Algebra Linear - 2 ´
alista de exerc´ıcios Prof. - Juliana Coelho
1 - Verifique que os conjuntos V abaixo com as opera¸c˜oes dadas n˜ao s˜ao espa¸cos vetoriais, explicitando a falha em alguma das propriedades.
(a) V =R2 com opera¸c˜oes
{ (x, y)⊕(x′, y′) = (x−x′, y−y′) k⊙(x, y) = (kx, ky) ; (b) V =R2 com opera¸c˜oes
{ (x, y)⊕(x′, y′) = (x+x′, y+y′) k⊙(x, y) = (k+x, k+y) ; (c) V =R3 com opera¸c˜oes
{ (x, y, z)⊕(x′, y′, z′) = (x+x′, y+y′, 0) k⊙(x, y, z) = (kx, ky, 0) ; (d) V =M2×2 com opera¸c˜oes
{ A⊕A′ = A·A′
k⊙A = kA , onde A e A′ s˜ao matrizes 2×2;
(e) V = {(x, y) ∈ R2|y = x2} com as opera¸c˜oes
{ (x, y)⊕(x′, y′) = (x+x′, y+y′) k⊙(x, y) = (kx, ky) , isto ´e, as opera¸c˜oes usuais doR2.
2 - Considere o conjunto V ={(x, y)∈R2|y=x2} com as opera¸c˜oes
(x, y)⊕(x′, y′) = (x+x′, y+y′ + 2xx′) e k⊙(x, y) = (kx, k2y),
onde (x, y), (x′, y′)∈V e k ∈R. O objetivo deste exerc´ıcio ´e mostrar que V ´e um espa¸co vetorial com estas opera¸c˜oes.
(a) (Propriedade EV3) Verifique (0,0) est´a em V e satisfaz (x, y)⊕(0,0) = (x, y) para todo (x, y)∈V. Isso mostra que (0,0) ´e o elemento neutro de V.
(b) (Propriedade EV4) Dado um vetor (x, y) ∈V, verifique que (−x, y) est´a em V e que (x, y)⊕(−x, y) = (0,0). Isso mostra que (−x, y) ´e o inverso aditivo de (x, y). (Vocˆe precisar´a usar o fato de que (x, y)∈V e logoy=x2.)
(c) (Propriedade EV6) Dados (x, y)∈V ek, l∈R mostre que (k+l)⊙(x, y) = (k⊙(x, y))⊕(l⊙(x, y)).
(Aqui tamb´em vocˆe precisar´a usar o fato de que para (x, y)∈V temosy =x2.) (d) Mostre que as propriedades EV1, EV2, EV5, EV7 e EV8 s˜ao v´alidas e conclua queV
´
e um espa¸co vetorial com as opera¸c˜oes dadas.
3 - Determine se os conjuntos W abaixo s˜ao subespa¸cos vetoriais do espa¸co vetorial V dado, onde V ´e considerado com suas opera¸c˜oes usuais.
(a) V =R2 e W ={(x, y)∈R2|x+ 2y= 3};
(b) V =R3 e W ={(x, y, z)∈R3|x= 3y, z =−y}; (c) V =M2×2 e W ={A ∈M2×2|A´e matriz sim´etrica};
(Lembre que Mm×n ´e o espa¸co vetorial das matrizes de ordem m×n.) (d) V =R2 e W ={(x, y)∈R2|y=x2};
(e) V =R3 e W ={(x, y, z)∈R3|x+y+z ≥ −1}; (f) V =P3 e W ={a3x3+a2x2+a1x+a0 ∈P3|a2 = 1};
(Lembre que Pn ´e o espa¸co vetorial dos polinˆomios com grau ≤n.) (g) V =P2 e W ={p(x)∈P2|p(1) = 0};
(h) V =P2 e W ={p(x)∈P2|p(0) = 1};
(i) V =M2×2 e W ={A ∈M2×2|A´e invers´ıvel}. 4 - Em cada caso abaixo determine se:
(a) v = (1,2) ´e combina¸c˜ao linear dos vetores v1 = (0,3) e v2 = (1,1) em R2;
(b) v = (−1,5,2) ´e combina¸c˜ao linear dos vetores v1 = (0,1,1) e v2 = (1,2,0) emR3; (c) v = (−1,5,2) ´e combina¸c˜ao linear dos vetores v1 = (0,1,1) e v2 = (−1,3,0) emR3; (d) v = (−1,5,2) ´e combina¸c˜ao linear dos vetores v1 = (0,1,1), v2 = (−1,3,0) e v3 =
(1,2,0) em R3; (e) v =
( −1 3 2 −1
)
´e combina¸c˜ao linear dos vetores v1 =
( 1 1 1 1
) , v2 =
( 0 1 3 1
) e v3 =
( −1 3 0 4
)
em M2×2;
(f) v =x2−x−2 ´e combina¸c˜ao linear dos vetores v1 =x2+x ev2 =x+ 1 emP2; (g) v =−x2+ 2x+ 3 ´e combina¸c˜ao linear dos vetores v1 =x2+x ev2 =x+ 1 emP2. 5 - Determine os seguintes subespa¸cos vetoriais de V:
(a) W =⟨(2,3)⟩ subespa¸co de V =R2;
(b) W =⟨(2,3), (1,2), (1,1)⟩ subespa¸co de V =R2;
(c) W =⟨(0,1,1),(−1,3,0)⟩ subespa¸co de V =R3; (Compare com o exerc´ıcio 4 (c).) (d) W = ⟨(0,1,1), (−1,3,0),(−1,5,2)⟩ subespa¸co de V = R3; (Compare com o item
anterior e com o exerc´ıcio 4 (c).)
(e) W =⟨(1,2,3,4), (4,3,2,1), (−2,1,4,7)⟩subespa¸co de V =R4;
(f) W =⟨x2+x, x+ 1⟩ subespa¸co de V =P2; (Compare com os exerc´ıcios 4 (f) e (g).) (g) W =⟨x2+x+ 1, x+ 1, x−1⟩ subespa¸co de V =P2;
(h) W =
⟨( 1 1 1 1
) ,
( −1 3 0 4
) ,
( 0 4 1 5
) ,
( 0 2 3 0
)⟩
subespa¸co de V =M2×2.
6 - Determine se os conjuntos abaixo s˜ao linearmente dependentes ou independentes:
(a) {(1,0,1), (0,1,3)} vetores de R3;
(b) {(62,−17), (21·10318,3π)} vetores de R2;
(c) {x2+ 3x−1, 2x2−x, x2−4x+ 1} vetores de P2; (d)
{( 1 2 3 2 0 −1
) ,
( 0 1 −2
1 1 0
) ,
( 2 1 0
−2 3 1 )
,
( 3 2 5
−1 2 0 )}
vetores de M2×3; (e) {(−1,5,2), (0,1,1), (1,2,0)} vetores de R3;
(f) {(−1,5,2), (0,1,1), (−1,3,0)} vetores de R3. (Compare com o exerc´ıcio 4 (c).) 7 - Seja V um espa¸co vetorial e sejam u, v, w vetores de V. Suponha que u ´e combina¸c˜ao linear de v e w. Responda os itens abaixo justificando sua resposta:
(a) {u, v, w}´e um conjunto linearmente independente?
(b) u pertence ao subespa¸co ⟨v, w⟩? (c) 3u pertence ao subespa¸co ⟨v, w⟩?
(d) v−3u+ 2w pertence ao subespa¸co ⟨v, w⟩?
(e) supondo quev e ws˜ao linearmente independentes e que u=v+ 2w, ent˜aou pertence ao subespa¸co ⟨v−3u+ 2w, w⟩?
