Antologia poética
Lulu Oliv
Epígrafe
“ Somente um verdadeiro coração é capaz de sentir a poesia”
Sumário
1. A menina que dançava com margaridas 2. O país do Outono
3. Versos Alcóolicos 4. Garota em sete fases
A menina que dançava com margaridas Pernas esvoaçantes
sacudiam a poeira e soltava veloz os fios de cabelo
A menina observava com Compreensão,
as figuras singelas e ternas e deixou se atingir
pelas cores mescladas Da fina flor
Com sabor a flor
com perfume a menina ...
Levava a brisa nas mãos e pólen selvagem nos cabelos feito pandeiro
coreografia de gente grande Movimentos leves
e compassivos
ela brincava contente, Mona Lisa feita de pano bonequinha colorida quadro que ate
Pablo Picasso, um dia quis pintar Com sabor
a flor
com perfume a menina …
Mistério no céu
Existe um mistério no céu,
num tom místico de rosas brancas, a brisa e a canção das cachoeiras, como um carrossel em cor a luzir,
transformado no calor de uma brisa entre o véu
O brilho no esplendor
O brilho no esplendor, vem cantando na rua, a canção da dor,
que sem limites explode o coração de tanto amor
Um toque de beleza Com um toque de beleza eu pintarei na tristeza
sem direção eu ando na realeza
eu ando com a amizade fico na saudade mas quem me acompanha de verdade é a felicidade
Puras noites
As noites são puras quanto as areias do mar e as estrelas inocentes tão inocentes que se unem para formar uma estrela cadente e realizar nossos pedidos
Uma prova de amor
Sem amor eu nada seria nada seria sem amor existe uma prova de amor maior que uma flor?
Luar.mar.ar
No céu o grande luar,
embaixo grandes ondas do mar, e você respira junto as águas, o ar
Palavras e pensamentos Palavras e pensamentos jogadas ao vento
transformado em sentimento as vezes gravada em passatempo ou em paredes de cimento para ter tempo em tempo
Escute estes versos Escute estes versos que vou declamar para que todos saibam como é bom amar
O amor surgiu
No meu coração,
nasceu uma constelação.
Repleta de estrelas brilhantes, e um jardim de flores cintilantes, mas no alto céu a lua me viu e com alegria o amor surgiu
A flor de meus sentimentos
a flor de meu amor se origina do luar, a flor da minha paixão se origina do frescor, a flor de minha amizade se origina de uma flor, a flor de meus sentimentos se origina do meu olhar
Na prisão Essa sua fissura que doçura quando vejo a lua como uma pluma
me aprisionando com algemas em uma prisão
de uma paixão
Neste momento
Meu coração não para de bater é com você que eu quero viver mas não quero sofrer
sofrer de grande amor
que neste momento só choro de dor ainda espero por você
para podermos juntos consultar um querubim e vivermos uma amor sem fim
Flocos brancos
Como flocos brancos a neve que caia dançava no escuro a noite se envolvia em lírios d'água
salpicado de minúsculas estrelas
como de uma roda de cometas sobre o castelo tudo nele é belo
belo com uma ponte de pássaros
Alma enluarada
Em uma montanha existe dálias e libélulas
junto com rosas e perolas á cantar e pássaros á ladrilhar
com o sentido de emocionar a quem esta á passar
e logo de bom dia se alegrar
Parecia um farol
De grande brilho era o sol
de uma constelação a sonhar parecia um farol
com piscadas de estrelas estrelas a brincar
Aurora
Com a brisa da aurora existe o sentido de amar
como um pincel com traços verdejantes pintando uma folha orvalhante
e suspirando a espelhar como uma fina aquarela delicada como a névoa
Sufoco da paixão
Levei uma flecha no coração no qual atravessou o meu pulmão eu não consigo mais respirar se você não me amar,
A quanto tempo vou me apaixonar?
Como vou respirar
se não resisto a essa paixão acorrentada no meu coração
Amor versus paixão O amor não se vende nem se compra,
o amor fica pra sempre,
a paixão é um sentimento profundo que vem la do fundo
O amor encara a solidão só pra defender seu coração
Os olhos do meu amor Os olhos do meu amor são inocentes, pequenos humildes, horizontais como tais,
olhos amorosos
Corações que amam Amam só,
amam amando amando que amam só amam amando quem ama
Única alma de deus
O som do amor é o som do coração
um se encontra com o outro e ali se juntam
formando uma única alma de Deus
A vida e seu destino A vida caminha procurando um caminho a viver
o destino lhe assegura seu espaço de andar
como duas almas a se amar
O rir das primaveras
Quantas alegrias se deve de guardar?
E quantos pássaros cantando se há de ouvir?
São pássaros que gorjeiam que gorjeia e faz a primavera rir
Luar em rosas
Rosas em luar luar em rosas
traz o perfume cheiroso no ar e me faz sonhar
como se não houvesse passado
Sol das madrugadas Elas sempre se fascinam e fazem tremer o coração tal como o sol, seu mestre
que a ilumina e lhe da suas ordens
Tela de sonho
Na tela quem sonha sonha...
quem não sonha, dorme só a fome
que não sonha
Borboletas da maresia Vem voando baixinho bem devagarinho como as ondas do mar vem com a gente, brincar
Amar perdidamente Amo tão perdidamente que perdi até meus dentes meus documentos
e os meus pensamentos Eita! Cabeça perdida!
