolsa do CNPq. 3 Transporte em Sistemas Caóticos em Sistemas Hamiltonianos Não Twists. Celso Vieira Abud. A partir de março de 2010. Orientador. Bolsa da CAPES. Bolsistas de Pós Doutoramento (supervisor: I. L. Caldas) 1 A Interação de Três Ondas e a Turbulência na Borda de Plasmas Confinados Magneticamente.
José Danilo Szezech. Bolsa da FAPESP, a partir de abril de 2008. 2 Transporte de Impurezas em Plasmas. Adriane Schelin. Bolsa da FAPESP, a partir de junho de 2010.
Colaboradores
Brasil
São PauloUniversidade de São Paulo
Dr. Camilo Rodrigues Neto (EACH-USP).
ITA/CTA
Dra. Marisa Roberto (CTA/ITA).
Paraná
Dr. Ricardo Luiz Viana (Universidade Federal do Paraná). Dr. Sergio Roberto Lopes (Universidade Federal do Paraná
Exterior
University of Texas, Austin, EUA
Prof. Philip J. Morrison. Prof. Kentle Gentle. Prof. Wendell Horton.
Universidade de Provence, Marselha, França
Prof. Sadruddin Benkhada. Dra. Magali Muraglia
Dr. Zwinglio Guimarães de Oliveira Filho
Universität Potsdam, Alemanha
Prof. Jürgen Kurths.
Reinrich-Heine-Universität Düsseldorf, Alemanha
V-
Recursos de Projetos de Pesquisa (sob minha coordenação)
1.CNPq, Projeto Universal sobre Controle de Oscilações, Processo 470601/2007-8, R$ 39.600,00: 01/2007 a 12/2009. Novo Projeto Universal solicitado em 2010.
2.CAPES/PROCAD, Sistemas Dinâmicos Não Lineares, Projeto 0055050. R$ 250.000,00: 01/2006 a 10/2010. Solicitada prorrogação até 10/2011.
3.FAPESP, Projeto Temático em Dinâmica Não-Linear, Processo 07/54000-0, R$ 364.595,70 e US$ 22.390,00. 12/11/07 a 30/11/11.
4.Convênio FAPESP/CNRS. Intercâmbio. Processo 07/54000-0. R$ 39.421,20. 08/2009 a 07/2012.
VI-
Orçamento
Da verba solicitada, R$ 18.000,00 serão gastos para comprar uma estação de trabalho e uma impressora para o bolsista no primeiro ano da bolsa. O restante da verba será utilizada em diárias e passagens para intercâmbio científico. 1º ano Material permanente: estação de trabalho e impressora: R$ 18.000,00(Sistema Operacional Red Hat Enterprise Linux WS v5.3 para sistema EM64T 64bit
Processador Intel® Xeon® Quad Core E5506 (2.13GHz, 4MB L3, 4.8GT/S) Memória de 12GB DDR3 RDIMM 1333MHz, ECC (3 DIMMs)
Disco Rígido de 1.5TB SATA 3Gb/s, 7200RPM com 16MB DataBurst Cache™ Disco Rígido de 300GB SATA, 10K RPM com 16MB DataBurst Cache™ Placa gráfica NVIDIA® Quadro® FX 1800, 768MB
Unidade de DVD-ROM 16X
Monitor Dell LCD 20" 2007FP, UltraSharp™, com ajuste de altura VGA/DVI
Placa de Processamento Computacional NVIDIA TESLA C1060)
2º ano
Custeio: R$ 15.000,00
2 passagens aéreas e diárias para estágio na Universidade do Texas em Austin (EUA) e participação em conferência nos EUA. 3º ano Custeio: R$ 15.000,00 2 passagens aéreas e diárias para estágio na Universidade de Provence em Marselha (França) e participação em conferência na Europa. 4º ano Custeio: R$ 12.000,00
2 passagens aéreas e diárias para estágio na Universidade do Texas em Austin (EUA) e participação em conferência nos EUA.
Em se tratando de uma trabalho teórico e de análise de dados experimentais, o bolsista utilizará a infraestrutura do Instituto de Física da USP, necessária ao seu trabalho, como a disponível na biblioteca do IF, no sistema de comunicação e Internet, na sala de controle do Laboratório de Física de Plasmas, na sala de computação do Grupo de Controle de Oscilações (sob a coordenação do supervisor). A verba solicitada para material permanente, conforme especificado no orçamento apresentado nesta proposta, será utilizada para, no primeiro ano da bolsa, comprar uma estação de trabalho para o bolsista.
VIIIReferências
[1] R. Hazeltine, S. C. Prager, Physics Today, July (2002) 30. [2] W. Horton, Rev. Mod. Phys. 71 (1999) 735. [3] P. W. Terry, Rev. Mod. Phys. 72 (2000) 109. [4] A. H. Boozer, Rev. Modern Phys. 76 (2004) 1071 [5] P. J. Morrison, Rev. Mod. Phys. 70 (1998) 467. [6] I. L. Caldas, R. L. Viana, M. S. T. Araujo, A. Vannucci, E. C. Silva, K. Ullmann, M. V. A. P. Heller, Braz. J. Phys. 32 (2002) 980. [7] I.C. Nascimento, Y.K. Kuznetsov, J.H.F. Severo, A.M.M. Fonseca, A. Elfimov, V. Bellintani, M. Machida, M.V.A.P. Heller, R.M.O. Galvão, E.K. Sanada, J.I. Elizondo, Nuclear Fusion 45 (2005) 796.[8] I.C. Nascimento, Yu.K. Kuznetsov, Z.O. GuimarãesFilho, I.El. ChamaaNeto, O. Usuriaga, A.M.M. Fonseca, R.M.O. Galvão, I.L. Caldas, J.H.F. Severo, I.B. Semenov, M.V.P. Heller, V. Bellintani, J.I. Elizondo, E. Sanada, Suppression and excitation of MHD activity with
electrically polarized electrode at the TCABR tokamak plasma edge, submetido à Nuclear Fusion. [9] J. D.Szezech, S. R.Lopes, R. L.Viana, Phys. Letts. A 335 (2005) 294. [10] A.M. Batista, I.L. Caldas, S.R. Lopes, R.L. Viana, W. Horton, P.J. Morrison, Phys. Plasmas 13 (2006) 052511 [11] M. Y. Kucinski, I. L. Caldas, L. H. A. Monteiro, V. Okano, J. Plasma Phys. 44 (1990) 303. [12] E. C. Silva, I. L. Caldas, R. L. Viana, IEEE Trans. Plasma Science 29 (2001) 617. [13] E. C. Silva, I. L. Caldas, R. L. Viana, Phys. Plasmas 8 (2001) 2855. [14] G. Corso, G. Oda, I. L. Caldas, Chaos, Solitons, and Fractals 8 (1997) 1891. [15] F. M. Levinton et al., Phys. Rev. Lett. 75 (1995) 4417. [16] E. J. Strait et al., Phys. Rev. Lett. 75 (1995) 4421. [17] P. J. Morrison, Phys. Plasmas 7 (2000) 2279.
[18] A. Punjabi, H. Ali, A. Boozer, Phys. Plasmas 4 (1997) 337. [19] X. Leoncini, Phys. Rev. E 65 046216 (2002). G. M. Zaslavsky, Chaos, Physics Report, 371 (2002) 461. [20] A. J. Lichtenberg, M.A. Lieberman, Regular and Chaotic Motion, Springer (1995). [25] M. V. A. P. Heller, Z. A. Brasilio, I. L. Caldas, J. Stockel, J. Petrzilka, Physics Plasmas 6 (1999) 846. [26] A. A Ferreira, M. V. A. P. Heller, I. L. Caldas, Phys. Plasmas 7 (2000) 3567 [27] A. A Ferreira, M. V. A. P. Heller, I. L. Caldas, E. A. Lerche, L. F. Ruchko, L. A. Baccalá, Plasma Physics and Controlled Fusion 46 (2004) 669. [28] W. Horton, H.B. Park, J.M. Kwon, D. Strozzi, P.J. Morrison, and D.I. Choi, Phys. Plasmas 5 (1998) 3910. [29] K. Fuchss et al., Chaos 6 (2006) 033120. [30] J.S.E. Portela, I. L. Caldas, R. L. Viana, P. J. Morrison, Int. J. Bifurcation Chaos 17 (2007) 1589. [31] H. Wobig and D. Pfirsch, Plasma Phys. Control. Fusion 43 (2001) 695. [32] J. Wootton, B.A. Carreras, H. Matsumoto, K. McGuire, W.A. Peebles, Ch.P. Ritz, P.W. Terry, S.J. Zweben, Phys. Fluids 2 (1990) 2879. [33] O.E. Garcia et al., Phys. of Plasmas 12 (2005) 062309. [34] G.Y. Antar et al., Phys. Rev. Letters 87 (2001) 65001; [35] G.Y. Antar, G. Counsell, Y. Yu, B. Labombard, P. Devynck, Phys. of Plasmas 10 (2003) 419; [36] B.Ph. van Milligen et al., Phys. of Plasmas 12 (2005) 052507. [37] P. Beyer et al., Phys. Rev. Letters 85 (2000) 4892. [38] Y. Sarazin et al., J. Nuclear Materials 313 (2003) 796. [39] J.D. Callen, Phys. Rev. Letters 94 (2005) 055002. [40] C. Alejaldre et al., Plasma Phys. Control. Fusion 41 (1999) B109; [41] C. Hidalgo et al., Nucl. Fusion 45 (2005) S266.
[42] Z. O. Guimarães Filho, I. L. Caldas, R. L. Viana, J. Kurths, I. C. Nascimento, Y. Kuznetsov,
Recurrence Quantification Analysis of Electrostatic Turbulence in Fusion Plasmas, Physics
Let-ters A, 372, 1088-1095 (2008).
[43] Z. O. Guimarães-Filho, I. L. Caldas, R. L. Viana, M. V. A. P. Heller, I. C. Nascimento, Y. Kuznetsov, R. Bengtson, Electrostatic Turbulence Driven by High MHD Activity in TCABR
Toka-mak, Physcis of Plasmas 15, 062501 (2008).
[44] M.V.P. Heller, I.L. Caldas, A.A. Ferreira, E.A.O. Seattone, A. Vannucci, Tokamak turbulence
at the scrapeoff layer in TCABR with an ergodic magnetic limiter, Journal of Plasma Physics 73,