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Prevenção de Riscos Elétricos: Bloqueio e Sinalização ( Lockout and Tag-out )

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Academic year: 2021

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Autorizado por: Ahmed BENNOUR Performance & Optimization VP

Aprovado por: Bertrand NEGRELLO T&D EHS VP

Preparado por: Michael RIBBE Service PL EHS Dir.

Nome Função Assinatura

MODIFICAÇÃO

Edição Data Tipo de Mudança Comentários

V1 17/09/2007 AREVA Apresentação Criação

V2 18/02/2008 Modificação Adição dos EPI’s obrigatórios e exemplo de cartão de LOTO

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO DO DOCUMENTO ESTÁ DISPONÍVEL EM

Intranet: T&D Live / Our Functions / EHS / EHS Official Documents / EHS Instructions

– Health – Safety

Meio Ambiente – Saúde – Segurança

Instrução T&D EHS OI-3

Prevenção de Riscos Elétricos:

Bloqueio e Sinalização

(“Lockout and Tag-out”)

T&D

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(3)

Prevenção de Riscos Elétricos: Bloqueio e Sinalização (LOTO)

1 INTRODUÇÃO / OBJETIVO

Acidente elétrico é o evento principal a ser temido, no que se refere à segurança em nossas atividades T&D. Um erro, por menor que seja, pode ter conseqüências fatais (morte ou incapacidade permanente por queimaduras).

Trabalhar com equipamento elétrico ou nas imediações de médias e altas tensões só é permitido se a área estiver absolutamente livre de energia elétrica, assegurando-se também que não haverá re-energização durante o período em que o trabalho estiver em andamento. Para baixas tensões (<1000 V) a regra é basicamente a mesma, porém é possível trabalhar em equipamentos energizados em casos especiais, como por exemplo, para medições e diagnóstico. Trabalho nas imediações de baixa tensão energizada só é permitido quando for realizado por pessoal autorizado, que trabalha sob procedimentos especializados para esse fim (esses procedimentos não estão incluídos nesta instrução).

O propósito desta instrução é de definir o processo de segurança que irá assegurar a ausência de energia elétrica durante os trabalhos efetuados em equipamento elétrico, através de uma rígida aplicação de BLOQUEIO E SINALIZAÇÃO (adiante designado simplesmente como LOTO).

Esta instrução está sintonizada com o guia de segurança do Grupo AREVA “Imagine um Futuro sem Acidentes” (páginas 18/19) e com o “Standard TD EHS N° 14 – ERP” (prevenção contra riscos elétricos).

2 TERMOS & DEFINIÇÕES

Bloqueio e Sinalização (“Lockout/ Tag out” ou LOTO): Se refere às práticas e aos procedimentos

específicos para resguardar os funcionários contra re-energizações súbitas e inesperadas, ou partida súbita de equipamento e maquinário, ou mesmo a descarga de energia perigosa durante os serviços ou atividades de manutenção.

Risco Elétrico: É o risco que a pessoa se expõe, de morte (eletrocussão), choque elétrico, ou

ferimentos causados diretamente por descargas elétricas ou originárias de eletricidade. Isto poderá ocorrer durante o trabalho efetuado em equipamento elétrico ou as conseqüências de estar nas imediações de equipamento elétrico energizado. Além disso, o risco elétrico existe quando o equipamento elétrico está temporariamente desligado, mas continua instalado.

Os equipamentos elétricos que estão fora de um ambiente elétrico (p.ex: em uma linha de montagem de fábrica) não estão no escopo desta instrução.

Supervisor de bloqueio: É uma pessoa autorizada (competente), que foi nomeada por escrito pelo

proprietário do equipamento (cliente, ou AREVA T&D antes da entrega da instalação) para perfazer deveres específicos, inclusive a emissão de documentos de segurança e a determinação de quem irá desempenhar os processos de LOTO (total ou parcialmente, de acordo com as regras locais), ou seja, a pessoa que irá conduzir as operações de bloqueio , assegurando a eliminação de energia no painel de comando.

Documento de Segurança (Permissão para a execução do trabalho - PTW), Consentimento para Teste, Limitação de Acesso, …): É uma autorização formal, por escrito, para operar um

determinado procedimento, cujo objetivo é de proteger o pessoal que trabalha em áreas ou atividades perigosas. Todas as pessoas precisam ter um Documento de Segurança, antes de começar o trabalho (exceção feita a países que tenham regulamentos que definem obrigações diferentes).

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Supervisor de Trabalho: É uma pessoa cuja competência é reconhecida pela AREVA T&D, que

tenha conhecimento técnico bastante e/ou experiência que o permita evitar perigo e que é responsável por receber e aceitar os Documentos de Segurança especificados. Essa pessoa é designada por escrito pela AREVA T&D e será responsável por confirmar a execução correta do processo LOTO, ao completar e assinar o ‘LOTO Checklist’.

3 ESCOPO DA APLICAÇÃO / RESPONSABILIDADES

O conteúdo desta instrução foi projetado de tal maneira que respeita os princípios físicos de conhecimento comum que norteiam um LOTO tangível, ao mesmo tempo em que permanece independente a regulamentos específicos (e o jargão) presentes em alguns países. Porém, se os regulamentos locais são mais severos que os da AREVA, esses são os que devem prevalecer.

3.1 Escopo da aplicação

Esta instrução se aplica ao nosso pessoal AREVA T&D, bem como a trabalhadores temporários ou sub-contratados sob o comando da AREVA T&D (todos adiante denominados “nosso pessoal”),

- Que trabalham em equipamento elétrico ou estão sujeitos a riscos elétricos;

- Que trabalham em canteiros de obras externos (canteiros de obras de clientes) ou nos sites da AREVA T&D sites (fábricas, oficinas, laboratórios, edifícios, …),

- Que cobrem qualquer tipo de atividade, como os trabalhos de campo, áreas de testes, manutenção industrial, gestão de projetos, etc.

- Que pertencem a unidades de negócio ou funções diferentes da AREVA T&D.

3.2 Fora do escopo

As seguintes situações estão fora de escopo da presente instrução, devendo ser definidas em separado:

- Trabalho em equipamento de baixa tensão energizada (<1000V), para efeitos de medição e diagnóstico (que pode ser permitido a pessoas autorizadas, sob condições específicas). - Testes parciais conduzidos dentro de um processo industrial.

3.3 Responsabilidades

A gerência da AREVA T&D da unidade ou do site (tanto nos sites próprios como nos canteiros de obras dos clientes) é responsável pela aplicação desta instrução. Ela deve assegurar que todas as pessoas envolvidas (pessoal da AREVA T&D, mão-de-obra temporária e pessoal sub-contratado sob ordens da AREVA T&D) conheçam, saibam aplicar e aplicam os mandamentos desta instrução. A operação dos painéis de comando geralmente não é feita por pessoal da AREVA (existem exceções, conforme 4.1 abaixo). Porém é absolutamente necessário que nosso pessoal conheça o processo e tenha condições de avaliar os resultados, o que poderá exigir treinamento específico (p.ex: de acordo com o “Standard TD EHS N° 14 – ERP”, etc).

A gerência da AREVA T&D da unidade ou do site deve fazer com que o risco elétrico seja identificado durante os processos de avaliação de riscos, bem como suas conclusões, inclusive as medidas compensatórias, que são comunicadas ao pessoal envolvido (treinamento). Ela (gerência) é responsável por fornecer o equipamento de proteção individual (EPI) e outros equipamentos de segurança, de acordo com os resultados da avaliação de risco.

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4 CONTROLE OPERACIONAL

Trabalhar nas imediações de equipamento elétrico apresenta riscos inerentes, inclusive em operações com painel de controle. Somente a aplicação escrupulosa de todas as etapas básicas – obedecendo a ordem correta e usando o EPI indicado – pode assegurar condições seguras de trabalho, dentro do escopo do risco elétrico. Qualquer desvio destas regras, por menor que seja, podem induzir acidentes fatais e danos graves às redes elétricas (p.ex: “apagão”). As análises que foram conduzidas de acidentes elétricos ocorridos na AREVA T&D demonstraram que uma ou mais etapas não foram aplicadas.

4.1 Autorização de trabalho e o LOTO Checklist

Funcionários da AREVA T&D, bem como qualquer pessoa trabalhando para a AREVA T&D ou suas sub-contratadas geralmente não estão autorizados a operar equipamentos elétricos de clientes. Poderão ser autorizadas algumas exceções, quando forem explicitamente solicitadas pelo cliente, por escrito, cujo documento também deverá isentar a AREVA de qualquer culpabilidade ou indenização.

Trabalhar com equipamento elétrico ou trabalhar em algum ambiente elétrico, só é permitido ao pessoal competente para tal. Além disso, mais duas condições devem estar presentes:

4.1.1 Um Documento de Segurança formalizado (por escrito) deve ser fornecido pelo Supervisor de

Bloqueio. O Documento de Segurança geralmente é um documento do cliente e deve explicitar quem dá a autorização e a quem ela é dada (cada pessoa deve ser listada), qual é o equipamento envolvido e quais são as etapas de LOTO que foram cumpridas, com a data e assinatura das pessoas envolvidas.

4.1.2 Além do documento do cliente, nosso pessoal AREVA T&D deve usar seu checklist* próprio.

O propósito do checklist é de confirmar que cada etapa de LOTO, cumprida pelo cliente ou excepcionalmente por nosso próprio pessoal, foi realizado corretamente. Essa confirmação é realizada através do preenchimento do checklist e sua assinatura pelo Supervisor de Trabalho, dando conta que ele atesta que cada etapa foi executada corretamente. Preferentemente, o resultado de cada etapa do LOTO deve ser visível (p.ex: contatos abertos, cadeados colocados, conexões de aterramento e curto circuito visíveis, indicadores de posição de equipamento GIS, etc.). Se o controle visual não for possível o Supervisor de Trabalho da AREVA deve contatar o Supervisor de Bloqueio, para confirmar que todas as devidas etapas foram processadas corretamente. Consequentemente, não basta confiar exclusivamente na confirmação escrita do Supervisor de Bloqueio: A primeira página do checklist deve estar visivelmente afixada na estação de trabalho antes de começar o trabalho. * Anexo a este procedimento existe um checklist padrão da AREVA T&D. Fica a critério de cada unidade usar o checklist padrão ou seu próprio checklist, adaptado às condições locais (p.ex: linguagem local), mas deve estar assegurado que o conteúdo dele seja igual ou superior ao padrão.

4.2 Etapas básicas do LOTO

As etapas básicas do LOTO estão descritas como segue abaixo. Estas etapas geralmente não são realizadas por nosso próprio pessoal, mas sim por uma pessoa designada pelo cliente AREVA (exceções podem ocorrer de acordo com 4.1). Entretanto, nosso pessoal deverá verificar se cada etapa foi cumprida corretamente, de acordo com 4.1.2. Isto irá requerer:

a) Entendimento completo do layout elétrico da parte da instalação envolvida (diagrama de linha única), para possibilitar a identificação dos pontos de isolamento e de aterramento necessárias para assegurar segurança ao sistema;

b) Conhecimento dos programas do painel de controle (switching schedule);

Em outras palavras, uma confirmação por escrito do cliente é obrigatória, mas não é tudo; a verificação complementar efetuada por nosso pessoal é essencial.

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AS CINCO ETAPAS OBRIGATÓRIAS DO LOTO SÃO: I. SEPARAÇÃO ou DESENERGIZAÇÃO

II. ASSEGURAR o ISOLAMENTO (bloqueio na posição aberta)

III. VERIFICAÇÃO da AUSÊNCIA de TENSÃO (**) e verificação dos aparatos de detecção antes e depois.

IV. ATERRAMENTO e CURTO CIRCUITO

V. DEMARCAÇÃO da ÁREA de TRABALHO (***)

Após qualquer interrupção dos processos de trabalho, mesmo que seja de pequena duração (p.ex: conversa, banheiro, movimentação), deve ser verificado se as condições de segurança não mudaram e que o aterramento e curto circuito estão visivelmente em seu lugar.

(**) Em alguns países é obrigatória uma etapa anterior de identificação.

(***)Em alguns países esta etapa é concluída através de identificação na estação de trabalho.

Comentários sobre cada etapa:

4.2.1 SEPARAÇÃO: Separar a instalação de todas as possíveis fontes de tensão (i.e. fazer com que todos os seccionadores estejam em posição aberta, desconectando-os dos barramentos e dos consumidores, etc.)

4.2.2 ASSEGURANDO O ISOLAMENTO: Ter certeza que as fontes de suprimento não possam ser re-conectadas acidentalmente (re-energizadas) durante o trabalho, i.e., travar os dispositivos seccionadores em sua posição aberta, bem como os seccionadores de aterramento – se houver – na posição fechada. O isolamento deve ser executado de maneira segura, à prova de erros, ou seja, claramente visíveis a todos, seja nos componentes energizados dos dispositivos disjuntores (disjunção visível) ou através do posicionamento do dispositivo, com clara indicação visual.

A operação de isolamento deve incluir a neutralização de todos os controles eletrônicos, radio-eletrônicos, mecânicos, hidráulicos e pneumáticos.

A imobilização de um dispositivo através de meios mecânicos, geralmente significa o uso de cadeados, de maneira a tornar impossível a restauração da corrente sem intervenção da pessoa responsável pelo trabalho.

A utilização de um cadeado adicional para cada dispositivo de seccionamento ou de aterramento é altamente recomendável para todo o pessoal envolvido no trabalho e as chaves devem ser mantidas pessoalmente. Entretanto, dependendo do equipamento e dos regulamentos locais, o uso de cadeados pessoais pode ser tecnicamente inviável ou seu uso pode ser restringido. Portanto, sua utilização deve ser aceita pelo cliente.

O processo de isolamento se faz completo através de um processo de sinalizações (tag out): afixando-se uma etiqueta ou algum outro tipo de aviso ao dispositivo de afixando-seccionamento, informando a quem possa interessar que o dispositivo foi isolado e não deve ser mexido. As sinalizações devem ser claramente visíveis e devem conter os seguintes dizeres “Bloqueado - Não Mexer” incluindo possivelmente o nome da pessoa responsável. Os sinais devem ser datados e assinados.

Exemplo de etiqueta individual:

ATENÇÃO

NÃO REMOVA

- SEPARAÇÃO ou DESENERGIZAÇÃO - ASSEGURAR o ISOLAMENTO (bloqueio na

posição aberta + uso dessa etiqueta) - VERIFICAÇÃO da AUSÊNCIA de TENSÃO

(**) e verificação dos aparatos de detecção antes e depois. - ATERRAMENTO e CURTO CIRCUITO - DEMARCAÇÃO da ÁREA de TRABALHO

(***)

Após qualquer interrupção dos processos de trabalho, mesmo que seja de pequena duração (p.ex: conversa, banheiro, movimentação), deve ser verificado se as condições de segurança não mudaram e que o aterramento e curto circuito estão visivelmente em seu lugar.

(**) Em alguns países é obrigatória uma etapa anterior de identificação.

(***)Em alguns países esta etapa é concluída através de identificação na estação de trabalho. AS CINCO ETAPAS OBRIGATÓRIAS DO

LOTO SÃO: ETIQUETA DE BLOQUEIO ATENÇÃO NÃO REMOVA Foto MINHA VIDA DEPENDE DESSA ETIQUETA Nome : ……… Companhia : ……… Telefone : ……… ATENÇÃO NÃO REMOVA - SEPARAÇÃO ou DESENERGIZAÇÃO - ASSEGURAR o ISOLAMENTO (bloqueio na

posição aberta + uso dessa etiqueta) - VERIFICAÇÃO da AUSÊNCIA de TENSÃO

(**) e verificação dos aparatos de detecção antes e depois. - ATERRAMENTO e CURTO CIRCUITO - DEMARCAÇÃO da ÁREA de TRABALHO

(***)

Após qualquer interrupção dos processos de trabalho, mesmo que seja de pequena duração (p.ex: conversa, banheiro, movimentação), deve ser verificado se as condições de segurança não mudaram e que o aterramento e curto circuito estão visivelmente em seu lugar.

(**) Em alguns países é obrigatória uma etapa anterior de identificação.

(***)Em alguns países esta etapa é concluída através de identificação na estação de trabalho. AS CINCO ETAPAS OBRIGATÓRIAS DO

LOTO SÃO: ETIQUETA DE BLOQUEIO ATENÇÃO NÃO REMOVA Foto MINHA VIDA DEPENDE DESSA ETIQUETA Nome : ……… Companhia : ……… Telefone : ……… ETIQUETA DE BLOQUEIO ATENÇÃO NÃO REMOVA Foto Foto MINHA VIDA DEPENDE DESSA ETIQUETA Nome : ……… Companhia : ……… Telefone : ………

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4.2.3 VERIFICAÇÃO DA AUSÊNCIA DE TENSÃO (VAV) (em alguns países é necessário completar uma etapa prévia de identificação obrigatória): O ‘VAV’ serve para assegurar que a instalação não está conectada a nenhuma fonte de eletricidade. Verifique cuidadosamente a estação de trabalho para determinar que não existe a presença de tensão em nenhum dos conectores a jusante dos dispositivos seccionadores.

O operador deve sempre supor que a instalação está energizada e deve estar equipado com o EPI apropriado, inclusive capacete, proteção da face e dos olhos, luvas ou sobre-luvas apropriadas e macacão. O capacho isolante também é de uso padrão, a não ser que haja regulamento local que defina especificamente uma alternativa diferente. Ele deve dedicar muita atenção à condição das luvas, e verificar a cada uso que não existam orifícios (exame visual e teste com ar comprimido).

O VAV é conduzido com equipamento projetado especialmente para esse fim, que deve ser verificado antes de cada operação, utilizando uma fonte reconhecidamente energizada, ou executando o procedimento de auto-teste (se houver). Equipamento defeituoso pode induzir o operador a acreditar que não existe presença de tensão, mesmo que a instalação ainda esteja energizada.

O VAV deve ser repetido em cada condutor, inclusive nos neutros. Este teste deve ser feito imediatamente a jusante dos dispositivos seccionadores, e o mais perto possível da estação de trabalho. Além disso, ao ser completada a operação VAV, o equipamento de teste deve ser verificado novamente.

A partir da entrega do Documento de Segurança feito pelo Supervisor de Bloqueio e após a total execução das cinco etapas do LOTO, o VAV geralmente deixa de ser considerado como operação de painel de comando (conformidade com regulamentos locais deve ser verificado) e pode ser conduzido por nosso próprio pessoal (devidamente treinado e equipado). Esse VAV próprio é particularmente importante quando o equipamento de aterramento e de curto circuito não é diretamente visível.

4.2.4 ATERRAMENTO e CURTO CIRCUITO: Conecte cada uma das três fases (L1, L2 e L3) ao terra (através de um único ponto de aterramento) ou faça a ligação de uma fase ao terra e daí coloque as três fases em curto circuito. Tenha certeza que o condutor de terra é adequado. Essa operação deve ser repetida para cada uma das fontes de tensão presentes na estação de trabalho. O aterramento e o curto circuito devem estar próximos à estação de trabalho e devem ser visíveis.

O principal risco ao trabalhar com equipamento des-energizado é a re-energização inesperada (fonte de acionamento automático, erro humano). O procedimento de aterramento e curto circuito é a maneira mais segura de se proteger desse tipo de perigo (= seu seguro de vida!).

Antes de começar o trabalho, o operador deve estar equipado com o EPI adequado, sempre verificando as condições de suas luvas. O procedimento de aterramento e curto circuito indica a necessidade de equipamento especializado e adequado à natureza do trabalho.

Depois de qualquer interrupção no trabalho, por mais curto que seja (uma conversa, banheiro, movimentação), deve haver um controle para determinar que as condições de segurança não mudaram. O aterramento e curto circuito devem estar em seu lugar e devem ser visíveis.

4.2.5 DEMARCAÇÃO DA ÁREA DE TRABALHO (em alguns países, essa etapa é concluída através de uma identificação na estação de trabalho): As partes energizadas remanescentes do painel de controle devem estar cobertas ou isoladas com material próprio, para prevenir toque acidental. A área deve ser demarcada com fita plástica ou preferivelmente por corrente plástica (tanto vermelho/branco, quanto amarelo/preto de acordo com os regulamentos locais) além de placas de aviso. O risco potencial deve ser visível para todos. Na maioria dos ‘standards’ um escudo facial (proteção à face) é a proteção mínima autorizada para proteger os olhos.

A numeração e a ordem dos cubículos devem ser verificadas tanto na frente como atrás, antes de começar qualquer trabalho.

4.3 Liberação do LOTO

O processo de re-energização consiste basicamente de processar as etapas LOTO em ordem inversa, assegurando-se que todas as ferramentas e equipamentos foram removidos, todas as tampas e portas estão recolocadas e todo o pessoal foi afastado e avisado que a área já não é mais segura:

- Remover as DEMARCAÇÕES que foram colocadas na ÁREA DE TRABALHO

- Remover os CURTO CIRCUITOS antes do ATERRAMENTO (talvez seja necessário remover os dispositivos de bloqueio nas chaves de aterramento, se houver)

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- Ligar

A segunda página do checklist padrão deve ser preenchida e assinada pelo Supervisor de Trabalho, confirmando a liberação da área de trabalho. Deve ser assegurado que nenhuma pessoa permaneça na área de trabalho durante a liberação do LOTO.

Agora deve ser assinado o Documento de Segurança, que será devolvido ao Supervisor de Bloqueio e todos os cadeados pessoais devem ser removidos.

Todo o pessoal deve se dirigir a um local seguro, ou guardar distância prudente do equipamento re-energizado ou conectado à tensão. Eles poderão ficar do lado de fora, atrás da cerca, à distância prudente, etc. É recomendável esperar pelo menos 15 minutos antes de retornar às imediações do equipamento re-energizado (sempre respeitando as distâncias de segurança) para evitar ser exposto às conseqüências de um comportamento inesperado do equipamento.

4.4 Equipamento de Proteção Individual (EPI) no contexto do LOTO Elétrico:

4.4.1 Calçado de Segurança: Obrigatório

(exemplo)

4.4.2 Capacete: Obrigatório

(exemplo)

4.4.3 Proteção da face e dos olhos: Obrigatório

(exemplo)

4.4.4 Luvas/sobre-luvas: As luvas são obrigatórias no “VAV” e no “Aterramento e Curto Circuito”.

Pode ser necessário durante o processo de separação. Deve ser dada atenção cuidadosa às luvas: elas devem ser verificadas sempre antes de serem usadas, para detectar orifícios (verificação visual e teste com ar comprimido). Quando houver risco das luvas se danificarem, devem ser utilizadas as sobre-luvas.

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4.4.5 Macacão: Roupa de trabalho com proteção adequada à segurança elétrica é obrigatória.

(exemplo)

4.4.6 Capacho Isolante: Geralmente é necessário, a não ser que haja regulamento local que defina

outra solução, ou em caso da presença de equipamento GIS.

(exemplo)

4.4.7 O processo obrigatório de avaliação de risco poderá determinar outras necessidades de EPI.

Não se esqueça:

O erro humano é a causa maior de acidentes elétricos graves: Não deixe sua segurança (=vida) depender de outra pessoa.

Se, por qualquer razão você se sente inseguro: PARE, NÃO CONTINUE A TRABALHAR!

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