(f) supondo quev ews˜ao linearmente independentes e que u= 1
3v+ 2w, ent˜aoupertence ao subespa¸co ⟨v−3u+ 2w, w⟩?
Gabarito:
1a QUEST ˜AO:
(a) EV1 falha pois temos (x, y)⊕(x′, y′)̸= (x′, y′)⊕(x, y) em geral;
(b) EV8 falha pois 1⊙(x, y) = (1 +x,1 +y)̸= (x, y). Al´em disso, as propriedades EV5, EV6 e EV7 tamb´em falham;
(c) EV3 falha pois n˜ao existe elemento nulo, j´a que ap´os qualquer soma a terceira coorde- nada do vetor ´e zero;
(d) EV1 falha pois o produto de matrizes n˜ao ´e comutativo, isto ´e, A·A′ ̸=A′·A.
Vejamos que EV4 tamb´em falha. Para isso note primeiro que EV3 funciona, isto ´e, existe um elemento nulo para a opera¸c˜ao⊕, j´a que I =
( 1 0 0 1
)
´
e tal que A⊕I =A·I =A e I⊕A=I·A=A.
Agora, como nem toda matriz ´e invers´ıvel, isto ´e, dado A ∈M2×2, nem sempre existe uma matriz inversa A−1 tal que A·A−1 = I, vemos que nem sempre existe o inverso aditivo de elementos de V com respeito a ⊕. Assim a propriedade EV4 falha.
(e) EV4 falha j´a que o inverso aditivo de um vetor (x, y) ∈ V deveria ser (−x,−y), que n˜ao pertence a V.
2a QUEST ˜AO:
(a) ´E ´obvio que (0,0) est´a em V j´a que 02 = 0. Al´em disso, temos (x, y)⊕(0,0) = (x+ 0, y+ 0 + 2·x·0) = (x, y);
(b) Dado (x, y) ∈ V temos que y = x2 por defini¸c˜ao. Deste modo, vemos que (−x, y) tamb´em est´a em V pois (−x)2 =x2 =y. Al´em disso, temos
(x, y)⊕(−x, y) = (x−x, y+y+ 2·x·(−x))
= (0,2y−2x2)
= (0,2(y−x2))
= (0,0), pois y=x2. (c) Para (x, y)∈V ek, l∈R temos
(k+l)⊙(x, y) = ((k+l)x, (k+l)2y)
= ((k+l)x, (k2+l2+ 2kl)y)
e por outro lado, temos
(k⊙(x, y))⊕(l⊙(x, y)) = (kx, k2y)⊕(lx, l2y)
= (kx+lx, k2y+l2y+ 2·(kx)·(lx))
= ((k+l)x, k2y+l2y+ 2klx2)
= ((k+l)x, k2y+l2y+ 2kly), pois x2 =y
= ((k+l)x,(k2 +l2+ 2kl)y).
Assim vemos que (k+l)⊙(x, y) = (k⊙(x, y))⊕(l⊙(x, y)).
(d) Para a (EV1) temos
(x, y)⊕(x′, y′) = (x+x′, y+y′+ 2xx′) = (x′+x, y′+y+ 2x′x) = (x′, y′)⊕(x, y).
Para a (EV2) temos
(x, y)⊕((x′, y′)⊕(x′′, y′′)) = (x, y)⊕(x′+x′′, y′+y′′+ 2x′x′′)
= (x+x′+x′′, y+y′ +y′′+ 2x′x′′+ 2xx′+ 2xx′′), e ((x, y)⊕(x′, y′))⊕(x′′, y′′) = (x+x′, y+y′+ 2xx′)⊕(x′′, y′′)
= (x+x′+x′′, y+y′ +y′′+ 2x′x′′+ 2xx′+ 2xx′′).
Para a (EV5) temos
k⊙((x, y)⊕(x′, y′)) = k⊙(x+x′, y+y′+ 2xx′)
= (k(x+x′′), k2(y+y′+ 2xx′)), e (k⊙(x, y))⊕(k⊙(x′, y′)) = (kx, k2y)⊕(kx′, k2y′)
= (kx+kx′, k2y+k2y′ + 2(kx)(kx′))
= (k(x+x′), k2(y+y′ + 2xx′)).
Para a (EV7) temos
(kl)⊙(x, y) = (klx,(kl)2y)
= (klx, k2l2y), e k⊙(l⊙(x, y)) = k⊙(lx, l2y)
= (klx, k2l2y).
Para a (EV8) temos
1⊙(x, y) = (1·x,12·y) = (x, y).
3a QUEST ˜AO:
(a) W n˜ao ´e subespa¸co linear de V pois o elemento nulo de V que ´e (0,0) n˜ao est´a emW;
(b) W ´e subespa¸co linear de V, pois ´e o conjunto solu¸c˜ao de um sistema linear, a saber o
sistema {
x −3y = 0
y +z = 0
Outra forma de ver que W ´e subespa¸co de V ´e escrever W como W ={(3t, t,−t)| t∈R}.
Assim, tomamos dois vetores de W, digamos w0 = (3t0, t0,−t0) ew1 = (3t1, t1,−t1) e um escalar k ∈R. Temos que:
* com t= 0 vemos que o elemento nulo (0,0,0) de V est´a em W;
* w0+w1 = (3(t0+t1), t0+t1,−(t0+t1)) est´a em W com t=t0+t1;
* k·w0 = (3(kt0), kt0,−kt0) est´a emW com t =kt0.
(c) W ´e subespa¸co vetorial de V. De fato, note primeiro que as matrizes sim´etricas de ordem 2×2 s˜ao da forma
( a b b c
)
com a, b, c∈R. Assim, temos:
* o elemento nulo de M2×2 que ´e
( 0 0 0 0
)
est´a emW, isto ´e, ´e uma matriz sim´etrica;
* tome A eA′ elementos de W, ent˜ao estas matrizes s˜ao da forma A=
( a b b c
)
e A′ =
( a′ b′ b′ c′
) .
Assim A+A′ =
( a+a′ b+b′ b+b′ c+c′
)
´e sim´etrica e logo est´a em W;
* tome um escalar k ∈ R e um vetor A ∈ W, ent˜ao temos A =
( a b b c
)
. Assim k·A=
( ka kb kb kc
)
´
e sim´etrica e logo est´a em W.
(d) J´a vimos no exerc´ıcio 1(e) que W n˜ao ´e espa¸co vetorial com as opera¸co˜es usuais, logo n˜ao pode ser subespa¸co de R2. Outra forma de ver isso ´e notar que w = (1,1) ∈ W mas com k = 2 temos k·(1,1) = (2,2)̸∈W.
(e) W n˜ao ´e subespa¸co de V = R3 pois a soma de dois vetores w e w′ de W n˜ao neces- sariamente est´a em W. Por exemplo tome w = (−1,0,0) e w′ = (0,−1,0), temos w, w′ ∈W mas w+w′ = (−1,−1,0) n˜ao est´a em W.
Outro modo de ver que W n˜ao ´e subespa¸co de V ´e notar que a multiplica¸c˜ao por escalar de um vetor de W n˜ao necessariamente cai em W. Por exemplo tome w = (−1,0,0)∈W, ent˜ao com k = 2 temos k·w= (−2,0,0)̸∈W.
(f) W n˜ao ´e subesp¸co de V = P3 pois o vetor nulo de P3 que ´e o polinˆomio nulo 0 = 0x3+ 0x2 + 0x+ 0 n˜ao est´a em W, j´a que seu termo de grau 2 n˜ao ´e 1;
(g) W ´e subespa¸co de V =P2. De fato:
* o vetor nulo de P2 ´e 0 = 0x2+ 0x+ 0 que est´a em W;
* tome p(x) e q(x) em W, isto ´e, temos p(1) = q(1) = 0. Ent˜ao a soma h(x) = p(x) +q(x) satisfazh(1) = p(1) +q(1) = 0 + 0 = 0, e logo est´a em W;
* tome um escalar k ∈ R e um vetor p(x) ∈ W, isto ´e, p(1) = 0. Ent˜ao o produto g(x) = k·p(x) est´a em W pois g(1) =k·p(1) =k·0 = 0.
(h) W n˜ao ´e subespa¸co de V pois o vetor nulo de V que ´e 0x2+ 0x+ 0 n˜ao est´a em W; (i) W n˜ao ´e subespa¸co deV =M2×2j´a que o vetor nulo deM2×2, que ´e a matriz
( 0 0 0 0
) , n˜ao ´e invers´ıvel e logo n˜ao est´a em W.
4a QUEST ˜AO:
(a) Sim, v = 13v1+v2; (b) N˜ao;
(c) Sim, v = 2v1+v2;
(d) Sim, v = 2v1+v2 + 0v3 (existem outras formas de escrever v);
(e) N˜ao;
(f) Sim, v =v1 −2v2; (g) Sim, v =−v1+ 3v2. 5aQUEST ˜AO:
(a) W ´e a reta em R2 passando pela origem e com a dire¸c˜ao do vetor v = (2,3). Temos W ={(x, y)∈R2|3x−2y= 0}={(2t,3t)|t∈R};
(b) W =R2;
(c) W = {(x, y, z) ∈ R3|3x +y − z = 0}. Usando esta informa¸c˜ao ´e f´acil ver que v = (−1,5,2)∈W, j´a que este vetor satisfaz a equa¸c˜ao deW, isto ´e, 3·(−1)+5−2 = 0;
(d) W = {(x, y, z) ∈ R3|3x + y − z = 0}. Como o vetor (−1,5,2) j´a estava em
⟨(0,1,1), (−1,3,0)⟩, os subespa¸cos dos itens (c) e (d) devem realmente ser iguais;
(e) W ={(x1, x2, x3, x4)∈R4|x1−2x2+x3 = 0 e 2x1 −3x2+x4 = 0};
(f) W = {a2x2 +a1x+a0 ∈ P2|a1 = a0 +a2}. Usando esta informa¸c˜ao ´e f´acil ver que x2−x−2 e −x2+ 2x+ 3 s˜ao combina¸c˜oes lineares dos vetores x2+xe x+ 1 pois em ambos os polinˆomios o termo de grau 1 ´e a soma dos termos de graus 0 e 2.
(g) W =P2; (h) W =
{( a b c d
)
∈M2×2|a+ 3b−2c−2d= 0 }
. 6a QUEST ˜AO:
(a) Os dois vetores s˜ao linearmente independentes (LI) j´a que n˜ao s˜ao m´ultiplos um do outro;
(b) Os dois vetores s˜ao linearmente independentes (LI) j´a que n˜ao s˜ao m´ultiplos um do outro;
(c) Escrevendo o vetor nulo de P2 como combina¸c˜ao linear dos trˆes vetores do conjunto, temos
0x2+ 0x+ 0 = a(x2+ 3x−1) +b(2x2−x) +c(x2−4x+ 1)
= (a+ 2b+c)x2+ (3a−b−4c)x+ (−a+c), com a, b, c∈R. Por igualdade de polinˆomios, obtemos o sistema linear
(∗)
a +2b +c = 0 3a −b −4c = 0
−a +c = 0
Para determinar se o conjunto ´e linearmente dependente ou independente, precisamos saber se o sistema (∗) tem infinitas ou uma ´unica solu¸c˜ao. Resolvendo o sistema, temos
M =
1 2 1 0 3 −1 −4 0
−1 0 1 0
−→M′ =
1 2 1 0 0 −1 −1 0
0 0 0 0
,
onde realizamos as opera¸c˜oes elementares: L2 7→L2−3L1, L3 7→L3+L1,L2 7→ 17L2, L3 7→ L3 + 2L2. Pela matriz M′ vemos que o sistema tem infinitas solu¸c˜oes e logo o conjunto ´e linearmente dependente (LD).
(d) Escrevendo o vetor nulo de M2×3 como combina¸c˜ao linear dos quatro vetores do con- junto, temos
( 0 0 0 0 0 0
)
= a
( 1 2 3 2 0 −1
) +b
( 0 1 −2
1 1 0
) +c
( 2 1 0
−2 3 1 )
+d
( 3 2 5
−1 2 0 )
=
( a+ 2c+ 3d 2a+b+c+ 2d 3a−2b+ 5d 2a+b−2c−d b+ 3c+ 2d −a+c
)
com a, b, c, d∈R. Por igualdade de matrizes, obtemos o sistema linear
(∗)
a +2c +3d = 0
2a +b +c +2d = 0
3a −2b +5d = 0
2a +b −2c −d = 0 b +3c +2d = 0
−a +c = 0
Para determinar se o conjunto ´e linearmente dependente ou independente, precisamos saber se o sistema (∗) tem infinitas ou uma ´unica solu¸c˜ao. Resolvendo o sistema, temos
M =
1 0 2 3 0
2 1 1 2 0
3 −2 0 5 0
2 1 −2 −1 0
0 1 3 2 0
−1 0 1 0 0
−→M′ =
1 0 2 3 0
0 1 −3 −4 0 0 0 −3 −3 0 0 0 0 −2 0
0 0 0 0 0
0 0 0 0 0
,
onde realizamos as seguintes opera¸c˜oes elementares: L2 7→ L2−2L1, L3 7→ L3 −3L1, L4 7→L4−2L1,L6 7→L6+L1,L3 7→L3+ 2L2,L4 7→L4−L2,L5 7→L5−L2,L3 ↔L4, L4 7→L4−4L3, L5 7→L5+ 2L3 e L6 7→L6+L3.
Pela matrizM′ vemos que o sistema tem uma ´unica solu¸c˜ao (que ´ea=b=c=d= 0) e logo o conjunto ´e linearmente independente (LI).
(e) Como este conjunto consiste de trˆes vetores em R3, para saber se ´e linearmente depen- dente ou independente, basta calcular o determinante da matriz:
A=
−1 0 1 5 1 2 2 1 0
Ora, esta matriz tem determinante igual a
det(A) = −1(0−2)−0(0−4) + 1(5−2) = 2 + 0 + 3 = 5
e logo, como det(A) ̸= 0, vemos que os trˆes vetores s˜ao linearmente independentes (LI).
(f) Como este conjunto consiste de trˆes vetores em R3, para saber se ´e linearmente depen- dente ou independente, basta calcular o determinante da matriz:
A=
−1 0 −1
5 1 3
2 1 0
Ora, esta matriz tem determinante igual a
det(A) = −1(0−3)−0(0−6)−1(5−2) = 3 + 0−3 = 0
e logo, como det(A) = 0, vemos que os trˆes vetores s˜ao linearmente dependentes (LD).
(Note que verificamos no exerc´ıcio 4 itens (b) e (c) que o vetor (−1,5,2) ´e combina¸c˜ao linear dos vetores (0,1,1) e (−1,3,0), mas n˜ao ´e combina¸c˜ao linear dos vetores (0,1,1) e (1,2,0).)
7a QUEST ˜AO: Primeiro notamos que a hip´otese de que u ´e combina¸c˜ao linear de v e w significa que existem a, b∈Rtais que
u=a·v+b·w.
