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Parabéns por ter dado esse passo importante na sua preparação, meu amigo(a).

Temos a TOTAL certeza de que este material vai te fazer ganhar muitas questões e garantir a sua aprovação no concurso do Tribunal Regional do Trabalho, no cargo

de Analista Judiciário – Área Judiciária.

Você está tendo acesso à amostra do Memorex TRT BRASIL, aqui você terá uma pequena parte do material para você já ir conhecendo.

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conteúdos que não serão cobrados.

Seu tempo é curto, são muitas matérias para estudar e a prova está cada vez mais próxima, essa é a oportunidade que você esperava para sair na frente da concorrência e

ser aprovado no TRT BRASIL.

Se houver qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando suas dúvidas para: [email protected]

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ÍNDICE

LÍNGUA PORTUGUESA ... 4

INFORMÁTICA ... 9

MATEMÁTICA E RLM ... 12

DIREITO CONSTITUCIONAL ... 13

DIREITO ADMINISTRATIVO ... 20

DIREITO CIVIL ... 25

PROCESSO CIVIL ... 33

DIREITO DO TRABALHO ... 38

DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO ... 45

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APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO LÍNGUA PORTUGUESA

DICA 01 COMPREENSÃO E INTEPRETAÇÃO DE TEXTOS

Considera-se como sendo o elemento-chave para um bom resultado na prova de Português dos concursos públicos. Isso porque, na maioria das vezes, a interpretação, compreende mais da metade das questões cobradas pelas Bancas.

Por isso, listamos algumas dicas essenciais para você praticar durante a resolução de questões:

1. Leia todo o texto pausadamente;

2. Releia e marque todas as palavras que não sabe o significado, em seguida, pesquise sobre ela, bem como seus sinônimos e antônimos;

3. Separe os parágrafos do texto e releia um a um fazendo um breve resumo, de forma mais objetiva possível, pois na prova você não terá muito tempo.

4. Questione a forma usada pelo escritor no texto.

Ex.: Aqui é a linguagem.

DICA 02 COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

Compreensão: No caso de compreensão de texto, o leitor deve visualizar dentro do texto e se limitar a responder as questões conforme aquilo que está explicitamente escrito.

Exemplos de comandos de compreensão de texto:

De acordo com o texto...

Segundo o texto...

Na linha...

Interpretação: No caso de interpretação de texto, o leitor deve olhar para fora do texto, uma vez que a interpretação vai além do texto.

Exemplos de comandos de interpretação de texto:

Interpreta-se...

Infere-se...

DICA 03 ARTICULAÇÃO DO TEXTO: COESÃO E COERÊNCIA

Coesão e coerência: o texto oficial deve ser coeso e coerente, pois isso favorece a conexão e a harmonia entre os elementos do texto.

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COERÊNCIA COESÃO

- É a relação lógica das ideias dentro de um texto.

- Um texto é incoerente quando há contradição e redundância. As ideias são

iniciadas e não são concluídas.

- A coesão diz respeito à organização do texto, por meio de conectivos.

- Um texto é coeso quando há a correta utilização das palavras que ligam as frases

e parágrafos de um texto.

Assim, há alguns mecanismos que fazem com que o texto seja coeso e coerente, quais sejam: referência, substituição elipse e uso da conjunção.

DICA 04 COESÃO E COERÊNCIA - MECANISMOS

Há mecanismos utilizados para que um texto seja coeso e coerente. São eles:

Referência: A referência diz respeito a termos relacionados a outros dentro do texto.

Anáfora: retoma um termo ANTERIOR.

Catáfora: ANTECIPA o termo.

Substituição: é a colocação de um item lexical no lugar de outro (ou outros) ou no lugar de uma oração.

Elipse: é a omissão de um termo, o qual já foi dito no texto anteriormente.

Uso da conjunção: a conjunção é usada para conectar termos e ligar orações e parágrafos.

DICA 05 TERMOS DA ORAÇÃO - SUJEITO

Sujeito caracteriza-se por ser o termo da oração sobre o qual se declara alguma coisa a respeito.

Ex.: A aluna brigou com a professora.

Núcleo do sujeito: Dentro de uma oração há uma palavra que possui muita importância. Este termo é o núcleo do sujeito, pois é com ele que as outras palavras se relacionam.

Ex.: Os meninos do bairro jogavam futebol na rua.

TOME NOTA!

O sujeito não necessariamente precisa aparecer no início da oração. Portanto, quando o sujeito aparece no início, com o predicado logo após, significa que os termos da oração estão em ordem direta. Agora, se o sujeito aparece no meio ou no final da oração, significa que os termos estão em ordem indireta.

Ex.: O sol nasceu para brilhar

Ordem DIRETA.

Nasceu o sol para brilhar

Ordem INDIRETA.

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APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO DICA 06

CLASSIFICAÇÃO DO SUJEITO

Simples: é o sujeito que aparece de forma expressa na oração e possui apenas um núcleo.

Ex.: O sol nasceu para brilhar.

Aquela é a maior jogadora de vôlei do momento.

A menina chorou.

Composto: é o sujeito que aparece de forma expressa na oração e possui mais de um núcleo.

Ex.: Arroz e feijão são minhas comidas preferidas.

Romeu e Julieta morreram de amor.

Desinencial: é o sujeito que não aparece de forma expressa na oração, mas está implícito na desinência do verbo.

Ex.: (Eu) Conheço meu pai biológico. / (Nós) Dormíamos no mesmo quarto.

DICA 07 CLASSIFICAÇÃO DO SUJEITO

Indeterminado: quando a informação que se encontra no predicado refere-se a um elemento que não se quer ou que não se pode determinar.

Ex.: Falaram muito bem de você na reunião escolar.

ATENÇÃO!

O verbo está na 3ª pessoa do singular ou plural.

OBS.: Se for possível determinar a 3ª pessoa num contexto, será sujeito oculto.

Então, o sujeito será indeterminado se ocorrerem os seguintes casos:

Verbo na 3ª pessoa do plural +

Não há sujeito expresso na oração:

Ex.: Ligaram para você.

Espancaram o menino.

Verbo na 3ª pessoa do singular +

Índice de indeterminação do Sujeito “se”:

Ex.: Acredita-se em Jesus.

Precisa-se de comida.

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APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO CUIDADO!

Em: “Venderam-se as bolsas.”

As bolsas foram vendidas. Apesar de, em um primeiro momento, a frase parecer que possui sujeito indeterminado, ela possui sujeito expresso.

DICA 08 CLASSIFICAÇÃO DO SUJEITO

Oração sem sujeito: Neste caso, o verbo não aceita sujeito. São chamados de verbos impessoais.

Verbos que expressam fenômenos

naturais:

Amanheceu rapidamente.

Nevou muito no inverno.

Verbos “haver” e “fazer” exprimem

tempo transcorrido:

Faz dois anos que casei.

Há três dias que não converso com ela.

Verbo “haver” no sentido de “existir”:

Há muitas crianças na festa.

OBS.: Se for utilizado o verbo

“existir”, a oração terá sujeito:

Existem muitas crianças na festa.

