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Álgebra Linear - 2 a lista de exercícios Prof. - Juliana Coelho

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Academic year: 2022

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(1)

Algebra Linear - 2 ´

a

lista de exerc´ıcios Prof. - Juliana Coelho

1 - Verifique que os conjuntos V abaixo com as opera¸c˜oes dadas n˜ao s˜ao espa¸cos vetoriais, explicitando a falha em alguma das propriedades.

(a) V =R2 com opera¸c˜oes

{ (x, y)(x, y) = (x−x, y−y) k⊙(x, y) = (kx, ky) ; (b) V =R2 com opera¸c˜oes

{ (x, y)(x, y) = (x+x, y+y) k⊙(x, y) = (k+x, k+y) ; (c) V =R3 com opera¸c˜oes

{ (x, y, z)(x, y, z) = (x+x, y+y, 0) k⊙(x, y, z) = (kx, ky, 0) ; (d) V =M2×2 com opera¸c˜oes

{ A⊕A = A·A

k⊙A = kA , onde A e A s˜ao matrizes 2×2;

(e) V = {(x, y) R2|y = x2} com as opera¸c˜oes

{ (x, y)(x, y) = (x+x, y+y) k⊙(x, y) = (kx, ky) , isto ´e, as opera¸c˜oes usuais doR2.

2 - Considere o conjunto V ={(x, y)R2|y=x2} com as opera¸c˜oes

(x, y)(x, y) = (x+x, y+y + 2xx) e k⊙(x, y) = (kx, k2y),

onde (x, y), (x, y)∈V e k R. O objetivo deste exerc´ıcio ´e mostrar que V ´e um espa¸co vetorial com estas opera¸c˜oes.

(a) (Propriedade EV3) Verifique (0,0) est´a em V e satisfaz (x, y)(0,0) = (x, y) para todo (x, y)∈V. Isso mostra que (0,0) ´e o elemento neutro de V.

(b) (Propriedade EV4) Dado um vetor (x, y) ∈V, verifique que (−x, y) est´a em V e que (x, y)(−x, y) = (0,0). Isso mostra que (−x, y) ´e o inverso aditivo de (x, y). (Vocˆe precisar´a usar o fato de que (x, y)∈V e logoy=x2.)

(c) (Propriedade EV6) Dados (x, y)∈V ek, l∈R mostre que (k+l)⊙(x, y) = (k(x, y))(l(x, y)).

(Aqui tamb´em vocˆe precisar´a usar o fato de que para (x, y)∈V temosy =x2.) (d) Mostre que as propriedades EV1, EV2, EV5, EV7 e EV8 s˜ao v´alidas e conclua queV

´

e um espa¸co vetorial com as opera¸c˜oes dadas.

(2)

3 - Determine se os conjuntos W abaixo s˜ao subespa¸cos vetoriais do espa¸co vetorial V dado, onde V ´e considerado com suas opera¸c˜oes usuais.

(a) V =R2 e W ={(x, y)R2|x+ 2y= 3};

(b) V =R3 e W ={(x, y, z)R3|x= 3y, z =−y}; (c) V =M2×2 e W ={A ∈M2×2|A´e matriz sim´etrica};

(Lembre que Mm×n ´e o espa¸co vetorial das matrizes de ordem m×n.) (d) V =R2 e W ={(x, y)R2|y=x2};

(e) V =R3 e W ={(x, y, z)R3|x+y+z ≥ −1}; (f) V =P3 e W ={a3x3+a2x2+a1x+a0 ∈P3|a2 = 1};

(Lembre que Pn ´e o espa¸co vetorial dos polinˆomios com grau ≤n.) (g) V =P2 e W ={p(x)∈P2|p(1) = 0};

(h) V =P2 e W ={p(x)∈P2|p(0) = 1};

(i) V =M2×2 e W ={A ∈M2×2|A´e invers´ıvel}. 4 - Em cada caso abaixo determine se:

(a) v = (1,2) ´e combina¸c˜ao linear dos vetores v1 = (0,3) e v2 = (1,1) em R2;

(b) v = (1,5,2) ´e combina¸c˜ao linear dos vetores v1 = (0,1,1) e v2 = (1,2,0) emR3; (c) v = (1,5,2) ´e combina¸c˜ao linear dos vetores v1 = (0,1,1) e v2 = (1,3,0) emR3; (d) v = (1,5,2) ´e combina¸c˜ao linear dos vetores v1 = (0,1,1), v2 = (1,3,0) e v3 =

