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Antologia poética

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Academic year: 2022

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Texto

(1)

Antologia poética

Lulu Oliv

(2)

Epígrafe

“ Somente um verdadeiro coração é capaz de sentir a poesia”

(3)

Sumário

1. A menina que dançava com margaridas 2. O país do Outono

3. Versos Alcóolicos 4. Garota em sete fases

(4)

A menina que dançava com margaridas Pernas esvoaçantes

sacudiam a poeira e soltava veloz os fios de cabelo

A menina observava com Compreensão,

as figuras singelas e ternas e deixou se atingir

pelas cores mescladas Da fina flor

Com sabor a flor

com perfume a menina ...

Levava a brisa nas mãos e pólen selvagem nos cabelos feito pandeiro

coreografia de gente grande Movimentos leves

e compassivos

ela brincava contente, Mona Lisa feita de pano bonequinha colorida quadro que ate

Pablo Picasso, um dia quis pintar Com sabor

a flor

com perfume a menina …

(5)

Mistério no céu

Existe um mistério no céu,

num tom místico de rosas brancas, a brisa e a canção das cachoeiras, como um carrossel em cor a luzir,

transformado no calor de uma brisa entre o véu

O brilho no esplendor

(6)

O brilho no esplendor, vem cantando na rua, a canção da dor,

que sem limites explode o coração de tanto amor

(7)

Um toque de beleza Com um toque de beleza eu pintarei na tristeza

sem direção eu ando na realeza

eu ando com a amizade fico na saudade mas quem me acompanha de verdade é a felicidade

Puras noites

(8)

As noites são puras quanto as areias do mar e as estrelas inocentes tão inocentes que se unem para formar uma estrela cadente e realizar nossos pedidos

Uma prova de amor

(9)

Sem amor eu nada seria nada seria sem amor existe uma prova de amor maior que uma flor?

Luar.mar.ar

(10)

No céu o grande luar,

embaixo grandes ondas do mar, e você respira junto as águas, o ar

(11)

Palavras e pensamentos Palavras e pensamentos jogadas ao vento

transformado em sentimento as vezes gravada em passatempo ou em paredes de cimento para ter tempo em tempo

(12)

Escute estes versos Escute estes versos que vou declamar para que todos saibam como é bom amar

O amor surgiu

(13)

No meu coração,

nasceu uma constelação.

Repleta de estrelas brilhantes, e um jardim de flores cintilantes, mas no alto céu a lua me viu e com alegria o amor surgiu

(14)

A flor de meus sentimentos

a flor de meu amor se origina do luar, a flor da minha paixão se origina do frescor, a flor de minha amizade se origina de uma flor, a flor de meus sentimentos se origina do meu olhar

(15)

Na prisão Essa sua fissura que doçura quando vejo a lua como uma pluma

me aprisionando com algemas em uma prisão

de uma paixão

(16)

Neste momento

Meu coração não para de bater é com você que eu quero viver mas não quero sofrer

sofrer de grande amor

que neste momento só choro de dor ainda espero por você

para podermos juntos consultar um querubim e vivermos uma amor sem fim

Flocos brancos

(17)

Como flocos brancos a neve que caia dançava no escuro a noite se envolvia em lírios d'água

salpicado de minúsculas estrelas

como de uma roda de cometas sobre o castelo tudo nele é belo

belo com uma ponte de pássaros

Alma enluarada

(18)

Em uma montanha existe dálias e libélulas

junto com rosas e perolas á cantar e pássaros á ladrilhar

com o sentido de emocionar a quem esta á passar

e logo de bom dia se alegrar

Parecia um farol

(19)

De grande brilho era o sol

de uma constelação a sonhar parecia um farol

com piscadas de estrelas estrelas a brincar

(20)

Aurora

Com a brisa da aurora existe o sentido de amar

como um pincel com traços verdejantes pintando uma folha orvalhante

e suspirando a espelhar como uma fina aquarela delicada como a névoa

Sufoco da paixão

(21)

Levei uma flecha no coração no qual atravessou o meu pulmão eu não consigo mais respirar se você não me amar,

A quanto tempo vou me apaixonar?

Como vou respirar

se não resisto a essa paixão acorrentada no meu coração

(22)

Amor versus paixão O amor não se vende nem se compra,

o amor fica pra sempre,

a paixão é um sentimento profundo que vem la do fundo

O amor encara a solidão só pra defender seu coração

(23)

Os olhos do meu amor Os olhos do meu amor são inocentes, pequenos humildes, horizontais como tais,

olhos amorosos

(24)

Corações que amam Amam só,

amam amando amando que amam só amam amando quem ama

Única alma de deus

(25)

O som do amor é o som do coração

um se encontra com o outro e ali se juntam

formando uma única alma de Deus

(26)

A vida e seu destino A vida caminha procurando um caminho a viver

o destino lhe assegura seu espaço de andar

como duas almas a se amar

O rir das primaveras

(27)

Quantas alegrias se deve de guardar?

E quantos pássaros cantando se há de ouvir?

São pássaros que gorjeiam que gorjeia e faz a primavera rir

Luar em rosas

(28)

Rosas em luar luar em rosas

traz o perfume cheiroso no ar e me faz sonhar

como se não houvesse passado

(29)

Sol das madrugadas Elas sempre se fascinam e fazem tremer o coração tal como o sol, seu mestre

que a ilumina e lhe da suas ordens

Tela de sonho

(30)

Na tela quem sonha sonha...

quem não sonha, dorme só a fome

que não sonha

(31)

Borboletas da maresia Vem voando baixinho bem devagarinho como as ondas do mar vem com a gente, brincar

(32)

Amar perdidamente Amo tão perdidamente que perdi até meus dentes meus documentos

e os meus pensamentos Eita! Cabeça perdida!

(33)

Flores ao vento Sopra daqui sopra de cá sopra as flores da rama do manacá

(34)

A voz das sereias Ao som da cachoeira unicamente se mistura as cantigas de sereias de noitinha sobre a lua

Páginas do amor

(35)

Paginas da vida da vida amor amor? Que nada!

Um nada você, tu,eu,vós a vida, um nó no cadarço do meu sapato

(36)

O narciso de veludo O narciso andava dançando, corria cantando,

pulava gritando,

e colocava-se apaixonado pelo pôr-do-sol, recolhia o que o tempo lhe oferecia e sua pele para se conter de pura emoção,

para um ser, uma planta que bela vivia, E todos os dias colocava a sua paixão

em seu retrato para demonstrar ao pôr-do-sol

(37)

Por este amor Por este amor, eu sonho

uma felicidade contente eu sonho

os seus olhos de sempre eu criou imagino

eu penso no teu sorridente Talvez eu quero,

eu queiras, eu não quero esta louca vida que me mata

de socos e pancadas Eu sinto o seu abraço, eu sinto seus cabelos eu sinto o que não existi

ou daqui a dois séculos irá existir Então eu ignoro

lágrimas caídas, lagrimas sofridas, lagrimas não tô nem ai e não quero me atingir

Serenata de amor

(38)

Cantastes teus lábios cantastes meus sonhos chorastes com a viloa

assim como os meus olhos choram de emoção Escrevestes um pensamento

e colocastes cá dentro do meu coração

que sabe tranquilo que você é a minha paixão Andastes um passo: jogou-me um beijo Andastes quatro passos: você não me esquece Andastes nove passos: nos dois estamos kits Então se encontramos para nunca mais se separar Acredito e leio nos meus,

nos seus olhos a nossa vida que para ser vivida a serenata foi escrita

(39)

O perfume do amor É um perfume louco que me persegue que me mata

que inala minhas narinas e me deixa viciada Então esqueço o mundo

esqueço o futuro esqueço tudo esqueço que um dia a batalha, para lutar é duro Por fato,

eu quebro o espelho abajur, cortina, mesa cadeira, guarda-roupa

me escabelo e digo que na verdade nada mais me importa

Não me pergunte o porquê, mas me tranco em casa não saio pra fora eu,a casa, o quintal um cenário de guerra

(40)

O riacho que corre sobre nenúfares Águas correm e escorrem

Aonde?- perguntou o nenúfar Olhou para si,

e viu nele mesmo,

cascatas correndo e escorrendo sob as borboletas aquelas puras e multicoloridas...

A cor transparente esverdeada

fizera enxergar grandes tilápias em seus tecidos, fazendo-se ninho de madrepérolas

e celebrando a natureza...

Ouvires um som?

Pássaros ,formigas e índios que dançavam e cantavam, Óperas e anjos

pousados nos sonhos vários,

aquela água escorrendo no pescoço da flora e lançando beijos

com sabor de nenúfar...

(41)

O tempo das canções Tempo em que o corpo vive

em torno de um champanhe hebraico, a mão desliza o suor quente

que banha a música, total suavidade em que o corpo da tal felicidade

e logo rejuvenesce nos salões e festas O tempo que canta as horas

e que canta para os pés dançar a emoção de criar, inventar

e nutrir de sua própria criação para cair as estrelas

daquele espaço negro-azul , na palma da mão

Do pé do corpo O tempo

(42)

Hortênsias envolvidas em véus A loja faz promoção

eu compro uns véus(tecidos) faço um vestido

e sobra pano

passando em minha memoria; tal ideia, vestir meu jardim

de sofisticado cor anil, Quem sabe eu

assim possa respirar ao mais profundo a primavera 20 de setembro, alma

pulmão coração sonhar criar

e sobreviver, para viver inventar intestino estômago esôfago

20 de setembro na palma da mão

(43)

O perfume da alma Minha alma se refresca junto as águas tranquilas

flor de verbena que traz o perfume de um límpido lume

Para não sei quem buscar salvar, resgatar

adormeço no aconchego da luz por uma alma de murta

um perfume sentido só por flores

Razão de sonhar

(44)

Minha razão de sonhar;

não é por dormir de cansaço é por saber que um dia se realiza em fascinação Minha razão de sonhar;

é um viver contente é um viver vivente é uma poesia imaginária que não acaba

Semana

(45)

Domingo eu te amo segunda te quero bem terça te faço de refém quarta é meu amado quinta é meu namorado sexta a gente se alegra sábado eu tô na festa

(46)

Sintomas sentimentais Sinceramente

passou pela minha mente sintomas sentimentais consultei o medico, descobri minha cabeça rodava Amor

Lembrarei

(47)

No desaparecimento do Sol no horizonte lembrarei o seu nome,

lembrarei o vento que sopra as flores que sopra as flores brancas e perfumadas lembrarei sua inocência

lembrarei as primeiras luzes do amanhecer lembrarei do seu coração

o núcleo dos sentimentos

Papel

(48)

Em um papel reciclo palavras e escrevo no céu invento prosas e oferto as rosas

de noite conto as estrelas e esqueço a tristeza

converso com os anjos azuis crio ninfas e plebeias

e lindas galatéias e com a ponta do lápis desenho a minha vida cultivo a vida

cozinho surpresas visito as sereias

e moro com as feiticeiras

(49)

Mistério da magia Ao tocar da lua

não se esqueças da beleza tua que sempre foi tua

ao visitar as estrelas conheça a pureza a amizade, a felicidade reflita a vida

caminhe na poesia passeie ao jardim por mim

busque as sereias

descubra o mistério da magia e viva a vida

O contrabaixista

(50)

Meu coração palpitou Você entrou

Meus olhos enlouqueceram E logo se rimaram aos teus A noite se ascendeu Foi platônico...

Só faltou meus abraços agarrem seu contrabaixo Que se dilatou todo, aquela musica

Inesquecível, inexplicável

Aos meus olhos e ouvidos inevitável...

Você foi embora

Aquela orquestra foi embora E levou um pouco

Da minha emoção E minha paixão também

(51)

Seus olhos

Seus olhos me fazem ver coisas que só o coração sabe explicar Seus olhos me fazem pensar para não mais esquecer

Seus olhos me acalma e me faz achar que a vida é feita pra viver

Seus olhos me fazem perder no seu mundo realidades que não se apagam

A porta da magia

(52)

Quando o arco-íris aparecer Será a porta da magia O toque do amanhecer Conhecerá a vida da poesia Verás sereias beijando maravilhas Fadas penteando seus cabelos de murta E plebeias cantando cantigas á lua Todas as madrugadas de pensamento O amor vive na brisa do vento Na primavera é toda florida

As flores ficam contando as estrelas Que nunca deixam seus mistérios Em seus rastros de magia

Os anjos choram

(53)

Por um dia eu lhe dou a vida Por uma noite estarei amando Mas se essa noite viesse me avisar Que os anjos choram

Choram de amor e de alegria,

O brilho do luar que ilumina as noites sem nuvens E me fazem pensar que a alma de um poeta nunca morre

(54)

Coração dentro do peito Ah, coração dentro do peito!

Mora bem quentinho e batendo forte Esse coração escorregante de perfume Que morde minha imensidão

Já já ele vai se apaixonar por outro alguém

O amor correndo de braços abertos para me abraçar Sempre me fazendo reviver

Aquela tua ternura, ah coração!

(55)

Ondas seguidas de saudade E aí chorou a viola de um lado E eu do outro,

Demo-nos as mãos andando e cantando Aqueles pingos de lagrimas,

De repente cruzei um mar e me afoguei De amores...

(56)

Loucuras da vida e do coração Minha vida

Meu coração

Entraram em desespero Desde o dia que eu te vi Aí eu pensei

Eu sonhei Eu chorei Eu enlouqueci

Eu achei que o mundo ia parar de girar

Eu achei que ficaria trancada naquele acontecimento Registrei no meu diário

Joguei pelas correntezas Achei que iria te esquecer Quando acordei no outro dia Suas lembranças registradas

Ali estavam refrescando minha memoria

Canteiros perfumados

(57)

Lá estava as minhas narinas

Exalando aquele espaço geográfico,

No qual me fascinou a muito, muito perfume...

Talvez o coração penetrasse a pura mancha De amarelo em veias,

Aqueles canteiros petrificados de girassóis...

Uma gota, duas gotas de essência de baunilha Em minha face,

Cor de caramelo ao pôr-do-sol

Os pés balançam no balanço da saudade, O coração palpita

Vai contente!

E ficam os girassóis trançados em minha unha...

Em teu perfume eu me descanso No balanço do teu chão,

E o meu não se rasga em deixar aquela terra...

Nem espero o tempo da lua cheia

Porque ela sempre esteve naqueles girassóis,

E a minha plena alma floresceu naqueles rebentos adormecidos em perfume...

Amor cultivado

(58)

Quando estou amando Eu amo não só de coração Mas em minha vida

E isso inunda meus pensamentos Palavras e expressões

Penso que o sol ilumina ao meus pensamentos As estrelas brilham a minha face

Você enlouquece o meu coração Deus protege a minha vida, E isso me faz acreditar Como o amor é importante!

Nuvens e sombras

(59)

Caíram por aí E me deixaram aqui,

Abrindo um buraco no meu coração Um buraco negro

Onde pula sentinela;

Magia de feiticeira

Uma xicara de eclipse lunar Uma colher de crepúsculo Um quilo de lua cheia E se pinga na laringe crua

Formando carne cor-de-rosa , coisa de outro mundo E disseram – Nuvens e sombras...

Torceram o pé e se esqueceram delas

Flores moles da orvalhada

(60)

Pinga o vestido fotocrômico Pinga na minha mão

Pinga fotografias

Pinga meu bem na massa do pão E escorreu agua molhada

Nas breves folhas verdes escuras Sobre caindo mãos magicas Em moles retratos

A primavera floriu

Choveu, correu, escorreu... mole;

Formou-se orvalhada miúda Nos pés da índia

(61)

Musica de sombra

Meus pés entravam sem sentir seu salto plataforma E sobre andou um tapete (acho que vermelho), Os olhos se deslumbrou frente a frente com o palco Vendo aquele teatro magnifico

Pronto! Atravesso uma sala de piano

E acabo me entregando a ouvir aquele artista sozinho Aquele piano sozinho

Os dois sozinhos

Vinte e cinco lugares, somente eu ali Por um segundo, os neurônios se fecharam E logo se abriram

Me contentando em naufragar musicalmente

De repente aquele artista terminou e olhou para mim Estava tão deslumbrada em meia sombra

Que para mim a musica era eterna

Flor de melancolia

(62)

Não chores, querida!

Apenas durma

E deixe fluir o som da brisa Em sua fina face...

Oh, flor! Não chores, Deixe que o tempo conte Seus fios da felicidade...

Se tu chorar,

Escorrerá um pingo negro Poluindo sua vida...

Apesar de que com você Meu jardim cheira melhor, Não chores, durma

Suas lagrimas iram morrer de melancolia E deixar a grama azul...

Passional

(63)

A paixão é quente Mexe com o coração Mexe com a gente E com o que gente sente É um sentimento profundo

Coisa que nunca senti nesse mundo A paixão tem cor de céu turquesa Luar de lua cheia na areia

A paixão é quando

A gente se apaixona por alguém

E fica vinte quatro horas pensando nele A paixão conversa com o amor

E o amor conversa com a vida

(64)

Poesia á beira do luar

Gosto de contemplar o alvorecer Contar as estrelas do anoitecer Sentar á beira do luar

E ficar a imaginar e pensar Sentir o cheiro do nenúfar O céu bordado de estrelas A lua beijando o mar O amor á contemplar

O mistério da alegria para si amar

(65)

Lirismo do amor Eu busquei

A maior razão de amar Eu ouvi

Meu coração que falava sem parar Eu senti

Algo inexplicável para o meu coração Eu amava

Sem perder a noção da vida Eu pensava

Só de tocar no seu retrato Eu fechei os olhos

A fim de não chorar Eu escondi

Meu coração em seu olhar Para não perde-lo nunca Eu roubei seu coração

Para que fosse meu diário dos sentimentos Por isso viverei

Para te encontrar o mais possível que for

Sol de Ipanema

(66)

Querido amor,

Por mais que uma flor Refresque minha dor Esta contado nas estrelas Que você é o meu calor O meu sol de Ipanema Meus versos de um poema, Cai a chuva sem demora

Passo os dias contando as horas Eis que a rosa toda orvalhosa É o meu você

O meu agora Passado ou futuro Tristeza, vá embora Vê se enxerga e raciocina Sabes que você, meu amor Que me anima

Mesmo que na escuridão O ar que eu respiro Seja brisa ou luar Só sei que, Para amar Basta acreditar

Falta de amor

(67)

Vidas passadas

Angustias angustiadas Lhe dou a pena da alegria Por uma eterna magia, Mesmo que uma fantasia Lhe tire o cansaço De um afago Por um passado Nem a simples tristeza

Traz as lagrimas de um longo amor, Ao chegar o futuro

Escreva essas palavras Amor é o meu tudo Tristeza é o meu nada

Alegria me acende a madrugada Por uma falta de amor

Madrugada

(68)

Todas as noites ao deitar Sinto o perfume das flores Que vem me enlouquecendo, A linda madrugada

Já mostra as suas cores De brilho e noite estrelada Feita para mim sonhar Sonhar e se apaixonar E ao amanhecer

Este sonho não vou me esquecer Muito menos de você

(69)

Mistério da magia Ao tocar a lua

Não se esqueças da beleza tua Que sempre foi sua

Ao visitar as estrelas Conheça a pureza A amizade e a felicidade Reflita a vida

Caminhe na poesia Passeie ao jardim Por mim

Busque as sereias

Descubra o mistério da magia E viva a vida

O código do amor

(70)

Sabes o código do amor É preciso suspirar

Imaginar, declamar e amar Sentir o cheiro da pluma Navegar entre os amores Cheirar as flores

E simplesmente dizer

“ I love you!”

(71)

Gotas da noite

Partículas saboreando dos nossos cabelos Cavando jardins nos copos da felicidade Trançados nas pálpebras manuais Partículas que significamente caia

Para refresco das cabeças humanas e animais Que ao toque de fantasia

Seria uma bola de sabão

Seria lembranças de pão de mel No estomago dos enamorados Aquela tropa de românticos, Aqui vai serenata!

E então se ia gargantas ferozes Lançando partituras do coração Para enfeitar o sonho da moçada Banquinhos de praça ali encostados

Ah! Tempo que pessoas sentavam a conversar, Hoje em dia estão sentados ao quarto

Oh, servos dos computadores!

Já não se veem o tempo de olhar a lua E ouvir historias de avós

Ficar esperando o bolo sair do forno, E bater um papo com os pais

Eis o recheio das gotas da noite!

(72)

As rosas da vida As rosas do luar Caíram pelo chão Eram coisas raras

Peças únicas no meu coração O chão se encheu de perfume As outras flores de ciúme Que de lá do cume Dava pra vê-las O vento da brisa Tinha uma ternura só

Que desamarrava da minha vida Apenas um nó

Aquelas rosas eu não sei A minha vida

Só Deus sabe...

Estou pensando que sou o vento

(73)

Estou pensando que sou o vento O vento lento

Em teus cabelos

Estou pensando que sou o vento Por todo o tempo

O tempo todo

Estou pensando que sou o vento Que fica gravado no contentamento Do seu pensamento

Estou pensando que sou o vento Que em forma de brisa

Refresca e suspira

Estou pensando que sou o vento Que chacoalha as cortinas E vem repentina

Estou pensando que sou o vento Enquanto o coração bate

Eu refresco os seus sentimentos

Chuva

(74)

Chuva, chuva Sem lua

Lava a nossa alma De toda solidão

E nos tira a preocupação De um cansaço

No maltrato A chuva Sem lua

Gotas da doçura Perfume de murta

Chuva, lagrimas de nosso amor Lago de uma flor

Sua musica

Suaviza a minha dor De uma paixão Que já se foi Chuva, chuva

Pingos de uma vida sofrida Vivida e adormecida Abatida e perdida As vezes pela chuva Em seu dia-a-dia É com a lua Que me adormeço No seu sossego

(75)

Dia de chuva

Um dia estava chovendo Me encostei na janela E fiquei escrevendo...

Canteiros perfumados

(76)

Lá estava as minhas narinas

Exalando aquele espaço geográfico No qual me fascinou

A muito, muito perfume...

Talvez o coração

Penetrasse a pura mancha De amarelo em veias,

Aqueles canteiros petrificados de girassóis...

Uma gota, duas gotas de baunilha Em minha face

Cor de caramelo, a pele Fascina, me assina

Seu toque de pôr-do-sol...

Os pés balançam no balanço da saudade E o coração palpita

Vai contente!

E ficam os girassóis

Trançados em minhas unhas...

Em teu perfume Eu me descanso

No balanço do teu chão, E o meu não

Se rasga em deixar aquela terra...

Nem espero o tempo da lua cheia

Porque ela sempre esteve naqueles girassóis, E a minha plena alma

Floresce naqueles rebentos adormecidos em perfume...

E o nosso amor Agora é como estufa

Onde crescem as nossas flores E ao seu redor brincam borboletas O nosso amor é um ninho

Que aquece os girassóis para os seus canteiros

O país do Outono

(77)

São as folhas vermelhas e secas Que caiem no chão

Formando um tapete de 3 metros, São os pés das pessoas

Que andam bailando De contente deslumbração Então o vento fica boiando

E escolhendo a quem ele irá soprar Então passa uma borboleta ruiva E se faz de ultima folha na arvore Passa um poeta, senta ao banco E começa a descrever aquela arvore

Passa uma criança de mãos dadas com a mãe Ela anda vagarosamente, para e olha

E com a boca suja de algodão-doce solta um sorriso Até um violinista para e começa a tocar seu violino

Até a cantora Kate Perry senta ao lado do poeta e escreve uma música Logo aparece um casal de japonês aparece dançando tango

Logo aparece rapazes vestidos de palhaços distribuindo flores E eu fico olhando da janela aquela tarde nublada

E eu fico maravilhada enquanto escrevo mais uma poesia...

(78)

Poesia enamorada Quando penso em você

Meu coração para pra respirar fundo Se acumula de sentimentos

E acabo me mergulhando nesta louca vida Como um perfume exuberante das rosas de maio Como um diário aberto e posto á ler

Como a aurora que renasce todo dia Como todas as noites de lua cheia

Como se os meus olhos se aprofundasse nos teus E neste contentamento

Bem aqui por dentro

O meu coração bate profundo

E vivo sem tristeza nesta linha do mundo Como se a minha vida fosse feita

Para amar e viver

E o resto não me importa mais Apenas você

Passos na madrugada

(79)

São passos vagarosos Melancólicos

Que debruçam na garoa E esquecem o tempo perdido Perdendo assim o resto do tempo As folhas caem sobre o vento E no contratempo

Eles choram pensamentos São passos adormecidos

Que adormecem no leito das aguas E se esquecem de correr

Para que correr?

Se na verdade perdi meu tempo E o encontrei no esquecimento Pois as estrelas olham e dizem:

“ Passos na madrugada, Ela os recolheu

E só deixaram seus rastros Que agora eu conto eles Rabiscados na areia”

De quem os governa Sobre uma cadeira de rodas

(80)

Pétalas se derramando do nada O nada se derrama

Sobre alguma coisa Porque eu não vejo Só vejo o meu reflexo Sobre um espelho

Então me acabo no mundo Me agacho no fundo E choro as pétalas

Ai, eu as sinto sobre o meu rosto E descubro que estou num jardim Elas caem de um jeito diferente Formando um coração

E os meus pulmões respiram suas folhas Que logo secam e respingam no nada A flor não aparece

Vejo apenas suas pétalas se derramando sobre o nada

(81)

Lágrimas boiando sobre uma sombra A sombra boia em lagrimas

As lagrimas boiam sobre uma sombra E se despedaçam em ondas

Que ao mar são entregues

Por isso as aguas do mar são salgadas E ninguém ás quer beber

E o nobre poeta se debruça nas areias

Degraus de altas escadas silenciosas

(82)

Elas silenciam Elas as escadas Altas e longas Que não quer

Mas quer me levar a algum lugar Meus pés medrosos

Tremem e sacodem De pisar nos seus degraus Silenciosos e tímidos Mas se eu pergunto Ou converso sozinha Escuto um eco repentino E lá se vai meus pés Sobre as escadas Vai estremecendo Vai sacodindo Sem eira nem beira E eu morrendo de medo Neste declínio da vida

Ode Laratacara

(83)

Laratacara Cararacara Raracaraca Rararaca Caracarata Iacaracara Laratacara Tacaracara Iaiaia Ilararaaca Iô iô Torotoroco Iotaraca Laralara

Locorororococoô (4x) Oh, oh, oh, oh, ah!

Lataraca Iô iô Ô ô ô Iê iê iê Laratacara

Nove horas em ponto

(84)

Nove horas em ponto Eu te encontro

Então vamos pular o muro E invadir o cinema

Invadir um restaurante E virar assaltantes Um anel de brilhante Um relógio de diamantes

E uma nota de euro aterrorizante Enfim, assaltantes por uma só vez Vamos tocar a campainha das casas E sair por aí correndo

Como dois renascentistas insensatos Pousamos numa praça

Depois voltamos nove horas em ponto

A despedida das ondas do mar

(85)

Eu estava ao mar

Meus pés estavam ao mar Eles estavam nas areias

Brancas e parecendo ornadas de brilhantes Estavam juntos, unidos num só segundos E os meus abraços?

Eu não sei,

Apenas vi meus braços Que ainda estão lá Dilatados, costurados No contrabaixo da orquestra Era seis horas

O pôr-do-sol surgia E os meus beijos também

Que ainda se arrependem de ter se grudado Na gola do terno dele

E por aí vou eu

Nas areias virando as costas E me despedindo do mar Por um dia

Pois sua maresia ainda me traz lembranças do contrabaixista E eu preciso esquecer...

Poesia:1997

(86)

Parecia pura manhã Não vejo o sol

Mas sinto o seu cheiro

Mas será que o sol passa perfume?

Eu canto sem sentir Ou eu sinto sem cantar Porque quem senti primeiro É o meu coração

E não a minha voz...

Então um passarinho Vem, voa e pousa

Sobre a minha língua feminina E rouba a minha voz

Por isso quando quero cantar Minhas lagrimas desenham Para definir meu canto...

Ou meu bem-querer

Tem que chegar perto do meu coração Sentir minhas batidas

E saber o que estou cantando

(87)

Jardim cheio de sol O sol brilha o jardim E o jardim o retribui Com o cheiro das flores Só fico por desilusão Porque a noite vem

E acabo me adormecendo por nove semanas...

Então me busco na noite A lua de tão inocente Nem percebe

Que infelizmente

Um poeta chora em seu leito

(88)

Nossas almas sossegadas O acalento nos acalmou A brisa nos abraçou Em um só segundo

Que se passou pelo mundo E as nossas almas?

Foram por aí Saíram á passear Sem nem querer

Jogar um beijo ao vento Porque se jogasse Eu subiria ao poste

E o-arremataria em meus lábios Seria o primeiro dos beijos Que acariciariam minha alma Seria um golpe apaixonante Uma bala de doce de leite Que sairia de um calibre 38 E assim minha alma Encontraria a sua

Afim de nunca se desencontrarmos Nossas almas sossegadas

Vivem cantando De cá e da cola Prometidas a se amar Por 365 milênios

(89)

Os lírios novos estão nascendo e os velhos alcoólatras E agora chegaste a primavera

Os botões se abrem em flor Eles se abrem para o despertar E lá se vai borboletas de várias cores Vão contentes colibris também Beber cascatas de aguas azuis Por onde lava as asas e seus bicos Os lírios novos estão florindo E os velhos alcoólatras REPITO

Os lírios novos estão florindo E os velhos alcoólatras

E saíram por aí espalhando o seu perfume...

(90)

O perfume da flor morta

Suas pétalas foram jogadas ao vento Não sei por onde foram

Ela morreu sem saber de nada Não sabendo de nada ela morreu Uma criança veio com suas mãozinhas E a-arrancou para a sua mãe

E lá se foi a criança Em meio caminho, A flor em desalento Deu três respiradas E entregou sua vida Que sem saber por onde ir Se deixou levar ao vento Que levou sua alma contigo

Morri nas asas do vento

(91)

Eu fugia desnorteada Acaba dando freadas Não dormia, nem cochilava E depois caia

Mais eu fugia Eu perdi um sopro

Um sopro de minha alegria E então eu fugia

Pulei janelas

Telhados, apartamentos Arrombei portas

Estava fora de mim Eu fugia, enfim Foi então

Quando subi ao topo E abracei a minha alegria Meus cabelos se arrepiaram Eu e a alegria

Nossas mãos se separaram Fechei os olhos em despedida E morri nas asas do vento

(92)

Desespero abominável

Eu me desesperei terrivelmente Você não percebeu

Nem eu De repente ...

Aconteceu ...

Perdi o controle da situação Fiquei tão desesperada Que sem eu ver

Você roubou o meu coração E ate hoje estou aqui

Toda maluca a sopros de te encontrar Tanto que posso perder a cabeça

Então me olho no espelho todos os dias E fico me perguntando

O que fazer agora Nessa altura da vida?

(93)

Céu conclusivamente trágico Vamos sair pra observar o céu Que neste momento

Esta se formando uma tempestade

Ate os passarinhos já foram pra suas casas E aí quem sabe escrevermos o nosso nome Em uma nuvem

Escrevermos alguma coisa

Então vamos ver as letras dos nomes escritos Respingados nas calçadas e nos asfaltos Pra depois pegarmos uma pá e vassoura Juntarmos as letrinhas cuidadosamente E colar entre os cômodos da casa Como brincadeira divertida Assim aprendemos a disfarçar Um céu que pareça trágico Ou triste

Pois daqui a pouco vai chover

(94)

O destino que pensava Eu e você

Pensávamos

O destino pensava...

Nós sentimos o silencio da tarde E a calma das três horas,

Era um segundo Era o mundo O nosso sentido Num só destino...

Então saímos á beira mar

Só nos faltava uma só coisa: beijar, Beijar um fio do mundo

Dois lábios ao tocar Num só segundo...

Aí nós pegamos um trem

Daqui para trezentos quilômetros Só para sentir nossos abraços Ficar por aí bem abraçadinhos Colados com Super Bonder Afim de nunca se separarmos...

Depois sentimos uma breve chuva Apenas umas gotas de orvalho

Em nossos singelos rostos magníficos, Deitamos sobre as areias

E visualizamos a lua As estrelas...

Pegamos um pouso de avião E deixemos o nosso amor forever Fluir na mente

(95)

Versos alcoólicos

Capítulo I

Escrevi e reescrever

Então as palavras podem de repente cair do céu, ou Se desfazer em letras

Sem fixarem em minhas poesias Se introduzirem no horizonte E no transcorrer do dia Choverem nos fios de cabelo De anjos

De serafins De querubins De arcanjos

[...]

Que tal eu debruçar na janela E esperar o seresteiro?

Mas agora, eu e a lapiseira

Vamos nos apresentar nestas múltiplas linhas de papel E te contar como conheci a poesia...

Foi tal fascínio,

A essência alfabética que pulou muros e portões

(96)

Passou madrugadas a me encontrar E de repente naquele instante deserto

Um vento prévio sem sombra nenhuma veio por naufragar, Atravessou a minha alma,

E sem nenhuma evidencia

Ou qualquer penetrante sentimento Vento

O tempo

E os pensamentos A qualquer momento Da minha vida

[...]

A vida parecia um sol poente, uma luz suficiente que sopra sobre um espirito, que sopra um soprador, um amor, sim você.

Pulei um sonho prateado da vida, fui me arrumar e durante a noite presenciei algo que estaria sempre percorrendo sobre as minhas veias sanguíneas.

Algo inacreditável aos meus olhos que naquele momento seriam solua...

Seria uma estrela rara, mil diários em linhas, mil sonhos prateados da vida, palavras murmuradas ao vento, um fascínio juvenil de doirou e azula as maravilhas dos oceanos do mundo inteiro.

Então, a poesia pôs uma das mãos em um dos meus ombros, claro, senti um calafrio, um arrepio.

[...]

Sentei-me na cadeira e pôs a conversar com a poesia, ela me olhava contente parecia um raio de sol reluzente

Parecia pétalas de rosa felizmente Parecia alma pura de veste branca

Parecia o ponto do recomeço no horizonte

(97)

Então ela (poesia) percebeu as batidas do meu coração, porquê naquele instante estava confusa, foi então que ela olhou para o céu, fez um gesto com se falasse com a lua, buscou uma luz em meus olhos e disse:

- Uma poeta nasce ao mundo nesse instante!

Capítulo II O contrabaixista

Foi um fascínio imenso me deparar com seus olhares, foi tão forte o tal do sentimento, que enquanto estava sentada, a paixão desceu aos pés, e meus pés sapatearam, visto nisso o coração enlouqueceu, pensei até que seria introdução de um romance, um sereno amor proibido, um amor de flor e beija-flor, um sopro de anoitecer em minhas vidas.

A TPM pulou a janela das emoções. Porquê agora abrirei espaço, não só um espaço emocionado, absolutamente tudo: janelas, portas, ate o teto desde a alma ao coração.

Pra quem?

Para o amor...

Ah, o amor, ventos suspirados nas cortinas, tecidos e laços de flores feito coroas de amanhecer, jasmins e lírios espalhados feito tapete nos rebentos de riachos. Pombas que pousam sobre vozes femininas de fadas borboletas.

Beijinhos perfumados de begônia saboreados em chocolate em pó.

Bogaris incrustados de brigadeiros suspensos em varal de chantilly e framboesas. Fios de cabelos sabor queijadinha com uma serena e leve fragrância de confetes e suspiros.

Margaridas com seus cabelos, cujo o shampoo tem cheiro de goiabada com creme de leite. Sonhos envolventes cujo o perfume é de quindim e tortas de pêssego.

Chapéu de jardineiros saborosos e feitos de iogurte de coco com Ferrero Rocher e múltiplos pedacinhos de bombom Cacau Show colocados em isca para peixes com cobertura de caramelos e leite condensado.

Bombons Alô Doçura feito corola de rosas vermelhas que tem cobertura de glacê e açúcar caramelizado. Curau de milho esquecidos numa praça de doce de abóbora, em que a água que é jogada para cima é Coca-Cola.

Pedaços de bolo floresta negra pendurados nos galhos de arvores, cuja as ramagens são raspas de limão.

(98)

Confetes coloridos feito carnaval debruçados em travesseiro de salada de frutas. Tigela de doce de mamão com suco de melancia numa travessa de prato de glacê sabor pitanga.

Assim era o meu coração, doce...

Os meus pensamentos se agitavam em arco-íris e notas musicais e os meus ouvidos ouviam o toque de suas mãos no contrabaixo.

Conforme os dedos desciam as cordas, os meus olhos acompanhava, quando suas mãos segurava o contrabaixo, os meus olhos olhavam seus olhos afim de celebrar aquele amor. Tão imaturo, tão recém-nascido!

Que os meus sentimentos agora só queira se acomodar no afago do seu peito tranquilo. A rua agora pra mim é doce, tudo é doce.

Quase mordo a língua achando que é doce, como seu beijo que eu ainda não provei. E busco enquanto respiro o reflexo que a paixão deixou em minhas memórias.

Capitulo III

As portas do coração

As portas do coração estão se abrindo nesse momento, nesse segundo, nesse instante que conheci com um imenso prazer a poesia.

Forte amiga, grande companhia de minha vida, uma humilde energia que até hoje flui em minha alma.

Parece as cores dos vitrais das janelas do meu coração, e eu ainda procuro cores novas para preencher as nobres portas.

Sentimentos que chegam sem demora, que chegam como borboletas azuis, encantadoras e esplendorosas, com uma luz em cada um de seus olhinhos.

Sentimentos que sacodem as cortinas da alma e flui fina esperança cor violeta esverdeada.

Sentimentos que se formam como liquido, passa pelos olhos e escorrem como tempero salgado no rosto de alguém que não quer chorar, mas que chora.

Sentimentos que se formam como adubo divino, como fermento biológico caem no estomago e alimentam os meus pés de pêssego, ah sim, grandes e frondosos pés de pêssego.

Sentimentos que sobe as escadas e logo submergi as águas sanguíneas, sentimentos que atravessam paredes estomacais e percorrem o corpo todo, todos unidos nas veias sanguíneas.

Sentimentos que resultam em pensamentos que resultam em ações.

(99)

Sentimentos que ocupa o espaço geográfico, em todo lugar, em todo transcorrer do dia.

Capitulo VI

O oceano inundando o meu ser

As aguas do oceano se aprofundaram, e logo se escorreram em meu rosto.

A inundação do meu ser foi por um certo recheio de palavras e emoções em que a poesia me contagiou.

Eu e as minhas mãos se uniram feito cirandinha, e os meus dedos se abraçaram na lapiseira de fortes tons de rosa. A inundação foi inteiramente melancólica.

E por aí foram as folhas que eu tanto escrevi, em que eu fiz questão de jogar as minhas emoções.

Emoções sim, aquelas que preenchem as veias cardíacas, ou que muitas vezes as reconhecemos a partir do momento que estamos de frente com alguém. Então esperamos cair a imensidão do entardecer, horizontes a margem da noite, ou então o coração do silêncio se encarrega, ele próprio de se enfeitiçar com os olhos meigos.

Eis que sobre vem o cair da tarde, e chega o cantar da noite, e eu estou sobre a janela, debruçada, sem nem piscar um de meus olhos, pois quem esta piscando são as estrelas.

São os meus olhares que havia entregado ao contrabaixista, mas ele os entregou as constelações.

Meu peito tranquilo palpita, o coração dança samba descontroladamente, eu sinto minhas pulsações cada vez mais fortes.

Ai de mim! Se nossas mãos se tocarem, a minha na sua e a sua na minha. Como duas fadas dos amores dançando o balé da peça “ O quebra-nozes”.

A minha mente se transbordaria de chocolate e de tanto amor que meus lábios sopram feito cantar de pássaros por ti. E por nossa ventura, sairmos de corações flechados e de almas possivelmente enamoradas.

(100)

Capitulo V Flores de veludo

E então eu sentiria tanto amor sem ao menos sofrer, que se as lagrimas escorrem dos meus olhos serão chuvas de verão.

Seria o coração forte e pulsante, em que naquele momento, em que escorreu tais mãos sobre o contrabaixo, ele (o coração)abriu suas pétalas. Abriu assim florescidas, cores fortes se explodiram no espaço.

Pétalas adormecidas em oceano, oceano sem fim, um fim que nunca ira ultrapassar o coração, que não escolhe a quem tem que amar, por que simplesmente as coisas acontecem assim

profundamente, de repente.

Aí o sol nascente cai na boca do estomago e te faz vomitar rosas cor de sangue. Olhos que se sufocam em flores e mais flores de veludo, flores que se abrem em botões e soltam aroma de amora e lichia.

Esse aroma come palavras, come os meus sonhos, fazendo com que eu permaneça a pensar eternamente.

Mas na verdade eu só quero eternamente usar roupas com estampas de sentimento.

Sentimento que palpita o meu peito.

Sentimento que estanca o meu sangue.

Sentimento que faz moradia em meus neurônios.

Sentimento que fecha uma porta, mas abre duas janelas.

(101)

Capitulo VI As rosas de maio

As rosas de maio nasceram as nove horas do dia 25, abriram-se em botões e vieram para me inundar de frescor.

Então eu me deixo respirar esses perfumes, e acabo com a sensação de estar tirando o coração do peito adentro para contar as batidas, no momento em que passa o meu bem querer.

Ah! Os meus olhos, como piscam alucinados! Colírio da alma!

É como aqueles pedacinhos de quindim saindo do forno, tortas de pêssego em calda. Nozes adocicadas com mel respingadas em umas taças de champanhe...

... se o sonho fosse inútil não teria duas pernas, e boca sorri Balbucia o frasco de perfume

Lume Ciúme Fume O cigarro Me agarro

Nos cachos da borracha.

Eu nado no nada da piscina Tu nada e nada do lado O lado tímido desmaia Na manga da blusa

Com cheiro de manga madura Toma, esta fruta!

Madura

(102)

Que atura Ate dura Na lua

Daqui da rua...

A manga Anda Balança Dança Canta

Fita a fita do cabelo Do escabelo

Deixo O eixo

E acho o cadarço Do sapato

Nos galhos da tua orelha.

O lápis escreve A borracha apaga A estrela deserta No som da praça O sábia e a Kátia A Kátia e o sábia

Lançam seus braços para dançar...

E neste embaraço Eu jogo o baralho

(103)

E acho um barato Manga, laranja e banana Dançando havaiana Com a princesa Daiana Até a velha de bolsa Deixou de lavar louça

E se escondeu no guarda-roupa, O sapo sufocado

Caiu no buraco Ficou desmaiado E dormiu de lado E dona Chiquinha Mas que gracinha!

Comprou uma cinta Pra sua galinha,

Que pisou numa florzinha Toda dodóizinha...

Referências

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