Flores ao vento Sopra daqui sopra de cá sopra as flores da rama do manacá
A voz das sereias Ao som da cachoeira unicamente se mistura as cantigas de sereias de noitinha sobre a lua
Páginas do amor
Paginas da vida da vida amor amor? Que nada!
Um nada você, tu,eu,vós a vida, um nó no cadarço do meu sapato
O narciso de veludo O narciso andava dançando, corria cantando,
pulava gritando,
e colocava-se apaixonado pelo pôr-do-sol, recolhia o que o tempo lhe oferecia e sua pele para se conter de pura emoção,
para um ser, uma planta que bela vivia, E todos os dias colocava a sua paixão
em seu retrato para demonstrar ao pôr-do-sol
Por este amor Por este amor, eu sonho
uma felicidade contente eu sonho
os seus olhos de sempre eu criou imagino
eu penso no teu sorridente Talvez eu quero,
eu queiras, eu não quero esta louca vida que me mata
de socos e pancadas Eu sinto o seu abraço, eu sinto seus cabelos eu sinto o que não existi
ou daqui a dois séculos irá existir Então eu ignoro
lágrimas caídas, lagrimas sofridas, lagrimas não tô nem ai e não quero me atingir
Serenata de amor
Cantastes teus lábios cantastes meus sonhos chorastes com a viloa
assim como os meus olhos choram de emoção Escrevestes um pensamento
e colocastes cá dentro do meu coração
que sabe tranquilo que você é a minha paixão Andastes um passo: jogou-me um beijo Andastes quatro passos: você não me esquece Andastes nove passos: nos dois estamos kits Então se encontramos para nunca mais se separar Acredito e leio nos meus,
nos seus olhos a nossa vida que para ser vivida a serenata foi escrita
O perfume do amor É um perfume louco que me persegue que me mata
que inala minhas narinas e me deixa viciada Então esqueço o mundo
esqueço o futuro esqueço tudo esqueço que um dia a batalha, para lutar é duro Por fato,
eu quebro o espelho abajur, cortina, mesa cadeira, guarda-roupa
me escabelo e digo que na verdade nada mais me importa
Não me pergunte o porquê, mas me tranco em casa não saio pra fora eu,a casa, o quintal um cenário de guerra
O riacho que corre sobre nenúfares Águas correm e escorrem
Aonde?- perguntou o nenúfar Olhou para si,
e viu nele mesmo,
cascatas correndo e escorrendo sob as borboletas aquelas puras e multicoloridas...
A cor transparente esverdeada
fizera enxergar grandes tilápias em seus tecidos, fazendo-se ninho de madrepérolas
e celebrando a natureza...
Ouvires um som?
Pássaros ,formigas e índios que dançavam e cantavam, Óperas e anjos
pousados nos sonhos vários,
aquela água escorrendo no pescoço da flora e lançando beijos
com sabor de nenúfar...
O tempo das canções Tempo em que o corpo vive
em torno de um champanhe hebraico, a mão desliza o suor quente
que banha a música, total suavidade em que o corpo da tal felicidade
e logo rejuvenesce nos salões e festas O tempo que canta as horas
e que canta para os pés dançar a emoção de criar, inventar
e nutrir de sua própria criação para cair as estrelas
daquele espaço negro-azul , na palma da mão
Do pé do corpo O tempo
Hortênsias envolvidas em véus A loja faz promoção
eu compro uns véus(tecidos) faço um vestido
e sobra pano
passando em minha memoria; tal ideia, vestir meu jardim
de sofisticado cor anil, Quem sabe eu
assim possa respirar ao mais profundo a primavera 20 de setembro, alma
pulmão coração sonhar criar
e sobreviver, para viver inventar intestino estômago esôfago
20 de setembro na palma da mão
O perfume da alma Minha alma se refresca junto as águas tranquilas
flor de verbena que traz o perfume de um límpido lume
Para não sei quem buscar salvar, resgatar
adormeço no aconchego da luz por uma alma de murta
um perfume sentido só por flores
Razão de sonhar
Minha razão de sonhar;
não é por dormir de cansaço é por saber que um dia se realiza em fascinação Minha razão de sonhar;
é um viver contente é um viver vivente é uma poesia imaginária que não acaba
Semana
Domingo eu te amo segunda te quero bem terça te faço de refém quarta é meu amado quinta é meu namorado sexta a gente se alegra sábado eu tô na festa
Sintomas sentimentais Sinceramente
passou pela minha mente sintomas sentimentais consultei o medico, descobri minha cabeça rodava Amor
Lembrarei
No desaparecimento do Sol no horizonte lembrarei o seu nome,
lembrarei o vento que sopra as flores que sopra as flores brancas e perfumadas lembrarei sua inocência
lembrarei as primeiras luzes do amanhecer lembrarei do seu coração
o núcleo dos sentimentos
Papel
Em um papel reciclo palavras e escrevo no céu invento prosas e oferto as rosas
de noite conto as estrelas e esqueço a tristeza
converso com os anjos azuis crio ninfas e plebeias
e lindas galatéias e com a ponta do lápis desenho a minha vida cultivo a vida
cozinho surpresas visito as sereias
e moro com as feiticeiras
Mistério da magia Ao tocar da lua
não se esqueças da beleza tua que sempre foi tua
ao visitar as estrelas conheça a pureza a amizade, a felicidade reflita a vida
caminhe na poesia passeie ao jardim por mim
busque as sereias
descubra o mistério da magia e viva a vida
O contrabaixista
Meu coração palpitou Você entrou
Meus olhos enlouqueceram E logo se rimaram aos teus A noite se ascendeu Foi platônico...
Só faltou meus abraços agarrem seu contrabaixo Que se dilatou todo, aquela musica
Inesquecível, inexplicável
Aos meus olhos e ouvidos inevitável...
Você foi embora
Aquela orquestra foi embora E levou um pouco
Da minha emoção E minha paixão também
Seus olhos
Seus olhos me fazem ver coisas que só o coração sabe explicar Seus olhos me fazem pensar para não mais esquecer
Seus olhos me acalma e me faz achar que a vida é feita pra viver
Seus olhos me fazem perder no seu mundo realidades que não se apagam
A porta da magia
Quando o arco-íris aparecer Será a porta da magia O toque do amanhecer Conhecerá a vida da poesia Verás sereias beijando maravilhas Fadas penteando seus cabelos de murta E plebeias cantando cantigas á lua Todas as madrugadas de pensamento O amor vive na brisa do vento Na primavera é toda florida
As flores ficam contando as estrelas Que nunca deixam seus mistérios Em seus rastros de magia
Os anjos choram
Por um dia eu lhe dou a vida Por uma noite estarei amando Mas se essa noite viesse me avisar Que os anjos choram
Choram de amor e de alegria,
O brilho do luar que ilumina as noites sem nuvens E me fazem pensar que a alma de um poeta nunca morre
Coração dentro do peito Ah, coração dentro do peito!
Mora bem quentinho e batendo forte Esse coração escorregante de perfume Que morde minha imensidão
Já já ele vai se apaixonar por outro alguém
O amor correndo de braços abertos para me abraçar Sempre me fazendo reviver
Aquela tua ternura, ah coração!
Ondas seguidas de saudade E aí chorou a viola de um lado E eu do outro,
Demo-nos as mãos andando e cantando Aqueles pingos de lagrimas,
De repente cruzei um mar e me afoguei De amores...
Loucuras da vida e do coração Minha vida
Meu coração
Entraram em desespero Desde o dia que eu te vi Aí eu pensei
Eu sonhei Eu chorei Eu enlouqueci
Eu achei que o mundo ia parar de girar
Eu achei que ficaria trancada naquele acontecimento Registrei no meu diário
Joguei pelas correntezas Achei que iria te esquecer Quando acordei no outro dia Suas lembranças registradas
Ali estavam refrescando minha memoria
Canteiros perfumados
Lá estava as minhas narinas
Exalando aquele espaço geográfico,
No qual me fascinou a muito, muito perfume...
Talvez o coração penetrasse a pura mancha De amarelo em veias,
Aqueles canteiros petrificados de girassóis...
Uma gota, duas gotas de essência de baunilha Em minha face,
Cor de caramelo ao pôr-do-sol
Os pés balançam no balanço da saudade, O coração palpita
Vai contente!
E ficam os girassóis trançados em minha unha...
Em teu perfume eu me descanso No balanço do teu chão,
E o meu não se rasga em deixar aquela terra...
Nem espero o tempo da lua cheia
Porque ela sempre esteve naqueles girassóis,
E a minha plena alma floresceu naqueles rebentos adormecidos em perfume...
Amor cultivado
Quando estou amando Eu amo não só de coração Mas em minha vida
E isso inunda meus pensamentos Palavras e expressões
Penso que o sol ilumina ao meus pensamentos As estrelas brilham a minha face
Você enlouquece o meu coração Deus protege a minha vida, E isso me faz acreditar Como o amor é importante!
Nuvens e sombras
Caíram por aí E me deixaram aqui,
Abrindo um buraco no meu coração Um buraco negro
Onde pula sentinela;
Magia de feiticeira
Uma xicara de eclipse lunar Uma colher de crepúsculo Um quilo de lua cheia E se pinga na laringe crua
Formando carne cor-de-rosa , coisa de outro mundo E disseram – Nuvens e sombras...
Torceram o pé e se esqueceram delas
Flores moles da orvalhada
Pinga o vestido fotocrômico Pinga na minha mão
Pinga fotografias
Pinga meu bem na massa do pão E escorreu agua molhada
Nas breves folhas verdes escuras Sobre caindo mãos magicas Em moles retratos
A primavera floriu
Choveu, correu, escorreu... mole;
Formou-se orvalhada miúda Nos pés da índia
Musica de sombra
Meus pés entravam sem sentir seu salto plataforma E sobre andou um tapete (acho que vermelho), Os olhos se deslumbrou frente a frente com o palco Vendo aquele teatro magnifico
Pronto! Atravesso uma sala de piano
E acabo me entregando a ouvir aquele artista sozinho Aquele piano sozinho
Os dois sozinhos
Vinte e cinco lugares, somente eu ali Por um segundo, os neurônios se fecharam E logo se abriram
Me contentando em naufragar musicalmente
De repente aquele artista terminou e olhou para mim Estava tão deslumbrada em meia sombra
Que para mim a musica era eterna
Flor de melancolia
Não chores, querida!
Apenas durma
E deixe fluir o som da brisa Em sua fina face...
Oh, flor! Não chores, Deixe que o tempo conte Seus fios da felicidade...
Se tu chorar,
Escorrerá um pingo negro Poluindo sua vida...
Apesar de que com você Meu jardim cheira melhor, Não chores, durma
Suas lagrimas iram morrer de melancolia E deixar a grama azul...
Passional
A paixão é quente Mexe com o coração Mexe com a gente E com o que gente sente É um sentimento profundo
Coisa que nunca senti nesse mundo A paixão tem cor de céu turquesa Luar de lua cheia na areia
A paixão é quando
A gente se apaixona por alguém
E fica vinte quatro horas pensando nele A paixão conversa com o amor
E o amor conversa com a vida
Poesia á beira do luar
Gosto de contemplar o alvorecer Contar as estrelas do anoitecer Sentar á beira do luar
E ficar a imaginar e pensar Sentir o cheiro do nenúfar O céu bordado de estrelas A lua beijando o mar O amor á contemplar
O mistério da alegria para si amar
Lirismo do amor Eu busquei
A maior razão de amar Eu ouvi
Meu coração que falava sem parar Eu senti
Algo inexplicável para o meu coração Eu amava
Sem perder a noção da vida Eu pensava
Só de tocar no seu retrato Eu fechei os olhos
A fim de não chorar Eu escondi
Meu coração em seu olhar Para não perde-lo nunca Eu roubei seu coração
Para que fosse meu diário dos sentimentos Por isso viverei
Para te encontrar o mais possível que for
Sol de Ipanema
Querido amor,
Por mais que uma flor Refresque minha dor Esta contado nas estrelas Que você é o meu calor O meu sol de Ipanema Meus versos de um poema, Cai a chuva sem demora
Passo os dias contando as horas Eis que a rosa toda orvalhosa É o meu você
O meu agora Passado ou futuro Tristeza, vá embora Vê se enxerga e raciocina Sabes que você, meu amor Que me anima
Mesmo que na escuridão O ar que eu respiro Seja brisa ou luar Só sei que, Para amar Basta acreditar
Falta de amor
Vidas passadas
Angustias angustiadas Lhe dou a pena da alegria Por uma eterna magia, Mesmo que uma fantasia Lhe tire o cansaço De um afago Por um passado Nem a simples tristeza
Traz as lagrimas de um longo amor, Ao chegar o futuro
Escreva essas palavras Amor é o meu tudo Tristeza é o meu nada
Alegria me acende a madrugada Por uma falta de amor
Madrugada
Todas as noites ao deitar Sinto o perfume das flores Que vem me enlouquecendo, A linda madrugada
Já mostra as suas cores De brilho e noite estrelada Feita para mim sonhar Sonhar e se apaixonar E ao amanhecer
Este sonho não vou me esquecer Muito menos de você
Mistério da magia Ao tocar a lua
Não se esqueças da beleza tua Que sempre foi sua
Ao visitar as estrelas Conheça a pureza A amizade e a felicidade Reflita a vida
Caminhe na poesia Passeie ao jardim Por mim
Busque as sereias
Descubra o mistério da magia E viva a vida
O código do amor
Sabes o código do amor É preciso suspirar
Imaginar, declamar e amar Sentir o cheiro da pluma Navegar entre os amores Cheirar as flores
E simplesmente dizer
“ I love you!”
Gotas da noite
Partículas saboreando dos nossos cabelos Cavando jardins nos copos da felicidade Trançados nas pálpebras manuais Partículas que significamente caia
Para refresco das cabeças humanas e animais Que ao toque de fantasia
Seria uma bola de sabão
Seria lembranças de pão de mel No estomago dos enamorados Aquela tropa de românticos, Aqui vai serenata!
E então se ia gargantas ferozes Lançando partituras do coração Para enfeitar o sonho da moçada Banquinhos de praça ali encostados
Ah! Tempo que pessoas sentavam a conversar, Hoje em dia estão sentados ao quarto
Oh, servos dos computadores!
Já não se veem o tempo de olhar a lua E ouvir historias de avós
Ficar esperando o bolo sair do forno, E bater um papo com os pais
Eis o recheio das gotas da noite!
As rosas da vida As rosas do luar Caíram pelo chão Eram coisas raras
Peças únicas no meu coração O chão se encheu de perfume As outras flores de ciúme Que de lá do cume Dava pra vê-las O vento da brisa Tinha uma ternura só
Que desamarrava da minha vida Apenas um nó
Aquelas rosas eu não sei A minha vida
Só Deus sabe...
Estou pensando que sou o vento
Estou pensando que sou o vento O vento lento
Em teus cabelos
Estou pensando que sou o vento Por todo o tempo
O tempo todo
Estou pensando que sou o vento Que fica gravado no contentamento Do seu pensamento
Estou pensando que sou o vento Que em forma de brisa
Refresca e suspira
Estou pensando que sou o vento Que chacoalha as cortinas E vem repentina
Estou pensando que sou o vento Enquanto o coração bate
Eu refresco os seus sentimentos
Chuva
Chuva, chuva Sem lua
Lava a nossa alma De toda solidão
E nos tira a preocupação De um cansaço
No maltrato A chuva Sem lua
Gotas da doçura Perfume de murta
Chuva, lagrimas de nosso amor Lago de uma flor
Sua musica
Suaviza a minha dor De uma paixão Que já se foi Chuva, chuva
Pingos de uma vida sofrida Vivida e adormecida Abatida e perdida As vezes pela chuva Em seu dia-a-dia É com a lua Que me adormeço No seu sossego
Dia de chuva
Um dia estava chovendo Me encostei na janela E fiquei escrevendo...
