PROBABILIDADE E
ESTATÍSTICA
PROFESSOR: Heleno Pontes Bezerra Neto
Eng. Civil, M.Sc.
Maceió-AL 2014.2
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS CENTRO DE TECNOLOGIA
SUMÁRIO DA AULA
VARIÁVEIS ALEATÓRIAS DISCRETAS
DISTRIBUIÇÃO DE PROBABILIDADES
PROBABILIDADE
Objetivos do aprendizado
• Determinar probabilidades a partir de funções de probabilidade
• Determinar probabilidades a partir de funções de distribuição cumulativa. • Calcular média e variância para variáveis discretas.
VARIÁVEIS ALEATÓRIAS DISCRETAS
Exemplo
Um sistema de comunicação de voz contem 48 linhas externas. Em um certo tempo, o sistema é observado e algumas das linhas estão sendo usadas. Seja a v.a. X o número de linhas uso. X pode assumir valores inteiros de 0 até 48. Quando o sistema o sistema for observado, se 10 linhas estiverem em uso, então x=10.
VARIÁVEIS ALEATÓRIAS DISCRETAS
Exemplo
Em um processo de fabricação de um semicondutor, duas pastilhas de um lote são testadas. Cada pastilha é classificada como passa ou falha. Suponha que a probabilidade de uma pastilha passar no teste seja 0.8 e que as pastilhas sejam independentes. O espaço amostral para o experimento e as possibilidades associadas são mostradas na tabela abaixo:
Por causa da independência, a probabilidade de a primeira pastilha passar no teste e da segunda falhar é:
DISTRIBUIÇÕES DE PROBABILIDADE
A distribuição de probabilidades de uma variável 𝑋 é uma descrição das probabilidades associadas com os valores possíveis de 𝑋. Em alguns casos, é conveniente expressar a probabilidade em termos de uma fórmula.
EXEMPLO:
Há uma chance de que um bit transmitido através de um canal de transmissão digital seja transmitido com erro. Seja 𝑋 o número de bits com erro nos próximos 4 bits transmitidos. Os valores possíveis para 𝑋 são {0,1,2,3,4}. Suponha as seguintes probabilidades: 𝑃 𝑋 = 0 = 0.6561 𝑃 𝑋 = 1 = 0.2916 𝑃 𝑋 = 2 = 0.0486 𝑃 𝑋 = 3 = 0.0036 𝑃 𝑋 = 4 = 0.0001
DISTRIBUIÇÕES DE PROBABILIDADE
FUNÇÃO DE PROBABILIDADE
Para uma variável aleatória 𝑋, com valores possíveis 𝑥1, … , 𝑥𝑛, a função de probabilidade é uma função tal que:
1) 𝑓 𝑥
𝑖≥ 0
2) 𝑓 𝑥
𝑖 𝑛 𝑖=1= 1
3)𝑓 𝑥
𝑖= 𝑃(𝑋 = 𝑥
𝑖)
EXEMPLO:
Seja a variável aleatória 𝑋 o número de pastilhas de semicondutores que necessitam ser analisadas, de modo a detectar uma grande partícula de contaminação. Seja 0,01 a probabilidade de uma pastilha conter uma grande partícula e que as pastilhas sejam independentes. Determine a distribuição de probabilidade de X.
Seja p uma pastilha em que uma grande partícula está presente e a uma pastilha em que essa partícula esteja ausente.
O espaço amostral do experimento é infinito. Isto é:
𝑆 = {𝑝, 𝑎𝑝, 𝑎𝑎𝑝, 𝑎𝑎𝑎𝑝, 𝑎𝑎𝑎𝑎𝑝, … }
EXEMPLO:
𝑆 = {𝑝, 𝑎𝑝, 𝑎𝑎𝑝, 𝑎𝑎𝑎𝑝, 𝑎𝑎𝑎𝑎𝑝, … } Considere alguns poucos casos especiais:
Uma fórmula geral é:
DISTRIBUIÇÕES DE PROBABILIDADE
𝑃 𝑋 = 2 = 𝑃 𝑎𝑝 = 0,99(0,01) = 0,0099 𝑃(𝑋 = 1) = 𝑃(𝑝) = 0,01
𝑃 𝑋 = 𝑥 = 𝑃 𝑎𝑎 … 𝑎𝑝 = 0.99𝑥−1(0.01), para 𝑥 = 1,2,3, …
𝑥 − 1 𝑎′𝑠 Descrever as probabilidades
associadas com 𝑋 em termos da fórmula torna-se mais simples.