Verbo “ser” aparece para indicar

horas:

São sete horas.

É uma hora.

Verbo “ser” e “estar” indicam clima:

Está frio hoje.

É cedo.

DICA 09 TRANSITIVIDADE VERBAL

Relação entre os verbos transitivos e os seus complementos.

Os verbos podem ser classificados quanto à sua predicação em:

Verbo intransitivo: é aquele que não precisa de um complemento para ter sentido completo.

Ex.: Rosa dormiu sentada. (Se eu falar só “Rosa dormiu” já tem sentido completo).

Verbo transitivo: é o que necessita de complemento para ter sentido completo a oração.

Ex.: Rosa gosta de bolo de banana.

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APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO DICA 10

TIPOS DE PREDICADO

O predicado verbo-nominal é formado por:

VERBO INTRANSITIVO + PREDICATIVO DO SUJEITO VERBO TRANSITIVO + OBJETO + PREDICATIVO DO SUJEITO

VERBO TRANSITIVO + OBJETO + PREDICATIVO DO OBJETO

TOME NOTA!

O verbo tem 2 funções dentro da estrutura da oração:

Verbo de ligação: expressa estado, sentimento e liga o sujeito a uma característica.

Ex.: Lauren é rechonchuda.

MACETE dos verbos de ligação

“CAFES P2”

Verbo significativo: Expressam ação ou fenômeno da natureza.

Ex.: Carla correu.

Continuar

Andar

Ficar Estar Ser Parecer

Permanecer

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APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO INFORMÁTICA

DICA 11 MS - WINDOWS 10

É um sistema operacional desenvolvido e mantido pela Microsoft. É um sistema proprietário, multisessão (capacidade de operar com várias contas de usuários), multitarefa (execução de várias tarefas simultâneas). Disponível nas versões Home, Pro, Education, Enterprise.

Home: Versão mais comum presente em computadores domésticos, conta com a possibilidade de login facial ou biometria.

Pro: Versão que contém as funcionalidades do Home com dispositivos avançados de segurança como BitLocker para criptografia de HD e suporte a ingresso no domínio através do Azure Active Directory.

Enterprise: Engloba as funcionalidades da versão Pro e inclui outras opções avançadas como como o AppLocker.

Education: Versão geralmente utilizada para grandes ambientes de ensino, conta com as opções da versão enterprise, porém sem algumas opções de configuração de atualização.

DICA 12 OPÇÕES DE ENCERRAMENTO DO WINDOWS

O Windows possui algumas opções de encerramento. As opções são acessíveis através do menu iniciar, porém também é possível acessá-las utilizando o atalho ALT + F4 na área de de trabalho.

As opções são:

Desligar - Fecha todos os aplicativos e desliga o computador.

Reiniciar - Fecha todos os aplicativos, desliga o computador e liga-o novamente.

Suspender - O computador permanece ligado, mas com baixo consumo de energia. Os aplicativos ficam abertos, assim, quando o computador é ativado, voltará ao ponto em que estava.

Trocar Usuário - Troca de usuário sem fechar aplicativos.

Sair - Fecha todos os aplicativos e faz logoff do usuário.

DICA 13 CONCEITO DE PASTAS, DIRETÓRIOS, ARQUIVOS

Pastas são utilizadas para agrupar itens, é uma forma de organização. Um Diretório tem a mesma função que uma pasta.

Um Arquivo é um componente que tem conteúdo, que tem informação. Ele pode ser do tipo Texto, Dado, Binário, Executável etc.

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No Windows, pastas e arquivos têm permissão de acesso, que é definido no menu de contexto na opção propriedades ao clicar com botão direito sobre o item, na aba segurança.

Arquivos têm extensões, elas representam qual o tipo de arquivo e facilitam qual programa pode abri-lo.

Por exemplo Arquivo1.docx é um arquivo do Word.

Executavel.exe é um arquivo que será executado pelo Windows.

DICA 14

MANIPULAÇÃO DE ARQUIVOS E PERMISSÕES NO LINUX

Arquivos ocultos no Linux são identificados através de um ponto no início do arquivo.

Arquivos e Pastas no Linux têm permissões para saber quem pode ler, executar e escrever um arquivo ou pasta. No Linux as permissões são divididas entre Dono, grupo e outros. As permissões são representadas da seguinte maneira: R para leitura, X para execução e W para escrita. Assim são 9 campos para cada arquivo ou pasta.

Os três primeiros representam as permissões do dono, os três do meio do grupo e os últimos de outros. Um exemplo de um arquivo que pode ser lido, escrito e executado pelo dono e pelo grupo, mas não por outros: rwxrwx---

A notação de permissão de um arquivo também pode ser representada por números:

Read - 4 Write - 2 Execute - 1

Assim, para representar nesta notação o exemplo anterior temos, 770. O comando que realiza essas alterações é o chmod.

Podemos notar que o valor 7 é o resultado da soma dos três campos.

DICA 15 MANIPULAÇÃO DE ARQUIVOS E PASTAS NO LINUX

O Linux utiliza o gerenciador de arquivos para manipular pastas e arquivos. Porém, é possível utilizar programas através da linha de comando para manipular arquivos, conforme tabela abaixo:

Cp copiar um arquivo

Mv mover um arquivo, também serve para

renomear arquivos na linha de comando

Del deletar um arquivo

Mkdir criar um diretório

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Cd mudar de diretório dentro do terminal

Ls listar conteúdo de uma pasta

pwd (print work directory) mostrar em qual pasta está atualmente

Passwd alterar senha do usuário

Rm remover arquivos ou diretórios.

Find procurar arquivos

Tail mostrar o final de um arquivo Head mostrar o início de um arquivo

Sort utilizado para ordenar

Ln criar link entre arquivos

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APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO MATEMÁTICA E RLM

DICA 16 NUMEROS INTEIROS E RACIONAIS

O conjunto dos números naturais é representado pelo símbolo N, esse conjunto compreenderá aqueles números que surgem naturalmente da necessidade de contar.

Ex.: N= {0,1,2,3,4,5,6...};

No conjunto dos números naturais não temos números quebrados, e não têm números negativos. É o conjunto mais simples e possui uma quantidade infinita de elementos

Conjunto dos Inteiros (Z) basta acrescentar os números negativos aos números naturais;

Ex.: Z= {...-3,-2,-1,0,1,2,3...};

Os

números racionais Q serão formados pelo conjunto dos números inteiros mais os números quebrados, dizemos que um número é racional se ele pode ser representado na forma de fração;

O conjunto dos números inteiros é um subconjunto dos racionais Z ⊂ Q.

DICA 17 MULTIPLOS E DIVISORES DE NÚMEROS NATURAIS

Os múltiplos de um número são obtidos multiplicando o número por um fator. Este fator, por sua vez, é também divisor do múltiplo encontrado;

Ex.: O número 6 é um múltiplo de 2, pois 2x3=6 e o número 2 é um divisor de 6, pois 6 ÷ 2 = 3;

Quando um número é múltiplo de outro, é o mesmo que dizer que o primeiro é divisível pelo último. No nosso exemplo 6 é múltiplo de 2 e, portanto, é divisível por 2, ou seja, 2 é divisor de 6;

Sendo assim, os múltiplos de um número podem ser obtidos multiplicando-o por 1, 2, 3, 4, 5…. Logo, os múltiplos de um número são infinitos;

Já os divisores de um número são aqueles cuja divisão tem como resultado um número inteiro, ou seja, a divisão é exata.

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APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO DIREITO CONSTITUCIONAL

DICA 18

CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES: CONTEÚDO

Quanto ao conteúdo as constituições são classificadas como:

Material: materialmente, identifica-se como as normas que regulam a estrutura do Estado, a sua organização e os direitos fundamentais. Só os temas atinentes a esse escopo são constitucionais. Desta forma, as regras que fossem materialmente constitucionais, codificadas ou não em um mesmo documento, seriam essencialmente constitucionais. Tudo o mais que constar da Constituição e que a isso não se refira não será matéria constitucional.

Formal: É o modo de ser do Estado, estabelecido em documento escrito. Não se há de pesquisar qual o conteúdo da matéria. Tudo o que estiver na constituição é matéria constitucional.

Mista: Uma classificação ainda polêmica, e não sendo adotada por alguns doutrinadores. Essa teoria traz que, nos termos do art. 5º, § 3º, da Constituição Federal, os Tratados e as Convenções de direitos humanos, aprovados em cada casa do Congresso, em dois turnos, com voto de 3/5 de seus membros equivalerão a uma Emenda Constitucional, ou seja, um documento de natureza constitucional que está fora da Constituição, sendo adotado tanto o critério material como o formal. É a Teoria do Bloco da Constitucionalidade, através da qual não é constitucional apenas o que está na CF, mas toda e qualquer regra de natureza constitucional. Portanto, para alguns, o sistema que usamos é o misto.

Portanto, ao analisar a Constituição Federal de 1988 em relação com seu conteúdo, pode-se dizer que ela é formal ou formalmente. O que seria dizer que a constituição é o modo de ser do Estado, estabelecido em documento escrito. Não se há de pesquisar qual o conteúdo da matéria. Tudo o que há na constituição é matéria constitucional. Essa distinção hoje perde o sentido, carreando toda a doutrina no sentido de considerar materialmente constitucional tudo o que formalmente nela se contiver.

CF/88

Conteúdo

Formal

DICA 19

CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES - ESTABILIDADE Quanto à estabilidade as constituições podem ser:

Rígidas: constituições que exigem, para sua alteração, um processo legis mais árduo do que o processo de alteração das normas não constitucionais.

Flexíveis: o processo de alteração é idêntico às normas não constitucionais. Não há hierarquia entre as leis.

Semirrígidas/Semiflexíveis: algumas matérias tem alteração mais difícil, outras nem tanto.

Fixas: podem ser alteradas por poder igual ao que a criou, poder constituinte originário.

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Transitoriamente flexíveis: por um tempo serão suscetíveis de reforma e depois passam a ser rígidas.

Imutáveis: inalteráveis, verdadeira relíquia.

A constituição brasileira atual pode ser classificada como rígida em relação a sua mutabilidade, uma vez que o processo de alteração é mais rigoroso do que o processo de elaboração das leis ordinárias, em consonância com princípio da supremacia da Constituição.

CF/88

Estabilidade

Rígida

DICA 20

CONSTITUIÇÃO: CLASSIFICAÇÕES DAS CONSTITUIÇÕES

A Constituição Federal brasileira pode ser classificada da seguinte maneira:

Quanto ao conteúdo: Materiais e formais.

Quanto à forma: Escritas e não escritas.

Quanto ao modo de elaboração: Dogmática e histórica.

Quanto a origem: Promulgadas e outorgadas

Quanto a estabilidade: Rígidas, super-rígidas, semirrígidas e flexíveis.

Quanto a extensão: Analítica e sintética.

Vamos utilizar um mnemônico para melhor fixação!

A CF/88 é classificada como uma PEDRAF:

P Promulgada

E Escrita

D Dogmática

R Rígida

A Analítica

F Formal

DICA 21

PODER CONSTITUINTE DIFUSO – MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL

Poder constituinte difuso é o poder de fato que atua na etapa da mutação constitucional, meio informal de alteração da Constituição.

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Na mutação constitucional ocorre a alteração do conteúdo, do alcance e do sentido das normas constitucionais, mas de modo informal, sem qualquer modificação na literalidade do texto da Constituição.

É chamado de difuso porque não vem formalizado (positivado) no texto das Constituições. É um poder de fato porque nascido do fato social, político e econômico. É meio informal porque se manifesta por intermédio das mutações constitucionais, modificando o sentido das Constituições, mas sem nenhuma alteração do seu texto expresso.

DICA 22

APLICABILIDADE DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS

A aptidão das normas constitucionais de produzirem efeitos é denominada eficácia jurídica, a qual é conferida conforme a classificação das normas segundo a sua aplicabilidade.

1ª Teoria – Americana (século XIX): existem dois tipos de normas: as normas constitucionais auto executórias e as normas constitucionais não auto executáveis.

Crítica: algumas normas constitucionais não seriam dotadas de imperatividade e inexistência de análise do papel das normas pragmáticas.

2ª Teoria – Italiana (século XX): reconhecimento às normas pragmáticas de juridicidade, entendendo-as como jurídico constitucionais.

Doutrina Brasileira: Para José Afonso da Silva todas as normas constitucionais são dotadas de aplicabilidade/eficácia.

DICA 23

DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS - FUNDAMENTOS DA REPÚBLICA

A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

Soberania;

Cidadania;

Dignidade da pessoa humana;

Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

Pluralismo político.

Fique atento!

Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da Constituição Federal.

INDEPENDÊNCIA E HARMONIA DOS PODERES

Mnemônico:

SO-CI-DI-VA-PLU

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São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

DICA 24

PRINCÍPIOS DE REGEM AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:

Independência nacional;

Prevalência dos direitos humanos;

Autodeterminação dos povos;

Não-intervenção;

Igualdade entre os Estados;

Defesa da paz;

Solução pacífica dos conflitos;

Repúdio ao terrorismo e ao racismo;

Cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;

Concessão de asilo político.

Fique atento!

A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino- americana de nações.

DICA 25 DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

Entendidos como cláusulas pétreas, os direitos e garantias fundamentais são o rol de princípios absolutos e relativos positivados para assegurar aos seres humanos o estatuto de indivíduos de direito. No ordenamento jurídico brasileiro, estão previstos na Constituição Federal e são inerentes à pessoa humana

Com o primeiro grande marco histórico sobre direitos fundamentais, que foi a Revolução Francesa, a Constituição Federal de 1988, desse modo, refletiu o que fora estabelecido na Carta de Direitos Humanos de 1948. E trouxe um rol de direitos e garantias considerados fundamentais para a manutenção do ordenamento jurídico. Os direitos e garantias fundamentais, portanto, são entendidos como este conjunto de preceitos conquistados com o avanço das sociedades jurídicas e hoje positivados. Portanto, pode-se dizer que os direitos fundamentais decorrem de uma construção histórica.

ATENÇÃO!

Os Direitos e Garantias Fundamentais são:

Irrenunciáveis: Ninguém pode recusá-los, na medida em que são inerentes – também são inalienáveis e invioláveis. Isto é, não podem ser vendidos, trocados,

(17)

APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO disponibilizados ou violados, sob o risco de punição do Estado.

Imprescritíveis: Não são atingidos pela prescrição e podem ser exigidos a qualquer tempo. Do mesmo modo são universais, uma vez que aplicados indistintamente a todos os indivíduos.

DICA 26 PRINCIPAIS DIREITOS FUNDAMENTAIS

A Constituição Federal nos traz no seu art. 5º:

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade […].

Portanto, são direitos fundamentais:

Direito à vida Direito à liberdade Direito à igualdade Direito à segurança Direito à propriedade

DICA 27 DIREITO À VIDA

O direito à vida compreende a extrauterina e a intrauterina.

Nota-se que nem o direito à vida é absoluto. No Brasil, em caso de guerra declarada, admite-se a pena de morte. O aborto, por sua vez, é permitido em casos excepcionais.

Aborto terapêutico ou necessário: ocorre quando o médico interrompe a gravidez quando não há outra forma de salvar a vida da gestante.

Aborto sentimental ou humanitário: é a interrupção da gravidez praticada por médico nos casos de estupro, desde que haja autorização da gestante ou de seu representante legal quando a gestante dor menor de 18 anos.

Aborto eugenésico ou eugênico: É aquele realizado para evitar o nascimento de uma criança com grave deformidade genética.

DICA 28 PRINCÍPIO DA IGUALDADE

A CF/88 preconiza que todos são iguais perante a lei (caput), bem como homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações (inciso I).

(18)

APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO A igualdade tem dupla acepção, MATERIAL e FORMAL:

Material: trata-se da igualdade de fato. É o tratar igualmente os iguais e os desiguais de forma desigual, na medida de sua desigualdade. É aqui que se encontra o fundamento para as ações afirmativas;

Formal: é a igualdade perante a lei. É dizer, todos os seres humanos são tratados de igual forma, sem levar em consideração suas especificidades.

DICA 29 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE

Segundo o inciso II, do artigo 5º, da CF/88, ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.

A expressão “lei” deve ser interpretada em sentido amplo, de modo que a legalidade abranja todas as espécies normativas previstas no artigo 59, da CF/88, decreto autônomo (artigo 84, inciso VI, da CF/88), os regimentos internos dos tribunais, as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral e resoluções do Conselho Nacional de Justiça.

Por não existir direito fundamental absoluto, a legalidade pode ser afastada nos casos de legalidade extraordinária, quais sejam, estado de sítio (artigo 137, CF/88) e estado de defesa (artigo 136, CF/88).

O princípio da legalidade tem duas acepções, uma diz respeito ao Particular e a outra à Administração. O primeiro é permitido fazer tudo aquilo que a lei não proíbe. Já o segundo pode fazer somente o que a lei permite.

DICA 30 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE

O princípio da reserva legal impõe a necessidade que determinadas matérias sejam disciplinadas por lei formal, ou seja, aquelas espécies normativas encontradas no artigo 59, da CF/88. O princípio da legalidade, por sua vez, traduz a necessidade de obediência à lei em sentido amplo.

A expressão “lei” deve ser interpretada em sentido amplo, de modo que a legalidade abranja todas as espécies normativas previstas no artigo 59, da CF/88, decreto autônomo (artigo 84, inciso VI, da CF/88), os regimentos internos dos tribunais, as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral e resoluções do Conselho Nacional de Justiça.

A reserva legal pode ser classificada em:

Absoluta: a norma constitucional necessita de lei formal para sua regulamentação.

Relativa: em que pese a necessidade de lei formal, é possível a edição de espécies infralegais para regulamentação da norma constitucional.

O Princípio da Irretroatividade das Leis preconiza que a lei penal NÃO retroagirá, exceto em benefício do réu.

DICA 31

LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO, DE CONSCIÊNCIA E DE EXPRESSÃO (INCS. IV, V e IX)

Segundo o inciso IV, do artigo 5º, é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.

A Vedação do anonimato garante a responsabilização de quem causou danos a terceiros ao exercer a livre manifestação do pensamento.

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A livre manifestação de pensamento não é absoluta, sendo proibido qualquer discurso de ódio, inclusive a incitação ao racismo.

DICA 32 DIREITO DE RESPOSTA

É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem.

Esquematizando:

DIREITO DE

RESPOSTA

Aplica-se a pessoas físicas e pessoas jurídicas.

É proporcional ao agravo.

Pode ser acumulado com indenização por dano material, moral ou à imagem.

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APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO DIREITO ADMINISTRATIVO

DICA 33

REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO: PRINCÍPIOS

SUPREMACIA DO INTERESSE

PÚBLICO

O interesse público prevalece em detrimento dos interesses particular, por

exemplo, a desapropriação.

INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO

Voltado à atuação do administrador, posto que este deve exercer suas funções sempre

buscando garantir o interesse público, não devendo desistir dos feitos ou dispor de

suas prerrogativas.

DICA 34

ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA - DOS ÓRGÃOS - CLASSIFICAÇÃO

Quanto à posição estatal - cai bastante nas provas - os órgãos podem ser:

independentes, autônomos, superiores e subalternos.

DICA 35

ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA - DOS ÓRGÃOS - CLASSIFICAÇÃO Quanto à posição estatal, os órgãos podem ser: simples ou compostos.

Simples: constituídos por apenas um centro de competência

Compostos: em sua estrutura, reúnem outros órgãos menores, com função idêntica ou funções auxiliares.

Os órgãos podem ser:

- Independentes - Autônomos

- Superiores - Subalternos

Quanto à posição estatal, os órgãos

podem ser:

- Simples - Compostos

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APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO DICA 36

ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA - CARACTERÍSTICAS DOS ÓRGÃOS

Os órgãos não possuem:

Personalidade jurídica

Quem terá capacidade jurídica para responder pelos atos praticados pelos órgãos será a pessoa jurídica que realizou a desconcentração.

Patrimônio próprio

Todo o patrimônio utilizado pelo órgão é da pessoa jurídica a qual ele pertence.

Capacidade processual

Como regra, os órgãos não possuem capacidade processual, de modo que não podem figurar em qualquer dos polos (autor/réu) de uma demanda processual. No entanto, os órgãos independentes e os autônomos têm capacidade processual para tutelar as suas prerrogativas institucionais.

DICA 37

DIFERENÇAS: EMPRESA PÚBLICA E SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA

DIFERENÇAS

Empresa Pública Sociedade de Economia Mista Pessoas jurídicas de direito privado. Pessoas jurídicas de direito privado.

Criadas mediante autorização legal Criadas mediante autorização legal Capital exclusivamente público Capital público e privado (o poder

público detém a maioria do capital votante).

Prestação de serviço público ou exploração

de atividade econômica. Prestação de serviço público ou exploração de atividade econômica.

