FUNDOS DE INVESTIMENTO
MOBILIÁRIO
RELATÓRIOS E CONTAS
2010
Í
NDICE
ENTIDADEGESTORA ... 3
ÓRGÃOSECORPOSSOCIAIS ... 3
FUNDOSSOBGESTÃO... 4
MERCADOS... 5
CONJUNTURA MACRO-ECONÓMICA ... 5
MERCADOSFINANCEIROS ... 12
RELATÓRIOS DE ACTIVIDADE DOS FUNDOS SOB GESTÃO... 20
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO CA MONETÁRIO (Reg. CMVM nº 1131)
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ TESOURARIA (Reg. CMVM nº 28)
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ RENDIMENTO (Reg. CMVM nº 27)
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ EUROPA (Reg. CMVM nº 483)
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ GLOBAL (Reg. CMVM nº 482)
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ POUPANÇA ACÇÕES (Reg. CMVM nº 263)
FUNDO DE FUNDOS DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ CONSERVADOR (Reg. CMVM nº 622)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO RAIZ VALOR ACUMULADO (Reg. CMVM nº 1012)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO RAIZ TOP CAPITAL (Reg. CMVM nº 1044)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA AGRO VALORIZAÇÃO (Reg. CMVM nº 1086)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA EURIBOR + (Reg. CMVM nº 1133)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA EURIBOR II (Reg. CMVM nº 1179)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA SAÚDE VALORIZAÇÃO (Reg. CMVM nº 1207)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA RENDIMENTO CRESCENTE (Reg. CMVM nº 1238)
E
NTIDADE GESTORA
Crédito Agrícola Gest – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A.
Nº de Registo na CMVM: 188
Data de Início de Actividade: 29/07/1991
Sede Social: Av. da República, 23 - 1050-185 Lisboa
Capital Social: 1 000 000 Euros
Nº Único de Pessoa Colectiva: 502 124 695
Ó
RGÃOS E CORPOS SOCIAIS
MESA DA ASSEMBLEIA-GERAL
Presidente Avelino Meira do Poço
Secretário João Manuel Pires Lopes
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Presidente Mário Dúlio de Oliveira Negrão
Vogal Sérgio Manuel Arsénio Alves Contreiras
Vogal Eduardo Augusto Pombo Martins
Vogal João Gante Gonçalves
Vogal João Manuel Aleixo Barata Lima
CONSELHO FISCAL
Presidente José Daniel Pereira Rito Alves
Vogal José Júlio Faria da Costa
Revisor Oficial de Contas Salgueiro, Castanheira & Associado, S.R.O.C.,
representado por Natércia Pires Fernandes Castanheira (ROC nº 837)
Suplente Fernando da Silva Salgueiro (ROC nº 774)
COMISSÃO DE REMUNERAÇÕES
Nuno Bartolomeu Nunes Alves Cordeiro
Manuel Valentim Correia Stichaner Lacasta Jesus João Paulo Viana Gonçalves Pedro
F
UNDOS SOB GESTÃO
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO CA MONETÁRIO (Reg. CMVM nº 1131)
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ TESOURARIA (Reg. CMVM nº 28)
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ RENDIMENTO (Reg. CMVM nº 27)
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ EUROPA (Reg. CMVM nº 483)
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ GLOBAL (Reg. CMVM nº 482)
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ POUPANÇA ACÇÕES (Reg. CMVM nº 263)
FUNDO DE FUNDOS DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ CONSERVADOR (Reg. CMVM nº 622)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO RAIZ VALOR ACUMULADO (Reg. CMVM nº 1012)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO RAIZ TOP CAPITAL (Reg. CMVM nº 1044)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA AGRO VALORIZAÇÃO (Reg. CMVM nº 1086)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA EURIBOR + (Reg. CMVM nº 1133)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA EURIBOR II (Reg. CMVM nº 1179)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA SAÚDE VALORIZAÇÃO (Reg. CMVM nº 1207)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA RENDIMENTO CRESCENTE (REG. CMVM Nº 1238)
M
ERCADOS
1.
C
onjuntura
M
acro-
E
conómica
1.1. Economia Mundial
O ano de 2010 foi caracterizado por uma aceleração da actividade económica
global e por uma redução pronunciada dos níveis de aversão ao risco dos
agentes económicos, ainda a recuperar da maior queda sincronizada do
comércio mundial que se seguiu à crise financeira de 2008. A manutenção de
políticas monetárias ultra expansionistas – juros historicamente baixos – e a
injecção de liquidez no sistema financeiro por parte dos bancos centrais do
mundo industrializado conferiram uma envolvente favorável à recapitalização
dos bancos, à reestruturação dos balanços das empresas e à recuperação do
consumo privado das famílias. As boas perspectivas de crescimento económico,
nomeadamente no bloco emergente, permitiram, num cenário de baixas
pressões inflacionistas, relançar a economia global e dinamizar o comércio
internacional.
O fenómeno de “decoupling” entre economias emergentes e economias
industrializadas foi acompanhado por uma intensificação das trocas comerciais
intra-bloco emergente, por uma migração recorde de fluxos financeiros rumo às
economias em vias de desenvolvimento e por uma subida dos preços das
matérias-primas nos mercados internacionais. Na Europa, a maior percepção
dos riscos soberanos e a agudização da crise da dívida pública conduziram a
uma escalada dos custos de financiamento das economias periféricas da Zona
Euro e à adopção de medidas de austeridade e de controlo das finanças
públicas. Os pedidos de auxílio financeiro por parte da Grécia (EUR 110 mil
milhões em Maio) e da Irlanda (EUR 85 mil milhões em Novembro), assim como
a criação em Maio do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF),
inserido num programa de financiamento conjunto com o FMI, foram outros dos
temas dominantes do ano.
O caminho do rigor orçamental adoptado pela generalidade dos estados
membros da Zona Euro marcou uma clivagem profunda face às medidas de
estímulo orçamental e monetário postas em curso nos Estados Unidos. A
Reserva Federal (FED) apresentou no segundo semestre de 2010 um novo
programa de “quantitative easing” (QE2), procurando através da compra de
obrigações do Tesouro garantir uma estabilização dos custos de financiamento
das famílias e ultrapassar o período de arrefecimento económico presenciado
em meados do ano. Em Dezembro, o Senado aprovou igualmente uma extensão
do pacote de corte de impostos introduzidos na era Bush, avaliado em mais de
USD 850 mil milhões. Nos Estados Unidos, tal como na Zona Euro, as taxas
directoras do FED permaneceram a níveis mínimos do pós-crise financeira
internacional (intervalo entre 0 e 0,25%).
Economia Mundial, Previsões FMI Produto Interno Bruto
(Taxas de variação em percentagem, salvo indicação em contrário)
2011 2012 Estimativa Projecção Economia Mundial -0,6 5,0 4,4 4,5 Países Desenvolvidos -3,4 3,0 2,5 2,5 Estados Unidos -2,6 2,8 3,0 2,7 Zona Euro -4,1 1,8 1,5 1,7 Japão -6,3 4,3 1,6 1,8
Países em vias de Desenvolvimento 2,6 7,1 6,5 6,5
Brasil -0,6 7,5 4,5 4,1
Rússia -7,9 3,7 4,5 4,4
Índia 5,7 9,7 8,4 8,0
China 9,2 10,3 9,6 9,5
(1) FMI: World Economic Outlook, Update Janeiro de 2011.
Indicadores (1) 2009 2010
No bloco emergente, e após um período de crescimento económico robusto, a intensificação de pressões inflacionistas viria a estar na génese do ciclo de “tightening” monetário iniciado no continente asiático no último trimestre de 2010 – China, Índia, Indonésia, Coreia do Sul. A introdução de medidas governamentais surge associada à percepção generalizada de algum sobreaquecimento económico a nível regional, agravado pela escalada do preço das “commodities” agrícolas e, simultaneamente, de uma subida sustentada dos salários e outros custos produtivos. Na China, a imposição de quotas na concessão de crédito e a subida das taxas de reserva e de cedência de liquidez procuraram conter pressões inflacionistas e fenómenos de natureza especulativa no mercado imobiliário local.
De acordo com as projecções do Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia global terá crescido a uma taxa de 5% em 2010 beneficiando do dinamismo evidenciado pelas economias em vias de desenvolvimento (+7,1%) – Brasil (+7,5%), Rússia (+3,7%), Índia (+9,7%) e China (+10,3%) – e de uma recuperação moderada das economias industrializadas. As economias emergentes contabilizam, de acordo com dados do FMI, cerca de 40% do consumo global e mais de dois terços das taxas de crescimento estimadas. De forma inversa, as economias industrializadas deverão ter crescido a uma taxa anual de 3% - Estados Unidos (+2,8%), Zona Euro (+1,8%) e Japão (+4,3%) – num cenário de baixas pressões inflacionistas e de expectativas limitadas quanto à subida das taxas de juro.
Na Zona Euro, a crise financeira grega e o efeito contágio junto das economias do designado bloco periférico dominaram as atenções dos agentes económicos, exigindo um papel interventivo por parte do BCE e da União Europeia no sentido de assegurar as necessidades de refinanciamento das economias mais sobreendividadas. O plano europeu de auxílio financeiro à Grécia, formalizado em Maio do ano transacto e orçado em cerca de EUR 110 mil milhões, pressupunha a existência de acordos bilaterais com os restantes estados membros e ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional. Nos mesmos moldes, a criação do FEEF em Maio de 2010 procurou restabelecer a confiança na moeda única e surgiu num contexto de agudização da crise soberana europeia.
Os recursos disponibilizados no pacote de estabilização financeira apresentado em Maio, avaliados em EUR 750 mil milhões, provinham de empréstimos directos e garantias dos 16 estados membros da Zona Euro até um total de EUR 440 mil milhões (FEEF), empréstimos provenientes do orçamento comunitário até EUR 60 mil milhões Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira e financiamento directo do FMI até um total de EUR 250 mil milhões. A ausência de uma voz única no seio da Zona Euro e a pressão introduzida por parte dos países “core”, liderados pela Alemanha, no sentido da introdução de medidas mais restritivas de consolidação orçamental e de partilha do fardo das eventuais perdas decorrentes do auxilio às economias da periferia, esteve na base de um segundo momento de aversão ao risco que culminaria no pedido de ajuda financeira da Irlanda em Novembro último.
O pedido de auxílio financeiro da Irlanda (EUR 85 mil milhões) em Novembro de 2010 surgiu associado à necessidade de recapitalização do seu sistema financeiro, tendo representado um passo atrás no processo de credibilização dos “stress tests” conduzidos à banca europeia uns meses antes. Em Julho de 2010, o Comité Europeu de Supervisores Bancários anunciou que apenas 9 dos 91 bancos europeus analisados teriam necessidade de reforçar os seus capitais próprios num cenário de nova recessão económica e de intensificação da crise soberana na Europa. Esta análise pressupunha necessidades de recapitalização da banca europeia de EUR 3,5 mil milhões cerca de um décimo dos EUR 30 mil milhões antecipados pelo mercado. Presentemente, a discussão em torno de um possível alargamento do âmbito de actuação do FEEF e a criação de um Mecanismo Permanente de Estabilização Financeira para lá de 2013, permanece um tema fracturante no seio da Zona Euro.
Em termos de política monetária, o Banco Central Europeu (BCE) manteve a sua taxa de juro de referência inalterada em 1%, um nível considerado apropriado atendendo à ausência de pressões inflacionistas. O BCE renovou ainda um conjunto de medidas de suporte à banca europeia, nomeadamente medidas de curto prazo de cedência de liquidez a uma taxa de 1%. Atendendo às dificuldades de financiamento da generalidade das instituições financeiras do bloco periférico, nomeadamente no período de maior aversão ao risco soberano, estas medidas revelar-se-iam fundamentais. A forte dependência do financiamento proveniente do BCE foi por diversas ocasiões alvo de criticas por parte das economias “core” da Zona Euro – Alemanha, Áustria, Holanda.
Nos Estados Unidos, as medidas de estímulo económico avançadas após a crise financeira de 2008 continuaram a produzir os efeitos desejados. A estabilização presenciada no mercado imobiliário e a recuperação gradual dos níveis de emprego e da criação de postos de trabalho terá contribuído para um crescimento de 2,8% em 2010. A manutenção de uma política monetária ultra expansionista por parte do FED – taxa de juro de referência num intervalo entre 0% e 0,25% - e a introdução de um segundo programa de estímulo monetário – QE2 – foram ainda complementadas na recta final do ano por medidas de carácter orçamental – extensão do pacote de corte de impostos que já vinha da administração Bush, como já anteriormente se referiu. De acordo com o FMI, a ausência de uma estratégia de consolidação fiscal de médio prazo surge como um dos principais factores de risco com que se confronta a economia norte americana. Segundo a mesma fonte, o défice orçamental nos Estados Unidos deverá ascender a 10,75% do PIB em 2011, mais do dobro do défice orçamental previsto para a Zona Euro. A dívida pública norte-americana poderá atingir os 110% do PIB a partir de 2016.
Em 2010, assistiu-se também a um agravamento dos desequilíbrios externos entre nações tipicamente deficitárias – Estados Unidos – e nações superavitárias – China e Japão. O tema recorrente da valorização do yuan chinês, uma exigência antiga do bloco industrializado, esbarrou na insatisfação manifestada pelas potências asiáticas quanto aos programas de estímulo monetário norte-americanos (QE e QE2). Estes programas, vistos como medidas instrumentais de depreciação do dólar, foram responsáveis por um clima de verdadeira “guerra cambial” no seio do G20 aquando da Cimeira de Seoul realizada em Novembro de 2010.
Segundo as estimativas de crescimento económico do FMI para 2011, a economia global deverá arrefecer para 4,4%, reflectindo um abrandamento ligeiro em ambos os blocos emergente (+6,5%) e industrializado (+2,5%). Entre países desenvolvidos, os Estados Unidos deverão crescer 3%, cerca do dobro das projecções de crescimento económico para a Zona Euro (+1,5%) e para o Japão (+1,6%). A China, depois de ter superado as economias alemã e japonesa no decurso dos últimos 2 anos, deverá cimentar a segunda posição no ranking das maiores economias do mundo, logo atrás dos Estados Unidos. De acordo com o FMI, a China deverá crescer 9,6% em 2011, seguida pela Índia (+8,4%), Brasil (+4,5%) e Rússia (+4,5%).
A actividade económica nos países desenvolvidos registará um crescimento moderado em 2011, na medida em que os agregados consumo privado e investimento público continuarão fortemente condicionados pela necessidade de recomposição de poupanças das famílias e de correcção dos défices orçamentais excessivos. O ciclo de “deleverage” financeiro e de reequilíbrio dos balanços dos agentes económicos nas economias ocidentais demorará anos a concluir e provocará fortes constrangimentos ao crescimento económico das principais economias mundiais. As economias dos países periféricos da Zona Euro registarão uma contracção ou, na melhor das hipóteses, um crescimento marginal em 2011, face à emergência de colocação das suas contas públicas numa trajectória de sustentabilidade.
A Reserva Federal norte-americana deverá manter a sua taxa de referência inalterada em 2011, face à perspectiva de expansão moderada da actividade económica e de recuperação progressiva do mercado de trabalho. Na Zona Euro, o Banco Central Europeu deverá iniciar o ciclo de subida de taxas de juro – taxa de directora presentemente em 1% - atendendo à evolução recente do nível de preços na região - acima da meta dos 2% - e ao objectivo estatutário de combate à intensificação de pressões inflacionistas.
A elevada percepção do risco e a incapacidade dos bancos domiciliados nos países periféricos do Euro em obterem “funding”, quer nos mercados obrigacionistas, quer nos mercados interbancários, condicionarão a condução da politica monetária pelo BCE – manutenção das taxas de referência a níveis extraordinariamente baixos ao longo de 2011 e poderão condicionar o timing da remoção das facilidades de concessão de liquidez, previsto para final do primeiro trimestre de 2011.
Inversamente, a forte dinâmica económica do bloco “core” europeu, encabeçado pela Alemanha, exercerá pressão sobre a autoridade monetária no sentido de reduzir estímulos à economia e encetar o processo de normalização das suas taxas de juro de referência. No Reino Unido, a persistência de níveis elevados de inflação, poderá determinar uma subida da taxa de referência do Banco de Inglaterra no decurso do primeiro semestre de 2011. No bloco emergente, deveremos assistir a uma intensificação do ciclo de subida das taxas de juro directoras, face ao forte crescimento económico e aumento das pressões inflacionistas na generalidade dos países. Na China, o consenso de mercado aponta para subidas de entre 100bps e 125bps da taxa de referência em 2011, seguindo-se aumentos adicionais em 2012.
Nesta envolvente, apesar dos sinais de “decoupling” no curto prazo entre as economias da periferia e da zona “core” europeia e entre as economias industrializadas e as economias emergentes, a economia global permanece estritamente interligada. Nesse sentido, um conjunto de medidas deverão ser postas em prática para reduzir vulnerabilidades e promover um rebalanceamento do crescimento entre geografias. As recomendações do FMI para a Zona Euro sugerem a prossecução de medidas necessárias ao restabelecimento da confiança no sistema financeiro, assim como, no médio prazo, de medidas de consolidação fiscal.
A nível regulamentar, os reguladores financeiros internacionais acordaram em 2010 sobre os novos requisitos, estrutura e qualidade do capital da banca que consubstanciam a proposta Basileia III. A implementação da proposta decorrerá faseadamente ao longo de três estágios principais. Num primeiro período, os requisitos mínimos de capital estabelecem um rácio de “Core Tier 1” de 4,5%, um rácio de “Tier 1” de 6% e um rácio de capital total de 8%, requisitos estes a serem atingidos entre 2013 e 2015. Numa segunda fase, será imposto um “buffer” de protecção do capital (“conservation buffer”) de 2,5%, constituído por “common equity”, sendo elevados os rácios mínimos de “Core Tier 1” para 7%, de «Tier 1» para 8,5% e de capital total para 10,5%. O segundo período de implementação decorrerá entre 2015 e 2019. Numa terceira fase, será imposto um “buffer” de protecção do capital de natureza cíclica correspondente a entre 0% e 2,5% do capital, a ser constituído em períodos de forte crescimento económico.
1.2. Economia Portuguesa
A economia portuguesa terá crescido 1,3% em 2010, de acordo com as estimativas mais recentes do Banco de Portugal publicadas no seu Boletim Económico de Inverno. Este desempenho da economia portuguesa, superior ao que era estimado no inicio do ano (+0,7%), ter-se-á ficado a dever à evolução positiva do sector exportador (+9%) e ao suporte conferido pelo crescimento do consumo público (+3,2%). A contracção de 0,3% no último trimestre de 2010 espelha, porém, o impacto das medidas de austeridade e de controlo das finanças públicas postas em prática no decurso do último semestre de 2010.
Portugal, Previsões Banco de Portugal
Agregados Macroeconómicos, Indicadores Económicos e Financeiros (Taxas de variação em percentagem, salvo indicação em contrário)
2011 2012 PIB -2,7 1,3 -1,3 0,6 Consumo Privado -0,9 1,8 -2,7 -0,5 Consumo Público 2,0 3,2 -4,6 -1,0 FBCF -11,7 -5,0 -6,8 -0,4 Procura interna -2,9 0,5 -3,6 -0,5
Exportações de Bens e Serviços -12,5 9,0 5,9 6,1
Importações de Bens e Serviços -10,8 5,0 -1,9 2,4
Conta Corrente em % do PIB -8,2 -8,8 -7,1 -7,0
Indíce de Preços no Consumidor (IHPC) -0,9 1,4 2,7 1,4
(1) Banco de Portugal: Boletim Económico, Inverno de 2010.
Projecções
Indicadores (1) 2009 2010
O maior dinamismo evidenciado pelo consumo privado (+1,8%) foi outro dos motores de recuperação económica em 2010, muito embora a deterioração dos níveis de emprego e dos indicadores de confiança dos agentes económicos sugira uma desaceleração significativa a partir do último trimestre do ano transacto. As importações (+5%) assistiram igualmente a um crescimento expressivo motivado por aumento de despesas de consumo de bens com um elevado conteúdo importado, em particular com a venda de automóveis em antecipação ao agravamento do regime fiscal (IVA).
A contribuir negativamente para o crescimento em 2010, assistiu-se a nova quebra acentuada da formação bruta do capital fixo (-5,0% face aos -11,7% verificados em 2009). A aprovação do Orçamento de Estado para 2011 e a introdução de medidas de redução do consumo público, decorrentes da escalada dos custos de financiamento da República nos mercados internacionais, deverão penalizar o crescimento económico nos próximos trimestres, estando previsto um agravamento da situação macroeconómica ao longo do ano de 2011.
Conforme referido anteriormente, a procura externa sofreu uma forte aceleração reflexo da melhoria assistida na conjuntura económica internacional. As exportações avançaram 9,0% em 2010, enquanto que as importações apresentaram uma subida igualmente expressiva (+5,0% em 2010). Após um elevado dinamismo em 2010, as projecções do enquadramento internacional apontam para um abrandamento da procura externa dirigida às empresas portuguesas em 2011, seguido de alguma recuperação em 2012.
As projecções para a economia portuguesa apontam para que a actividade económica registe uma contracção em 2011, num período caracterizado por uma ligeira diminuição das necessidades de financiamento das famílias e das empresas e por uma significativa consolidação orçamental, isto num quadro de queda substancial da procura interna. De acordo com o Banco de Portugal, os riscos em torno da actual projecção para a actividade económica permanecem marcadamente descendentes.
O Banco de Portugal assume ainda que o recurso ao financiamento pelo Eurosistema permanecerá significativo, num contexto de persistência das dificuldades de acesso dos bancos portugueses aos mercados de financiamento por grosso. A inflação deverá aumentar para cerca de 2,7% em 2011, face aos 1,4% em 2010, reflexo dos aumentos de tributação indirecta cujo contributo para o crescimento dos preços no consumidor será superior a 1 ponto percentual em 2011.
Neste contexto, o Banco de Portugal estima que o Produto Interno Bruto (PIB) recue 1,3% em 2011 e que registe um crescimento marginal de 0,6% em 2012. No que diz respeito à procura interna, a sua evolução em 2011 e 2012, -2,7% e -0,5% respectivamente, deverá continuar condicionada pela deterioração das condições no mercado de trabalho e pela incerteza em torno da introdução de medidas mais rigorosas de consolidação orçamental. As referidas medidas condicionam a evolução do rendimento disponível e das perspectivas para a procura.
A nível sectorial, antecipa-se que o crescimento permaneça focado nos sectores de bens e serviços transaccionáveis – indústria transformadora e actividades do sector dos serviços mais orientadas para a exportação. A actividade nos sectores da construção e de serviços não transaccionáveis seguirá pressionada pela significativa contracção da procura. No mercado de trabalho, o Banco de Portugal projecta uma redução do emprego de 1,0% e 0,2% em 2011 e 2012 respectivamente, isto após uma redução de 1,3% em 2010.
As necessidades de financiamento da economia portuguesa, representadas pelo défice das balanças corrente e de capital, terão aumentado de 8,2% em percentagem do PIB em 2009 para 8,8% em percentagem do PIB em 2010. Ainda assim, é projectada uma redução das necessidades de financiamento externo para um valor em torno dos 7% em 2011 e 2012, reflexo de uma contracção da procura interna e de um aumento da procura dirigida pelo exterior.
No que toca à evolução das finanças públicas, o governo antecipa uma redução do défice orçamental dos actuais 7,3% do PIB para 4,6% em 2011. Entre as medidas do lado da receitas entretanto apresentadas no Orçamento de Estado para 2011 é de salientar o aumento da taxa normal do IVA de 21% para 23%, o aumento da contribuição dos funcionários públicos para a Caixa Geral de Aposentações em 1 ponto percentual, a introdução de uma contribuição sobre o sector financeiro e a integração de trabalhadores do sector bancário no regime geral de segurança social. Já no decurso de 2010 haviam sido introduzidas medidas restritivas como o aumento em 1 ponto percentual de todas as taxas do IVA, o agravamento da tributação, em sede de IRS, por aumento das taxas aplicáveis aos vários escalões de rendimento e taxas liberatórias e a introdução de uma sobretaxa de 2,5% sobre o lucro tributável de todas as empresas com lucro superior a EUR 2 milhões.
2.
M
ercados
F
inanceiros
Em 2010, os mercados financeiros internacionais apresentaram um desempenho sólido beneficiando da reaceleração económica presenciada a nível global e da apresentação de resultados empresariais que superaram as expectativas dos analistas. A manutenção de políticas orçamentais e monetárias de cariz fortemente expansionista alimentou a procura por “yield” e o apetite por risco por parte dos investidores. Para tal, revelou-se decisiva a manutenção de taxas de juro de curto prazo a mínimos históricos e a ausência de pressões inflacionistas relevantes durante grande parte do ano. As volatilidades implícitas das principais classes de activos registaram uma redução pronunciada para níveis anteriores à crise financeira internacional de 2008.
Os primeiros seis meses do ano seriam, no entanto, pautados por dois períodos de maior aversão ao risco. Numa primeira fase, a agudização da crise da dívida soberana na Zona Euro e a incerteza crescente quanto à resposta encontrada pela Comunidade Europeia aos novos desafios da moeda única conduziram a um desempenho medíocre da generalidade das praças accionistas internacionais. Os custos de financiamento das economias da periferia da Zona Euro acentuaram-se e a falta de sintonia quanto às medidas a serem introduzidas no seio da Comunidade Europeia amplificaram a desconfiança e os níveis de aversão ao risco dos investidores.
Numa segunda fase, dúvidas quanto à sustentabilidade da recuperação económica, nomeadamente no bloco industrializado, pressionaram as “yields” das economias “core” da Zona Euro e dos Estados Unidos para níveis mínimos desde o deflagrar da crise. Os receios generalizados quanto à materialização de um cenário de “double dip” só viriam a ser dissipados após o anúncio, em Novembro de 2010, do segundo programa de “quantitative easing” por parte de Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal norte-americana. Em antecipação ao referido programa, os mercados accionistas internacionais iniciaram em Setembro um forte “rally” que se viria a perpetuar até final do ano conduzindo muitos dos principais índices mundiais a níveis máximos desde a falência do banco de investimentos Lehman Brothers.
O maior optimismo presenciado no segundo semestre de 2010 decorreu igualmente do fortalecimento da actividade industrial e dos primeiros sinais de recuperação no mercado de trabalho dos Estados Unidos. A maior robustez evidenciada pela economia norte americana nos últimos trimestres de 2010 afastou definitivamente o cenário de recessão económica que havia minado o sentimento de mercado no período de Verão, estando ainda directamente relacionada com a escalada de “yields” presenciada entre Setembro e Dezembro do ano transacto. O MSCI World registou uma valorização de 9,55% em 2010, isto depois de um primeiro semestre sem tendência definida.
2.1. Mercado Cambial
Na sequência da pior crise financeira da Zona Euro desde a introdução da moeda única em 2002, o Euro perdeu valor contra as principais divisas. Os pedidos de ajuda financeira da Grécia, em Maio de 2010, e da Irlanda, em Novembro de 2010, e a criação do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), integrado numa solução conjunta para socorrer os estados membros da Zona Euro em dificuldades, foram acompanhados por uma desconfiança crescente em torno do Euro.
As vendas massivas de activos denominados em euros, nomeadamente de dívida pública e empresarial dos países periféricos, obrigaram a uma intervenção sem precedentes do Banco Central Europeu no sentido de estabilizar os preços e travar a escalada dos custos de financiamento de Estados e empresas. No último ano, o Euro perdeu 6,5% face ao Dólar norte-americano, encerrando o cotar nos USD 1,3384, e depreciou cerca de 18,5% para o Iene japonês, encerrando a transaccionar nos JPY 108,47. Face à libra esterlina, o Euro perdeu 3,3% fechando a última sessão de Dezembro a cotar nos GBP 0,857.
As «commodity currencies» – coroa norueguesa, dólar canadiano, dólar australiano – beneficiaram da subida do preço das matérias-primas, voltando a registar fortes valorizações anuais face ao Dólar norte-americano – Dólar canadiano (+5,4%), Dólar australiano (+14%), Dólar neo-zelandês (+7,9%).
EVOLUÇÃO DO EURO Base100=31.12.2009 75,00 80,00 85,00 90,00 95,00 100,00 105,00 D ez-0 9 Fe v -1 0 A b r-1 0 Ju n -1 0 Ag o -1 0 Ou t-1 0 D ez-1 0 USD GBP CHF JPY
O real brasileiro, o peso chileno e o peso mexicano registaram valorizações face ao Dólar de, respectivamente 5%, 8,4% e 6,1%. O renminbi chinês valorizou 3,4% face ao Dólar muito embora a pressão da comunidade internacional no sentido de se proceder a uma maior valorização da moeda asiática se tenha intensificado. No dia 19 de Junho, o banco central da China comprometeu-se a permitir uma maior liberalização da cotação
A “guerra cambial” entre os Estados Unidos, por um lado, e o bloco emergente, por outro, teve o seu ponto alto na Cimeira de Seoul em Novembro do ano transacto. Ainda que tenham sido acordadas metas no sentido de corrigir a médio prazo os profundos desequilíbrios nas balanças correntes e de capital à escala global, poucos foram os passos concretos avançados nesse sentido. A introdução de programas de estímulo monetário nos Estados Unidos ao longo do ano de 2010 foi percepcionada como uma via artificial para proceder à depreciação do Dólar, o que fortaleceu a intransigência das potências asiáticas na manutenção de câmbios relativamente fixos face à moeda norte-americana.
2.2. Mercado de «Commodities»
O mercado de “commodities” apresentou um desempenho francamente positivo em 2010 com o índice TR Jefferies CRB a valorizar 17,4%. A suportar este desempenho permaneceu a resiliência apresentada pelas economias emergentes e a entrada recorde de fluxos financeiros nos mercados de matérias-primas. A manutenção de políticas monetárias acomodatícias à escala global e o apetite crescente por risco e por “yield” num cenário de baixas taxas de juro conferiu um “background” favorável à evolução da classe, vista de forma crescente pela comunidade internacional com um “hedging” natural face à materialização de pressões inflacionistas.
O segmento energético voltou a conhecer ganhos assinaláveis, com destaque para a valorização de 15% do crude em Nova Iorque – o WTI regressou próximo dos USD 90 por barril, ainda assim distante dos $146.86 fixados em Julho de 2008. Nos metais preciosos, uma referência para os ganhos registados pelo ouro (+29%), prata (+84%%) e platina (+21%), enquanto que entre os metais de base (industriais) uma nota para as subidas do alumínio (+11%), cobre (+30%) e níquel (+34%). No decurso de 2010, foi mantida uma correlação assinalável entre os preços das principais “commodities” e os mercados accionistas, reflexo do aumento do apetite pelo risco à escala global.
No segmento de “commodities” agrícolas, uma referência para as fortes valorizações registadas pela soja (+34%), milho (+52%) e trigo (+47%). Estes ganhos assumiram ao longo de 2010 um papel preponderante na intensificação de pressões inflacionistas no mundo emergente na medida em que os bens alimentares assumem nestas geografias uma proporção mais elevada do cabaz do consumidor. A tendência ascendente no mercado de “commoditites” agrícolas tem estado igualmente na base, já em 2011, da emergência de focos de tensão social no Norte de África e Médio Oriente.
2.3. Mercado Obrigacionista
Depois de mais de uma década de “outperformance” do mercado obrigacionista, beneficiando de um conjuntura favorável de baixas taxas de juro e de pressões inflacionistas diminutas, o ano de 2010 foi um período de novos desafios para a classe. No primeiro semestre de 2010, a agudização da crise da dívida soberana europeia e a temática dos défices orçamentais excessivos centraram as atenções dos agentes de mercado, condicionando o desempenho dos activos das economias da periferia da Zona Euro e, inversamente, suportando o comportamento dos activos da zona “core” - Alemanha, Áustria, Holanda. O mercado de dívida pública norte-americana seguiu igualmente suportado pela manutenção da taxa de referência da Reserva Federal no intervalo entre 0% e 0,25%.
YIELD CURVE EUROPEIA 0,000% 0,500% 1,000% 1,500% 2,000% 2,500% 3,000% 3,500% 4,000% 4,500% 5,000% 31-Dez-10 31-Dez-09
No segundo semestre de 2010, a reaceleração económica assistida no mundo industrializado coincidiu com um período de subida sustentada das “yields”, nomeadamente das taxas longas, gerando um movimento de “steepening” das curvas de rendimentos. A “yield” a 10 anos na Alemanha avançou assim dos 2,116%, o nível mínimo do ano fixado em 31 de Agosto de 2010, para próximo dos 3%. Já os países da periferia da Zona Euro – Grécia (12,5%), Irlanda (9,1%), Portugal (6,6%) – viram as “yields” e os custos de financiamento soberanos agravarem-se para níveis máximos do ano. O tema da sustentabilidade das finanças públicas das economias da periferia, o cenário hipotético de reestruturação da dívida e a necessidade da Comissão Europeia promover medidas extraordinárias de suporte a estas economias, acentuou a pressão dos mercados em torno da moeda única.
Também nos Estados Unidos, o anúncio do segundo programa de “quantitative easing” nos Estados Unidos, em Novembro de 2010, revelar-se-ia insuficiente para travar o processo de normalização das “yields” longas. A “yield” dos Treasuries (10 anos) norte-americanos avançou dos 2,38%, o mínimo anual fixado a 7 de Outubro, para os 3,29% no final do ano. A “yield” a 10 anos nos Estados Unidos encerrou, ainda assim, 54 bps abaixo do nível verificado um ano atrás. As maturidades mais curtas permaneceram suportadas pela manutenção da política monetária acomodatícia da Reserva Federal (FED).
O Banco Central Europeu manteve durante o ano de 2010 um conjunto de instrumentos de suporte à banca europeia, procurando atenuar as dificuldades de financiamento do bloco periférico. O BCE interveio também no mercado secundário pela aquisição de obrigações de dívida soberana dos países da periferia da Zona Euro, no sentido de estabilizar os preços e travar a escalada de “yields” decorrente da pressão vendedora existente no mercado. Em 2011, o Banco Central Europeu deverá introduzir alterações importantes nas facilidades de liquidez introduzidas no decurso de 2009 atendendo à necessidade de mitigar a forte dependência gerada nos últimos trimestres, resultante da intensificação da crise soberana europeia.
Na Zona Euro, a taxas do mercado interbancário iniciaram uma tendência ascendente a partir de meados de Março, tendo a Euribor a 3, a 6 e a 12 meses encerrado, respectivamente, em 1,006%, em 1,227% e em 1,507%. Nos Estados Unidos, as Libor a 3, 6 e 12 meses mantiveram-se próximas de mínimos do pós-crise financeira encerrando o ano a cotar nos 0,30%, 0,46% e 0,78% respectivamente.
YIELD CURVE NORTE-AMERICANA 0,000% 0,500% 1,000% 1,500% 2,000% 2,500% 3,000% 3,500% 4,000% 4,500% 5,000%
3 M 6 M 2 Anos 5 Anos 10 Anos 30 Anos 31-Dez-09
31-Dez-10
Nos Estados Unidos, a manutenção da taxa de juro de referência do FED no intervalo entre 0% e 0,25%, assim como a expectativa quanto à manutenção de uma política monetária acomodatícia durante grande parte do ano de 2011, favoreceu a estabilidade evidenciada nas maturidades mais curtas. Na segunda metade de 2010, assistiu-se a uma subida acentuada das “yields” intermédias e longas, muita embora as taxas tenham encerrado o ano a níveis inferiores aos apurados em Dezembro de 2009.
Ao longo do ano transacto, o índice de preços do consumidor na Zona Euro permaneceu relativamente contido, e abaixo do “target” dos 2% do BCE. Na recta final do período, no entanto, a inflação homóloga “headline” atingiu os 2,2%, reflectindo a subida acentuada dos custos energéticos e bens alimentares. Em 2011, a intensificação de pressões inflacionistas deverá continuar a ser monitorizada de perto por parte do banco central, não sendo de excluir a possibilidade de um arranque do ciclo de “tightening” monetário antes do inicialmente previsto.
Em 2010, os “spreads” de crédito, quer nos EUA, quer na Europa, registaram uma contracção ligeira, mais significativa nos segmentos de maior risco. Os “stress tests” conduzidos em Julho junto da banca europeia e a solidez evidenciada pelos resultados das empresas ao longo de todo o ano contribuíram positivamente para a menor percepção de risco “corporate” evidenciada pelos investidores. No bloco periférico, os “spreads” alargaram substancialmente, nomeadamente no sector financeiro, espelhando a incerteza crescente e as dificuldades de “funding” no acesso ao crédito nos mercados internacionais.
2.4. Mercado Accionista
Depois de um ano de fortes valorizações e de ganhos generalizados nas principais praças mundiais, os mercados accionistas internacionais apresentaram um desempenho mais heterogéneo ao longo do ano de 2010. A agudização da crise da dívida soberana europeia e receios, em meados do ano, quanto a um cenário de
EVOLUÇÃO DO MERCADO AMERICANO - ÍNDICE DOW JONES INDUSTRIAL 9.500,00 9.800,00 10.100,00 10.400,00 10.700,00 11.000,00 11.300,00 11.600,00 11.900,00 De z -0 9 F e v-10 A b r-1 0 Ju n-10 Ag o -1 0 Ou t-1 0 De z -1 0
foi particularmente sentida nos países da periferia da Zona Euro, nomeadamente nos mercados ibéricos. Já na segunda metade do ano, a expectativa em torno da apresentação de um segundo programa de “quantitative easing” por parte da Reserva Federal, confirmado já em Novembro de 2010, suscitou um forte “rally” nos activos com risco, o que possibilitou que muitos dos principais índices mundiais encerrassem o ano com ganhos assinaláveis.
No segundo semestre, as melhores perspectivas de crescimento económico, a divulgação de bons resultados empresariais e o maior optimismo assistido após Ben Bernanke ter referido “que faria tudo o que estivesse ao seu alcance para relançar o crescimento económico nos Estados Unidos” contribuíram para que o índice MSCI World tivesse registado um ganho anual de 9,6% e o índice S&P500 tivesse valorizado 12,8%, regressando assim a níveis máximos desde a falência do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers em Outubro de 2008. Os mercados emergentes voltaram a liderar as valorizações, tendo o índice MSCI EM avançado 16,4%.
O “rally” iniciado em Setembro de 2010 beneficiou ainda de uma descida sustentada das “yields” do bloco “core” europeu para mínimos do pós-crise e da divulgação de indicadores macroeconómicos que gradualmente afastaram o cenário de nova recessão no mundo industrializado. De facto, depois de um período de enfraquecimento da actividade económica em meados do ano, os indicadores industriais e de confiança dos consumidores e empresários avançaram substancialmente para níveis próximos de máximos dos últimos quatro anos e meio. Nos Estados Unidos, a manutenção de níveis de desemprego entre 9,5% e 10% justificaram ainda a necessidade de manutenção de estímulos à economia por parte da Reserva Federal e do governo norte-americano. O índice DJ STOXX 600 registou valorização de 8,6% em 2010. O índice FTSE 100 subiu 9% enquanto que o índice DJ Euro STOXX 50 recuou 5,8%. As principais bolsas asiáticas conheceram valorizações superiores às dos mercados industrializados com a excepção do índice NIKKEI 225 que perdeu cerca de 3%. As praças ibéricas lideraram as perdas ao longo de todo o ano de 2010 tendo encerrado o período com desvalorizações de 10,3%, no caso do PSI20, e de 17,4%, no caso do IBEX 35.
EVOLUÇÃO DO MERCADO EUROPEU - ÍNDICE DJ STOXX 50 2.100,00 2.200,00 2.300,00 2.400,00 2.500,00 2.600,00 2.700,00 2.800,00 De z-0 9 Ja n-10 F ev-10 Ma r-1 0 Ab r-1 0 Ma i-1 0 Jun-10 Ju l-1 0 A go-10 Se t-1 0 Ou t-1 0 No v -1 0 De z-1 0
Na Europa, os sectores cíclicos e “consumer driven” lideraram as valorizações – Automóveis (+55%), Indústria (+49%) – espelhando o maior apetite pelo risco dos investidores, nomeadamente por activos com exposição aos mercados emergentes. De forma inversa, os sectores mais defensivos registaram perdas generalizadas, pressionados pela incerteza regulatória num momento de forte consolidação orçamental – Energia 18%), Sector Eléctrico 10%). O sector financeiro voltou a ser penalizado (-9,5%) em antecipação às maiores exigências de capital previstas pelo Acordo de Basileia III. No bloco periférico europeu, as dificuldades de financiamento do sector bancário no mercado primário e a escalada do risco país obrigaram o Banco Central Europeu a estender medidas extraordinárias de suporte e cedência de liquidez.
No caso dos Estados Unidos, o aumento das margens operacionais das empresas para máximos do ciclo económico e a redução dos seus níveis de endividamento contribuíram para fortalecer o sentimento em torno da classe de acções. Depois de um período de forte redução de custos, as empresas beneficiaram ao longo do ano de 2010 de um crescimento acima das expectativas das receitas. Para o total das empresas que compõem o S&P 500, os lucros anuais terão crescido 33% em 2010, sendo projectado novo crescimento de 15,9% ao longo do exercício de 2011. Relativamente às vendas, depois de um crescimento de 7,8% para 2010 é estimado novo avanço de 7,2% em 2011. A manutenção de taxas de desemprego (9/10%) acima de standards históricos motivou ainda a continuação de medidas de estímulo fiscal e monetário que fortaleceram as expectativas de crescimento na região.
As valorizações relativas das acções estão em conformidade com médias históricas. A confirmação de uma recuperação sustentada de resultados das empresas, beneficiando também da recuperação do consumo privado e do investimento empresarial, constituirá um factor decisivo na tendência apresentada pela classe no decurso de 2011. A remoção das medidas extraordinárias de estímulo económico por parte dos governos e a implementação das designadas “medidas de saída” das políticas monetárias francamente expansionistas dos bancos centrais são também temas passíveis de condicionar a acção dos mercados accionistas. A tentativa de arrefecimento de muitas das economias emergentes deverá ser igualmente acompanhada de perto, assim como a recente intensificação de pressões inflacionistas motivadas pelo “rally” das “commodities”.
EVOLUÇÃO DO MERCADO PORTUGUÊS - ÍNDICE PSI 20 5.500,00 5.900,00 6.300,00 6.700,00 7.100,00 7.500,00 7.900,00 8.300,00 8.700,00 9.100,00 9.500,00 De z-0 9 Ja n-10 F ev-10 M ar-10 A b r-10 Ma i-1 0 Ju n-10 Ju l-1 0 A go-1 0 Se t-1 0 Ou t-1 0 N o v-10 De z-1 0
O primeiro semestre de 2010 caracterizou-se por um aumento marcado da volatilidade nos mercados internacionais decorrente, no segundo trimestre, do agravamento da crise da dívida soberana no espaço europeu e, no período de Verão, de receios generalizados quanto a um arrefecimento da actividade económica no bloco industrializado, o que despertou receios quanto à eventual entrada em novo período recessivo. A introdução de novas medidas de estímulo monetário por parte da Reserva Federal norte-americana e a reaceleração cíclica da economia nos EUA no segundo semestre de 2010 favoreceu uma subida sustentada dos níveis de confiança dos agentes económicos motivando um retrocesso da volatilidade dos mercados accionistas para níveis mínimos do período pós-falência da Lehman Brothers, tendo o índice VIX (que mede a volatilidade implícita às opções transaccionadas na Chicago Board Options Exchange) recuado para baixo da fasquia dos 20%.
O índice PSI 20 encerrou o ano com uma desvalorização de 10,34% condicionado pela maior aversão ao risco Portugal e pela escalada dos custos de financiamento da República nos mercados internacionais. A introdução de medidas de austeridade e de consolidação das finanças públicas penalizaram as já débeis expectativas de crescimento económico em Portugal. Neste particular, o sector da construção - a Mota Engil 55,74%) – liderou as perdas, seguido de perto pelo sector bancário - BES (-36,98%) e BPI (-34,67%) – que se deparou com dificuldades inesperadas no “funding” no exterior e com custos de financiamento totalmente impeditivos no mercado primário. Pela positiva, a Jerónimo Martins (+65,5%), a Portucel (+22,99%) e a Galp Energia (+18,71%) contrariaram a tendência depressiva e a falta de confiança generalizada dos agentes económicos locais e internacionais.
Fundo de Investimento
CA
M
ONETÁRIO
507 1.460 -26 581 512 223 -30 417 557 716 -200 -112 -300 -100 100 300 500 700 900 1.100 1.300 1.500 1.700 10 10 0 0 0 10 -10 10 0 0 10 10
R
ELATÓRIO DE ACTIVIDADE
Fundo de Investimento Mobiliário Aberto do Mercado Monetário – Fundo Harmonizado que iniciou a sua actividade em 6 de Outubro de 2008.
EVOLUÇÃO DO VALOR GLOBAL LÍQUIDO DO FUNDO
O Fundo CA Monetário regista um activo líquido de 8,45 milhões de euros no final de 2010, o que representa um crescimento de 122% face ao final do ano anterior.
Milhões de Euros 3,8 6,0 8,4 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0
Dez 09 Jun 10 Dez 10
SALDO LÍQUIDO DAS SUBSCRIÇÕES E RESGATES
O movimento de unidades de participação regista, no final de 2010, um saldo positivo de 4,6 milhões de euros, o que é representativo da atractividade do fundo. Este fundo de mercado monetário apresenta um nível de risco reduzido associado a rentabilidades competitivas o que tem cativado os investidores de muito curto prazo e proporcionado um crescimento sustentado dos activos sob gestão.
BE S 24,0% BCP 23,6% S ANT ANDE R 1,5% MONT E P IO 23,8% BP I 1,6% CCCAM 6,0% BANIF 19,4% P a pe l Come r cia l 22,5% Aplica çõe s Mone t á r ia s (1) 77,5% POLÍTICA DE INVESTIMENTOS
Avaliação do desempenho do fundo
O fundo CA Monetário teve, em 2010, uma rendibilidade 1,13%. Tal performance foi obtida num contexto de taxas de juro nos mercados monetários extremamente baixas, com a Euribor a 1M a terminar o ano ao nível de 0,782%. Ainda assim o CA Monetário voltou a cotar-se como o melhor fundo nacional da sua classe.
Principais decisões de investimento
O fundo CA Monetário apenas faz aplicações em depósitos de curto prazo e em papel comercial com rating “investment grade” ou garantido por instituições com níveis de rating da mesma qualidade. A 31 de Dezembro de 2010 cerca de 78,3% dos activos do fundo estavam aplicados em depósitos a prazo, divididos por várias instituições. As aplicações em papel comercial foram dificultadas pela ausência de emissões que cumpram os requisitos da política de investimento do fundo e sejam, ao mesmo tempo, competitivas com as taxas de depósito a prazo. Assim a exposição a estes activos desceu cerca de 7% face ao final de 2009, encontrando-se agora nos 22,5%.
A componente de Depósitos à Ordem regista no final do ano pouco mais de 2%, o valor normal da bolsa de liquidez permanente para fazer face a eventuais resgates. Contudo, tal só acontece porque estes valores à ordem são remunerados a taxas não muito inferiores às taxas praticadas pelo banco custodiante para depósitos a prazo com maturidades muito curtas.
No sentido de continuar a diversificar o risco do fundo, foram abertas contas junto do Santander Totta e do Montepio Geral para aplicações no mercado monetário.
ESTRUTURA DA CARTEIRA EM 31.12.2010
Valores expressos em percentagem do valor global líquido do fundo.
Depósitos Classes de Activos
Últimos Últimos Últimos 3 Meses 6 Meses 12 Meses
Rentabilidade 2,14% 1,53% 1,13%
Risco (1) 0,09%
Classe de Risco 1
Escalão de Risco Risco Baixo
(1) Desvio padrão das rentabilidades semanais
RENTABILIDADE LÍQUIDA EFECTIVA EM 31.12.2010
As rendibilidades líquidas anualizadas abaixo indicadas foram calculadas com base no valor da unidade de participação apurada no último dia do semestre.
As rendibilidades divulgadas representam dados passados, não constituindo garantia de rendibilidade futura, porque o valor das unidades de participação pode aumentar ou diminuir em função do nível de risco que varia entre 1 (risco
mínimo) e 6 (risco máximo). O valor da unidade de participação pode variar em função do valor dos activos que compõem a carteira do fundo. As taxas de rentabilidade apresentadas não incluem eventuais comissões de subscrição ou
resgate.
O prospecto simplificado, o prospecto completo e os relatórios e contas anuais e semestrais encontram-se disponíveis na sede da sociedade gestora, em todos os balcões das entidades colocadoras e dos seus agentes e serão enviados aos
participantes que o solicitem, sem quaisquer encargos.
Lisboa, 9 de Março de 2011
O Conselho de Administração
Mário Dúlio de Oliveira Negrão
Sérgio Manuel Arsénio Alves Contreiras
Eduardo Augusto Pombo Martins
João Gante Gonçalves
Unidade: Euros
ACTIVO PASSIVO
CÓDIGO DESIGNAÇÃO 31-12-2010 31-12-2009 CÓDIGO DESIGNAÇÃO 31-12-2010 31-12-2009 BRUTO Mv. mv/P LÍQUIDO LÍQUIDO
CARTEIRA DE TÍTULOS CAPITAL DO OIC
21 Obrigações - - - 61 Unidades de Participação 8 194 374 3 698 040
22 Acções - - - 62 Variações Patrimoniais 138 968 29 670
23 Outros Títulos de Capital - - - 64 Resultados Transitados 43 078 5 825 24 Unidades de Participação - - - 65 Resultados Distribuídos -
-25 Direitos - - - -
-26 Outros Instrumentos de Dívida 1 897 105 - - 1 897 105 1 097 303 66 Resultados Líquidos do Período 73 373 37 253
TOTAL DA CARTEIRA DE TÍTULOS 1 897 105 - - 1 897 105 1 097 303 TOTAL DO CAPITAL DO OIC 8 449 793 3 770 788
OUTROS ACTIVOS 48 PROVISÕES ACUMULADAS
31 Outros Activos - - - 481 Provisões para Encargos -
-TOTAL DOS OUTROS ACTIVOS - - - TOTAL DE PROVISÕES ACUMULADAS -
-TERCEIROS TERCEIROS
411+…+418 Contas de Devedores 342 - - 342 253 421 Resgates a Pagar a Participantes 104 096 32 376 423 Comissões a Pagar 3 019 1 202 TOTAL DOS VALORES A RECEBER 342 - - 342 253 424+…+429 Outras Contas de Credores -
-43+12 Empréstimos Obtidos -
-DISPONIBILIDADES
11 Caixa - -
-12 Depósitos à Ordem 185 509 - - 185 509 11 803 TOTAL DOS VALORES A PAGAR 107 115 33 577 13 Depósitos a Prazo e com pré-aviso 6 434 500 - - 6 434 500 2 691 000
14 Certificados de Depósito - - - ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
18 Outros Meios Monetários - - - 55 Acréscimos de Custos -
-56 Receitas com Proveito Diferido - TOTAL DAS DISPONIBILIDADES 6 620 009 6 620 009 2 702 803 58 Outros Acréscimos e Diferimentos - -59 Contas Transitórias Activas - -ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
51 Acréscimos de Proveitos 39 452 - - 39 452 4 007 TOTAL DOS ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS PASSIVOS - -52 Despesas com Custo Diferido - - - -
-58 Outros Acréscimos e Diferimentos - - - - -59 Contas Transitórias Activas - - - -
-TOTAL DOS ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS ACTIVOS 39 452 - - 39 452 4 007
TOTAL DO ACTIVO 8 556 908 - - 8 556 908 3 804 366 TOTAL DO PASSIVO 8 556 908 3 804 366 BALANÇO
Unidade: Euros
CUSTOS E PERDAS PERÍODO PROVEITOS E GANHOS PERÍODO
CÓDIGO DESIGNAÇÃO 31-12-2010 31-12-2009 CÓDIGO DESIGNAÇÃO 31-12-2010 31-12-2009
CUSTOS E PERDAS CORRENTES PROVEITOS E GANHOS CORRENTES
JUROS E CUSTOS EQUIPARADOS JUROS E PROVEITOS EQUIPARADOS
711 + 718 De Operações Correntes - - 812+813 Da Carteira de Títulos e Outros Activos 26 588 21 455
712 Da carteira de Títulos - - 811+814+817+818 Outros, de Operações Correntes 88 973 40 415
819 De Operações Extrapatrimoniais -
-COMISSÕES E TAXAS
722+723 Da carteira de Títulos e Outros Activos - - RENDIMENTO DE TÍTULOS E OUTROS ACTIVOS
724+...+728 Outras, de Operações Correntes 16 562 9 843 822+...+824/5 Da Carteira de Títulos e Outros Activos -
-729 De Operações Extrapatrimoniais - - 829 De Operações Extrapatrimoniais -
-PERDAS EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS GANHOS EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS
732+733 Da Carteira de Títulos e Outros Activos - - 832+833 Na Carteira de Títulos e Outros Activos - -731+738 Outras, de operações Correntes - - 831+838 Outros, em Operações Correntes -
-739 Em Operações Extrapatrimoniais - - 839 Em Operações Extrapatrimoniais -
-IMPOSTOS REPOSIÇÃO E ANULAÇÃO DE PROVISÕES
7411+7421 Impostos sobre o Rendimento 24 426 12 374 851 Provisões para Encargos -
-7412+7422 Impostos Indirectos -
-7418 + 7428 Outros Impostos - - 86 OUTROS PROVEITOS E GANHOS CORRENTES -
-75 PROVISÕES DO EXERCÍCIO TOTAL DOS GANHOS E PROVEITOS CORRENTES (B) 115 561 61 869
751 Provisões para Encargos -
-77 OUTROS CUSTOS E PERDAS CORRENTES 1 200 2 399 PROVEITOS E GANHOS EVENTUAIS
881 Recuperação de Incobráveis -
TOTAL DOS CUSTOS E PERDAS CORRENTES (A) 42 188 24 616 882 Ganhos Extraordinários -
-883 Ganhos imputáveis a Exercícios Anteriores -
-CUSTOS E PERDAS EVENTUAIS 888 Outros Proveitos e Ganhos Eventuais -
-781 Valores Incobráveis -
-782 Perdas Extraordinárias - - TOTAL DOS PROVEITOS E GANHOS EVENTUAIS (D) -
-783 Perdas Imputáveis a Exercicíos Anteriores -
-788 Outros Custos e Perdas Eventuais -
TOTAL DE CUSTOS E PERDAS EVENTUAIS (C) -
-63 IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO DO EXERCÍCIO -
-66 RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO 73 373 37 253 -
-TOTAL 115 561 61 869 TOTAL 115 561 61 869
Unidade: Euros
31-12-2010 31-12-2009
RECEBIMENTOS:
Subscrição de Unidades de Participação 12 349 345 12 349 345 9 552 370 9 552 370
PAGAMENTOS:
Resgates de Unidades de Participação 7 671 993 7 313 164
Rendimentos Pagos aos Participantes - 7 671 993 - 7 313 164
Fluxo das operações sobre as unidades do OIC 4 677 352 2 239 206
RECEBIMENTOS:
Venda de Títulos e Outros Activos -
-Reembolso de Títulos e Outros Activos 20 490 027 9 111 277
Resgates de Unidades de Participação noutros OIC -
-Rendimento de Títulos e Outros Activos -
-Juros e Proveitos Similares Recebidos 26 971 20 243
Venda de Títulos e Outros Activos com Acordo de Recompr -
-Outros Recebimentos Relacionados com a Carteira - 20 516 998 - 9 131 520
PAGAMENTOS:
Compra de Títulos e Outros Activos 21 289 830 9 709 665
Subscrições de Unidades de Participação noutros OIC -
-Juros e Custos Similares Pagos -
-Venda de Títulos com acordo de recompra -
-Comissões de Bolsa Suportadas -
-Comissões de Corretagem -
-Outras Taxas e Comissões
Outros Pagamentos Relacionados com a Carteira - 21 289 830 - 9 709 665
uxo das operações da carteira de títulos e outros activos (772 832) (578 145)
RECEBIMENTOS:
Juros e Proveitos Similares Recebidos -
-Operações Cambiais -
-Operações Sobre Cotações -
-Margem Inicial em Contratos de Futuros e Opções -
-Comissões em Contratos de Futuros e Opções -
-Outras Comissões -
-Outros Recebimentos Operações a Prazo e de Divisas - - -
-PAGAMENTOS:
Juros e Proveitos Similares Pagos -
-Operações Cambiais -
-Operações Sobre Cotações -
-Margem Inicial em Contratos de Futuros e Opções -
-Comissões em Contratos de Futuros e Opções -
-Outros Pagamentos Operações a Prazo e de Divisas - - -
-Fluxo das operações a prazo e de divisas -
-RECEBIMENTOS:
Cobranças de Crédito Vencido -
-Juros de Depósitos Bancários 43 178 40 069
Juros de Certificados de Depósito -
-Comissões em Operações de Empréstimos de Títulos -
-Outros Recebimentos Correntes - 43 178 - 40 069
PAGAMENTOS:
Comissão de Gestão 11 407 6 400
Comissão de Depósito 1 987 1 450
Comissão de garantia -
-Despesas com Crédito Vencido -
-Juros Devedores de Depósitos Bancários -
-Impostos e Taxas 14 594 11 809
Outros Pagamentos Correntes 2 504 30 492 3 059 22 718
Fluxo das operações da gestão corrente 12 686 17 351
RECEBIMENTOS:
Ganhos Extraordinários -
-Ganhos Imputáveis a Exercícios Anteriores -
-Recuperação de Incobráveis -
-Outros Recebimentos de Operações Eventuais - - -
-PAGAMENTOS:
Perdas Extraordinárias -
-Perdas Imputáveis a Exercícios Anteriores -
-Outros Pagamentos de Operações Eventuais - - -
-Fluxo das operações eventuais -
-DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
DISCRIMINAÇÃO DOS FLUXOS
OPER A Ç Õ ES EVEN TU A IS OPER A Ç Õ ES SOB R E AS UNIDADE S DO O IC O PE R AÇÕ ES DA CART EIRA DE T ÍT U LO S E O U TR O S ACT IV O S O PE R AÇÕ ES A P R AZ O E DE DIV IS A S OPER A Ç Õ ES D E GESTÃ O C O R R EN TE
A
NEXO
O “Fundo de Investimento Mobiliário Aberto do Mercado Monetário“CA MONETÁRIO (adiante designado por Fundo) constitui-se como Fundo de Investimento Mobiliário Aberto do Mercado Monetário – Fundo Harmonizado. O Fundo é administrado pela Crédito Agrícola Gest - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A.. As funções de banco depositário são exercidas pela CAIXA CENTRAL - Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, CRL.
A contabilidade do Fundo obedece ao Plano Contabilístico dos Organismos de Investimento Colectivo, em conformidade com o Regulamento da CMVM n.º 16/2003 e as notas que se seguem encontram-se organizadas e obedecem à referenciação apresentada em anexo àquele Regulamento. Os números omissos dizem respeito a notas não aplicáveis. Salvo menção em contrário, os valores encontram-se expressos em Euros.
1 . VALOR DA UP E DO FUNDO
EVOLUÇÃO DO VALOR LÍQUIDO GLOBAL DO FUNDO EM 2010
Durante o exercício de 2010, os movimentos nas rubricas do capital do Fundo apresentaram o seguinte detalhe:
Descrição No Início Subscrições Resgates Distribuição Resultados Outros do Período Resultado No Fim
Valor base 3.698.040 12.055.106 (7.558.772) - - - 8.194.374 Dif. para Valor base 29.670 294.239 (184.941) - - - 138.968 Resultados transitados 5.825 - - - 37.253 - 43.078 Resultados distribuídos - - - - - - - Resultados do período 37.253 - - - (37.253) 73.373 73.373 SOMA 3.770.788 12.349.345 (7.743.713) - - 73.373 8.449.793 N.º de U.P. 739.608 2.411.021 (1.511.754) - - - 1.638.875 Valor da U.P: 5,0983 5,1220 5,1223 - - - 5,1558
NÚMERO DE PARTICIPANTES POR ESCALÃO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010
Em 31 de Dezembro de 2010, o número de participantes no Fundo apresentava o seguinte detalhe por escalão de unidades de participação em carteira:
Escalões N.º de Participantes UPs ≥25% - 10% ≤ UPs < 25% - 5% ≤ UPs < 10% - 2% ≤ UPs < 5% 2 0.5% ≤ UPs < 2% 34 UPs < 0.5% 741 Total de Participantes 777
EVOLUÇÃO DO VALOR DO FUNDO NOS ÚLTIMOS TRÊS EXERCÍCIOS
O valor líquido global do fundo e o número de unidades de participação apresentou, em cada final de mês, a seguinte evolução durante o exercício de 2010:
Anos VLGF Valor da UP Nº UP’s em Circulação
2010 Março 5.634.604 5,1072 1.103.262 Junho 6.000.609 5,1165 1.172.788 Setembro 6.720.349 5,1284 1.310.403 Dezembro 8.449.793 5,1558 1.638.875 2009 Março 3.128.071 5,0619 617.953 Junho 4.964.906 5,0755 978.209 Setembro 3.947.704 5,0874 775.973 Dezembro 3.770.788 5,0983 739.608 2008 Dezembro 1.502.815 5,0386 298.259
2 . VOLUME DE TRANSACÇÕES DO EXERCÍCIO SUBSCRIÇÕES E RESGATES
Movimentos Valor Comissões Cobradas
Subscrições 12.349.345 -
Resgates 7.743.713 -
3 . INVENTÁRIO DA CARTEIRA DE TÍTULOS
O inventário da carteira de títulos do Fundo em 31 de Dezembro de 2010 apresentava o seguinte detalhe.