FUNÇÕES DE DISTRIBUIÇÃO CUMULATIVA
A função de distribuição acumulada ou cumulativa de uma variável discreta 𝑋 é denotada por 𝐹(𝑋):
Onde 𝐹(𝑥) satisfaz as seguintes propriedades:
𝐹 𝑥 = 𝑃 𝑋 ≤ 𝑥 = 𝑓(𝑥
𝑖)
𝑥𝑖≤𝑥 1) 𝐹 𝑥 = 𝑃 𝑋 ≤ 𝑥 = 𝑓(𝑥𝑖) 𝑥𝑖≤𝑥 2) 0 ≤ 𝐹 𝑥 ≤ 1 3) 𝑆𝑒 𝑥 ≤ 𝑦, 𝑒𝑛𝑡ã𝑜 𝐹 𝑥 ≤ 𝐹(𝑦)FUNÇÕES DE DISTRIBUIÇÃO CUMULATIVA
EXEMPLO:
Retomando o exemplo de bits com erros. Se estivermos interessados na probabilidade de encontrar 3 ou menos bits com erro, essa questão pode ser expressa como:
Há uma chance de que um bit transmitido através de um canal de transmissão digital seja transmitido com erro. Seja 𝑋 o número de bits com erro nos próximos 4 bits transmitidos. Os valores possíveis para 𝑋 são {0,1,2,3,4} . Suponha as seguintes probabilidades: 𝑃 𝑋 = 0 = 0.6561 𝑃 𝑋 = 1 = 0.2916 𝑃 𝑋 = 2 = 0.0486 𝑃 𝑋 = 3 = 0.0036 𝑃 𝑋 = 4 = 0.0001
Distribuição de probabilidades para bits com erros
𝑃(𝑋 ≤ 3) 𝑃 𝑋 ≤ 3 = 𝑃 𝑋 = 0 + 𝑃 𝑋 = 1 + 𝑃 𝑋 = 2 + 𝑃 𝑋 = 3 𝑃 𝑋 ≤ 3 = 0.6561 + 0.2916 + 0.0486 + 0.0036 = 0.9999
FUNÇÕES DE DISTRIBUIÇÃO CUMULATIVA
EXEMPLO:
Essa abordagem pode também ser utilizada para calcular 𝑃(𝑋 = 3):
Há uma chance de que um bit transmitido através de um canal de transmissão digital seja transmitido com erro. Seja 𝑋 o número de bits com erro nos próximos 4 bits transmitidos. Os valores possíveis para 𝑋 são {0,1,2,3,4} . Suponha as seguintes probabilidades: 𝑃 𝑋 = 0 = 0.6561 𝑃 𝑋 = 1 = 0.2916 𝑃 𝑋 = 2 = 0.0486 𝑃 𝑋 = 3 = 0.0036 𝑃 𝑋 = 4 = 0.0001
Distribuição de probabilidades para bits com erros
𝑃 𝑋 = 3 = 𝑃 𝑋 ≤ 3 − 𝑃 𝑋 ≤ 2
FUNÇÕES DE DISTRIBUIÇÃO CUMULATIVA
EXEMPLO:
Determine a função de probabilidade de 𝑋 , a partir da seguinte função de distribuição cumulativa: 𝐹 𝑥 = 0 𝑥 < −2 0.2 −2 ≤ 𝑥 < 0 0.7 1 0 ≤ 𝑥 < 22 ≤ 𝑥 𝑓 −2 = 0.2 − 0 = 0.2 𝑓 0 = 0.7 − 0.2 = 0.5 𝑓 2 = 1.0 − 0.7 = 0.3
EXEMPLO:
Suponha que uma produção diária de 850 peças fabricadas contenha 50 delas que não obedecem aos requerimentos do consumidor. Duas peças são selecionadas ao acaso, sem reposição, da batelada. Seja a variável aleatória X o número de peças não-conformes a amostra. Qual é a função de distribuição cumulativa de X?
MÉDIA E VARIÂNCIA:
VARIÁVEL ALEATÓRIA DISCRETA
MÉDIA OU VALOR ESPERADO (𝝁 OU 𝑬(𝑿))
𝜇 = 𝐸 𝑋 = 𝑥 ∙ 𝑓(𝑥) 𝑥
) ( )
) (
)
( )
) (
)
( )
) (
)
( )
i
E a
a
ii
E bX
bE X
iii
E X
a
E X
a
iv E a bX
a bE X
• PROPRIEDADES DA ESPERANÇAMÉDIA E VARIÂNCIA:
VARIÁVEL ALEATÓRIA DISCRETA
MÉDIA OU VALOR ESPERADO (𝝁 OU 𝑬(𝑿))
𝜇 = 𝐸 𝑋 = 𝑥 ∙ 𝑓(𝑥) 𝑥 VARIÂNCIA (𝝈𝟐 OU 𝑽(𝑿)) 𝜎2 = 𝑉 𝑋 = 𝐸(𝑋 − 𝜇 )2= (𝑥 − 𝜇)2 𝑥 ∙ 𝑓(𝑥) 𝜎2 = 𝑉 𝑋 = 𝑥2 ∙ 𝑓 𝑥 − 𝜇2 𝑥 DESVIO PADRÃO (𝝈) 𝜎 = 𝜎2
• Uma distribuição de probabilidades pode ser vista como um carregamento com a média igual ao ponto de equilíbrio.
• (a) e (b) ilustram médias iguais, porém (a) possui maior variância.