Qualquer forma de organização empresarial Sob a forma de sociedade anônima Foro Federal (apenas empresa pública

federal) Foro comum

Órgãos não possuem

- Personalidade jurídica - Patrimônio próprio - Capacidade processual

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APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO DICA 38

PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA

Foi introduzido na CF/88 a partir da EC nº. 19/98. Com o advento da emenda citada, passou-se do modelo de administração burocrática para o de administração gerencial.

O agente público deve conjugar a busca da melhoria da qualidade dos serviços públicos com a racionalidade dos gastos públicos.

Princípio da economicidade: em síntese, ordena que seja feita avaliação do custo e benefício dos gastos públicos.

DICA 39 PODERES ADMINISTRATIVOS - CONCEITO

Os Poderes Administrativos são instrumentos colocados à disposição do administrador para atingir o interesse público.

Não devem ser confundidos com Poderes do Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário).

Poder não é uma faculdade, mas sim um dever do agente público.

DICA 40

PODERES DA ADMINISTRAÇÃO: USO E ABUSO DO PODER

O uso do poder consiste em um privilégio do agente público. A sua utilização implica que o agente deverá observar as normas constitucionais e legais em busca do interesse público.

O abuso de poder ocorre quando o agente público deixa de lado o interesse público e observa apenas o seu interesse particular, o que torna o ato ilegal. Assim, o abuso de poder é toda a atuação que torna irregular a execução do ato administrativo.

DICA 41 ABUSO DO PODER

São espécies de abuso de poder: (i) excesso de poder; e (ii) desvio de poder.

Excesso de poder:

O excesso de poder ocorre quando o agente atua além dos limites legais de sua competência.

Desvio de poder ou de finalidade:

O desvio de poder quanto à finalidade ocorre quando o administrador agente dentro dos limites de sua competência, mas o faz para alcançar fim diverso do previsto.

DICA 42 PODERES ADMINISTRAIVOS: PODER DE POLÍCIA

É o poder do Estado de restringir, limitar ou condicionar o exercício de direitos e da propriedade em benefício do interesse público.

O poder de polícia condiciona o exercício do direito, visando o bem-estar coletivo.

(23)

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A base do poder de polícia é o interesse público. É a supremacia do interesse público sobre o interesse do particular.

O poder de polícia não pode ser delegado aos particulares, pois para o exercício do poder de polícia é necessário o poder de império através de sua supremacia.

DICA 43

PODERES DA ADMINISTRAÇÃO - PODER DE POLÍCIA Atributos do poder de polícia:

Discricionariedade (regra) – exceção: aplicação de multa é vinculado Coercibilidade

Autoexecutoriedade – desdobra-se em exigibilidade e a executoriedade DICA 44

CICLOS DO PODER DE POLÍCIA

Ordem de Polícia: limitação e acondicionamento ao exercício de atividades privadas e uso de bens, imposta pela lei.

Consentimento de polícia: anuência prévia da administração para prática de certas atividades.

Fiscalização de polícia: atividade que a administração pública analisa se está ocorrência o adequado cumprimento das ordens de polícia pelo particular ou se este está agindo conforme as condições impostas.

Sanção de polícia: é a atuação administrativa de modo coercitivo.

DICA 45 PODER HIERÁRQUICO

É o poder para estabelecer a hierarquia entre órgãos e agente público.

Órgãos de nível superior fiscalizam e revisam atos de órgãos de hierarquia inferior, com a correção dos atos mediante revogação ou anulação.

DELEGAÇÃO E AVOCAÇÃO

Na delegação, a autoridade transfere parte de suas atribuições para outro agente praticar o ato.

Na avocação, uma autoridade chama para si a prática de ato de subordinado.

A delegação não exige que exista hierarquização.

A avocação exige hierarquia, podendo avocar quem possuí a hierarquia superior.

DICA 46 PODER DISCIPLINAR

É o poder de punir internamente as infrações dos servidores ou outras pessoas sujeitas à relação com a Administração Pública.

(24)

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É um poder que incide tanto em relação a servidores como também a particulares, que mantenham algum tipo de vínculo especial com o poder público.

Ex.: Concessionários de Serviços Públicos.

Para punição é necessária a existência de superioridade hierárquica.

O poder disciplinar tem como característica a discricionariedade, ou seja, margem de liberdade para decidir sobre o ato mais adequado a ser aplicado.

DICA 47

PODERES ADMINISTRAIVOS: PODER REGULAMENTAR

É o poder da administração de editar atos normativos para complementação das leis (Poder Normativo).

Ex.: Edição de Decreto pelo Presidente da República para regulamentar funcionamento da administração pública.

Se o ato regulamentar extrapolar a sua função, a CF/88 autoriza o Congresso Nacional a sustar o ato.

(25)

APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO DIREITO CIVIL

DICA 48

LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO (LINDB)

A LINDB é estudada no âmbito do Direito Civil, mas a sua aplicação vai muito além dele, abrangendo assim os mais variados ramos do direito: tributário, civil, empresarial, penal etc.

Essa lei foi recepcionada como Lei Ordinária e podemos chamá-la de norma de sobredireito, tendo em vista seu caráter introdutório, que disciplina princípios, aplicação, vigência, interpretação e integração, itens relacionados a todo o direito e não somente ao Código Civil.

Para uma lei ser criada há um procedimento próprio que está definido na Constituição Federal (Processo Legislativo) e que envolve outras etapas como:

→ a tramitação no legislativo;

→ a sanção pelo executivo;

→ a sua promulgação e por último;

→ a publicação.

Destaca-se que é a partir da publicação que a LINDB começa a ser aplicada.

Quando uma Lei tem vigência, significa dizer que ela tem força obrigatória, tem executoriedade, que já pode produzir efeitos para os casos concretos nela previstos. Como se a lei fosse um ser vivo e que, enquanto vigente, tem vida.

A vigência da lei pode ser abordada por 2 aspectos, que são:

→ o tempo (quando começam e quando terminam seus efeitos) e;

→ o espaço (o território em que a lei terá validade).

DICA 49 LINDB

Qual o conceito de Vacatio legis? É o período dado pelo nosso ordenamento jurídico para que a sociedade e os operadores de direito possam adaptar-se devidamente a nova lei.

Para seu melhor entendimento:

Publicação oficial lei nova

Vacatio legis

(26)

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ORIENTAÇÕES PARA ESTUDO Assuntos mais relevantes da LINDB:

Art. 1º - Vacatio legis;

Art. 2º - Revogação;

Art. 3º - Princípio da obrigatoriedade da Lei;

Art. 4º - Lacuna (omissão) da lei;

Art. 5º - Função social da Lei;

Art. 6º - Irretroatividade;

Art. 7º - Territorialidade.

DICA 50 VIGÊNCIA DA LEI

É importante destacar que quando a obrigatoriedade da lei brasileira for admitida em Estados estrangeiros, ela se inicia 3 (três) meses depois de oficialmente publicada e será nos casos por exemplo de registro civil de pessoas naturais no estrangeiro. Os brasileiros residentes no exterior podem registrar seus filhos no estrangeiro, para que sejam brasileiros natos. Se uma lei sobre o registro civil for publicada no Brasil, sem especificação de vacatio legis, ela será aplicada em 45 dias, no Brasil, e em 3 meses, nesse país.

Vejamos:

Art.1º. §1. Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia 3 meses depois de oficialmente publicada;

De mais a mais, caso haja uma lei já publicada, mas que ainda não está em vigor e, portanto, ainda está no período de vacatio legis. Se essa lei for republicada para correção (devido a erros materiais, omissões ou até mesmo falhas de ortografia), o prazo recomeçará a ser contado a partir dessa nova publicação. Assim, vejamos o que a LINDB diz:

Art. 1º. §3º. Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação;

Art. 1º. §4º. As correções a texto de lei já em vigor consideram-se Lei nova, ou seja, caso a vacatio legis já tenha sido superado, já tenha transcorrido o prazo de 45 dias, ou outro que a lei determine, estando, desta forma, a lei em sua plena vigência. Nesse caso a correção a texto será considerada como lei nova;

(27)

APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO DICA 51

REVOGAÇÃO DAS NORMAS

Após cumprida a vacatio legis e entrando em vigor, a lei continuará vigendo até que venha outra e, expressa ou tacitamente, a revogue (princípio da continuidade das normas). A revogação de uma lei, no sistema brasileiro, só é admitida por outra lei que a revogue (art. 2º LINDB).

Pegadinha de prova:

A revogação é gênero, da qual ab-rogação e derrogação são espécies.

a) ab-rogação: revogação total da lei.

b) derrogação: revogação parcial da lei.

DICA 52 DAS PESSOAS NATURAIS

De acordo com o art. 1º do CC, toda pessoa é capaz de direitos e deveres na vida civil.

A capacidade civil pode ser dividida de três formas: capacidade de fato, capacidade de direito e capacidade plena.

CAPACIDADE DE

FATO/EXERCÍCIO CAPACIDADE DE

DIREITO/GOZO CAPACIDADE PLENA Capacidade para

exercer direitos na órbita civil;

Nem todas as pessoas naturais possuem (incapazes do art. 3º e 4º, CC);

Adquire-se com a maioridade civil ou emancipação.

Capacidade para ser sujeito de direitos e deveres na ordem civil;

Toda pessoa natural possui;

Termina com a morte.

Legitimação: capacidade especial para determinado ato ou negócio jurídico;

Legitimidade:

capacidade processual;

Personalidade: soma dos caracteres ou aptidões da pessoa.

DICA 53 INCAPACIDADES

ABSOLUTAMENTE INCAPAZES RELATIVAMENTE INCAPAZES Apenas os menores de 16 anos.

Não existem maiores de idade que sejam absolutamente incapazes.

(art. 3º CC)

Maiores de 16 anos e menores de 18 anos;

Ébrios habituais e viciados em

(28)

APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO tóxicos;

Pessoas que, por causa transitória ou definitiva, não puderem expressar vontade;

Pródigos. (art. 4º, CC)

OBS.: Os absolutamente incapazes devem ser representados enquanto os relativamente incapazes devem ser assistidos.

DICA 54 PESSOA E PERSONALIDADE

PESSOA: é o ser físico ou coletivo, que pode adquirir direitos e contrair obrigações. A pessoa é sujeito de direito;

PESSOA NATURAL: é dotada de personalidade e capacidade;

PESSOA JURÍDICA: sujeito das relações jurídicas. Por ser a PJ um objeto, ela pode ser vendida;

PERSONALIDADE: aptidão de adquirir direitos e possuir obrigações. Toda pessoa possui personalidade jurídica;

CAPACIDADE DE DIREITO: CAPACIDADE NÃO É PERSONALIDADE!

A capacidade de direito é condição do próprio homem. Todos os indivíduos possuem, sem distinção.

Artigo 1º do Código Civil dispõe que: “Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.”

DICA 55 ABSOLUTAMENTE E RELATIVAMENTE INCAPAZES

ABSOLUTAMENTE INCAPAZES:

São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos.

RELATIVAMENTE INCAPAZES:

São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer:

I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;

II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico;

III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua

(29)

APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO vontade;

IV - os pródigos.

VEJA COMO JÁ FOI COBRADO EM QUESTÃO:

QUESTÃO.

Três irmãos pretendem comprar juntos um automóvel: Caio, 20 anos, pessoa com leve deficiência mental; Joana, 16 anos, graduada em Turismo; e Natália, 17 anos, casada civilmente com Jorge.

Para a celebração do negócio, deve-se levar em conta que Caio, Joana e Natália são, respectivamente:

a) absolutamente capaz, absolutamente capaz e absolutamente capaz;

b) absolutamente incapaz, absolutamente capaz e absolutamente incapaz;

c) relativamente incapaz, relativamente incapaz e absolutamente incapaz;

d) absolutamente incapaz, absolutamente capaz e relativamente incapaz;

e) relativamente incapaz, absolutamente incapaz e absolutamente capaz.

Gabarito: Alternativa a.

DICA 56 MAIORES DE 16 ANOS E MENORES DE 18 ANOS

Podem participar das relações jurídicas, até mesmo assinando documentos.

Entretanto, não podem fazê-lo sozinhos, mas assistidos por seu representante legal, assinando ambos os documentos que se referem ao ato ou negócio jurídico.

No que se refere a ações judiciais, os maiores de 16 anos e menores de 18 anos precisam de assistência, devendo ser citados, quando forem réus, juntamente com o seu assistente. Em algumas situações, precisam constituir procurador junto com o assistente.

ATENÇÃO!

Art. 1.692, CC: Sempre que no exercício do poder familiar colidir o interesse dos pais com o do filho, a requerimento deste ou do Ministério Público o juiz lhe dará curador

especial.

DICA 57 MAIORES DE 16 ANOS E MENORES DE 18 ANOS

ATENÇÃO! Os artigos abaixo são muito importantes e podem ser cobrados.

Art. 180, CC: O menor, entre dezesseis e dezoito anos, não pode, para eximir-se de uma obrigação, invocar a sua idade se dolosamente a ocultou quando inquirido pela outra parte, ou se, no ato de obrigar-se, declarou-se maior.

(30)

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Art. 105, CC: A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, nem aproveita aos cointeressados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum.

Art. 181, CC: Ninguém pode reclamar o que, por uma obrigação anulada, pagou a um incapaz, se não provar que reverteu em proveito dele a importância paga.

DICA 58 MAIORES DE 16 ANOS E MENORES DE 18 ANOS

ATENÇÃO!

Segundo o atual Código Civil, o limite da menoridade é 18 anos completos, e os pais podem emancipar os filhos menores que completarem 16 anos de idade. Ainda, o incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de o fazer ou não dispuserem de meios suficientes (art.

928, CC).

Art. 928, CC: Parágrafo único: A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa, não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.

DICA 59 ÉBRIOS HABITUAIS E VICIADOS EM TÓXICO

TOME NOTA! APENAS os alcoólatras e os toxicômanos se encaixam no inciso II do artigo 4º do Código Civil (relativamente incapazes).

Por outro lado, os usuários eventuais que, por efeito transitório, ficarem impedidos de exprimir sua vontade de forma plena, se enquadram no artigo 4º, III, Código Civil (relativamente incapazes).

Os viciados em tóxico que tiverem a sua capacidade de entendimento reduzida, por conta do grau de intoxicação e também de dependência, poderão ser, de modo excepcional, postos sob curatela pelo juiz.

DICA 60

RELATIVAMENTE INCAPAZES POR CAUSA TRANSITÓRIA OU PERMANENTE ATENÇÃO!

(31)

APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO

É ANULÁVEL o ato jurídico praticado por alguém com a condição psíquica normal, porém totalmente embriagada no instante do exercício do ato e que, por conta dessa situação transitória, não estava em condições plenas de expressar a sua vontade.

A surdo-mudez NÃO É MAIS causa autônoma de incapacidade. Os surdos-mudos são deficientes e são pessoas plenamente capazes. Isso pode ser uma “pegadinha” de prova!

Lei n° 13.146/2015

Art. 84. A pessoa com deficiência tem assegurado o direito ao exercício de sua capacidade legal em igualdade de condições com as demais pessoas.

§ 1º Quando necessário, a pessoa com deficiência será submetida à curatela, conforme a lei.

§ 2º É facultado à pessoa com deficiência a adoção de processo de tomada de decisão apoiada.

§ 3º A definição de curatela de pessoa com deficiência constitui medida protetiva extraordinária, proporcional às necessidades e às circunstâncias de cada caso, e durará o menor tempo possível.

§ 4º Os curadores são obrigados a prestar, anualmente, contas de sua administração ao juiz, apresentando o balanço do respectivo ano.

DICA 61 EMANCIPAÇÃO

“Emancipar” significa antecipar os direitos do menor de idade, os quais ele apenas conquistaria quando tivesse 18 anos de idade.

Art. 5, CC: A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.

Parágrafo único: Cessará, para os menores, a incapacidade:

I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;

II - pelo casamento;

III - pelo exercício de emprego público efetivo; (NÃO É APROVAÇÃO EM CONCURSO PÚBLICO!)

IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; (NÃO É ENSINO MÉDIO!) V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.

DICA 62

(32)

APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO EMANCIPAÇÃO

A emancipação antecipa os efeitos civis da maioridade antes dos 18 anos de idade.

Modalidades de emancipação (art. 5º, CC):

Voluntária – realizada com a concessão dos pais, por meio de escritura pública, tendo o menor 16 anos completos.

Judicial – realizada por sentença judicial, tendo o menor 16 anos completos;

Legal – decorre da norma jurídica, em casos de: casamento; exercício de emprego público efetivo; colação de grau em ensino superior; ou emancipação profissional ou laboral.

(33)

APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO PROCESSO CIVIL

DICA 63 NORMAS FUNDAMENTAIS

Princípio da inafastabilidade da atuação jurisdicional: Art. 3º Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito;

Também conhecido como princípio do acesso à Justiça ou da ubiquidade, o artigo remete à ideia de que o Poder Judiciário apreciará a lesão ou ameaça à lesão de direito. O Estado tem o dever de responder ao jurisdicionado (quem ingressa com uma ação em Juízo), proferindo uma decisão, mesmo que negativa;

Tanto em lesões já ocorridas, aquele que se sentiu lesado poderá buscar reparação à violação perante o Poder Judiciário, quanto em ameaça de lesão, a pessoa poderá buscar proteção jurisdicional a fim de evitar que haja lesão a direito;

DICA 64 NORMAS FUNDAMENTAIS

SÚMULA VINCULANTE Nº 28

É inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário.

O princípio da inevitabilidade refere-se à vinculação das partes ao processo. Uma vez envolvidas na demanda, as partes do processo vinculam-se à relação processual em estado de sujeição aos efeitos da decisão jurisdicional;

DICA 65 NORMAS FUNDAMENTAIS

Princípio da celeridade: Art. 4º As partes têm o direito de obter em prazo razoável a solução integral do mérito, incluída a atividade satisfativa;

Ações Repetitivas: foi criada uma ferramenta para dar a mesma decisão a milhares de ações iguais, por exemplo, planos de saúde, operadoras de telefonia, bancos, etc., dando mais celeridade aos processos na primeira instância;

Sabe-se que a razoável duração do processo foi elevada a garantia constitucional, mas é preciso que a preocupação com a celeridade não comprometa a segurança do processo;

DICA 66 NORMAS FUNDAMENTAIS

Princípio da boa-fé processual: Art. 5º. Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportar-se de acordo com a boa-fé;

Princípio da cooperação: Art. 6º. Todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva;

São deveres decorrentes do princípio da cooperação: dever de consulta, dever de prevenção, dever de esclarecimento e o dever de auxílio;

(34)

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O dever de consulta impõe ao juiz dialogar com as partes e, especialmente, consultar as partes, sobre o que não se manifestaram, antes de proferir qualquer decisão;

O dever de prevenção torna necessário ao juiz apontar falhas processuais a fim de não comprometer a prestação de tutela jurisdicional;

O dever de esclarecimento revela-se pelo dever de decidir de forma clara e, ao mesmo tempo, de intimar a esclarecerem fatos não compreendidos nas manifestações das partes;

O dever de auxílio remete à remoção de obstáculos processuais, a fim de possibilitar às partes o cumprimento adequado dos seus direitos, das suas faculdades, dos seus ônus e dos deveres processuais;

DICA 67 NORMAS FUNDAMENTAIS

Princípio da igualdade no processo, Art. 7º. É assegurada às partes paridade de tratamento em relação ao exercício de direitos e faculdades processuais, aos meios de defesa, aos ônus, aos deveres e à aplicação de sanções processuais, competindo ao juiz zelar pelo efetivo contraditório;

O princípio do contraditório garante às partes o direito de produzir as provas, de interpor recursos contra decisões judiciais e de se manifestar sobre documentos juntados aos autos do processo judicial;

DICA 68 NORMAS FUNDAMENTAIS

De acordo com o art. 8º, ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins sociais e às exigências do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a eficiência;

O CPC estabeleceu alguns requisitos a serem utilizados na interpretação das normas processuais: atendimento aos fins sociais e às exigências do bem comum, dignidade da pessoa humana, proporcionalidade, razoabilidade, legalidade, publicidade e eficiência;

Portanto, no novo Código de Processo Civil, proporcionalidade e razoabilidade passaram a ser princípios expressos do direito processual civil, os quais devem ser resguardados e promovidos pelo juiz;

DICA 69 NORMAS FUNDAMENTAIS

Princípio do Contraditório, conforme artigo 9º, não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida;

Logo, contraditório (mais do que simples ciência e reação) é o direito de plena participação de todos os atos, sessões, momentos, fases do processo e de efetiva influência sobre a formação da convicção do julgado;

Porém existem 2 exceções ao princípio do contraditório que são: Tutelas de Urgência e Tutela de Evidência;

(35)

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Portanto,no caso de Tutela provisória de urgência ou de Tutela de evidência podemos ter o contraditório mitigado.

DICA 70 NORMAS FUNDAMENTAIS

Dever de consulta, conforme artigo 10, o juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício;

Esse dispositivo prevê que o juiz, antes de decidir algo, deve conceder às partes a oportunidade para se manifestar, mesmo que constitua um tema que possa ser decidido de ofício. É uma forma de o juiz possibilitar que as partes possam influenciar na decisão que será tomada, concretizando o princípio do contraditório e evitando decisões surpresas no curso do processo.

DICA 71 NORMAS FUNDAMENTAIS

Princípio da publicidade e motivação, conforme artigo 11, todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade.

Parágrafo único. Nos casos de segredo de justiça, pode ser autorizada a presença somente das partes, de seus advogados, de defensores públicos ou do Ministério Público;

Logo, há íntima relação entre o princípio da publicidade e a regra da motivação das decisões judiciais, na medida em que a publicidade torna efetiva a participação no controle essas mesmas decisões.

A publicidade é instrumento de eficácia da garantia da motivação;

DICA 72 NORMAS FUNDAMENTAIS

Art. 12. Os juízes e os tribunais atenderão, preferencialmente, à ordem cronológica de conclusão para proferir sentença ou acórdão;

§ 1º A lista de processos aptos a julgamento deverá estar permanentemente à disposição para consulta pública em cartório e na rede mundial de computadores;

O juiz deve julgar os processos de acordo com a ordem cronológica. Cada demanda possui um tempo de desenvolvimento, a depender da complexidade, da cooperação das partes e dos interessados envolvidos. Uma vez concluída a instrução, o processo é “feito concluso”

para a sentença. Essa “conclusão” nada mais é do que a inserção do processo na fila de julgamento;

Já o julgamento dos recursos repetitivos ou de incidente de resolução de demandas repetitivas não obedece à ordem cronológica de conclusão para proferir sentença ou acórdão;

(36)

APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO DICA 73

NORMAS FUNDAMENTAIS

Lei processual civil no tempo: A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso, respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada;

Esse artigo prevê que será aplicável a lei processual vigente no momento da prática do ato processual. Essa constatação é relevante, pois garante segurança jurídica e prevê o processo como um conjunto de procedimentos executados de forma isolada, cada um de acordo com a lei vigente ao seu tempo.

A lei processual nova aplica-se inteiramente aos processos instaurados durante sua vigência, visto que as previsões contidas na velha já não existem e, obviamente, as consequências jurídicas dos atos futuros não são as que ela ditara no passado;

ATENÇÃO!

A lei processual, quando entra em vigor, possui efeito imediato e não retroage.

Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, SALVO quando autorizado pelo ordenamento jurídico;

DICA 74 NORMAS FUNDAMENTAIS

Art. 1.046. Ao entrar em vigor este Código, suas disposições se aplicarão desde logo aos processos pendentes, ficando revogada a Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973, ou seja, fica revogado o CPC.73;

O novo CPC se aplica aos processos pendentes, ou seja, aos processos que iniciaram sob a regência do CPC.73 e ainda que não transitaram em julgado;

Os procedimentos e ritos específicos do CPC.73 revogados pelo novo CPC pendentes permanecem aplicados até o trânsito em julgado da sentença;

Art. 1.052. Até a edição de lei específica, as execuções contra devedor insolvente, em curso ou que venham a ser propostas, permanecem reguladas pelo CPC.73;

As execuções contra devedor insolvente em curso ou que sejam propostas após a vigência do novo CPC continuam a ser reguladas pelo CPC.73;

Aos processos sumários e procedimentos especiais que foram revogados no novo CPC, continuarem a aplicar o CPC.73, até a sentença. É o que consta do §1º do art. 1.046, do CPC. Após a sentença, são aplicadas as regras do novo CPC. Por exemplo, em tema de recursos e de cumprimento de sentença, aplicamos o CPC atual;

DICA 75 NORMAS FUNDAMENTAIS

Art. 1.047. As disposições de direito probatório adotadas neste Código aplicam-se apenas às provas requeridas ou determinadas de ofício a partir da data de início de sua vigência;

(37)

APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO

Em relação ao direito probatório, a aplicação da legislação nova apenas em relação àquelas provas requeridas sob a vigência do novo CPC, ou seja, a partir de 18/3/2016;

Assim, se requerida a prova sob a vigência do CPC.73, mas realizada já na vigência do novo CPC, aplica-se aquele Código;

DICA 76 APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA DO CPC

Art. 15. Na ausência de normas que regulem processos eleitorais, trabalhistas ou administrativos, as disposições deste Código lhes serão aplicadas supletiva e subsidiariamente;

Ao PROCESSO ELEITORAL, TRABALHISTA E ADMINISTRATIVO

O CPC aplica-se na ausência de norma específica em caráter supletivo e subsidiário;

DICA 77 INSTITUTOS FUNDAMENTAIS DO PROCESSO CIVIL

Os institutos fundamentais do Direito Processual Civil são a Jurisdição, Ação e Processo.

Tudo o que disser respeito ao Processo Civil passa pela análise desses institutos ditos fundamentais;

A jurisdição é meio estatal existente para a solução de conflitos;

A ação é o instrumento para se provocar a jurisdição estatal;

O processo é o caminho a ser perseguido pela ação para que a jurisdição exerça o seu papel de pacificação social;

Tríade Fundamental do Processo Civil = Jurisdição, Ação e Processo.

(38)

APERTE AQUI PARA GARANTIR O MATERIAL COMPLETO DIREITO DO TRABALHO

DICA 78 DIREITO DO TRABALHO

É o CONJUNTO complexo de normas, princípios, regras e institutos que regem as relações de trabalho.

FONTES DO DIREITO DO TRABALHO:

Fontes materiais: Representam o momento que antecede o surgimento da norma jurídica. É influência por fatores históricos, políticos, sociais e econômicos.

Fontes formais: Representam a norma jurídica MATERIALIZADA e CONSTITUÍDA, são divididas em:

AUTÔNOMA – Aquelas criadas pelas próprias partes envolvidas, Ex. Contrato de Trabalho, Normas Coletivas, Regulamento Empresarial...

HERERÔNOMAS – Aquelas criadas com a participação de um terceiro em geral o ESTADO.

Ex.: Lei em sentido amplo, sentença normativa, decisão judicial.

FONTES INTEGRADORAS:

São fontes que irão auxiliar o interprete na aplicação do caso concreto, Ex.

Doutrina, jurisprudência, analogia, equidade, costumes, direito comparado, princípios gerais do direito.

ATENÇÃO!

São fontes subsidiárias:

O direito comum é fonte subsidiária ao direito do trabalho;

A Negociação Coletiva – Art. 611-A e art. 611-B da CLT;

Ao verificar uma norma coletiva somente poderá analisar os seus aspectos formais.

E os tribunais, ao editarem súmulas e OJ não poderão acrescentar ou suprimir direitos não contidos em lei.

DICA 79

REQUISITOS DO CONTRATO DE TRABALHO - PESSOALIDADE OU PESSOA FÍSICA A relação de emprego é intuitu personae somente no que diz respeito ao empregado, que não pode ser substituído por outra pessoa na prestação de serviço, sob pena de descaracterizar essa espécie de relação.

PESSOA FÍSICA IMPOSSIBILIDADE DE SUBSTITUIÇÃO

Referências

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