DESIGNAÇÃO DOS TÍTULOS NOMINAL VALOR DIVISA AQUISIÇÃO VALOR DE COTAÇÃO VALIAS MAIS MENOS VALIAS CORRIDOS JUROS VALOR TOTAL
2. Outros Valores
2.3. Outros Instrumentos de Dívida
2.3.2. Papel Comercial 1.897.105 1.403 1.898.508
Parque Expo 98, S.A. 24ª Em. 500.000 EUR 498.094 99,6189 - - 93 498.188 REN II - R. En.Nac., SGPS, S.A. 16ª Em. 500.000 EUR 500.000 100,0000 - - 29 500.029 REFER, E.P. 13ª Em. 400.000 EUR 400.000 100,0000 - - 1.256 401.256 UNICER SGPS, S.A. 1ªEm. 500.000 EUR 499.010 99,8021 - - 25 499.035
Durante o exercício de 2010, a liquidez do Fundo apresentou o seguinte movimento. Contas Saldo Inicial Aumentos Reduções Saldo Final
Depósitos à Ordem 11.803 85.919.199 (85.745.493) 185.509 Depósitos a Prazo e c/ Pré-aviso 2.691.000 (4.106.219) 7.849.719 6.434.500
4 . CRITÉRIOS DE VALORIMETRIA
Os activos integrantes da carteira do Fundo foram valorizados com base nos critérios nas normas legais em vigor e no prospecto do Fundo, designadamente:
Momento de referência da valorização
O valor da unidade de participação é calculado diariamente nos dias úteis e determina-se pela divisão do valor líquido global do fundo pelo número de unidades de participação em circulação. O valor líquido global do fundo é apurado deduzindo à soma dos valores que o integram o montante de comissões e encargos suportados até ao momento da valorização da carteira. O valor do fundo é apurado com referência às 17 horas (hora de Portugal Continental) de cada dia útil.
Para a determinação do valor do Fundo, concorrem todas as subscrições e resgates do dia, bem como todas as operações realizadas, desde que as respectivas confirmações se verifiquem até ao momento de referência da valorização.
Regras de valorimetria e cálculo do valor da UP
Tratando-se de um Fundo do Mercado Monetário, não pode investir em acções, obrigações convertíveis ou obrigações que confiram o direito de subscrição de acções ou de aquisição ao outro título de acções, títulos de dívida subordinada, títulos de participação e instrumentos financeiros derivados com finalidade diversas da cobertura de risco. O Fundo não poderá investir em unidades de participação de OICVM cujo regulamento de gestão não proíba o investimento nos activos anteriores.
A valorização dos valores mobiliários e instrumentos financeiros derivados admitidos à cotação ou negociação em mercados regulamentados será feita com base na última cotação conhecida no momento de referência; não havendo cotação do dia em que se esteja a proceder à valorização, ou não podendo a mesma ser utilizada, designadamente por ser considerada não representativa, tomar-se-á em conta a última cotação de fecho conhecida, desde que a mesma se tenha verificada nos 15 dias anteriores ao dia em que se esteja a proceder à valorização. Tratando-se de valores representativos de dívida admitidos à negociação num mercado regulamentado, caso os preços praticados em mercado não sejam considerados representativos, poder ser consideradas para efeito de avaliação, as oferta de compra firmes ou, na impossibilidade de obtenção, o valor médio das ofertas de compra e venda, com base na informação difundida através de entidades especializadas, que não se encontrem em relação de domínio ou de grupo com a Entidade Gestora, nos termos dos artigos 20º e 21º do Código de Valores Mobiliários.
Quando a última cotação tenha ocorrido há mais de 15 dias, os valores mobiliários e instrumentos financeiros derivados são considerados como não cotados para efeitos de valorização, aplicando-se o disposto na alínea seguinte.
A valorização de valores mobiliários e instrumentos financeiros derivados não admitidos à cotação ou negociação em mercados regulamentados será feita com base nos seguintes critérios: As ofertas de compra firmes ou, na impossibilidade de obtenção, o valor médio das ofertas de compra e venda, com base na informação difundida através de entidades especializadas, que não se encontrem em relação de domínio ou de grupo com a Entidade Gestora, nos termos dos artigos 20º e 21º do Código de Valores Mobiliários.
Modelos teóricos de avaliação que a Entidade Gestora considere mais apropriados atendendo às características do activo ou instrumento derivado. A avaliação pode ser efectuada por entidade subcontratada.
Os valores representativos de dívida de curto prazo, bem como os depósitos bancários, serão avaliados com base no reconhecimento diário do juro inerente à operação.
A valorização das unidades de participação não admitidas à cotação será feita com base no valor divulgado pelas respectivas sociedades gestoras disponível no momento da valorização
5 . COMPONENTES DO RESULTADO DO FUNDO
Estas rubricas têm a seguinte composição:
PROVEITOS GANHOS DE CAPITAL GANHOS COM CARÁCTER DE JURO
Natureza Mais Valias Potenciais Mais Valias Efectivas Soma Juros Vencidos Juros Decorridos RENDIMENTO DE TÍTULOS Soma OPERAÇÕES "À VISTA" O. Instr. Divida - - - 24.801 1.787 - 26.588 Depósitos - - - 40.797 48.176 - 88.973
CUSTOS PERDAS DE CAPITAL JUROS E COMISSÕES SUPORTADAS
Natureza Menos Valias Potenciais Menos Valias Efectivas Soma Juros Vencidos e Comissões Juros decorridos Soma OPERAÇÕES "À VISTA" O. Instr. Divida - - - - - - COMISSÕES De Gestão - - - 12.200 - 12.200 De Depósito - - - 3.050 - 3.050 Custos de Transacção 112 - 112 Taxa de Supervisão 1.200 - 1.200 OUTROS CUSTOS Revisão de contas - - - 1.200 - 1.200
9 . IMPOSTOS SUPORTADOS PELO FUNDO
Em 31 de Dezembro de 2010, os impostos suportados pelo Fundo apresentam a seguinte composição: Outros Imposto Sobre Rendimento Imposto Sobre Mais Valias Imposto Sobre Juros Vencidos Imposto Sobre Juros Não Vencidos Total Imposto S/ Rendimento O. Instr. Divida - - - 5.186 384 5.570 Depósitos - - - 8.498 10.358 18.856 TOTAL - - - 13.684 10.742 24.426
11 . EXPOSIÇÃO AO RISCO CAMBIAL
O fundo apresentava em 31 de Dezembro de 2010 activos e passivos expressos em Euros ou em moedas com paridade fixa irrevogável face ao Euro, exclusivamente.
12 . EXPOSIÇÃO AO RISCO DE TAXA DE JURO
O Fundo não efectuou quaisquer operações de cobertura de taxa de juro durante o exercício, apresentando a seguinte exposição a activos de taxa de juro fixa em 31 de Dezembro de 2010.
Montante Extra-Patrimoniais (B) Saldo Maturidades Em Carteira (A+B)
(A) FRA Swaps (IRS) Futuros Opções
De 0 a 1 ano 1.898.508 - - - - 1.898.508
De 1 a 3 anos - - - - - -
De 3 a 5 anos - - - - - -
15 . CUSTOS IMPUTADOS AO FUNDO
Durante o exercício de 2010, os custos imputados ao Fundo apresentavam os seguintes valores: Custos Imputados Valor % VLGF (*)
Comissão de Gestão 12.200 0,20% Comissão de Depósito 3.050 0,05% Custos de Transacção 112 0,00% Taxa de Supervisão 1.200 0,02% Custos de Auditoria 1.200 0,02% Taxa Global de Custos 17.762 0,29% TAXA GLOBAL DE CUSTOS (TGC) 17.650 0,29% (*) % sobre a média do VLGF de 2010
Introdução
1. Nos termos do disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 8º do Código dos Valores Mobiliários (CVM) e do nº 1 do artigo 43º e do nº 2 do artigo 67º do Decreto-Lei 252/03, de 17 de Outubro, apresentamos o nosso Relatório de Auditoria sobre a informação financeira do exercício findo em 31de Dezembro de 2010, do Fundo de Investimento Mobiliário Aberto do
Mercado Monetário “CAMONETÁRIO”, gerido pela entidade gestora “Crédito Agrícola Gest
– Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A.”, incluída no Relatório de Gestão, no Balanço (que evidencia um total de 8.556.908 euros e um total de capital do fundo de 8.449.793 euros, incluindo um resultado líquido de 73.373 euros), na Demonstração dos Resultados e na Demonstração dos Fluxos de Caixa do exercício findo naquela data, e nos correspondentes Anexos.
Responsabilidades
2. É da responsabilidade do Conselho de Administração da entidade gestora “Crédito Agrícola Gest – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A.”:
a) a preparação de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e apro-priada a posição financeira do Fundo, o resultado das suas operações e os fluxos de caixa; b) a informação financeira histórica, que seja preparada de acordo com os princípios
conta-bilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários;
c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados, atentas as especificidades dos Fundos de Investimento Mobiliário;
d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado;
e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
3. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos docu-mentos de prestação de contas acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame.
Âmbito
4. O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de distorções materialmente relevantes. Para tanto, o referido exame incluiu: