ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Professor Almir Morgado
Administração Indireta: As entidades Administrativas.
Autarquias
Define-se autarquia como o serviço autônomo
i d l i ífi lid d
criado por lei específica, com personalidade jurídica de direito público, patrimônio e receita própria, para executar atividades típicas da administração pública, que requeiram para melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada.
Características das Autarquias
As principais características dessas entidades são: A criação por lei específica; possuírem personalidade jurídica de direito público; possuírem capacidade de
f auto-administração; especialização dos fins ou atividades que desenvolvem e sujeição à supervisão ministerial - embora estejam apenas vinculadas aos ministérios e não subordinadas, devido a sua personalidade jurídica própria e autonomia.
Características das Autarquias
Seus bens integram a categoria dos bens públicos em sentido estrito, e, conseqüentemente
tã t id l lá l i li bilid d
estão protegidos pela cláusula na inalienabilidade, imprescritibilidade, inonerabilidade e impenhorabilidade, razão pela qual a execução de suas dívidas obedece ao disposto no Art. 100 da Constituição Federal (os precatórios judiciais);
Características das Autarquias
possuem as prerrogativas processuais conferidas ao próprio Estado (prazos processuais dilatados – em quádruplo para a contestação e em dobro para o
q p p ç p
recurso); sujeitam‐se ao procedimento de licitação nas transações comerciais; seus agentes são servidores públicos em sentido estrito, regidos na órbita federal pela lei nº 8.112/90; possuem imunidade tributária – art. 150 da CRFB, etc.
Características das Autarquias
As autarquias sujeitam‐se ao princípio da responsabilidade objetiva prevista no art. 37, § 6º da
CRFB.
Sã E l d tid d tá i B C t l
São Exemplos de entidades autárquicas o Banco Central do Brasil, o Instituto Nacional do Seguro Social, a Comissão de Valores Mobiliários, a Comissão Nacional de Energia Nuclear, as Agências Reguladoras, as denominadas Ordens e Conselhos Profissionais (autarquias corporativas), etc.
As Agências
Tais entidades, como é dito por todos os estudiosos da matéria, foram inspiradas em suas congêneres no direito norte americano
direito norte‐americano.
Há que se distinguir, no entanto, agência executiva de agência reguladora.
As Agências
As Agências Executivas não se constituem em entidades formalmente novas, na verdade, trata‐se de
i f d õ úbli é i
autarquias ou fundações públicas pré‐existentes que uma vez celebrando com o poder público o chamado contrato de gestão, passam a ser dotadas de uma maior autonomia.
As Agências
A lei nº 9.649/98 estabelece que poderá ser qualificada como agência executiva, mediante ato do Presidente da República, a autarquia ou fundação que cumpra determinados requisitos – art. 51 e 52 da lei referida lei.
As Agências
Já as agências reguladoras recentemente criadas são verdadeiras autarquias de regime especial. São entidades reguladoras que controlam e fiscalizam as atividades queg q q constituem objeto de concessão, permissão ou autorização de serviço público – telecomunicações, energia elétrica, transportes etc, ou de concessão para exploração de bem público – petróleo, rodovias, segundo
Di Pietro.
As Agências
Art. 8º§ 2º da Lei nº 9.472/97 (ANATEL): “A natureza de autarquia especial conferida à Agência é caracterizada
i d dê i d i i i ê i d
por independência administrativa, ausência de subordinação hierárquica, mandato fixo de seus dirigentes e autonomia financeira
Fundações Públicas
As fundações caracterizam‐se basicamente por serem um patrimônio (conjunto de bens) afetado a determinado fim que por abstração jurídica adquire determinado fim, que por abstração jurídica adquire personalidade jurídica.
Há fundações particulares e públicas, sendo, portanto, a única das entidades administrativas que possuem similar no direito comum.
Fundações Públicas
As fundações públicas são definidas como sendo um patrimônio dotado de personalidade jurídica de direito público ou privado, cuja criação e autorizada por lei, para o desempenho de atividade atribuída ao Estado no âmbito social, com capacidade de auto‐ administração e sujeita à supervisão administrativa.
Fundações Públicas
Há controvérsia na doutrina a cerca da natureza jurídica das Fundações Públicas. A corrente majoritária, inclusive no STF, entende que o Poder Público ao instituir a, q Fundação poderá dotá‐la de personalidade jurídica de direito público ou privado.
Sendo de direito público, as fundações públicas apresentarão profundas semelhanças com as autarquias, sendo denominadas de autarquias fundacionais.
As Empresas Governamentais: Empresas Públicas e as Sociedades de Economia Mista
São o braço empresarial do Estado.
As principais características dessas entidades são a instituição autorizada por lei, personalidade jurídica de direito privado, sujeição ao controle estatal, aplicação parcial de normas de direito público (licitação, admissão de pessoal via concurso etc.);
Empresas Governamentais
vinculação aos fins definidos no ato instituidor, desempenho de atividade econômica ou prestação dep p ç serviço público remunerado, não estarem sujeitas à falência art. 2º da Lei nº 11.101/2005 (Lei de Falências).