(1,2,0) em R3; (e) v =

( 1 3 2 1

)

´e combina¸c˜ao linear dos vetores v1 =

( 1 1 1 1

) , v2 =

( 0 1 3 1

) e v3 =

( 1 3 0 4

)

em M2×2;

(f) v =x2−x−2 ´e combina¸c˜ao linear dos vetores v1 =x2+x ev2 =x+ 1 emP2; (g) v =−x2+ 2x+ 3 ´e combina¸c˜ao linear dos vetores v1 =x2+x ev2 =x+ 1 emP2. 5 - Determine os seguintes subespa¸cos vetoriais de V:

(a) W =(2,3) subespa¸co de V =R2;

(b) W =(2,3), (1,2), (1,1) subespa¸co de V =R2;

(3)

(c) W =(0,1,1),(1,3,0) subespa¸co de V =R3; (Compare com o exerc´ıcio 4 (c).) (d) W = (0,1,1), (1,3,0),(1,5,2) subespa¸co de V = R3; (Compare com o item

anterior e com o exerc´ıcio 4 (c).)

(e) W =(1,2,3,4), (4,3,2,1), (2,1,4,7)subespa¸co de V =R4;

(f) W =⟨x2+x, x+ 1 subespa¸co de V =P2; (Compare com os exerc´ıcios 4 (f) e (g).) (g) W =⟨x2+x+ 1, x+ 1, x1 subespa¸co de V =P2;

(h) W =

⟨( 1 1 1 1

) ,

( 1 3 0 4

) ,

( 0 4 1 5

) ,

( 0 2 3 0

)⟩

subespa¸co de V =M2×2.

6 - Determine se os conjuntos abaixo s˜ao linearmente dependentes ou independentes:

(a) {(1,0,1), (0,1,3)} vetores de R3;

(b) {(62,17), (21·10318,3π)} vetores de R2;

(c) {x2+ 3x1, 2x2−x, x24x+ 1} vetores de P2; (d)

{( 1 2 3 2 0 1

) ,

( 0 1 2

1 1 0

) ,

( 2 1 0

2 3 1 )

,

( 3 2 5

1 2 0 )}

vetores de M2×3; (e) {(1,5,2), (0,1,1), (1,2,0)} vetores de R3;

(f) {(1,5,2), (0,1,1), (1,3,0)} vetores de R3. (Compare com o exerc´ıcio 4 (c).) 7 - Seja V um espa¸co vetorial e sejam u, v, w vetores de V. Suponha que u ´e combina¸c˜ao linear de v e w. Responda os itens abaixo justificando sua resposta:

(a) {u, v, w}´e um conjunto linearmente independente?

(b) u pertence ao subespa¸co ⟨v, w⟩? (c) 3u pertence ao subespa¸co ⟨v, w⟩?

(d) v−3u+ 2w pertence ao subespa¸co ⟨v, w⟩?

(e) supondo quev e ws˜ao linearmente independentes e que u=v+ 2w, ent˜aou pertence ao subespa¸co ⟨v−3u+ 2w, w?

(f) supondo quev ews˜ao linearmente independentes e que u= 1

3v+ 2w, ent˜aoupertence ao subespa¸co ⟨v−3u+ 2w, w?

(4)

Gabarito:

1a QUEST ˜AO:

(a) EV1 falha pois temos (x, y)(x, y)̸= (x, y)(x, y) em geral;

(b) EV8 falha pois 1(x, y) = (1 +x,1 +y)̸= (x, y). Al´em disso, as propriedades EV5, EV6 e EV7 tamb´em falham;

(c) EV3 falha pois n˜ao existe elemento nulo, j´a que ap´os qualquer soma a terceira coorde- nada do vetor ´e zero;

(d) EV1 falha pois o produto de matrizes n˜ao ´e comutativo, isto ´e, A·A ̸=A·A.

Vejamos que EV4 tamb´em falha. Para isso note primeiro que EV3 funciona, isto ´e, existe um elemento nulo para a opera¸c˜ao, j´a que I =

( 1 0 0 1

)

´

e tal que A⊕I =A·I =A e I⊕A=I·A=A.

