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Contabilidade e Gestão Financeira

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Academic year: 2021

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(1)

Contabilidade e Gestão

Financeira

A Função Financeira

MESG - Mestrado Engenharia de Serviços e Gestão – FEUP – 2010 Rui Padrão ©

(2)

A Função (Financeira)

Gestão Financeira:

As ferramentas da Gestão Financeira

Modelos de risco e retorno Valor Actual Demonstrações Financeiras e Análise Financeira

Decisões Financeiras Estruturais:

1. Como alocar recursos escassos? Decisões de Investimento

2. Como recolher fundos para financiar investimentos? Decisões de Financiamento

3. Quanto reinvestir e quanto distribuir pelos accionistas? Política de dividendos

Performance measurement

(3)

Imagem das pessoas da função financeira:

‘Honradas’, sérias, cumpridoras da legalidade; Centram-se predominantemente no passado; Centram-se no processamento de transacções e alheiam-se da tomada de decisões;

Essencialmente ‘controladoras’, que dizem melhor ‘não’ do que ‘sim’

?! Que resultados obtém o departamento financeiro

quando comparado com outros departamentos de igual dimensão?

Função marginal da gestão financeira.

Fonte: Bellis-Jones, Robin (1996)

(4)

Gestores cada vez mais pressionados para

oferecerem

aos

investidores

a

maior

rentabilidade possível para o seu nível de risco,

i.e, para

criarem valor

.

A maximização do valor instala-se como

função objectivo da gestão

(5)

A função financeira ganhou assim novos ‘focus’:

medição, gestão e criação de valor;

comunicação interna e externa de como a empresa o deve ou está a fazer:

Maioria dos gestores não domina as medidas de

diagnóstico e performance, nem a linguagem da criação

de valor papel formador do responsável financeiro +

papel de interlocutor interno;

Capacidade de criação de valor necessita de ser

comunicada de forma clara e persuasiva aos investidores e

financiadores papel de interlocutor externo do

responsável financeiro.

“Gestores que não falem a linguagem da criação de valor para defender os seus projectos interna e externamente podem perder o ‘jogo’ da alocação de

capitais”

(6)

Função objectivo da gestão (financeira):

Maximização do Valor

(Riqueza dos sócios/accionistas)

Maximização do valor: porquê?

PORQUÊ...

... uma função objectivo?... esta função objectivo?

)

1

(

0

r

CF

i i i

VALOR

CASH-FLOW: Dinheiro que se espera que venha a ser gerado pela empresa

(7)

Defensores da maximização do valor: “a

‘maximização da riqueza dos accionistas’

preenche requisitos de ‘boa’ função objectivo”,

porquanto:

O accionista / empresário, ao investir, abdica de consumo imediato e corre risco com o intuito de poder vir a consumir mais no futuro, i.e., a própria natureza do investimento tem por base

a procura de maior riqueza que sentido faria

avaliar o sucesso/insucesso com outra medida que não o valor?;

Sistemas económico-sociais não baseados no valor e na livre iniciativa não vingaram.

(8)

Além disso, outros factores são apresentados

para fundamentar a maximização de valor

como função objectivo

(Bughin e Copeland, 1997):

Estudo da McKinsey conclui que focus na criação de valor é o segundo factor que mais

contribui para aumento da produtividade

(competitividade do mercado é o primeiro);

“O focus na criação de valor aumenta

produtividade e liberta recursos que beneficiam todos os stakeholders no longo prazo”.

(9)

Críticos

da

‘maximização

do

valor’:

“A

maximização do valor é procurada a expensas

de

outros

stakeholders”,

designadamente

trabalhadores,

outros

financiadores

e

sociedade em geral (ponto especialmente

premente na Europa, excepto UK);

Defensores

(Bughin e Copeland, 1997)

:

Como os os accionistas são ‘residual claimants’, todos os outros stakeholders têm de ver os seus direitos assegurados para que exista criação de valor;

Círculo virtuoso da criação de valor

(10)

Maximização do valor: porquê?

Economias com maior criação de valor:

Tailândia, Hong Kong e USA;

Economias com maior criação de valor, após

corrigir efeito do crescimento económico:

Singapura, Canadá, USA, Austrália e Japão

países com mercados mais livres, com maior focus na criação de valor para accionista e geralmente apresentados como os mais produtivos;

“As empresas mais criativas e inovadoras criarão maiores retornos para os accionistas e atrairão melhores colaboradores que serão mais produtivos e aumentarão ainda mais os retornos – um ciclo virtuoso”

(Bughin e Copeland, 1997)

(11)

Maximização do valor: porquê?

(12)

Questão

‘Shareholder

versus

Stakeholder

focus’:

Organizações centradas nos stakeholders: ‘focus’ na forma como a riqueza vai ser dividida entre as partes (accionistas, financiadores externos, fisco, trabalhadores, ...)

‘Como vai ser dividida a pizza?’

Organizações centradas na criação de valor: preocupação centrada no aumento do valor, o que tenderá a aumentar o valor a distribuir

‘Como aumentar a pizza?’

(13)

Defensores da ´maximização do valor’ (Damodaran,

1997): outros objectivos (ética, responsabilidade

social e ambiental, responsabilidade para com trabalhadores, ...) são redundantes: a criação de valor no longo prazo terá de passar por todos estes pontos, sob risco do mercado penalizar a empresa. A revista Fortune publica anualmente dois estudos:

Empresas com maior valor criado; e Empresas mais admiradas.

comparação entre as duas listas apresenta coincidências, apesar de nem todos os critérios serem financeiros.

(14)

A Função (Financeira)

Gestão Financeira:

As ferramentas da Gestão Financeira

Função Objectivo:

Maximizar valor da empresa

Modelos de risco e retorno Valor Actual Demonstrações Financeiras e Análise Financeira

Decisões Financeiras Estruturais:

1. Como alocar recursos escassos? Decisões de Investimento

2. Como recolher fundos para financiar investimentos? Decisões de Financiamento

3. Quanto reinvestir e quanto distribuir pelos accionistas? Política de dividendos

Performance measurement

(15)

GESTÃO (Gestores)

Adaptado de Damodaran, Aswath (2000), ‘Corporate Finance: Theory and practice’

ACCIONISTAS Maximizar

Riqueza dos Accionistas

CREDORES Proteger interesses dos credores Financiar Contratar/Despedir Financiar MERCADOS FINANCEIROS Disponibilizar informação real e atempada SOCIEDADE Evitar externalidades

Avaliar Punição dos infractores

A Função (Financeira)

(16)

GESTÃO (Gestores) ACCIONISTAS Maximizam Riqueza própria! CREDORES

Credores podem ser defraudados!

Têm pouco poder

sobre gestores! Financiar

MERCADOS FINANCEIROS Disponibilizar informação Deturpada, falsa e não atempada! SOCIEDADE Externalidades existem! Marcados podem avaliar mal!

Infractores podem não ser encontrados!

A Função (Financeira)

(17)

Desvios

face

aos

pressupostos

da

maximização do valor:

Custos de agência

Ineficiência dos mercados

Custos sociais / externalidades não imputadas

(18)

Custos de agência (

Jensen & Meckling, 1976

):

‘Agência’: contrato que mandata uma ou mais pessoas (agentes) para desenvolverem uma actividade em nome de terceiros, contrato esse que inclui a delegação de poderes e alguma capacidade de decisão (Jensen & Meckling, 1976);

Empresas são ‘nexus de contratos‘ de que resultam direitos hierarquizados sobre os seus activos;

Dois tipos de conflitos de agência:

• Entre accionistas/sócios e financiadores externos;

• Entre accionistas/sócios e gestores.