Empresa Pública
O artigo 5º inciso II do Decreto-lei nº 200/67 define empresa pública como sendo uma entidade dotada de
personalidade jurídica de direito privado, com
p j p
patrimônio próprio e capital público, instituição autorizada por lei para a exploração de atividade econômica ou prestação de um serviço público,
podendo revestir-se de qualquer das formas
admitidas em direito.
Sociedade de Economia Mista
Sociedade de Economia Mista é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, cuja instituição é autorizada por lei para a exploração de atividade econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria ao Estado.
Diferenças Principais
As empresas governamentais (indevidamente chamadas de estatais), empresas públicas e as) p p sociedades de economia mista se diferenciam basicamente por dois aspectos: a sua forma de organização e a natureza do capital que as compõem.
Diferenças Principais
Quanto à forma de organização, o Decreto Lei 200/67 determina que a sociedade de economia mista sejaq j estruturada sob a forma de sociedade anônima e, a empresa pública, sob qualquer das formas admitidas em direito; disso decorre que a primeira é sempre uma sociedade comercial e a segunda pode ser civil e
Diferenças Principais
Com relação à composição do capital, a sociedade de economia mista é constituída por capital público e privado e a empresa pública é constituída por capital exclusivamente público. A despeito de na sociedade de economia mista haver capital público e privado, a lei exige que a maioria das ações com direito a voto pertença ao Estado, com o claro intuito de manter o controle e a gerência da empresa nas mãos do poder público.
Exemplos
São exemplos de Empresas Públicas a Empresa de Correios e Telégrafos a Caixa Econômica Federal a Correios e Telégrafos, a Caixa Econômica Federal, a Casa da Moeda do Brasil, etc. São exemplos de Sociedade de Economia Mista o Banco do Brasil, a Petrobrás, o IRB.
Importante
Importante distinção se faz necessária entre as Importante distinção se faz necessária entre as empresas governamentais que exploram atividade econômica e aquelas que prestam serviços públicos.
Importante
Como a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só e admissível em casos especiais de monopólios constitucionalmente previstos, ou diante de imperativos de segurança nacional ou de relevante interesse público – art. 173, da CRFB, quando tais situações se fazem presentes, o Estado ainda que através de suas empresas, não pode desfrutar de privilégios não extensíveis ao empresário particular.
Importante
Esta é a razão do citado Art. 173 da Carta Política determinar que as empresas do Estado quando determinar que as empresas do Estado, quando explorarem atividades econômicas, sujeitar‐se‐ão às mesmas regras civis, comerciais, trabalhistas e tributárias aplicáveis às empresas privadas.
Importante
Situação diversa ocorre com as empresas públicas e as sociedades de economia mista que prestam serviços sociedades de economia mista que prestam serviços públicos. Estas se regem pelo regime próprio da prestação de serviços públicos – art. 175 da CRFB, com todas as suas prerrogativas e exorbitância face ao regime privado.
Importante
Um importante efeito decorrente desta distinção é a Um importante efeito decorrente desta distinção é a sujeição das prestadoras de serviço público à regra constante do art. 37, § 6º da CRFB (responsabilidade objetiva)
Nova Figura da Administração Consórcios Públicos:
O art. 241 da Carta Política dispõe que “a União, os Estados, o distrito federal e os Municípios disciplinarão por, f p p p meio de lei os consórcios públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados, autorizando a gestão associada de serviços públicos, bem como a transferência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos”.
Consórcios Públicos
A Lei Federal nº 11.107 dispõe sobre normas gerais de contratação de consórcios públicos Trata se de ato contratação de consórcios públicos. Trata‐se de ato normativo regulamentador do artigo 241 da CRFB, no qual se destaca a atribuição de personalidade jurídica aos consórcios, e a possibilidade de serem integrados por entes de níveis federativos diversos.
Consórcios Públicos
A atribuição de personalidade jurídica aos consórcios públicos far‐se‐á através da constituição de associação públicos far‐se‐á através da constituição de associação pública ou de pessoa jurídica de direito privado. Sendo criado como associação pública, o consórcio terá personalidade jurídica de direito público, sujeito, portanto, ao regime publicista.
Consórcios Públicos
Por outro lado, a nova lei permite também que os consórcios públicos adotem personalidade jurídica de consórcios públicos adotem personalidade jurídica de direito privado, bastando, para tanto, o atendimento dos requisitos da legislação civil.
Consórcios Públicos
A lei admite, portanto, a existência de consórcios de
direito público e consórcios de direito privado. Os primeiros integram a administração pública indireta,
como associações públicas, espécies de autarquias por força na nova redação do art. 41, IV do Código Civil, denominadas autarquias interfederativas. Os consórcios de direito privado não integram a administração pública, diante do silêncio eloqüente da lei nº 11.107/05.