(a) (N˜ao.) Para ver se o conjunto{u, v, w}´e linearmente dependente ou independente pre- cisamos ver se existem outros modos de escrever o vetor nulo 0∈V como combina¸c˜ao linear de u, v, w
k1u+k2v+k3w= 0
al´em da combina¸c˜ao trivial (isto ´e, com todas os escalaresk1, k2, k3 iguais a zero). Ora, temos
u=av+bw ⇒ u−av−bw = 0
o que significa que, comk1 = 1,k2 =−a ek3 =−b, obtemos uma maneira de escrever 0 como combina¸c˜ao linear de u, v, w distinta da trivial. Assim{u, v, w}´e um conjunto linearmente dependente.
(b) (Sim.) Por defini¸c˜ao o subespa¸co ⟨v, w⟩´e o conjunto de todas as combina¸c˜oes lineares dev ew. Como por hip´oteseu´e combina¸c˜ao linear dev ew, ent˜aoupertence a⟨v, w⟩. (c) (Sim.) Precisamos ver se 3u´e combina¸c˜ao linear dev ew. Ora, temos queu=av+bw e logo 3u = (3a)v + (3b)w, mostrando que 3u ´e combina¸c˜ao linear de v e w, ou seja, que 3u pertence a ⟨v, w⟩.
(d) (Sim.) Aqui precisamos ver sev−3u+ 2w´e combina¸c˜ao linear dev ew. Agora, como u=av+bw, temos que
v−3u+ 2w=v −3(av+bw) + 2w= (1−3a)v+ (2−3b)w mostrando que v−3u+ 2w pode ser escrito como combina¸c˜ao linear dev e w.
(e) (Sim.) Precisamos ver seu ´e combina¸c˜ao linear de v−3u+ 2w e w, isto ´e, se existem k, l∈R tais que
u=k·(v−3u+ 2w) +l·w.
Como u=v+ 2w, substituindo na equa¸c˜ao acima temos
v+ 2w=k(v−3(v+ 2w) + 2w) +lw ⇒ v+ 2w=−2kv−4kw+lw
⇒ v+ 2w+ 2kv+ 4kw−lw= 0
⇒ (1 + 2k)v+ (2 + 4k−l)w= 0.
Agora, por hip´otese v e w s˜ao linearmente independentes o que significa que o ´unico modo de escrever 0 como combina¸c˜ao linear dev ew´e o modo trivial 0v+ 0w= 0, ou seja, temos que ter
1 + 2k = 0 e 2 + 4k−l = 0.
Ent˜ao k = −1/2 e logo l = 4k −2 = 0. Portanto u = −1/2(v −3u+ 2w) + 0w, mostrando que u pertence a ⟨v−3u+ 2w, w⟩.
(f) (N˜ao.) Como no item anterior, precisamos ver se u´e combina¸c˜ao linear dev−3u+ 2w e w, isto ´e, se existem k, l∈R tais que
u=k·(v−3u+ 2w) +l·w.
Como u= 1
3v+ 2w, substituindo na equa¸c˜ao acima temos 1
3v+ 2w=k (
v−3 (1
3v+ 2w )
+ 2w )
+lw ⇒ 1
3v + 2w=−4kw+lw
⇒ 1
3v + 2w+ 4kw−lw = 0
⇒ (1
3 )
v+ (2 + 4k−l)w= 0.
Agora, por hip´otese v e w s˜ao linearmente independentes o que significa que o ´unico modo de escrever 0 como combina¸c˜ao linear dev ew´e o modo trivial 0v+ 0w= 0, ou seja, dever´ıamos ter
1
3 = 0 e 2 + 4k−l= 0.
Como a primeira equa¸c˜ao ´e obviamente falsa, vemos que ´e imposs´ıvel encontrar esca- lares k, l satisfazendo u =k(v −3u+ 2w) +lw, ou seja, u n˜ao ´e conbina¸c˜ao linear de v−3u+ 2w e w e portanto u n˜ao pertence ao subespa¸co ⟨v −3u+ 2w, w⟩.