Canteiros perfumados
Lá estava as minhas narinas
Exalando aquele espaço geográfico No qual me fascinou
A muito, muito perfume...
Talvez o coração
Penetrasse a pura mancha De amarelo em veias,
Aqueles canteiros petrificados de girassóis...
Uma gota, duas gotas de baunilha Em minha face
Cor de caramelo, a pele Fascina, me assina
Seu toque de pôr-do-sol...
Os pés balançam no balanço da saudade E o coração palpita
Vai contente!
E ficam os girassóis
Trançados em minhas unhas...
Em teu perfume Eu me descanso
No balanço do teu chão, E o meu não
Se rasga em deixar aquela terra...
Nem espero o tempo da lua cheia
Porque ela sempre esteve naqueles girassóis, E a minha plena alma
Floresce naqueles rebentos adormecidos em perfume...
E o nosso amor Agora é como estufa
Onde crescem as nossas flores E ao seu redor brincam borboletas O nosso amor é um ninho
Que aquece os girassóis para os seus canteiros
O país do Outono
São as folhas vermelhas e secas Que caiem no chão
Formando um tapete de 3 metros, São os pés das pessoas
Que andam bailando De contente deslumbração Então o vento fica boiando
E escolhendo a quem ele irá soprar Então passa uma borboleta ruiva E se faz de ultima folha na arvore Passa um poeta, senta ao banco E começa a descrever aquela arvore
Passa uma criança de mãos dadas com a mãe Ela anda vagarosamente, para e olha
E com a boca suja de algodão-doce solta um sorriso Até um violinista para e começa a tocar seu violino
Até a cantora Kate Perry senta ao lado do poeta e escreve uma música Logo aparece um casal de japonês aparece dançando tango
Logo aparece rapazes vestidos de palhaços distribuindo flores E eu fico olhando da janela aquela tarde nublada
E eu fico maravilhada enquanto escrevo mais uma poesia...
Poesia enamorada Quando penso em você
Meu coração para pra respirar fundo Se acumula de sentimentos
E acabo me mergulhando nesta louca vida Como um perfume exuberante das rosas de maio Como um diário aberto e posto á ler
Como a aurora que renasce todo dia Como todas as noites de lua cheia
Como se os meus olhos se aprofundasse nos teus E neste contentamento
Bem aqui por dentro
O meu coração bate profundo
E vivo sem tristeza nesta linha do mundo Como se a minha vida fosse feita
Para amar e viver
E o resto não me importa mais Apenas você
Passos na madrugada
São passos vagarosos Melancólicos
Que debruçam na garoa E esquecem o tempo perdido Perdendo assim o resto do tempo As folhas caem sobre o vento E no contratempo
Eles choram pensamentos São passos adormecidos
Que adormecem no leito das aguas E se esquecem de correr
Para que correr?
Se na verdade perdi meu tempo E o encontrei no esquecimento Pois as estrelas olham e dizem:
“ Passos na madrugada, Ela os recolheu
E só deixaram seus rastros Que agora eu conto eles Rabiscados na areia”
De quem os governa Sobre uma cadeira de rodas
Pétalas se derramando do nada O nada se derrama
Sobre alguma coisa Porque eu não vejo Só vejo o meu reflexo Sobre um espelho
Então me acabo no mundo Me agacho no fundo E choro as pétalas
Ai, eu as sinto sobre o meu rosto E descubro que estou num jardim Elas caem de um jeito diferente Formando um coração
E os meus pulmões respiram suas folhas Que logo secam e respingam no nada A flor não aparece
Vejo apenas suas pétalas se derramando sobre o nada
Lágrimas boiando sobre uma sombra A sombra boia em lagrimas
As lagrimas boiam sobre uma sombra E se despedaçam em ondas
Que ao mar são entregues
Por isso as aguas do mar são salgadas E ninguém ás quer beber
E o nobre poeta se debruça nas areias
Degraus de altas escadas silenciosas
Elas silenciam Elas as escadas Altas e longas Que não quer
Mas quer me levar a algum lugar Meus pés medrosos
Tremem e sacodem De pisar nos seus degraus Silenciosos e tímidos Mas se eu pergunto Ou converso sozinha Escuto um eco repentino E lá se vai meus pés Sobre as escadas Vai estremecendo Vai sacodindo Sem eira nem beira E eu morrendo de medo Neste declínio da vida
Ode Laratacara
Laratacara Cararacara Raracaraca Rararaca Caracarata Iacaracara Laratacara Tacaracara Iaiaia Ilararaaca Iô iô Torotoroco Iotaraca Laralara
Locorororococoô (4x) Oh, oh, oh, oh, ah!
Lataraca Iô iô Ô ô ô Iê iê iê Laratacara
Nove horas em ponto
Nove horas em ponto Eu te encontro
Então vamos pular o muro E invadir o cinema
Invadir um restaurante E virar assaltantes Um anel de brilhante Um relógio de diamantes
E uma nota de euro aterrorizante Enfim, assaltantes por uma só vez Vamos tocar a campainha das casas E sair por aí correndo
Como dois renascentistas insensatos Pousamos numa praça
Depois voltamos nove horas em ponto
A despedida das ondas do mar
Eu estava ao mar
Meus pés estavam ao mar Eles estavam nas areias
Brancas e parecendo ornadas de brilhantes Estavam juntos, unidos num só segundos E os meus abraços?
Eu não sei,
Apenas vi meus braços Que ainda estão lá Dilatados, costurados No contrabaixo da orquestra Era seis horas
O pôr-do-sol surgia E os meus beijos também
Que ainda se arrependem de ter se grudado Na gola do terno dele
E por aí vou eu
Nas areias virando as costas E me despedindo do mar Por um dia
Pois sua maresia ainda me traz lembranças do contrabaixista E eu preciso esquecer...
Poesia:1997
Parecia pura manhã Não vejo o sol
Mas sinto o seu cheiro
Mas será que o sol passa perfume?
Eu canto sem sentir Ou eu sinto sem cantar Porque quem senti primeiro É o meu coração
E não a minha voz...
Então um passarinho Vem, voa e pousa
Sobre a minha língua feminina E rouba a minha voz
Por isso quando quero cantar Minhas lagrimas desenham Para definir meu canto...
Ou meu bem-querer
Tem que chegar perto do meu coração Sentir minhas batidas
E saber o que estou cantando
Jardim cheio de sol O sol brilha o jardim E o jardim o retribui Com o cheiro das flores Só fico por desilusão Porque a noite vem
E acabo me adormecendo por nove semanas...
Então me busco na noite A lua de tão inocente Nem percebe
Que infelizmente
Um poeta chora em seu leito
Nossas almas sossegadas O acalento nos acalmou A brisa nos abraçou Em um só segundo
Que se passou pelo mundo E as nossas almas?
Foram por aí Saíram á passear Sem nem querer
Jogar um beijo ao vento Porque se jogasse Eu subiria ao poste
E o-arremataria em meus lábios Seria o primeiro dos beijos Que acariciariam minha alma Seria um golpe apaixonante Uma bala de doce de leite Que sairia de um calibre 38 E assim minha alma Encontraria a sua
Afim de nunca se desencontrarmos Nossas almas sossegadas
Vivem cantando De cá e da cola Prometidas a se amar Por 365 milênios
Os lírios novos estão nascendo e os velhos alcoólatras E agora chegaste a primavera
Os botões se abrem em flor Eles se abrem para o despertar E lá se vai borboletas de várias cores Vão contentes colibris também Beber cascatas de aguas azuis Por onde lava as asas e seus bicos Os lírios novos estão florindo E os velhos alcoólatras REPITO
Os lírios novos estão florindo E os velhos alcoólatras
E saíram por aí espalhando o seu perfume...
O perfume da flor morta
Suas pétalas foram jogadas ao vento Não sei por onde foram
Ela morreu sem saber de nada Não sabendo de nada ela morreu Uma criança veio com suas mãozinhas E a-arrancou para a sua mãe
E lá se foi a criança Em meio caminho, A flor em desalento Deu três respiradas E entregou sua vida Que sem saber por onde ir Se deixou levar ao vento Que levou sua alma contigo
Morri nas asas do vento
Eu fugia desnorteada Acaba dando freadas Não dormia, nem cochilava E depois caia
Mais eu fugia Eu perdi um sopro
Um sopro de minha alegria E então eu fugia
Pulei janelas
Telhados, apartamentos Arrombei portas
Estava fora de mim Eu fugia, enfim Foi então
Quando subi ao topo E abracei a minha alegria Meus cabelos se arrepiaram Eu e a alegria
Nossas mãos se separaram Fechei os olhos em despedida E morri nas asas do vento
Desespero abominável
Eu me desesperei terrivelmente Você não percebeu
Nem eu De repente ...
Aconteceu ...
Perdi o controle da situação Fiquei tão desesperada Que sem eu ver
Você roubou o meu coração E ate hoje estou aqui
Toda maluca a sopros de te encontrar Tanto que posso perder a cabeça
Então me olho no espelho todos os dias E fico me perguntando
O que fazer agora Nessa altura da vida?
Céu conclusivamente trágico Vamos sair pra observar o céu Que neste momento
Esta se formando uma tempestade
Ate os passarinhos já foram pra suas casas E aí quem sabe escrevermos o nosso nome Em uma nuvem
Escrevermos alguma coisa
Então vamos ver as letras dos nomes escritos Respingados nas calçadas e nos asfaltos Pra depois pegarmos uma pá e vassoura Juntarmos as letrinhas cuidadosamente E colar entre os cômodos da casa Como brincadeira divertida Assim aprendemos a disfarçar Um céu que pareça trágico Ou triste
Pois daqui a pouco vai chover
O destino que pensava Eu e você
Pensávamos
O destino pensava...
Nós sentimos o silencio da tarde E a calma das três horas,
Era um segundo Era o mundo O nosso sentido Num só destino...
Então saímos á beira mar
Só nos faltava uma só coisa: beijar, Beijar um fio do mundo
Dois lábios ao tocar Num só segundo...
Aí nós pegamos um trem
Daqui para trezentos quilômetros Só para sentir nossos abraços Ficar por aí bem abraçadinhos Colados com Super Bonder Afim de nunca se separarmos...
Depois sentimos uma breve chuva Apenas umas gotas de orvalho
Em nossos singelos rostos magníficos, Deitamos sobre as areias
E visualizamos a lua As estrelas...
Pegamos um pouso de avião E deixemos o nosso amor forever Fluir na mente
Versos alcoólicos
Capítulo I
Escrevi e reescrever
Então as palavras podem de repente cair do céu, ou Se desfazer em letras
Sem fixarem em minhas poesias Se introduzirem no horizonte E no transcorrer do dia Choverem nos fios de cabelo De anjos
De serafins De querubins De arcanjos
[...]
Que tal eu debruçar na janela E esperar o seresteiro?
Mas agora, eu e a lapiseira
Vamos nos apresentar nestas múltiplas linhas de papel E te contar como conheci a poesia...
Foi tal fascínio,
A essência alfabética que pulou muros e portões
Passou madrugadas a me encontrar E de repente naquele instante deserto
Um vento prévio sem sombra nenhuma veio por naufragar, Atravessou a minha alma,
E sem nenhuma evidencia
Ou qualquer penetrante sentimento Vento
O tempo
E os pensamentos A qualquer momento Da minha vida
[...]
A vida parecia um sol poente, uma luz suficiente que sopra sobre um espirito, que sopra um soprador, um amor, sim você.
Pulei um sonho prateado da vida, fui me arrumar e durante a noite presenciei algo que estaria sempre percorrendo sobre as minhas veias sanguíneas.
Algo inacreditável aos meus olhos que naquele momento seriam solua...
Seria uma estrela rara, mil diários em linhas, mil sonhos prateados da vida, palavras murmuradas ao vento, um fascínio juvenil de doirou e azula as maravilhas dos oceanos do mundo inteiro.
Então, a poesia pôs uma das mãos em um dos meus ombros, claro, senti um calafrio, um arrepio.
[...]
Sentei-me na cadeira e pôs a conversar com a poesia, ela me olhava contente parecia um raio de sol reluzente
Parecia pétalas de rosa felizmente Parecia alma pura de veste branca
Parecia o ponto do recomeço no horizonte
Então ela (poesia) percebeu as batidas do meu coração, porquê naquele instante estava confusa, foi então que ela olhou para o céu, fez um gesto com se falasse com a lua, buscou uma luz em meus olhos e disse:
- Uma poeta nasce ao mundo nesse instante!
Capítulo II O contrabaixista
Foi um fascínio imenso me deparar com seus olhares, foi tão forte o tal do sentimento, que enquanto estava sentada, a paixão desceu aos pés, e meus pés sapatearam, visto nisso o coração enlouqueceu, pensei até que seria introdução de um romance, um sereno amor proibido, um amor de flor e beija-flor, um sopro de anoitecer em minhas vidas.
A TPM pulou a janela das emoções. Porquê agora abrirei espaço, não só um espaço emocionado, absolutamente tudo: janelas, portas, ate o teto desde a alma ao coração.
Pra quem?
Para o amor...
Ah, o amor, ventos suspirados nas cortinas, tecidos e laços de flores feito coroas de amanhecer, jasmins e lírios espalhados feito tapete nos rebentos de riachos. Pombas que pousam sobre vozes femininas de fadas borboletas.
Beijinhos perfumados de begônia saboreados em chocolate em pó.
Bogaris incrustados de brigadeiros suspensos em varal de chantilly e framboesas. Fios de cabelos sabor queijadinha com uma serena e leve fragrância de confetes e suspiros.
Margaridas com seus cabelos, cujo o shampoo tem cheiro de goiabada com creme de leite. Sonhos envolventes cujo o perfume é de quindim e tortas de pêssego.
Chapéu de jardineiros saborosos e feitos de iogurte de coco com Ferrero Rocher e múltiplos pedacinhos de bombom Cacau Show colocados em isca para peixes com cobertura de caramelos e leite condensado.
Bombons Alô Doçura feito corola de rosas vermelhas que tem cobertura de glacê e açúcar caramelizado. Curau de milho esquecidos numa praça de doce de abóbora, em que a água que é jogada para cima é Coca-Cola.
Pedaços de bolo floresta negra pendurados nos galhos de arvores, cuja as ramagens são raspas de limão.
Confetes coloridos feito carnaval debruçados em travesseiro de salada de frutas. Tigela de doce de mamão com suco de melancia numa travessa de prato de glacê sabor pitanga.
Assim era o meu coração, doce...
Os meus pensamentos se agitavam em arco-íris e notas musicais e os meus ouvidos ouviam o toque de suas mãos no contrabaixo.
Conforme os dedos desciam as cordas, os meus olhos acompanhava, quando suas mãos segurava o contrabaixo, os meus olhos olhavam seus olhos afim de celebrar aquele amor. Tão imaturo, tão recém-nascido!
Que os meus sentimentos agora só queira se acomodar no afago do seu peito tranquilo. A rua agora pra mim é doce, tudo é doce.
Quase mordo a língua achando que é doce, como seu beijo que eu ainda não provei. E busco enquanto respiro o reflexo que a paixão deixou em minhas memórias.
Capitulo III
As portas do coração
As portas do coração estão se abrindo nesse momento, nesse segundo, nesse instante que conheci com um imenso prazer a poesia.
Forte amiga, grande companhia de minha vida, uma humilde energia que até hoje flui em minha alma.
Parece as cores dos vitrais das janelas do meu coração, e eu ainda procuro cores novas para preencher as nobres portas.
Sentimentos que chegam sem demora, que chegam como borboletas azuis, encantadoras e esplendorosas, com uma luz em cada um de seus olhinhos.
Sentimentos que sacodem as cortinas da alma e flui fina esperança cor violeta esverdeada.
Sentimentos que se formam como liquido, passa pelos olhos e escorrem como tempero salgado no rosto de alguém que não quer chorar, mas que chora.
Sentimentos que se formam como adubo divino, como fermento biológico caem no estomago e alimentam os meus pés de pêssego, ah sim, grandes e frondosos pés de pêssego.
Sentimentos que sobe as escadas e logo submergi as águas sanguíneas, sentimentos que atravessam paredes estomacais e percorrem o corpo todo, todos unidos nas veias sanguíneas.
Sentimentos que resultam em pensamentos que resultam em ações.
Sentimentos que ocupa o espaço geográfico, em todo lugar, em todo transcorrer do dia.
Capitulo VI
O oceano inundando o meu ser
As aguas do oceano se aprofundaram, e logo se escorreram em meu rosto.
A inundação do meu ser foi por um certo recheio de palavras e emoções em que a poesia me contagiou.
Eu e as minhas mãos se uniram feito cirandinha, e os meus dedos se abraçaram na lapiseira de fortes tons de rosa. A inundação foi inteiramente melancólica.
E por aí foram as folhas que eu tanto escrevi, em que eu fiz questão de jogar as minhas emoções.
Emoções sim, aquelas que preenchem as veias cardíacas, ou que muitas vezes as reconhecemos a partir do momento que estamos de frente com alguém. Então esperamos cair a imensidão do entardecer, horizontes a margem da noite, ou então o coração do silêncio se encarrega, ele próprio de se enfeitiçar com os olhos meigos.
Eis que sobre vem o cair da tarde, e chega o cantar da noite, e eu estou sobre a janela, debruçada, sem nem piscar um de meus olhos, pois quem esta piscando são as estrelas.
São os meus olhares que havia entregado ao contrabaixista, mas ele os entregou as constelações.
Meu peito tranquilo palpita, o coração dança samba descontroladamente, eu sinto minhas pulsações cada vez mais fortes.
Ai de mim! Se nossas mãos se tocarem, a minha na sua e a sua na minha. Como duas fadas dos amores dançando o balé da peça “ O quebra-nozes”.
A minha mente se transbordaria de chocolate e de tanto amor que meus lábios sopram feito cantar de pássaros por ti. E por nossa ventura, sairmos de corações flechados e de almas possivelmente enamoradas.
Capitulo V Flores de veludo
E então eu sentiria tanto amor sem ao menos sofrer, que se as lagrimas escorrem dos meus olhos serão chuvas de verão.
Seria o coração forte e pulsante, em que naquele momento, em que escorreu tais mãos sobre o contrabaixo, ele (o coração)abriu suas pétalas. Abriu assim florescidas, cores fortes se explodiram no espaço.
Pétalas adormecidas em oceano, oceano sem fim, um fim que nunca ira ultrapassar o coração, que não escolhe a quem tem que amar, por que simplesmente as coisas acontecem assim
profundamente, de repente.
Aí o sol nascente cai na boca do estomago e te faz vomitar rosas cor de sangue. Olhos que se sufocam em flores e mais flores de veludo, flores que se abrem em botões e soltam aroma de amora e lichia.
Esse aroma come palavras, come os meus sonhos, fazendo com que eu permaneça a pensar eternamente.
Mas na verdade eu só quero eternamente usar roupas com estampas de sentimento.
Sentimento que palpita o meu peito.
Sentimento que estanca o meu sangue.
Sentimento que faz moradia em meus neurônios.
Sentimento que fecha uma porta, mas abre duas janelas.
Capitulo VI As rosas de maio
As rosas de maio nasceram as nove horas do dia 25, abriram-se em botões e vieram para me inundar de frescor.
Então eu me deixo respirar esses perfumes, e acabo com a sensação de estar tirando o coração do peito adentro para contar as batidas, no momento em que passa o meu bem querer.
Ah! Os meus olhos, como piscam alucinados! Colírio da alma!
É como aqueles pedacinhos de quindim saindo do forno, tortas de pêssego em calda. Nozes adocicadas com mel respingadas em umas taças de champanhe...
... se o sonho fosse inútil não teria duas pernas, e boca sorri Balbucia o frasco de perfume
Lume Ciúme Fume O cigarro Me agarro
Nos cachos da borracha.
Eu nado no nada da piscina Tu nada e nada do lado O lado tímido desmaia Na manga da blusa
Com cheiro de manga madura Toma, esta fruta!
Madura
Que atura Ate dura Na lua
Daqui da rua...
A manga Anda Balança Dança Canta
Fita a fita do cabelo Do escabelo
Deixo O eixo
E acho o cadarço Do sapato
Nos galhos da tua orelha.
O lápis escreve A borracha apaga A estrela deserta No som da praça O sábia e a Kátia A Kátia e o sábia
Lançam seus braços para dançar...
E neste embaraço Eu jogo o baralho
E acho um barato Manga, laranja e banana Dançando havaiana Com a princesa Daiana Até a velha de bolsa Deixou de lavar louça
E se escondeu no guarda-roupa, O sapo sufocado
Caiu no buraco Ficou desmaiado E dormiu de lado E dona Chiquinha Mas que gracinha!
Comprou uma cinta Pra sua galinha,
Que pisou numa florzinha Toda dodóizinha...