Segunda-feira, 03 de Dezembro de 2018
Segmento: PUCRS
03/12/2018 | Correio do Povo | Ensino | 10
Vestibulandos em provas
O final de semana foi de vestibular em diversas cidades gaúchas. Em Porto Alegre, a PUCRS aplicou provas em dois dias (sábado e domingo). E a Ulbra realizou o seu concurso no domingo, com provas em oito campi. O Vestibular PUCRS 360º foi encerrado ontem, em processo seletivo à tarde, encerrado às 19h30min, nos prédios 11 e 50. Vestibulandos e acompanhantes tiveram atividades e diversos serviços acadêmicos disponibilizados no período do concurso. Os gabaritos das provas e da Redação, aplicadas nos dois dias de disputa na PUCRS, podem ser conferidos no site vestibular. pucrs.br.
A divulgação das listas de classificados e de espera será feita a partir do dia 6/12, através do e-mail fornecido pelo candidato, no ato de inscrição, e pela Internet. O site da Universidade oferece ainda informações complementares e permite download do Manual do Candidato. Mais informes e contato: Setor de Ingresso, no campus; ou fone (51) 3320-3557. Já a Ulbra realizou, no domingo, a seleção para seus cursos presenciais de graduação, em vestibular que aconteceu, simultaneamente, em oito campi: Canoas, Cachoeira do Sul, Carazinho, Gravataí, Guaíba, Santa Maria, São Jerônimo e Torres.
A prova para o curso de Medicina, que é oferecido em Canoas, foi realizada das 9h às 13h, com mais questões e tema diferenciado na Redação. E para os demais cursos da Universidade, a seleção ocorreu das 9h às 11h. Gabaritos e dados, de ambas as provas, constam no site (ulbra. br/vestibular). O listão de Medicina será divulgado dia 7/12, a partir das 17h. E para os demais cursos sairá antes de 5/12, a partir das 17h. As matrículas dos calouros serão nos dias 6, 7, 10, 11 e 12 de dezembro, nos oito campi da Ulbra, conforme calendário. E as aulas terão início no dia 18 de fevereiro de 2019.
03/12/2018 | Correio do Povo | Geral | 14
Simulação de acidente no Senac Saúde
Duzentas pessoas foram envolvidas no treinamento para prestar socorro a vítimas de tragédias
Noventa vítimas. Um óbito. Oitenta e nove feridos, alguns com escoriações, outros com graves lesões. Esse foi o saldo da queda simulada de uma das vigas de sustentação de uma sala do Senac Saúde, na avenida Assis Brasil, em Porto Alegre, em que ocorria uma formatura. Ambulâncias. Médicos. Enfermeiros. Equipes do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), SOS Unimed e Transul. Corpo de Bombeiros Militar. Secretaria de Saúde e EPTC. Todos envolvidos para salvar vidas. Por sorte, era uma simulação idealizada pelo Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa), na manhã do último sábado, mas poderia ser real e as equipes precisariam ter o mesmo engajamento. O evento envolveu 23 instituições e cerca de 200 pessoas, que desde as 8h se prepararam para a atividade.
De acordo com o coordenador do Comitê de Segurança do Trabalho do Sindihospa, Rober Martins, foram quatro meses de organização para “testar” como o município responde a uma situação de catástrofe, e de que maneira os hospitais da Capital recebem esses pacientes. “Foram 90 vítimas, sendo 70 destinadas à área vermelha – quando há maior gravidade e risco de morte – e o restante para a amarela ou verde, quando os riscos são menores”, explica.
Na simulação, enquanto o evento ocorria, uma das vigas do teto caiu sobre o público. “Todos se engajaram na iniciativa. Foi possível acompanhar toda a tensão das equipes, o nervosismo das vítimas, o ambiente colapsado e a ação das forças no trabalho para salvar as vidas”, declara. Acompanhados pelos chamados “sombras”, integrantes da Liga do Trauma, informavam os socorristas, todos das equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Passo da Areia e também da Companhia Especial de Busca e Salvamento (Cebs). Participaram os graduandos dos cursos de Medicina da Ufrgs, Ulbra e UFCSPA, sendo que as vítimas eram alunos da
PUCRS. “Eles foram os sintomas. Cada um acompanhou um paciente e salientava os cuidados durante o resgate, até a chegada ao hospital, para depois avaliar todo o processo”, diz. Após o acidente e a chegada dos militares, a Defesa Civil isolou a área para evitar aglomerações de curiosos. “É exatamente o que ocorre em uma situação real” explicou Martins.
Trabalho buscou a união de forças
Observando o trabalho, desde o chamado até o término da ocorrência, o comandante do Cebs, major Ingo Vieira Lüdke, disse que o evento resultou em uma grande união das forças. “É uma oportunidade de testar o tempo, engajamento, atendimento às vítimas e os próprios equipamentos que dispomos para esse tipo de situação. Foi um simulado, não retiramos as cadeiras para simbolizar os percalços que os militares encontram no caminho”, pontua. Os cães, ao fim da retirada das vítimas, entraram para simular a busca por desaparecidos. “É assim, os bombeiros entram no espaço, avaliam as vítimas e somente ingressa algum médico quando o socorrido está com um grande sangramento ou com dor intensa, justamente para evitar o risco.”
Conforme o presidente do Sindihospa, Henri Siegert Chazan, é fundamental treinar todas as forças à disposição no caso de uma catástrofe. “A mobilização é importante e o treinamento fundamental”, expressa. A diretora do Senac Saúde, Carine Alalan, elogiou o desempenho de todos. Em sua visão, é importante fomentar o aprendizado dos estudantes e verificar o preparo das equipes que atuam em ocorrências. “São atuações práticas e realistas. Neste caso, com múltiplas vítimas. Quando o Sindihospa nos convidou, prontamente aceitamos.”
Além de alunos do Senac, UFCSPA, Ufrgs, Ulbra e PUCRS, participaram a Coordenadoria Geral do Sistema Municipal das Urgências, Brigada Militar, bombeiros, Defesa Civil, IGP, Ecco Salva, Transul, SOS Unimed, Samu, EPTC e os hospitais Cristo Redentor, Clínicas, HPS, Divina Providência, Mãe de Deus, Moinhos de Vento, São Lucas e Santa Casa.
Estímulo à segurança
“Sua ideia pode salvar vidas nas estradas – inclusive a sua”. Esse é o título de um concurso inédito realizado pelo SOS Estradas – Programa de Segurança nas Estradas, e a Trânsito Amigo, entidade de vítimas de trânsito. Conforme o coordenador do SOS, Rodolfo Rizzotto, o objetivo é estimular o pensamento em segurança na área e ideias simples que possam contribuir com a redução de acidentes. O prêmio se divide em duas categorias: usuários das rodovias e profissionais que trabalham no setor. Eles são convocados a apresentar sugestões simples que possam salvar vidas.
De acordo com ele, as ideias devem permitir aplicações imediatas nas rodovias do país e não podem exigir grandes investimentos.
Quanto mais simples e de menor custo, maiores as chances de premiação. “São duas categorias. Uma que visa premiar o usuário comum, que vai do engenheiro ao estudante. A outra é para os que trabalham na estrada e possuem carteiras de habilitação nas categorias C, D e E”, acrescenta.
Os participantes devem entrar no site www.estradas.com.br, preencher o formulário e encaminhar a sugestão, descrita em até 30 linhas, informando os dados para contato. O conteúdo deve ser enviado até o dia 28 de fevereiro de 2019 e os resultados serão conhecidos em março. Os vencedores de cada categoria receberão R$ 7.5 mil. Os dez primeiros colocados terão suas ideias divulgadas no Portal Estradas.
03/12/2018 | Diário Gaúcho | A Vida da Gente | 4
Simulação de acidente em Porto Alegre
Um morto e 63 feridos, na manhã de sãbado, após desabamento do teto e de uma viga em um teatro de Porto Alegre. Mas tudo não passou da simulação de um incidente com múltiplas vitimas (lMV), que mobilizou Samu, mc, Bombeiros, Defesa CMI, médicos e enfermeiros da PUC, " UFRGS, UFCSPA e do Senac Saúde, em Porto Alegre. Uma faixa da Avenida Assis Brasil ficou bloqueada até por volta do meio-dia.
03/12/2018 | Jornal do Comércio | Capa | 1
Futuro presidente do Simers, Marcelo Matias toma posse em janeiro
Página 22
03/12/2018 | Zero Hora | Segundo Caderno | 6
BiblioCine
De hoje a 14/12, a PUCRS exibe curtas experimentais mudos embalados por pianistas convidados. Mais informações pelo link bit.ly/Piano_filme.
grátis Biblioteca Central (Av. Ipiranga, 6.681). Hoje, das 18h20 às 19h20.
03/12/2018 | Zero Hora | Jornada Esportiva | 11
Capital dos olheiros
A Copa Ipiranga Sub-20 fez de Porto Alegre a capital mundial dos olheiros nestes primeiros dias de dezembro. Os jogos disputados na PUC e no Sesc Campestre, em Porto Alegre, no CT do Inter, em Alvorada, e no Homero Soldatelli, em Flores da Cunha, contam sempre com observadores de alguns dos principais clubes da Europa: Inter de Milão, Milan, Juventus, Benfica, Porto, Borussia Dortmund, Schalke, Ajax e PSV. Neste ano, a competição conta com os principais clubes brasileiros e grifes de Uruguai (Peñarol, Nacional e Defensor) e da Argentina (River, Independiente e Racing). Hoje, tem rodada dupla na PUC, a partir das 15h30min, e no CT do Inter, a partir das 14h. De graça.
03/12/2018 | Zero Hora | Em dia | 17
Próximos dias I
Quinta - Gabriela Ferreira, líder de Impacto Social da Tecnopuc e diretora técnica da Anprotec
03/12/2018 | Zero Hora | Sua vida | 25
A cidade está preparada para um incidente com múltiplas vítimas?
SIMULAÇÃO DO SINDIHOSPA teve Samu, EPTC, Bombeiros, Defesa Civil, médicos e enfermeiros
Uma pessoa morreu e outras 63 pessoas ficaram feridas na manhã de sábado, após desabamento do teto e de uma viga em um teatro em Porto Alegre. Mas todos passam bem.
O que poderia ser uma gafe jornalística foi na verdade uma simulação de um incidente com múltiplas vítimas (IMV), que mobilizou Samu, EPTC, Bombeiros, Defesa Civil, médicos e enfermeiros da PUCRS, UFRGS, UFCSPA e do Senac Saúde, na Capital.
Presidente do Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa), organizador do simulado, Henri Chazan cita o exemplo dos Estados Unidos, que têm como cultura a prevenção para eventos desse porte:
- A ideia é testar todos os pontos da cadeia. Não adianta ter um bombeiro que socorre se não tem ambulância, por exemplo.
Cerca de 200 profissionais atuaram em um cenário de caos. Entre eles, dois cães labradores socorristas, o Bonno e o Thor.
- Não esquece de citar o binômio, que é o homem e o seu cão - alerta o soldado Henrique Machado Souza, dos Bombeiros.
Acompanharam os cães na busca por "sobreviventes" em meio aos escombros o sargento Meirelles e o soldado Farias. As "vítimas"
foram levadas para hospitais da Zona Norte, para testar o potencial de atendimento das emergências. Houve fraturas expostas, perfurações, paradas cardíacas e reanimação. Alunos de enfermagem da PUCRS e do Senac Saúde foram maquiados e deram vida aos feridos.
- Vemos o outro lado da coisa - afirmou, imobilizada, Natalia Bueno, estudante do sexto semestre de enfermagem da PUCRS. - Mais para a reta final da faculdade, começamos a pensar muito na parte técnica. E não pensamos no quão desconfortável é estar assim, com muita dor. Além da sensação de ter alguém te ajudando.
TESTE DE CAPACIDADE DE RESPOSTA E EFETIVO
Os bombeiros mobilizaram 11 profissionais, de quatro equipes. O major Ingo Vieira Lüdke, comandante da companhia especial de busca e salvamento, garante que, se fosse necessário atender alguma ocorrência real, deslocaria um terço do efetivo, sem prejudicar a cidade. E reclama da falta de iniciativas semelhantes:
- É uma rara oportunidade, que deveria acontecer mais. Testar nossa capacidade de resposta e efetivo. Saber se nossas ferramentas suportam esse tipo de desastre.
Há sete anos no Samu, a enfermeira Marcia Müller "prestou socorro" no prédio e alerta que a simulação serviu para mostrar que são necessários investimentos:
- Não estamos tão preparados quanto achamos. E a gente aprende e melhora com casa simulação.
Assustada com a movimentação, a moradora Denise dos Santos, 43 anos, correu para a esquina:
- Ah, é simulação? Tipo Estados Unidos? É uma boa.
03/12/2018 | Zero Hora | Almanaque Gaúcho | 32
Engenharia, 1974 PUCRS
A turma de Engenharia PUCRS/1974 vai comemorar os 44 anos de formatura na próxima quarta-feira. Será às 19h30min, na sede social da Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (Sergs), na Avenida Coronel Marcos, 163, bairro Pedra Redonda, em Porto Alegre.
Contatos e mais informações com Romano Tadeu Botin, pelo telefone (51) 99982-1073, e com José Cláudio Volpe, (51) 99316-8727.
Segmento: Outras Universidades 03/12/2018 | Correio do Povo | Geral | 16
Lançada a versão digital
Obra, que conta a história natural de Porto Alegre, comemora duas décadas do livro impresso
Uma inovação que resume conhecimento, qualidade de imagem e praticidade. O Atlas Ambiental de Porto Alegre agora está disponível em formato digital. O trabalho, feito pelo Centro de Documentação e Acervo Digital da Pesquisa (Cedap), que levou mais de um ano para ser concluído, foi apresentado para a comunidade em um evento de celebração dos 20 anos da publicação da obra impressa, na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico) da Ufrgs.
Agora, ainda mais acessível à população, marca o início de uma nova fase. Na Internet, e em alta resolução, basta o interessado
acessar o si t e https://www.ufrgs.br/atlas e conferir as imagens, os textos e as ilustrações. “A versão impressa, feita há duas décadas, inspirou outras cerca de 60 cidades a criarem os seus materiais. Há conteúdos que precisam ser atualizados, mas é possível revisitar uma história, ver os avanços com o passar dos anos e deixar sementes, como a de manter memórias da nossa sociedade”, disse o coordenador-geral da obra, Rualdo Menegat, professor de geologia da universidade.
De acordo com a vice-diretora da Fabico, Ilza Girardi, que conduziu o evento, a iniciativa só foi possível devido à dedicação da professora de ciberjornalismo Luciana Mielniczuk, a Luti, que morreu subitamente aos 48 anos, em março de 2018.
O diretor do Cedap e coordenador do projeto de extensão do atlas digital, Rafael Port da Rocha, enalteceu o desafio em digitalizar o conteúdo, que segundo ele “continua sendo um atlas”. “Procuramos, com riqueza gráfica, apresentar de uma forma aberta o material como se visualizasse no papel. Criamos um mecanismo de zoom para focar e acessar o conteúdo, a partir das matrizes. É possível interação, baixar as imagens e o conteúdo com qualidade”, reforçou. No ambiente o usuário consegue navegar em um atlas com sumário, índice remissivo, guia de leitura, entre outros recursos. Para Rocha, a nova versão pode ser considerada uma metáfora do atlas físico, na fronteira entre um livro digitalizado e um projeto multimídia.
O Atlas Ambiental de Porto Alegre conta uma história natural de 800 milhões de anos, começando pelas rochas mais antigas e passando pela geomorfologia, hidrografia, fauna e flora, até a urbanização da cidade. O projeto iniciou em 1994 e reúne descobertas científicas em diversas áreas do conhecimento, até o final do século passado. “Só podemos amar de verdade aquilo que a gente conhece, e o Atlas Ambiental de Porto Alegre é a mais completa narrativa, é o mais completo conjunto de dados que uma cidade pode ter", afirma Menegat. O acesso ao conteúdo digital é gratuito.
03/12/2018 | Jornal do Comércio | Economia | 13
Atlas Ambiental da Capital ganha versão para internet
Projeto pioneiro reúne um acervo de referência sobre Porto Alegre
Há 20 anos, Porto Alegre despontava como a primeira cidade do mundo a ter o seu próprio Atlas. A obra, inédita na literatura internacional, reúne o maior conjunto de informações sobre o meio ambiente de uma cidade e inaugura, agora, uma nova fase: a digitalização para acesso na internet (www.ufrgs.br/atlas).
O material é um verdadeiro dossiê da capital gaúcha e se tornou referência tanto para estudo em sala de aula quanto para embasamento de projetos como o metrô de Porto Alegre. A concepção da publicação impressa iniciou ainda em 1994, a partir de uma parceria do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) com a prefeitura de Porto Alegre e órgãos de pesquisa, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
“Uma equipe de 234 profissionais investigou o território da cidade, agrupando informações sob aspectos do sistema natural, sistema urbano e da gestão ambiental”, detalha o geólogo e professor da Ufrgs Rualdo Menegat, coordenador-geral do Atlas Ambiental de Porto Alegre.
Foram quatro anos até o lançamento, em 1998, resultando em um livro de linguagem moderna com dados de geologia, geomorfologia, solos, hidrografia, fauna, vegetação, clima, áreas de patrimônio ambiental e os impactos urbanos. Além de mapas temáticos, o documento contém aquarelas pintadas à mão e fotografias.
O projeto serviu de inspiração para mais de 60 cidades do Brasil e do mundo, que, hoje, possuem suas publicações similares. Em 2000, o Atlas foi exposto na Exposição Universal de Hannover, na Alemanha, em pavilhão cujo tema era a humanidade e a natureza.
A ideia de digitalizar o material surgiu em uma disciplina na própria universidade, ministrada pela professora Ilza Girardi no programa de pós-graduação da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico).
A partir daí, criou-se um projeto de extensão, capitaneado pela professora Luciana Mielniczuk, fazendo uma ponte com o Centro de Documentação e Acervo Digital da Pesquisa da Ufrgs (Cedap). “Fizemos estudos para decidir pela melhor qualidade e digitalizamos
todas as páginas do Atlas com um scanner de grande formato, preservando a precisão das imagens”, explica Rene Faustino Junior, à frente do projeto junto com o diretor do Cedap, Rafael Port da Rocha.
O trabalho de digitalização começou em 2017 e foi lançado oficialmente na última sexta-feira. Mais de 20 pessoas participaram do processo. Além do conteúdo do Atlas, o site ainda resgata a história da publicação, com fotos e vídeos que contam como nasceu o livro. Segundo a jornalista Fabiana Rossi Freitas, que integra a equipe de trabalho, a plataforma é a materialização de um grande projeto da professora Luciana Mielniczuk.
A professora faleceu neste ano e é considerada uma referência do jornalismo digital. Disponível na web, o Atlas tem potencial para atingir ainda mais setores. Seus dados servem de embasamento, inclusive, para tomada de decisões do poder público sobre obras de infraestrutura, como instalação de dutos de gás e construções que alteram o terreno original, como viadutos e trincheiras.
A utilização do Atlas poderia evitar uma série de situações, como o atraso na obra de construção da trincheira da Rua Anita Garibaldi, por exemplo, que foi paralisada pela descoberta de uma rocha no solo. “No Atlas, é possível ver que todo subsolo portoalegrense em região de morros possui rochas.
Não há surpresas técnicas”, diz Menegat. Uma segunda etapa do processo de digitalização no plano futuro prevê a interatividade da imagem, permitindo ao usuário acessos mais intuitivos da navegação e também a atualização digital dos dados.
03/12/2018 | Jornal do Comércio | Política | 18
Leite fará ajuste mais duro sem alta do ICMS, prevê Yeda
A ex-governadora e deputada federal Yeda Crusius (PSDB) acredita que o governador eleito, Eduardo Leite (PSDB), terá de fazer cortes para equilibrar as contas do Estado. O tucano planeja obter mais receita com a prorrogação por dois anos do aumento no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Se o projeto não passar na Assembleia Legislativa, como ocorreu na gestão de Yeda, ela prevê que Leite terá de fazer um ajuste fiscal ainda mais duro. “Com ou sem o ICMS atual, é possível governar”, resume. Ao traçar um paralelo entre o seu governo (2007-2010) – o primeiro do PSDB no Estado – e o de Leite, a ex-governadora avalia que o futuro chefe do Executivo enfrentará mais incertezas, porque não sabe o que esperar da administração do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) – ela observa que pegou um governo federal de continuidade, no segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT, 2003-2010). Além disso, analisa que a dimensão da crise das finanças hoje é muito maior do que em 2007.
Há, ainda, uma indefinição sobre o ingresso no Rio Grande do Sul no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), o que pode ter um impacto profundo nas contas gaúchas. Yeda opina que não será possível fechar o acordo com a União sem que o Banrisul seja dado como garantia. Na semana passada, a secretária executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, disse que o ativo que interessa ao Planalto é o Banco do Estado do Rio Grande do Sul. A tucana ainda aponta que o aumento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vai gerar um efeito cascata, inviabilizando a realização de uma das principais promessas de campanha de Leite: colocar em dia o salário dos servidores públicos já no primeiro ano de governo. Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, Yeda também atribui a vitória de Leite à capacidade do tucano de unir o PSDB gaúcho.
Jornal do Comércio – É possível comparar o primeiro governo do PSDB, quando a senhora assumiu o Palácio Piratini, em 2007, com os desafios que a gestão do governador eleito, Eduardo Leite, vai enfrentar?
Yeda Crusius – Quando ganhamos o governo do Estado, em 2006, tínhamos segurança do que viria, tínhamos estatísticas, um acompanhamento desde o primeiro dia. No caso dele, há mais incertezas. Tínhamos um levantamento da situação fiscal do Estado e do tipo de enfrentamento que teríamos em relação ao governo federal. Afinal, o Lula tinha sido reeleito, por isso, já conhecíamos a política do Palácio do Planalto. Essas informações possibilitaram estabelecer a meta de acabar com o déficit em dois anos.
JC – Que tipo de incertezas o governador eleito vai enfrentar?
Yeda – No caso do Eduardo, existem coisas pendentes que ainda não dão a dimensão da arrecadação que ele vai ter no primeiro mês de governo e, por consequência, quanto vai poder gastar. Por exemplo, uma liminar do STF suspendeu o pagamento da dívida do Estado com a União, mas está condicionada a uma decisão sobre o ingresso ou não no RRF. Isso tem um impacto muito grande nas
contas públicas. No plano nacional, há um governo novo. Ninguém sabe o que vai ser a administração do Bolsonaro.
JC – O déficit do Estado hoje é bem maior...
Yeda – Esse é outro aspecto. Não é só o déficit que é muito maior, a dívida com a União também cresceu. Os números fiscais são muito poderosos negativamente. No meu caso, o governo Germano Rigotto (MDB, 2003-2006) não conseguiu pagar os salários de dezembro, o governo Lula auxiliou, e nós cobrimos esse valor depois. No caso do Eduardo, os salários estão em atraso crescente. O problema dos inativos é muito maior. O problema dele tem a mesma natureza da que enfrentamos, só que com uma dimensão muito maior.
JC – Além das incertezas na nova gestão federal e do tamanho do déficit estadual, há outro aspecto que pode ser comparado?
Yeda – Sim, a composição do governo. Nós fizemos política com nome e cara: cada secretário era conhecido pelo nome, se sabia quem ele era e, portanto, com quem dialogar. No caso de Leite, a natureza da formação da equipe é outra, afinal, são outros tempos.
A escolha não é por nome, nem por rosto. É por currículo. Apesar do grau de incerteza ser maior na gestão do Eduardo, do tamanho do déficit ser gigantesco e das diferenças na composição do secretariado, há uma semelhança entre as duas gestões do PSDB. Está no DNA do partido saber enfrentar a questão fiscal.
JC – Falando na questão fiscal, Leite está tentando prorrogar por mais dois anos as alíquotas majoradas do ICMS. É possível governar sem essa prorrogação?
Yeda – Sim, é possível. Eu governei sem a prorrogação. Durante a transição do governo Rigotto para o meu, pedi ao governador que enviasse à Assembleia Legislativa um projeto (de manutenção das alíquotas da época). Entretanto, houve um movimento que impediu isso, que envolveu não só deputados, mas também o vice-governador (Paulo Feijó, DEM na época) da minha chapa. O fato é que, quando assumi, tinha menos ICMS. Então, tive que ajustar as despesas para a falta de receitas. Já tínhamos o objetivo de equacionar isso. Só equacionamos com mais força: cortamos mais cargos de confiança, fizemos decretos dizendo que pagaríamos (dívidas com fornecedores), mas iríamos renegociar tudo. Isso é o DNA tucano. E o Eduardo vai fazer isso também. Com ou sem o ICMS atual, é possível governar.
JC – A senhora mencionou antes que uma das incertezas diz respeito ao ingresso do Rio Grande do Sul no RRF. Na semana passada, a secretária executiva da Fazenda, Ana Paula Vescovi, disse que o governo federal tem interesse na privatização do Banrisul. Como avalia essa possibilidade?
Yeda – Agora, a questão passa a ser política, e não mais econômica. O Banrisul entra como um patrimônio que terá que ser negociado. Em que partes? Vai ser uma negociação política do governo Eduardo Leite. E também a Corsan (Companhia Riograndense de Saneamento). Todo mundo reconhece, hoje, que, quando você tem Parcerias Público-Privadas (PPPs) bem-sucedidas, ou um processo de privatização bem-sucedido, o serviço prestado à população se amplia e melhora. Não existe mais a ideologia que existia no tempo do governo Antonio Britto (MDB, 1995-1998), que pregava que privatizar significava entregar.
Tanto é que o governo voltou a falar em parcerias nas estradas. Voltaram os pedágios.
JC – Na campanha, Leite disse que não privatizaria o Banrisul nem a Corsan. É possível fechar o acordo sem o Banrisul?
Yeda – Não. Ele tem que, pelo menos, apresentar um plano para o Banrisul. Pode ser cartões de crédito, linhas de seguro etc. É preciso apresentar o patrimônio do Banrisul ao Ministério da Fazenda. O governo federal tem que receber uma proposta. Acho que é isso que o Eduardo Leite está dizendo há algum tempo. Ele quer fazer a proposta.
JC – Outra proposta de campanha foi colocar em dia o salário dos servidores públicos do Executivo no primeiro ano de governo.
Diante das incertezas do cenário que mencionou, é possível?
Yeda – Não. Absolutamente, não. Afinal, vimos um fato pesadíssimo: o aumento do teto de salários, por conta do aumento dos ministros do STF. Isso vai gerar o efeito cascata, que vai chegar até aqui. Além disso, o Estado é obrigado a depositar o duodécimo (parcela do orçamento repassada pelo Executivo aos outros poderes e órgãos do Estado). Isso divide os servidores entre os de primeira classe e os de enésima classe. Servidores de enésima classe são os que fornecem à população saúde, educação, meio
ambiente, segurança pública... Os servidores do Executivo, que têm salários atrasados. E os cidadãos de primeira classe são os servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, que recebem em dia (por causa do duodécimo). Isso é um absurdo. Então, (com o aumento do teto), os salários serão aumentados para os privilegiados cidadãos do Legislativo e do Judiciário, colocando mais lenha no atraso dos servidores do Executivo, a quem fica ainda mais difícil pagar em dia.
JC – O que dá para esperar da negociação para o ingresso no RRF no governo Bolsonaro?
Yeda – Não creio que haverá uma mudança substancial (nas negociações do RRF, em relação ao governo Michel Temer, MDB). O que deve haver no governo Bolsonaro é mais autoridade. Ele tem uma experiência de praticamente 30 anos na Câmara dos Deputados, já passou por todas essas fases de plano de recuperação fiscal, ao acompanhar o caso do Rio de Janeiro. Então, vai negociar com conhecimento de causa. Creio que o presidente eleito Bolsonaro vai enfrentar a questão federativa. Vamos ver como.
É por isso que digo: não sabemos (o que esperar da sua gestão).
JC – Quando a senhora fala da questão federativa, refere-se ao que exatamente? Reforma tributária?
Yeda – Principalmente, e rapidamente, a reforma tributária. Já em 2018, algum item da reforma tributária deverá ser aprovado. Não creio muito na previdenciária, mas, se o governo federal optar por essa, acho que apenas um item possa ser aprovado ainda em 2018.
Uma reforma completa deve partir do novo governo, a partir de 1 de janeiro. A reforma tributária deve ser completa, e ela é a primeira.
JC – Para aprovar só um item, teria que desmembrar o projeto...
Yeda – Qual é a questão da reforma tributária completa? Trata-se de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Para votar uma PEC, tem que levantar a intervenção militar no Rio de Janeiro. Por isso, um pedaço qualquer da reforma tributária deve andar, desmembrando a reforma em uma PEC e um projeto de lei.
JC – Ao contrário do PSDB nacional, o PSDB gaúcho se consolidou. Os tucanos comandam cinco das 10 maiores cidades do Rio Grande do Sul e elegeram o governador do Estado. Esse cenário coloca o PSDB como um dos principais partidos no Estado?
Yeda – Desde 1994, o partido vinha se consolidando. Cresceu o suficiente para eleger uma governadora em 2006. Após isso, ele já estava consolidado. A gente mantém os quatro deputados estaduais na Assembleia Legislativa. O que aconteceu foi que passou um período dividido, a partir de uma mudança de comportamento do PSDB nacional, que, no período em que o presidente da sigla era o Aécio Neves, exerceu uma política de intervenções. Foi aí que o Aécio designou o Nelson Marchezan Júnior para presidir o diretório estadual. Na época, me lembro de ter ido até o Eduardo Leite e dito: “é a sua vez, você deve ir ao governo do Estado, tem tudo para ganhar”. Mas só se ganha com o partido unido, basta ver o que aconteceu com o (candidato à presidente da República) Geraldo Alckmin (PSDB). Então, o Eduardo Leite fez a unidade do PSDB gaúcho. E ganhou a eleição.
JC – As grandes prefeituras do Interior comandadas pelo PSDB podem ajudar na governabilidade? Pode trazer mais partidos para a base aliada do novo governo?
Yeda – No Rio Grande do Sul, o PSDB governa a capital, Porto Alegre, e isso é um diferencial. Mas, no Estado, também comanda Pelotas, Novo Hamburgo etc. Ou seja, nas últimas duas eleições, crescemos muito no número de habitantes governados pelos tucanos. Esse elemento, o número de habitantes que são governados pelo partido, é um fator de governabilidade positivo. Então vai fazer a diferença, sim.
JC – E o desempenho do PSDB no Brasil?
Yeda – Somos a nona bancada federal. Éramos a terceira. Perda gigantesca no Parlamento. Mas, como a gente governa três estados populosos (João Doria, em São Paulo; Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul; e Reinaldo Azambuja, no Mato Grosso do Sul)... Claro que governar São Paulo é um diferencial. Em suma, houve perdas? Sim. Só que você pode olhar, em outro sentido, os ganhos.
Perdemos cinco estados, administrávamos oito, ficamos com três. Perdemos, na bancada federal, praticamente 50% do número de deputados eleitos em relação a 2014 (tinha 49 cadeiras, passou para 29). Mas as mulheres aumentaram a sua participação em 60% na bancada no Congresso Nacional. Um ganho fabuloso. Uma pequena revolução. Na bancada federal do PSDB, 25% é de mulheres. A
média do Congresso é 15%.
PERFIL
Yeda Rorato Crusius (PSDB), 72 anos, é natural de São Paulo (SP). Graduada em Economia pela Universidade de São Paulo (USP), foi professora e uma das primeiras diretoras da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Em 1990, filiou-se ao PSDB. Foi ministra do Planejamento no governo de Itamar Franco (PMDB) em 1993. Em 1994, elegeu-se deputada federal, e foi reeleita em 1998 e 2002.
Foi candidata à prefeitura de Porto Alegre em 1996 e em 2000, mas não venceu. Em 2006, foi eleita como a primeira governadora mulher do Rio Grande do Sul. Tentou a reeleição em 2010 e ficou em terceiro lugar. Em 2014, concorreu novamente a uma vaga na Câmara dos Deputados, ficando na primeira suplência. Assumiu o mandato em janeiro de 2017 com a saída de Nelson Marchezan Júnior (PSDB) para a prefeitura de Porto Alegre.
Faz parte da executiva nacional do partido. É fundadora e presidente de honra do PSDB Mulher. Quer concorrer à presidência nacional do partido em 2019.
03/12/2018 | Jornal do Comércio | Geral | 22
Novo presidente do Simers promete gestão transparente
O ginecologista e obstetra Marcelo Matias foi eleito, no início de novembro, presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) pelos próximos dois anos. A posse no cargo ocorre em 1 de janeiro de 2019. Formado em 1992 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), além de atuar como médico, é preceptor na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). Após 20 anos de gestão de Paulo de Argollo Mendes – que renunciou em setembro, mas mantevese na disputa à reeleição –, a categoria médica optou por mudar os rumos da administração do sindicato e elegeu a chapa Renova Simers com 57,06% dos votos válidos.
*Jornal do Comércio – Quando surgiu a vontade de ser presidente do Simers?
Marcelo Matias – A ordem dos fatores altera o produto nesse caso específico. Fui diretor do Simers durante uns dez anos. Conheço a estrutura, assim como várias outras pessoas que assumirão a diretoria. Por razões distintas, nos afastamos do sindicato, mas não tinha a ideia de concorrer, até porque dou aula, e isso é o mais importante para mim. Mas, de qualquer forma, participaria ativamente de qualquer chapa que viesse a fazer oposição ao sindicato, porque conhecia muitas coisas lá dentro que eram inadequadas.
Não me alcei à presidência até o exato momento em que fomos a uma assembleia de prestação de contas, aberta, convocada em jornal, e não nos deram a palavra. E, em seguida, nos processaram por declarações que fizemos em redes sociais. Naquele momento, decidi que iria concorrer. Como já existia um movimento, não havia dúvidas de que faríamos uma chapa, e, como eu era um dos mais antigos, ficou decidido meu nome como candidato à presidência.
Assumi essa missão e vou cumpri-la da melhor maneira possível. Daquele momento em diante, com a eleição iniciada, explodiu tudo aquilo – de algumas coisas, já sabíamos, de outras, não tínhamos a menor ideia. Descobriu-se, em 2017, um desvio de mais de R$ 2 milhões. A gestão anterior disse que procurou a polícia, mas não houve conduta do sindicato nesse aspecto. Isso acabou culminando na renúncia do ex-presidente (Paulo de Argollo Mendes, presidente do Simers de 1998 a setembro de 2018).
*JC – Como está sendo o processo de transição?
Matias – Temos data para assumir – dia 1 de janeiro. Quanto a isso, não há discussão. No entanto, solicitamos que se criasse uma comissão de transição – queríamos uma sala para ir conversando com os funcionários, para fazer levantamento financeiro, ter acesso a computadores, e eles negaram, algo que considero inadequado. Por mesquinharia, estão deixando de fornecer dados que seriam importantes para que pudéssemos trabalhar pelos médicos.
Essa é a rusga. A ausência de transparência por parte do sindicato culminou em um processo contra nós, contra mim e o Edson (Prado Machado, vice-presidente eleito), porque exigimos que mostrassem as contas. Isso diz muito sobre a gestão passada – médicos associados tentam saber o que está acontecendo, e o sindicato, com o dinheiro desses médicos, os processa. Teremos de entrar com alguma medida jurídica para explicar para um juiz que eles não estão nos dando essa abertura.
*JC – O Simers é, tradicionalmente, uma das categorias mais atuantes na sociedade. Quais são as pautas em que a gestão pretende investir?
Matias – Ainda não temos noção exata dos custos, dos benefícios, de qual é a mão de obra para isso, do que isso está significando para o sindicato e do potencial que isso tem de produzir benefício para a categoria. Queremos fazer aquilo que os médicos querem.
São eles que decidirão. Teremos um leve poder para polir esse diamante, mas a ideia central tem de ser dada pela categoria.
Nas gestões anteriores, sempre havia um poder dominante centrado na figura do presidente. Vamos mudar a estrutura do sindicato.
Há duas pessoas que não podem ser presidentes do Simers – o Argollo, porque renunciou e o estatuto assim define, e eu, porque assinei um documento que diz que não vou concorrer na próxima eleição. As decisões deixam de ser centralizadas e são transferidas para um conselho gestor, e depois externadas para a categoria. Sem o imposto sindical, o sindicato vive do dinheiro dos sócios, e, portanto, os sócios são os donos absolutos do sindicato.
*JC – A diretoria do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) também passou por mudanças, com eleição de uma nova gestão. Como será o diálogo com o Conselho?
Matias – O Simers e o Cremers são distintos, porque têm bases jurídicas e finalidades distintas. Uma das primeiras propostas da campanha foi a de que nos aproximaríamos do Cremers. Precisamos do conselho nas medidas que temos que tomar. Se tivermos essa agilidade, tenho certeza de que isso refletirá em benefício da categoria.
Já nos reunimos com o presidente (Eduardo Trindade) logo após a eleição e estabelecemos uma parceria que vai ser efetivada quando assumirmos a presidência. Teremos uma relação direta com o Cremers, utilizando, no melhor sentido da palavra, o poder deles para nos ajudar naquilo que precisamos fazer do ponto de vista sindical.
03/12/2018 | Jornal do Comércio | Cursos & Concursos | 24
Educador
No sábado, das 8h30min às 12h, a Universidade do Vale do Taquari (Univates), em Lajeado, fará o curso Reencantando o educador:
a vivência das cinco sabedorias no convívio com as crianças. Site: univates.br/inscricoes/ educacaocontinuada.
03/12/2018 | Jornal do Comércio | Diversas | 24
Olimpíadas
De hoje até o próximo sábado ocorrerá a XXII Olimpíadas Especiais das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais. As atividades serão realizadas no Complexo Esportivo da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas.
03/12/2018 | Jornal do Comércio | Fechamento | 28
Empreendedorismo
A 19ª Maratona de Empreendedorismo da Ufrgs terá o pitch final hoje, às 17h, no Salão de Atos da universidade em Porto Alegre.
As equipes apresentarão seus negócios a potenciais investidores. Foram cinco meses de lições e práticas para gerar startups.
03/12/2018 | Jornal NH | Viver com Saúde | 4
Mais de 140 motivos para ser uma virose
"Provavelmente é apenas uma virose." A frase dita por muitos médicos deveria ser de alívio para alguns pacientes ou mesmo os pais que chegam nas Emergências dos hospitais da região com crianças apresentando sintomas como diarreia, vômito, mal-estar, dor abdominal, enjoo e até febre. Porém, o diagnóstico ainda traz muita desconfiança, embora não deveria. Levantamento do Ministério da Saúde aponta que, nos dias mais quentes do ano, há aumento de pelo menos 50% no número de pacientes atendidos nas Urgências das unidades de saúde do País com alguma virose.
"Só de vírus causadores de diarreia em humanos já foram mapeados mais de 140 diferentes espécies ou genotipos. E podemos citar alguns como os principais, como rotavírus; alguns adenovírus, como o adenovírus 41; norovírus, astrovírus e enterovírus, estes últimos que não causam, mas são simulares ao vírus da pólio, e provocam diarreia em humanos", reforça o professor do Mestrado em Virologia da Universidade Feevale Fernando Spilki. CONTAMINAÇÃO O professor explica que as viroses são doenças causadas por vírus que trazem estes sintomas e por vezes são indistinguíveis de doenças bacterianas ou de diarreias causadas por protozoários. O que todas têm em comum é a possibilidade de serem transmitidas pela água ou por alimentos contaminados. "O verão facilita a transmissão destas doenças, ficamos muito mais exposto à água nas atividades recreativas de banho e a gente toma mais água também, come mais alimentos como verduras, legumes e hortaliças, que estão mais expostos a estes contaminantes, por isso é mais comum encontrar casos de diarreia nesta época. Algumas destas doenças são típicas de inverno, no caso de rotavírus e alguns outros, mas a maioria das viroses, doenças bacterianas e causadas por protozoários ligadas à diarreia são mais comuns neste época mais quente mesmo", destaca. VACINAÇÃO Presente no calendário de imunizações do Brasil desde 2006, a vacina contra o rotavírus tem duas apresentações: monovalenle, disponível na rede pública, que contém um tipo de rotavírus, enfraquecido, mas que é capaz, pela proteção cruzada, de estender a imunização; e a pentavalente, disponibilizada apenas na rede privada, e que protege contra cinco tipos de rotavírus. A monovalente deve ser aplicada em duas doses, aos 2 e aos 4 meses de vida, já a penta em três, aos 2, 4 e 6 meses de vida. Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação contra o rotavírus reduziu em cerca de 74% o índice de morte de bebês menores de 1 ano e de 61,4% na faixa etária de 1 a 4 anos. As internações das crianças menores de 5 anos no País também registrou redução após a adoção desta vacina de cerca de 44%.
Casos leves ou mais graves precisam de atenção médica
O especialista lembra que os sintomas diminuem em alguns dias, mas é fundamental buscar auxílio médico logo no início, tanto para confirmar o diagnóstico quanto para fazer o tratamento correto. "É importante relatar ao profissional de saúde o histórico, se teve viagem recente a algum balneário, praia, se teve contato ou usa em casa água não tratada, de poço, por exemplo, se consumiu algum alimento, como frutas ou hortaliças, que foi comprado de uma fonte não muito conhecida. Crianças que retornam da praia daí dois ou três dias começam a apresentar diarreia, começar a frequentar a casa do amiguinho com piscina que não tem água tratada ou comeu algo que não sabe determinar se veio de uma fonte confiável, enfim, muito cuidado nessas viagens e consumo de alimentos e água fora de casa", cita o professor.
Spilki lembra também que os perigos muitas vezes ignorados neste quadro. "Primeira coisa é procurar um serviço de saúde para saber se aquela é uma diarreia au tolimitante, desde que ganhe suporte adequado, mas lá serão repassadas as instruções de reidratação, o que é fundamental. Para se ter uma ideia, uma virose tratada adequadamente não tem grandes efeitos sobre a saúde de uma criança, mas se não for tratada, pode entrar num nível de desidratação grave. No mundo, deve ocorrer mais de 300 mil mortes de crianças por ano por diarreia e, para evitar isso, precisamos que elas sejam reidratadas.
Os casos mais leves terão acompanhamento em casa, a partir da recomendação dos profissionais de saúde, e casos mais graves precisam de internação, aplicação de reposição dos fluidos, o soro como é popularmente conhecido. Não se deve tratar em casa sem auxílio médico porque é o profissional de saúde que conseguirá dizer se a criança, o idoso ou o adulto está mais ou menos desidratado e fazer o acompanhamento."
MAIS ATENÇÃO ÀS CRIANÇAS E IDOSOS
Há dois grupos mais propensos a terem viroses nestes dias mais quentes, explica Spilki. "Vamos ver com mais frequência viroses em crianças com idade pré-escolar e idosos porque a criança ainda está desenvolvendo a imunidade, está tendo os primeiros contatos com estes vitus e outros agentes, e os idosos estão naquele processo que chamamos de imunossenescência, ou seja, com a imunidade
diminuída, e tendo um contato que não é novo, mas a memória imunológica já não está ajudando tanto", detalha.
03/12/2018 | Zero Hora | Sua vida | 29
Apae promove olimpíada nacional em Canoas
Mais de 1,5 mil atletas participam de hoje a sábado da edição nacional das Olimpíadas Especiais das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes). O evento ocorre no Complexo Esportivo da Ulbra, em Canoas, com 11 modalidades: atletismo, natação, tênis de mesa, ginástica rítmica, ginástica artística, capoeira, bocha, futsal, futebol society, handebol e basquete. A intenção é promover a inclusão, o desenvolvimento e o lazer das pessoas com deficiência intelectual e múltipla.
A cerimônia de abertura será às 19h, com um desfile das 23 delegações. Os jogos começam às 8h de amanhã. A entrada é franca.
O evento é promovido pela Federação Nacional das Apaes em parceria com a Federação das Apaes do RS, a Apae Canoas e a Ulbra.
Programação (Ver imagem)
Segmento: Interesse
03/12/2018 | Jornal do Comércio | Empresas & Negócios | 2
Desafio para pequenas e médias empresas profissionalizarem a gestão
Marcello Lopes Sócio da LCC Auditores e Consultores e mestre em contabilidade pela PUC-SP
O ambiente corporativo nas milhares de empresas que lidam, de forma direta e indireta, com o poder público passa por fortes mudanças. Entre os motivos que conduzem o novo cenário está o esforço das autoridades policiais e judiciárias nas investigações de enfrentamento à corrupção, como as sucessivas fases da Operação Lava Jato.
O empenho tem forte influência no âmbito empresarial em virtude do impulso que oferece para a implantação da Lei Anticorrupção brasileira. O cenário não atinge somente as grandes empresas investigadas, mas engloba integralmente a rede de fornecedores e prestadores de serviços das empresas de todos os portes e ramos de atividade. A Lei Anticorrupção responsabiliza as entidades jurídicas, não excluindo a responsabilidade civil de seus dirigentes ou administradores ou qualquer pessoa natural, autora, coautora ou partícipe do ato ilícito à administração pública. A lei visa fortificar os mecanismos que as empresas possuem sobre suas operações em torno do cumprimento da legislação nacional e das regulamentações específicas de cada setor da economia. Estas ferramentas de controle são nominadas mundialmente como programas de compliance, ou seja, de conformidade com as leis.
A instituição dos programas de conformidade com a lei não é novidade entre as empresas. A própria Lava Jato atinge grandes companhias brasileiras que já tinham um código de ética e programa de compliance bem elaborados. O fato conduz ao entendimento de que a devida eficácia da Lei Anticorrupção estará comprometida se as condutas dos principais gestores da empresa não convergirem para o respeito das leis. A regulamentação para que a Lei Anticorrupção seja aplicada impõe o modo como uma empresa deve se preparar para empreender as atividades junto a qualquer esfera da administração pública.
A lei pretende o fortalecimento de punições mais rigorosas aos comprovadamente partícipes em escândalos. Mas o sucesso e a eicácia dos mecanismos de combate à corrupção e o controle maior de atos ilícitos dependem da postura ética de seus executivos. A referida lei deine o programa corporativo de integridade, descreve os requisitos mínimos a serem observados em sua elaboração e quais devem ser os mecanismos e procedimentos internos de integridade, bem como incentivo à denúncia e a irregularidades, aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta, políticas e diretrizes com o objetivo de detectar desvios, fraudes, irregularidades e atos ilícitos praticados contra a administração pública, nacional ou estrangeira.
A Lei Anticorrupção tem de ser aplicada a todas entidades jurídicas, independentemente de sua forma societária, faturamento, tamanho etc. A dimensão do impacto da legislação está eclipsada na medida em que o tema tem sido quase sempre relacionado às grandes corporações. Estas já possuem muitos procedimentos e controles que atendem às exigências da lei, podendo existir algumas implementações ou melhorias para se adaptarem. Nas maiores companhias, o sistema de procedimentos e controles passam por constante atualização, além de contarem com auditoria interna, auditoria externa, governança corporativa e outros mecanismos para prevenção e detecção de irregularidades.
O maior desaio é sua adoção por pequenas e médias empresas cuja parcela signiicativa não possui procedimentos e controle formalizados. Cenário visto principalmente nos negócios não proissionalizados, que estão sobre gerência de grupos familiares. Todo o circuito que abrange uma grande empresa, com seus fornecedores, pode atingir pequenos e médios negócios. Portanto, é imprescindível para este setor ter seus procedimentos e controles internos formalizados e bem sedimentados. Se uma indústria gigantesca implanta procedimentos de compliance, os fornecedores da sua cadeia produtiva, consequentemente, terão que adotar medidas de conformidade com a lei.
A implantação do programa de compliance passa, obrigatoriamente, pela elaboração de procedimentos de controle que garantam a integridade das informações. É necessária a manutenção de profissionais capacitados para implantar os mecanismos, gerenciar informações de forma adequada e consciente da relevância destes dados apresentados nas demonstrações financeiras. Este é um momento que possibilita às empresas, principalmente as de pequeno e médio portes, se estruturarem para que o País cresça e alavanque a economia. Quem não se adequar a esta realidade não sobrevirá às exigências do mercado.
03/12/2018 | Jornal do Comércio | Empresas & Negócios | 5
O racismo breca a comunicação
» Jornalistas debatem a representatividade negra no painel da AfroFapa
“A gente quer enxergar um ao outro e conhecer essas pessoas que muitas vezes estão sozinhas no ambiente universitário para diminuir os efeitos da solidão nos espaços acadêmicos”. Assim, os integrantes do coletivo AfroFapa deinem o objetivo do grupo.
Criado nesse ano por estudantes do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação do Centro Universitário Ritter dos Reis (Uniritter), o projeto tem como objetivo criar uma rede de autocuidado e afeto entre os estudantes negros da universidade.
Além disso, incluir os debates raciais na pauta da Universidade por meio de palestras, eventos e seminários também está na lista de objetivos do AfroFapa. O evento “Se a comunicação fosse negra?” realizado no dia 21 de novembro, um dia depois do Dia da Consciência Negra, foi o marco zero do Coletivo. Organizado pelos alunos com o auxílio do professor do curso de jornalismo Matheus Felipe debateu a importância da representatividade no mercado da comunicação, com foco no mercado jornalístico.
O título do evento se torna irônico diante dos três jornalistas que compuseram a mesa, Airan Albino é especializado em jornalismo digital e editor do veículo de jornalismo cultural Nonada – Jornalismo Travessia, Deivison Campos é coordenador dos cursos de comunicação da Ulbra e historiador, Fernanda Bastos é escritora e criadora da editora Figura de Linguagem, ambos exercem papel de protagonismo em seus campos de atuação.
Durante o painel, os jornalistas levantaram questões pertinentes às suas experiências de atuação no mercado e analisaram, em conjunto com os espectadores, como as estruturas do racismo inluenciam na prática do mercado da comunicação. Na comunicação, somente 23% dos jornalistas são negros, segundo pesquisa feita pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Campos, que também é coordenador do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas (Neabi) da Ulbra, comenta que esses dados, produtos do racismo institucional marcam a relação das instituições, de uma maneira geral, com a cultura e o com o corpo negro e indígena. “O negro, na mídia, é utilizado como objeto e não como sujeito”.
A frase do jornalista, historiador e coordenador dos cursos de comunicação da Ulbra, Deivison de Campos, demonstra o apagamento da história e da cultura negra e como ele acontece de forma sutil no ambiente midiático. Para o jornalista, o poder do imaginário
midiático influencia em como o negro está sendo representado e na opinião pública sobre o grupo étnico.“Nesse sentido, a gente consegue ver que, quando se dá mais visibilidade de forma positiva aos negros, na questão do imaginário, ela está sempre atrelada às questões do corpo”, analisa. Campos relaciona ao fato de que os grandes personagens negros, em maioria, acabam sendo relacionados apenas com o esporte ou a música, e não com outras esferas da sociedade, como economia ou educação.
Para Albino a comunicação é um dos ambientes de “não-lugar” ao qual o negro precisa ocupar seu espaço. Na medida em que se busca reverter o quadro de opressão e de falta de visibilidade à população negra, é necessário levar o debate sobre a falta de negros nos espaços, rever os processos de seleção nas empresas e incluir mais personagens negros dentro das narrativas .
No jornalismo, Albino aponta ao fato de que os “pontos” negros de cobertura acabam sempre atrelados somente às questões raciais ou culturais, como no dia da consciência negra ou no carnaval, por exemplo. Na educação superior, segundo levantamento feito pelo G1, a partir dos microdados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os negros representam apenas 16% dos cerca de 400 mil professores, tanto em universidades públicas quanto particulares do Brasil.
Segundo Fernanda, para ocupar esses espaços majoritariamente brancos, faz-se necessário uma experiência de iniltração por parte da população negra. “Esse processo vem da ideia de estar presente e de fazer com que a nossa presença vá escorrendo para outros espaços”, airma. Fernanda também atenta ao fato de que o racismo não é um problema só dos negros, mas também dos brancos, especiicamente na manutenção dos seus privilégios construídos através da escravização do negro.
O coletivo AfroFapa é composto por nove alunos do curso de Jornalismo, mas está aberto para que novos membros possam trocar experiências com alunos negros de outros cursos. O evento “Se a comunicação fosse negra?” foi o único realizado na Instituição ao abordar a temática racial durante a semana da Consciência Negra. De acordo com os integrantes do grupo, a missão é tornar essa representatividade negra nos eventos consistente durante o ano letivo, tornando o ambiente acadêmico cada vez mais negro.