MÉDIA E VARIÂNCIA:
VARIÁVEL ALEATÓRIA DISCRETA
• As distribuições de probabilidades ilustradas em (a) e em (b) diferem, muito embora elas tenham médias e variâncias iguais.
EXEMPLO
EXEMPLO:
O número de mensagens enviadas por hora, através de uma rede de computadores, tem a seguinte distribuição:
Determine a média e o desvio padrão do número de mensagens enviadas por hora.
𝜇 = 𝐸 𝑋 = 𝑥 ∙ 𝑓(𝑥)
𝑥
𝜎2 = 𝑉 𝑋 = 𝑥2 ∙ 𝑓 𝑥 − 𝜇2
EXEMPLO
O espaço amostral de um experimento aleatório é {a, b, c, d, e, f} e cada resultado é igualmente provável. Uma variável aleatória é definida como segue:
Exemplo: Resultado a b c d e f x 0 0 1,5 1,5 2 3 Resposta: f(0) = P(X=0) = 1/6 + 1/6 = 1/3 f(1,5) = P(X=1,5) = 1/6 + 1/6 = 1/3 f(2) = P(X=2) = 1/6 f(3) = P(X=3) = 1/6
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA
0,6561 0,2916 0,0486 0,0036 0,0001 0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0 1 2 3 4Exemplo:
P(X = 0) = 0,6561
P(X = 1) = 0,2916
P(X = 2) = 0,0486
P(X = 3) = 0,0036
P(X = 4) = 0,0001
0 1 2 3 4 0,0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0 Prob ab ili da de (% ) XDISTRIBUIÇÃO UNIFORME DISCRETA
Uma variável aleatória 𝑋 tem uma distribuição uniforme discreta se cada um dos 𝑛 valores em sua faixa, isto é 𝑥1, 𝑥2, … , 𝑥𝑛, tiver igual probabilidade. Ou seja,
𝑓 𝑥
𝑖=
𝑛1Variável aleatória mais simples, que assume somente um número finito de valores possíveis, cada um com igual probabilidade.
𝜇 = 𝐸 𝑋 =
𝑏 + 𝑎
2
𝜎
2=
(𝑏 − 𝑎 + 1)
2−1
12
DISTRIBUIÇÃO UNIFORME DISCRETA
EXEMPLO:
Como em um exemplo anterior, seja a v.a. 𝑋 o número das 48 linhas telefônicas que estão em uso durante um certo tempo. Considere que 𝑋 seja uma variável aleatória discreta uniforme, com uma faixa de 0 a 48.
Assim,
𝐸 𝑋 = (48 + 0)
2 = 24
𝜎 = (48 − 0 + 1)2−1
DISTRIBUIÇÃO BINOMIAL
Um experimento aleatório consiste em 𝑛 tentativas de Bernouli, de modo que: (1) As tentativas sejam independentes
(2) Cada tentativa resulte em somente dois resultados possíveis, designados como “sucesso” e “falha”
(3) A probabilidade de um sucesso em cada tentativa, denotada por 𝑝, permanece constante
A variável aleatória 𝑋, que é igual ao número de tentativas que resultam em um
sucesso, é uma variável aleatória binomial com parâmetros 0 < 𝑝 < 1 e 𝑛 = 1,2, … A função de probabilidade de 𝑋 é:
𝑓 𝑥 = 𝑛𝑥 𝑝𝑥(1 − 𝑝)𝑛−𝑥 𝑥 = 0, 1, … , 𝑛
DISTRIBUIÇÃO BINOMIAL
Considere o experimento: retiram-se 3 bolas da urna (com reposição). Define-se uma v.a. X cujos valores representam o número total de bolas vermelhas dentre as 3 escolhidas.
X: {0, 1, 2, 3}
O experimento envolve 3 eventos independentes. Para cada evento:
P(vermelha) = 5/7 P(azul) = 2/7
= p (probabilidade de sucesso)
DISTRIBUIÇÃO BINOMIAL
Considere o experimento: retiram-se 3 bolas da urna (com reposição). Define-se uma v.a. X cujos valores representam o número total de bolas vermelhas dentre as 3 escolhidas.
f (x) = ? X: {0, 1, 2, 3} p = 5/7 q = 2/7 n = 3 ( 0) P X 2 2 2 7 7 7 3 2 8 7 343 q q q ( 1) P X 5 2 2 7 7 7 p q q 3! 1!2! 2 5 2 60 3 7 7 343 ( 2) P X 5 5 2 7 7 7 p p q 3! 2!1! 2 5 2 150 3 7 7 343 ( 3) P X 5 5 5 7 7 7 3 5 125 7 343 p p p x n x p q ! !( )! n x n x ( ) n x n x f x p q x
DISTRIBUIÇÕES DE PROBABILIDADE
DISTRIBUIÇÃO GEOMÉTRICA
DISTRIBUIÇÃO BINOMIAL NEGATIVA DISTRIBUIÇÃO HIPERGEOMÉTRICA DISTRIBUIÇÃO DE POISSON
PROBABILIDADE
PRÓXIMA AULA
Referências: