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Revista Brasileria de Teleodontologia

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Academic year: 2021

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Atualização Profissional

Radiopacidade dos Materiais Estéticos Restauradores: Propriedade Básica

The radiopacity of aesthetics restoratives materials:Basic Property

Nielcy Sampaio GÜTHER 1 Luiz Carlos PARDINI 2

______________________________________________________________________________

GÜTHER, N. S.; PARDINI, L.C. – Radiopacidade dos Materiais Estéticos Restauradores: Propriedade Básica Rev. Bras. Teleodonto. v.1, n.1, p.17-29, maio./jun. 2005

RESUMO

Este artigo de atualização apresenta a conduta orien-tação necessária para a escolha correta do material odontológico (Estético Restaurador) objetivando a melhoria da qualidade da imagem radiográfica (radio-pacidade) contribuindo para o diagnóstico e o atendi-mento do paciente.

UNITERMOS

Radiologia; Ensino; Radiopacidade; Aprendizado; Bi-ossegurança; Estéticos, Restaurador.

____________________________________________________________ 1 Doutorado em Reabilitação Oral (FORP / USP)

Membro do Grupo de Pesquisa do LACIRO (FORP / USP) LACIRO (Laboratório de Análise e Controle da Imagem Radiográfica Odontológica)

Brasil

2 Livre Docente em Radiologia

Docente da Disciplina de Radiologia Básica Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto Universidade de São Paulo

Brasil

ABSTRACT

This article of necessary update presents the behavior orientation for the correct choice of the dentistry mate-rial (Aesthetic Restorative) 0objectifying the im-provement of the quality of the radiographic (radiopac-ity) contributing for the diagnosis and the attendance of the patient.

UNITERMS

Radiology; Radiopacity; Teaching; Learning; A es-thetic, Restorative

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INTRODUÇÃO

Em função das alterações fisiologia da cavi-dade bucal mediante o envelhecimento e o com-portamento de hábito alimentar existe uma relativa mudança na “estética” do ser humano.

A Literatura Científica tem relatado condutas e procedimentos que podem alterar os aspectos clínicos dos dentes naturais, com destaque para os antibióticos, o tabagismo, os alimentos sólidos e os líquidos (refrigerante café e chá).

Esta alteração da coloração natural do dente é devido a absorção dos pigmentos contidos nos alimentos, sendo mais percebidos quando estes pigmentos estão em alta concentração como acon-tece com o café, o refrigerante e chá. Esta situação pode estigmatizar o paciente: “sorriso manchado”

Para esta alteração na coloração do elemen-to dental tem sido preconizado o “Clareamenelemen-to Dental”, sendo que o método é aprovado pela American Dental Association (ADA), sendo que a durabilidade está intimamente dependendo dos hábitos do paciente. Em Odontologia está aprimo-rando os conhecimentos técnicos e científicos rela-cionados com a “estética” em relação ao diastema (espaço entre os dentes) e as restaurações metáli-cas e antiestétimetáli-cas:

No Brasil, atualmente, neste século XXI exis-te a incursão para o Ensino e o Aprendizado da a Odontologia Estética que tem aprimorou os materi-ais e métodos (técnicas) para disponibilizar e ofe-recer ao paciente a qualidade e a melhoria visual (sorriso agradável) para atender os desejos e an-seios do paciente que desejam mudança na apa-rência dos seus dentes.

Com as necessidades estéticas cada vez mais valorizadas pelos pacientes, não somente nos dentes anteriores, mas também nos posteriores, tem aumentado a procura por restaurações estéti-cas para dentes posteriores do tipo “inlay/onlay”, de resina composta ou porcelana, onde somente seria possível uma restauração metálica fundida, pelo tamanho e quantidade de remanescente den-tal (Galan Jr. & Namen, 1998).

O uso de restaurações de resina composta em dentes posteriores, como uma alternativa ao amálgama, tem aumentado substancialmente. Isto é devido, em parte, ao aumento do interesse pelos materiais estéticos, em detrimento dos materiais metálicos. Outro aspecto a ser considerado se en-contra especialmente relacionado a preocupações acerca do mercúrio em restaurações de amálgama (Leinfelder, 1991).

Esta pesquisa objetiva a atualização os Ci-rurgião-Dentista quanto a importância do conheci-mento sobre matérias restauradores estéticos com ênfase na propriedade: ”Radiopacidade”

PESQUISA TEÓRICA

Verifica-se atualmente a ampla divulgação por meios de comunicação de quase um culto à beleza e à estética, fazendo com que os pacientes reclamem e questionem o cirurgião-dentista quanto o uso de materiais restauradores alternativos, par-ticularmente aqueles denominados estéticos (Rubo & El-Mowafy, 1998).

Realizando a consulta da Literatura Científica de-nota-se a escassa existência dos Conteúdos Programá-ticos que abordam sobre Odontologia Estética e, em especial com relação a propriedade denominada de ra-diopacidade.

A Radiopacidade é de fundamental importância pois permite o Cirurgião - Dentista realizar o Diagnostico Diferencial entre as estruturas dentais (Esmalte e Denti-na), Material Restaurador e a Lesão de Cárie

Consultando a literatura, livros textos e periódicos (impresso e online) observa-se a preocupação dos pes-quisadores sobre a Radiopacidade dos materiais estéiti-cos

Paralelamente foram consultadas as referências “database” junto a WEB:

- BBO (http:// wwww.birene.br); - MEDILINE (http:// wwww. birene.br); - NLM (http:// publimed, com)

- PODAE (http://podae.forp.usp.br/) - LACIRO (http://www.forp.usp.br/laciro)

Cumpre salientar fque a radiografia é um instru-mento auxiliar no Diagnóstico, no Planejainstru-mento e no Tratamento em Odontologia Estética.

É com a a imagem radiográfica que o Cirurgiã-Dentista realiza o Laudo Radiográfico (interpretação ra-diográfica) para delinear e propor ação que resulte em melhoria das condições da cavidade bucal e estética do paciente.

CONSIDERAÇÕES

Com as necessidades estéticas cada vez mais valorizadas pelos pacientes, não somente nos dentes anteriores, mas também nos posteriores, tem aumentado a procura por restaurações estéti-cas para dentes posteriores do tipo “inlay / onlay”, de resina composta ou porcelana, onde somente seria possível uma restauração metálica fundida, pelo tamanho e quantidade de remanescente den-tal (Galan Jr. & Namen, 1998).

O uso de restaurações de resina composta em dentes posteriores, como uma alternativa ao amálgama, tem aumentado substancialmente. Isto é devido, em parte, ao aumento do interesse pelos materiais estéticos, em detrimento dos materiais metálicos. Outro aspecto a ser considerado se en-contra especialmente relacionado a preocupações acerca do mercúrio em restaurações de amálgama (Leinfelder, 1991). Somando-se a isso, deve-se considerar a ampla divulgação por meios de

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comu-

nicação de quase um culto à beleza e à estética, fazendo com que os pacientes reclamem ao cirur-gião-dentista o uso de materiais restauradores al-ternativos, particularmente aqueles estéticos (Rubo & El-Mowafy, 1998).

O cimento de ionômero de vidro, recente-mente introduzido na profissão odontológica por Wilson & Kent (1972), tem sido usado extensiva-mente porque oferece algumas vantagens em rela-ção aos outros cimentos, como a adesão à dentina, e a liberação de flúor (Mount, 1989; Swartz et al., 1984; McCourt et al., 1990; Mount, 1999). Entretan-to, como todos materiais odontológicos, apresenta também suas limitações, e uma compreensão clara das características de manuseio torna-se impres-cindível. Por serem cimentos à base de água, com reação de presa do tipo ácido/base, a manutenção do equilíbrio hídrico é importante e essencial no desenvolvimento da própria translucência, quando o material é usado para situações estéticas (Bara-tieri et al., 1998; Mount, 1999).

Desenvolvimentos recentes levaram à intro-dução na prática odontológica de versões híbridas de ionômero de vidro/resina composta, que são fo-toativadas, e incluem o cimento de ionômero de vi-dro modificado por resina e a resina composta mo-dificada por poliácidos (McLean et al., 1994). O primeiro material basicamente é um cimento de po-lialcenoato de vidro com um componente resinoso fotoativado (Croll, 1998; Mount, 1994; Mount, 1999). O segundo material é uma resina composta, na qual a carga é um vidro similar em muitos as-pectos ao ionômero de vidro (Dorin Ruse, 1999; Mount, 1999), e que muitas vezes, na literatura o-dontológica, este material é designado pelo termo “compômero”, considerado menos correto por Mount, 1994a. Estes materiais híbridos têm sido usados para muitas situações clínicas, tais como restaurações em dentes decíduos, material para base/forramento, para reconstrução interna e como material para restauração retrógrada radicular (Si-dhu & Watson, 1995).

Nas cavidades a serem restauradas com ma-terial estético, os materiais a serem usados como base/forramento, aqueles destinados à reconstru-ção interna (Christensen, 1998), no caso de destru-ições maiores, necessitam também serem estéti-cos, devido à translucidez, pois um material que fornece escolha de cor semelhante à dentina, pos-sibilita melhor resultado estético (Briso & Pimenta, 2001). Os materiais híbridos têm a mesma aplicabi-lidade clínica dos materiais convencionais para es-ta proposes-ta, mas diferem em alguns aspectos, pelo fato de apresentarem menor grau de solubilização, melhores propriedades mecânicas, serem mais es-téticos, entre outros aspectos (Fraga, 1997), módu-lo de elasticidade semelhante ao da dentina,

libe-ração de flúor e capacidade de adesão (Briso & Pimenta, 2001). Além disso, o procedimento de adesão, realizado conjuntamente à aplicação des-tes materiais, tem ampliado notadamente o uso de materiais à base de resina por gerar uma forte uni-ão entre a resina e o dente, constituindo assim, a base para vários procedimentos odontológicos ino-vadores (Anusavice, 1998).

Atualmente, além dos materiais híbridos, as próprias resinas compostas têm sido usadas como material para núcleo de preenchimento (Christen-sen & Christen(Christen-sen, 1995; Baratieri et al., 1998).

A radiopacidade nestas situações clínicas é um requisito dos mais importantes para permitir a identificação entre o material restaurador e a estru-tura dental. Esta habilidade para contrastar é deci-sivamente valiosa durante procedimentos de diag-nóstico para distinção entre estrutura dental, mate-riais de base/forramento e lesão de cárie (Shah et al., 1997).

A radiopacidade relativa de materiais restau-radores é um importante auxiliar para o diagnóstico de cáries secundárias, detectar excessos de mate-rial restaurador sobre as margens cervicais de su-perfícies proximais, determinar o contorno proximal de restaurações, como também o contato com o dente adjacente e a distinção do material forrador ou restaurador de vazios ou fendas (Curtis et al., 1990; Akerboom et al., 1993; Hara et al., 2001).

Com base nas informações acima e conside-rando o crescente aumento no uso de materiais es-téticos em dentes anteriores e posteriores, decidiu-se avaliar a radiopacidade de alguns destes novos materiais.

ODONTOLOGIA BASEADA EM EVIDÊNCIAS

Devido aos materiais híbridos de ionômero de vidro / resina composta, serem muito recentes no mercado odontológico (Literatura Científica), não existem muitos trabalhos científicos publica-dos, principalmente quanto a propriedade básica: “Radiopacidade”.

ABOU-TABL et al. (1979), resolveram inves-tigar a radiopacidade de resinas compostas e com-pará-las com o nível de radiopacidade requerido clinicamente para um material restaurador. Foram feitos corpos de prova de 6 mm de diâmetro e 25 mm de espessura. Empregaram dois padrões de referência para radiopacidade. Um deles foi uma fatia de dente humano de 2,5 mm de espessura, incluindo fatias de esmalte e dentina. O outro pa-drão foi uma escala de alumínio com espessura escalonada por degraus, indo de 1 a 8 mm. O filme foi exposto a 50 kV, 7 mA, com um tempo de expo-sição de 0,2 s e distância foco-filme de 305 mm. As variações de densidade óptica foram registradas em um microdensitômetro. Como resultado

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encon-traram que a maioria das resinas compostas avali-adas tiveram radiopacidade bem abaixo daquela da dentina. Algumas delas (Smile, Prestige, Adap-tic Radiopaco) tiveram radiopacidade pouco acima daquela da dentina. Um material (Cosmic) apre-sentou radiopacidade maior que aquela do esmal-te. Concluíram que se o material deve ser radiopa-co para facilitar a detecção de cárie secundária, deverá ter radiopacidade não menor que aquela de dentina.

COOK (1981) investigou a radiopacidade de 33 resinas compostas disponíveis comercialmente, em termos de suas equivalentes espessuras de uma liga de alumínio por unidade de espessura do material. Foram construídos corpos-de-prova com 1, 2 e 4 mm de espessura e duas escalas de alu-mínio: uma com cinco degraus de 0,35 mm e outra com dez degraus de 1 mm. Usou dois tipos de fil-me de raios X, oclusal e periapical e 3 aparelhos de raios X. Os raios X foram gerados a 70 kVp, 10 mA, distância foco-filme de 300 a 400 mm, e fo-ram usados 0,3 s de exposição, para que a densi-dade do filme radiográfico processado ficasse entre 1,5 e 2,5 incluindo base e véu. As densidades ópti-cas dos espécimes e de cada grau da escala foram usadas para construir um gráfico. Através da equa-ção RO = A/S x 100, a porcentagem de radiopaci-dade relativa (RO) à liga de alumínio pode ser cal-culada, usando a espessura equivalente da liga de alumínio (A) e a espessura do espécime (S). Como resultado, obteve que, aproximadamente 30% dos materiais testados foram menos radiopacos que a dentina. Todos os materiais ditos radiopacos tive-ram radiopacidade maior que àquela da dentina. Ressalta que um limite mais alto de radiopacidade, talvez semelhante àquele do esmalte, deva ser re-querido, quando um material, por um teste perito, é certificado como radiopaco.

FERREIRA et al (1986) fizeram este estudo para avaliar a densidade radiográfica de 10 resinas para dentes posteriores. Cavidades oclusais pa-dronizadas foram preparadas em molares inferio-res, sendo que, 10 cavidades foram preenchidas com cada resina. As restaurações foram radiogra-fadas usando uma técnica padronizada. As densi-dades radiográficas das restaurações foram deter-minadas com densitômetro digital, sendo que um valor alto indicou baixa densidade e vice-versa. Seis áreas foram medidas sobre cada espécime e foram avaliados 10 espécimes de cada material. Foi calculada a média das densidades radiográfi-cas para cada material. Como resultado encontra-ram que 3 resinas não são adequadas para serem colocadas em dentes posteriores (EPF 40, P-10 e Sinter Fil). As resinas mais radiopacas foram Oc-clusin, Ful-Fil, Post Com II LC e Herculite, nesta ordem decrescente.

OMER et al. (1986) determinaram a radiopa-cidade de 21 resinas compostas para dentes pos-teriores, com referência a uma escala de alumínio e uma equivalência em espessura de esmalte e dentina. Construíram 15 espécimes de cada resina com 5 mm de diâmetro e 2,5 mm de espessura. Os espécimes foram radiografados junto com a escala de alumínio, uma pequena porção de cobre puro de 0,25 mm de espessura e uma fatia de 2,5 mm de um molar permanente. Utilizaram 65 kVp para obter as radiografias e não houve nenhuma men-ção sobre os outros fatores radiográficos. A radio-pacidade dos materiais foi medida com densitôme-tro de transmissão. Treze resinas compostas exibi-ram valores de radiopacidade maior ou igual àque-le apresentado pelo esmalte, e cinco resinas com-postas foram menos radiopacas que a dentina e-xaminada.

Como a radiopacidade é uma propriedade desejável nos materiais restauradores, STAN-FORD et al. (1986) decidiram avaliar 12 resinas compostas. As radiografias foram tomadas a 70 kVp com corpos-de-prova em forma de discos com 1 mm de espessura. Em cada radiografia foi incluí-da uma escala de alumínio como um padrão intrín-seco. As densidades ópticas das imagens radiográ-ficas foram medidas usando um microdensitôme-tro. Em um molar humano foi preparada uma cavi-dade Classe I, que foi usada para simular uma comparação clínica. As exposições foram feitas com a cavidade preenchida com resina não-polimerizada. Como resultado foi observado que a maioria das resinas avaliadas foram distingüíveis da estrutura dental adjacente. Nenhum consenso ocorreu entre os 5 avaliadores das radiografias so-bre o grau mínimo de radiopacidade requerido.

Preocupado com o aumento da aceitação e uso das resinas compostas no mercado, GOSHI-MA (1986) estudou o grau de radiopacidade de 10 resinas compostas presentes no mercado naquela época, e comparou com o nível desejado clinica-mente. Um escalômetro de alumínio foi usado e consistia de 5 escalonagens com 1, 2, 3, 4 e 5 mm, sucessivamente. Uma escalômetro similar foi feito de cada resina composta avaliada. Radiografias fo-ram feitas de cada uma das escalas de resina composta e de alumínio e a densidade medida com um densitômetro. Cavidades de Classe II foram preparadas em dentes humanos extraídos e res-taurados com cada uma das resinas compostas e com o amálgama. Os exames radiográficos foram feitos usando 60 kVp, 10 mA, distância foco-filme de 30 cm e tempo de exposição de 0,3 s. Um den-sitômetro foi utilizado para fazer as leituras. Como resultado, encontrou que o primeiro grupo de resi-nas (Estilux, Adaptic Radiopaco, Smile, Clearfil Post, Microrest Core e Clearfil Core) apresentou

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uma distribuição de densidade óptica semelhante àquela do escalômetro de alumínio, enquanto o segundo grupo (composto somente por P-30) e o terceiro grupo (Brilliant Lux, Bell feel e Bell feel Co-re) apresentaram densidade óptica bem mais bai-xa. Pelo exame das radiografias das três cavidades Classe II restauradas, somente uma marca comer-cial de resina (Brilliant Lux) foi aceitavelmente ra-diopaca para uso clínico, entretanto, concluíram que pode ser difícil distinguir do esmalte ou dentina quando empregada em camada fina ou em peque-na quantidade.

Com o objetivo de estabelecer os limites su-periores do nível de radiopacidade que devem ter as resinas compostas para dentes posteriores, WATTS, 1987b, estudou a radiopacidade de uma série de resinas compostas contendo vidro de bário e vidro de estrôncio. Concluiu que a radiopacidade foi relacionada à composição química da carga, e um valor excedente àquele obtido para o esmalte dental pode ser encontrado em 3 tipos de formula-ções: 1) carga de vidro de bário; 2) cargas de vidro de bário e vidro de estrôncio misturadas (contendo 35% ou mais por massa, no total de carga de vidro da mistura; 3) uma carga de vidro com conteúdo de estrôncio equivalente 40% de óxido de estrôncio. Entretanto, esta última formulação é pobre em re-sistência ao desgaste. Em uma resina de vidro de bário e de vidro de estrôncio, a radiopacidade de alto volume de carga excedeu a radiopacidade de outra resina composta, comparável devido à baixa porcentagem de radiopacificador neste vidro. Valo-res de radiopacidade maioValo-res que aquele do es-malte podem ser encontrados nas resinas compos-tas com fração volumétrica total de carga de 70%, onde a porcentagem em massa de óxido radiopaco no radiopacificador excede cerca de 20%, com uma espessura de 2,5 mm.

STANFORD et al. (1987) mediram a radiopa-cidade, em termos de valores em equivalência de alumínio, de amostras de resinas compostas fotoa-tivadas para uso em dentes posteriores, e avalia-ram a habilidade de observadores humanos distin-guirem a restauração da estrutura dental, usando radiografias do mesmo dente. Onze resinas com-postas fotoativadas foram avaliadas. Para cada ti-po de resina comti-posta foram feitas 3 amostras de quatro espessuras diferentes (1,5; 2,5; 5,0; 7,0 mm). As espessuras das secções de esmalte e dentina avaliadas alcançaram de 1,0 a 1,8 mm. As radiografias foram feitas usando 70 kVp, 10 mA e 0,25 s. Para cada radiografia foi usada uma escala de alumínio com escalonagem de 1 a 4 mm e um espécime de chumbo com 4 mm de espessura. A densidade óptica de cada imagem radiográfica foi medida usando um analisador de filme com um ori-fício de 2 mm. Foram feitas as leituras de cada

á-rea da escala de alumínio e áá-rea do espécime de chumbo. De cada área da amostra foram tomadas 3 leituras. Cálculos de regressão linear usando lo-garitmo da densidade óptica corrigida e a espessu-ra foespessu-ram feitos paespessu-ra cada resina composta, esmal-te, dentina e alumínio. O mesmo dente e preparo cavitário foram utilizados para todas as resinas compostas. As radiografias foram feitas inicialmen-te, sem a restauração e depois com a cavidade restaurada. Este foi o procedimento com cada uma das resinas compostas, mas sem polimerizá-las. As leituras de densidade óptica foram feitas em á-reas dentro da restauração e regiões da estrutura dental. Cada radiografia foi avaliada por cinco pro-fissionais, que avaliaram subjetivamente cada ra-diografia por contraste entre a restauração e a es-trutura dental, em três regiões diferentes da restau-ração. As avaliações foram feitas comparando a restauração com a estrutura dental adjacente con-forme tenha parecido menos, igual ou mais radio-paca. Concluíram que a radiopacidade de resinas compostas fotoativadas avaliadas abrangeram uma larga variação quando medida em milímetros equi-valentes de alumínio. Todas as resinas compostas para dentes posteriores usadas neste estudo foram mais radiopacas que a dentina, mas não necessa-riamente mais radiopacas que o esmalte. Com ba-se nos valores de equivalência ao alumínio para amostras com espessura de 2 mm, 5 resinas com-postas foram menos radiopacas que esmalte (Heli-omolar, Luma-bis posterior, P-30, Sinter Fil e Sta-tus). Avaliações clínicas das imagens radiográficas das restaurações com resinas compostas inseridas no mesmo dente feitas por observadores clínicos mostraram variações nas distinções da imagem ra-diográfica da restauração e estrutura dental adja-cente. Enalteceram o fato de que a alta radiopaci-dade na resina composta fornece fácil distinção, mas não houve nenhum consenso sobre o grau mínimo de radiopacidade.

Com a proposta de comparar as caracteríti-cas radiográficaracteríti-cas de um escalômetro de alumínio puro (99,5%) com aquelas de uma liga envelhecida típica, contendo 4% de cobre, e comparar ambos com a radiopacidade dos tecidos dentais humanos, WATTS, 1987a fez análises químicas dos dois ma-teriais usados para fabricar os dois escalômetros de alumínio em um microscópio eletrônico de var-redura usando um analisador de energia dispersiva de raios X. Fatias de esmalte e dentina humanos foram seccionados de dentes recentemente extraí-dos com espessura de 0,5 a 3,9 mm. Para medir a radiopacidade, as escalas de metal e as fatias de esmalte e dentina foram colocadas sobre filmes de raios X “no screen” com tamanho 18x13 cm. Os espécimes foram radiografados com uma voltagem de 65 kVp e 330 impulsos (5s) com distância

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foco-filme de 69 cm. Cada espécime foi radiografado cinco vezes. As densidades ópticas foram medidas para cada escala e para esmalte e dentina. Usando os dados obtidos escolheu uma das curvas como padrão, em termos de qual delas a radiopacidade de outras três substâncias pudesse ser reexpressa. Análise de regressão linear forneceu um coeficien-te de correlação de –1,000 em cada caso. A análi-se de regressão linear dos dados de radiopacidade para a escada feita com liga de alumínio, relativa àquela feita com alumínio puro, forneceu um coefi-ciente de correlação de mais +1,000, um intercepto de –0,0022 mm e uma inclinação de 1,4991 mm/mm. Esta inclinação é aproximadamente 1,500 e forneceu um fator de conversão para reexpressar os dados de radiopacidade obtidos relativos à es-cala da liga de alumínio em termos daquela de a-lumínio puro. Como resultado obteve que a densi-dade radiopaca de uma liga de alumínio envelheci-da típica contendo aproximaenvelheci-damente 4% de cobre foi significantemente maior que àquela do alumínio puro. Conseqüentemente, a radiopacidade dos ma-teriais quando expressa em termos de equivalência de alumínio puro é maior do que com liga de alu-mínio por um fator semelhante de 1,5.

CURTIS et al. (1990) resolveram avaliar as radiodensidades em equivalente-alumínio, do es-malte, dentina e 14 marcas comerciais de resinas compostas e determinar o grau ótimo de radioden-sidade para materiais compósitos visando facilitar o diagnóstico radiográfico. Dentes humanos recen-temente extraídos foram limpos e seccionados em espessuras de 1, 2, 3 e 4 mm. As secções dos dentes e uma escala de alumínio com iguais níveis de espessura foram radiografados com 70 kVp, 15 mA, distância foco-filme de 30 cm e usando tempo de exposição de 0,35 s. As densidades radiográfi-cas obtidas foram medidas com um densitômetro. Em todos os casos foram feitas 10 medições. Na segunda parte do experimento, uma escala de a-lumínio de 5 degraus, com 1, 2, 3, 4 e 5 mm de espessura foi usada como padrão para compara-ção da radiodensidade. Uma escala similar foi feita de cada resina composta em estudo. As radiografi-as foram feitradiografi-as de cada escala de resina juntamen-te com a de alumínio, usando os mesmos fatores de exposição. As radiodensidades foram determi-nadas com um densitômetro. A fase final do expe-rimento incluiu a simulação de lesões radiolúcidas ou vazios pelo corte de ranhuras de 0,5, 1 e 2 mm de profundidade em blocos da escala de alumínio, sobrepondo escalas de resina composta radiopaca sobre os blocos e radiografando a combinação. Encontraram como resultado que, somente 9 das 14 resinas compostas foram consideradas radiopa-cas, mas somente 5 delas (P-30, P-50, Herculite, Heliomolar e Prisma-Fil) possuíam

radiodensida-des que permitiriam distingüir cáries precoces e ou-tros defeitos pela detecção radiográfica. Já as resi-nas Ful-Fil, Prisma APH e Profile tiveram radiopa-cidades que foram muito maiores que aquela que do esmalte. Os achados deste estudo indicaram que a detecção de vazios subjacentes ou cárie re-corrente é facilitada quando a radiodensidade da resina composta é similar ou pouco maior que a-quela do esmalte.

TAMBURUS (1990) testou as resinas com-postas com o objetivo de verificar o contraste ra-diográfico das resinas compostas convencionais, híbridas e de micropartículas quando são empre-gadas variações de quilovoltagem como 50, 55, 60, 65 e 70 kV e sua equivalência com espessuras de uma escada de alumínio. Foi utilizada uma escala de alumínio de 8 degraus, com incrementos de 2 em 2 mm, variando de 2 a 16 mm de espessura. Utilizou 6 marcas comerciais de resinas compos-tas, sendo 2 convencionais, 2 híbridas e 2 de mi-cropartículas e construiu corpos-de-prova de 3 mm de diâmetro e 2 mm de altura. A distância foco-filme usada foi de 40 cm, com filtração de 2 mm de alumínio e incidência do foco de radiação perpen-dicular ao plano filme-objeto. As leituras ópticas das densidades das resinas foram realizadas com um densitômetro. Os resultados da pesquisa per-mitiram algumas conclusões: 1) as variações da quilovoltagem interferiram nas densidades ópticas das resinas; 2) as resinas Silux, Durafill e Concise em todas as quilovoltagens apresentaram densida-de óptica maiores que aquelas da espessura densida-de 2 mm da alumínio; 3) as variações de quilovoltagem não alteraram as relações entre as densidades óp-ticas das resinas e as densidades ópóp-ticas das es-pessuras da escala de alumínio; 4) as variações das densidades ópticas das resinas foram mais acentuadas entre as quilovoltagens 50-55, 55-60 e 60-65; 5) as resinas compostas híbridas apresenta-ram maior grau de radiopacidade e as de micropar-tículas foram as mais radiolúcidas.

MAIA CAMPOS & TAMBURUS (1991) pro-puseram um método para avaliar e comparar ra-diografias em relação à densidade óptica e con-traste. O primeiro passo foi aplicar um teste de re-gressão para múltiplas curvas sobre os dados ori-ginais medidos com o densitômetro. A espessura dos degraus da escala foi traçada sobre o eixo das abscissas e os valores da densidade óptica respec-tiva sobre o eixo das ordenadas. Os resultados in-dicaram que, a melhor curva de adaptação foi uma hipérbole de 2º grau (y = a + bx)-2). Através de uma transformação algébrica, o resultado passou a ser uma reta (y -½ = a + bx), o que trouxe algu-mas facilidades. O valor de “a” na equação indica a densidade óptica e o valor de “b “ indica o contras-te da radiografia. O contras-tescontras-te deve ser aplicado para

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cada radiografia, e estes dois conjuntos de valores numéricos são os dados experimentais das amos-tras que devem ser analisadas e comparadas.

WILLEMS et al. (1991) avaliaram a radiopa-cidade de 55 resinas compostas para dentes ante-riores e posteante-riores que foram quantificadas e comparadas com a radiopacidade do esmalte e da dentina. Usaram um computador para calcular a curva-padrão de densidade óptica como função da equivalência em espessura de alumínio. A interpo-lação linear transformou a densidade óptica do es-pécime em uma equivalência em espessura de a-lumínio. A radiopacidade relativa dos compósitos foi expressa como uma porcentagem da radiopaci-dade do alumínio e 17 resinas compostas mostra-ram radiopacidade maior que a do esmalte, 19 de-las mostraram radiopacidade mais baixa que da aquela da dentina. Materiais com radiopacidade menor que 40% de alumínio possuíam uma leitura densitométrica e de transmissão muito elevada que ficava bem acima do valor de densidade óptica de 0,5 mm da escala de alumínio. A maioria destes compósitos de baixa radiopacidade eram do tipo com micropartículas, contendo sílica coloidal. Estes compósitos exibiram radiopacidade mais baixa que a aquela do esmalte e da dentina. A maioria dos compósitos tradicionais tem radiopacidade bem abaixo daquela do esmalte, porque sua principal partícula de carga é quartzo, que não é radiopaco. Dos materiais estudados 30,9% entraram neste cri-tério. Concluíram que, várias resinas compostas para dentes posteriores disponíveis no mercado apresentavam radiopacidade maior que àquela do esmalte. Contudo, um número relativamente gran-de gran-de resinas compostas gran-destinadas para uso em dente posterior mostraram não possuir a radiopaci-dade necessária para esta aplicação clínica.

Com o propósito de avaliar comparativamen-te a radiopacidade de 4 marcas comerciais de resi-na composta fotoativada, recomendadas para res-taurar dentes posteriores pelos respectivos fabri-cantes, ÁVILA JUNIOR et al. (1993) confecciona-ram 3 amostras de cada material, em forma de dis-co dis-com 2 mm de espessura e 8 mm de diâmetro. Para obtenção das radiografias cujas densidades ópticas apresentassem uma diferença, realizaram um estudo-piloto, usando 2 fontes de radiação: um aparelho de raios X Dabi Atlante de 70 kVp e 10 mA e outro, Siemens de 50 kVp e 7 mA. A distân-cia foco-filme foi 40 cm para ambos aparelhos, com filtro de alumínio equivalente a 2 mm, com incidên-cia de raio perpendicular ao plano do filme-objeto. O tempo de exposição variou para cada aparelho, sendo que para o Siemens foi de 0,50 , 0,64, 0,80 e 1,0 s, e para o aparelho Dabi Atlante foi 0,7, 0,8, 1,0 e 1,5 s. Uma escala de alumínio e um corte de um dente humano, com 2 mm de espessura,

inclu-indo esmalte e dentina foram usados como refe-rência. Após o processamento ficou determinado que a utilização do aparelho Siemens com tempo de 0,50 s foi aquele que apresentou o melhor resul-tado. Foram feitas 3 radiografias de cada conjunto de amostras. A avaliação das densidades ópticas foi feita por 3 avaliadores calibrados. Os valores das densidades ópticas das amostras foram obti-dos através de escores de 1 a 4, sendo o escore 1 aquele referente à amostra mais radiopaca e esco-re 4 à menos radiopaca. Concluíram que, a esco-resina composta mais radiopaca foi a P-50, seguida da APH, Herculite XR e Adaptic II-P.

TOYOOKA et al. (1993) investigaram 12 sinas compostas reunidas em quatro grupos: 4 re-sinas compostas anteriores (Silux Plus, Brilliant Lux, Photoclearfil Bright e Palfique Estelite), 1 na composta posterior/anterior (Charisma) e 6 resi-nas compostas para dentes posteriores (P-50, Oc-clusin, Estilux Posterior XR, Heliomolar Radiopa-que, Clearfil Photo Posterior e Palfique Liteposteri-or) e 1 resina composta para preparos “inlay” (CVS). Todos os materiais foram condensados em moldes de 6 mm de diâmetro e 1, 2 ou 3 mm de espessura. Foram preparadas 3 amostras de cada material inclusive de esmalte e dentina com 1 e 2 mm de espessura. Uma escala de alumínio de 16 degraus, apresentando 1 mm de espessura cada degrau foi utilizada, e os materiais foram radiogra-fados utilizando uma técnica padronizada. A unida-de unida-de raios X foi operada a 70 KVp, 8 mA, distân-cia foco-filme de 26,5 cm e tempo de exposição de 0,4 s. A densidade radiográfica foi medida com um densitômetro de transmissão. A radiopacidade do espécime-teste foi expressa em termos de espes-sura equivalente de alumínio pela referência à cur-va de calibração para a densidade radiográfica da escala de alumínio. O conteúdo de carga inorgâni-ca da resina composta foi determinada a 575 & por aquecimento da pasta de resina composta em um analisador térmico. Um microscópio eletrônico de varredura e uma micro-sonda dispersadora de energia de raios X foram usados para identificar o tamanho e possibilitar a análise química das car-gas inorgânicas extraídas por acetona. Concluíram que as resinas compostas fotocuradas para dentes anteriores e anteriores/posteriores examinadas ti-veram 2 níveis diferentes de radiopacidade, isto é, radiolúcida e radiopaca, comparável àquela do es-malte humano. As resinas compostas para dentes posteriores e para preparos “inlay” examinadas a-presentaram-se radiopacas ou com um ligeiro ex-cesso ou mais intensa que o esmalte. O óxido de zircônio na carga foi um radiopacificador equivalen-te ou às vezes, mais forequivalen-te que óxido de bário.

AKERBOOM et al. (1993) testaram a radio-pacidade de 6 cimentos de ionômero de vidro

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usa-dos como material de base ou forramento, 7 resi-nas compostas para dente posterior e 7 cimentos resinosos. Foram feitas amostras dos materiais com 4 mm de espessura e também a amostra de alumínio, de esmalte e de dentina, na mesma es-pessura. O aparelho foi ajustado a uma distância foco-filme de 55 cm e distância filme-objeto de 5 cm. As radiografias foram expostas a 70 kV, 20 mA e 0,6 s de exposição. Um densitômetro de trans-missão mediu as densidades ópticas das amostras. Para obter uma curva de calibração, a escala de alumínio (0.5 mm a 20 mm) foi radiografada três vezes e foram determinados os valores médios da radiopacidade dos degraus. Os valores de radiopa-cidade das resinas e dos cimentos foram expres-sos em milímetros equivalentes de alumínio, por in-terpolação. Das resinas compostas estudadas, a Heliomolar (Vivadent) mostrou a mais baixa radio-pacidade e a Prisma APH, a mais alta. Em geral, a radiopacidade das resinas compostas pareceu ser mais alta que a de seus cimentos acompanhantes. Os valores de radiopacidade dos cimentos de io-nômero de vidro forradores mostraram diferenças significantes entre eles. O cimento Ionosit Base Li-ner (DMG) foi o menos radiopaco (2,3 mm equiva-lentes de alumínio), enquanto o cimento Zionomer (DenMat) (3,9 mm equivalentes de alumínio) apro-ximou-se daquela do alumínio (3,92 mm equiva-lentes de alumínio). O cimento de ionômero de vi-dro convencional, Ketac-Bond (Espe), pareceu ser mais radiopaco que o alumínio. Cimentos de ionô-mero de vidro modificados, como o Vitrebond (3M), Fuji Lining Cement (GC) e Base Line (Dentsply) fo-ram mais radiopacas que o esmalte dental.

Com o objetivo principal de comparar a ra-diopacidade relativa de cimentos de ionômero de vidro modificados por resina, SIDHU et al. (1996) compararam as radiopacidades relativas de três cimentos de ionômero de vidro modificados por re-sina (Vitremer - 3M, Fuji II LC - GC, Photac Fil- Es-pe), um cimento de ionômero de vidro modificado por resina experimental (V66 - Espe), dois cimen-tos de ionômero de vidro convencionais (ChemFil - Dentsply e Fuji Cap II - GC). Um amálgama sem zinco (Tytin - Kerr) em cápsulas e de presa lenta serviu como controle. Foram feitos 5 espécimes de cada material e de esmalte e dentina humanos com 1 mm de espessura. A unidade de raios X dental foi regulada para 70 kV, com corrente de 7 mA e tempo de exposição de 0,25 s. Os materi-ais foram radiografados em 2 grupos: o primeiro grupo era composto pelo amálgama, Chem-Fil, Fu-ji-cap II, esmalte e dentina. O segundo grupo con-sistiu de Vitremer, Fuji II LC, Photac Fil, V-66, es-malte e dentina. Em cada grupo foi usado um bloco de chumbo de 10 mm para assegurar uma peque-na parte do filme não exposta. Um densitômetro

fo-tográfico foi usado para fazer as leituras da ima-gem radiográfica dos espécimes, de cada degrau do escalômetro, e da parte não exposta do filme. Os valores, chamados de densidade radiográfica pura, foram derivados da equação: Densidade Ra-diográfica Pura = Densidade RaRa-diográfica Bruta – (Base + Véu). Gráficos foram traçados para loga-rítmo da densidade radiográfica pura das escalas de alumínio “versus” a espessura do alumínio (mm) para cada grupo. Concluíram que, todos os mate-riais testados, com exceção do Chem-Fil (0,42 mm equivalentes de alumínio) e Photac-Fil (0,22 mm equivalentes de alumínio), foram mais radiopacos que o esmalte e a dentina. O cimento de ionômero de vidro modificado por resina experimental, V-66, mostrou a mais alta radiopacidade de todos os ma-teriais testados (2,79 mm equivalentes de alumí-nio). Um dos 3 cimentos de ionômero de vidro mo-dificado por resina testados, o Fuji II LC, foi o mais radiopaco (2,38 mm equivalentes de alumínio) e o Photac-Fil o menos (0,22 mm equivalentes de alu-mínio).

SKARTVEIT& HALSE (1996), investigaram a radiopacidade de 21 materiais de ionômero de vi-dro, incluindo material para base e forramento de cavidades, restaurações, cimentações, selamento endodôntico e para hipersensibilidade. A densida-de radiográfica dos materiais foi comparada àquela dos tecidos dentais, amálgama e alumínio. Foram construídos dois espécimes de cada material, com 3 mm de espessura e 56 mm² de superfície. Espé-cimes de esmalte e dentina foram construídos com a mesma espessura. Nas exposições foi utilizada uma escala de alumínio e os filmes foram expostos a 70 kVp, 10 mA, distância foco-filme de 60 cm e tempo de exposição de 0,6 s. As densidades ra-diográficas foram lidas em um densitômetro. Como resultado, obtiveram que, a maioria dos materiais foi mais radiopaca que o esmalte e a dentina, sen-do que, nenhum sen-dos materiais testasen-dos apresentou densidade óptica intermediária entre os tecidos dentais. Alguns materiais foram menos radiopacos que a dentina (ChemFil II, ChemFil Cap II, Fuji II F, Chelon Fil e Ketac Fil). Todos os outros produtos examinados foram mais radiopacos que o esmalte. Os materiais de ionômero de vidro que contém pra-ta (Chelon Silver e Kepra-tac Silver) mostraram valores de densidade óptica comparáveis ao do amálgama. O selador de canais Ketac Endo mostrou o valor de densidade óptica mais alto, entretanto ficou abaixo daqueles que contém prata. O Vitrebond, atual-mente designado como um material híbrido, apre-sentou-se mais radiopaco que o esmalte dental.

A proposta inicial do estudo de SHAH, et al. (1997) foi a de usar um método padronizado para medir a radiopacidade de cimentos de ionômero de vidro modificados por resina disponíveis

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comerci-

almente e usados como materiais de ba-se/forramento e comparar o grau de radiopacidade destes novos materiais com materiais para ba-se/forramento convencionais. Foram feitos 5 espé-cimes de cada material, com diâmetro de 10 mm e 1 mm de espessura. Espécimes de dentina com a mesma espessura também foram utilizados. As ra-diografias foram feitas com distância foco-filme de 300 mm, usando uma unidade radiográfica com 70 kV, corrente de 7 mA e tempo de exposição de 0,25 s. As radiografias dos materiais foram toma-das em 2 grupos. O primeiro grupo consistiu de Kalzinol, IRM, cimento de fosfato de zinco e denti-na. No segundo grupo estavam Vitrebond, Fuji Li-ning LC, Photac-Bond, Ketac-Bond e dentina. Uma escala de alumínio foi radiografada junto aos espé-cimes. O densitômetro fotográfico foi usado para registrar as leituras das imagens radiográficas que mostraram o Kalzinol (7,97 mm Al), o cimento de fosfato de zinco (6,65 mm Al) e o IRM (5,30 mm Al) foram os materiais testados mais radiopacos. Dos 3 cimentos de ionômero de vidro modificados por resina testados, o Vitrebond foi o mais radiopaco (2,02 mm Al), seguido pelo Photac-Bond (1,45 mm Al) e o Fuji Lining LC foi o menos radiopaco (1,14 mm Al). Em contraste, o cimento de ionômero de vidro convencional Ketac-Bond foi mais radiopaco que os 3 cimentos de ionômero de vidro modifica-dos por resina testamodifica-dos.

As poucas informações a respeito da radio-pacidade dos cimentos de ionômero de vidro modi-ficados por resina fizeram com que MAROUF & SIDHU (1998) resolvessem investigar se haviam diferenças na radiopacidade entre as diferentes co-res disponíveis dentro de cada um destes produtos comerciais. Avaliaram 3 produtos (Fuji II LC, Vitre-mer e o Photac-Fil) construindo cinco espécimes padronizados de cada material. As radiografias fo-ram tomadas com distância foco-filme de 300 mm. De todos os materiais testados, o Fuji II LC foi o mais radiopaco, com valores maiores que 2,5 mm de alumínio, e o Photac-Fil foi o menos radiopaco, com valores menores que 0,6 mm de alumínio, sendo que o Vitremer ocupou uma posição inter-mediária em termos de radiopacidade, pois apre-sentou valores em torno de 1,5 mm de alumínio. Foram avaliadas no mínimo quatro tonalidades de cor de cada marca comercial do material e os re-sultados revelaram que não houve diferença esta-tisticamente significante na radiopacidade entre as cores, dentro de cada material testado.

Com o objetivo de determinar densitometri-camente a radiopacidade relativa, ou seja, em valo-res equivalentes de alumínio, da dentina, esmalte e 20 resinas compostas correntemente usadas pa-ra restaupa-rações posteriores, BOUSCHLICHER et al. (1999) construíram espécimes de 5 mm de

diâ-metro e 2 mm de espessura de 20 materiais odon-tológicos (9 resinas compostas, 3 compômeros, 6 resinas fluidas e 2 resinas adesivas) e do esmalte e dentina com igual espessura. Uma escala de a-lumínio a qual incluiu um espécime de chumbo, forneceu 9 incrementos de espessura de alumínio. A densidade óptica de cada imagem radiográfica foi medida com um densitômetro de trasmissão. Foram feitas três leituras de cada imagem radio-gráfica do espécime. O equivalente de alumínio (mm) e o percentual de alumínio para cada materi-al foi cmateri-alculado a partir da equação de regressão li-near do log da densidade óptica e espessura de alumínio (mm) obtida da escala de alumínio. Em seus resultados encontraram que a resina adesiva sem carga, All Bond 2 (Bisco), foi radiolúcida, en-quanto o adesivo com carga Optibond FL (Kerr) foi similar à dentina em radiopacidade. Entre as resi-nas compostas fluídas (“flow”, na lingua inglesa), três delas (FloRestore – DenMat; Aelite Flo - Bisco; Revolution - E & D Dental), mostraram radiopaci-dade intermediária entre o esmalte e a dentina. Duas delas (Flow It - Jeneric/Pentron; Tetric Flow - Vivadent) apresentaram radiopacidade maior que a do esmalte. Dentre os compômeros testados, o D-yract – Dentsply e o Compoglass – Vivadent, foram os mais radiopacos. A resina composta de cura química (Bis-Fil 2B - Bisco) e todas as resinas compostas fotoativadas testadas (Charisma - Kul-zer; Heliomolar - Vivadent; Herculite XRV Esmalte - Kerr; Herculite XRV Dentina - Kerr; Z-100 - 3M; TPH - Dentsply; Pertac II - Espe) mostraram valo-res de radiopacidade que excederam àquele do esmalte.

SANTOS et al. (1999) ressaltaram a radiopa-cidade dos materiais restauradores como uma pro-priedade de muita importância e avaliaram a radio-pacidade dos compômeros Dyract AP (Dentsply), Dyract (Dentsply), Freedom (SDI) e Compoglass (Vivadent). Construíram 5 corpos-de-prova de cada material, com 10 mm de diâmetro e 1,6 mm de es-pessura, os quais foram radiografados junto a um escalômetro de alumínio usando 70 kVp, 10 mA, distância foco-filme de 30 cm e tempo de exposi-ção de 0,4 s. Construíram também corpos-de-prova de esmalte, dentina e amálgama. Os autores tinham por objetivo avaliar a existência de altera-ções do grau de radiopacidade em função do tem-po. Os corpos-de-prova foram radiografados em 9 tempos diferentes, ou seja, imediato, 1, 2, 3, 4, 6, 7, 15 e 30 dias. A leitura das densidades ópticas foi realizada com fotodensitômetro, e estes dados fo-ram relacionados com a densidade óptica equiva-lente de alumínio. A densidade óptica líquida foi obtida pela subtração da base de velamento da densidade óptica bruta. Dentre todos compômeros avaliados, o Dyract AP mostrou a mais alta

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radio-pacidade, e esta foi próxima à do esmalte dental. Concluíram que, a radiopacidade dos compômeros testados manteve-se estável ao longo do período de 30 dias do experimento e pela alta radiopacida-de apresentada, todos os compômeros avaliados poderiam ser classificados como material restaura-dor.

MURCHISON et al. (1999) investigaram a ra-diopacidade de 8 resinas compostas restauradoras fluídas e compararam suas radiodensidades àque-la do esmalte, dentina e uma resina composta àque- lar-gamente usada para aplicação universal em dentes anteriores e posteriores (Herculite XRV). Foram construídos cinco espécimes de cada material tes-tado, de esmalte e também de dentina, com 6 mm de diâmetro e 2 mm de espessura. As radiografias foram feitas a 70 kVp, 15 mA, distância foco-filme de 18 polegadas e tempo de exposição de 0,6 s. As densidades das imagens radiográficas dos ma-teriais e de cada degrau da escala de alumínio fo-ram medidas com densitômetro de transmissão. Um gráfico foi feito inserindo a densidade óptica “versus” espessura do alumínio em cada degrau. Uma curva de calibração foi gerada usando re-gressão logarítmica. Um método de análise pelo computador com as imagens digitalizadas foi utili-zado na pesquisa. Como resultado encontraram somente três resinas compostas com radiopacida-de igual ou maior que àquela do esmalte (Tetric Flow, Flow-It LF e Herculite XRV). A radiopacidade de cinco materiais (Aelite Flo, Revolution, Versa Flo, Ultraseal XT Plus, Florestone), pelos testes es-tatísticos, não foi significantemente maior que a-quela da dentina. Concluíram que, aa-quelas resinas compostas com baixa radiodensidade deveriam ser evitadas em restaurações de preparos cavitários Classe II.

LAGHIOS et al. (2000) compararam a ra-diopacidade do fosfato tetracálcio e onze ma-teriais de obturação radicular em relação à dentina humana. O fosfato tetracálcio é um composto que não contém nem sulfato de bá-rio nem óxido de zircônio e tem sido proposto como um material para obturação retrógrada devido à sua provável inerente radiopacidade. Os materiais após manipulados foram coloca-dos em anéis de 10 mm de diâmetro e 2 mm de espessura. Os materiais foram expostos a 65 kVp, 10 mA, distância foco-filme de 40 cm. As densidades ópticas das imagens radiopa-cas de cada material e degrau da escala de alumínio e 2 mm de espessura de dentina fo-ram lidas com um densitômetro digital. Os va-lores de densidade óptica média de cada de-grau da escala “versus” a espessura do

alumí-nio em milímetros foram usados para criar uma curva de regressão. A equação de regressão foi usada para calcular a equivalência em es-pessura de alumínio, em milímetros, para cada espécime. Os resultados deste estudo indica-ram que nove dos materiais testados mostra-ram radiopacidade aceitável. O fosfato tetra-cálcio e dois compostos de ionômero de vidro (Vitrebond e Ketac-Fil) mostraram radiopaci-dade insuficiente para serem distinguíveis ra-diograficamente da dentina.. O amálgama foi o material mais radiopaco e o Ketac-Fil foi o me-nos radiopaco.

Uma comparação da radiopacidade feita vi-sualmente em 7 materiais restauradores, sendo 3 cimentos de ionômero de vidro modificados por re-sina (Fuji II LC, Photac-Fil, Vitremer), 3 rere-sinas compostas modificadas por poliácido (Compoglass, Dyract, Variglass) e 1 cimento de ionômero de vi-dro convencional (Ketac-Fil) foi a proposta deste trabalho de HARA et al. (2001). Um espécime-padrão experimental de 2 mm de espessura feito de dente humano composto de 1 mm de espessura de esmalte e 1 mm de espessura de dentina foi usado como controle. As matrizes para construção dos corpos-de-prova eram anéis plásticos de 2 mm de profundidade e 4,1 mm de diâmetro interno. Os espécimes foram radiografados com uma uni-dade de raios X dental calibrada a 60 kVp, 10 mA, distância foco-filme de 10 cm e tempo de exposi-ção de 0,4 s. Três examinadores independentes avaliaram as 24 radiografias obtidas. Escores de 1 a 5 (da mais radiolúcida à mais radiopaca), foram dados a cada material e à estrutura dental. Uma escala de alumínio de 10 degraus foi radiografada juntamente com os espécimes de esmalte e denti-na. Como resultado, obtiveram uma ordem decres-cente de radiopacidade dos materiais analisados. Variglass e Dyract tiveram o mesmo grau de radio-pacidade e foram os materiais mais radiopacos a-valiados. Todos os materiais testados foram mais radiopacos que o dente, com exceção do cimento de ionômero de vidro modificado por resina, Pho-tac-Fil, e o cimento de ionômero de vidro conven-cional, Ketac-Fil., e comentaram sobre a importân-cia dos materiais serem radiopacos, mas não ex-cessivamente, para não esconder cáries adjacen-tes à restauração.

Em 2002 foram avaliados 6 materiais o-dontológicos, sendo uma resina composta mo-dificada por poliácidos (Dyract), um cimento de ionômero de vidro modificado por resina (Vi-trebond), e três resinas compostas (100, Z-250, P-60). Um escalômetro de alumínio e dentes naturais foram radiografados junto aos

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espécimes. As radiografias foram feitas com duas distâncias foco-filme, de 20 cm e 40 cm. Nenhum dos materiais estéticos avaliados a-presentou radiopacidade maior que a do es-malte ou intermediária entre eses-malte e dentina. O material mais radiopaco foi o Dyract e o me-nos foi o Vitrebond. As três resinas compostas avaliadas apresentaram níveis iguais de radio-pacidade. Não houve diferença nos níveis de radiopacidade das radiografias feitas com dife-rentes distâncias foco-filme (GÜTHER, 2002).

DISCUSSÃO

Desde 1896 com a descoberta dos Raios X por Wihlen Conrad Roentegen tem sido observada a contribuição significativa párea a humanidade

Atualmente, sabse que os Raios X são e-missões eletromagnéticas, sendo que o compri-mento de onda vai de 0,05 ângström até centenas de angströns.

A energia.dos fótons é de ordem do keV (kilo elétron-volt), entre alguns keV e algumas centenas de keV, sendo que, esta energia eletromagnética possibilita a penetração dos corpos.

A partir destas pesquisas qualitativas e quan-titativas pode-se observar a importância da radio-grafia no registro da imagem, obtida pela interação dos Raios -X com o objeto e, posterior o Proces-samento Químico do Filme.

Qualquer variação que ocorra em um dos fa-tores (físicos ou químicos) responsáveis pela ob-tenção da radiografia terá repercussão na imagem radiográfica. Atualmente todo o conhecimento da Imagenologia deve um tributo ao descobridor dos Raios X. Com a expanção da Internert, tem sido desenvolvido interação entre os conhecimentos da Ciência. Fato a destacar a melhoria da informação para o aprimoramento da qualiade de vida em rel-ção as doenças.A Teleodontologia contribui para a melhoria da qualidade da formação do aluno (Ci-rurgião - Dentista), o profissional das novas tecno-logias (o futuro interativo), incorporando as ferra-mentas e as estratégias do conhecimento: os Mul-timeio

A radiografia é o registro de uma imagem (i-magem latente), obtida por meio da passagem dos raios-X através do objeto e posterior processamen-to químico.

Qualquer variação que ocorra em um dos fa-tores responsáveis pela obtenção da radiografia, desde a exposição do objeto ao feixe de raios-X até o completo processamento e armazenamento, terá repercussão na imagem.

Os fatores responsáveis pela qualidade diag-nóstica da imagem radiográfica são:Miliamperagem (mA); Tempo de exposição (s), atualmente contado em pulsos. O tempo de exposição juntamente com a miliamperagem formam o mAs;Quilovoltagem (kVp); Distância (foco-filme, foco-objeto, objeto-filme); Número atômico (objeto); Densidade (obje-to); Espessura (obje(obje-to);Área focal;Relações: fonte de raios-X, objeto, filme;Movimentação (cabeçote do aparelho de raios-X, filme, paciente); Tipo de filme; crans ou placas intensificadoras (extra-oral); Condições de processamento.

A fim de obter o controle de qualidade, os fa-tores acima necessitam ser revistos e reajustados, se preciso. Assim, os fatores práticos passíveis de prejudicarem a qualidade radiográfica podem ser encontrados no quipamento de Raios-X, Receptor de imagem (filme ou filme e écran ou sensores); Processamento; Paciente; Operador e técnica ra-diográfica.

Sabendo-se da importância de uma radiogra-fia em ótimas condições que contribuem ao diag-nóstico apurado, a garantia de qualidade diagnósti-ca deve ser analisada nos seguintes itens: Densi-dade; Contraste; Nitidez da imagem;Ampliação; Distorção;Precisão anatômica; Cobertura da região anatômica de interesse

Ao executar a Técnica Radiográfica Odontológico deve-se obedecer a normativas de biossegurança.

CONCLUSÃO

A partir destas pesquisas qualitativa e quanti-tativa pode-se concluir que:

1. O profissional (Cirurgião-Dentista) no e-xercício das atividades clínicas referentes às habi-lidades e as competências deve estar embasados na compreensão dos fenômenos das interações dos Raios X com os corpos radiografados.

2. É de fundamental importância as atualiza-ções dos conhecimentos técnicos e científicos ob-jetivando o Diagnóstico, o Planejamento e o Tra-tamento com a utilização dos Materiais Restaura-dores.

3. A biossegurança e os princípios formado-res da imagem radiográfica (radiografia) deve ser estabelecidos para obtenção do controle da ima-gem radiográfico.

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ENDEREÇO (Address)

FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE RIBEIRÃO PRETO / USP Laboratório de Análise e Controle da Imagem Radiográfica Profa. Dra Nielcy Sampaio Güther

Av.do Café, s/n – Campus USP Bairro Monte Alegre

14040- 904 - Ribeirão Preto - São Paulo BRASIL Fone: +55: (16) 36 02 40 04 Recebido: 7/04/2004 Correção do Relator: 19/04/2004 Reformulado: 15/04/2004 Aceito: 17/04/2004 Publicado Online: 3/05/2005

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