Agora, como nem toda matriz ´e invers´ıvel, isto ´e, dado A ∈M2×2, nem sempre existe uma matriz inversa A1 tal que A·A1 = I, vemos que nem sempre existe o inverso aditivo de elementos de V com respeito a . Assim a propriedade EV4 falha.

(e) EV4 falha j´a que o inverso aditivo de um vetor (x, y) V deveria ser (−x,−y), que n˜ao pertence a V.

2a QUEST ˜AO:

(a) ´E ´obvio que (0,0) est´a em V j´a que 02 = 0. Al´em disso, temos (x, y)(0,0) = (x+ 0, y+ 0 + 2·x·0) = (x, y);

(b) Dado (x, y) V temos que y = x2 por defini¸c˜ao. Deste modo, vemos que (−x, y) tamb´em est´a em V pois (−x)2 =x2 =y. Al´em disso, temos

(x, y)(−x, y) = (x−x, y+y+ 2·x·(−x))

= (0,2y2x2)

= (0,2(y−x2))

= (0,0), pois y=x2. (c) Para (x, y)∈V ek, l∈R temos

(k+l)⊙(x, y) = ((k+l)x, (k+l)2y)

= ((k+l)x, (k2+l2+ 2kl)y)

(5)

e por outro lado, temos

(k(x, y))(l(x, y)) = (kx, k2y)⊕(lx, l2y)

= (kx+lx, k2y+l2y+ 2·(kx)·(lx))

= ((k+l)x, k2y+l2y+ 2klx2)

= ((k+l)x, k2y+l2y+ 2kly), pois x2 =y

= ((k+l)x,(k2 +l2+ 2kl)y).

Assim vemos que (k+l)⊙(x, y) = (k(x, y))(l(x, y)).

(d) Para a (EV1) temos

(x, y)(x, y) = (x+x, y+y+ 2xx) = (x+x, y+y+ 2xx) = (x, y)(x, y).

Para a (EV2) temos

(x, y)((x, y)(x′′, y′′)) = (x, y)(x+x′′, y+y′′+ 2xx′′)

= (x+x+x′′, y+y +y′′+ 2xx′′+ 2xx+ 2xx′′), e ((x, y)(x, y))(x′′, y′′) = (x+x, y+y+ 2xx)(x′′, y′′)

= (x+x+x′′, y+y +y′′+ 2xx′′+ 2xx+ 2xx′′).

Para a (EV5) temos

k⊙((x, y)(x, y)) = k⊙(x+x, y+y+ 2xx)

= (k(x+x′′), k2(y+y+ 2xx)), e (k(x, y))(k(x, y)) = (kx, k2y)⊕(kx, k2y)

= (kx+kx, k2y+k2y + 2(kx)(kx))

= (k(x+x), k2(y+y + 2xx)).

Para a (EV7) temos

(kl)(x, y) = (klx,(kl)2y)

= (klx, k2l2y), e k⊙(l(x, y)) = k⊙(lx, l2y)

= (klx, k2l2y).

Para a (EV8) temos

1(x, y) = (1·x,12·y) = (x, y).

3a QUEST ˜AO:

(a) W n˜ao ´e subespa¸co linear de V pois o elemento nulo de V que ´e (0,0) n˜ao est´a emW;

(6)

(b) W ´e subespa¸co linear de V, pois ´e o conjunto solu¸c˜ao de um sistema linear, a saber o

sistema {

x 3y = 0

y +z = 0

Outra forma de ver que W ´e subespa¸co de V ´e escrever W como W ={(3t, t,−t)| t∈R}.

Assim, tomamos dois vetores de W, digamos w0 = (3t0, t0,−t0) ew1 = (3t1, t1,−t1) e um escalar k R. Temos que:

* com t= 0 vemos que o elemento nulo (0,0,0) de V est´a em W;

* w0+w1 = (3(t0+t1), t0+t1,−(t0+t1)) est´a em W com t=t0+t1;

* k·w0 = (3(kt0), kt0,−kt0) est´a emW com t =kt0.

(c) W ´e subespa¸co vetorial de V. De fato, note primeiro que as matrizes sim´etricas de ordem 2×2 s˜ao da forma

( a b b c

)

com a, b, c∈R. Assim, temos:

* o elemento nulo de M2×2 que ´e

( 0 0 0 0

)

est´a emW, isto ´e, ´e uma matriz sim´etrica;

* tome A eA elementos de W, ent˜ao estas matrizes s˜ao da forma A=

( a b b c

)

e A =

( a b b c

) .

Assim A+A =

( a+a b+b b+b c+c

)

´e sim´etrica e logo est´a em W;

* tome um escalar k R e um vetor A W, ent˜ao temos A =

( a b b c

)

. Assim k·A=

( ka kb kb kc

)

´

e sim´etrica e logo est´a em W.

(d) J´a vimos no exerc´ıcio 1(e) que W n˜ao ´e espa¸co vetorial com as opera¸co˜es usuais, logo n˜ao pode ser subespa¸co de R2. Outra forma de ver isso ´e notar que w = (1,1) W mas com k = 2 temos (1,1) = (2,2)̸∈W.

(e) W n˜ao ´e subespa¸co de V = R3 pois a soma de dois vetores w e w de W n˜ao neces- sariamente est´a em W. Por exemplo tome w = (1,0,0) e w = (0,1,0), temos w, w ∈W mas w+w = (1,1,0) n˜ao est´a em W.

Outro modo de ver que W n˜ao ´e subespa¸co de V ´e notar que a multiplica¸c˜ao por escalar de um vetor de W n˜ao necessariamente cai em W. Por exemplo tome w = (1,0,0)∈W, ent˜ao com k = 2 temos k·w= (2,0,0)̸∈W.

(7)

(f) W n˜ao ´e subesp¸co de V = P3 pois o vetor nulo de P3 que ´e o polinˆomio nulo 0 = 0x3+ 0x2 + 0x+ 0 n˜ao est´a em W, j´a que seu termo de grau 2 n˜ao ´e 1;

(g) W ´e subespa¸co de V =P2. De fato:

* o vetor nulo de P2 ´e 0 = 0x2+ 0x+ 0 que est´a em W;

* tome p(x) e q(x) em W, isto ´e, temos p(1) = q(1) = 0. Ent˜ao a soma h(x) = p(x) +q(x) satisfazh(1) = p(1) +q(1) = 0 + 0 = 0, e logo est´a em W;

* tome um escalar k R e um vetor p(x) W, isto ´e, p(1) = 0. Ent˜ao o produto g(x) = k·p(x) est´a em W pois g(1) =k·p(1) =k·0 = 0.

(h) W n˜ao ´e subespa¸co de V pois o vetor nulo de V que ´e 0x2+ 0x+ 0 n˜ao est´a em W; (i) W n˜ao ´e subespa¸co deV =M2×2j´a que o vetor nulo deM2×2, que ´e a matriz

( 0 0 0 0

) , n˜ao ´e invers´ıvel e logo n˜ao est´a em W.

4a QUEST ˜AO:

(a) Sim, v = 13v1+v2; (b) N˜ao;

(c) Sim, v = 2v1+v2;

(d) Sim, v = 2v1+v2 + 0v3 (existem outras formas de escrever v);

(e) N˜ao;

(f) Sim, v =v1 2v2; (g) Sim, v =−v1+ 3v2. 5aQUEST ˜AO:

(a) W ´e a reta em R2 passando pela origem e com a dire¸c˜ao do vetor v = (2,3). Temos W ={(x, y)R2|3x2y= 0}={(2t,3t)|t∈R};

(b) W =R2;

(c) W = {(x, y, z) R3|3x +y z = 0}. Usando esta informa¸c˜ao ´e f´acil ver que v = (1,5,2)∈W, j´a que este vetor satisfaz a equa¸c˜ao deW, isto ´e, 3·(1)+52 = 0;

(d) W = {(x, y, z) R3|3x + y z = 0}. Como o vetor (1,5,2) j´a estava em

(0,1,1), (1,3,0), os subespa¸cos dos itens (c) e (d) devem realmente ser iguais;

(e) W ={(x1, x2, x3, x4)R4|x12x2+x3 = 0 e 2x1 3x2+x4 = 0};

(8)

(f) W = {a2x2 +a1x+a0 P2|a1 = a0 +a2}. Usando esta informa¸c˜ao ´e f´acil ver que x2−x−2 e −x2+ 2x+ 3 s˜ao combina¸c˜oes lineares dos vetores x2+xe x+ 1 pois em ambos os polinˆomios o termo de grau 1 ´e a soma dos termos de graus 0 e 2.

(g) W =P2; (h) W =

{( a b c d

)

∈M2×2|a+ 3b2c2d= 0 }

. 6a QUEST ˜AO:

(a) Os dois vetores s˜ao linearmente independentes (LI) j´a que n˜ao s˜ao m´ultiplos um do outro;

(b) Os dois vetores s˜ao linearmente independentes (LI) j´a que n˜ao s˜ao m´ultiplos um do outro;

(c) Escrevendo o vetor nulo de P2 como combina¸c˜ao linear dos trˆes vetores do conjunto, temos

0x2+ 0x+ 0 = a(x2+ 3x1) +b(2x2−x) +c(x24x+ 1)

= (a+ 2b+c)x2+ (3a−b−4c)x+ (−a+c), com a, b, c∈R. Por igualdade de polinˆomios, obtemos o sistema linear

()



a +2b +c = 0 3a −b 4c = 0

−a +c = 0

Para determinar se o conjunto ´e linearmente dependente ou independente, precisamos saber se o sistema () tem infinitas ou uma ´unica solu¸c˜ao. Resolvendo o sistema, temos

M =

 1 2 1 0 3 1 4 0

1 0 1 0

−→M =

 1 2 1 0 0 1 1 0

0 0 0 0

,

onde realizamos as opera¸c˜oes elementares: L2 7→L23L1, L3 7→L3+L1,L2 7→ 17L2, L3 7→ L3 + 2L2. Pela matriz M vemos que o sistema tem infinitas solu¸c˜oes e logo o conjunto ´e linearmente dependente (LD).

(d) Escrevendo o vetor nulo de M2×3 como combina¸c˜ao linear dos quatro vetores do con- junto, temos

( 0 0 0 0 0 0

)

= a

( 1 2 3 2 0 1

) +b

( 0 1 2

1 1 0

) +c

( 2 1 0

2 3 1 )

+d

( 3 2 5

1 2 0 )

=

( a+ 2c+ 3d 2a+b+c+ 2d 3a2b+ 5d 2a+b−2c−d b+ 3c+ 2d −a+c

)

(9)

com a, b, c, d∈R. Por igualdade de matrizes, obtemos o sistema linear

()















a +2c +3d = 0

2a +b +c +2d = 0

3a 2b +5d = 0

2a +b 2c −d = 0 b +3c +2d = 0

−a +c = 0

Para determinar se o conjunto ´e linearmente dependente ou independente, precisamos saber se o sistema () tem infinitas ou uma ´unica solu¸c˜ao. Resolvendo o sistema, temos

M =







1 0 2 3 0

2 1 1 2 0

3 2 0 5 0

2 1 2 1 0

0 1 3 2 0

1 0 1 0 0







−→M =







1 0 2 3 0

0 1 3 4 0 0 0 3 3 0 0 0 0 2 0

0 0 0 0 0

0 0 0 0 0







,

onde realizamos as seguintes opera¸c˜oes elementares: L2 7→ L22L1, L3 7→ L3 3L1, L4 7→L42L1,L6 7→L6+L1,L3 7→L3+ 2L2,L4 7→L4−L2,L5 7→L5−L2,L3 ↔L4, L4 7→L44L3, L5 7→L5+ 2L3 e L6 7→L6+L3.

Pela matrizM vemos que o sistema tem uma ´unica solu¸c˜ao (que ´ea=b=c=d= 0) e logo o conjunto ´e linearmente independente (LI).

(e) Como este conjunto consiste de trˆes vetores em R3, para saber se ´e linearmente depen- dente ou independente, basta calcular o determinante da matriz:

A=

1 0 1 5 1 2 2 1 0

Ora, esta matriz tem determinante igual a

det(A) = 1(02)0(04) + 1(52) = 2 + 0 + 3 = 5

e logo, como det(A) ̸= 0, vemos que os trˆes vetores s˜ao linearmente independentes (LI).

(f) Como este conjunto consiste de trˆes vetores em R3, para saber se ´e linearmente depen- dente ou independente, basta calcular o determinante da matriz:

A=

1 0 1

5 1 3

2 1 0

(10)

Ora, esta matriz tem determinante igual a

det(A) = 1(03)0(06)1(52) = 3 + 03 = 0

e logo, como det(A) = 0, vemos que os trˆes vetores s˜ao linearmente dependentes (LD).

(Note que verificamos no exerc´ıcio 4 itens (b) e (c) que o vetor (1,5,2) ´e combina¸c˜ao linear dos vetores (0,1,1) e (1,3,0), mas n˜ao ´e combina¸c˜ao linear dos vetores (0,1,1) e (1,2,0).)

7a QUEST ˜AO: Primeiro notamos que a hip´otese de que u ´e combina¸c˜ao linear de v e w significa que existem a, b∈Rtais que

u=a·v+b·w.

(a) (N˜ao.) Para ver se o conjunto{u, v, w}´e linearmente dependente ou independente pre- cisamos ver se existem outros modos de escrever o vetor nulo 0∈V como combina¸c˜ao linear de u, v, w

k1u+k2v+k3w= 0

al´em da combina¸c˜ao trivial (isto ´e, com todas os escalaresk1, k2, k3 iguais a zero). Ora, temos

u=av+bw u−av−bw = 0

o que significa que, comk1 = 1,k2 =−a ek3 =−b, obtemos uma maneira de escrever 0 como combina¸c˜ao linear de u, v, w distinta da trivial. Assim{u, v, w}´e um conjunto linearmente dependente.

(b) (Sim.) Por defini¸c˜ao o subespa¸co ⟨v, w⟩´e o conjunto de todas as combina¸c˜oes lineares dev ew. Como por hip´oteseu´e combina¸c˜ao linear dev ew, ent˜aoupertence a⟨v, w⟩. (c) (Sim.) Precisamos ver se 3u´e combina¸c˜ao linear dev ew. Ora, temos queu=av+bw e logo 3u = (3a)v + (3b)w, mostrando que 3u ´e combina¸c˜ao linear de v e w, ou seja, que 3u pertence a ⟨v, w⟩.

(d) (Sim.) Aqui precisamos ver sev−3u+ 2w´e combina¸c˜ao linear dev ew. Agora, como u=av+bw, temos que

v−3u+ 2w=v 3(av+bw) + 2w= (13a)v+ (23b)w mostrando que v−3u+ 2w pode ser escrito como combina¸c˜ao linear dev e w.

(e) (Sim.) Precisamos ver seu ´e combina¸c˜ao linear de v−3u+ 2w e w, isto ´e, se existem k, l∈R tais que

u=(v3u+ 2w) +l·w.

(11)

Como u=v+ 2w, substituindo na equa¸c˜ao acima temos

v+ 2w=k(v−3(v+ 2w) + 2w) +lw v+ 2w=2kv4kw+lw

v+ 2w+ 2kv+ 4kw−lw= 0

(1 + 2k)v+ (2 + 4k−l)w= 0.

Agora, por hip´otese v e w s˜ao linearmente independentes o que significa que o ´unico modo de escrever 0 como combina¸c˜ao linear dev ew´e o modo trivial 0v+ 0w= 0, ou seja, temos que ter

1 + 2k = 0 e 2 + 4k−l = 0.

Ent˜ao k = 1/2 e logo l = 4k 2 = 0. Portanto u = 1/2(v 3u+ 2w) + 0w, mostrando que u pertence a ⟨v−3u+ 2w, w.

(f) (N˜ao.) Como no item anterior, precisamos ver se u´e combina¸c˜ao linear dev−3u+ 2w e w, isto ´e, se existem k, l∈R tais que

u=(v3u+ 2w) +l·w.

Como u= 1

3v+ 2w, substituindo na equa¸c˜ao acima temos 1

3v+ 2w=k (

v−3 (1

3v+ 2w )

+ 2w )

+lw 1

3v + 2w=4kw+lw

1

3v + 2w+ 4kw−lw = 0

(1

3 )

v+ (2 + 4k−l)w= 0.

Agora, por hip´otese v e w s˜ao linearmente independentes o que significa que o ´unico modo de escrever 0 como combina¸c˜ao linear dev ew´e o modo trivial 0v+ 0w= 0, ou seja, dever´ıamos ter

1

3 = 0 e 2 + 4k−l= 0.

Como a primeira equa¸c˜ao ´e obviamente falsa, vemos que ´e imposs´ıvel encontrar esca- lares k, l satisfazendo u =k(v 3u+ 2w) +lw, ou seja, u n˜ao ´e conbina¸c˜ao linear de v−3u+ 2w e w e portanto u n˜ao pertence ao subespa¸co ⟨v 3u+ 2w, w.

Referências

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