(19)

Custos de agência entre accionistas/sócios e

financiadores externos (

Jensen & Meckling, 1976

):

contratos de dívida incentivam os accionistas a investir de forma sub-óptima, dado que os

accionistas são motivados a empreender

projectos de elevado risco, com elevados retornos potenciais, o que diminui o valor de mercado da dívida;

nível de alavancagem decidido pelos

accionistas/gestores, com possibilidade de

expropriação de detentores de dívida anterior; os accionistas detêm poder sobre forma de distribuição dos lucros e alterações na política de dividendos têm impacto sobre valor de mercado da dívida.

(20)

Custos de agência entre accionistas ou sócios

e gestores

(

Jensen & Meckling, 1976

)

:

gestores possuem objectivos particulares e podem actuar no sentido de os alcançar, o que é facilitado pelo facto de não ser possível aos contratos de agência prever todas as situações (contratos incompletos) e permitirem assim a adopção de comportamentos oportunistas;

gestores e accionistas têm diferentes atitudes face ao risco:

• A utilidade marginal decrescente da riqueza do gestor leva-o a maximizar outros factores tal como o status, o poder, a reputação e as oportunidades de carreira, levando-o a assumir riscos mais calculados e tentando aumentar a sua visibilidade no mercado.

• Por seu lado, os accionistas podem diversificar no

(21)

Neste contexto emergem três motivos para

conflitos

de

agência

entre

gestores

e

accionistas:

1. Aversão ao esforço adicional por parte dos

gestores devido ao ‘focus’ na sua utilidade marginal;

2. Gestores privilegiam medidas tendentes a

minorar volatilidade, dado a sua incapacidade

para, ao contrário dos accionistas,

diversificarem risco;

3. Dificuldade de conciliação de horizontes

temporais distintos, dado que a

empregabilidade e carreira do gestor passam pela obtenção de resultados no curto prazo.

(22)

Definida a maximização do valor como função

objectivo correcta, duas questões devem ser

colocadas:

1. Como se mede o valor?

2. Como procurar a maximização do valor?

De que forma podem (e devem) os gestores (financeiros) procurar a maximização do valor no seu dia a dia?

VALUE BASED MANAGEMENT

‘Nova’ Função Financeira

(23)

EMPRESA FINANCIAMENTO CAPITAL PRÓPRIO INVESTIMENTO FINANCIAMENTO CAPITAL ALHEIO DECISÕES DE INVESTIMENTO DECISÕES DE FINANCIAMENTO MERCADOS FINANCEIROS SÓCIOS/ACCIONISTAS DECISÕES DE DISTRIBUIÇÃO DE RESULTADOS RESULTADOS / CASH-FLOW

A Função (Financeira)

(24)

PME’s

PROCESSOS ORGANIZATIVOS

Reporte financeiro

Contabilidade de gestão

Apoio tomada de decisão

PROCESSOS EXTERNOS

Transacções

Alterações estrutura de capitais

Adaptação à concorrência

INTERNO

Conhecimento dos mercados financeiros

OPERACIONAL ESTRATÉGICO

ESTRATÉGIA DE MERCADO

Relação com mercados e

intermediários financeiros

Relação com reguladores

ESTRATÉGIA ORGANIZACIONAL

Co-desenvolvimento da

estratégia

Escritório do CFO vs Unidades

de Negócio Conh eciment o estrat égico-organizacional EXTERNO

Função financeira ‘actual’

(25)

DECISÕES DE GESTÃO

Performance measurement

Orçamentação

Política de remuneração e incentivos

Relação com financiadores e reguladores

DECISÕES INVESTIMENTOCapital budgetingR&DF&AFundo de maneioEficiência DECISÕES FINANCIAMENTOEstrutura de capitaisPolítica de dividendosLeasingGestão do riscoReportingPlaneamento ‘Tradic ional’ Enf atizada n os man uais ‘Recent e’

Contabilidade, Fiscalidade, Controlo interno, SI’s

DIR. FINANCEIRA

Referências

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